Cássio aparece entre os dez senadores mais bem colocados no ‘Ranking Político’

Cássio Cunha Lima é um dos dois nordestinos entre os dez mais bem posicionados na relação. Foto: Divulgação/Agência Senado

O paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) está entre os dez senadores brasileiros mais bem posicionados no Atlas Político. O ‘Ranking dos Políticos” tem como base cinco indicadores que, somados, têm o cinco como a nota máxima. Os itens avaliados são representatividade, campanha responsável, ativismo legislativo, fidelidade partidária e debate parlamentar.

A nota do parlamentar paraibano foi 4,2. A entidade tem como objetivo a busca por acelerar o processo de responsabilização da política brasileira, contribuir ao combate da demagogia, corrupção e clientelismo, e assegurar uma maior conscientização do eleitorado sobre os seus representantes. O propósito do Ranking é mostrar a competência dos congressistas de defender uma agenda política, independentemente do conteúdo ideológico dela.

Dentro dos critérios adotados, Cássio é o décimo senador mais bem avaliado do país. Confira aqui: http://www.atlaspolitico.com.br/ranking/senadores.

Diap

A avaliação do senador também de repete no conceituado Departamento Intersindical de Assessoria Parlamental (Diap). No primeiro ano de mandato, Cássio já figurou como parlamentar em ascensão na prestigiosa lista dos “100 Cabeças do Congresso Nacional”. A partir dali, em 2013, 2014, 2015 e 2016, Cássio faz parte da elite congressual, figurando entre os “100 Cabeças”. Segundo o Diap, “o saber, o equilíbrio, a prudência, a credibilidade e a respeitabilidade, ao lado da experiência, são atributos que credenciam um parlamentar a figurar entre 100 mais influentes do Congresso Nacional”.

 

Articulação de Aécio pode levar Cássio para a presidência do PSDB

Afastado do comando da legenda, mineiro tem restrições em relação a Tarso Jereissati

Cássio Cunha Lima (E) é o favorito de Aécio Neves para a presidência nacional do PSDB. Foto: George Gianni/PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) iniciou um movimento para levar Cássio Cunha Lima, também senador, ao comando nacional do partido. A sigla é gerida interinamente, atualmente, pelo senador cearense Tarso Jereissati. O mineiro foi afastado do comando do partido e do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Neves foi flagrado em áudio pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS. Ele alegou, na época, que o dinheiro se tratava de negociação para a venda do apartamento da mãe. Neves conseguiu retomar a rotina no Senado, por meio de recurso à corte, porém, enfrenta resistência do partido para reassumir a presidência.

Aécio tem demonstrado desconforto em relação ao comando de Jereissati. O parlamentar promete resolver a interinidade na presidência até agosto, segundo a coluna Expresso, da revista Época. Cássio, neste contexto, surge com força. O paraibano é o atual vice-presidente do Senado e possui interlocução com os partidos de oposição. Além disso, dialoga com o grupo apelidado de cabeças pretas, no PSDB. Eles são justamente os parlamentares mais jovens, com idades que circundam os 40 anos. O grupo tem como um dos integrantes o deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio.

O senador paraibano, assim como Jereissati, já expressou apoio à liberação para que o presidente Michel Temer (PMDB) seja investigado. O pedido de autorização para a abertura de um processo criminal contra o presidente tramita na Câmara dos Deputados. Temer foi denunciado no Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva. Ele foi gravado em conversa com Joesley Batista na qual o empresário falava sobre a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Temer também teria autorizado o hoje suplente de deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) a negociar o pagamento de propina com Batista.

Cássio diz que o PSDB está dividido sobre desembarque do governo Temer

Bancada na Câmara tem 19 deputados a favor, 19 contra e 11 indecisos

Cássio fala em busca pela estabilidade para justificar a indefinição do partido. Foto: Josusmar Barbosa

O PSDB se reúne nesta segunda-feira (12) para decidir o seu destino em relação ao governo do presidente Michel Temer (PMDB). O partido demonstra uma divisão pouco comum. Dos 56 deputados federais, segundo consulta feita pela Folha de São Paulo, 19 são a favor, 19 contra, 11 estão indecisos e 7 não responderam. Há muita indefinição dentro da sigla. De acordo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o partido está dividida da mesma forma que o país, também. Temer conseguiu uma importante vitória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (9), mas ainda corre risco. A manutenção dos tucanos da base é vital para manter o peemedebista no poder.

