Artes Visuais, Artes Visuais da Paraíba, Literatura, Literatura Paraibana

[Conto de Natal] Bielzinho e o Papai Noel

Confira o conto de Natal que a escritora Débora Ferraz fez com exclusividade para o Jornal da Paraíba, ilustrado por Igor Tadeu:

recorte

— Vai lá, Bielzinho, vai pedir um presente pra Papai Noel.
O menino paralisa. As pernas curtinhas roliças no braço da mãe encrespam. Hoje vai ser um daqueles dias.
(mais…)

Literatura, Livro

Carol Bensimon fala sobre novo livro

RPS_9234_BX

Carol Bensimon: “Escrever um romance não é algo exatamente tranquilo” (Foto: Roberta Sant’Anna/Divulgação)

A escritora Carol Bensimon conversou com a gente sobre o seu segundo romance, Todos Nós Adorávamos Caubóis (Cia. das Letras, 192 páginas, R$ 37,00). A matéria você lê na edição do Jornal da Paraíba de hoje. Confira a entrevista, na íntegra:

Em época de bandeiras e militância, você se sentiria à vontade em ter seu livro acolhido como uma espécie de documento de um tempo em que a relação entre duas mulheres deve ser tratado literariamente sem grandes grilos?

Sim, me sinto totalmente à vontade. Na verdade, as pessoas podem fazer o que quiserem com o livro, eles não me pertence mais, mas é claro que eu escrevi esse romance motivada por uma série de coisas, e uma delas era a vontade de retratar essa sexualidade feminina volátil, que é uma coisa muito contemporânea. É muito comum, ou melhor, tornou-se muito comum, garotas terem experiências amorosas e sexuais com outras garotas e, aí talvez eu discorde de você, isso não necessariamente significa levantar bandeiras e engajar-se numa luta por direitos gays.
Dez anos atrás, eu acho que esse seria um livro sobre “como é difícil e doloroso gostar de alguém do mesmo sexo”, mas esse definitivamente não é o caso do “Todos nós adorávamos caubóis” de 2013, ou ao menos eu não o enxergo assim.  Ao mesmo tempo, é óbvio que a história de Cora e Julia só é tão confusa e carregada de tensão sexual porque lidar com esse desejo tem lá sua dificuldade para ambas as personagens.

Seus dois livros anteriores me parecem mais trágicos que este, que pelo menos imediatamente não parte de uma premissa traumática (apesar do trauma depois revelado de uma das personagens). Isso te deu maior leveza na hora de escrever ou cada projeto tem sua carga de tensão “indesviável”?

Nunca há uma leveza total, porque, ao menos para mim, escrever um romance não é algo exatamente tranquilo. E estou falando do sentimento que vem do processo em si, que é longo, inseguro, estressante, e não da temática da obra em construção. Feita essa ressalva, bem, é claro que, além de me incomodar um bocado, eu também me diverti escrevendo esse romance. Ele é bem mais luminoso que meus livros anteriores, as personagens me cativaram muito à medida que foram se tornando mais complexas, e havia essa porção de lugares interessantes a explorar. Então acredito que sim, em alguns momentos eu consegui me desviar do aspecto “trabalho pesado” e fui tomada por uma espécie de sentimento de potência, de liberdade, muito semelhante ao que essas narrativas envolvendo deslocamentos aleatórios costumam me causar como leitora ou espectadora.

Como nasceu o “Todos nós adorávamos caubóis”? Você pensou primeiro na forma ou no enredo do romance?

É difícil dissociar uma coisa da outra, e mais difícil ainda pensar em uma “linha do tempo” do processo criativo. Um esboço da Cora, personagem-narradora, surgiu quando eu estava morando em Paris. Depois veio a ideia de inseri-la em uma viagem pelo interior do Rio Grande do Sul. Os detalhes da trama, assim como os temas do livro, foram surgindo a partir daí. Mas eu realmente só pude sentar e escrever depois de visitar todas as cidades pelas quais as personagens passam.

