Salário: confira quanto ganham todos os prefeitos e vereadores da Paraíba

Prefeito da pequenina Alhandra lidera ranking dos maiores salários

Renato Mendes foi eleito em 2016 e volta ao comando da cidade de Alhandra com o maior salário do Estado. Foto: Divulgação

A cidade de Alhandra, na Região Metropolitana de João Pessoa, é apenas a 35ª mais populosa do Estado. Possui 19.412 habitantes, segundo a última contagem do IBGE. Isso, no entanto, não impede a cidade de ter o prefeito com o maior salário entre os gestores paraibanos. Isso mesmo, Renato Mendes (DEM) lidera com folga a lista dos mais bem remunerados entre os 223 gestores do Estado, com salário de R$ 26 mil mensais. Depois dele, os melhores salários são os do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e de Mamanguape, Maria Eunice (PSB), ambos com R$ 22 mil. A cidade comandada por Eunice, vale destacar, tem apenas 44 mil habitantes.

A lista com os salários de todos os prefeitos e vereadores da Paraíba foi repassada ao blog pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio da Lei de Acesso à Informação. A relação mostra que pelo menos dez gestores paraibanos ganham mais de R$ 19 mil. A lista dos dez mais inclui ainda: Derivaldo Romão dos Santos (R$ 19,8 mil), de Pedras de Fogo; Romero Rodrigues (R$ 20,042 mil), de Campina Grande; Berg Lima (R$ 20 mil), de Bayeux; José Aldemir (R$ 20 mil), de Cajazeiras; Elias Costa (R$ 20 mil), de Jacaraú; Dr. Verissinho (R$ 20 mil), de Pombal, e José Fernandes (R$ 19 mil), de Rio Tinto.

Os menores salários entre os prefeitos paraibanos são os de Ailton Gomes, de Nova Palmeira, com R$ 7,47 mil, e Maria Assunção, de São José de Princesa, com R$ 7 mil. Chama a atenção também os salários dos vereadores, mas com uma variação muito grande. O maior salário entre os eles é o do presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB). Ele recebe 19,5 mil mensais. O segundo é José Garcia, de São Bento. Ele recebe mensalmente R$ 15 mil.

Resposta

Em resposta ao blog, o prefeito de Alhandra, Renato Mendes, negou que receba salários de R$ 26,6 mil. A remuneração do gestor, conforme a assessoria, é um pouco menor. Fica na casa dos R$ 20 mil. Ele alega que justamente em abril, mês de referência usado pelo TCE, foi creditado de forma indevida o terço de férias do gestor. O montante corresponde justamente a R$ 6.666,66. Ele alega que, ao ser constatado o erro, o dinheiro foi devolvido e pode ser consultado no contra-cheque de maio.

Confira a lista com os salários de todos os prefeitos e vereadores da Paraíba:

Governistas relatam descontentamento com Cartaxo na Câmara

Vereadores dizem que prefeito escalou “espião” para a Casa

Dinho (segundo da esquerda para a direita) acredita que tem havido mal-entendido nas informações repassadas ao Executivo. Foto: Olenildo Nascimento

Quem anda pela Câmara de João Pessoa, com acesso aos gabinetes, tem ouvido críticas ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD). As queixas são variadas e vão da não nomeação de aliados à recente, digamos, vigília sobre os vereadores. A relação fisiológica entre os poderes é antiga e difícil de combater de uma hora para outra. Até mesmo a vereadora Raíssa Lacerta, do mesmo partido do prefeito, andou fazendo críticas à não inclusão de aliados na folha. A reclamação atual é considerada mais grave. Eles acusam o prefeito de ter colocado “um leão de chácara” para vigiar os vereadores. O escolhido para a missão foi o secretário adjunto de Articulação Política, José Bezerra.

“Ele tem cercado os vereadores, querendo saber como vão votar neste ou naquele projeto. A gente nunca viveu uma coisa dessas”, disse um parlamentar na condição de sigilo. Sobre o tema, o único que aceitou falar em “on” foi Dinho (PMN), mas reduzindo o peso das queixas. “É um moído querendo saber dessa criação de um fundo para a Câmara Municipal de João Pessoa, mas acho que a informação chegou ao governo e foi mal interpretada”, destacou, alegando que a criação faz parte de uma orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele disse ainda que, apesar de integrar a base, não aceitaria ninguém pautar o seu mandato.

