Manoel Júnior tenta “amarrar” aliança PSD/PMDB/PSDB

Manoel Júnior circula entre os blocos durante o Folia de Rua. Foto: Divulgação/Secom-CMJP

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), tem feito um trabalho formiguinha visando as eleições de 2018. Diretamente beneficiado em caso de afastamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a disputa do governo do Estado (já que assumiria a prefeitura), ele corre para fortalecer o bloco PSD/PMDB/PSDB. A meta é blindar o grupo para evitar que o governador Ricardo Coutinho (PSB) reedite, com ainda mais força, a tentativa de cooptar o seu partido para o apoio a alguém de sua base aliada no ano que vem. O peemedebista, por isso, quer emplacar pelo menos uma reunião por mês envolvendo Luciano Cartaxo (PSD), José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Por força do cargo de vice-prefeito, Manoel Júnior já tem estado muito próximo de Cartaxo. Recentemente, procurou José Maranhão e outras lideranças do partido e vê sintonia de Cássio com o projeto de fortalecer o bloco para a disputa do pleito de 2018. O entendimento no seio das oposições é que o governador construiu uma avaliação positiva muito forte neste segundo mandato, apesar da crise, e tentará capitalizar um dos seus aliados para as eleições do ano que vem. O fato de não ter nome de consenso agora não quer dizer que ele não possa ser construído. Por isso, a melhor chance do grupo oposicionista para se manter vivo no pleito é unir forças.

Cartaxo tem se apresentado como opção para a disputa no ano que vem. Este seria um cenário bom para o PMDB também, já que Maranhão não apresenta disposição de disputar as eleições e Veneziano Vital do Rêgo saiu com a avaliação muito abalada com a derrota na disputa pela prefeitura de Campina Grande. Cássio sempre aparece como nome forte, já consolidado, mas muitos à sua volta acreditam que ele focará a reeleição para o Senado, devido à abrangência nacional que conquistou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, resta Cartaxo com um nome que precisa ser estadualizado. A estratégia para isso, segundo o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, será traçada após o Carnaval.

O grupo entende que precisa atuar acelerar as articulações, já que Ricardo Coutinho não costuma dormir em serviço. Do PMDB, ele já tem sintonia com o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano e Hugo Motta e o estadual Nabor Wanderley. O grupo tenta uma reunião com o Diretório Estadual para forçar uma mudança de rumos na política de alianças. Acha até que poderá contar com Ricardo Marcelo e Raniery Paulino, que, apesar de fazer oposição ao governador na Assembleia Legislativa, não circula bem entre os tucanos. As investigas governistas sobre eles visando isolar Manoel Júnior e Maranhão são fortes.

Quando o assunto é a disputa do governo em 2018, ninguém tem dormido em serviço.

 

Tucano deve liderar bancada de oposição a Ricardo Coutinho na ALPB

Deputado Bruno Cunha Lima é o mais cotado para liderança da oposição. Foto: Nyll Pereira/alpb

Angélica Nunes

A praticamente uma semana da retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) está levantando quem ainda faz parte do grupo para fechar quem será o líder no próximo biênio. A expectativa é de que o encontro ocorra até a próxima sexta-feira (27) e o ex-líder oposicionista, Renato Gadelha (PSC), disse que a tendência é que a indicação venha do PSDB, devido ao tamanho da bancada.

O PSC que era o partido com maior integrantes – além de Renato Gadelha tem ainda Arnaldo Monteiro e Guilherme Almeida – assumiu a liderança no biênio 2015/2016. “Como o PSDB tem a mesma força, com três deputados (Bruno Cunha Lima, Camila Toscano e Tovar Correia Lima), eles devem indicar o novo presidente, mas tudo será feito com muito diálogo, já que temos bons nomes em nossa bancada”, afirmou Gadelha, que disse não fazer objeção em se manter no posto.

O deputado Bruno Cunha Lima, apontado como um dos favoritos para assumir o posto, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu nome está à disposição, mas disse que as articulações no momento é avaliar o tamanho que a bancada terá a partir do dia 1º de fevereiro. “Temos que avaliar quem somos e então nos reunir para decidir a liderança. Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou o tucano.

