Wilson Filho critica PSDB e PMDB por aliança com Cartaxo

Wilson FilhoO deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB, Wilson Filho, não tem poupado críticas ao PSDB e ao PMDB pela aproximação com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que trabalha para disputar a reeleição. Os tucanos já formalizaram o apoio, enquanto que os peemedebistas darão a palavra final até o dia 30, apesar de poucos acreditarem em mudanças nos planos. A Executiva Municipal da sigla já se posicionou favorável à aliança. Para o petebista, a composição dificulta parcerias do seu partido com as duas agremiações nos outros municípios do Estado.

Wilson Filho cita o exemplo de Campina Grande, onde o partido está na base de apoio ao prefeito tucano Romero Rodrigues. Ele disse que vai fazer uma reflexão com a sigla, no município, e pode mudar os rumos da aliança. Se isso ocorrer, ele acredita que sairão também PMB, PTC e PHS, partidos fechados com ele para a eleição. O petebista ainda criticou o fato de o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ter trabalhado para a aliança na capital, justamente para beneficiar Cartaxo, que foi seu adversário e ajudou a derrotá-lo nas eleições para o governo do Estado, em 2014.

Quanto ao PMDB, Wilson sonhava com uma composição com o partido para as eleições deste ano na capital. Com o apoio de Manoel Júnior, ele acreditava que suas chances para chegar ao segundo turno seriam maiores. O parlamentar pretende se inserir como uma terceira via na disputa e sabe que terá que enfrentar duas máquinas poderosas, que são a prefeitura de João Pessoa, já que o prefeito concorre à reeleição, e o governo do Estado, com a socialista Cida Ramos apoiada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). O petebista critica o prefeito Luciano Cartaxo pelo que ele chama de morosidade na entrega das obras e má-gestão dos serviços.

Manoel Júnior oficializa nesta sexta o apoio a Luciano Cartaxo

MANOELjunior_Wendel Lopes_1O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) dará entrevista coletiva, nesta sexta-feira (22), às 10h30, na sede do partido, para comunicar qual será o seu papel nas eleições deste ano. A membros do diretório municipal, na quinta-feira (21) à noite, ele disse que pretende apoiar a reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). O peemedebista sabe que terá uma guerra interna pela frente e procura se fortalecer entre os aliados mais próximos para fazer frente ao senador José Maranhão, presidente estadual do partido. O senador trabalha com a possibilidade de apoio a Cida Ramos (PSB), afilhada política do governador socialista Ricardo Coutinho, o ex e quase futuro adversário do parlamentar. Pessoas próximas a ele e a Coutinho trabalham para tirar evitar a ida do partido para as mãos de Cartaxo.

Na sede do PMDB Jovem, Manoel reuniu membros da executiva. Estavam lá Dihêgo Amaranto, Marconi Paiva, Júnior Frazão, Abraão Cavalcanti e Josué Diesel, segundo informações do blog do Marcos Wéric checadas pela reportagem. Procurado, o senador José Maranhão disse que vai esperar a posição de Manoel Júnior para decidir o que fazer. Pessoas próximas ao deputado dizem que ele sairá candidato se conseguir uma sinalização financeira para auxiliar a campanha, vinda do diretório nacional, o que é considerado difícil no seu bunker de campanha. A expectativa é que Júnior anuncie o apoio a Cartaxo e também a data da convenção do partido para referendar o apoio.

Racha no partido à vista…

Cartaxo, Cida ou Manoel? O PMDB vai dividido para as urnas

Manoel Junior e TemerO PMDB deverá ir para as urnas em João Pessoa, neste ano, com a mesma consistência de 2014. Ou seja, completamente rachado. A sigla, com status de maior do país, está dividida entre três caminhos a serem trilhados: candidatura própria (hoje um cenário pouco provável), apoio à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ou à candidatura de Cida Ramos (PSB). Na reunião ocorrida na casa do José Maranhão, presidente estadual do partido, na manhã desta quinta-feira (21), o ainda pré-candidato do partido, Manoel Júnior, que preside o partido na capital, colocou as cartas na mesa – não vai aceitar a composição com o PSB do governador Ricardo Coutinho de jeito nenhum.

Manoel Júnior dará entrevista coletiva nesta sexta-feira (22), às 10h30. Até lá, ele espera um retorno do Diretório Nacional do partido e do próprio presidente interino da República, Michel Temer, em relação ao financiamento de campanha. Se houver garantias de apoio, ele será o candidato a prefeito e terá o ex-deputado federal Marcondes Gadelha (PSC) como vice. Caso contrário, defenderá a composição com o prefeito Luciano Cartaxo. O nome dele foi colocado como opção para compor a chapa majoritária na condição de vice. A articulação está sendo feita com o aval do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), aliado de Manoel e de Cartaxo.