O secretário de Comunicação da prefeitura, Josival Pereira, negou interferência do Executivo na discussão do tema. “Se José Bezerra quis se inteirar de alguma coisa, está no papel da articulação política, mas não existe isso de se intrometer nos assuntos do Legislativo”, ressaltou. O fundo em questão, discutido na Câmara de João Pessoa, trata de um artifício para que as obras do duodécimo de um exercício financeiro seja depositado neste fundo para ser utilizado nos próximos. Em tese, isso fará com que o exercício financeiro não se encerre. Por lei, todo o recurso que não for utilizado pelo Legislativo em um exercício deve ser devolvido ao Executivo.

 

Ação Popular pede o afastamento do presidente da Câmara do Conde

Naldo Cell é acusado de contratar a mãe para obra no Legislativo

Naldo Cell é o presidente da Câmara Municipal do Conde. Divulgação/CMC

Uma ação popular protocolada na Justiça, nesta semana, pede o afastamento do presidente da Câmara de Vereadores do Conde. O gestor é acusado de ter cometido irregularidades em contratos celebrados pelo Legislativo Municipal. Entre as acusações formuladas pelo advogado Carlos Magno, Naldo Cell (PSB) teria contratado uma empresa pertencente à mãe dele para executar obras na Casa. Ao todo, ele reforça, foram pagos R$ 10,5 mil no contrato, mas sem que a obra saísse do lugar.

Foram lançadas suspeições também sobre o gasto de R$ 23 mil com a locação de veículos e outras irregularidades. De acordo com Magno, o pedido de liminar é para que os problemas apontados por ele sejam estancados. O gestor é acusado também de desvio de conduta no comando da Casa. Um dos fatos narrados na ação é o suposto uso de veículo da Câmara Municipal para fins particulares. Uma lista com produtos não condizentes com a atividade-fim do Legislativo também foi anexada.

Polêmica

O presidente da Câmara Municipal gerou polêmica na cidade, recentemente, com um protesto no qual convenceu a maioria dos parlamentares a usar saias. A medida foi adotada para o combate ao sexismo na cidade, mas muitos colegas acabaram não topando a parada. Em contato com o blog, o vereador Naldo Cell disse que só vai se pronunciar sobre as acusações quanto tiver visto o processo.

Câmara de Picuí aprova voto de aplauso a Moro com apoio de petistas

Homenagem ocorreu dois dias pós Lula depor em Curitiba

Ataíde Xavier apresentou a proposta de homenagem. Foto: Reprodução/Facebook

A Paraíba tem um único município governado pelo PT. Trata-se de Picuí, que tem como prefeito Olivânio Remigio. Pois bem, vem justamente da cidade encravada no Seridó uma moção de aplauso em favor do juiz federal Sérgio Moro. A homenagem foi aprovada na última sexta-feira (12), com voto, acreditem, de dois petistas. O líder do governo, Ranieri Ferreira (PT), e vereador Jean Barros (PT) referendaram a proposta apresentada por Ataíde Xavier (PSD). Isso mesmo depois da justificativa apresentada pelo autor da proposta, com ataques ao ex-presidente Lula (PT). O parlamentar elogiou as conquistas sociais do governo petista, porém, acusou o ex-presidente de ter comandado um esquema mafioso.

A Moção de Aplauso foi registrada dois dias depois de Lula prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba. A ação proposta pelo Ministério Público Federal acusa o ex-gestor de ter recebido propina da empreiteira OAS para viabilizar contratos com a Petrobras. Parte do dinheiro teria sido usado para a reforma de um tríplex no Guarujá, em São Paulo. O petista nega a acusação e atribuiu à ex-primeira-dama, Marisa Letícia, o interesse inicial pelo imóvel. O posicionamento do ex-presidente foi usado por Ataíde Xavier para embalar as suas críticas a Lula, sob o argumento de que ele teria jogado a culpa na mulher já falecida.

