Mais três secretários da gestão municipal pedem desfiliação do PT

Mais três secretários da Prefeitura de João Pessoa anunciaram a desfiliação do PT. Hildevânio Macedo, do Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Anderson Pires, Adjunto da Comunicação Social (Secom) e Lucius Fabiani, da Emlur, vão seguir com o Prefeito Luciano Cartaxo para o PSD. A decisão foi tomada após reunião onde foram definidas as diretrizes do partido para a Capital

Os secretários escutaram de Luciano Cartaxo, que o PSD será agora o espaço partidário para formulação de políticas públicas, como as que vêm sendo implementadas em João Pessoa nos últimos dois anos.

A proposta de fortalecimento do PSD, com um trabalho de crescimento em toda Paraíba foi uma das diretrizes que o prefeito Luciano Cartaxo tratou em conversa com os secretários. A participação de quadros com experiência, engajados no sucesso da gestão municipal será de grande importância para esse trabalho de construção partidária.

Para os secretários, o desafio de um novo projeto com perfil progressista foi determinante para a decisão de filiação ao PSD. “Será a oportunidade de resgatar bandeiras e elaborar políticas públicas dentro de um espaço mais amplo e sintonizado com a sociedade e o momento que o Brasil vive”, destacou Anderson Pires.

Irmãos Cartaxo assumem o PSD em meio a clima tenso com ex-aliados

Casa nova, vida nova. É com essa lógica que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, tem se movido em sua nova rotina, agora filiado ao PSD. Como o acertado no momento da filiação, o irmão dele, Lucélio Cartaxo, vai assumir a presidência do diretório municipal da sigla, na capital. A data será acertada entre os dois, em reunião na tarde desta quarta-feira (23). Sobre a aliança com PSB e PT, seu antigo partido, Luciano Cartaxo acha que é página virada.

LucianoCartaxo

O PT aprovou ontem resolução que determina a saída dos petistas do governo. Por conta disso, pelo menos dez secretários e adjuntos resolveram pedir desfiliação. Três ainda permanecem na Prefeitura e no PT. São eles Lúcius Fabiani (Emlur), Hildevânio Macedo (Desenvolvimento Urbano) e o adjunto de Comunicação, Ânderson Pires. Das queixas de que sua saída foi pouco conversada, Cartaxo nega. Diz que conversou com várias lideranças.

O consenso entre os aliados do prefeito Luciano Cartaxo é que haveria muita dificuldade para ele se reeleger estando no PT. A crise política nacional, agravada pelas denúncias de corrupção envolvendo lideranças do Partido dos Trabalhadores, segundo eles, faria com que o gestor pessoense se desdobrasse em dar explicações. Em relação ao PSB, ao ser ouvido pelo blog, Luciano Cartaxo disse que não é segredo o rompimento, mas culpa os socialistas. “Eles já falavam em lançar candidato”, disse.

O PSB tem apressado as articulações para a disputa da prefeitura de João Pessoa desde a semana passada, quando Cartaxo anunciou a filiação ao PSD do deputado federal Rômulo Gouveia, adversário do governador Ricardo Coutinho. Ontem, o presidente do Diretório Municipal da sigla socialista, Ronaldo Barbosa, atribuiu ao prefeito o rompimento da aliança firmada na eleição do ano passado, quando o agora ex-petista apoiou a reeleição de Coutinho.

Dirigentes e secretários acompanham Luciano Cartaxo e deixam o PT

A saída do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, do PT começa a dar contornos finais à briga que se criou entre o gestor e sua antiga sigla. Até agora, pelo menos dez secretários municipais e adjuntos que eram filiados ao partido anunciaram que seguem o agora ex-petista. O destino provável é o PSD, agremiação que abrigará o prefeito. Luciano Cartaxo anunciou a saída do Partido dos Trabalhadores na semana passada, em meio a críticas ao partido.

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Oficializaram a saída do partido Adalberto Fulgêncio (Gestão Governamental e Articulação Política), Edilma Ferreira Costa (Educação), Geraldo Amorim (Segurança Pública e Cidadania), Maurício Burity (Funjope), Roberto Pinto (Mobilidade Urbana), Zennedy Bezerra (Planejamento), Sérgio Ricardo (Controladoria), Antônio Jácome (Ouvidoria), Joubert Fonseca de Andrade (Desenvolvimento Social – adjunto) e Oscar Moura (Juventude, Esporte e Recreação – adjunto).

O grupo faz caminho diferente dos titulares de pastas que pretendem continuar no partido, mesmo descumprindo a orientação da sigla de deixar o governo municipal. São eles o secretário de Desenvolvimento Urbano, Hildevânio Macedo, e o superintendente da Autarquia de Limpeza Urbana (Emlur), Lucius Fabiani, além do secretário adjunto de Comunicação, Ânderson Pires.

Nesta terça-feira também anunciaram a desfiliação do PT dirigentes da sigla como próprio Lucélio Cartaxo (que era presidente municipal), Francisco José, Deise Anne Cavalcanti, Francineide Riberio Viana, Eduardo Arruda Amorim, Fabiano Penaforte Priore, Fernanda Barbosa da Cunha, Sheila de Menezes, Thiago Modesto Gomes e Kátia Regina Barbosa da Cunha.

