PSD fica com Lucélio, mas não tem compromisso com toda a chapa

Partido nega especulações sobre convite de Ricardo Coutinho e, entre os senadores , só garante apoio a Cássio

O deputado estadual Manoel Ludgério nega contato de Ricardo Coutinho. Foto: Roberto Guedes

O PSD não vai deixar a base aliada do pré-candidato ao governo, Lucélio Cartaxo (PV). As garantias foram dadas pela presidente estadual da sigla, Eva Gouveia, e pelo deputado estadual Manoel Ludgério. A decisão foi anunciada em meio a especulações de que o governador Ricardo Coutinho (PSB) teria oferecido a vaga de vice, na chapa de João Azevêdo (PSB). O partido foi o primeiro a assegurar apoio a Cartaxo, que esteve filiado à sigla até os primeiros meses deste ano. A disposição de manter o apoio permanece a mesma.

A permanência na base aliada, no entanto, não quer dizer exatamente apoio a todas os integrantes da chapa. Ludgério diz que além de Lucélio, apenas Cássio Cunha Lima (PSDB) tem apoio garantido do partido. Não há compromisso com o segundo nome que eventualmente seja lançado na chapa as oposições. No radar dos nomes com quem os pessedistas dizem não ter compromisso estão Daniella Ribeiro (PP) e Manoel Júnior (PSC).

Depois de Raimundo Lira, PSD filia ex-deputado Inaldo Leitão

Depois de perder Luciano Cartaxo, que migrou para o PV, partido busca o fortalecimento

Inaldo Leitão pretende disputar vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Foto: Divulgação

O PSD do deputado federal Rômulo Gouveia recebe nesta sexta-feira (5) a filiação do ex-deputado federal Inaldo Leitão. O ex-parlamentar chega ao partido para a disputa de vaga na Câmara dos Deputados. A chegada dele ocorre na mesma semana em que se incorporou ao partido o senador Raimundo Lira (ex-MDB). Os dois chegam para ocupar a lacuna deixada com a saída do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo, atualmente no PV. O partido promove um evento nesta quinta-feira para marcar a filiação de várias lideranças paraibanas.

Inaldo Leitão tem base eleitoral na cidade de Sousa, no Sertão. Ele começou a vida pública ocupando o cargo de deputado estadual, em 1994. Quatro anos depois, foi eleito deputado federal e depois reeleito para o caso. Exerceu vários cargos também no governo da Paraíba e na prefeitura de João Pessoa.

Raimundo Lira se filia ao PSD durante solenidade em Brasília

Parlamentar pretende disputar a reeleição no pleito deste ano e deve reforçar chapa das oposições

Raimundo Lira vai disputar a reeleição no pleito deste ano com o apoio da oposição. Foto: Divulgação

O senador Raimundo Lira teve a filiação abonada, nesta terça-feira (3), pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ele deixou o MDB após discordâncias com o senador José Maranhão, que preside o partido no Estado. O parlamentar, com a saída da sigla emedebista, engrossou a debandada da agremiação. Junto com ele deixaram o partido os deputados federais André Amaral, Veneziano Vital do Rêgo e Hugo Motta, além do vice-prefeito da capital, Manoel Júnior. Todos manifestaram contrariedade com a pré-candidatura de Maranhão ao governo.

Além do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, a filiação de Lira, na sede nacional do PSD, foi acompanhada por lideranças estaduais e nacionais. Estavam lá o deputado Hugo Motta, agora no PRB, e o presidente estadual da sigla pessedista, o deputado federal Rômulo Gouveia. O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), também compareceu à solenidade. A expectativa é que o senador dispute a reeleição para o cargo em chapa comandada pela oposição. O outro nome do bloco que deverá compor a aliança é o do senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

A decisão de deixar o partido foi confirmada por Lira nesta segunda-feira (2), após reunião com o presidente Michel Temer (MDB). Na oportunidade, o paraibano entregou a liderança do partido no Senado. Na conversa, o gestor emedebista ainda tentou demover Raimundo Lira da ideia de deixar a sigla. A queixa do agora pessedista com o antigo partido foi motivada pela disposição do senador José Maranhão de disputar o governo do Estado. A debandada de lideranças do partido, na avaliação dele, enfraqueceria seu projeto de reeleição.

