Opinião 10:15

O sinal dado por Bruno ao nomear Asfora Neto para Educação de Campina

Foto: Ascom

Alguns dizem que os movimentos políticos se traduzem em gestos. De fato, muitas vezes eles são reveladores de situações e tendências dentro desse universo. Dito isso, merece atenção especial a nomeação do advogado Raymundo Asfora Neto para assumir a Secretaria de Educação de Campina Grande – dentre os demais anúncios feitos nos últimos dias pelo prefeito Bruno Cunha Lima (PSD).

Amigo e pessoa da estrita confiança do prefeito, Asfora por muito tempo foi tido como futuro chefe de gabinete da prefeitura, mas acabou assumindo a Educação.

E, certamente, não foi por acaso. Bruno tem dito que pretende deixar na prefeitura, como legado, uma revolução na Educação municipal. Disse isso na campanha. Depois repetiu ao ser diplomado. E voltou a dizer durante a posse.

Poucos dias depois de eleito, avisou que a ‘Pasta’ e outras três seriam “inegociáveis”.

E o que foi dito começa a ganhar contornos na escolha de um nome de sua confiança e com capacidade administrativa já testada. Asfora, nas últimas duas gestões Romero, atuou como uma espécie de multiauxiliar da gestão – jogando bem em todas as áreas.

Esteve no Sine, Procon, Chefia de Gabinete, Urbema, Saúde e terminou como secretário de Esportes. Conhece a prefeitura, aliás, como poucos; e demonstrou sensibilidade política e de gestão.

Ao entregar a Asfora a Educação o prefeito sinaliza que vai priorizar a ‘Pasta’. Quer blindá-la de interferências (políticas) externas, evitar falhas ocorridas na gestão anterior – como na Operação Famintos – e ampliar os resultados alcançados nos últimos anos.

A escolha do novo secretário sintetiza o que vem sendo dito por Bruno. É um sinal dado. Um recado também.

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