Cássio diz que o PSDB está dividido sobre desembarque do governo Temer

Bancada na Câmara tem 19 deputados a favor, 19 contra e 11 indecisos

Cássio fala em busca pela estabilidade para justificar a indefinição do partido. Foto: Josusmar Barbosa

O PSDB se reúne nesta segunda-feira (12) para decidir o seu destino em relação ao governo do presidente Michel Temer (PMDB). O partido demonstra uma divisão pouco comum. Dos 56 deputados federais, segundo consulta feita pela Folha de São Paulo, 19 são a favor, 19 contra, 11 estão indecisos e 7 não responderam. Há muita indefinição dentro da sigla. De acordo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o partido está dividida da mesma forma que o país, também. Temer conseguiu uma importante vitória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (9), mas ainda corre risco. A manutenção dos tucanos da base é vital para manter o peemedebista no poder.

“Nós estamos com um partido dividido, assim como o Brasil está dividido. As pessoas estão divididas e (essa) não será uma reunião definitiva, talvez, mas há uma reunião que está em curso para avaliar qual a repercussão que essa atitude de sair ou de ficar vai repercutir na vida das pessoas. Principalmente na vida dos desempregados. Hoje, se tenho uma preocupação é com o emprego das pessoas”, disse Cássio Cunha Lima, que é vice-presidente do Senado. Ele admite que o partido poderá tomar uma decisão impopular se permanecer no apoio ao governo. “Um dia você é aplaudido. No outro dia é vaiado, porque faz parte da atividade pública, sobretudo num momento grave como este”, acrescentou.

“Cabeças pretas”

A ala mais propensa a permanecer no apoio ao governo é a dos já apelidados “cabeças brancas”. São justamente os políticos mais experientes do partido. Eles defendem a manutenção focada no apoio do PMDB ao partido das eleições de 2018. A posição é defendida pelo prefeito de São Paulo, João Dória, e pelo governador Geraldo Alckmin, também de São Paulo. A ala contrária é formada pelos jovens do partido, os popularmente identificados como “cabeças pretas”. Um exemplo claro é visto na Paraíba. O deputado federal Pedro Cunha Lima defende abertamente o desembarque. O pai dele, Cássio Cunha Lima, usa de tom mais enigmático, admitindo uma opção impopular.

Há entre os tucanos, também, quem faça outra conta menos republicana. A de que desligar os aparelhos que mantém Michel Temer vivo na política também repercutiria no caso do senador afastado Aécio Neves. O tucano precisará de todo apoio possível no Senado, em caso de um eventual pedido de prisão. Uma decisão favorável à prisão poderia ser impedida pelos pares. Neste caso, o apoio do PMDB é essencial. Michel Temer é acusado de ter recebido propina da JBS. A irmã dele, Andréa Neves, está presa. O prime dele, Frederico Pacheco, acusado de transportar uma mala com R$ 2 milhões doados pela empresa, também.

Com informações de Josusmar Barbosa, do www.jornaldaparaiba.com.br

Deputados do PSDB protocolam pedido de impeachment de Temer

Parlamentares da Rede e PSB pediram a abertura do processo

Deputados protocolam novos pedidos de impeachment. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Um grupo de deputados federais tucanos protocolou novo pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara. A sigla é a segunda da base aliada a protocolizar o pedido de afastamento do gestor. A decisão foi confirmada pelo deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE). O documento foi assinado por mais oito parlamentares tucanos. Nesta quinta (18), o ministro das Cidades, Bruno Araújo, indicado pelo PSDB, entregou o cargo. O outro governista que pediu a saída de Temer foi o socialista João Henrique Caldas (AL), terceiro secretário da mesa diretora. Ele apresentou uma denúncia contra Temer por crime de responsabilidade.

Da oposição, dois outros pedidos de impeachment foram protocolados e um terceiro será apresentado na tarde desta quinta. O primeiro a dar entrada foi o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), ainda nesta quarta-feira (17), momentos depois de a denúncia ser veiculada pelo jornal O Globo. O mesmo foi feito pelo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também na Câmara dos Deputados. Ao justificar o pedido, Randolfe citou reportagem do jornal O Globo que fala sobre o suposto envolvimento do presidente em um esquema de pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

Mais um pedido

Partidos de oposição vão protocolar em conjunto um novo pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer, na tarde desta quinta-feira. O documento será assinado por PT, PDT, PCdoB, Rede, Psol e PSB. Na noite de quarta-feira (17), dois pedidos de impeachment foram apresentados – um pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ); outro pelo deputado JHC (PSB-AL). Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos. Segundo o líder do Psol, Glauber Braga (RJ), o argumento principal do novo pedido da oposição será a tentativa do presidente da República de obstrução à Justiça. Os partidos também defendem eleições diretas para a substituição de Temer.