Além da chegada dos deputados Jullys Roberto (PMDB) e Antônio Mineral (PSDB) – com as saídas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho (PSDB), eleitos, respectivamente, para as prefeituras de Cajazeiras e Patos, ambas no Sertão da Paraíba – também haverá ‘dança das cadeiras’ provocadas pela reforma administrativa realizada pelo governador. Embora de partidos oposicionistas, os dois novos titulares já revelaram que ficam na bancada da situação e configuram duas baixas na oposição.

Em tese, formam a oposição da Assembleia Legislativa:

Arnaldo Monteiro (PSC)
Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Daniella Ribeiro (PP)
Guilherme Almeida (PSC)
Janduhy Carneiro (PTN)
Jutay Meneses (PRB)
Raniery Paulino (PMDB)
Renato Gadelha (PSC)
Ricardo Marcelo (PEN)
Tovar (PSDB)

Romero Rodrigues estreita relações com o PSB de Ricardo

Romero foi recebido pelo prefeito de Recife. Foto: Divulgação

Angélica Nunes

Se na Paraíba a disputa política entre o PSDB do senador Cássio Cunha Lima e o PSB do governador Ricardo Coutinho parece não ter um trégua à vista, fora do estado as relações entre lideranças das duas legendas têm sido bem mais harmoniosas. Dispostos a buscar costurar uma relação harmoniosa, o o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) foi recebido, na tarde desta terça-feira (10), pelo prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), ambos reeleitos para os próximos quatro anos.

Acompanhado por auxiliares, Romero tratou da troca de experiências administrativas e de possíveis parcerias com a prefeitura da capital pernambucana. Geraldo Júlio fez uma exposição detalhada sobre projetos da área social. Destacou os bons resultados dos programas Porto Social e Transforma, que, essencialmente promovem um novo nível de interação entre o poder público e organizações sociais.

Romero Rodrigues mostrou-se entusiasmado particularmente com os projetos Transforma e Porto Social e a proposta de ambos na área de voluntariado e sinergia entre prefeitura e comunidade. Centenas de organizações não-governamentais e mais de 70 mil voluntários estão cadastrados.

Mais cedo, na parte da manhã, os secretários André Agra (Planejamento) e Luiz Alberto (Desenvolvimento Econômico), acompanhados do ex-presidente da AMDE, Dunga Junior, mantiveram reunião com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcante, com quem colheram importantes subsídios sobre o setor.

Cartaxo quer manter base aliada para disputa em 2018

Foto: Rafael Passos-Secom/JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não tem como dizer que terá, em 2018, os mesmos aliados que dividiram o palanque com ele na disputa pela reeleição, neste ano. O gestor não nega para ninguém o desejo de manter na sua base PSDB e PMDB, respectivamente dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão. O movimento das peças no xadrez não é fácil, pois vai depender de quão forte estará o candidato que será indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e a expectativa de poder de Cássio e Maranhão. Se algum deles tiver chance, vai para a disputa.

Cartaxo tem feito o dever de casa na missão de se fortalecer para a disputa daqui a dois anos. Neste fim de semana, ele foi a Sousa, onde se encontrou com o ex-prefeito João Estrela, aliado de Coutinho, e com o atual prefeito André Gadelha (PMDB), aliado de Cássio. Em seguida, se reuniu com o prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O empenho do prefeito, segundo seus aliados, vai ser buscar a interiorização do seu nome a partir de agora, sem se descuidar da gestão.

O prefeito de João Pessoa conseguiu a reeleição neste ano ainda no primeiro turno, derrotando a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). Para a composição, contou com as articulações de Cássio e Maranhão, que indicaram o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) para o cargo de vice. Caso renuncie ao mandato para disputar o governo, Cartaxo deverá ter como adversário o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), representando o governador.

