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Carlos Alberto Jales lança “Palavra Submersa” nesta quarta

Palavra Submersa é o novo livro do poeta paraibano Carlos Alberto Jales.

O lançamento será nesta quarta-feira (30) às sete da noite, na Fundação Casa de José Américo.

Jales, também professor aposentado da UFPB, falou à coluna sobre o seu trabalho, influências, poesia paraibana.

“Poesia é para ser degustada e não explicada”

Por que poesia?

Porque poesia é a face oculta da palavra, um modo de dizer que esconde mais do que mostra, que sugere mais do que afirma.

Poesia e prosa:

Difere pelo ritmo e pela musicalidade e pela característica de não ter um fim, como uma novela, um conto, um romance. A poesia é um bosque em que o conjunto das árvores vale mais do que a árvore isolada

Quantos livros de poesia você já publicou?

Já publiquei Inventação das Horas, Áspero Silêncio, Vindimas da Solidão e agora Palavra Submersa.

Quais são as grandes influências da sua poesia?

Nenhum poeta deixa de sofrer influencias de outros poetas. As leituras que marcam minha poesia são: Tasso da Silveira, Jorge de Lima, Alphonsus de Guimarães Filho, Fernando Pessoa, Sophia Breitner Dresden, Cecília Meirelles, Henriqueta Lisboa, Francisco de Carvalho e Manuel Bandeira.

Você se orgulha de compartilhar o papel de poeta com a poesia paraibana?

Sem dúvida, eu me orgulho de produzir num Estado em que há poetas como: Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Vanildo Brito, Sérgio de Castro Pinto e Hildeberto Barbosa Filho.

Para você, o que é poesia?

Poesia é para ser degustada, e não explicada, mas se puder defini-la eu faria como o poeta romeno George Popescu, que afirma ser a poesia “um não lugar”, isto é, uma palavra que se realiza pela pura gratuidade.