Mais Cultura 8:25

Eduardo Bolsonaro, Chapman atirou em Lennon pelas costas!

Comprei esse livro em novembro de 1983. Está anotado dentro do exemplar.

A Balada de John & Yoko.

O assassinato de John Lennon ainda era um fato muito recente. Pouco menos de três anos.

O livro, lançado no Brasil pela Abril, foi organizado pelos editores da revista Rolling Stone.

Reúne textos publicados pela revista quando Lennon era vivo, mas também artigos escritos depois da sua morte. Traz ainda entrevistas e dois portfólios assinados por Annie Leibovitz.

Algumas das melhores análises que li sobre a obra dos Beatles e de Lennon estão neste livro, em ensaios críticos e biográficos.

A última entrevista de Lennon à Rolling Stone foi feita três dias antes do seu assassinato. O último ensaio fotográfico de Leibovitz é do dia da tragédia.

A Balada de John & Yoko, através dos seus muitos textos, oferece um retrato do artista, durante e depois dos Beatles, e fala da sua relação com Yoko Ono e do papel que ela desempenhou na vida e na arte dele.

“Entre as muitas coisas que serão por muito tempo lembradas a respeito de John Lennon, uma das mais espantosas é o compromisso inflexível e sem limites de sua vida, seu trabalho e seu corpo franzino com a verdade, a paz e a humanidade” – escreve Jann Wenner logo no começo do livro.

Na época do lançamento do livro, A Fundação Contra a Violência na América (The Foundation on Violence in America) recebeu parte dos direitos da publicação.

Essa organização foi criada para facilitar uma notável, significativa e sustentável redução na violência provocada por armas de mãos nos Estados Unidos.

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No Brasil de 2019, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, sugeriu que tudo teria sido diferente naquele oito de dezembro de 1980 se John Lennon estivesse armado.

Teria sido diferente – ouvi de uma voz sensata – se Mark Chapman estivesse desarmado.