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A propósito dos 80 anos de Pelé: “O menino deixa a vida pela bola, só se não for brasileiro nessa hora”

Pelé faz 80 anos nesta sexta-feira (23).

A data me faz lembrar da relação entre a nossa canção popular e o futebol.

Uma grande e profícua relação.

Na verdade, um vínculo profundo entre dois elementos essenciais da vida brasileira.

Dos hinos dos clubes compostos por Lamartine Babo às marchas de carnaval.

Dos velhos sambas às manifestações da moderna música popular brasileira.

Se pensarmos nas últimas cinco décadas, ou um pouco mais, há futebol em Milton Nascimento (Aqui é o País do Futebol), Gilberto Gil (Aquele Abraço, Meio de Campo), Chico Buarque (O Futebol) e, sobretudo, em Jorge Ben (País Tropical, Fio Maravilha, Umbabarauma, etc.).

Love, Love, Love, de Caetano Veloso, que é uma música sobre o Brasil, foi feita por causa da frase de Pelé na despedida do Cosmos.

Até Jobim, no choro-canção Falando de Amor, põe o futebol (“Eu esqueço até do futebol”) onde parece não caber.

Os Paralamas do Sucesso resgataram o Jackson do Pandeiro de 1 X 1, enquanto o Skank releu o Jorge Ben de Cadê o Pênalti.

A lista não tem fim, mas ilustro esse breve registro com os Novos Baianos, grupo maravilhoso que juntou samba com rock.

Novos Baianos F.C.

Novos Baianos Futebol Clube até no nome do disco!

E é lá que está Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora.

Melodia de Moraes Moreira. Letra de Galvão.

Fala do menino que bate pelada na rua. Se for o caso, o moleque deixa a vida pela bola.

Achei linda (e muito fiel) essa versão com Son Santana (violão) e João Paulo (voz).