Braço local do mangue beat, Dasbandas da Parahyba voltará aos palcos

2014-02-18

Dasbandas da Parahyba volta aos palcos para celebrar 20 anos de formação (Gustavo Moura/arquivo)

Notícia publicada nesta quarta-feira (19) no Jornal da Paraíba certamente surpreendeu os fãs do Dasbandas da Parahyba: os integrantes irão se reencontrar entre junho e julho para celebrar os 20 anos do surgimento do grupo – datas e locais ainda não estão definidos.

Quem me contou a novidade foi o produtor Guestho Di Sousa, que trabalhou com os caras na época e ajuda a arregimentar os integrantes, tarefa nada fácil já que o guitarrista Cassiano Sá hoje mora em Dubai (onde adotou o nome Ziryab Yusuf Ali), o vocalista Kennedy Costa está em São Paulo e Lucas Sales passa uma temporada no Canadá.

“Será uma grande confraternização, com todo mundo que tocou na banda”, comentou Ghestho. Ou seja, além dos três estarão também Fábio Rolim (guitarra), Maerson Charles (bateria), Pablo Ramirez (percussão), Ricardo Moura (vocal) e Clóvis Neto (guitarra).

Campina Grande sempre esteve mais próxima a Recife que João Pessoa, musicalmente falando, pelo menos. A turma de lá conectava seus bits com o mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Live s/a e Mestre Ambrósio muito mais que os moços da Capital.

Foi nesse ambiente que surgiu o Dasbandas da Parahyba (e também Cabruêra, Toninho Borbo etc.). Grupo de curta duração (1994-1998) e apenas um disco (Balaio, de 1997), o septeto de guitarras hard, cozinha funk e levada regionalista conseguiu decolar bela carreira nas cercanias e ainda emplacar um videoclipe herculeamente produzido e habilmente dirigido por Carlos Dowling.

Inicialmente, há propostas para serem feitos três shows: um em Campina Grande, outra em João Pessoa e outra em Recife, onde a banda circulou bem (tocou em festivais como Abril Pro Rock e Rec Beat).

Além dos integrantes originais, são esperados convidados ilustres como Arthur Pessoa (Cabruêra), Biliu de Campina, Alex Madureira, Kléber Magão (Casacabulho), Fabinho (Eddie), Rogerman (Bonsucesso Sambaclube), Gilmar Bola 8 (Nação Zumbi) e a Orquestra Sanfônica, entre outros.

Filho único do grupo, Balaio saiu pelo extinto selo Acácia e foi produzido por Lucas Sales e Ricardo Anísio. Gravado no SG Estúdio, em João Pessoa, tinha 13 faixas e, entre músicas próprias (como o hit ‘A feira’), trazia boas releituras para músicas de João Gonçalves (‘Pescaria em Borqueirão’) e João do Vale (‘Carcará’, em parceria com José Cândido).

Vinte anos depois, o disco ainda conserva seu valor, mas precisa urgentemente de uma boa remasterização.  Alguém, por favor, resgate essa pérola!

 

Uma resposta para Braço local do mangue beat, Dasbandas da Parahyba voltará aos palcos

  1. Flaviano Falcão says:

    Até hj guardo esta preciosa jóia, “balaio”. Acompanhei de perto algumas apresentações do Dasbandas da Parahyba, na época tecladista de uma outra banda chamada boa pergunta. Carreguei este CD comigo quando morei na Europa e tinha orgulho de colocar para todo mundo ouvir as faixas desta riqueza para a nossa paraíba. Pena que durou pouco tempo e ficou apenas em 1 CD. Bons tempos.

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