Literatura, Livro

Centenário de Burroughs

Burroughs pelas lentes de Annie Leibowitz (Foto: Divulgação/Royal Academy)

Burroughs pelas lentes de Annie Leibowitz (Foto: Divulgação/Royal Academy)

No mês do centenário de William Burroughs (1914-1997), conversamos com o escritor Daniel Pellizzari, tradutor da versão definitiva de Almoço Nu (Ediouro, 240 páginas, R$ 46,90). Confira o papo:

Vida e Arte – O centenário do Burroghs, este mês, tem passado em branca nuvens. A que razões você atribui este fato?

Pellizzari – Não diria que chegou a passar em brancas nuvens, não. Acho que o centenário teve uma repercussão proporcional à importância e à atuação dele na literatura: seria mesmo estranho ver um sujeito que foi um genuíno outsider, e de tantas maneiras, festejado abertamente.

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Artes Visuais, Artes Visuais da Paraíba, Literatura, Literatura Paraibana

[Conto de Natal] Bielzinho e o Papai Noel

Confira o conto de Natal que a escritora Débora Ferraz fez com exclusividade para o Jornal da Paraíba, ilustrado por Igor Tadeu:

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— Vai lá, Bielzinho, vai pedir um presente pra Papai Noel.
O menino paralisa. As pernas curtinhas roliças no braço da mãe encrespam. Hoje vai ser um daqueles dias.
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Literatura, Livro

Carol Bensimon fala sobre novo livro

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Carol Bensimon: “Escrever um romance não é algo exatamente tranquilo” (Foto: Roberta Sant’Anna/Divulgação)

A escritora Carol Bensimon conversou com a gente sobre o seu segundo romance, Todos Nós Adorávamos Caubóis (Cia. das Letras, 192 páginas, R$ 37,00). A matéria você lê na edição do Jornal da Paraíba de hoje. Confira a entrevista, na íntegra:

Em época de bandeiras e militância, você se sentiria à vontade em ter seu livro acolhido como uma espécie de documento de um tempo em que a relação entre duas mulheres deve ser tratado literariamente sem grandes grilos?

Sim, me sinto totalmente à vontade. Na verdade, as pessoas podem fazer o que quiserem com o livro, eles não me pertence mais, mas é claro que eu escrevi esse romance motivada por uma série de coisas, e uma delas era a vontade de retratar essa sexualidade feminina volátil, que é uma coisa muito contemporânea. É muito comum, ou melhor, tornou-se muito comum, garotas terem experiências amorosas e sexuais com outras garotas e, aí talvez eu discorde de você, isso não necessariamente significa levantar bandeiras e engajar-se numa luta por direitos gays.
Dez anos atrás, eu acho que esse seria um livro sobre “como é difícil e doloroso gostar de alguém do mesmo sexo”, mas esse definitivamente não é o caso do “Todos nós adorávamos caubóis” de 2013, ou ao menos eu não o enxergo assim.  Ao mesmo tempo, é óbvio que a história de Cora e Julia só é tão confusa e carregada de tensão sexual porque lidar com esse desejo tem lá sua dificuldade para ambas as personagens.

Seus dois livros anteriores me parecem mais trágicos que este, que pelo menos imediatamente não parte de uma premissa traumática (apesar do trauma depois revelado de uma das personagens). Isso te deu maior leveza na hora de escrever ou cada projeto tem sua carga de tensão “indesviável”?

Nunca há uma leveza total, porque, ao menos para mim, escrever um romance não é algo exatamente tranquilo. E estou falando do sentimento que vem do processo em si, que é longo, inseguro, estressante, e não da temática da obra em construção. Feita essa ressalva, bem, é claro que, além de me incomodar um bocado, eu também me diverti escrevendo esse romance. Ele é bem mais luminoso que meus livros anteriores, as personagens me cativaram muito à medida que foram se tornando mais complexas, e havia essa porção de lugares interessantes a explorar. Então acredito que sim, em alguns momentos eu consegui me desviar do aspecto “trabalho pesado” e fui tomada por uma espécie de sentimento de potência, de liberdade, muito semelhante ao que essas narrativas envolvendo deslocamentos aleatórios costumam me causar como leitora ou espectadora.

