Opinião 8:39

Visita do ministro da Educação em João Pessoa foi mais frustante do que se imaginava

Por LAERTE CERQUEIRA 

Foto: G1/Aline Lins/Divulgação/UFPB

A vinda do ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi mais frustrante do que se imaginava. Ninguém esperava nada de concreto, anuncio de liberação de recursos, mas, ao menos, ele poderia deixar por aqui uma dose de otimismo com planos do governo, novos programas para resolver velhos problemas conhecidos na nossa educação.

Em fala na UFPB, gastou o tempo com posicionamentos pessoais sobre temas, como discutir questões de gênero com crianças, que não acrescentam e nem resolvem o nosso problema principal.

Criticou o ensino básico, a alfabetização de crianças, mas é ele que tem que apresentar propostas. Não apresentou. Cadê o planejamento do Ministério para ajudar cidades na construção de escolas e creches ? Cadê o programa para melhorar as condições e os resultados educacionais da educação básica, foco do governo federal?

E como o Ministério pode ajudar na implantação de escolas em tempo integral, escolas técnicas, por todo o país? Quais os planos para os próximos anos? Muitas perguntas. O ministro não trouxe respostas.

Na UFPB, não falou sobre liberação de recursos para resolver as dezenas de obras paradas nos campi espalhados pelo estado.

Para piorar, nem mostrou entusiasmo em tentar diminuir os problemas de conexão, de internet, de falta de equipamentos e recursos de milhões estudantes, para que eles possam acompanhar as aulas remotas na pandemia.

Disse que ainda era um problema difícil de resolver, que os cortes no programa ‘Educação Conectada’ foram necessários.

Destacou que ficou impressionado com a estrutura que recebeu para administrar: universidades, hospitais universitários, milhões de alunos. Já está à frente do ministério há 9 meses. Na visita ou na aula magna de um ministro, espera-se muito mais do que impressões.

 

COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Laerte Cerqueira
    Maria do Carmo Rodrigues de Medeiros

    Quando o ministro da Educação revela que “ficou impressionado com a estrutura que recebeu para administrar: universidades, hospitais universitários, milhões de alunos”; não precisa dizer mais nada sobre o seu despreparo. Pense num desconhecedor do país! Além de tudo, é daqueles que pensou, falou. Igual ao seu chefe. Depois, fica querendo consertar o “inconsertável”.

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