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Rock rural de Zé Rodrix também era protesto contra a ditadura

Se estivesse vivo, Zé Rodrix faria 70 anos neste sábado (25).

Um enfarte matou o músico aos 61 anos, em maio de 2009.

O jovem Zé Rodrix estava no grupo vocal que acompanhou Edu Lobo em Ponteio, a vencedora do histórico festival de MPB de 1967.

Mais tarde, vamos encontrá-lo como integrante do grupo Som Imaginário.

A banda tocou com Milton Nascimento no LP que começa com Para Lennon e McCartney, o primeiro de uma série de discos excepcionais que Bituca gravou nos anos 1970.

Em parceria com Tavito, Zé Rodrix é o autor de Casa no Campo, canção que recebeu registro definitivo de Elis Regina em 1972.

Depois do Som Imaginário, um trio: Sá, Rodrix e Guarabyra, a criação do rock rural e um dos grandes discos do rock brasileiro, Terra.

Podia não parecer, mas o rock rural também era uma forma de protestar contra a ditadura.

As letras não continham um protesto explícito, mas propunham uma vida alternativa, longe da opressão que vinha do regime militar.

Uma síntese muito boa da música de Zé Rodrix é o CD que a filha Marya Bravo, cantora talentosíssima, dedicou às canções do pai.

Na Sexta de Música, minha coluna semanal na CBN João Pessoa, falei de Sá, Rodrix e Guarabyra.

Segue o áudio.