PSD confirma filiação de Lira para a disputa das eleições deste ano

Partido busca se fortalecer depois da saída do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo da sigla

Raimundo Lira (acima) deixou o partido por discordâncias com José Maranhão. Foto: Divulgação

O senador Raimundo Lira já tem um novo “lar” para a disputa das eleições deste ano. Ele pretende buscar a reeleição para o cargo e entregou nesta segunda-feira (2) a liderança do MDB no Senado. Lira se desfiliou do partido alegando desconforto com a posição do senador José Maranhão (MDB) de disputar o governo do Estado. O destino do parlamentar, agora, é o PSD do MDB o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, e os deputados federais André Amaral e Veneziano Vital do Rêgo. O próximo a dar adeus à sigla deve ser o deputado federal Hugo Motta.

Confira a nota do PSD:

É com muita alegria que o PSD – Partido Social Democrático anuncia a filiação do Senador da República Raimundo Lira.

Atendendo ao convite do Ministro Gilberto Kassab, presidente de Honra do PSD e do deputado federal Rômulo Gouveia, presidente da Executiva Estadual, o senador Raimundo Lira decidiu ingressar aos quadros de nosso partido.

O ingresso do senador Raimundo Lira muito representa para o PSD. A sua atuação parlamentar sempre foi pautada pela atenção às necessidades emergentes do nosso país. O senador Lira sempre esteve próximo aos municípios, ao lado da sociedade, do trabalhador, dos jovens e da Paraíba. Em sua vida pública sempre se comportou com ética e coerência. Um homem de visão que oferece a sua sabedoria para proporcionar avanços ao nosso estado. Para o nosso presidente, deputado Rômulo Gouveia, a sua chegada estreita ainda mais os laços estabelecidos desde 1986, quando juntos marcharam em outras disputas. A relação de nosso presidente com o Senador Lira sempre foi de amizade e profundo respeito, e agora passa a ser também de companheirismo partidário.

A filiação do senador Raimundo Lira ocorrerá amanhã, terça feira (03), na Sede Nacional do PSD e contará com a presença da bancada de deputados federais e senadores do Partido, além de outras importantes lideranças políticas brasileiras e da Paraíba.

O Senador Raimundo Lira passa ser um quadro muito importante do PSD para a disputa majoritária que se aproxima.

Ao longo da semana, outras importantes figuras públicas devem também ingressar as fileiras do Partido Social Democrático.

Diretório Regional do PSD

PARAÍBA

Rômulo Gouveia e Raíssa Lacerda divergem sobre condução do PSD em João Pessoa

Saída de Lucélio Cartaxo da presidência do partido abriu brecha para o desentendimento entre os correligionários.

 

Por Angélica Nunes

 

A saída do núcleo político do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), do PSD acabou deixando espaços que despertaram o interesse da vereadora Raíssa Lacerda (PSD), que já havia sido a presidente do PSD de João Pessoa. A parlamentar teria afirmado nesta terça-feira (27) que iria retornar ao comando da legenda na capital, mas o presidente estadual do PSD, deputado Rômulo Gouveia, correu logo para dar um freio nos planos da correligionária.

Em nota à imprensa, Rômulo disse que o comando da legenda será discutido com todos os correligionários. O deputado destacou que tem muito respeito e admiração pela vereadora Raíssa Lacerda e tê-la ao seu lado é motivo de engrandecimento partidário. “A sua chegada, como fundadora, trouxe também para as nossas fileiras um homem de bem, a quem tenho um enorme carinho e muito apreço, nosso sempre vice-governador José Lacerda”, lembrou.

Apesar disso, ponderou Rômulo Gouveia, “há nos quadros do PSD pessoas que devem ser consideradas a participar do processo de eleição da nova composição do diretório da capital. “Há nos nossos quadros, e em especial na Câmara de Vereadores de João Pessoa, outros dois importantes companheiros, que têm contribuído com a social democracia na Paraíba, o vereador Marmuthe Cavalcante e o vereador Professor Gabriel, temos ainda na Administração Municipal, o ex-vereador, que foi presidente da Câmara e é o atual Secretário de Turismo de João Pessoa, Fernando Milanez. Portanto, temos políticos experientes e comprometidos com a transformação na vida dos pessoenses e de todos os paraibanos”, enfatizou.