“Para que isso aconteça, é fundamental a aprovação Proposta de Emenda à Constituição 227/16”, acrescentou Braga. A PEC, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na próxima terça-feira (23), permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular, exceto nos seis últimos meses de mandato.

Gravação
Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou ao Ministério Público Federal gravação em que “o presidente Michel Temer, em março, dá aval para o empresário comprar, com mesadas, o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato”.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que, ao tentar obstruir a Justiça, apoiando o silêncio de testemunha, Temer procedeu de modo incompatível com o decoro do cargo. Na visão do deputado, há claramente crime de responsabilidade, ao contrário do ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff, quando havia dúvidas se a chamada “pedalada fiscal” era motivo para afastamento da ex-presidente.

Os partidos de oposição anunciaram ainda que vão entrar com representação na Procuradoria-Geral da República para verificar a ocorrência de crime comum por parte de Temer.

Saída do governo
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que, caso as denúncias contra Temer sejam comprovadas, os ministros do partido sairão do governo. Tripoli defendeu, porém, a continuidade da agenda de reformas e, em eventual afastamento de Temer da Presidência, pediu “o respeito à Constituição”.

Tripoli acrescentou que o presidente do PSDB, Aécio Neves, vai anunciar até o fim do dia o seu afastamento da direção do partido. A bancada do PSDB na Câmara indicará o deputado Carlos Sampaio (SP) para concorrer à eleição interna para a presidência da legenda.

Na manhã desta quarta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista disse ter uma gravação de 30 minutos em que Aécio pede R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Lava Jato. Em nota, o senador afirmou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

Apoio à renúncia
O líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), defendeu a renúncia de Michel Temer e informou que a Executiva do partido vai definir a permanência ou não no governo. Segundo o deputado, as denúncias, se confirmadas, “são de extrema gravidade”. Ele disse ainda que, neste momento de crise institucional, é preciso respeitar a Constituição.

 

Lista de Fachin: veja no gráfico como PMDB, PT e PSDB lideram denúncias

Quatro paraibanos aparecem entre os denunciados

Veja a participação dos partidos na relação dos denunciados

Os três maiores partidos do Brasil em número de parlamentares são também os que mais darão trabalho à Procuradoria Geral da República (PGR). PMDB, partido que atualmente comanda a Presidência da República, seguida de PT e PSDB, as duas antecessoras no poder central, respondem por quase 60% das lideranças a serem investigadas.

Da Paraíba, integram as lista o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e o senador paraibano, mas eleito pelo Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT). O ex-deputado federal Inaldo Leitão também aparece entre os que serão investigados, mas, sem foro privilegiado, o caso dele será apreciado na primeira instância.

Os nomes foram revelados em delação premiada pelos executivos e ex-executivos da empreiteira Norberto Odebrecht e incluem políticos, arrecadadores de campanha e ministros. Ao todo, foram autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), 83 inquéritos.

Confira a lista e o gráfico

PMDB

1. Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
2. Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
3. Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
4. Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
5. Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
6. Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
7. Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
8. Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
9. Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
10. Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
11. Senador da República Valdir Raupp (PMDB-RO)
12. Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
13. Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
14. Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
15. Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
16. Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
17. Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
18. Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho (ex-senador do PMDB-PB)
19. Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
20. Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
21. Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
22. Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
23. João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
24. Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
25. Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

PT
1. Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
2. Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
3. Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
4. Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
5. Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
6. Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
7. Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
8. Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
9. Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
10. Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
11. Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
12. Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
13. Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
14. Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
15. Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
16. Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
17. Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
18. Guido Mantega (ex-ministro)
19. Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
20. José Dirceu
21. Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

PSDB
1. Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
2. Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
3. Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
4. Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
5. Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
6. Senador da República José Serra (PSDB-SP)
7. Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
8. Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
9. Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
10. Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
11. Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
12. Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
13. Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
14. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
15. Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
16. Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
17. Humberto Kasper
18. Marco Arildo Prates da Cunha

PP
1. Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
2. Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
3. Senador da República Ivo Cassol (PP-RO)
4. Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
5. Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
6. Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
7. Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
8. Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
9. Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

