Suplente ‘Flávio do Cabaré’ é preso durante ato contra roubalheira na Câmara do Conde

Mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara Mista de Sapé, mas motivo não foi divulgado pela polícia

Flávio do Cabaré foi preso durante ato na Câmara do Conde. Foto: Reprodução/Youtube

O suplente de vereador Flávio Melo, popularmente conhecido por Flávio do Cabaré (PR), foi preso durante ato público na Câmara do Conde, nesta segunda-feira (22). Ele participava de manifestação “contra a roubalheira” na Casa no momento da prisão. O suplente é autor da denúncia que pede a cassação do mandato do vereador Fernando Boca Louca (Avante) por quebra do decoro parlamentar. Durante a manifestação, foi surpreendido pela abordagem da Polícia Militar. Conhecido pela atuação na área de bares, Flávio responde a processos nas comarcas de João Pessoa, Conde e Sapé. O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara Mista de Sapé, mas nem a polícia soube informar, no momento da prisão, especificamente qual era a acusação ou processo em específico.

No Conde, as acusações que pesam contra ele são relacionadas a supostos crimes de “favorecimento da prostituição”. Responsável pela defesa de Melo, o advogado Júnior Moura demonstrou desconforto com a falta de informações. “Só amanhã (terça-feira) vou ter acesso ao processo. A partir daí, vou estudá-lo e ver qual será o remédio jurídico mais adequado para apresentar o recurso”, ressaltou, explicando que, em meio ao tumulto, ficou difícil conversar com o cliente sobre as acusações. O mandado de prisão contra Flávio do Cabaré está em aberto desde julho do ano passado. A tramitação, pelo número do processo, também mostra que o caso foi originado em 2013. Durante o ato na Câmara, havia a participação de muitos apoiadores do suplente, bem como manifestantes favoráveis a Fernando Boca Louca.

Flávio Melo será o principal beneficiário em caso de cassação de Fernando Boca Louca. O pedido de abertura do processo foi acatado pela Câmara, que instalou uma comissão processante na semana passada para apurar quebra decoro do vereador. Fernando Araújo, nome de batismo de Boca Louca, é acusado de ter contratado servidores fantasmas para atuar como assessores na Câmara Municipal. Fazia o rachadinho, ficando com a maior parte dos salários. À polícia, ele confessou o crime e prometeu entregar outros vereadores. Com o caos instalado, Flávio Melo protocolou no dia 8 deste mês o pedido de cassação do vereador por quebra do decoro parlamentar.

As chances de o processo ser exitoso são muito grandes. A maioria dos vereadores do Conde acatou o pedido e foi instalada uma comissão processante, que iniciou os trabalhos nesta quarta-feira (17). São muitas provas contra Boca Louca. Ele admitiu ao delegado Allan Murilo Terruel, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital, pelo menos cinco contratações. Os depoimentos comprovam também as primeiras acusações, surgidas após uma servidora ser abordada por fiscais do Bolsa Família. A mulher era servidora municipal e cadastrada no programa, o que é ilegal. Ela então, disse que dos R$ 1 mil que recebia, ficava apenas com R$ 100. Novas acusações aportaram na delegacia agora tendo como alvo outro vereador com nome público peculiar: Malba de Jacumã (SD). Já são três denúncias contra ele.

Fernando Boca Louca conquistou, nas eleições de 2016, 668 votos. De acordo com os investigadores, em depoimento, ele prometeu entregar outros vereadores que também fazem rachadinho com os salários dos assessores e até entregar esquemas de corrupção no Executivo, envolvendo ex-prefeitos. Ele era muito próximo à ex-prefeita Tatiana Lundgren, que chegou a ser presa em ação movida pelo Ministério Público. Flávio Melo, que adotou o apelido pouco convencional por causa da propriedade de bares no Litoral Sul, chega com força para assumir o cargo de vereador. O suplente conquistou 341 votos na disputa eleitoral de 2016. A favor dele pesa o clima que se criou na Câmara, por causa da delação alinhavada por Boca Louca.

 

Em greve de fome e deitado numa rede, paraibano “Seu Ciço” vira destaque na Marcha Lula Livre

Manifestantes fizeram mobilização para marcar o registro da candidatura de Lula, apesar da condenação dele em segunda instância

Seu Ciço disse que não vai desistir da greve de fome. Foto: Reprodução/TV UOL

O bancário paraibano Seu Ciço virou destaque nesta quarta-feira (16) durante passeata pró-Lula (PT) em Brasília. Em greve de fome há dez dias, para pedir o deferimento do registro do ex-presidente, ele foi para a Marcha Lula Livre em uma rede vermelho e branca. Ao ser questionado por repórteres, fez críticas à Justiça por ter condenado o petista e garantiu que não vai deixar a mobilização. Alega que se passar mal, será socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O movimento marcou o registro da candidatura do ex-presidente, que tende a ser indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei Ficha Limpa. Lula foi condenado em segunda instância no processo do tríplex do Guarujá.

Seu Ciço é candidato a deputado federal pelo PT. O protesto desta quarta-feira em Brasília reuniu membros do Movimento dos Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Houve discurso também do candidato a vice na chapa, Fernando Haddad (PT). Ele é cotado para assumir a disputa presidencial quando o registro de Lula for rejeitado, o que fatalmente deverá acontecer. Com isso, a vaga de vice ficará com Manuela D’Ávila (PCdoB). A expectativa é a de que o julgamento ocorra até o dia 17 de setembro deste ano.

