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75 anos de Gonzaguinha. Filho de Luiz Gonzaga foi voz expressiva da MPB que lutou contra a ditadura militar

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga Jr. faria 75 anos nesta terça-feira (22).

Gonzaguinha morreu num acidente de carro em 1991. Tinha 45 anos.

O filho de Luiz Gonzaga se projetou tanto no Som Livre Exportação, da Rede Globo, quanto nos circuitos universitários do início dos anos 1970.

Na sua música, havia o baião do pai nordestino e o samba do Morro de São Carlos, onde foi criado.

O menino não era filho biológico do Rei do Baião, e este o deixou sob os cuidados de um casal amigo.

Luiz Gonzaga Jr., Gonzaguinha, Moleque Gonzaguinha, Gonzaguinha da vida. “Teu menino desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu”.

Gonzaguinha poderia ter sido um dos “malditos” da MPB. Mas ele perseguiu o sucesso e o alcançou.

Integrava o grupo de artistas engajados na luta contra a ditadura e tocava no rádio quando falava de amor em suas canções.

Maria Bethânia fez a parte dela quando gravou Explode Coração.

O Moleque foi capa da veja: “Explode, Gonzaguinha”.

A relação com o pai era difícil. O conflito ideológico se sobrepunha à procura das afinidades musicais. Mas houve uma turnê nacional, e Luiz Gonzaga até virou Gonzagão.

Quem viu ao vivo sabe quanto foi bonito.

Gonzaguinha fez muito sucesso, vendeu bem seus discos, cantou para grandes plateias, mas estava no ostracismo quando morreu.

Voltara ao formato voz e violão dos tempos de Começaria Tudo Outra Vez.

Fecho com Pequena Memória Para um Tempo sem Memória, do Gonzaguinha engajado.