“Nós estamos com um partido dividido, assim como o Brasil está dividido. As pessoas estão divididas e (essa) não será uma reunião definitiva, talvez, mas há uma reunião que está em curso para avaliar qual a repercussão que essa atitude de sair ou de ficar vai repercutir na vida das pessoas. Principalmente na vida dos desempregados. Hoje, se tenho uma preocupação é com o emprego das pessoas”, disse Cássio Cunha Lima, que é vice-presidente do Senado. Ele admite que o partido poderá tomar uma decisão impopular se permanecer no apoio ao governo. “Um dia você é aplaudido. No outro dia é vaiado, porque faz parte da atividade pública, sobretudo num momento grave como este”, acrescentou.

“Cabeças pretas”

A ala mais propensa a permanecer no apoio ao governo é a dos já apelidados “cabeças brancas”. São justamente os políticos mais experientes do partido. Eles defendem a manutenção focada no apoio do PMDB ao partido das eleições de 2018. A posição é defendida pelo prefeito de São Paulo, João Dória, e pelo governador Geraldo Alckmin, também de São Paulo. A ala contrária é formada pelos jovens do partido, os popularmente identificados como “cabeças pretas”. Um exemplo claro é visto na Paraíba. O deputado federal Pedro Cunha Lima defende abertamente o desembarque. O pai dele, Cássio Cunha Lima, usa de tom mais enigmático, admitindo uma opção impopular.

Há entre os tucanos, também, quem faça outra conta menos republicana. A de que desligar os aparelhos que mantém Michel Temer vivo na política também repercutiria no caso do senador afastado Aécio Neves. O tucano precisará de todo apoio possível no Senado, em caso de um eventual pedido de prisão. Uma decisão favorável à prisão poderia ser impedida pelos pares. Neste caso, o apoio do PMDB é essencial. Michel Temer é acusado de ter recebido propina da JBS. A irmã dele, Andréa Neves, está presa. O prime dele, Frederico Pacheco, acusado de transportar uma mala com R$ 2 milhões doados pela empresa, também.

Com informações de Josusmar Barbosa, do www.jornaldaparaiba.com.br

Deputados do PSDB protocolam pedido de impeachment de Temer

Parlamentares da Rede e PSB pediram a abertura do processo

Deputados protocolam novos pedidos de impeachment. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Um grupo de deputados federais tucanos protocolou novo pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara. A sigla é a segunda da base aliada a protocolizar o pedido de afastamento do gestor. A decisão foi confirmada pelo deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE). O documento foi assinado por mais oito parlamentares tucanos. Nesta quinta (18), o ministro das Cidades, Bruno Araújo, indicado pelo PSDB, entregou o cargo. O outro governista que pediu a saída de Temer foi o socialista João Henrique Caldas (AL), terceiro secretário da mesa diretora. Ele apresentou uma denúncia contra Temer por crime de responsabilidade.

Da oposição, dois outros pedidos de impeachment foram protocolados e um terceiro será apresentado na tarde desta quinta. O primeiro a dar entrada foi o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), ainda nesta quarta-feira (17), momentos depois de a denúncia ser veiculada pelo jornal O Globo. O mesmo foi feito pelo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também na Câmara dos Deputados. Ao justificar o pedido, Randolfe citou reportagem do jornal O Globo que fala sobre o suposto envolvimento do presidente em um esquema de pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

Mais um pedido

Partidos de oposição vão protocolar em conjunto um novo pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer, na tarde desta quinta-feira. O documento será assinado por PT, PDT, PCdoB, Rede, Psol e PSB. Na noite de quarta-feira (17), dois pedidos de impeachment foram apresentados – um pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ); outro pelo deputado JHC (PSB-AL). Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos. Segundo o líder do Psol, Glauber Braga (RJ), o argumento principal do novo pedido da oposição será a tentativa do presidente da República de obstrução à Justiça. Os partidos também defendem eleições diretas para a substituição de Temer.

“Para que isso aconteça, é fundamental a aprovação Proposta de Emenda à Constituição 227/16”, acrescentou Braga. A PEC, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na próxima terça-feira (23), permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular, exceto nos seis últimos meses de mandato.

Gravação
Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou ao Ministério Público Federal gravação em que “o presidente Michel Temer, em março, dá aval para o empresário comprar, com mesadas, o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato”.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que, ao tentar obstruir a Justiça, apoiando o silêncio de testemunha, Temer procedeu de modo incompatível com o decoro do cargo. Na visão do deputado, há claramente crime de responsabilidade, ao contrário do ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff, quando havia dúvidas se a chamada “pedalada fiscal” era motivo para afastamento da ex-presidente.