DEM
1. Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
2. Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
3. Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
4. Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
5. Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
6. Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
7. Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
8. César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

PSD
1. Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
2. Senador Omar Aziz (PSD-AM)
3. Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
4. Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
5. Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
6. Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

PR
1. Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
2. Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
3. Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
4. Valdemar da Costa Neto (PR)

PCdoB
1. Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
2. Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
3. Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
4. Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

PSB
1. Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
2. Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
3. Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

PRB
1. Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
2. Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
3. Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

PTB
1. Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
2. Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

PPS
1. Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
2. Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

PTC
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PMN
José Feliciano

 

Cássio critica Romero por pressão para ser candidato ao governo

Cássio Cunha Lima revela irritação com cobranças de Romero. Foto: Divulgação/Agência Senado

O clima entre o senador Cássio Cunha Lima e o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, ambos do PSDB, não é dos melhores. Irritado com as cobranças do primo e aliado político, o parlamentar criticou o que chamou de debate político através da imprensa. O desconforto do senador é com o fato de o prefeito ter redobrado a pressão para que a sigla tucana tenha candidato ao governo em 2018, com a cobrança para que Cássio dispute o pleito ou abra caminho para que ele trabalhe uma eventual candidatura.

“Não tenho mais idade de ficar levando carão público”, enfatizou Cássio, acrescentado que não levava carão nem do próprio pai e mentor político, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima. “O tom do prefeito Romero Rodrigues foi um pouco elevado, a carapuça não me cabe de forma nenhuma, até porque não tenho mais idade de ficar levando carão público. Temos hoje a necessidade de uma conversa no partido para dirimir qualquer dúvida e preservar aquilo que sempre nos uniu, que é o desejo de uma Paraíba melhor”, explicou.

O desabafo de Cássio Cunha Lima ocorreu ao ser abordado, durante o velório do arcebispo emérito da Paraíba, Dom Marcelo Pinto Carvalheira, em João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (27). Apesar do tom incisivo nas declarações, o senador disse se tratar apenas de desconforto. “Não há crise. Há a necessidade de se resolver uns problemas internos, que não seja através da imprensa. A imprensa tem um papel importante, mas nem sempre é o melhor veículo para resolver divergências ou insatisfações que estejam sendo sentidas”, afirmou o senador.

 

Manoel Júnior tenta “amarrar” aliança PSD/PMDB/PSDB

Manoel Júnior circula entre os blocos durante o Folia de Rua. Foto: Divulgação/Secom-CMJP

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), tem feito um trabalho formiguinha visando as eleições de 2018. Diretamente beneficiado em caso de afastamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a disputa do governo do Estado (já que assumiria a prefeitura), ele corre para fortalecer o bloco PSD/PMDB/PSDB. A meta é blindar o grupo para evitar que o governador Ricardo Coutinho (PSB) reedite, com ainda mais força, a tentativa de cooptar o seu partido para o apoio a alguém de sua base aliada no ano que vem. O peemedebista, por isso, quer emplacar pelo menos uma reunião por mês envolvendo Luciano Cartaxo (PSD), José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Por força do cargo de vice-prefeito, Manoel Júnior já tem estado muito próximo de Cartaxo. Recentemente, procurou José Maranhão e outras lideranças do partido e vê sintonia de Cássio com o projeto de fortalecer o bloco para a disputa do pleito de 2018. O entendimento no seio das oposições é que o governador construiu uma avaliação positiva muito forte neste segundo mandato, apesar da crise, e tentará capitalizar um dos seus aliados para as eleições do ano que vem. O fato de não ter nome de consenso agora não quer dizer que ele não possa ser construído. Por isso, a melhor chance do grupo oposicionista para se manter vivo no pleito é unir forças.

Cartaxo tem se apresentado como opção para a disputa no ano que vem. Este seria um cenário bom para o PMDB também, já que Maranhão não apresenta disposição de disputar as eleições e Veneziano Vital do Rêgo saiu com a avaliação muito abalada com a derrota na disputa pela prefeitura de Campina Grande. Cássio sempre aparece como nome forte, já consolidado, mas muitos à sua volta acreditam que ele focará a reeleição para o Senado, devido à abrangência nacional que conquistou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, resta Cartaxo com um nome que precisa ser estadualizado. A estratégia para isso, segundo o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, será traçada após o Carnaval.