A insatisfação de Manoel Júnior se dá por conta da resistência das lideranças do partido. O senador José Maranhão reuniu na casa dele, pela manhã, o pré-candidato a prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo; o pré-candidato a prefeito de Patos, Dinaldo Wanderley, e o ex-governador Roberto Paulino, marido da pré-candidata a prefeita de Guarabira, Fátima Paulino. Todos, segundo fontes do PMDB, opinaram pela composição com a pré-candidata de Ricardo Coutinho na capital. A aliança em João Pessoa poderia ser colocada como moeda de troca para a contrapartida do PSB nos outros municípios. Uma posição que irritou Manoel Júnior. Ele criticou a interferência dos correligionários no quadro eleitoral da capital.

Maranhão e ricardoManoel Júnior quer o aval do partido para que ele, como presidente municipal do PMDB, seja o responsável por articular a participação da sigla no pleito deste ano. Se ele não for o candidato, comporá com qualquer um que não seja aliado de Ricardo Coutinho. Procurado pelo blog, José Maranhão fez mistério sobre o futuro do partido em João Pessoa e alegou que só Manoel Júnior poderá responder por si próprio. Ele, por isso, vai esperar o desfecho. Já Veneziano disse que não opinou sobre a situação na capital e que o PMDB ficar com PSD ou PSB, em João Pessoa, é indiferente para o quadro eleitoral de Campina Grande.

O quadro atual lembra a disputa eleitoral de 2014, quando o partido se dividiu entre o apoio à candidatura própria, que teve Vital do Rêgo como candidato, e ao apoio ao senador Cássio Cunha Lima, que disputou o governo do Estado. No segundo turno, a maioria dos peemedebistas seguiu rumo à aliança com o governador Ricardo Coutinho. Manoel Júnior ficou com Cássio. Neste ano, o caminho trilhado parece o mesmo. Resta saber quem vai juntar os cacos da sigla peemedebista ao final do processo.

Manoel Júnior muda para sexta definição sobre a disputa em João Pessoa

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) adiou para sexta-feira (22), às 10h30, a entrevista coletiva para oficializar o seu destino na disputa eleitoral deste ano, em João Pessoa. Informações de bastidores dão conta de que ele oficializará a saída do processo e deve convocar o Diretório Municipal do partido para definir qual dos pré-candidatos serão apoiados pelo partido. O parlamentar quer o controle do processo, para evitar que o senador José Maranhão, presidente estadual, feche acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para apoiar Cida Ramos.

Manoel Junior e Temer

O primeiro passo de Júnior, para isso, foi procurar o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), para externar suas preocupações. Temer também comanda nacionalmente a sigla peemedebista. Ele tende a apoiar a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e não descarta, ainda, figurar na condição de vice. O acordo chegou a ser fechado extraoficialmente, mas a abertura feita pelo senador José Maranhão para a discussão de cenários com o governador Ricardo Coutinho irritou Manoel Júnior.

O peemedebista diz ter o controle do diretório municipal e foi em busca de Temer para assegurar que poderá dar as cartas. Pesa contra o PSB o fato de Coutinho ser um crítico do governo interino de Michel Temer, tratado por ele como golpista. Manoel Júnior também é adversário do governador desde que figurou como vice na chapa vencida pelo socialista para prefeito de João Pessoa, em 2004. Depois de eleitos, os dois começaram a se distanciar até a confirmação do rompimento, em 2008.

A costura entre PSD, PSDB e PMDB está sendo feita há vários meses, encabeçada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O parlamentar, inclusive, ofereceu ao PMDB a primazia de indicar o vice na chapa. Tanto Cássio quanto Cartaxo já tiveram reuniões com Maranhão e Manoel Júnior. O acordo, dizem, foi fechado de boca. Outro que tem tentado angariar o apoio do PMDB para a disputa é o deputado federal Wilson Filho (PTB).

Após saída de Manoel Júnior, PSD e PSB tentam ‘abduzir’ Wilson Filho

Que Manoel Júnior (PMDB) deixou de ser pré-candidato a prefeito de João Pessoa não é segredo para ninguém. O peemedebista está com tudo conversado via diretório estadual e poderá formalizar o apoio à reeleição de Luciano Cartaxo (PSD) ainda nesta semana. O fato novo é que, munido pelo desejo de polarização, o PSB de Cida Ramos, com articulação feita pelo próprio governador Ricardo Coutinho, tenta agora a retirar da disputa o pré-candidato do PTB, Wilson Filho, com a proposta de vice.

Wilson Filho

Wilson Filho, vale ressaltar, virou a bola da vez entre os dois principais polos da disputa. De um lado, o desenho apresenta um bloco capitaneado por Cartaxo tendo por trás apoios de peso como os senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB). Do outro, Cida Ramos tem Ricardo Coutinho, que ganhou o status de principal padrinho das eleições deste ano por causa da vitória nas urnas em 2014. Os dois grupos tentam atrair Wilson.