Vereadores do Conde cumprem promessa e usam saias em sessão

Vereadores cumprem promessa e usam saia em sessão. Foto: Diego Nóbrega

Os vereadores do Conde, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa, cumpriram a promessa. Pelo menos oito, dos 11, toparam trabalhar de saia nesta segunda-feira (8). Eles protestaram contra o “machismo”, o “sexismo” e aproveitaram para fazer uma homenagem às mães, por causa do mês de maio. Eles exibiram a indumentária logo no início da sessão. Alguns vestiram, de forma meio desajeitada, por cima das calças. Outros apenas ergueram a roupa feminina até a altura da cintura. Um pouquinho de machismo atrapalhou a manifestação. LEIA MAIS

Vereadores do Conde vão usar saias em protesto contra machismo

Vereadores do Conde preparam protesto. Foto: Divulgação/CMC

Não é uma postura muito comum de se ver. Os vereadores da pequena cidade do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, vão trabalhar de saia nesta segunda-feira (8). O presidente da Casa, Naldo Cell (PT), convocou os 11 parlamentares a participarem do ato e garante ter o apoio da maioria. O protesto, ele garante, é contra o “machismo, o sexismo e uma homenagem às mães, pelo mês de maio”. Ele não garante que todos vão participar por não ter conseguido contactar todo mundo. Mas não vai faltar quem leve a indumentária feminina a mais para oferecer aos “desavisados”. LEIA MAIS

Falta corretor ortográfico na Câmara de Vereadores de Sousa

Os moradores da cidade sertaneja de Sousa têm reclamado da “correção” nos textos publicados pela Câmara Municipal da cidade em relação aos temas legislativos. Em matéria sobre a sessão que debateu passe livre para os estudantes, o texto disponibilizado na Casa tem como título “Passe livre estudantil é descultido em sessão (SIC)”. Um corretor ortográfico ou dicionário online por lá seria de grande ajuda.

Seguem algumas sugestões:

http://www.aulete.com.br/

https://dicionariodoaurelio.com/

https://www.flip.pt/FLiP-On-line/Corrector-ortografico-e-sintactico

 

Eliza rejeita pressão para derrubar “Picha Não” e diz que projeto “não é de todo inútil”

Fotos: Olenildo Nascimento/CMJP/Montagem

Um grupo de vereadores de João Pessoa iniciou nesta quarta-feira (21) um movimento para pressionar a vereadora Eliza Virgínia (PSDB) a retirar da tramitação na Câmara Municipal o projeto que criminaliza a pichação e a grafitagem na capital. A proposta, apelidada de Lei João Dória, por causa da cruzada do prefeito de São Paulo, também filiado ao PSDB, arrancou a ira de parlamentares como a vereadora Sandra Marrocos (PSB) por causa dos exageros. Houve troca de farpas entre as duas na sessão desta quarta.

“(O que esperamos é) que a senhora respeite o movimento de rua, que a senhora tenha um gesto de grandeza e que prove que não quer só aparecer. Quer de fato contribuir com a arte em João Pessoa”, disse Marrocos, depois de discursar no plenário da Câmara Municipal. Sandra cita absurdos como multas que variam entre R$ 6.501 a R$ 50 mil para quem pichar ou grafitar sem autorização da Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura (Semam). “Quem perde é o movimento cultural, em especial o movimento de arte de rua”, acrescentou.

Eliza Virgínia resistiu à pressão de vereadores como Sandra Marrocos, Bruno Farias (PPS) e Marcos Henriques (PT), que defenderam a retirada do projeto da tramitação na Casa. A tucana, no entanto, assegurou que não vai abrir mão da proposta e acusou os críticos de “fazerem apologia ao crime”. “Depois da audiência a gente resolve se meu projeto vai ser utilizado pela metade, o todo, uma parte, ou um artigo sequer. Eu tenho certeza de que meu projeto não está de um todo inútil, muito pelo contrário, tem muita coisa boa que pode ser aproveitada”.

