Banda Cabruêra vai à Nova York em janeiro e entra em estúdio em 2016

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Cabruêra faz shows em Sousa (quinta) e Cajazeiras (sexta). (Rafael Passos/divulgação)

A banda Cabruêra acaba de voltar da África, onde fez cinco shows no continente. O grupo paraibano desembarca já no Sertão paraibano, onde tem shows agendados para esta quinta-feira (1), às 20h, no Calçadão Mundinho Teodoro, em Sousa, e na sexta (2) no Núcleo de Extensão Cultural da UFCG, às 21h. Ambas as apresentações são promovidas pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) de Sousa.

Em entrevista a Duda Campos, da equipe Vida & Arte, o vocalista Arthur Pessoa falou sobre a passagem do Cabruêra pela África e revelou que a banda vai à Nova York (EUA) e entra em estúdio no ano que vem.

Confira:

JORNAL DA PARÁIBA – Como foi a viagem para África? Como foi a receptividade do público de lá?

ARTHUR PESSOA – Foi uma experiência fantástica e fomos muito bem recebidos pelo público. Foram quatro apresentações em Moçambique e uma na África do Sul. Também participarmos de um intercâmbio na Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO), que foi uma experiência muito interessante. Além dos shows, fizemos muitos programas de TV e rádio e também uma apresentação na histórica rádio nacional moçambicana, no dia da comemoração do chamado ‘Acordos de Lusaka’, que antecedeu a independência do pais.

JP – De que maneira essa viagem reflete no trabalho de vocês? Alguma influência para futuros trabalhos?

AP – Tivemos contato com muitos grupos e ritmos africanos e, consequentemente, isso reflete no nosso trabalho. Também estabelecemos uma aproximação com um grupo de Joanesburgo chamado Roots 2000 e a idéia é que eles possam vir ao Brasil para desenvolvermos um trabalho em parceria. O encontro com eles foi no show que fizemos na feira de música Moshito, na Bassline, que é um clube muito conhecido em Joanesburgo.

JP – Qual o repertório do show será levado para o Sertão nesta quinta e sexta?

AP – Nós passamos pelo repertório dos (nossos) cinco álbuns, incluindo o ‘Visagem’ e ‘Nordeste Oculto’, que é o mais recente. Então o repertório passeia pela discografia da banda construída nesses quase 20 anos de estrada.

JP – Alguma novidade nos shows? Qual será a banda de abertura?

AP – Nós temos feito uma parte com percussões no show, num formato acústico, onde mostramos várias músicas desse repertório ligado ao cancioneiro popular da Paraíba, com cocos e emboladas. Quem fará o show de abertura, em Sousa, será a banda Burro Morto, que considero uma das melhores bandas instrumentais da Paraíba.

JP – Para finalizar, existe a possibilidade de um novo disco?

capacabrueraAP – Sim, já estamos trabalhando nisso. A idéia é efetivar a gravação no próximo ano. Já temos um repertório para o disco pronto e devemos entrar em estúdio em 2016. No momento, ainda estamos trabalhando o recente lançamento dos dois últimos álbuns que saíram num formato duplo na Europa e EUA (batizado de Colors of Brazil). Temos shows em Nova York em janeiro (de 2016) para trabalhar esse lançamento da Tumi Music, e entre maio e junho faremos turnê pelo verão europeu com convites para shows na Inglaterra, França e, provavelmente, em outros países.

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