Após o puxão de orelha público, a vereadora desmentiu que tenha demonstrado em algum momento interesse em reassumir a presidência do PSD em João Pessoa, com a saída de Lucélio Cartaxo, que também foi para o PV. “Na realidade eu nunca falei que queria ser presidente. Eu tenho uma relação muito boa com Rômulo, ontem estávamos em uma festa juntos, dos 80 anos de Martinho Lisboa. A única coisa que falei foi que de forma automática eu já estaria na presidência, porque como saiu muita gente do partido e saiu o presidente, então, como vice-presidente, seria algo automático. Se sai um prefeito, assume um vice, se sai um presidente, assume a vice. Mas hora nenhuma eu disse que tinha pretensões de ser a presidente do partido. Inclusive, se fosse unanimidade e todos me quisessem quanto presidente do PSD, eu não queria mais, até porque nem sei se permaneço no partido”, esclareceu.

Rômulo espera que Luciano Cartaxo não deixe o partido e reforce a oposição

Lideranças do partido divulgam nota com a expectativa de que o prefeito reforce a atuação das oposições no Estado

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigavam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) quebrou o silêncio sobre a decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de não disputar a eleição para o governo do Estado. O gestor trabalhava entre os aliados a indicação para o pleito e vinha cobrando pressa em uma definição. A tese de Cartaxo era de que as siglas que se opõem ao governador Ricardo Coutinho (PSB) precisavam definir até o mês passado o nome do candidato. A empreitada enfrentou resistência de lideranças como o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e do próprio senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Dentro do próprio partido, o clima não era pacífico. O deputado estadual licenciado, Manoel Ludgério, defendia o nome de Romero.

Confira a nota da Executiva do Partido:

Luciano Cartaxo não desistiu de ser candidato a governador da Paraíba, como afirmam alguns. O Prefeito reeleito de João Pessoa, que recebeu mais de 60% dos votos na capital e foi eleito em primeiro turno, demonstrou o seu perfil corajoso e arrojado, por priorizar investimentos e toda a sua dedicação no bem estar da população, em mobilidade, infraestrutura, educação e saúde de qualidade. A gestão do Prefeito Luciano é marcada por resultados. Tudo isso com muita transparência, respeito e rigor com a coisa pública. Por isso repito, Luciano não desiste. O Prefeito Luciano não desistiu de contribuir com a Paraíba. Ele escolheu, isso sim, concluir o mandato para o qual foi escolhido pela população pessoense e que vem transformando a capital e centro das decisões do governo estadual. O PSD o vê como uma importante liderança no Estado, nome natural para disputar, e governar, a Paraíba. Como prefeito, seguirá como uma voz atuante nas discussões do rumo do nosso Estado. Como liderança do PSD, será um dos condutores nas decisões sobre a participação do Partido nas eleições que se aproximam, seja na composição de uma aliança, seja com o lançamento de uma candidatura própria, para a qual o presidente municipal do PSD, seu irmão Lucélio Cartaxo que possui todas as credenciais, seja até mesmo repensando a sua decisão. Afinal, é do sábio também mudar de opinião. Tenha certeza, Luciano, que tem o nosso apoio em sua decisão. Seguiremos atuando, como sempre fizemos, em defesa dos interesses de João Pessoa, da nossa Prefeitura, e de toda a população da Paraíba, em busca de mais verbas, investimentos e projetos, nos Ministérios, Autarquias, Secretaria e em todas as instituições públicas. A Paraíba, João Pessoa, o PSD e o Prefeito Luciano terá a nossa voz no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa.

Rômulo José de Gouveia
Deputado Federal e Presidente da Executiva Estadual do PSD

Manoel Ludgério
Deputado Estadual e Vice Presidente da Executiva Estadual do PSD

Em nome da Executiva Estadual do Partido Social Democrático – PSD

 

‘Nona assinatura para a CPI da Lagoa virá do partido de Cartaxo’, diz aliado

Os três pessedistas revelam mágoas com o gestor, mas apenas um sairá da toca

Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Uma reunião na tarde desta terça-feira (12) deu forma a uma articulação que trará certo nível de constrangimento ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD). A nova assinatura para o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa virá de um aliado. Ou melhor, de um correligionário. E o resultado não deve tardar. O encontro para selar o entendimento ocorreu num antigo reduto do ‘jardim dos girassóis’, nas proximidades da Beira Rio. O nome é mantido em segredo, apesar das desconfianças óbvias. A sigla abriga, na Casa, os vereadores Marmuthe Cavalcanti, Professor Gabriel e Raíssa Lacerda. Os três, em maior ou menor proporção, têm queixas em relação a Cartaxo.