Os partidos de oposição anunciaram ainda que vão entrar com representação na Procuradoria-Geral da República para verificar a ocorrência de crime comum por parte de Temer.

Saída do governo
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que, caso as denúncias contra Temer sejam comprovadas, os ministros do partido sairão do governo. Tripoli defendeu, porém, a continuidade da agenda de reformas e, em eventual afastamento de Temer da Presidência, pediu “o respeito à Constituição”.

Tripoli acrescentou que o presidente do PSDB, Aécio Neves, vai anunciar até o fim do dia o seu afastamento da direção do partido. A bancada do PSDB na Câmara indicará o deputado Carlos Sampaio (SP) para concorrer à eleição interna para a presidência da legenda.

Na manhã desta quarta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista disse ter uma gravação de 30 minutos em que Aécio pede R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Lava Jato. Em nota, o senador afirmou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

Apoio à renúncia
O líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), defendeu a renúncia de Michel Temer e informou que a Executiva do partido vai definir a permanência ou não no governo. Segundo o deputado, as denúncias, se confirmadas, “são de extrema gravidade”. Ele disse ainda que, neste momento de crise institucional, é preciso respeitar a Constituição.

 

Lista de Fachin: veja no gráfico como PMDB, PT e PSDB lideram denúncias

Quatro paraibanos aparecem entre os denunciados

Veja a participação dos partidos na relação dos denunciados

Os três maiores partidos do Brasil em número de parlamentares são também os que mais darão trabalho à Procuradoria Geral da República (PGR). PMDB, partido que atualmente comanda a Presidência da República, seguida de PT e PSDB, as duas antecessoras no poder central, respondem por quase 60% das lideranças a serem investigadas.

Da Paraíba, integram as lista o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e o senador paraibano, mas eleito pelo Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT). O ex-deputado federal Inaldo Leitão também aparece entre os que serão investigados, mas, sem foro privilegiado, o caso dele será apreciado na primeira instância.

Os nomes foram revelados em delação premiada pelos executivos e ex-executivos da empreiteira Norberto Odebrecht e incluem políticos, arrecadadores de campanha e ministros. Ao todo, foram autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), 83 inquéritos.

Confira a lista e o gráfico

PMDB

1. Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
2. Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
3. Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
4. Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
5. Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
6. Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
7. Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
8. Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
9. Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
10. Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
11. Senador da República Valdir Raupp (PMDB-RO)
12. Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
13. Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
14. Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
15. Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
16. Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
17. Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
18. Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho (ex-senador do PMDB-PB)
19. Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
20. Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
21. Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
22. Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
23. João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
24. Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
25. Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

PT
1. Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
2. Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
3. Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
4. Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
5. Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
6. Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
7. Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
8. Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
9. Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
10. Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
11. Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
12. Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
13. Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
14. Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
15. Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
16. Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
17. Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
18. Guido Mantega (ex-ministro)
19. Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
20. José Dirceu
21. Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

PSDB
1. Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
2. Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
3. Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
4. Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
5. Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
6. Senador da República José Serra (PSDB-SP)
7. Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
8. Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
9. Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
10. Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
11. Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
12. Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
13. Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
14. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
15. Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
16. Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
17. Humberto Kasper
18. Marco Arildo Prates da Cunha

PP
1. Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
2. Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
3. Senador da República Ivo Cassol (PP-RO)
4. Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
5. Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
6. Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
7. Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
8. Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
9. Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

DEM
1. Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
2. Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
3. Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
4. Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
5. Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
6. Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
7. Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
8. César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

PSD
1. Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
2. Senador Omar Aziz (PSD-AM)
3. Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
4. Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
5. Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
6. Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

PR
1. Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
2. Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
3. Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
4. Valdemar da Costa Neto (PR)

PCdoB
1. Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
2. Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
3. Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
4. Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

PSB
1. Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
2. Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
3. Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

PRB
1. Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
2. Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
3. Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

PTB
1. Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
2. Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

PPS
1. Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
2. Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

PTC
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PMN
José Feliciano

 

Cássio critica Romero por pressão para ser candidato ao governo

Cássio Cunha Lima revela irritação com cobranças de Romero. Foto: Divulgação/Agência Senado

O clima entre o senador Cássio Cunha Lima e o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, ambos do PSDB, não é dos melhores. Irritado com as cobranças do primo e aliado político, o parlamentar criticou o que chamou de debate político através da imprensa. O desconforto do senador é com o fato de o prefeito ter redobrado a pressão para que a sigla tucana tenha candidato ao governo em 2018, com a cobrança para que Cássio dispute o pleito ou abra caminho para que ele trabalhe uma eventual candidatura.