PSB perde nas grandes cidades, mas lidera número de prefeitos eleitos

urnaO governador Ricardo Coutinho (PSB) deve ter assistido à apuração dos votos nas eleições deste ano com a seguinte constatação: era o principal cabo eleitoral do Estado, graças a uma aprovação pessoal superior a 80%, de acordo com o Ibope, porém, isso não foi o suficiente para sair das urnas maior do que entrou. O PSB elegeu 53 prefeitos, menos da metade das suas pretensões. E o pior, na maioria dos casos, apenas os pequenos municípios. Por outro lado, viu o PSDB do senador Cássio Cunha Lima se fortalecer em grandes cidades. Os tucanos elegeram 36 prefeitos e se fortalece para 2018, justamente quanto restará a Coutinho apenas optar pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados para se manter na vida pública. O PMDB elegeu 31 prefeitos, bem menos que em eleições passadas, mas se mantém forte. Já o PSD do deputado federal Rômulo Gouveia e do prefeito reeleito de João Pessoa também se fortaleceu, com a eleição de 26 prefeitos

 

Confira a lista dos prefeitos eleitos

1. Água Branca – Tom (PMDB)
2. Aguiar – Lourival (PTB)
3. Alagoa Grande – Sobrinho (PSD)
4. Alagoa Nova – Aquino (PSDB)
5. Alagoainha – Jeová José (PMDB)
6. Alcantil – Milton (PRB)
7. Algodão de Jandaíra – Maricleide (PSD)
8. Alhandra – Renato Mendes (DEM)
9. Amparo – Inácio Nóbrega (DEM)
10. Aparecida – Júlio César (PSD)
11. Araçagi – Murílio Nunes (PSB)
12. Arara – Nen (PSL)
13. Araruna – Vital Costa (PP)
14. Areia – João Francisco (PSDB)
15. Areia de Baraúnas – Guia de Zé de Pedro Felho (DEM)
16. Areaial – Adelson (PSDB)
17. Aroeiras – Mylton Marques (PSDB)
18. Assunção – Vogel (PTB)
19. Baía da Traição – Serginho Lima (PTB)
20. Bananeiras – Douglas Lucena (PSB)
21. Baraúna – Manasses Dantas (PSB)
22. Barra de Santa Rosa – Neto (DEM)
23. Barra de Santana – Cacilda (PSD)
24. Barra de São Miguel – João Batista (PSB)
25. Bayeux – Berg Lima (PTN)
26. Belém – Renata (PMDB)
27. Belém do Brejo do Cruz – Evandro Maia (PTdoB)
28. Bernardino Batista – Gervázio Gomes (PSB)
29. Boa Ventura – Leonice Lopes (PSD)
30. Boa Vista – André Gomes (PDT)
31. Bom Jesus – Roberto Bayma (PSD)
32. Bom Sucesso – Pedro Caetano (PTB)
33. Bonito de Santa Fé – Chico Pereira (PSB)
34. Boqueirão – João Paulo II (PSD)
35. Borborema – Gilene (PTB)
36. Brejo do Cruz – Barão (PR)
37. Brejo dos Santos – Dr. Lauri (PSDB)
38. Caaporã – Kiko (PDT)
39. Cabaceiras – Tiago Castro (PSB)
40. Cabedelo – Leto Viana (PRP)
41. Cachoeira dos Índios – Allan (PSB)
42. Cacimba de Areia – Rogério Campos (PMDB)
43. Cacimba de Dentro – Nelinho (PSB)
44. Cacimbas – Léo (PSB)
45. Caiçara – Hugo Alves (PSB)
46. Cajazeiras – José Aldemir (PP)
47. Cajazeirinhas – Assis Rodrigues (PSB)
48. Caldas Brandão – Nelma Rolim (PMDB)
49. Camalaú – Sandro Moco (PSDB)
50. Campina Grande – Romero Rodrigues (PSDB)
51. Capim – Tiago Lisboa (PSDB)
52. Caraúbas – Silvano Dudu (PSB)
53. Carrapateira – Marineide de Dedé (PR)
54. Casserengue – Dinda (PSDB)
55. Catingueira – Dr. Edir (PMDB)
56. Catolé do Rocha – Leomar Benício Maia (PTB)