Atualmente, a oposição dispõe de oito assinaturas para protocolar o pedido de investigação contra a prefeitura de João Pessoa. Eles alegam que houve sobrepreço nas obras de revitalização do principal cartão-postal da cidade. Usam, para isso, o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta suposto desvio de R$ 10 milhões. Há também a investigação da Polícia Federal. Esta última, vale ressaltar, aponta suposto prejuízo de R$ 6,4 milhões ao erário. O argumento do líder da oposição, Bruno Farias (PPS), é o de que a investigação vai ajudar na elucidação do caso. Os aliados do prefeito, por outro lado, dizem que a CPI tem fins apenas eleitoreiros. O mesmo argumento é usado pelo prefeito Luciano Cartaxo.

A nova assinatura para a CPI fará com que a proposta seja apreciada pela Mesa Diretora, que poderá acatá-la ou não. Uma tentativa para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi apresentada no ano passado, mas foi arquivada pelo então presidente da Casa, Durval Ferreira (PP). Os oposicionistas, no entanto, acreditam que as investigações da Polícia Federal deram novo ânimo ao pleito deles. A aposta é a de que um dos vereadores do partido do prefeito assine o documento nesta semana. O encontro desta terça-feira para o entendimento envolveu uma liderança de proa ligada ao governador Ricardo Coutinho (PSB).

Dos três vereadores, Raíssa Lacerda disse na semana passada à repórter Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba, que poderia assinar o requerimento. Chateada com o partido, ela disse que recebeu convites do PSDC, PMDB e PTdoB. O PSD, em João Pessoa, é comandado por Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito. O relógio está contando…

“Temer é o melhor para o Brasil”, diz o ministro Gilberto Kassab

Dirigente do PSD garante votos do partido contra abertura de processo contra o presidente

Ministro Gilberto Kassab diz que o seu partido, o PSD, manterá apoio a Michel Temer. Foto: Suetoni Souto Maior

O PSD vai votar contra a abertura de processo contra o presidente Michel Temer (PMDB) no Supremo Tribunal Federal (STF). A garantia é do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. O parlamentar esteve em João Pessoa na manhã desta sexta-feira (30) para assinar os protocolos para a conversão dos sinais de rádio AM para FM. O pedido de abertura do processo foi remetido à Câmara dos Deputados pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no STF. O ministro atendeu solicitação feita pelo Ministério Público Federal (MPF). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o gestor de corrupção passiva.

Michel Temer foi gravado por Joesley Batista, da JBS. O empresário, inclusive, colaborou com uma ação controlada programada pela Polícia Federal. Nela, foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil o ex-deputado e ex-assessor do peemedebista, Rodrigo Rocha Loures (PR). Sem mandato, o ex-parlamentar se encontra preso. Ele teria agido, segundo o Ministério Público, a mando de Temer. A investigação poderá ser aberta desde que 342 deputados federais votem a favor da apuração. Caso isso não ocorra, o presidente ficará livre da investigação. Foi montada uma verdadeira operação de guerra para garantir que os votos contrários ou ausências somem mais de 172 votos.

Kassab, em João Pessoa, tratou de garantir a manutenção do apoio ao peemedebista. Ele demonstra pouco incômodo com as acusações feitas contra o peemedebista. “É o melhor nome para o Brasil”, diz o ministro da Ciência e Tecnologia. O ministro assegurou que o seu partido vai manter o apoio ao gestor peemedebista, apesar das denúncias de corrupção passiva. O discurso de Gilberto Kassab segue na mesma linha de outro ministro que esteve na Paraíba, nesta semana. Em Campina Grande, nesta quinta-feira (29), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a saída do atual presidente traria instabilidade à economia do país.

