Executivo 14:52

Verdes reúnem lideranças da oposição e prometem unidade em torno de Lucélio

Evento contou com participação de Cássio e Lira, mas “amargou” as ausências de Aguinaldo Ribeiro e do vice-prefeito Manoel Júnior

Lucélio Cartaxo ocupou o lugar do irmão no projeto eleitoral de enfrentamento do governador Ricardo Coutinho. Foto: Suetoni Souto Maior

O evento do PV para marcar a posse do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, na presidência do partido, virou ato de apoio à pré-candidatura do irmão dele, Lucélio Cartaxo, ao governo do Estado. O roteiro obedeceu todos os prefeitos de quem quer causar boa impressão e demonstrar força. O Sindicato dos Bancários, na avenida Beira Rio, ficou lotado. Lá estavam apoiadores dos irmãos Cartaxo, incluindo na conta muitos servidores municipais, e também lideranças de partidos aliados. Os destaques ficaram por conta dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e Raimundo Lira (PSD), virtuais candidatos à reeleição pelo bloco das oposições. As ausências sentidas foram as do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e do vice-prefeito da capital, Manoel Júnior (PSC).

No discurso, Lucélio seguiu o caminho de apontar a necessidade de uma visão estadualizada de gestão, que contemple também os municípios governados por adversários. As críticas tinham como endereço o governador Ricardo Coutinho (PSB), acusado pelo verde de ignorar as parcerias com João Pessoa e Campina Grande. Os exemplos mais citado por ele, no entanto, foram os relacionados à Rainha da Borborema. Destacou a falta de apoio do governo do Estado para a realização do São João. Disse ainda que vai pegar as propostas de vários municípios paraibanos para compor o programa de governo. “Vamos juntar a experiência positiva de João Pessoa com a de outros municípios. Não vamos fazer um governo de definições dentro de quatro paredes”, ressaltou.

A conta dos verdes é a de que a candidatura de Lucélio Cartaxo contará com apoio importante de prefeitos sertanejos, pelo fato de ele ter nascido em Sousa. “Esperamos, com isso, que haja mais parcerias visando a cidade de Patos e outras da região”, disse o prefeito patoense Dinaldinho Wanderley (PSDB). O tucano alega que tem enfrentado dificuldades por causa da falta de parcerias com o governo do Estado. O discurso dele segue na mesma linha do adotado por Zenóbio Toscano (PSDB), prefeito de Guarabira. Houve queixa também em relação à insegurança. “A segurança pública, nós sabemos, que é uma dificuldade imensa. Mais de 700 assaltos em caixas eletrônicos, explosões, eu não queria falar uma coisas dessas. Não falo de 70, falo de 700…”, disse Cartaxo.

Dirigentes do PV

O ex-candidato a presidente da República, Eduardo Jorge, fez um discurso seguido ao de Luiz Pena, presidente da sigla. Na exposição, ele falou sobre o momento difícil da política brasileira, mas sem esquecer de lembrar as contribuições dadas por partidos como MDB, PT e PSDB. Jorge, que é paraibano, fez as ressalvas ao falar do momento conturbado da política nacional, com o ex-presidente Lula (PT) preso e nomes proeminentes de MDB e PSDB chamuscados. O senador Aécio Neves, segundo colocado nas eleições de 2014, ele lembrou, virou réu em um dos nove processos a que responde. O presidente emedebista Michel Temer já foi denunciado duas vezes e corre o risco de enfrentar nova demanda judicial ainda neste ano.

O discurso parece ter contaminado a militância. Filiado recentemente ao PV, o vereador de João Pessoa, Lucas de Brito, se apropriou de uma frase historicamente usada pelo ex-presidente Lula. “A esperança vai vencer o medo”. Se em 2002 a frase servia para o petista dizer que a esperança no governo dele venceria a desconfiança incentivada pelos adversários, a analogia teve outro sentido nas palavras de Lucas. Ele usou a máxima para se referir à insegurança no Estado. Alegou que a esperança em dias melhores e mais ações na área de segurança venceria o medo da população. Questionado se havia se inspirado em Lula, adversário de um dos seus ex-partidos, o DEM, ele riu e alegou que máxima se adéqua, historicamente, a várias situações.

Governistas

O alvo favorito das críticas foi o governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista tenta emplacar o ex-secretário João Azevedo no governo do Estado. João, inclusive, pretende reunir as lideranças dos partidos aliados nesta semana. Ele espera conseguir montar um agrupamento de 20 partidos na sua base aliada.

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