Literatura, Livro, Quadrinhos, Quadrinhos Paraibanos

Shiko explora o terror na HQ ‘Lavagem’, que será lançada em abril pela Editora Mino

Veterano dos fanzines nos anos 1990 e autor de álbuns recentes como Piteco – Ingá (do selo Graphic MSP) e os independentes Azul Indiferente do Céu e Talvez Seja Mentira, Shiko lança em abril o álbum de terror Lavagem, uma adaptação do curta-metragem homônimo dirigido pelo próprio quadrinista e produzido pelo coletivo Filmes a Granel, em 2011.

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biografia, Livro, Música

No dia em que faria 70 anos, Elis Regina ganha site oficial e nova biografia

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No site oficial de Elis Regina é possível ouvir músicas e conhecer a exposição ‘Viva Elis’ (divulgação)

Se estivesse viva, Elis Regina (1945-1982) faria 70 anos nesta terça-feira, 17 de março. De presente de aniversário, a cantora ganhou um site oficial e uma nova biografia, Elis Regina – Nada Será Como Antes (Master Books, 429 págs., R$ 49,90).

“Entrevistei mais de 50 músicos e todos foram unânimes: Elis não desafinava nunca”, me disse o autor do livro, o jornalista Julio Maria, para uma entrevista que o Jornal da Paraíba publicou no último domingo (15). Para ler a matéria, clique aqui.

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Literatura, Livro

‘Planeta dos Macacos’ e ‘Jurassic Park’ ganham novas edições este ano

Uma grande novidade para quem é fã de ficção científica: a Editora Aleph divulgou o cronograma do 1º semestre. Os destaques são as republicações de clássicos como Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle, Jurassic Park, de Michael Crichton, e Tropas Estelares, de Robert A. Heinlein. Todas com adaptações cinematográficas por Hollywood.

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Artes Visuais, Livro, Quadrinhos

Espanhol Antonio Altarriba lança o álbum ‘A Arte de Voar’ em João Pessoa

“É uma daquelas HQs que conquistaram leitores até entre aqueles que não costumam ler quadrinhos”, são as palavras do editor Rogério de Campos sobre o álbum espanhol A Arte de Voar (224 páginas, R$ 29,90), escrito por Antonio Altarriba e desenhado por Kim. “Eu tinha lá meus planos, mas foi A Arte de Voar que me fez decidir de vez criar uma nova editora. Ou seja, a Veneta surgiu para publicar o A Arte de Voar. Depois vieram todos os outros, de que também me orgulho muito”.

Altarriba veio para o Brasil para participar de dois eventos: a Tarrafa Literária, em Santos (SP) e a sessão de autógrafos da HQ nesta quarta-feira (dia 1°), a partir das 18h30, na gibiteria Comic House, localizada na av. Nego, 255, no bairro de Tambaú, em João Pessoa.

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Artes Visuais, Livro, Quadrinhos, Quadrinhos Paraibanos

Paraibano Emir Ribeiro está entre os finalistas do Prêmio Jabuti 2014

O quadrinista paraibano Emir Ribeiro, criador da personagem Velta, é um dos dez finalistas ao Prêmio Jabuti na categoria Ilustração. Ele concorre com o álbum Fantasmagoria (Devaneio), coletânea de contos fantásticos escrito pelo lendário Rubens Francisco Lucchetti e ilustrados por Emir.

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Livro, Mauricio de Sousa, Quadrinhos

Morreu Antônio Cedraz, cartunista criador da ‘Turma do Xaxado’

 Xaxado – como todo bom nordestino – é um garoto forte, nascido no interior da Bahia e neto de um cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Suas aventuras retratam a vida da região, fortalecidas com as crenças e lendas, além da companhia dos seus amigos Zé Pequeno, Marieta, Marinês, Arturzinho e Capiba.

Refletia muito do seu autor, Antônio Cedraz, que morreu hoje (dia 11), às 6h30, aos 69 anos, após a luta contra um câncer de intestino. De acordo com informações do site Universo HQ, o cartunista baiano foi internado ontem, em estado grave, e não resistiu.

Cartunista baiano Antônio Cedraz junto com sua criação máxima (foto: divulgação)

Cartunista baiano Antônio Cedraz junto com sua criação máxima, a Turma do Xaxado (Foto: divulgação)

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Cinema, Livro

Divulgado o primeiro trailer do filme sobre Paulo Coelho; assista aqui

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Coube ao ator Júlio Andrade personificar Paulo Coelho quando jovem (divulgação)

Foi divulgado nesta sexta-feira (25) o primeiro trailer do filme Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho, sobre a trajetória do escritor Paulo Coelho antes de se tornar um dos autores mais lidos do mundo. O filme, dirigido por Daniel Augusto, estreia no Brasil dia 14 de agosto.

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Literatura, Livro

No Dia Internacional do Livro, ação distribui exemplares pelas ruas de João Pessoa

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Escola de línguas, CNA distribuiu livros por João Pessoa nesta quinta (24)

Para celebrar o Dia Internacional do Livro – comemorado neste dia 23 de abril – o CNA Ruy Carneiro, em João Pessoa, distribui mais de 50 títulos em pontos da cidade, como paradas de ônibus e praças no Centro, na avenida Epitácio Pessoa e na orla de Tambaú, Cabo Branco e Manaíra.

Os livros foram doados por colaboradores e ex-colaboradores da escola de idiomas e levam mensagens estimulando a leitura e o compartilhamento das obras. Livros de grandes autores fazem parte do acervo espalhado pela cidade.