O grupo entende que precisa atuar acelerar as articulações, já que Ricardo Coutinho não costuma dormir em serviço. Do PMDB, ele já tem sintonia com o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano e Hugo Motta e o estadual Nabor Wanderley. O grupo tenta uma reunião com o Diretório Estadual para forçar uma mudança de rumos na política de alianças. Acha até que poderá contar com Ricardo Marcelo e Raniery Paulino, que, apesar de fazer oposição ao governador na Assembleia Legislativa, não circula bem entre os tucanos. As investigas governistas sobre eles visando isolar Manoel Júnior e Maranhão são fortes.

Quando o assunto é a disputa do governo em 2018, ninguém tem dormido em serviço.

 

Tucano deve liderar bancada de oposição a Ricardo Coutinho na ALPB

Deputado Bruno Cunha Lima é o mais cotado para liderança da oposição. Foto: Nyll Pereira/alpb

Angélica Nunes

A praticamente uma semana da retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) está levantando quem ainda faz parte do grupo para fechar quem será o líder no próximo biênio. A expectativa é de que o encontro ocorra até a próxima sexta-feira (27) e o ex-líder oposicionista, Renato Gadelha (PSC), disse que a tendência é que a indicação venha do PSDB, devido ao tamanho da bancada.

O PSC que era o partido com maior integrantes – além de Renato Gadelha tem ainda Arnaldo Monteiro e Guilherme Almeida – assumiu a liderança no biênio 2015/2016. “Como o PSDB tem a mesma força, com três deputados (Bruno Cunha Lima, Camila Toscano e Tovar Correia Lima), eles devem indicar o novo presidente, mas tudo será feito com muito diálogo, já que temos bons nomes em nossa bancada”, afirmou Gadelha, que disse não fazer objeção em se manter no posto.

O deputado Bruno Cunha Lima, apontado como um dos favoritos para assumir o posto, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu nome está à disposição, mas disse que as articulações no momento é avaliar o tamanho que a bancada terá a partir do dia 1º de fevereiro. “Temos que avaliar quem somos e então nos reunir para decidir a liderança. Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou o tucano.

Além da chegada dos deputados Jullys Roberto (PMDB) e Antônio Mineral (PSDB) – com as saídas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho (PSDB), eleitos, respectivamente, para as prefeituras de Cajazeiras e Patos, ambas no Sertão da Paraíba – também haverá ‘dança das cadeiras’ provocadas pela reforma administrativa realizada pelo governador. Embora de partidos oposicionistas, os dois novos titulares já revelaram que ficam na bancada da situação e configuram duas baixas na oposição.

Em tese, formam a oposição da Assembleia Legislativa:

Arnaldo Monteiro (PSC)
Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Daniella Ribeiro (PP)
Guilherme Almeida (PSC)
Janduhy Carneiro (PTN)
Jutay Meneses (PRB)
Raniery Paulino (PMDB)
Renato Gadelha (PSC)
Ricardo Marcelo (PEN)
Tovar (PSDB)

Romero Rodrigues estreita relações com o PSB de Ricardo

Romero foi recebido pelo prefeito de Recife. Foto: Divulgação

Angélica Nunes

Se na Paraíba a disputa política entre o PSDB do senador Cássio Cunha Lima e o PSB do governador Ricardo Coutinho parece não ter um trégua à vista, fora do estado as relações entre lideranças das duas legendas têm sido bem mais harmoniosas. Dispostos a buscar costurar uma relação harmoniosa, o o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) foi recebido, na tarde desta terça-feira (10), pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), ambos reeleitos para os próximos quatro anos.

Acompanhado por auxiliares, Romero tratou da troca de experiências administrativas e de possíveis parcerias com a prefeitura da capital pernambucana. Geraldo Júlio fez uma exposição detalhada sobre projetos da área social. Destacou os bons resultados dos programas Porto Social e Transforma, que, essencialmente promovem um novo nível de interação entre o poder público e organizações sociais.

Romero Rodrigues mostrou-se entusiasmado particularmente com os projetos Transforma e Porto Social e a proposta de ambos na área de voluntariado e sinergia entre prefeitura e comunidade. Centenas de organizações não-governamentais e mais de 70 mil voluntários estão cadastrados.

Mais cedo, na parte da manhã, os secretários André Agra (Planejamento) e Luiz Alberto (Desenvolvimento Econômico), acompanhados do ex-presidente da AMDE, Dunga Junior, mantiveram reunião com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcante, com quem colheram importantes subsídios sobre o setor.