“Não tenho mais idade de ficar levando carão público”, enfatizou Cássio, acrescentado que não levava carão nem do próprio pai e mentor político, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima. “O tom do prefeito Romero Rodrigues foi um pouco elevado, a carapuça não me cabe de forma nenhuma, até porque não tenho mais idade de ficar levando carão público. Temos hoje a necessidade de uma conversa no partido para dirimir qualquer dúvida e preservar aquilo que sempre nos uniu, que é o desejo de uma Paraíba melhor”, explicou.

O desabafo de Cássio Cunha Lima ocorreu ao ser abordado, durante o velório do arcebispo emérito da Paraíba, Dom Marcelo Pinto Carvalheira, em João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (27). Apesar do tom incisivo nas declarações, o senador disse se tratar apenas de desconforto. “Não há crise. Há a necessidade de se resolver uns problemas internos, que não seja através da imprensa. A imprensa tem um papel importante, mas nem sempre é o melhor veículo para resolver divergências ou insatisfações que estejam sendo sentidas”, afirmou o senador.

 

Manoel Júnior tenta “amarrar” aliança PSD/PMDB/PSDB

Manoel Júnior circula entre os blocos durante o Folia de Rua. Foto: Divulgação/Secom-CMJP

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), tem feito um trabalho formiguinha visando as eleições de 2018. Diretamente beneficiado em caso de afastamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a disputa do governo do Estado (já que assumiria a prefeitura), ele corre para fortalecer o bloco PSD/PMDB/PSDB. A meta é blindar o grupo para evitar que o governador Ricardo Coutinho (PSB) reedite, com ainda mais força, a tentativa de cooptar o seu partido para o apoio a alguém de sua base aliada no ano que vem. O peemedebista, por isso, quer emplacar pelo menos uma reunião por mês envolvendo Luciano Cartaxo (PSD), José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Por força do cargo de vice-prefeito, Manoel Júnior já tem estado muito próximo de Cartaxo. Recentemente, procurou José Maranhão e outras lideranças do partido e vê sintonia de Cássio com o projeto de fortalecer o bloco para a disputa do pleito de 2018. O entendimento no seio das oposições é que o governador construiu uma avaliação positiva muito forte neste segundo mandato, apesar da crise, e tentará capitalizar um dos seus aliados para as eleições do ano que vem. O fato de não ter nome de consenso agora não quer dizer que ele não possa ser construído. Por isso, a melhor chance do grupo oposicionista para se manter vivo no pleito é unir forças.

Cartaxo tem se apresentado como opção para a disputa no ano que vem. Este seria um cenário bom para o PMDB também, já que Maranhão não apresenta disposição de disputar as eleições e Veneziano Vital do Rêgo saiu com a avaliação muito abalada com a derrota na disputa pela prefeitura de Campina Grande. Cássio sempre aparece como nome forte, já consolidado, mas muitos à sua volta acreditam que ele focará a reeleição para o Senado, devido à abrangência nacional que conquistou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, resta Cartaxo com um nome que precisa ser estadualizado. A estratégia para isso, segundo o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, será traçada após o Carnaval.

O grupo entende que precisa atuar acelerar as articulações, já que Ricardo Coutinho não costuma dormir em serviço. Do PMDB, ele já tem sintonia com o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano e Hugo Motta e o estadual Nabor Wanderley. O grupo tenta uma reunião com o Diretório Estadual para forçar uma mudança de rumos na política de alianças. Acha até que poderá contar com Ricardo Marcelo e Raniery Paulino, que, apesar de fazer oposição ao governador na Assembleia Legislativa, não circula bem entre os tucanos. As investigas governistas sobre eles visando isolar Manoel Júnior e Maranhão são fortes.

Quando o assunto é a disputa do governo em 2018, ninguém tem dormido em serviço.

 

Tucano deve liderar bancada de oposição a Ricardo Coutinho na ALPB

Deputado Bruno Cunha Lima é o mais cotado para liderança da oposição. Foto: Nyll Pereira/alpb

Angélica Nunes

A praticamente uma semana da retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) está levantando quem ainda faz parte do grupo para fechar quem será o líder no próximo biênio. A expectativa é de que o encontro ocorra até a próxima sexta-feira (27) e o ex-líder oposicionista, Renato Gadelha (PSC), disse que a tendência é que a indicação venha do PSDB, devido ao tamanho da bancada.