57. Caturité – Zé João (PSD)
58. Conceição – Nilson Lacerda (PSDB)
59. Condado – Caio Paixão (PR)
60. Conde – Márcia Lucena (PSB)
61. Congo – Júnior Quirno (PDT)
62. Coremas – Chaguinha de Edilson (PDT)
63. Coxixola – Givaldo (DEM)
64. Cruz do Espírito Santo – Pedrito (PSD)
65. Cubati – Dudu (PSB)
66. Cuité – Charles Camaraense (PSL)
67. Cuité de Mamanguape – Jair da Farmácia (PSC)
68. Cuitegi – Guilherminho Madruga (PSB)
69. Curral de Cima – Totó Ribeiro (PSDB)
70. Curral Velho – Filhinho (PSDB)
71. Damião – Lucildo (PSB)
72. Desterro – Didi (PR)
73. Diamante – Carmelita de Odoniel (PSDB)
74. Dona Inês – João Idalino (PSD)
75. Duas Estradas – Joyce (PR)
76. Emas – Segundo Madruga (PMDB)
77. Esperança – Nobinho (PSB)
78. Fagundes – Magna Danas (PMDB)
79. Frei Martinho – Aido (PSB)
80. Gado Bravo – Dr Paulo (PSDB)
81. Guarabira – Zenóbio Toscano (PSDB)
82. Gurinhém – Cláudio Madruga (PMDB)
83. Gurjão – Ronaldo (PSC)
84. Ibiara – Nivaldo Barros (PSB)
85. Igaracy – Lídio Carneiro (PTB)
86. Imaculada – Dada Lustosa (PSD)
87. Ingá – Manoel da Lenha (PSD)
88. Itabaiana – Dr. Lúcio (PSB)
89. Itaporanga – Divaldo Dantas (PMDB)
90. Itapororoca – Elissandra (DEM)
91. Itatuba – Aron (PSB)
92. Jacaraú – Elias Costa (PMDB)
93. Jericó – Cláudio (PP)
94. João Pessoa – Luciano Cartaxo (PSD)
95. Joca Claudino – Dra Jordhanna (PTB)
96. Juarez Távora – Ana de Nal (PSD)
97. Juazeirinho – Bevilacqua (PTdoB)
98. Junco do Seridó – Kleber (PSB)
99. Juripiranga – Dr. Paulo (PSB)
100. Juru – Luiz Galvão (PSB)
101. Lagoa – Toinho Alípio (PSB)
102. Lagoa de Dentro – Fabiano Pedro (PSD)
103. Lagoa Seca – Fábio Carvalho (PSDB)
104. Lastro – Dr. Athaíde (PSDB)
105. Livramento – Carmelita Ventura (PR)
106. Logradouro – Célia (PSB)
107. Lucena – Marcelo Monteiro (PSB)
108. Mãe D’Água – Cirino (PMDB)
109. Malta – Nael Rosa (PMDB)
110. Mamanguape – Eunice (PSB)
111. Manaíra – Nel (PMN)
112. Marcação – Lili (PDT)
113. Mari – Antônio Gomes (PSD)
114. Marizópolis – Zé de Pedrinho (PSDB)
115. Massaranduba – Paulo Oliveira (PSDB)
116. Mataraca – Egberto (PTB)
117. Matinhas – Fátima Silva (PSD)
118. Mato Grosso – Doca (PMDB)
119. Maturéia – Zé Pereira (PDT)
120. Mogeiro – Alberto Ferreira (PR)
121. Montadas – Jonas (PSD)
122. Monte Horebe – Marcos Eron (PMDB)
123. Monteiro – Lorena de Dr. Chico (PSDB)
124. Mulungu – Melquíades Nascimento (PTB)
125. Natuba – Janete Santos (PMDB)
126. Nazarezinho – Silvan Mendes (PR)
127. Nova Floresta – Jarson do Pastro (PSB)
128. Nova Olinda – Diogo (PSDB)
129. Nova Palmeira – Ailton (PTB)
130. Olho D’Água – Genoilton (PMDB)
131. Olivedos – Deusinho (PSD)
132. Ouro Velho – Natália de Dr. Júnior (PSD)
133. Parari – Josa (PSB)
134. Passagem – Magno de Bá (PMDB)
135. Patos – Dinaldinho Wanderley (PSDB)
136. Paulista – Valmar (PR)
137. Pedra Branca – Allan Bastos (PR)
138. Pedra Lavrada – Jarbas Melo (PSD)
139. Pedras de Fogo – Dedé Romão (PSB)
140. Pedro Régis – Baia (PSDB)
141. Piancó – Daniel Galdino (PSD)
142. Picuí – Olivânio (PT)
143. Pilar – Benício Neto (PSB)
144. Pilões – Iremar Flor (PSB)
