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João Paulo Medeiros

Governador entrega hospital em Campina, mas avisa que flexibilização do isolamento depende de redução da covid-19

Foto: Ascom

O governador João Azevêdo (Cidadania) entregou hoje 113 novos leitos de enfermaria para o atendimento de pacientes com covid-19 em Campina Grande. O Hospital das Clínicas, que funcionará no imóvel da antiga Casa Francisco Brasileiro, na Prata, deverá receber pessoas com a doença de outras 69 cidades e, claro, afasta (temporariamente) nesse instante a possibilidade de um ‘colapso’ no sistema de saúde da região. Mas, apesar disso, uma flexibilização das regras de isolamento social e a retomada das atividades econômicas só deverão sair do papel, segundo João Azevêdo, após a redução dos casos da covid-19 durante, pelo menos, 14 dias.
“Para que a gente faça a flexibilização é preciso que o número de casos numa determinada cidade esteja em queda durante 14 dias. É preciso que o número de leitos disponíveis numa determinada região, seja suficiente para atender a um novo pico de contaminação. Que a taxa de isolamento esteja em um patamar que ofereça garantia para que a taxa de transmissibilidade não seja elevada. Esperamos que a partir do dia 15 (de junho) possamos estabelecer bandeiras por município e aí vamos indicar para cada prefeitura essa condição. E o prefeito terá a possibilidade de flexibilizar ou não nos seus municípios”, avaliou o governador, ao falar sobre o plano de retomada das atividades econômicas, lançado na semana passada.
Na região de Campina Grande, conforme o Governo, o Plano de Contingência da Saúde estabelece a abertura de 111 leitos de UTI para atender pacientes com covid-19. Até agora 97 foram disponibilizados.

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Pressão e dificuldades econômicas
A entrega dos novos leitos na cidade acontece num momento em que empresas têm fechado as portas e trabalhadores perdido o emprego por conta da pandemia. São 77 dias desde que as primeiras regras de isolamento social foram impostas no Estado, através do decreto 40.135.  (Decreto 40.135)
Empresários e representantes de setores econômicos defendem a adoção de medidas que possam assegurar uma reabertura gradual dos estabelecimentos, a partir do dia 15 deste mês – pelo menos.
Por enquanto, porém, o governador parece estar decidido a esperar por uma queda nos casos da doença. Não se sabe se haverá ‘clima’ e condições, contudo, para aguardar uma redução dos registros durante 14 dias. Os números, por enquanto, só têm crescido no Estado e nas regiões metropolitanas de Campina Grande e João Pessoa. A economia dá sinais que não suportará por mais muito tempo.