Aliados próximos revelam que já foram enviados emissários dos dois lados propondo diálogo com os petebistas. Ao contrário de Manoel Júnior, Wilson Filho tem atuado para ganhar cancha para a disputa. O parlamentar já conseguiu apoio de PTC, PMB e PTN. Tenta também atrair a Rede. Todos são nanicos, é verdade, mas a busca de apoios demonstra uma articulação de quem quer disputar o pleito. Apesar disso, até o dia 5 de agosto, prazo final para as convenções, tudo pode acontecer.

Em off, não faltam socialistas para dizer que a conversa com o presidente estadual do PTB, o ex-senador Wilson Santiago, estão avançadas. A discussão sobre João Pessoa está atrelada a outras cidades, onde o partido também está na base de apoio. Em Campina Grande, por exemplo, o partido ameaça retirar o apoio a Romero Rodrigues, por conta do apoio do PSDB a Cartaxo na capital. A sigla quer manter a candidatura em João Pessoa, mas segue pressionada.

Procurado pelo blog, Wilson Filho disse que continua firme no propósito de disputar as eleições deste ano. Pessoas próximas a ele, no entanto, veem uma composição na capital como um caso a ser avaliado, por causa da tese de polarização que se apresenta atualmente com muita força. De certo mesmo na atual disputa, além de Cartaxo e Cida, só o Partido dos Trabalhadores, que já definiu Charliton Machado e Nelson Lira para a majoritária. Fora disso, o jogo está aberto.

Gestão de Cartaxo é incluída nas inserções nacionais do PSD

O PSD deu destaque à gestão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, nas inserções que foram ao ar nesta quinta-feira (16). No programa, são apresentadas obras como a reforma da Lagoa, a calçadinha da orla, creches e a entrega de unidades habitacionais. O programa acompanha o amanhecer de três famílias da capital paraibana, ressaltando que “não é só um novo dia que está nascendo em João Pessoa”, mas um novo tempo. Cartaxo também foi apresentado no programa eleitoral do PSD no rádio.

 

PR de Wellington Roberto articula aliança com Cartaxo

_votaçao_da_loa__-dep_caio_roberto_pag.Pagina_3_cad.Caderno_1_Rizemberg_Felipe_346896Depois do PCdoB, o PR deve ser o segundo partido da base aliada do governador Ricardo Coutinho (PSB) a migrar para a aliança com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), para a disputa da reeleição. O deputado estadual Caio Roberto esteve reunido com integrantes do bunker pessedista e está perto de fechar o acordo. A aliados próximos, o parlamentar tem reclamado da dificuldade para conversar com a pré-candidata do PSB a prefeita da capital, Cida Ramos, afilhada política do governador.

 

O PR tem dois vereadores na Câmara de João Pessoa. São eles, Djanilson da Fonseca e João dos Santos, ambos ex-aliados do prefeito, mas que assinaram o requerimento para a CPI da Lagoa e, a partir daí, passaram a ser vistos como estranhos no ninho na base aliada. Fonseca, inclusive, tem dito na Câmara Municipal que não teria dificuldades para retornar à base aliada do prefeito. No bunker pessedista, a informação é de que as conversas têm avançado e o acordo deve sair nos próximos 20 dias.

O grande entrave para a composição continua sendo a coligação proporcional. O PR pretende fazer a coligação com o PMN do vereador Dinho, mas a equação não é simples, porque envolve outros partidos. A base do prefeito atualmente é composta por PSD, PCdoB, PSDC, PP, PHS, PRB, SD e PMN.

PR decide na quinta-feira se apoia Cartaxo ou Cida em João Pessoa

DjanilsonDa Fonseca_olenildo NascimentoO PR do deputado federal Wellington Roberto decide na próxima quinta-feira (9) com quem a sigla vai marchar na disputa pela prefeitura de João Pessoa, neste ano. A indefinição, de cordo com o presidente municipal da sigla, Djanilson da Fonseca, é muito grande. Vereador da capital, Fonseca estava entre as presenças mais perenes nos eventos promovidos pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), até que começou a ser visto como “estranho no ninho” entre os aliados do gestor pessoense por ter apoiado a instalação da CPI da Lagoa. Apesar de Cartaxo ter dito que quem assinou em baixo do pedido de investigação escolheu a oposição como lado, Fonseca resistiu à saída definitiva da base.