145. Pilõezinhos – Mônica de Sandro (PSDB)
146. Pirpirituba – Didiu (PSDB)
147. Pitimbu – Leonardo (PSD)
148. Pocinhos – Cláudio Chaves (PTB)
149. Poço Dantas – Dedé de Zé Cláudio (PTB)
150. Poço de José de Moura – Aurileide (DEM)
151. Pombal – Dr. Verissinho (PMDB)
152. Prata – Júnior de Nôta (PMDB)
153. Princesa Isabel – Ricardo Pereira (PSB)
154. Puxinanã – Felipe Coutinho (PRB)
155. Queimadas – Carlinhos de Tião (PSB)
156. Quixaba – Cláudia (PMDB)
157. Remígio – Chió (PSB)
158. Riachão – Fábio Moura (PTB)
159. Riachão do Bacamarte – Gordo Amaral (PSDB)
160. Riachão do Poço – Cilinha (DEM)
161. Riacho de Santo Antônio – Ofila (PTB)
162. Riacho dos Cavalos – Hugo (PP)
163. Rio Tinto – Fernando Naia (PSB)
164. Salgadinho – Marcos Alves (PSDB)
165. Salgado de São Félix – Adjanilson (DEM)
166. Santa Cecília – Beto de Chico (DEM)
167. Santa Cruz – Paulo César (PSB)
168. Santa Helena – Emanuel (PSD)
169. Santa Inês – Dr. João (PDT)
170. Santa Luzia – Zezé (PMDB)
171. Santa Rita – Dr. Emerson Panta (PSDB)
172. Santa Teresinha – Teresinha de Zé Afonso (PSDB)
173. Santana de Mangueira – Zé Inácio (PSDB)
174. Santana dos Garrotes – Dedé (PSB)
175. Santo André – Silvano Marinho (PDT)
176. São Bentinho – Giovana (PSB)
177. São Bento – Dr. Jarques (DEM)
178. São Domingos de Pombal – Odaisa (PR)
179. São Domingos do Cariri – Inara (PSDB)
180. São Francisco – João Bosco Filho (PSDB)
181. São João do Cariri – Cosme (DEM)
182. São João do Rio do Peixe (PP)
183. São João do Tigre – Célio (PSB)
184. São José da Lagoa Tapada – Coloral (PSD)
185. São José de Caiana – Zé Leite (PR)
186. São José de Espinharas – Neto Gomes (PSB)
187. São José de Piranhas – Chico Mendes (PSB)
188. São José de Princesa – Maria Assunção (PMDB)
189. São José do Bonfim – Rosalba Mota (PMDB)
190. São José do Brejo do Cruz – Ana Maria (PR)
191. São José do Sabugi – Segundo (DEM)
192. São José dos Cordeiros – Jefferson (PSB)
193. São José dos Ramos – Eduardo Caxias (PMDB)
194. São Mamede – Dr. Jefferson Morais (DEM)
195. São Miguel de Taipu – Clodoaldo (PMDB)
196. São Sebastião de Lagoa de Roça – Severo (PSDB)
197. São Sebastião do Umbuzeiro – Adriano Wolff (DEM)
198. São Vicente do Seridó – Graciete (PSB)
199. Sapé – Roberto Feliciano (PSB)
200. Serra Branca – Souzinha (PDT)
201. Serra da Raiz – Adailma (PTB)
202. Serra Grande – Jairo (PSDB)
203. Serra Redonda – Danilo (PSD)
204. Serraria – Batista Pinheiro (PTdoB)
205. Sertãozinho – Antônio de Eloi (PSL)
206. Sobrado – George Coelho (PSB)
207. Solânea – Kaiser Rocha (DEM)
208. Soledade – Geraldo Moura (PP)
209. Sossêgo – Neide (PSB)
210. Sousa – Fábio Tyrone (PSB)
211. Sumé – Eden Duarte (PSB)
212. Tacima – Erivan Bezerra (PMDB)
213. Taperoá – Jurandi Pileque (PMDB)
214. Tavares – Dr. Ailton (PMDB)
215. Teixeira – Nego de Guri (PMDB)
216. Tenório – Evilázio (PSB)
217. Triunfo – Zé Mangueira (PTB)
218. Uiraúna – Dr. Bosco (PSDB)
219. Umbuzeiro – Nivaldo (PSB)
220. Várzea – Toninho (DEM)
221. Vieirópolis – Célio da Usina (PSC)
222. Vista Serrana – Sérgio de Levi (PMDB)
223. Zabelê – Dalyson (PSDB)

