‘Gravidade’ ganha mais uma sala em JP e estreia em CG nesta sexta (18)

Sandra Bullock estrela ‘Gravidade’

O aclamado longa-metragem Gravidade, do diretor Afonso Cuarón, ganha mais uma sala em João Pessoa a partir desta sexta-feira (18) e estreia em Campina Grande com a adesão da empresa CineSercla, que vai projetar o filme em 3D nos cinemas do Tambiá e do Boulevard.

Gravidade também seguirá em cartaz na sala 7 do Box Cinépolis, no Manaíra Shopping, também em 3D.

Escrevi uma crítica sobre o filme pro Jornal da Paraíba. Ela foi publicada na última terça-feira (15). Confira:


Um filme de tirar o fôlego

por André Cananéa

Em cartaz em uma única sala em João Pessoa, Gravidade (Gravity, 2013) é uma intensa montanha-russa no espaço. Narrado em tempo real, mostra o esforço de uma astronauta iniciante, Ryan Stone (Sandra Bullock, em papel digno de Oscar), para sobreviver depois de um acidente com a sua nave.

Para isso, ela conta com a ajuda do veterano tenente Matt Kowalski (George Clooney) e a intercomunicação com “Huston”, na voz do ator Ed Harris. É de tirar o fôlego.

Dirigido com habilidade pelo mexicano Afonson Cuarón (Filhos da Esperança), Gravidade não pode ser encarado como uma ficção científica, daquelas que nos fazem refletir de onde vimos e para aonde vamos, tal qual 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), Solaris  (1972) ou até mesmo o recente Lunar (2009).

É um thriller de ação ambientado no imenso e escuro vazio que surge depois que a nave sai da atmosfera terrestre. É um entretenimento muito bem amarrado, um filme que se completa com a projeção em 3D, realçando, em profundidade, a exuberância da fotografia de Emmanuel Lubezki (A Árvore da Vida).

O filme não tem firulas: começa no espaço, durante uma missão de rotina. Em poucos minutos, destroços de um satélite atingido por um míssil russo se chocam contra a estação espacial e os três astronautas que operam nela (o terceiro é o ator Paul Sharma) são atingidos.

O acidente faz a dra. Stone rodopiar indefinidamente no espaço (lembra do princípio da inércia de Newton, de que um corpo ficará em movimento constante até que uma força aja sobre ele?), até ser resgatada por Kowalski. Juntos, tentam chegar a uma estação especial russa e, de lá, a uma japonesa chinesa, onde tentarão voltar à Terra.

O filme é, basicamente, Sandra Bullock. É ela quem fica em cena 100% dos 90 minutos de projeção. É ela quem sofre os muitos reveses que surgem nesse tempo. É ela quem luta, com toda sua força, para voltar à Terra, num exercício de superação que tem sido apontado como a consistência que habita o fundo de uma superfície rasa.

Entre planos extraordinários (como o da câmera que sutilmente entra no capacete da dra. Stone) e equívocos “especiais” (afinal, porque o cabelo de Sandra Bullock não flutua na gravidade zero?), Gravidade é um filme belo de se ver, sobretudo em 3D (em que pese a limitação do Box Cinépolis, a única empresa a exibi-lo por aqui).  É um filme que deixa o espectador aceso e sem ar, embora acabe quando o filme termina (já 2001, 45 anos depois, continua a suscitar reflexões).

Cotação: 4 estrelas

(Texto publicado originalmente no caderno Vida & Arte do Jornal da Paraíba do dia 15/10/2013)

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