Seriado ‘Demolidor’ apresenta sombrio e violento mundo dos super-heróis

Desde o último dia 10, a TV via web Netflix disponibilizou de uma vez os 13 episódios da primeira temporada de Demolidor/Daredevil, a violenta série com o super-herói cego dos quadrinhos da Marvel.

MARVEL'S DAREDEVIL

Para quem não conhece, Demolidor é Matt Murdock, advogado do bairro Cozinha do Inferno (deixado com o seu nome original no seriado, Hell’s Kitchen), na cidade de Nova York (EUA) que luta pela justiça também por uma segunda via: como um justiceiro mascarado.

Aos nove anos, o protagonista perdeu a visão quando impediu um velhinho de ser atropelado por um caminhão, que tombou com sua carga tóxica e atingiu os seus olhos. Com isso, o garoto foi compensado com sentidos aguçados de audição e uma espécie de radar.

Além dos casos no recém-criado escritório com seu amigo Foggy Nelson, Matt combate as organizações criminosas nova-iorquinas, que também encontra em pé de guerra quando o misterioso Wilson Fisk consolida seu poder no submundo do crime.

Indicado para maiores de 18 anos, a série já impressiona pela violência incomum nas produções “livre” da Marvel como Agentes da Shield. Sombrio (com um primeiro “uniforme” derivado da minissérie em HQ O Homem Sem Medo, de Frank Miller e John Romita Jr.), o personagem sangra (muito), tem lutas violentas e com malabarismos críveis, além de uma inesperada cena de decapitação logo nos primeiros episódios (“Está no sangue”).

Existe também o virtuosismo técnico na direção de fotografia, onde brinca com um plano-sequência ala Old Boy (“Fio da Navalha”), mas que também preza pelos efeitos sonoros e pela dinâmica no plano e contra-plano. Outro plano-sequância bem trabalhado está no quinto episódio, “Em chamas”.

Tudo isso já deixa o seriado bem acima da “bomba” homônima feita para as telonas em 2003 e estrelado pelo novo Batman, o Ben Affleck.

Primeira coprodução Marvel/Netflix, Demolidor sabe trabalhar sem atropelos os personagens e situações, sem desrespeitar o personagem e sua chamada “mitologia” no mundo dos quadrinhos. Não se iluda com as “manchas” do currículo do criador Drew Godard – roteirista de Cloverfiled e Guerra Mundial Z. Ele estará no comando do longa-metragem do Sexteto Sinistro, a galeria de vilões do Homem-Aranha.

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Da esq. para dir.: no elenco, Elden Henson (como Foggy Nelson), Deborah Ann Woll (Karen Page), Charlie Cox (Murdock/Demolidor) Rosario Dawson (Claire Temple) e Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk)

No elenco, o protagonista é vivido pelo britânico Charlie Cox, ator de Stardust (2007), adaptação de um livro de Neil Gaiman ilustrado por Charles Vess. No papel do amigo Foggy está Elden Henson, o Pollux de Jogos Vorazes – A Esperança. Como futuro par romântico do herói, a secretária Karen Page é interpretado pela Deborah Ann Woll, a Jessica Hamby de True Blood. Outro interesse amoroso é Rosario Dawson (Sin City) como a Claire Temple, que nas HQs já fez par com outro herói urbano, Luke Cage (que também ganhará uma série em breve).

Como curiosidades, a israelense Ayelet Zurer, que vive a futura senhora Fisk, Vanessa Marianna, foi a mãe biológica de Super-Homem em O Homem de Aço (2013) e o próprio Rei do Crime vivido por um robusto Vincent D’Onofrio já foi “aspirante” a Thor nos anos 1980, numa sequência da comédia Uma Noite de Aventuras. Confira no vídeo abaixo:

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