Menescal por Menescal

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Frederico Mendes/Divulgação

Um dos ícones da Bossa Nova, o capixaba Roberto Menescal receberá em novembro o Prêmio à Excelência Musical na 14ª edição do Grammy Latino, em Las Vegas, EUA.
Na edição deste domingo (dia 15) do caderno Vida & Arte do JORNAL DA PARAÍBA, o artista de 75 anos conversa sobre a premiação, suas raízes nordestinas, bossa nova e seus novos projetos.
Confira abaixo alguns trechos da entrevista inéditos que ficou de fora da matéria:

Sobre o concerto antológico da Bossa Nova em Nova York, em 1962, que apresentou o movimento ao mundo:
Eu não sabia nem o que era Carnegie Hall. Eu fazia pescaria de mergulho na época. Ai, o Tom (Jobim) me telefonou e disse: ‘Menesca, eu soube que você não quer ir ao Carnegie Hall?’ ‘Não é que eu não queira ir… É porque marquei uma pescaria aqui em Cabo Frio’, respondi. ‘A turma toda vai e você tem que ir, rapaz!’”


Sobre o clássico ‘O barquinho’
“Só em ver esse ‘O barquinho’ ai pelo mundo inteiro sendo regravado até hoje, eu tenho uma gratidão por ele. Já acho que ela não é minha mais. É aquele filho que foi embora pra fazer a sua vida por aí”.

Sobre qual das suas composições gosta mais:
“Estou sempre curtindo a mais recente. É como um filho novo. A mais recente foi uma que fiz com uma nordestina chamada Andrea Amorim e se chama ‘Um tiquinho só’… Bem nordestino também!”
Sobre a internet:
“O disco como instrumento de música vai ficando pra trás e a internet é o grande veículo do futuro – pelo menos do futuro próximo. O mundo ficou muito menor com a internet. Não quero ser modernoso. Na verdade, eu estou sempre tento andar junto com as mudanças porque a gente não pode querer que esse século seja igual ao século passado. Eles sempre mudaram. Quando você vê as mudanças muito rápidas, tento me adaptar”.
Sobre a atuação na música hoje:
“A gente não tem essa visibilidade popularesca que eu chamo de MPB, a ‘Música pra Pular Brasileira’. Essa que você vai à praia, dançar fora, canta junto e que é muito importante, mas que são dois aspectos diferentes da música: uma é mais pra ouvir e curtir a letra, a outra é mais para se divertir mesmo. Eu nunca trabalhei tanto na vida quanto trabalhei nesses últimos anos”.

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