 

Ranking dos partidos eleitos

PSB elegeu 53 prefeitos
PSDB elegeu 36 prefeitos
PMDB elegeu 31 prefeitos
PSD elegeu 27 prefeitos
DEM elegeu 17 prefeitos
PTB elegeu 17 prefeitos
PR elegeu 13  prefeitos
PDT elegeu 9 prefeitos
PP elegeu 6  prefeitos
PSL elegeu 3 prefeitos
PTdoB elegeu 3  prefeitos
PSC elegeu 3  prefeitos
PRB elegeu 2 prefeitos
PTN elegeu 1 prefeito
PMN elegeu 1 prefeito
PT elegeu 1 prefeito

Wilson Filho critica PSDB e PMDB por aliança com Cartaxo

Wilson FilhoO deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB, Wilson Filho, não tem poupado críticas ao PSDB e ao PMDB pela aproximação com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que trabalha para disputar a reeleição. Os tucanos já formalizaram o apoio, enquanto que os peemedebistas darão a palavra final até o dia 30, apesar de poucos acreditarem em mudanças nos planos. A Executiva Municipal da sigla já se posicionou favorável à aliança. Para o petebista, a composição dificulta parcerias do seu partido com as duas agremiações nos outros municípios do Estado.

Wilson Filho cita o exemplo de Campina Grande, onde o partido está na base de apoio ao prefeito tucano Romero Rodrigues. Ele disse que vai fazer uma reflexão com a sigla, no município, e pode mudar os rumos da aliança. Se isso ocorrer, ele acredita que sairão também PMB, PTC e PHS, partidos fechados com ele para a eleição. O petebista ainda criticou o fato de o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ter trabalhado para a aliança na capital, justamente para beneficiar Cartaxo, que foi seu adversário e ajudou a derrotá-lo nas eleições para o governo do Estado, em 2014.

Quanto ao PMDB, Wilson sonhava com uma composição com o partido para as eleições deste ano na capital. Com o apoio de Manoel Júnior, ele acreditava que suas chances para chegar ao segundo turno seriam maiores. O parlamentar pretende se inserir como uma terceira via na disputa e sabe que terá que enfrentar duas máquinas poderosas, que são a prefeitura de João Pessoa, já que o prefeito concorre à reeleição, e o governo do Estado, com a socialista Cida Ramos apoiada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). O petebista critica o prefeito Luciano Cartaxo pelo que ele chama de morosidade na entrega das obras e má-gestão dos serviços.

A tardia guinada à esquerda do Partido dos Trabalhadores

Reunião 18-07A leitura de que o PT tentaria voltar às origens após ser apeado do poder começa a se concretizar mesmo antes do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado ser concretizado. O partido aprovou resolução ampliando o leque de restrições a coligações com partidos considerados “adversários”. Estes agora chamados de golpistas por terem votado majoritariamente contra a gestora petista na Câmara ou no Senado.

As restrições atingem as coligações com PSDB, DEM, PPS, SD, PMDB, PP, PTB, PSC, PSD e PRB. As composições prioritárias se restringem às alianças com PDT, PSB, PCdoB. Um quadro restritivo que se assemelha ao de partidos como Psol e PSTU que, finalmente, depois de longos anos, decidiram se juntar nas eleições deste ano. A ação do PT tem um preço. O partido pode sair menor das eleições.

O tamanho que o partido vai sair do pleito, no entanto, parece irrelevante diante do afinamento ideológico que o partido pretende ter. A sigla fez coligação em Campina Grande com o pré-candidato do PSB, Adriano Galdino, e tem projeto próprio em João Pessoa, com o professor Charliton Machado. Em vários municípios, as coligações com siglas “adversárias” foram previamente proibidas. Confira a resolução:

Confira o que foi proibido:

1 – DESAUTORIZAR previamente o provável apoio do PT as candidaturas do PSDB, DEM, PPS E SD nas seguintes cidades: AREIAL, CAMALAÚ, CONCEIÇÃO, PIANCÓ, RIACHÃO DO POÇO, SÃO BENTO, SÃO MAMEDE, SÃO SEBASTIÃO DO UMBUZEIRO, JUAREZ TAVORA e RIACHÃO DO BACAMARTE e em qualquer outro Diretório ou Comissão provisória que por ventura esteja construindo tal aliança;

