Artes visuais: cinco novas exposições abrem esta semana em João Pessoa

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Naïf: obras de Adriano Dias podem ser vistas até o final de setembro na sede da Energisa (divulgação)

Circuito renovado de artes visuais com novas exposições que abrem esta semana em João Pessoa. Arte naïf, colagens, autoretratos e, sobretudo, pinturas dão o tom em cinco novas mostras, quatro delas individuais e uma coletiva.

Confira:

AQUARELAS EM CORES / ADRIANO DIAS

Na sede da Energisa (BR-230, km 25, Cristo Redentor)

De 3/9 até 30/9

Gratuito

No Hall de Exposições da sede da Energisa, no bairro do Cristo, Adriano Dias expõe Aquarelas em Cores, na qual expõe sua arte naïf declaradamente inspirada pelo artista Alexandre Filho.

“O Alexandre provocou um choque em minha arte, que era influenciada pelo clássico e por artistas como Michelangelo”, explicou o discípulo ao Jornal da Paraíba da terça-feira (2). “Com a sua cor e formas simples, Alexandre me abriu a possibilidade real de viver com a arte”.

Natural de Guarabira, no agreste paraibano, Adriano selecionou 12 trabalhos em acrílica sobre tela – o título é metafórico, já que não há ‘aquarelas’ na mostra -, que podem ser vistos, em horário comercial, até o dia 29 de setembro. A entrada é gratuita.

Camila

‘Não é Sóbre Mim’: individual de Camila Oliveira está em cartaz no Casarão 34 (divulgação)

NÃO É SOBRE MIM / CAMILA OLIVEIRA

Local:  Casarão 34 (Pça. Dom Adauto, 34, Centro)

De 3/9 até 30/9

Gratuito

Já a pernambucana Camila Oliveira, radicada desde 1992 em João Pessoa, envereda pela “arte à la carte”na individual Não é Sóbre Mim, que abre nesta quarta (3), às 20 horas, no Casarão 34  e pode ser visitada em horário comercial, de segunda a sexta até o final de setembro.

Na exposição, o conceito de que o consumidor da arte interage na criação do artista é feito através de 30 obras produzidas com técnicas que vão do nanquim e tinta acrílica a arte digital, colagem e fotografia.

Camila explicou ao JP, na edição de quarta: “Trata-se da arte na qual quem a consome participa ativamente da escolha do tema dos seus quadros. Assim como ocorria antigamente, antes da máquina fotográfica, a arte era encomendada aos artistas plásticos. Não era apenas uma arte autobiográfica como é nos dias de hoje”.

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Margarete Aurélio (no alto) integra coletiva que ainda tem trabalhos de Alberto Moreira (E) e Carlos Djalma (D) (divulgação)

3+2+1  / VÁRIOS

Local: Rede Arte Contemporânea (av. Guarabira, 200, Manaíra)

De 3/9 até 30/9

Gratuito

A coletiva 3 + 2 + 1, que também abre nesta quarta-feira (3) na galeria Rede Arte Contemporânea  reúne trabalhos recentes da pernambucana Alena Sá (pintura sobre tela) e dos paraibanos Margarete Aurélio (pintura-colagem e desenhos), Carlos Djalma (óleo sobre tela), Alberto Moreira (pintura sobre tela) e Dyógenes Chaves (pinturas e desenho).

“São trabalhos inéditos que saíram do atelier direto para a galeria, ainda cheirando a tinta”, afirmou Dyógenes, curador da coletiva, ao JP, que também explicou a matemática do título. “São três artistas no térreo, dois no primeiro andar e um convidado, que é hors concours”.

O convidado especial é o pernambucano Manuel Dantas Sussuna, filho do escritor paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). Dele podem ser vista uma série de autorretratos (pintura e impressão sobre canvas) que ele fez há três anos.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 15h às 19h; e aos sábados, das 14h às 18h, até o dia 30 de setembro.

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Trabalhos de Sérgio Lucena podem ser vistos a partir de quinta (4) na Usina Cultural Energisa (divulgação)

HORIZONTE COMUM / SÉRGIO LUCENA

Local: Usina Cultural Energisa (Av. Juarez Távora, 243, Torre)

De 4/9 até 12/10

Gratuito

Na quinta-feira (4), outra exposição para botar na agenda. Horizonte Comum marca a volta de Sérgio Lucena a João Pessoa. Radicado desde 2003 em São Paulo, o artista paraibano apresenta obras da série abstrata ‘AEnigma Lucens’, produzidas entre 2008 e 2011, além de pinturas antigas e atuais, como as paisagens de ‘Lugar Comum’.

Sob a curadoria de Julia Lima, a mostra contempla 15 pinturas de Lucena, que ficarão expostas até o dia 12 de outubro na Usina Cultural Energisa com visitação de terça a domingo, das 14h às 20h.

De acordo com a curadora, as obras de Sérgio Lucena torna a apreciação da arte uma experiência sensiorial, que “mexe com o corpo e com a mente”.

“Esta exposição na galeria da Usina Cultural Energisa tem um significado simbólico profundo, é o inicio de uma nova realidade no meu percurso como artista. De maneira que, para mim, retornar é como, após um profundo mergulho no lago escuro e desconhecido da minha alma, tomar pé no leito rochoso das minhas origens e, outra vez, dar impulso em busca da luz acima da linha d’água”, reflete Lucena.

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‘GRETAS’: individual de Fábio de Brito une dois projetos distintos (divulgação)

GRETAS / FÁBIO DE BRITO

Local: Estação Cabo Branco (R. Natália M. Seixas, Altiplano Cabo Branco)

De 4/9 até 5/10

Gratuito

Também na quinta-feira (4), a Estação Cabo Branco (R. Natália M. Seixas, Altiplano Cabo Branco) recebe a mostra Gretas, individual de outro artista paraibano, Fábio de Brito.

A individual reúne duas séries: ‘Transposições de Uma Partilha’, em que o artista retrata a necessidade da transposição do São Francisco, e série ‘Lugares Subversivos’, com 12 pinturas com técnica mista que parte do Nordeste para dialogar com a visualidade da tatuagem Maori, da Polinésia.

Gretas pode ser vista de terça a sexta, das 09h às 21h; e aos sábados e domingos, das 10h às 21h, até o dia 5 de outubro.

 

 

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