Operação Calvário 20:23

A pergunta do dia: Edvaldo Rosas e Pietro vão fazer delação premiada?

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES

O Ministério Público nega. A defesa de Edvaldo Rosas e Harley Pietro nega. Mas os sinais são fortes de que vem delação premiada por aí dos dois investigados na Operação Calvário.

Para completar, fontes sinalizaram ao Conversa Política que o acordo está sendo fechado. São sinais demais para algo menor. Se não houver mudança de rota, esse é o caminho.

Talvez, por isso, o MP foi mais, digamos, sensível com o caso dos dois e mais resistente com a situação de Coriolano Coutinho, que também está preso e é investigado na Calvário.

No caso de Cori, segundo o MP, a humanidade foi menor porque ele quebrou a relação de confiança, quando passou por cima das medidas cautelares lá atrás.

“Infelizmente quebrou a confiança ao desrespeitar de forma reiterada a medida alternativa e se encontra nesta situação por sua própria conduta”, explicou o promotor Otávio Paulo Neto, do Gaeco.

Essa foi a justificativa oficial. Pública.

O MP deu parecer favorável pela conversão de prisão de Pietro e Rosas para medidas cautelares por causa do risco deles se contaminarem com o coronavírus e por causa do cenário de hospitais lotados.  A Justiça, na sequência, concedeu a liberdade.

Mas é bom lembrar que, até semana passada, os dois estavam com um pé num presídio provisório superlotado, porque não têm diploma de nível superior. Um pedido do MP que ia numa direção contrária a que embasou a soltura de hoje.

Defesa de Cori

Os advogados de Coriolano já pediram o relaxamento da prisão. O advogado Francisco Leitão disse estranhar o MP ter “escolhido réus” para soltar por causa de uma possível contaminação pela Covid-19. Segundo ele, a defesa já apresentou laudos médicos que mostram o risco da permanência de Coriolano na prisão.

“O Gaeco escolhe os réus que podem ser protegidos contra a Covid-19 e, simplesmente, esquecem a situação do réu Coriolano que, inclusive, comprovadamente, já tem nos autos atestado e laudos médicos  que comprovam que ele tem problema de saúde. Mas isso foi completamente ignorado pelo Ministério Público […] de forma muito estranha opina para que os outros sejam libertados […] em detrimento do réu Coriolano, como se a doença, o vírus, a Covid não o atacassem”, criticou Francisco Leitão

As delações 

Rosas e Pietro não têm mais o que perder e a delação seria uma forma de diminuir o tamanho da pancada. Os dois são acusados de desviar recursos do governo estadual na área da Educação. Já fizeram esse percurso na Calvário, os ex-secretários Ivan Burity, Livânia Farias; os ex-auxiliares do governo, Leandro Nunes, Maria Laura; além do dirigente da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, e a secretária dele, Michelle Louzada.

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