Ernesto Araújo joga a toalha. Já vai tarde!

Recorrendo só à memória, lembro de um bocado de gente que foi chanceler no Brasil.

Claro, claro, lembro de Oswaldo Aranha e Afonso Arinos.

Também de Evandro Lins e Silva – se não me engano, no governo de Jango.

Magalhães Pinto também foi. E Azeredo da Silveira, o Silveirinha.

Azeredo da Silveira, ministro das Relações Exteriores no governo de Geisel, teve posições corajosas em defesa da soberania nacional.

Celso Lafer, Fernando Henrique Cardoso e Celso Amorim foram chanceleres já depois da redemocratização.

Celso Amorim, admirável chanceler do presidente Lula.

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Mais tarde, José Serra e Aloysio Nunes Ferreira.

Você pode não gostar deste ou daquele. Tudo bem. Faz parte do jogo.

Mas duvido que algum desses ministros tenha envergonhado o Brasil do modo que fez Ernesto Araújo, o chanceler do presidente Jair Bolsonaro.

Duvido que algum tenha, internacionalmente, jogado no lixo a imagem do Brasil como fez Ernesto Araújo, integrante do grupo ideológico de Bolsonaro.

A senadora Kátia Abreu, que não é de esquerda, o chamou de marginal. E fez muito bem.

Nesta segunda-feira (29), Ernesto Araújo jogou a toalha.

Já vai tarde.

Vamos ver o que nos aguarda.