2 – Da mesma forma, DESAUTORIZAR previamente o provável apoio do PT as candidaturas do PMDB nas seguintes cidades: ALHANDRA, CAPIM, CARRAPATEIRA, CABEDELO, LAGOA SECA, GURINHÉM, LIVRAMENTO, PEDRAS DE FOGO, PILÕESZINHO, SÃO JOSÉ DOS RAMOS, PASSAGEM, SOUSA e TEIXEIRA e em qualquer outro Diretório ou Comissão provisória que também, por ventura, esteja construindo tal aliança;

3 – Ainda, DESAUTORIZAR previamente o provável apoio do PT a candidatos dos partidos signatários ao golpe em curso contra a democracia brasileira. O PT não apoiará candidatos a Prefeito do PP de Aguinaldo Ribeiro, do PTB de Roberto Jeferson e Wilson Santiago Filho, do PSC de Jair Bolsonaro e da Família Gadelha, do PSD de Gilberto Kassab e Luciano Cartaxo e do PRB de Celso Russomano e do Pastor Jutaí;

4 – ORIENTAR que estes Diretórios e Comissões Provisórias busquem construir através dos Encontros Municipais com os filiados, apoios e alianças dentro do nosso campo programático que prioriza os partidos do chamado Campo Democrático e Popular (PDT, PSB, PC do B), bem como os que não apoiaram o Golpe contra a Presidenta Dilma Roussef;

5 – O não cumprimento desta determinação por parte das instâncias municipais implicará nas sanções previstas em nosso Estatuto e Regulamentos do partido.

João Pessoa, 18 de Julho de 2016

EXECUTIVA ESTADUAL DO PT PB

Cássio deverá substituir Aécio Neves no comando nacional do PSDB

Cássio e Aécio neves-George Gianni-PSDBO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) deverá substituir o também senador Aécio Neves (MG) no comando nacional do PSDB no próximo ano. A indicação do nome dele é consensual entre as principais lideranças do partido, em decorrência do trabalho desenvolvido na liderança da sigla no Senado, cargo cujo prazo máximo de permanência estende se estende até janeiro de 2017, conforme as regras definidas internamente pelo partido. Para a presidência, o paraibano tem o apoio de Aécio e também a simpatia de José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do governo interino de Michel Temer (PMDB-SP) .

Aécio Neves deixa a presidência do PSDB no início do próximo ano, justamente quando Cássio será substituído na liderança do PSDB no Senado. A perspectiva das principais lideranças do partido é que Cássio tenha o nome confirmado e possa comandar o partido ao mais tardar a partir de março do próximo ano. Com a mudança, os tucanos pretendem reforçar o trabalho para fortalecer o nome de Neves para a disputa do governo em 2018. Na composição com o PMDB, o acerto foi para que Temer não será candidato à reeleição, caso ele seja empossado em definitivo após o impeachment. Os tucanos deverão ter como principais adversários em 2018 o ex-presidente Lula (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede).

A possível ida de Cássio para o comando nacional do partido reforça a tese de que ele realmente se voltará em 2018 para a disputa da reeleição e não para a sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB). As articulações visando a eleição estadual, no entanto, dependerão muito do resultado das alianças costuradas para este ano tendo como parceiros o PMDB e o PSD.

Cartaxo espera pelo PMDB, mas não garante vice para Manoel Júnior

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), revelou nesta terça-feira (12) que o diálogo com o PMDB visando a aliança para a disputa da reeleição, neste ano, está madura. O pessedista, no entanto, toma alguns cuidados ao tratar do assunto. Primeiro, diz que a conversa tem ocorrido exclusivamente com o senador José Maranhão, presidente estadual da sigla. Com Manoel Júnior, assegura, não tem havido diálogo, já que ele ainda não oficializou sua saída da disputa. Outro cuidado é diz respeito à definição do vice.