Cartaxo quer manter base aliada para disputa em 2018

Foto: Rafael Passos-Secom/JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não tem como dizer que terá, em 2018, os mesmos aliados que dividiram o palanque com ele na disputa pela reeleição, neste ano. O gestor não nega para ninguém o desejo de manter na sua base PSDB e PMDB, respectivamente dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão. O movimento das peças no xadrez não é fácil, pois vai depender de quão forte estará o candidato que será indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e a expectativa de poder de Cássio e Maranhão. Se algum deles tiver chance, vai para a disputa.

Cartaxo tem feito o dever de casa na missão de se fortalecer para a disputa daqui a dois anos. Neste fim de semana, ele foi a Sousa, onde se encontrou com o ex-prefeito João Estrela, aliado de Coutinho, e com o atual prefeito André Gadelha (PMDB), aliado de Cássio. Em seguida, se reuniu com o prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O empenho do prefeito, segundo seus aliados, vai ser buscar a interiorização do seu nome a partir de agora, sem se descuidar da gestão.

O prefeito de João Pessoa conseguiu a reeleição neste ano ainda no primeiro turno, derrotando a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). Para a composição, contou com as articulações de Cássio e Maranhão, que indicaram o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) para o cargo de vice. Caso renuncie ao mandato para disputar o governo, Cartaxo deverá ter como adversário o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), representando o governador.

PSB perde nas grandes cidades, mas lidera número de prefeitos eleitos

urnaO governador Ricardo Coutinho (PSB) deve ter assistido à apuração dos votos nas eleições deste ano com a seguinte constatação: era o principal cabo eleitoral do Estado, graças a uma aprovação pessoal superior a 80%, de acordo com o Ibope, porém, isso não foi o suficiente para sair das urnas maior do que entrou. O PSB elegeu 53 prefeitos, menos da metade das suas pretensões. E o pior, na maioria dos casos, apenas os pequenos municípios. Por outro lado, viu o PSDB do senador Cássio Cunha Lima se fortalecer em grandes cidades. Os tucanos elegeram 36 prefeitos e se fortalece para 2018, justamente quanto restará a Coutinho apenas optar pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados para se manter na vida pública. O PMDB elegeu 31 prefeitos, bem menos que em eleições passadas, mas se mantém forte. Já o PSD do deputado federal Rômulo Gouveia e do prefeito reeleito de João Pessoa também se fortaleceu, com a eleição de 26 prefeitos

 