Você divulgou uma espécie de tracklist do romance no teu perfil no Facebook. A música que paira na tua obra também paira no teu processo criativo?

De certa forma, sim. Quando não estou conseguindo avançar na escrita, é bem comum eu colocar os fones de ouvido e ficar olhando para uma paisagem qualquer, meio neutra. Isso me ajuda a entrar na história. Não pode ser qualquer música, claro, mas algo que faça sentido “colar” àquela narrativa. Mas, no momento da escrita propriamente dita, de ficar mexendo em palavras, construindo frases com um certo ritmo, etc, ouvir música me atrapalha. Sobretudo se tiver letra.

Recentemente, o Vinícius Jatobá afirmou que a literatura brasileira feita por mulheres no Brasil, hoje, está bem além da literatura brasileira feita por seus pares masculinos. Você concorda?

Achei muito corajoso o que o Jatobá escreveu nesse artigo para a revista britânico Litro, pois, até onde eu sei, ninguém ousou afirmar isso antes. Como mulher e escritora, óbvio que simpatizo com a ideia. Mas, falando sério, não posso emitir uma opinião razoavelmente embasada porque ainda não li a maioria das mulheres que o Jatobá cita, como Elvira Vigna, Andrea Del Fuego, Beatriz Bracher. Espero fazer isso em breve.

Já tem alguma ideia do que virá depois de “Caubóis”?

Uma muitíssimo vaga ideia. De qualquer maneira, talvez eu toque alguns outros projetos antes de entrar no próximo romance.

Literatura, Polêmica

Briga contra censura a biografias ganha reforços

Alceu Valença se posicionou contra Chico, Caetano e Djavan e a favor das biografias não-censuradas (foto: reprodução)

Alceu Valença se posicionou contra Chico, Roberto e Djavan e a favor das biografias não-censuradas (foto: reprodução)

Por Tiago Germano

Dois importantes nomes da cultura brasileira engrossam as fileiras contrárias à coerção ao trabalho de biógrafos por parte de biografados e familiares.

Depois que artistas como Chico Buarque, Djavan e Gilberto Gil defenderam o mau exemplo dado por Roberto Carlos (entenda o caso na matéria publicada no JORNAL DA PARAÍBA, na terça-feira, 8), Alceu Valença e Laurentino Gomes defenderam a popular ‘Lei da Biografia’, ainda emperrada na Câmara.
(mais…)

Literatura, Literatura Paraibana, Livro

Rinaldo de Fernandes participa da Bienal de PE

Escritor lança livro sobre Chico Buarque no evento (foto: divulgação)

O escritor Rinaldo de Fernandes é um dos destaques da 9ª edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que ocorre até amanhã no Centro de Convenções de Olinda. O maranhense radicado na Paraíba vai ao estado vizinho para lançar Chico Buarque: O Poeta das Mulheres, dos Desvalidos e dos Perseguidos (LeYa Brasil, 408 páginas, R$ 44,90), coletânea de ensaios que chega este fim de semana nas livrarias e está prevista para ser lançada em João Pessoa no próximo dia 31. (mais…)

Literatura, Literatura Paraibana, Sem categoria

Com Carpinejar, começa nesta 2ª o “Rock in Rio” das letras em João Pessoa

“Eu acho que precisamos emburrecer mais no amor", diz Carpinejar (foto: Camila Rodrigues/divulgação)

“Eu acho que precisamos emburrecer mais no amor”, diz Carpinejar (foto: Camila Rodrigues/divulgação)

“Eu acho que precisamos emburrecer mais no amor. Queremos ser muito inteligente, deslizamos em um mar de prepotência e não queremos nos doar, porque pensamos que  é um desperdício colocar nossa vida nas mãos do outro. Eu acho que não é desperdício, acho que isso é uma dádiva”.

Essas foram as primeiras reflexões do jornalista, poeta e cronista Fabrício Carpinejar ao desembarcar em João Pessoa, onde abre nesta segunda-feira (23) a nova edição do projeto Augusto das Letras, realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) sob o tema ‘Oitopoetas de sempre’.