LucianoCartaxo

Tomando a dianteira nas articulações políticas do seu partido, na capital (antes isso ficava a cargo de Lucélio Cartaxo, presidente municipal do PSD), o prefeito evita a máxima de que a vaga de vice na chapa já é de Manoel Júnior, caso ele aceite a condição de linha auxiliar para a disputa. “Não estamos tratando de chapão. Estamos tratando de união, união em prol da cidade de João Pessoa e isso é o que vai ser fundamental no diálogo com o PSDB e o PMDB”, diz. Sobre a vice, o tema será discutido com o PMDB, mas também com os outros partidos da base, ele assegura. Atualmente, oito siglas estão alinhadas com o gestor para a disputa.

A indefinição de Cartaxo em relação à vice tem apelo meramente retórico, já que, nos bastidores, a oferta foi feita ao PMDB para a composição do “chapão” proposto e articulado pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), ex-adversário e agora potencial aliado de Cartaxo e Maranhão. Os tucanos, inclusive, abriram mão de indicar o vice para atrair os peemedebistas. O principal esforço, neste momento, é impor a segunda derrota consecutiva ao governador Ricardo Coutinho no seu principal reduto.

Para a disputa deste ano, Cartaxo espera que tucanos e peemedebistas, caso a aliança seja confirmada, contribuam com sugestões para o plano de governo. Caso seja reeleito, apesar de evitar essa discussão atualmente, o prefeito vai se licenciar em 2018 para disputar o governo do Estado. Com isso, se for confirmada a aliança, um peemedebista assumirá a gestão. A expectativa na base é que Manoel Júnior tope a proposta articulada pelos tucanos.

Cartaxo se diz preparado também para o embate com Ricardo Coutinho, que tenta emplacar a afilhada política Cida Ramos (PSB) na disputa. Ele diz que, apesar da crise econômica, conseguiu entregar a reforma da Lagoa, construiu a maior rede de creches da cidade e que entregou muito mais unidades habitacionais em três anos que Ricardo em oito. Além disso, cita a oferta de microcrédito como um diferencial e as condições das escolas do município.

Sobre a saúde, culpa a cobertura falha dos hospitais regionais de propriedade do Estado como motivo para a superlotação dos hospitais de João Pessoa. “Quando assumimos, a capital tinha uma Upa. Agora tem três. Melhoramos a rede de postos de saúde, entregamos um hospital infantil. Temos o que mostrar”, revelou, cobrando do governador a entrega dos hospitais prometidos na Região Metropolitana, a exemplo de Santa Rita.

Falta pouco para a consolidação do bloco PSD/PSDB/PMDB

A operação é de paciência, como quem constrói um castelo de cartas. Um descuido e todas caem por terra. É assim que tem sido a articulação entre lideranças do PSD, PSDB e PMDB visando as eleições deste ano, mas sem perder de vista o pleito de 2018. Fontes peemedebistas e tucanas confirmam o avanço nos entendimentos: “Está fechado, pode acreditar”, disse uma delas em contato com o blog.

Maranhão-cassio-lira

Alguns pontos fora da curva ainda incomodam, principalmente quando 2016 olha para 2018. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) aceita uma composição para apoiar o também senador José Maranhão (PMDB) daqui a dois anos. Mas aí surgem dois problemas: caso se reeleja, o prefeito Luciano Cartado (PSD) se cacifa para um projeto estadual. Por outro lado, caso decida concluir o mandato, prejudicaria Manoel Júnior (PMDB), a opção peemedebista para vice.

Os tucanos formularam uma proposta para os peemedebistas, levando em consideração que o adversário comum é o governador Ricardo Coutinho (PSB). Eles concordam em abrir mão de indicar o vice na chapa que deverá ser encabeçada pelo prefeito Luciano Cartaxo, desde que o PMDB decida ocupar o posto. O acordo de agora se prolongaria para 2018 e o senador José Maranhão já estaria convencido das vantagens. Falta Manoel Júnior abraçar o projeto.

“O senador José Maranhão está mais perto ou mais longe de Ricardo Coutinho depois dos últimos acontecimentos?”, questionou uma fonte ouvida pelo blog. Há muitas pontas soltas pelo caminho. Há um objetivo comum, que é evitar o crescimento do poderio de Coutinho. Há uma equação viável para este ano, porém, permanece a incógnita em relação a 2018. Ainda há muitas cartas para serem colocadas na base do castelo e quem apostar no chapão tem grande chance de sair ganhado.