[Retrospectiva] As 15 melhores músicas de 2013

Robin Thicke e o clipe de sua irresistível ‘Blurred Lines’ (reprodução)

A gente passa o ano inteiro ouvindo discos, conferindo videoclipes e curtindo músicas repetidas vezes no carro, no computador, no iPod ou no estéreo da sala para, ao final do ano, chegar a esta lista aqui!

As listas são sempre bem pessoais. De certa maneira, esta aqui reflete um pouco todas as coisas que eu ouvi, mesclando gosto pessoal com uma avaliação crítica do que deve ou não integrar a lista.

Então sem muito lero-lero, confira a minha seleção com as 15 melhores gravações de 2013:

1. Robin Thickle – ‘Blurred line’ (Universal Music). Esta música tem um balanço incrível, além de costurar diversas referências que vão de Michael Jackson a Marvin Gaye. Uma canção para sacudir o esqueleto como há muito não se ouvia.

 2. Daft Punk – ‘Get lucky’ (Sony Music). Pharrell Williams (que produziu a faixa de Robin Thickle) empresta sua voz malemolente à faixa mais impecável do ano. Nada de samplers! Tudo tocado na vera, com destaque para o riff inconfundível do guitarrista Nile Rogers, que está de volta dos mortos graças ao sucesso do disco do Daft Punk.

3. Vampire Weekend – ‘Hannah hunt’ (Lab344). Tá aí o tipo de canção que só surge de 70 em 70 anos! Me apaixonei por essa música desde a primeira vez que ouvi. Adoro músicas que começam lentinhas e explodem do meio para o fim em um estopor emocional de arrancar lágrimas!

4. David Bowie – ‘Valentine’s day’ (Sony). Demorou, mas o Camaleão voltou! Mais afiado como nunca, provocador e com um punhado de obras-primas que só ele poderia conceber. ‘Valentine’s day’ é apenas uma das ótimas canções de The Next Day (a que eu mais gosto, aliás).

5. Cécile McLorin Salvant – ‘St. Louis Gal’ (Mack Avenue) – Grata surpresa eu tive este ano com esta jovem cantora americana, filha de mãe franesa e pai haitiano. WomanChild é o disco de estréia da moça, lançado este ano, infelizmente somente lá fora. Essa aí é a faixa de abertura do CD e já dá uma boa idéia do talento dela.

6. Queens Of The Stone Age – ‘If a had a tail’ (Lab344). Bandas que conseguem um riff matador com um refrão que não sai da cabeça merecem toda minha atenção. E ainda tem um videoclipe muito do arretado!

7. Paul McCartney – ‘Queenie eye’ (Universal Music). Muito provavelmente o disco New vai ficar de fora do meu Top 10 álbuns do ano. Não por ele ser fraco, ou ruim. Longe disso. É um discaço. Mas as listas – todas elas – são sempre mais excludentes do que includentes: afinal, não cabe todo mundo, certo?! E você acaba jogando no saco um monte de discos que você gosta muito. New, provavelmente, é um deles. Mas não dá para deixar passar a bacana ‘Queenie eye’, uma das melhores canções de Paul de todos os tempos!

8. Elton John – ‘Oscar Wilde gets out’ (Universal Music). Embora tenha dividido a opinião da crítica, o velho Elton John fez um discaço! Esta é uma das grandes músicas de The Diving Board.

9. Ney Matogrosso – ‘Incêndio’ (Som Livre). Através dessa maravilhosa versão para a música do Urge, banda punk da qual fez parte Pedro Luís, autor da música, Ney pode voltar aos bons tempos do Secos e Molhados. Sem qualquer sombra de dúvida, uma das melhores gravações de 2013.

10. Seu Pereira e Coleitivo 401 – ‘É pouco’ (independente). Em um disco repleto de hits, ficou difícil escolher apenas um. Mas vai aí ‘É pouco’, bela entrada para o universo da banda paraibana, canção com forte sotaque nordestino, regada a muito suíngue e uma pitada jazzy (dá para ouvir o disco inteiro aqui)

11. Mark Lanegan – ‘You only live twice’ (Vagrant Records). Ex-vocalista da banda grunge Screming Trees, Mark Lanegan é um dos melhores crooners da minha geração, além de compositor habilidoso e cantor versátil. Esta versão do clássico de Nancy Sinatra, presente na abertura do filme Com 007 só se Vive Duas Vezes, é do novo disco de covers dele, Imitations.  (P.S.: na tentativa de encontrar um vídeo com uma boa qualidade de som, só achei este aqui com legendas em espanhol)

12. Buika – ‘Ne me quitte pas’ (Warner Music). ‘Ne me quitte pas’ é um clássico absoluto, com centenas de regravações ao redor do mundo. Mas a espanhola Buika (que passou recentemente pelo Brasil), com sua voz e seu talento, consegue dar uma rejuvenescida legal na canção de Jaques Brel. A gravação é um dos alicerces que faz de La Noche Más Larga um grande disco.

13. Moby – ‘The perfect life’ (Lab344). Depois de muitos anos, Moby conseguiu fazer uma bela música, do naipe de ‘Porcelain’ e ‘In this world’ – OK, talvez um pouquinho mais pra cima do que essas duas.

14. Emicida – ‘Levanta e anda’ (Pomello). Todos os anos, ouço discos de rap esperando encontrar a consistência que o novo do Emicida tem. 

15. Justin Timberlake – ‘Suit & tie’ (Sony Music). Faixa do primeiro dos dois volumes de The 20/20 Experience, ambicioso projeto soul de Timberlake, com produção tarimbada de Timbaland, ambos lançados este ano, com diferença de meses entre eles. Gosto muito do primeiro volume, de onde tirei esta canção (o vídeo, como você pode ver, foi dirigido por David Fincher, de Clube da Luta).