Confira a lista dos prefeitos eleitos

1. Água Branca – Tom (PMDB)
2. Aguiar – Lourival (PTB)
3. Alagoa Grande – Sobrinho (PSD)
4. Alagoa Nova – Aquino (PSDB)
5. Alagoainha – Jeová José (PMDB)
6. Alcantil – Milton (PRB)
7. Algodão de Jandaíra – Maricleide (PSD)
8. Alhandra – Renato Mendes (DEM)
9. Amparo – Inácio Nóbrega (DEM)
10. Aparecida – Júlio César (PSD)
11. Araçagi – Murílio Nunes (PSB)
12. Arara – Nen (PSL)
13. Araruna – Vital Costa (PP)
14. Areia – João Francisco (PSDB)
15. Areia de Baraúnas – Guia de Zé de Pedro Felho (DEM)
16. Areaial – Adelson (PSDB)
17. Aroeiras – Mylton Marques (PSDB)
18. Assunção – Vogel (PTB)
19. Baía da Traição – Serginho Lima (PTB)
20. Bananeiras – Douglas Lucena (PSB)
21. Baraúna – Manasses Dantas (PSB)
22. Barra de Santa Rosa – Neto (DEM)
23. Barra de Santana – Cacilda (PSD)
24. Barra de São Miguel – João Batista (PSB)
25. Bayeux – Berg Lima (PTN)
26. Belém – Renata (PMDB)
27. Belém do Brejo do Cruz – Evandro Maia (PTdoB)
28. Bernardino Batista – Gervázio Gomes (PSB)
29. Boa Ventura – Leonice Lopes (PSD)
30. Boa Vista – André Gomes (PDT)
31. Bom Jesus – Roberto Bayma (PSD)
32. Bom Sucesso – Pedro Caetano (PTB)
33. Bonito de Santa Fé – Chico Pereira (PSB)
34. Boqueirão – João Paulo II (PSD)
35. Borborema – Gilene (PTB)
36. Brejo do Cruz – Barão (PR)
37. Brejo dos Santos – Dr. Lauri (PSDB)
38. Caaporã – Kiko (PDT)
39. Cabaceiras – Tiago Castro (PSB)
40. Cabedelo – Leto Viana (PRP)
41. Cachoeira dos Índios – Allan (PSB)
42. Cacimba de Areia – Rogério Campos (PMDB)
43. Cacimba de Dentro – Nelinho (PSB)
44. Cacimbas – Léo (PSB)
45. Caiçara – Hugo Alves (PSB)
46. Cajazeiras – José Aldemir (PP)
47. Cajazeirinhas – Assis Rodrigues (PSB)
48. Caldas Brandão – Nelma Rolim (PMDB)
49. Camalaú – Sandro Moco (PSDB)
50. Campina Grande – Romero Rodrigues (PSDB)
51. Capim – Tiago Lisboa (PSDB)
52. Caraúbas – Silvano Dudu (PSB)
53. Carrapateira – Marineide de Dedé (PR)
54. Casserengue – Dinda (PSDB)
55. Catingueira – Dr. Edir (PMDB)
56. Catolé do Rocha – Leomar Benício Maia (PTB)
57. Caturité – Zé João (PSD)
58. Conceição – Nilson Lacerda (PSDB)
59. Condado – Caio Paixão (PR)
60. Conde – Márcia Lucena (PSB)
61. Congo – Júnior Quirno (PDT)
62. Coremas – Chaguinha de Edilson (PDT)
63. Coxixola – Givaldo (DEM)
64. Cruz do Espírito Santo – Pedrito (PSD)
65. Cubati – Dudu (PSB)
66. Cuité – Charles Camaraense (PSL)
67. Cuité de Mamanguape – Jair da Farmácia (PSC)
68. Cuitegi – Guilherminho Madruga (PSB)
69. Curral de Cima – Totó Ribeiro (PSDB)
70. Curral Velho – Filhinho (PSDB)
71. Damião – Lucildo (PSB)
72. Desterro – Didi (PR)
73. Diamante – Carmelita de Odoniel (PSDB)
74. Dona Inês – João Idalino (PSD)
75. Duas Estradas – Joyce (PR)
76. Emas – Segundo Madruga (PMDB)
77. Esperança – Nobinho (PSB)
78. Fagundes – Magna Danas (PMDB)
79. Frei Martinho – Aido (PSB)
80. Gado Bravo – Dr Paulo (PSDB)
81. Guarabira – Zenóbio Toscano (PSDB)
82. Gurinhém – Cláudio Madruga (PMDB)
83. Gurjão – Ronaldo (PSC)
84. Ibiara – Nivaldo Barros (PSB)
85. Igaracy – Lídio Carneiro (PTB)
86. Imaculada – Dada Lustosa (PSD)
87. Ingá – Manoel da Lenha (PSD)
88. Itabaiana – Dr. Lúcio (PSB)
89. Itaporanga – Divaldo Dantas (PMDB)
90. Itapororoca – Elissandra (DEM)
91. Itatuba – Aron (PSB)
92. Jacaraú – Elias Costa (PMDB)
93. Jericó – Cláudio (PP)
94. João Pessoa – Luciano Cartaxo (PSD)
95. Joca Claudino – Dra Jordhanna (PTB)
96. Juarez Távora – Ana de Nal (PSD)
97. Juazeirinho – Bevilacqua (PTdoB)
98. Junco do Seridó – Kleber (PSB)
99. Juripiranga – Dr. Paulo (PSB)
100. Juru – Luiz Galvão (PSB)
101. Lagoa – Toinho Alípio (PSB)
102. Lagoa de Dentro – Fabiano Pedro (PSD)
103. Lagoa Seca – Fábio Carvalho (PSDB)
104. Lastro – Dr. Athaíde (PSDB)
105. Livramento – Carmelita Ventura (PR)
106. Logradouro – Célia (PSB)
107. Lucena – Marcelo Monteiro (PSB)
108. Mãe D’Água – Cirino (PMDB)
109. Malta – Nael Rosa (PMDB)
110. Mamanguape – Eunice (PSB)
111. Manaíra – Nel (PMN)
112. Marcação – Lili (PDT)
113. Mari – Antônio Gomes (PSD)
114. Marizópolis – Zé de Pedrinho (PSDB)
115. Massaranduba – Paulo Oliveira (PSDB)
