Sete discos de rock que não são de rock!

beethovenrocjsHoje é o Dia Mundial do Rock. Acho que o Jornal da Paraíba já fez todos os tipos de listas, mas faltava esta aqui: sete discos que não estão nas prateleiras de rock, mas trazem, em sua essência, a pegada e/ou a atitude do gênero que vem sacudindo gerações e gerações.

Confira:

Bitches Brew (1970), Miles Davis. Quando entrevistei Hermeto Paschoal para o livro 1973 – o Ano Que Reinventou a MPB, ele me disse que Miles Davis o havia convidado para integrar seu grupo, pois queria “formar o maior grupo de rock do mundo”. O “crazy albino” não sabia, mas o revolucionário jazzman arregimentava a banda que iria gravar o marco do fusion.

Beethoven: Symphony No. 9 (1993), Filarmônica de Berlim e Herbert Von Karajan. Foi ninguém menos que o maestro Roberto Minczuk, titular da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro e da Orquestra Filarmônica de Calgary (Canadá) quem disse: Beethoven foi o heavy metal da época.  “Antes de Beethoven, nunca tinha se ouvido uma música tão forte, impactante. É o heavy metal da época. É de uma velocidade jamais atingida”, justificou o maestro em depoimento ao jornal Folha de SP de 1º de agosto de 2013.

(2006), Caetano Veloso. Caetano já tinha feito de tudo dentro da chamada MPB (até cover bossa nova do Nirvana) quando se juntou ao trio Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado para compor um disco de rock de formação enxuta e direta. No repertório, tem até uma música chamada ‘Rocks’. Mas fica aí com ‘Odeio’, que é mais “punk”:

A Bad Donato (1969), João Donato. Quando entrevistei João Donato para uma matéria sobre os 80 anos do acreano, perguntei-lhe quando haveria um segundo A Bad Donato. De pronta, ele descartou voltar aqueles arranjos modernos, eletrônicos, que aplicou no álbum de 1969. “É o seu disco de rock?”, perguntei. Ele deu uma sonora gargalhada e embarcou na brincadeira: “É, é o meu disco de rock!”.

É (2015), Duda Brack. Cantora gaúcha faz a linha PJ Harvey com letras em português. O Jornal da Paraíba trouxe uma entrevista com ela, que já é apontada como uma das grandes revelações de 2015, e quis saber se seu disco de estre é rock com pegada de MPB, ou o inverso. “A gente queria essa coisa híbrida, de fazer um tipo de som fora da caixa”, respondeu a guria.

Licensed to Ill (1986) Primeiro disco de hip-hop a chegar na parada de sucesso tem suas canções banhadas em samplers de Led Zeppelin, Black Sabbath etc… com muitas guitarras e uma sonoridade punk-rock.

Naked City (1990), John Zorn & Naked City – Experimental saxofonista americano de jazz criou sua banda de rock para destilar seu amor ao hardcore do Agnostic Front e ao grindcore do Napalm Death, cujos integrantes fazem pequenas participações em faixas de alguns segundos de duração.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *