Frente Brasil Popular fará ato pedindo o “fora Temer” em frente ao Liceu

Os representantes da Frente Brasil Popular agendaram para as 15h desta quinta-feira (18), em frente ao Lyceu Paraibano, um ato público pedindo o a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O grupo, ligado ao PT e aos movimentos sociais, cobra também a realização de eleições diretas em caso de vacância na Presidência da República. O peemedebista foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, acertando o pagamento de propina para manter o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), calado. O ex-parlamentar vinha fazendo ameaças veladas em relação ao presidente, dando sinais de que poderia fazer delação premiada.

Na convocação feita nas redes sociais, a Frente Brasil Popular diz que luta há mais de um ano “contra o golpe na democracia brasileira que retirou uma presidente eleita e esmaga direitos históricos dos trabalhadores. Da rua não sairemos, é preciso defender nossa democracia, nosso país e nossos direitos”. Caso o presidente renuncie, seja cassado ou alvo de impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá o comando do país e terá que convocar eleições indiretas dentro de 30 dias. Maia também é acusado de ter recebido dinheiro de caixa 2 pago pela empreiteira Odebrecht e foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Vai ter protesto também em Campina Grande.

Vereadores do Conde cumprem promessa e usam saias em sessão

Vereadores cumprem promessa e usam saia em sessão. Foto: Diego Nóbrega

Os vereadores do Conde, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa, cumpriram a promessa. Pelo menos oito, dos 11, toparam trabalhar de saia nesta segunda-feira (8). Eles protestaram contra o “machismo”, o “sexismo” e aproveitaram para fazer uma homenagem às mães, por causa do mês de maio. Eles exibiram a indumentária logo no início da sessão. Alguns vestiram, de forma meio desajeitada, por cima das calças. Outros apenas ergueram a roupa feminina até a altura da cintura. Um pouquinho de machismo atrapalhou a manifestação. LEIA MAIS

Vereadores do Conde vão usar saias em protesto contra machismo

Vereadores do Conde preparam protesto. Foto: Divulgação/CMC

Não é uma postura muito comum de se ver. Os vereadores da pequena cidade do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, vão trabalhar de saia nesta segunda-feira (8). O presidente da Casa, Naldo Cell (PT), convocou os 11 parlamentares a participarem do ato e garante ter o apoio da maioria. O protesto, ele garante, é contra o “machismo, o sexismo e uma homenagem às mães, pelo mês de maio”. Ele não garante que todos vão participar por não ter conseguido contactar todo mundo. Mas não vai faltar quem leve a indumentária feminina a mais para oferecer aos “desavisados”. LEIA MAIS

Prefeitos trancam prefeituras para protesto na “Praça do Meio do Mundo”

Tota Guedes convoca os prefeitos para o protesto desta sexta-feira. Foto: Reprodução/Facebook

A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) puxou um protesto contra o governo federal nesta sexta-feira (5). O evento foi puxado para a Praça do Meio do Mundo, que fica no limite entre as cidades de Campina Grande, Boa Vista e Pocinhos. Ao todo, 200 gestores prometeram fechar a parte administrativa dos municípios e participar do ato. Eles protestam contra o atual Pacto Federativo, que concentra 70% do bolo tributário nas mãos do governo federal. “As prefeituras estão na ponta, são responsáveis pelos principais programas sociais, mas falta dinheiro”, ressaltou o presidente da Famup, Tota Guedes.

Os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), respectivamente, foram para o evento. Os dois trabalham para garantir o apoio dos partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) para as eleições de 2018. Eles, no entanto, descumpriram a determinação para fechar a prefeitura. Romero Rodrigues, inclusive, segundo a sua assessoria, foi ao ato para reivindicar mudanças na relação dos municípios com o Planalto, mas não para protestar. O tucano integra a base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). A estimativa da Famup é que pelo menos 200 prefeitos compareçam ao ato.

Houve compromisso de prefeitos da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco para se fazerem presentes. Só do Rio Grande do Norte são esperados 70 prefeitos. O manifesto dos prefeitos terminará com a elaboração da Carta do Meio do Mundo, que será encaminhada para o governo federal. A revisão do Pacto Federativo está sem discussão no Congresso. O protesto dos prefeito servirá, também, como ato preparatório para a Marcha dos Prefeitos a Brasília, que vai ocorrer entre os dias 15 e 18 deste mês.

“Greve geral”: bons argumentos, mas um resultado aquém do esperado

“Greve geral” reuniu bem menos gente que o esperado pelos organizadores em João Pessoa. Foto: Marcelo Lima

A “greve geral” promovida pelas centrais sindicais nesta sexta-feira (28) aliou ingredientes positivos (bons argumentos) e negativos (baixa adesão). É inquestionável na pauta de reivindicações as cobranças contra a perda de direitos, preconizada nas reformas trabalhista e previdenciária. O governo federal, o Congresso e o setor produtivo podem até discordar dos pontos, apresentar divergências, mas não desmerecer as cobranças. Mesmo assim, o que se viu no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa, foi um movimento aquém do esperado. Não mais do que 3 mil pessoas estiveram por lá. LEIA MAIS

Artur Bolinha peita defensores da “greve geral” e não fecha loja

Manifestantes se concentram em frente à loja

Seguranças impedem o fechamento de loja pertencente a Artur Bolinha. Foto: Diego Almeida

O empresário e ex-candidato a prefeito de Campina Grande, Artur Bolinha (PPS), decidiu peitar os manifestantes favoráveis à “greve geral”. Ele colocou seguranças em frente a uma das lojas, no Centro da cidade, para impedir a pressão dos sindicalistas sobre os funcionários. Durante o protesto na Rainha da Borborema, foram montados piquetes em frente aos estabelecimentos comerciais para impedir o funcionamento deles. Gritos de “fecha a senzala” viraram coro dos manifestantes. Houve gritaria, troca e empurrões e muita confusão em frente à loja.

Bolinha, que além de político é presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL), argumentou que a manifestação é legítima e prevista em lei, mas precisa respeitar o direito de ir e vir das pessoas que querem ir trabalhar. “Principalmente se tratando do comércio. Isso causa um enorme prejuízo não só para as empresas, mas para os funcionários que deixam de receber comissão pelo dia de venda”, disse.

Manifestantes se concentram na frente da loja. Foto: Diego Almeida

O presidente da CDL afirmou que também não entende a escolha do dia, esta sexta-feira, e acusa os sindicatos de criarem um clima de terror na cidade. “Porque no mundo inteiro aproveitam o 1º de maio, que é conhecido como dia determinante para qualquer manifestação. Queria e quero saber do ponto de vista da manifestação o prejuízo que eles teriam se tivesse feito essa manifestação na segunda-feira. talvez tivesse muito mais gente participando das manifestações e não prejudicaria ninguém. O objetivo do sindicato é criar um clima de terror”, comentou.

Como candidato a prefeito, Bolinha ficou em terceiro lugar, com 15.539 votos. O pleito foi vencido pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB), que conseguiu a reeleição, com 138.996 votos, seguido de Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), com 53.837. O blog entrou em contato com Bolinha, mas não obteve retorno.

 

Governo recua sobre idade mínima após protesto de policiais em Brasília

Relator decidiu reduzir a idade mínima após manifestação

Brasília – Policiais protestam contra a PEC da reforma da Previdência em frente ao Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Após protesto de policiais civis na tarde desta terça-feira (18) em frente ao Congresso Nacional, o relator da proposta de Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse que vai reduzir em cinco anos a idade mínima para a aposentadoria dos policiais. Com isso, a idade inicial passaria para 55 anos, em vez dos 60 anos proposto inicialmente pelo relator.

Brasília – Policiais protestam contra a PEC da reforma da Previdência em frente ao Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Maia deu a declaração após receber uma comitiva de manifestantes. Segundo o deputado, as mudanças ainda estão em estudo. “Temos um caso muito próprio para os policiais. O que estamos tentando fazer é um desenho de primeiro estabelecer, já agora, uma idade mínima. Não pode deixar de ter uma idade mínima, ela seria alguma coisa em torno de 55 anos, que é o mesmo que está valendo para as outras categorias”, disse.

Mudança

A ideia do relator é construir uma proposta que consiga vincular os policiais às regras para a aposentadoria dos militares que foram retiradas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. O governo se comprometeu de apresentar em maio novo projeto para tratar da aposentadoria dos militares.

“Os policias, com uma certa razão, fazem questão de fazer uma certa vinculação que é a PEC que vai tratar dos militares. Então eles acham que a idade definitiva deve ser algo próximo ao que será colocado na PEC dos militares”, disse. “Nós faríamos uma vinculação da regra permanente da aposentaria do policial com a dos militares, afinal de contas são esforços físicos semelhantes que se necessitam para um tipo de atividade e outra”.

Proposta

Brasília – Manifestantes tentam invadir a Câmara em protesto contra reforma da Previdência (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A proposta encaminhada pelo governo em dezembro do ano passado determinava a idade de 65 anos com 25 anos de tempo de contribuição para a aposentadoria e insere a categoria na regra geral do funcionalismo. Durante as discussões, Maia apresentou uma proposta alternativa na qual a idade mínima cai em cinco anos, passando para 60 anos e 20 anos em atividades de risco na respectiva categoria para a aposentadoria.

Mesmo assim, as mudanças não agradaram os policiais que, na tarde desta terça-feira, fizeram um protesto em frente ao Congresso Nacional. Os manifestantes, chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões Negro e Verde. Eles quebraram parte dos vidros da portaria principal da Câmara, mas foram contidos pela Polícia Legislativa, que formou uma barreira de segurança e reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.

Da Agência Brasil

 

Manifestantes parodiam música do Abba com críticas à Reforma da Previência para protesto

Movimentos sociais e até desembargadores da área trabalhista prometem muito barulho nesta sexta-feira (31) para marcar os protestos contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e a defesa da Justiça do Trabalho. Apesar de motivações diferentes, eles têm alvos comuns: o governo federal e o Congresso Nacional. No caso do ato destinado à Reforma da Previdência e à Terceirização, os manifestantes fizeram até uma paródia de uma das músicas da banda sueca Abba, que trata das perdas com os projetos que estão sendo aprovados pelo Congresso Nacional.

A concentração em João Pessoa terá em frente ao Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba), a partir das 15h, e o evento terá a participação de servidores públicos e privados, além de trabalhadores rurais. A mobilização tem ocorrido através das redes sociais. Em todo o país, o grupo promete manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB), avalista das proposituras enviadas ao Congresso Nacional. Apesar de aprovada na Câmara, uma nova versão do projeto da terceirização tramita no Senado.

O Ato Público em Defesa da Justiça do Trabalho vai acontecer às 9h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região. O presidente do TRT13, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, fará a abertura do ato, que será conduzido pelo juiz Paulo Henrique Tavares, vice-diretor da Escola Judicial. O evento tem apoio de várias entidades e associações, como a Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região (Amatra13) e da Associação dos Servidores do TRT (Astra13).

O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção da sociedade para os relevantes serviços prestados pela Justiça do Trabalho, instituição que pacifica greves e equilibra a relação entre capital e trabalho, garantindo direitos sociais em sintonia com a necessária preservação da atividade econômica. O ato também pretende alertar para a constante ameaça de fragilização da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais.

Como ‘estranho no ninho’, Ricardo impõe saia justa para Michel Temer

Monteiro (PB) – Presidente Michel Temer durante cerimônia de chegada das Águas do Rio São Francisco à Paraíba (Beto Barata/PR)

Em meio a um campo minado, com pucos aliados por perto, o governador Ricardo Coutinho (PSB) fez um discurso efusivo de defesa dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, e ainda do ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT-CE), durante a inauguração das obras da transposição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira (10), em Monteiro, com a presença do presidente Michel Temer (PMDB). O discurso, não transmitido pela estatal NBR por problemas técnicos, foi no sentido contrário ao do seu desafeto político, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), e também de Temer, que se restringiu a classificar como elogiável o trabalho dos que vieram antes dele.

No caso de Cássio, ele elogiou desde o imperador Pedro II até os ex-ministros Cícero Lucena e Fernando Catão. Ambos se dedicaram ao projeto durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Não deixou, vale ressaltar, de citar as importâncias de Lula e Dilma, mas lembrou que a petista atrasou a obra. Ainda aliviou o pé nas críticas ao governo petista, atribuindo o atraso a fatos externos, para não melindrar o ministro da Integração Nacional durante o governo dela, o hoje senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que estava a poucos metros dele no palanque. Isso não o impediu de chamar de corrupto o governo que antecedeu Temer.

Manifestantes foram mantidos longe do palco. Foto: Josusmar Barbosa

Já Ricardo lembrou que Lula nasceu em Pernambuco, mas que sempre foi um parceiro da Paraíba. A Ciro também se referiu como um grande brasileiro e que lutou pela transposição. Lula e Ciro, vale ressaltar, são virtuais candidatos a presidente da República, em 2018. Sobre Dilma, ele lembrou que o governo dela foi responsável pelo pagamento de 70% da obra. Recordou também que o principal ator da transposição foi o povo nordestino. Entre os personagens, recordou do padre Djaci Brasileiro, que foi várias vezes a Brasília com a tradicional cruz de lata cobrar a retirada do projeto da transposição da gaveta.

Protesto

Do lado de fora, longe da solenidade, centenas de pessoas se espremeram nas barreiras de contenção, com cartazes em que se lia volta Lula e gritavam “Fora Temer”. Os gritos eram ouvidos em vários momentos do discurso e foram recepcionados pelo presidente Temer como manifestação e exemplo de democracia. Cássio Cunha Lima descreveu os manifestantes como “inocentes úteis”, sugerindo que eles foram mobilizados pela militância simpática ao ex-presidente.

Senadora convoca manifesto e sugere abstenção sexual no Dia da Mulher

Senadora Gleisi Hoffmann fez discurso em defesa da mulher no parlamento e convocou a manifestação. Imagem: Reprodução/TV Senado

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) convocou as senadoras e servidoras do Senado para se reunirem na frente do Congresso Nacional, nesta quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em uma manifestação contra os retrocessos nos direitos das mulheres. Ela informou que a data será marcada por greves, passeatas, mobilizações nas escolas, bloqueio de estradas e, inclusive, abstenção sexual.

Gleisi Hoffmann informou que na quarta-feira não haverá votações no Plenário do Senado. “Vai ser um dia de greve em todos os lugares, de marcha, de bloqueio de estrada, de pontes, de praças, de abstenção do trabalho doméstico, de abstenção dos cuidados, de abstenção sexual, denúncia de políticos e empresas misóginas. E aqui, no Congresso, nós também vamos nos manifestar”, afirmou a senadora. “É isso, as mulheres vão parar por um dia, como ocorreu na Finlândia”, enfatizou.