Opinião 10:49

Na peleja entre Governo do Estado e prefeitura de Campina, todos saem perdendo para a covid-19

Foto: reprodução

Virou ‘cabo de guerra’ a discussão entre a prefeitura de Campina Grande e o Governo do Estado sobre o cumprimento das medidas de isolamento social. Ninguém quer ceder. Os dois lados preferem continuar o enfrentamento público, enquanto a pandemia e os problemas provocados por ela continuam a exigir, de todos os gestores, o mínimo de entendimento sobre o que precisa ser feito.

Hoje o governador João Azevêdo (Cidadania) rebateu as declarações do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD). Insinuou que ele teria ‘pouca experiência’, com poucos meses de mandato. Essa disputa, porém, ocorre desde a gestão anterior.

A prefeitura apresentou novos números que ajudam no questionamento da decisão estadual que reclassificou Campina para uma bandeira laranja, o que implicaria na obediência ao toque de recolher e outras medidas impostas pelo Estado.

De acordo com a prefeitura, a cidade registrou uma diminuição de 19,33% nos casos positivos de covid-19 entre os dias 18 de fevereiro e 04 de março. Por outro lado, o Governo estadual diz que outros números precisam ser levados em conta e anunciou a prorrogação do decreto estadual e mais restrições. 

Um fogo cruzado onde o cidadão, principal interessado no combate à pandemia, tem pouco interesse sobre quem sairá vitorioso da batalha.

Nessa discussão não há teses absolutamente corretas, nem entendimentos infalíveis. Há uma infinidade de dados e elementos que podem e precisam ser considerados, a depender do recorte temporal que se estabeleça.

Há, também, a sensação de que todos saem perdendo com a ‘briga’. Porque sem diálogo e renúncias, dos dois lados, não há construção coletiva e unidade na guerra contra o vírus.

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