“Eu amo a música de Hermeto”, diz pianista austríaco que vem à PB tocar em festival de jazz

david helbock

David Helbock é uma das atrações internacionais do Pólvora Jazz, domingo em João Pessoa (divulgação)

Em turnê pelo Brasil, o pianista David Helbock desembarca em João Pessoa no domingo (15) para participar do Pólvora Jazz Festival, na Casa da Pólvora, Centro Histórico de João Pessoa – a entrada é gratuita.

Músico desde os seis anos, Helbock vem ganhando destaque no jazz mundial. Já conquistou prêmios na competição de solo em piano do Jazz Festival de Montreux.

Inovador, o músico publicou, em 2011, o Personal Realbook, obra com mais de 600 páginas de músicas compostas por ele através do projeto ‘Um Ano de Composição’, no qual passou um ano escrevendo uma peça a cada dia.

Em entrevista EXCLUSIVA ao JORNAL DA PARAÍBA, Helbock fala de suas influências musicais e sua ligação com Hermet Pascoal.

JP: O que o público de João Pessoa pode esperar do seu show, domingo?
David Helbock: Eu tocarei as peças do meu mais recente trabalho solo, chamado ‘Purple’, que são covers do famoso ‘Songs by Prince’. No meu repertório também trago algumas composições minhas dedicadas a Thelonious Monk e Hermeto Pascoal.

JP: Qual a sua relação com o músico brasileiro Hermeto Pascoal?
D.H.: Eu amo a música dele. Ele exerce uma importante influência na minha música. Assim como Hermeto, eu também realizei um grande projeto de composição em 2009, no qual eu escrevi uma peça a cada dia. Na verdade, eu me inspirei na ideia dele para realizar o projeto. Eu conheci o Hermeto Pascoal em um concerto em Viena. Lá, falei pra ele que eu iria trabalhar em um novo álbum, o ‘Random/Control’, e nele iria tocar algumas músicas dele. Hermeto gostou da ideia e compôs e gravou um som no Brasil e mandou pra mim – uma introdução para uma das minhas peças.

JP: Além de Hermeto Pascoal, quais as suas influências no Jazz?
D.H: Gosto muito do Thelonious Monk e do Prince. Além deles, eu gosto de músicas clássicas verdadeiras. Então eu diria que sofro influências de compositores como Ravel e Bartok.

JP: O que você conhece da música brasileira?
D.H.: Além de Hermeto Pascoal, que eu gosto muito, admiro o Egberto Gismonti e sua maneira moderna de lidar com a música brasileira. Eu também gosto da música tradicional como o velho Choro e o Maracatu.

JP: Qual a sua expectativa para o show no Pólvora Jazz Festival?
D.H: Espero que as pessoas curtam a minha música.

Confira, abaixo, um solo do músico:

Por Mariana Fernandes

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