A proposta dos críticos do projeto é que seja realizada uma audiência pública para discutir a matéria porque os dispositivos da proposta colocam no mesmo patamar a grafitagem e a pichação. Representantes dos movimentos de arte na rua estavam na Câmara de João Pessoa e fizeram muito barulho. Eliza quer que a proposta seja discutida pelos vereadores nas comissões e, a partir daí, as mudanças eventualmente propostas possam ser incorporadas. Os opositores da matéria, no entanto, defendem que ela seja retirada e discutida com os movimentos sociais.

Áudio vazado mostra Márcia Lucena ‘negociando’ cargos da prefeitura

Márcia Lucena recebeu recomendação para contratar concursados. Foto: Divulgação

Enquanto permanece a polêmica sobre a suspensão de concurso público no Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, a prefeita da cidade, Márcia Lucena (PSB), ganhou mais um problema para administrar. Um áudio em que ela aparece prometendo cargos para a área de educação aos vereadores da sua base aliada vazou nas redes sociais. Nele, a gestora pede para que os aliados não se dirijam à Secretaria de Educação para pedir mudança de indicados e assegura que todos receberão uma lista discriminando onde estarão lotados os seus ‘cabos eleitorais’.

A denúncia ocorre uma semana após a promotora da Vara Cumulativa de Alhandra, Ilclécia Cruz, recomendar que a prefeitura do Conde convoque os aprovados no concurso público realizado no ano passado, classificados dentro do número de vagas. A nomeação e posse dos aprovados no concurso foi suspensa pela prefeita, no dia 20 de janeiro. Na recomendação, a promotora também requisitou que, no prazo de 20 dias, seja encaminhada à sede da Promotoria, resposta, por escrito, sobe a aceitação e adoção das medidas para cumprimento da recomendação.

No áudio, Márcia Lucena diz aos vereadores que existe uma “pasta” para as indicações de cada um deles. Ela alega que as trocas de nomes poderão ser feitas posteriormente, mas apenas recorrendo a ela e ao seu chefe de Gabinete, o padre Severino Melo. Ela alega ainda que todos serão notificados sobre suas indicações e serão alertados quando algum precisar ser substituído por não desempenhar bem as suas funções.

O blog aguarda resposta da prefeitura para as acusações.

 

Vereadores de Água Branca dão “jeitinho” para não receber salário mínimo

Miraci alegou inconstitucionalidade para rever decisão. Foto: Arquivo Pessoal.

Angélica Nunes
Diego Almeida

Em busca da boa imagem junto à população de Água Branca, no Sertão da Paraíba, os vereadores do município chegaram a aprovar em junho do ano passado a redução do próprio salário, de quase R$ 3 mil, para um salário mínimo a partir deste ano. Mas, após faturarem a eleição, a Câmara Municipal encontrou uma “brechinha” legal para rever a decisão e voltar a ser tudo como era antes.

O ex-presidente da Câmara, Miraci Martins, o Mira de Peba (DEM), vetou o projeto alegando que a vereadora Maria do Desterro colocou uma emenda considerada inconstitucional. Um dos contemplados com a derrubada da lei é o filho de Miraci, o vereador Gustavo de Mira, eleito para o primeiro mandato.

De acordo com Miraci, a emenda previa que o dinheiro economizado com a redução dos salários fosse destinado a pessoas que não tinham condições de comprar medicamentos, mas a proposta inicial era de que os valores fossem enviados ao executivo para ser revertido em serviços à população.

Miraci alegou que, embora não tenha sancionado o projeto de redução salarial, não houve aumento dos subsídios dos vereadores e que por isso não vai ocorrer prejuízos aos cofres da Câmara. Atualmente, um parlamentar recebe um salário de R$ 2.700, sendo que o presidente da Câmara tem um salário de R$ 5 mil. O gasto atual mensal com o pagamento dos salários dos vereadores é de R$ 25.600. Pela nova regra, passará a ser de R$ 8,8 mil por mês.

O projeto que não foi sancionado também previa a redução dos salários do prefeito e vice. Os chefes do executivo iriam receber o equivalente a dois salários mínimos, mas vão continuar recebendo R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.