Como nasceu o “Todos nós adorávamos caubóis”? Você pensou primeiro na forma ou no enredo do romance?

É difícil dissociar uma coisa da outra, e mais difícil ainda pensar em uma “linha do tempo” do processo criativo. Um esboço da Cora, personagem-narradora, surgiu quando eu estava morando em Paris. Depois veio a ideia de inseri-la em uma viagem pelo interior do Rio Grande do Sul. Os detalhes da trama, assim como os temas do livro, foram surgindo a partir daí. Mas eu realmente só pude sentar e escrever depois de visitar todas as cidades pelas quais as personagens passam.

Você divulgou uma espécie de tracklist do romance no teu perfil no Facebook. A música que paira na tua obra também paira no teu processo criativo?

De certa forma, sim. Quando não estou conseguindo avançar na escrita, é bem comum eu colocar os fones de ouvido e ficar olhando para uma paisagem qualquer, meio neutra. Isso me ajuda a entrar na história. Não pode ser qualquer música, claro, mas algo que faça sentido “colar” àquela narrativa. Mas, no momento da escrita propriamente dita, de ficar mexendo em palavras, construindo frases com um certo ritmo, etc, ouvir música me atrapalha. Sobretudo se tiver letra.

Recentemente, o Vinícius Jatobá afirmou que a literatura brasileira feita por mulheres no Brasil, hoje, está bem além da literatura brasileira feita por seus pares masculinos. Você concorda?

Achei muito corajoso o que o Jatobá escreveu nesse artigo para a revista britânico Litro, pois, até onde eu sei, ninguém ousou afirmar isso antes. Como mulher e escritora, óbvio que simpatizo com a ideia. Mas, falando sério, não posso emitir uma opinião razoavelmente embasada porque ainda não li a maioria das mulheres que o Jatobá cita, como Elvira Vigna, Andrea Del Fuego, Beatriz Bracher. Espero fazer isso em breve.

Já tem alguma ideia do que virá depois de “Caubóis”?

Uma muitíssimo vaga ideia. De qualquer maneira, talvez eu toque alguns outros projetos antes de entrar no próximo romance.

Literatura, Literatura Paraibana, Livro

Rinaldo de Fernandes participa da Bienal de PE

Escritor lança livro sobre Chico Buarque no evento (foto: divulgação)

O escritor Rinaldo de Fernandes é um dos destaques da 9ª edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que ocorre até amanhã no Centro de Convenções de Olinda. O maranhense radicado na Paraíba vai ao estado vizinho para lançar Chico Buarque: O Poeta das Mulheres, dos Desvalidos e dos Perseguidos (LeYa Brasil, 408 páginas, R$ 44,90), coletânea de ensaios que chega este fim de semana nas livrarias e está prevista para ser lançada em João Pessoa no próximo dia 31. (mais…)

Literatura, Literatura Paraibana

Paraíba concorre ao Jabuti

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Maria Valéria Rezende poderá trazer segundo Jabuti, este ano, para a Paraíba

O 55º Prêmio Jabuti divulgou esta semana a lista com os finalistas de sua 1º fase e cinco autores em atividade na Paraíba participam do páreo que será definido pelos jurados em novembro. Maria Valéria Rezende, paulista radicada em João Pessoa, concorre ao troféu na categoria juvenil por Ouro Dentro da Cabeça (Autêntica). Já os paraibanos Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues participam da disputa com O Fole Roncou! – Uma História do Forró (Zahar), na categoria reportagem. Nas áreas de ‘ciências exatas, tecnologia e informática’ e ‘comunicação’, a Editora da Universidade Estadual da Paraíba (Eduepb) emplacou dois títulos: Becquerel e a Descoberta da Radioatividade, de Roberto Andrade Martins, e Midiatização da Ciência – Cenários, Desafios, Possibilidades, de Antonio Fausto Neto.