O PSC que era o partido com maior integrantes – além de Renato Gadelha tem ainda Arnaldo Monteiro e Guilherme Almeida – assumiu a liderança no biênio 2015/2016. “Como o PSDB tem a mesma força, com três deputados (Bruno Cunha Lima, Camila Toscano e Tovar Correia Lima), eles devem indicar o novo presidente, mas tudo será feito com muito diálogo, já que temos bons nomes em nossa bancada”, afirmou Gadelha, que disse não fazer objeção em se manter no posto.

O deputado Bruno Cunha Lima, apontado como um dos favoritos para assumir o posto, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu nome está à disposição, mas disse que as articulações no momento é avaliar o tamanho que a bancada terá a partir do dia 1º de fevereiro. “Temos que avaliar quem somos e então nos reunir para decidir a liderança. Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou o tucano.

Além da chegada dos deputados Jullys Roberto (PMDB) e Antônio Mineral (PSDB) – com as saídas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho (PSDB), eleitos, respectivamente, para as prefeituras de Cajazeiras e Patos, ambas no Sertão da Paraíba – também haverá ‘dança das cadeiras’ provocadas pela reforma administrativa realizada pelo governador. Embora de partidos oposicionistas, os dois novos titulares já revelaram que ficam na bancada da situação e configuram duas baixas na oposição.

Em tese, formam a oposição da Assembleia Legislativa:

Arnaldo Monteiro (PSC)
Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Daniella Ribeiro (PP)
Guilherme Almeida (PSC)
Janduhy Carneiro (PTN)
Jutay Meneses (PRB)
Raniery Paulino (PMDB)
Renato Gadelha (PSC)
Ricardo Marcelo (PEN)
Tovar (PSDB)

Romero Rodrigues estreita relações com o PSB de Ricardo

Romero foi recebido pelo prefeito de Recife. Foto: Divulgação

Angélica Nunes

Se na Paraíba a disputa política entre o PSDB do senador Cássio Cunha Lima e o PSB do governador Ricardo Coutinho parece não ter um trégua à vista, fora do estado as relações entre lideranças das duas legendas têm sido bem mais harmoniosas. Dispostos a buscar costurar uma relação harmoniosa, o o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) foi recebido, na tarde desta terça-feira (10), pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), ambos reeleitos para os próximos quatro anos.

Acompanhado por auxiliares, Romero tratou da troca de experiências administrativas e de possíveis parcerias com a prefeitura da capital pernambucana. Geraldo Júlio fez uma exposição detalhada sobre projetos da área social. Destacou os bons resultados dos programas Porto Social e Transforma, que, essencialmente promovem um novo nível de interação entre o poder público e organizações sociais.

Romero Rodrigues mostrou-se entusiasmado particularmente com os projetos Transforma e Porto Social e a proposta de ambos na área de voluntariado e sinergia entre prefeitura e comunidade. Centenas de organizações não-governamentais e mais de 70 mil voluntários estão cadastrados.

Mais cedo, na parte da manhã, os secretários André Agra (Planejamento) e Luiz Alberto (Desenvolvimento Econômico), acompanhados do ex-presidente da AMDE, Dunga Junior, mantiveram reunião com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcante, com quem colheram importantes subsídios sobre o setor.

Cartaxo quer manter base aliada para disputa em 2018

Foto: Rafael Passos-Secom/JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não tem como dizer que terá, em 2018, os mesmos aliados que dividiram o palanque com ele na disputa pela reeleição, neste ano. O gestor não nega para ninguém o desejo de manter na sua base PSDB e PMDB, respectivamente dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão. O movimento das peças no xadrez não é fácil, pois vai depender de quão forte estará o candidato que será indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e a expectativa de poder de Cássio e Maranhão. Se algum deles tiver chance, vai para a disputa.

Cartaxo tem feito o dever de casa na missão de se fortalecer para a disputa daqui a dois anos. Neste fim de semana, ele foi a Sousa, onde se encontrou com o ex-prefeito João Estrela, aliado de Coutinho, e com o atual prefeito André Gadelha (PMDB), aliado de Cássio. Em seguida, se reuniu com o prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O empenho do prefeito, segundo seus aliados, vai ser buscar a interiorização do seu nome a partir de agora, sem se descuidar da gestão.

O prefeito de João Pessoa conseguiu a reeleição neste ano ainda no primeiro turno, derrotando a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). Para a composição, contou com as articulações de Cássio e Maranhão, que indicaram o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) para o cargo de vice. Caso renuncie ao mandato para disputar o governo, Cartaxo deverá ter como adversário o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), representando o governador.