CPI DA COVID-19 10:33

Como explicar 341 mortos e 8.973 pessoas com CPF inexistente na lista de vacinados na Paraíba?

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES 

Foto: Divulgação/SMS

O presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, Fernando Catão, afirmou, ontem 07), em entrevista à TV Cabo Branco que vai enviar o relatório com as inconsistências na vacinação na Paraíba para investigação. Além do Ministério Público Federal, Ministério Público da Paraíba, Controladoria Geral da União, prefeituras e governo do Estado vão receber os dados.

Depois da apuração, alguém tem que explicar como isso aconteceu. Se foi má-fé, erro de cadastramento, de digitação ou malandragem mesmo. Alguém pode ser responsabilizado? Sim. Desde que na investigação se comprove dolo. Vale lembrar que temos leis estadual e federal que punem quem fura-fila da vacina da Covid-19.

As inconsistências 

Segundo aponta uma auditoria, na lista de imunizado estariam 8.973 pessoas com CPFs inexistentes e até 341 mortas. Os dados foram cruzados com informações com diversas bases de dados – como a do Sistema Nacional de Óbitos.

O número de registro de pessoas de outros estados/municípios que receberam a vacinação na Paraíba também chama a atenção. Segundo os auditores, foram 54.922 pessoas até o momento.

Também foram apontadas inconsistências relacionadas à faixa etária; intervalo entre doses menores que o recomendado; inconsistências relativas ao cargo/função; aplicação de doses de fabricantes diferentes; ocupantes de cargo eletivos vacinados e menores que tomaram vacinas.

 

Entrevista a Silvia Torres/TV Cabo Branco

Controle das vacinas

De acordo com o relatório de acompanhamento de gestão sobre Covid-19 do TCE-PB, que detalha a situação de distribuição de vacinação no âmbito dos 223 municípios paraibanos consta que a Paraíba recebeu, atualizado até às 6 horas desta quinta-feira (6), 1.450.320 doses. Foram aplicadas 1.074.680. E existem em estoque 375.640 doses. São dados do TCE atualizados pelo Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (SIES/MS).

Na analise do TCE-PB, mostra que das vacinas aplicadas, 78% foram para o grupo por faixa etária (pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas), 18% trabalhadores da saúde e o restante distribuídos entre os grupos de pessoas com deficiência, comorbidades, forças de segurança, comunidades tradicionais e povos indígenas e outros não informados.

Tabela produzida pelo G1/´PB
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