Depois de breve passagem pelo cinema, ‘Chatô’ chega ao Netflix em fevereiro

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Marco Ricca personifica o paraibano Assis Chateaubriand no cinema (divulgação)

Depois de uma breve passagem pelo cinema, mais breve do que gostaria o diretor Guilherme Fontes, Chatô – O Rei do Brasil estará disponível no Netflix a partir de 20 de fevereiro.

Chatô, filme baseado na biografia do magnata da comunicação, Assis Chateaubriand, escrita por Fernando Morais, foi lançado, na Paraíba, durante a abertura do Fest Aruanda, no dia 10 de dezembro de 2015.

Na sequência, estreou dia 31 de dezembro no Cinépolis Manaíra, permanecendo apenas uma semanas em cartaz.

Em um papo informal que tive com o diretor Guilherme Fontes, quando de sua passagem por João Pessoa, em dezembro de 2015, ele reclamava que não conseguia a distribuição justa para seu filme, que em muitas salas foi colocado em horários considerados “ingratos”, sobretudo para filmes independentes, como as sessões de começo de tarde.

Com controle pleno sobre a obra, o próprio Guilherme Fontes, através de sua produtora, distribuiu o filme nos cinemas e teve que encarar a concorrência feroz de gigantes internacionais, como a Disney, que desembarcou com Star Wars: O Despertar da Força na mesma época que Chatô, mas com um arsenal de marketing e ocupação de fazer correr a poderosa Primeira Ordem.

O filme que Fontes levou 20 anos para lançar dividiu a opinião da crítica e do público: enquanto uns não pouparam elogios ao enredo bem amarrado e divertido em torno da figura escrachada do paraibano de Umbuzeiro, outros se decepcionaram por não encontrar, na trama, a biografia mais completa do homem que trouxe a televisão ao Brasil.

Mas naquele dia, Fontes estava feliz com a repercussão positiva e a fama boca-a-boca que levava o público ao cinema – e que deverá atrair muito mais ao Netflix.

A trama de Chatô se concentra em um recorte da história do magnata (vivido pelo ator Marco Ricca): a relação dele com a sedutora Vivi Sampaio (Andréa Beltrão) e com o presidente Getúlio Vargas (Paulo Betti).

Em meio ao triângulo amoroso e conturbado, apresentado em meio a um delírio que acomete Chatô à beira da morte, o enredo pincela pontos importantes da biografia do paraibano, como os amores, a expansão de sua rede de jornais e TVs e o temperamento explosivo.

A interpretação de Ricca é muito exagerada, tornando o personagem mais fanfarrão do que ele realmente pode ter sido. Indaguei a Guilherme Fontes se o Chatô dele não poderia ser interpretado como mero pastiche. “Ele era aquilo ali”, retrucou o diretor. “Pblique-se a lenda!”, acrescentou, citando a famosa frase do filme O Homem que Matou Facínora (1962).

Confira o trailer:

 

 

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