O Partido dos Trabalhadores realiza reunião na noite desta terça-feira para decidir o destino dos filiados ao partido que não deixaram a prefeitura. Eles deverão ser expulsos da sigla, segundo informação do presidente estadual do partido, Charliton Machado.

PSB e PT veem aproximação de Cartaxo com Cássio e deixam aliança

A eleição para prefeito de João Pessoa vai acontecer daqui a pouco mais de um ano, mas o tabuleiro de xadrez já ganha contornos próximos do que teremos no pleito de 2016. O movimento de Luciano Cartaxo para se filiar ao PSD, deixando o PT, foi visto pela sigla petista e pela direção estadual do PSB como um passo rumo à base aliada do senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Os petistas, por isso, aprovaram nesta sexta-feira (18) a saída do governo Cartaxo.

Muito emocionado, o presidente estadual da sigla, Charliton Machado, se mostrou magoado com as críticas do prefeito ao PT. Luciano Cartaxo disse durante a solenidade de desfiliação do partido que não era justo ele e os auxiliares da prefeitura serem obrigados a dar explicações sobre os escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores e o governo da presidente Dilma Rousseff. É bom lembrar que mesmo deixando a sigla, o gestor permanece na base aliada da presidente.

Procurado pelo blog, o presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, disse que a sigla esperaria a posição do PT, anunciada horas depois. Apesar disso, disse entender que o movimento do prefeito Luciano Cartaxo representa a dissolução da aliança com os socialistas para se aproximar do senador Cássio Cunha Lima, adversário do governador Ricardo Coutinho. “Isso ficou muito claro”, reforçou Rosas, que se disse surpreso.

“Qual a lógica de você deixar o PT da presidente Dilma Rousseff para se filiar a um partido da base aliada?”, questionou Rosas, reforçando que o PSB vai dar seguimento aos preparativos para a eleição do ano que vem. Ele revela que a sigla socialista tem 157 pré-candidatos a prefeito para a disputa do ano que vem. Os socialistas não cansam de repetir que, no caso de João Pessoa, o partido tem quadros para a disputa.

O PT estadual, por outro lado, anunciou no início da tarde de hoje a entrega dos cargos na prefeitura de João Pessoa. A sigla comanda sete secretarias, além de cargos de adjuntos em várias pastas e diretorias. Todos terão que colocar o cargo à disposição do prefeito e poderão ser punidos se forem mantidos nos cargos. Com isso, fica claro que a tendência do partido é construir um projeto próprio ou apoiar um eventual candidato do PSB do governador Ricardo Coutinho.

A maior crítica feita pelos petistas é que não houve qualquer diálogo entre o prefeito e o partido em sua decisão de deixar o PT, o que dificulta a manutenção da aliança. As peças estão postas no xadrez para 2016 e no tabuleiro, visivelmente, PT e PSB estão em lado oposto ao PSD de Luciano Cartaxo.

Cartaxo temia influência de Ricardo Coutinho sobre o PT

O exemplo do Recife, onde o prefeito do PT, em 2012, teve retirado o direito de disputar a reeleição foi citado pelos aliados do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, como estímulo para que ele trocasse o PT pelo PSD. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, pelo gestor pessoense, que via crescer dentro do partido a influência do governador Ricardo Coutinho (PSB). O senso comum no Paço Municipal é que o socialista se move para emplacar um sucessor a capital.

Apesar das negativas do presidente estadual do PT, Charliton Machado, os aliados de Luciano Cartaxo começaram a ver com desconfiança as movimentações dos deputados Luiz Couto (federal) e Anísio Maia (estadual), além do ex-deputado estadual Rodrigo Soares. Todos, segundo eles, estariam trabalhando para submeter o gestor pessoense a uma prévia no partido, com o objetivo de inviabilizar a sua campanha.

“É o mesmo pessoal que tentou inviabilizar a campanha dele (Luciano) em 2012 e que não queria a candidatura de Lucélio Cartaxo para o Senado, em 2014”, disse um dos auxiliares de Luciano Cartaxo, que pediu reserva. O agora ex-petista não tem dúvidas de que o governador Ricardo Coutinho lançará candidatura própria em João Pessoa e, por isso, teria a intenção de inviabilizar a sua candidatura à reeleição. No Recife, o prefeito João da Costa foi substituído pelo senador Humberto Costa, em 2012, e foi derrotado pelo candidato do PSB, Geraldo Júlio.

Na entrevista coletiva para anunciar a saída do PT, o prefeito revelou como principal motivo o enlameamento da sigla por causa dos escândalos de corrupção. Ele diz que os auxiliares do governo têm sido questionados pelos eleitores sobre os escândalos. “Por problemas que não geramos, que não ocorreu aqui”, reforçou Cartaxo. Além disso, no PSD, ele ganhou autonomia para conduzir as alianças.

Apesar do clima de desconfiança, Luciano Cartaxo evitou falar em rompimento com o PSB de Ricardo Coutinho. Disse que a aliança está mantida e justificou que a entrega do cargo no governo por Lucélio Cartaxo aconteceu porque a indicação era do PT. O fato é que sem as amarras impostas pelo PT nacional, se a aliança com o PSB não for possível, nada impede Luciano Cartaxo de compor com o PSDB, que hoje já integra o governo municipal.