116. Mataraca – Egberto (PTB)
117. Matinhas – Fátima Silva (PSD)
118. Mato Grosso – Doca (PMDB)
119. Maturéia – Zé Pereira (PDT)
120. Mogeiro – Alberto Ferreira (PR)
121. Montadas – Jonas (PSD)
122. Monte Horebe – Marcos Eron (PMDB)
123. Monteiro – Lorena de Dr. Chico (PSDB)
124. Mulungu – Melquíades Nascimento (PTB)
125. Natuba – Janete Santos (PMDB)
126. Nazarezinho – Silvan Mendes (PR)
127. Nova Floresta – Jarson do Pastro (PSB)
128. Nova Olinda – Diogo (PSDB)
129. Nova Palmeira – Ailton (PTB)
130. Olho D’Água – Genoilton (PMDB)
131. Olivedos – Deusinho (PSD)
132. Ouro Velho – Natália de Dr. Júnior (PSD)
133. Parari – Josa (PSB)
134. Passagem – Magno de Bá (PMDB)
135. Patos – Dinaldinho Wanderley (PSDB)
136. Paulista – Valmar (PR)
137. Pedra Branca – Allan Bastos (PR)
138. Pedra Lavrada – Jarbas Melo (PSD)
139. Pedras de Fogo – Dedé Romão (PSB)
140. Pedro Régis – Baia (PSDB)
141. Piancó – Daniel Galdino (PSD)
142. Picuí – Olivânio (PT)
143. Pilar – Benício Neto (PSB)
144. Pilões – Iremar Flor (PSB)
145. Pilõezinhos – Mônica de Sandro (PSDB)
146. Pirpirituba – Didiu (PSDB)
147. Pitimbu – Leonardo (PSD)
148. Pocinhos – Cláudio Chaves (PTB)
149. Poço Dantas – Dedé de Zé Cláudio (PTB)
150. Poço de José de Moura – Aurileide (DEM)
151. Pombal – Dr. Verissinho (PMDB)
152. Prata – Júnior de Nôta (PMDB)
153. Princesa Isabel – Ricardo Pereira (PSB)
154. Puxinanã – Felipe Coutinho (PRB)
155. Queimadas – Carlinhos de Tião (PSB)
156. Quixaba – Cláudia (PMDB)
157. Remígio – Chió (PSB)
158. Riachão – Fábio Moura (PTB)
159. Riachão do Bacamarte – Gordo Amaral (PSDB)
160. Riachão do Poço – Cilinha (DEM)
161. Riacho de Santo Antônio – Ofila (PTB)
162. Riacho dos Cavalos – Hugo (PP)
163. Rio Tinto – Fernando Naia (PSB)
164. Salgadinho – Marcos Alves (PSDB)
165. Salgado de São Félix – Adjanilson (DEM)
166. Santa Cecília – Beto de Chico (DEM)
167. Santa Cruz – Paulo César (PSB)
168. Santa Helena – Emanuel (PSD)
169. Santa Inês – Dr. João (PDT)
170. Santa Luzia – Zezé (PMDB)
171. Santa Rita – Dr. Emerson Panta (PSDB)
172. Santa Teresinha – Teresinha de Zé Afonso (PSDB)
173. Santana de Mangueira – Zé Inácio (PSDB)
174. Santana dos Garrotes – Dedé (PSB)
175. Santo André – Silvano Marinho (PDT)
176. São Bentinho – Giovana (PSB)
177. São Bento – Dr. Jarques (DEM)
178. São Domingos de Pombal – Odaisa (PR)
179. São Domingos do Cariri – Inara (PSDB)
180. São Francisco – João Bosco Filho (PSDB)
181. São João do Cariri – Cosme (DEM)
182. São João do Rio do Peixe (PP)
183. São João do Tigre – Célio (PSB)
184. São José da Lagoa Tapada – Coloral (PSD)
185. São José de Caiana – Zé Leite (PR)
186. São José de Espinharas – Neto Gomes (PSB)
187. São José de Piranhas – Chico Mendes (PSB)
188. São José de Princesa – Maria Assunção (PMDB)
189. São José do Bonfim – Rosalba Mota (PMDB)
190. São José do Brejo do Cruz – Ana Maria (PR)
191. São José do Sabugi – Segundo (DEM)
192. São José dos Cordeiros – Jefferson (PSB)
193. São José dos Ramos – Eduardo Caxias (PMDB)
194. São Mamede – Dr. Jefferson Morais (DEM)
195. São Miguel de Taipu – Clodoaldo (PMDB)
196. São Sebastião de Lagoa de Roça – Severo (PSDB)
197. São Sebastião do Umbuzeiro – Adriano Wolff (DEM)
198. São Vicente do Seridó – Graciete (PSB)
199. Sapé – Roberto Feliciano (PSB)
200. Serra Branca – Souzinha (PDT)
201. Serra da Raiz – Adailma (PTB)
202. Serra Grande – Jairo (PSDB)
203. Serra Redonda – Danilo (PSD)
204. Serraria – Batista Pinheiro (PTdoB)
205. Sertãozinho – Antônio de Eloi (PSL)
206. Sobrado – George Coelho (PSB)
207. Solânea – Kaiser Rocha (DEM)
208. Soledade – Geraldo Moura (PP)
209. Sossêgo – Neide (PSB)
210. Sousa – Fábio Tyrone (PSB)
211. Sumé – Eden Duarte (PSB)
212. Tacima – Erivan Bezerra (PMDB)
213. Taperoá – Jurandi Pileque (PMDB)
214. Tavares – Dr. Ailton (PMDB)
215. Teixeira – Nego de Guri (PMDB)
216. Tenório – Evilázio (PSB)
217. Triunfo – Zé Mangueira (PTB)
218. Uiraúna – Dr. Bosco (PSDB)
219. Umbuzeiro – Nivaldo (PSB)
220. Várzea – Toninho (DEM)
221. Vieirópolis – Célio da Usina (PSC)
222. Vista Serrana – Sérgio de Levi (PMDB)
223. Zabelê – Dalyson (PSDB)

