CPI DA COVID-19 16:02

Na CPI da Covid-19, Queiroga vai tentar se blindar e, ao mesmo tempo, “proteger” o governo

Por LAERTE CERQUEIRA 

Foto: Agência Brasil

O ministro da Saúde, o paraibano Marcelo Queiroga, é um dos personagens mais importantes da semana política do país. Vai depor na quinta-feira (06) na CPI da Covid-19, no Senado.

Queiroga já pegou o “bonde descarrilhado” e foi chamado para colocá-lo nos trilhos. Chegou no meio da tragédia, mas, nem por isso, sua fala é menos interessante, importante e decisiva.

Queiroga já mostrou habilidade política e vai ter que usá-la ao extremo, quando estiver diante do senadores de oposição. Os governistas vão deixar a bola na boca do gol para ele bater. A expectativa é  como ele se sairá.

Tem uma tarefa difícil. Vai ter que se defender para não ser responsabilizado por nada. Mas precisa defender o governo que representa. Ao mesmo tempo, ciente do teor político da CPI, não vai querer acusar ou apontar erros do antecessor. Ao mesmo tempo, não vai assumir um “B.O” que não é seu. Se vai conseguir tudo, só esperando.

Na lista de temas que serão abordados pelos senadores, a política de isolamento social do governo federal, que ele “pegou” ao assumir. Se é que existia algo concreto.

Ainda, o planejamento da vacinação; a postura oficial do governo sobre o tratamento precoce, com remédios sem comprovação. A política comunicacional e de conscientização do governo federal.

E mais: a compra e fornecimento aos estados dos medicamentos do kit-intubação e a recomendação de antecipar a 2º dose, sem garantias da chegada de vacinas.

Pelo roteiro, inevitavelmente, Queiroga vai apontar um ou outro erro do governo. Mas a habilidade também o fará resgatar acertos da gestão para contrapor à pressão oposicionista.

Tem capacidade para isso. Basta saber se, abastecidos com informações dos ex-ministros Henrique Mandetta e Nelson Teich, e com todos os erros de Eduardo Pazuello registrados, os senadores da CPI vão se convencer do “bom papo” de Queiroga.

Pazuello não fala esta semana

Vale lembrar que Pazuello alegou que está com Covid-19 e o depoimento dele marcado para amanhã (05) foi adiado. Lá na frente, a gente vai saber se foi melhor para o ex-ministro falar antes ou depois de Queiroga.

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