 

 

 

Teatro, Teatro Paraibano

Confira as peças em cartaz na capital

Casa Poiesis – Solo do ator paulista Claudio Albuquerque mistura poesia e teatro. Sexta, Sábado e domingo, às 20h, no Centro Cultural Piollin. Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

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Sexo,  etc… e Tal – A dupla Leo Bower e Andre Rangel (Zorra Total) apresentam espetáculo de comédia visto por mais de 3 milhões de espectadores. Domingo, às 20h, no Chopp Time. Mesa para quatro pessoas: R$ 180

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Brevidades – Zezita Matos comemora 55 anos no palco estrelando o seu primeiro monólogo, escrito e dirigido por Márcio Marciano. Sexta e sábado, às 20h, na Casa de Cultura Cia. da Terra. Entrada franca

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Peter Pan – Montagem musical da Cia. dos Argonautas inspirada na obra de Saint-Exupéry. Sábados e domingos, às 17h. No Teatro Ednaldo do Egypto.  Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

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Cinema, Cinema Paraibano

Veja o trailer de novo curta com Mayana Neiva

A atriz Mayana Neiva conversou com o repórter Tiago Germano na quinta-feira e falou sobre o curta-metragem O Tempo Que Leva, que estreia em outubro como ‘hors concours’ da Premiére Brasil do Festival do Rio. Dirigida por Cíntia Domit Bittar (Qual Queijo Você Quer?), Mayana interpreta a protagonista Jamila e atua também como produtora. “No filme”, conta a atriz campinense, “o ventilador de Jamila quebra e ela sai em busca de consertar este aparelho, descobrindo coisas sobre si a partir deste evento tão simples”. Confira o trailer a seguir:

Teatro, Teatro Paraibano

Amir Haddad em João Pessoa

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O diretor Amir Haddad, um dos fundadores do Teatro Oficina (Foto: Divulgação)

O diretor Amir Haddad, um dos fundadores do Teatro Oficina, de São Paulo, está em João Pessoa para um bate-papo com o público hoje, às 19h30,  no Galpão Usina de Artes (no Largo São Pedro Gonçalves, no Varadouro), sede do grupo de teatro Quem Tem Boca É pra Gritar. A entrada é gratuita e o evento faz parte da programação da ‘Tomada da Cidade de João Pessoa’, maratona de teatro de rua realizada pelo coletivo, que é o articulador local da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), até a próxima sexta-feira, em espaços públicos da capital. A programação completa você confere aqui.

Literatura, Literatura Paraibana

Augusto das Letras anuncia atrações

 

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O poeta e cronista Fabrício Carpinejar será uma das atrações do Augusto das Letras, este mês (Foto: Divulgação)

Os escritores  Fabrício Carpinejar, Frederico Barbosa, Reynaldo Damásio, Antônio Carlos Secchin, Ronaldo Cagiano e Sandra Fernandes Erickson estão entre as atrações que a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) confirmou para a programação do Augusto das Letras, evento que ocorrerá, este ano, entre os dias 23 e 28 de setembro, em João Pessoa. O anúncio foi feito ontem na fanpage da Funjope no Facebook e a agenda completa será divulgada ainda esta semana.

Lançamento, Livro, Sem categoria

Entrevista: Daniel Pellizzari

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“Precisava ser fiel aos processos mentais de cada personagem”, diz Pellizzari (Foto: Renato Parada/Divulgação)

Daniel Pellizzari acaba de lançar Digam a Satã que o Recado Foi Entendido (Cia. das Letras, 184 páginas, R$ 37), novo volume da coleção ‘Amores Expressos’. O escritor conversou com o jornalista Tiago Germano sobre o seu retorno ao romance, oito anos depois de Dedo Negro com Unha (2005). O bate-papo, na íntegra, você lê aqui:

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