(mais…)

Literatura, Literatura Paraibana

Paraíba concorre ao Jabuti

9c0ead82704ccf67c512

Maria Valéria Rezende poderá trazer segundo Jabuti, este ano, para a Paraíba

O 55º Prêmio Jabuti divulgou esta semana a lista com os finalistas de sua 1º fase e cinco autores em atividade na Paraíba participam do páreo que será definido pelos jurados em novembro. Maria Valéria Rezende, paulista radicada em João Pessoa, concorre ao troféu na categoria juvenil por Ouro Dentro da Cabeça (Autêntica). Já os paraibanos Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues participam da disputa com O Fole Roncou! – Uma História do Forró (Zahar), na categoria reportagem. Nas áreas de ‘ciências exatas, tecnologia e informática’ e ‘comunicação’, a Editora da Universidade Estadual da Paraíba (Eduepb) emplacou dois títulos: Becquerel e a Descoberta da Radioatividade, de Roberto Andrade Martins, e Midiatização da Ciência – Cenários, Desafios, Possibilidades, de Antonio Fausto Neto.

 

 

 

Literatura, Literatura Paraibana

Augusto das Letras anuncia atrações

 

A289D0E3AAD89894F475C781EF1F

O poeta e cronista Fabrício Carpinejar será uma das atrações do Augusto das Letras, este mês (Foto: Divulgação)

Os escritores  Fabrício Carpinejar, Frederico Barbosa, Reynaldo Damásio, Antônio Carlos Secchin, Ronaldo Cagiano e Sandra Fernandes Erickson estão entre as atrações que a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) confirmou para a programação do Augusto das Letras, evento que ocorrerá, este ano, entre os dias 23 e 28 de setembro, em João Pessoa. O anúncio foi feito ontem na fanpage da Funjope no Facebook e a agenda completa será divulgada ainda esta semana.

Lançamento, Literatura, Livro

Entrevista: Ricardo Lísias

por Tiago Germano

O escritor Ricardo Lísias bateu um papo com a gente sobre o novo livro dele, Divórcio (Alfaguara, 240 páginas, R$ 39,90). A matéria completa você confere na edição de hoje do Jornal da Paraíba e o papo, na íntegra, só aqui no blog:

Ricardo Lísias: "O meu livro é um romance, portanto tenho sobre ele as mesmas reações que tive com os outros. Não haverá nenhum incômodo se eu precisar comentá-lo daqui a 30 anos."

Ricardo Lísias: “É provável que eu abandone a literatura ainda muitas vezes.”

(mais…)

Animação, Artes Visuais, Artes Visuais da Paraíba, Blu-ray, CD, Celebridade, Cinema, Cinema Paraibano, Cultura Popular, DVD, Estreias, Exposição, Governo, Lançamento, Literatura, Literatura Paraibana, Livro, Música, Música Paraibana, Política Cultural, Prefeitura, Quadrinhos, Quadrinhos Paraibanos, Teatro, Teatro Paraibano

3, 2, 1… valendo!

Está no ar o blog do Vida e Arte, feito pela turma que atua no caderno de arte, cultura e entretenimento do Jornal da Paraíba.
A partir de hoje, eu – André Cananéa -, Audaci Júnior e Tiago Germanos vamos nos revezar neste espaço para contemplar você, leitor do JP, com “bônus tracks” da edição impressa do ‘Vida’.
Vamos comentar matérias, disponibilizar edições estendidas de textos e entrevistas, compartilhar vídeos – alguns deles, exclusivos – e resgatar filmes, discos, HQs, livros e obras de arte do fundo do nosso baú.

O blog será um espaço mais informal, mais pessoal e interativo. Um canal mais relax feito por três amigos que trabalham juntos e que amam, sobretudo, cinema, música, teatro, literatura e quadrinhos, mas que não deixarão de lado a reflexão sobre política cultural, fomento à produção cultural e acesso à arte e à cultura.

Seja bem-vindo! E divirta-se a valer!