Botafogo-PB 19:30

Juiz nega pedido de liminar do ex-presidente do Botafogo-PB, que acusou antiga oposição de fraude em eleições

Por Pedro Alves

Acusações de Orlando Soares não foram aceitas pela Justiça // Foto: Divulgação

Provavelmente, a polêmica das eleições do Botafogo-PB, realizada no ano passado em sucessivas semanas de incertezas, mas que acabou reconduzindo o grupo de Breno Morais ao comando do clube, acabou. É que o juiz Miguel de Britto Lyra Filho negou um pedido de liminar interposto na ocasião pelo clube, no momento da ação sob o comando do ex-presidente Orlando Soares, em que acusava que a chapa de oposição nas eleições, a “Belo de Verdade”, havia fraudado o processo eleitoral.

 

Orlando, que concorreu como nome da situação no pleito, ao lado de alguns dos seus correligionários, fundamentou a ação numa acusação de que a chapa de oposição, na pessoa de Breno Morais, havia fraudado o sistema eletrônico de sócios, dando a 21 pessoas o direito de votar e ser votado no pleito, segundo a antiga situação, de maneira irregular. 

 

Orlando chegou até fazer um Boletim de Ocorrência sobre o episódio, relatando que Breno, além de se utilizar de dados sigilosos, teria adulterado datas de ingresso de alguns sócios no sistema. Segundo o juiz, no entanto, “tal documento (Certidão de Registro de Ocorrência) não é suficiente para desconstituir o conteúdo da Ata Notarial que registrou consulta do próprio Oficial Delegatário do 5º Ofício de Registro Civil ao sistema do clube/agravante”.

 

Ainda segundo o juízo, a Ata Notarial conseguida por Breno demonstra “que os nomes dos 21 autores desta ação constaram na tabela intitulada “Resumo de Planos Por Nome Adimplentes – Data: 2019-10-11”, no campo destinado aos sócios da modalidade “Contribuinte Titular 2019”, aparecendo, pois, como integrantes do quadro de sócios adimplentes em outubro de 2019”.

 

Desse modo, o juiz indeferiu o pedido de liminar, descartou em primeira análise que houve fraudes no processo eleitoral e manteve a participações dos 21 sócios questionados e a validade do pleito, vencido por Alexandre Cavalcanti, que foi apoiado por Breno Morais, atualmente banido do futebol por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Breno Morais em 2017, quando era dirigente do clube // Foto: Cisco Nobre

Depois de um 2020 bastante conturbado internamente, com troca de farpas públicas, ameaças, reuniões, acordo de paz e renúncia, a eleição foi bem movimentada, com uma peleja judicial. As eleições duraram várias semanas, com pleitos que começavam, mas não se sabia se seriam válidos. Até que veio a vitória de Alexandre, já em novembro – o pleito começou no dia 11 de outubro. Este último episódio da eleição, no entanto, foi boicotado pela então situação.

 

Mas não foi mais questionado em discursos. Desde novembro Alexandre Cavalcanti toca o clube sem mais problemas ou ameaças internas. Apesar disso, o ambiente lá dentro continua com constante tensão. Bastam poucos goles de vinhos no Brejo paraibano ou na Capital para a troca de farpas rolar solta no grupo de Whatsapp do Conselho Deliberativo. As reuniões oficiais remotas e presenciais do CD, por exemplo, também têm esse tom. 

 

Até o momento, por exemplo, o ex-presidente do clube, Sérgio Meira, não prestou contas. Está marcado para esta quinta-feira uma reunião do CD e se espera o demonstrativo financeiro do exercício do ano passado. Se espera também mais acusações de um lado e do outro. 

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