Rômulo nega que Cartaxo precise de plano “b” e garante legenda para ele em 2018

Prefeito trabalha para construir uma candidatura ao governo do Estado

Luciano Cartaxo foi referendado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Francisco França

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) reagiu às especulações de que o prefeito Luciano Cartaxo, do mesmo partido, esteja articulando um plano “b” para as eleições do próximo ano. Aliados do gestor, em reserva, revelam que o PMN será o caminho dele, caso se perceba risco em uma candidatura ao governo do Estado pela sigla pessedista em 2018. O primeiro passo para esta medida foi a filiação do secretário de Gestão Governamental e Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa, Zennedy Bezerra, à nova sigla. As conversas são para que ele, listado entre os aliados de primeira hora do prefeito, assuma o comando estadual do partido.

As especulações de bastidores, no Paço Municipal, são de que a proximidade de Rômulo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) faria com que ele não pestanejasse em escolher o tucano em detrimento do prefeito em caso de uma candidatura ao governo. “A candidatura de Luciano Cartaxo ao governo do Estado é uma prioridade do PSD nacional, não apenas da Paraíba”, assegurou Rômulo Gouveia. Ele assegura só dependerá do prefeito decidir se será candidato. “Qual partido não quer ter um governador? Lógico que uma candidatura de Cartaxo ampliaria a possibilidade de elegermos uma bancada para a Assembleia Legislativa e reforçaria também nossas candidaturas estaduais”, enfatizou.

PMN

A ida de Zennedy Bezerra para o PMN, segundo aliados, faz com que o prefeito tenha um partido para chamar de seu. O convite para a vinda do auxiliar direto do prefeito foi feito por Lídia Moura e Bala Barbosa, as duas principais lideranças da sigla no Estado. Segundo Barbosa, o PMN da Paraíba vem trabalhando para promover uma renovação em seus quadros de filiados, com o objetivo de fortalecer sua atuação no Estado. “Zennedy é uma liderança comprometida com mudanças profundas que estão ocorrendo na política de João Pessoa e da Paraíba. Acompanhamos de perto o trabalho que ele vem realizado na gestão do prefeito Luciano Cartaxo. Os dois construíram uma trajetória juntos, desde a Câmara Municipal”, disse Bala.

“Agora, estamos trabalhando para convencer Zennedy a assumir o comando do nosso partido na Paraíba. Esse é um passo extremamente importante para consolidarmos o crescimento do PMN na Região Metropolitana e no Interior, preparando-o para chegar ao processo eleitoral de 2018 com uma base mais robusta. Estamos aprofundando o diálogo interno sobre isso e queremos concluir os entendimentos com o secretário nos próximos dias”, ressaltou Bala Barbosa, salientando que Lídia Moura defende uma renovação na direção.

 

PSD nacional fecha questão em relação à candidatura de Cartaxo ao governo

Luciano Cartaxo tenta consolidar os apoios de PSDB e PMDB

Luciano Cartaxo (C) tentará os apoios de Cássio e Maranhão para a disputa do governo. Foto: Divulgação

O discurso do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), de que as eleições de 2018 serão discutidas apenas em 2018 não foi combinado com o próprio partido. Em nota divulgada nesta terça-feira (18), a sigla informa que a orientação nacional é pela garantia de candidatura própria para o governo. A orientação é ter candidatura em todas as capitais onde isso for possível.

Neste contexto, o caso da Paraíba é colocado como uma das metas da agremiação. Para a disputa de 2018, o PSD espera contar com o mesmo apoio conseguido na reeleição do prefeito, em João Pessoa. Apoiaram a recondução de Cartaxo, entre outros, PSDB, PMDB, PP e PRB. Dos peemedebistas, o apoio foi condicionado à definição do ex-deputado federal Manoel Júnior na condição de vice. Caso o pessedista decida disputar o governo, ele será sucedido por Júnior no cargo.

Para justificar a decisão de lançar candidatura própria para o governo, o presidente estadual do partido, Rômulo Gouveia, ressaltou o desempenho da sigla nas eleições para prefeito e vereador, em 2016. Ele explicou que nas eleições municipais de 2016, o PSD acumulou a segunda maior votação para cargos majoritários na Paraíba e elegeu 27 prefeitos, 21 vices e 183 vereadores, permanecendo entre os partidos que mais elegeram filiados. O destaque citado foi a reeleição de Cartaxo em João Pessoa.

O PSD foi fundado em 2011 e no ano que vem vai enfrentar a segunda eleição geral.