 

Ranking dos partidos eleitos

PSB elegeu 53 prefeitos
PSDB elegeu 36 prefeitos
PMDB elegeu 31 prefeitos
PSD elegeu 27 prefeitos
DEM elegeu 17 prefeitos
PTB elegeu 17 prefeitos
PR elegeu 13  prefeitos
PDT elegeu 9 prefeitos
PP elegeu 6  prefeitos
PSL elegeu 3 prefeitos
PTdoB elegeu 3  prefeitos
PSC elegeu 3  prefeitos
PRB elegeu 2 prefeitos
PTN elegeu 1 prefeito
PMN elegeu 1 prefeito
PT elegeu 1 prefeito

Wilson Filho critica PSDB e PMDB por aliança com Cartaxo

Wilson FilhoO deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB, Wilson Filho, não tem poupado críticas ao PSDB e ao PMDB pela aproximação com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que trabalha para disputar a reeleição. Os tucanos já formalizaram o apoio, enquanto que os peemedebistas darão a palavra final até o dia 30, apesar de poucos acreditarem em mudanças nos planos. A Executiva Municipal da sigla já se posicionou favorável à aliança. Para o petebista, a composição dificulta parcerias do seu partido com as duas agremiações nos outros municípios do Estado.

Wilson Filho cita o exemplo de Campina Grande, onde o partido está na base de apoio ao prefeito tucano Romero Rodrigues. Ele disse que vai fazer uma reflexão com a sigla, no município, e pode mudar os rumos da aliança. Se isso ocorrer, ele acredita que sairão também PMB, PTC e PHS, partidos fechados com ele para a eleição. O petebista ainda criticou o fato de o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ter trabalhado para a aliança na capital, justamente para beneficiar Cartaxo, que foi seu adversário e ajudou a derrotá-lo nas eleições para o governo do Estado, em 2014.

Quanto ao PMDB, Wilson sonhava com uma composição com o partido para as eleições deste ano na capital. Com o apoio de Manoel Júnior, ele acreditava que suas chances para chegar ao segundo turno seriam maiores. O parlamentar pretende se inserir como uma terceira via na disputa e sabe que terá que enfrentar duas máquinas poderosas, que são a prefeitura de João Pessoa, já que o prefeito concorre à reeleição, e o governo do Estado, com a socialista Cida Ramos apoiada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). O petebista critica o prefeito Luciano Cartaxo pelo que ele chama de morosidade na entrega das obras e má-gestão dos serviços.