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Literatura, Livro

Centenário de Burroughs

Burroughs pelas lentes de Annie Leibowitz (Foto: Divulgação/Royal Academy)

Burroughs pelas lentes de Annie Leibowitz (Foto: Divulgação/Royal Academy)

No mês do centenário de William Burroughs (1914-1997), conversamos com o escritor Daniel Pellizzari, tradutor da versão definitiva de Almoço Nu (Ediouro, 240 páginas, R$ 46,90). Confira o papo:

Vida e Arte – O centenário do Burroghs, este mês, tem passado em branca nuvens. A que razões você atribui este fato?

Pellizzari – Não diria que chegou a passar em brancas nuvens, não. Acho que o centenário teve uma repercussão proporcional à importância e à atuação dele na literatura: seria mesmo estranho ver um sujeito que foi um genuíno outsider, e de tantas maneiras, festejado abertamente.

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Literatura, Livro

Carol Bensimon fala sobre novo livro

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Carol Bensimon: “Escrever um romance não é algo exatamente tranquilo” (Foto: Roberta Sant’Anna/Divulgação)

A escritora Carol Bensimon conversou com a gente sobre o seu segundo romance, Todos Nós Adorávamos Caubóis (Cia. das Letras, 192 páginas, R$ 37,00). A matéria você lê na edição do Jornal da Paraíba de hoje. Confira a entrevista, na íntegra:

Em época de bandeiras e militância, você se sentiria à vontade em ter seu livro acolhido como uma espécie de documento de um tempo em que a relação entre duas mulheres deve ser tratado literariamente sem grandes grilos?

Sim, me sinto totalmente à vontade. Na verdade, as pessoas podem fazer o que quiserem com o livro, eles não me pertence mais, mas é claro que eu escrevi esse romance motivada por uma série de coisas, e uma delas era a vontade de retratar essa sexualidade feminina volátil, que é uma coisa muito contemporânea. É muito comum, ou melhor, tornou-se muito comum, garotas terem experiências amorosas e sexuais com outras garotas e, aí talvez eu discorde de você, isso não necessariamente significa levantar bandeiras e engajar-se numa luta por direitos gays.
Dez anos atrás, eu acho que esse seria um livro sobre “como é difícil e doloroso gostar de alguém do mesmo sexo”, mas esse definitivamente não é o caso do “Todos nós adorávamos caubóis” de 2013, ou ao menos eu não o enxergo assim.  Ao mesmo tempo, é óbvio que a história de Cora e Julia só é tão confusa e carregada de tensão sexual porque lidar com esse desejo tem lá sua dificuldade para ambas as personagens.

Seus dois livros anteriores me parecem mais trágicos que este, que pelo menos imediatamente não parte de uma premissa traumática (apesar do trauma depois revelado de uma das personagens). Isso te deu maior leveza na hora de escrever ou cada projeto tem sua carga de tensão “indesviável”?

Nunca há uma leveza total, porque, ao menos para mim, escrever um romance não é algo exatamente tranquilo. E estou falando do sentimento que vem do processo em si, que é longo, inseguro, estressante, e não da temática da obra em construção. Feita essa ressalva, bem, é claro que, além de me incomodar um bocado, eu também me diverti escrevendo esse romance. Ele é bem mais luminoso que meus livros anteriores, as personagens me cativaram muito à medida que foram se tornando mais complexas, e havia essa porção de lugares interessantes a explorar. Então acredito que sim, em alguns momentos eu consegui me desviar do aspecto “trabalho pesado” e fui tomada por uma espécie de sentimento de potência, de liberdade, muito semelhante ao que essas narrativas envolvendo deslocamentos aleatórios costumam me causar como leitora ou espectadora.

Como nasceu o “Todos nós adorávamos caubóis”? Você pensou primeiro na forma ou no enredo do romance?

É difícil dissociar uma coisa da outra, e mais difícil ainda pensar em uma “linha do tempo” do processo criativo. Um esboço da Cora, personagem-narradora, surgiu quando eu estava morando em Paris. Depois veio a ideia de inseri-la em uma viagem pelo interior do Rio Grande do Sul. Os detalhes da trama, assim como os temas do livro, foram surgindo a partir daí. Mas eu realmente só pude sentar e escrever depois de visitar todas as cidades pelas quais as personagens passam.

Você divulgou uma espécie de tracklist do romance no teu perfil no Facebook. A música que paira na tua obra também paira no teu processo criativo?

De certa forma, sim. Quando não estou conseguindo avançar na escrita, é bem comum eu colocar os fones de ouvido e ficar olhando para uma paisagem qualquer, meio neutra. Isso me ajuda a entrar na história. Não pode ser qualquer música, claro, mas algo que faça sentido “colar” àquela narrativa. Mas, no momento da escrita propriamente dita, de ficar mexendo em palavras, construindo frases com um certo ritmo, etc, ouvir música me atrapalha. Sobretudo se tiver letra.

Recentemente, o Vinícius Jatobá afirmou que a literatura brasileira feita por mulheres no Brasil, hoje, está bem além da literatura brasileira feita por seus pares masculinos. Você concorda?

Achei muito corajoso o que o Jatobá escreveu nesse artigo para a revista britânico Litro, pois, até onde eu sei, ninguém ousou afirmar isso antes. Como mulher e escritora, óbvio que simpatizo com a ideia. Mas, falando sério, não posso emitir uma opinião razoavelmente embasada porque ainda não li a maioria das mulheres que o Jatobá cita, como Elvira Vigna, Andrea Del Fuego, Beatriz Bracher. Espero fazer isso em breve.

Já tem alguma ideia do que virá depois de “Caubóis”?

Uma muitíssimo vaga ideia. De qualquer maneira, talvez eu toque alguns outros projetos antes de entrar no próximo romance.