Ao ser questionado sobre a tendência do partido, Djanilson da Fonseca, popularmente conhecido por Faca Cega, diz que a militância está dividida. Entre os postulantes ao cargo de vereador, parte se diz propensa a votar no prefeito e parte torce para uma composição com a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). “Fico muito tranquilo quanto a isso porque quem vai decidir é Wellington Roberto e Caio Roberto”, disse. Ele admite que Caio tem tendência pró-socialista, já que integra a bancada do governador. Sobre a gestão de Cartaxo, ele faz elogios aos avanços na educação, mas critica a infraestrutura. Mesmo sem ser perguntado a respeito, tasca um seis como nota para o prefeito.

Ou seja, apesar do mistério, a nota dada a Cartaxo denuncia a tendência real do partido…

Tucanos tentam convencer Manoel Júnior a apoiar Luciano Cartaxo

Enquanto o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) centra sua estratégia na tentativa de firmar uma aliança com o PSDB, os tucanos deram início a uma estratégia para convencer o peemdebista a retirar a pré-candidatura a prefeito de João Pessoa. A operação é encabeçada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e ganhou o reforço dos vereadores da capital, todos aliados do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

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A lógica dos tucanos é que o momento é propício para se formar uma grande coalizão visando as eleições deste ano, mas com reflexo para 2018. O adversário comum é o governador Ricardo Coutinho (PSB). O grupo entende que se ele não conseguir eleger prefeitos em João Pessoa e Campina Grande, terá dificuldades para fazer um sucessor daqui a dois anos. Isso interessa tanto ao PSDB, quando ao PMDB do senador José Maranhão e ao PSD de Cartaxo.

O vereador tucano Luis Flávio diz que se Júnior abrir mão da disputa, cresce a perspectiva de ele ser vice na chapa de Cartaxo e, de quebra, diminuir as chances da candidata de Coutinho, Cida Ramos (PSB). “Acredito que a força do perfeito junto com grandes forças como PMDB e PSDB teriam peso decisivo para ganharmos a eleição já no primeiro turno”, disse Luís Flávio. O grupo também tenta atrair o PTB do deputado federal e pré-candidato Wilson Filho.

Partidos tentam formar coalizão para encarar Ricardo em JP e CG

O PSB não comanda nem João Pessoa nem Campina Grande e um grupo de partidos tenta formar uma coalizão para manter as coisas como estão agora, por entenderem que as eleições de 2016 e 2018 estão coligadas. A ideia de vincular as disputas é costurada principalmente por PSD e PSDB, que comandam as duas cidades, com Luciano Cartaxo (PSD) na capital e Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande. Agora as siglas tentam atrair o PMDB, do pré-candidato a prefeito na capital, Manoel Júnior.

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Luciano Cartaxo (PSD) é pré-candidato à reeleição

As três siglas têm histórico de alianças e rompimentos com o governador Ricardo Coutinho (PSB). O prefeito Luciano Cartaxo diz que é preciso uma explicação para o fato de o gestor ter afastado de si todos os aliados construídos nos últimos anos. “Comigo, lá em 2014, houve o acerto de reciprocidade nas eleições deste ano. Nós apoiamos e ele nos apoiaria agora, mas o acordo foi quebrado”, criticou Cartaxo, lembrando em seguida que a entrada do PT, seu antigo partido naquele momento, foi vital para a reeleição do socialista.

A mesma insatisfação é apontada por lideranças do PMDB. O partido se aliou a Ricardo no segundo turno das eleições de 2014 e o senador José Maranhão, presidente estadual do partido, alega que a sua sigla foi o fiel da balança naquele pleito. Os peemedebistas são o ponto dissonante na costura por uma grande aliança neste ano, porque Manoel Júnior não aceita discutir a retirada da sua pré-candidatura. Ele tem participado de encontros com os tucanos na tentativa de convencê-los a formar uma aliança, refletindo o alinhamento nacional das duas siglas.

O PSDB foi o primeiro a romper com Ricardo Coutinho. O senador Cássio Cunha Lima, principal nome do partido, rompeu a aliança formada em 2010 quando decidiu se lançar candidato ao governo contra o socialista, em 2014. O ex-deputado federal Ruy Carneiro, presidente estadual do partido, diz que o melhor cenário, neste momento, é trabalhar um projeto eleitoral que vise a disputa de 2018 também. A leitura é que se o partido vencer na capital e em Campina Grande, Ricardo terá dificuldades para emplacar um sucessor.

A partir da aliança deste ano, as lideranças vão trabalhar para uma composição mais ampla na chapa majoritária de 2018, quando haverá espaço para as disputas pelos cargos de governador, vice e duas vagas para o Senado. O PSDB decidiu não lançar candidatos em João Pessoa. De acordo com Ruy Carneiro, a prioridade será uma composição mais ampla neste ano. “Se não for possível, vamos para as escolhas”, ressaltou o parlamentar, acrescentando que a definição deve ser construída ainda durante este mês.

Ricardo Coutinho lançou como candidatos em João Pessoa e Campina Grande a a secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, e o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, respectivamente.