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Servidores da educação de Campina mantêm decisão de não retomar aulas presenciais antes de vacinação em massa contra a Covid-19

Servidores da educação de Campina decidem não retomar aulas presenciais antes de vacinação em massa contra a Covid-19 / Foto: Divulgação

Os servidores da educação de Campina Grande decidiram não retomar as aulas presenciais, nem no modelo híbrido. A escolha foi reforçada durante duas assembleias virtuais, realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), na manhã e na tarde desta quinta-feira (29).

O sindicato alega que houve aumento de mortes causadas por Covid-19 e que não garantia de segurança para alunos e trabalhadores. Por isso, a categoria resolveu não retomar as atividades até que aconteça uma vacinação em massa dos profissionais, assim como também da população em geral.

E mesmo com essa imunização, o retorno deve depender de um planejamento que garanta uma retomada segura.

A categoria reivindica, ainda, condições ideais para o ensino remoto, com equipamentos e assessoria tecnológica adequada.

“Visitamos as 10 escolas que estão sendo anunciadas pela prefeitura para o modelo híbrido, para construção de um laudo sobre as condições de segurança. Constatamos que as escolas não oferecem segurança para o retorno presencial ainda que de forma híbrida. Protocolamos nosso relatório junto ao MP e a nossa posição e a da categoria é de não retornar, pela saúde e pela vida dos trabalhadores, estudantes e familiares”, destacou presidente do Sintab, Giovanni Freire.

A secretaria de educação de Campina Grande, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que ainda não há um posicionamento sobre o assunto. Por isso, o secretário da pasta, Raymundo Asfora Neto, ainda deve passar por algumas reuniões antes de qualquer definição.

Ministério Público pede retorno de aulas presenciais

O Ministério Público da Paraíba, no entanto, ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Campina Grande, na quinta-feira (29), pedindo retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino da cidade.

De acordo com o órgão ministerial, essa possível retomada deve atender a rigorosos protocolos sanitários para a prevenção da Covid-19 em todas as creches e escolas públicas, assim como também nas unidades particulares.

O MP justifica que medida foi adotada para garantir que crianças e adolescentes tenham as suas necessidades pedagógicas atendidas, o que não estaria acontecendo durante a pandemia.

Por Iara Alves

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