 

 

‘Maio de 68’ daria lições sobre tolerância e igualdade para os radicais de 2018

Valores como o combate à intolerância, igualdade de gênero e racial perderam espaços nos embates entre direita e esquerda

Manifestantes ocupam as ruas de Paris em maio de 1968 – GOKSIN SIPAHIOGLU

“O agressor não é aquele que se revolta, mas aquele que reprime”. A frase tem cinquenta anos, mas nunca foi tão atual, em tempos de radicalismo político. É uma das cunhadas em maio de 1968, quando um despretensioso protesto estudantil, na França, desencadeou manifestações pelo mundo, inclusive no Brasil. Entre as bandeiras de uma pauta ampla e pouco objetiva estavam o combate à intolerância, ao racismo e a busca por igualdade de gênero e liberação sexual. Os jovens da época cobraram mudanças e elas, aos poucos e a duras penas, foram se concretizando. Num sentido contrário ao que, agora, nos lampejos de ódio aflorados nas redes sociais, começam a se manifestar. Mostras de que o movimento precisa ser revisitado.

O estopim daquela agitação foi o fechamento da Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, em 2 de maio. Os estudantes, havia semanas, vinham entrando em conflito com a polícia francesa. Eles então decidiram ocupar a instituição de ensino. Protestavam, entre outras coisas, contra a burocracia. O movimento se expandiu para a Universidade de Sorbonne. O passo seguinte foi a participação dos trabalhadores, que decidiram cruzar os braços e ocupar as fábricas. Eles cobravam melhores salários e condições de trabalho. Não demorou muito para que as mobilizações se intensificassem, com cobranças sobre a mudança de governo. O movimento tinha como bandeira a máxima de que “é proibido proibir”.

As manifestações encontraram campo fértil para expansão em outros países. Os Estados Unidos estavam envoltos com a guerra do Vietnã. O país também vivia a luta pelos direitos civis dos negros que culminou com a morte do líder pacifista Martin Luther King Jr. No Brasil, a bandeira era a luta contra a o regime militar, que tomou o poder através do golpe dado quatro anos antes. Era um período de efervescência estudantil e que culminou com o Ato Institucional Número 5 (AI5), em 13 de dezembro. O clima no país era turbulento desde março, com a morte do estudante carioca Edson Luiz de Lima Souto em confronto com a polícia durante protesto. A classe artística, insatisfeita com a censura, engrossou os protestos.

A música “É proibido proibir” foi cantada por Caetano Veloso no Festival Internacional da Canção promovido naquele ano pela Rede Globo. A composição, fruto de parceria com Gilberto Gil, foi vaiada e provocou a irritação do artista. Do palco, ele questionou se era aquela “a juventude que diz que quer tomar o poder”. Aos gritos, ele disse que a platéia não estava entendendo nada. Nas ruas, os movimentos foram repreendidos com violência, principalmente após o Ai5. Mesmo assim, os ideais de liberdade foram plantados naquele momento.

Em entrevista ao G1, na comemoração dos 40 anos do movimento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse ter visto, naquele ano, as bases para mudanças profundas. “O mundo atual tem esse desafio: ou aceita a diversidade ou fica a intolerância. Se não farão como o [George W.] Bush, que invadiu o Iraque para implantar a democracia americana. Não dá certo, vai ter que aceitar que há pedaços do mundo que não são americanos. E não serão nunca. Ou você vai transformar a China em americana? Não dá para impor ao outro. O mundo é maleável, deixe cada um viver ao seu modo”, disse o ex-presidente, que foi professor de Nanterre, de onde partiram os primeiros protestos, e voltou ao Brasil para prestar concurso na USP a tempo de ver a repercussão dos protestos por aqui.

A intolerância, vale ressaltar, tem ganhado espaço nos debates passados 50 anos daquele 1968. Manifestar ideias em público, sejam quais forem, abre espaço para um embate insano entre radicais de direita e também da esquerda. Tudo em um movimento que começa a deixar a esfera virtual, da internet, e começa a ganhar as ruas. A consequência esperada é a violência desmedida. Para esse pessoal, beber na fonte de 68 não seria má ideia.

Protesto: moradores de São Bento tapam buracos na rua em frente à Secretaria de Obras

Faixas foram exibidas na rua com cobranças para que o prefeito Jarques Lúcio resolva o problema na cidade

Moradores acusam o prefeito Jarques Lúcio de não cumprir com as promessas de campanha. Foto: Divulgação

Os moradores da cidade de São Bento, no Sertão, promoveram um protesto diferente, neste domingo (22). Cansados de cobrar a revitalização do asfalto nas ruas, eles decidiram tapar os buracos por conta própria. O local do protesto foi, curiosamente, a frente da Secretaria de Infraestrutura e Obras. A parte frontal ao prédio municipal também apresenta estrutura deteriorada. Foram estendidas faixas na rua com cobranças direcionadas ao prefeito Jarques Lúcio (DEM), eleito em 2016. No protesto, os moradores acusam o gestor de estar fugindo das suas obrigações.

Confira o vídeo:

Ricardo protesta nas redes sociais contra a condenação de Lula

Governador é um dos principais aliados do ex-presidente no Nordeste e busca o apoio eleitoral do PT na Paraíba

Reprodução/Twitter

O governado Ricardo Coutinho (PSB) usou as redes sociais para protestar contra a manutenção da condenação do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira (24). O petista teve a pena imposta pelo juiz Sérgio Moro aumentada para 12 anos e 1 mês. Ele foi acusado pelo Ministério Público dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O governador, aliado do ex-presidente, usou a conta dele no Twitter para dizer, em tom filosófico, que o julgamento do recurso no Tribunal Regional Federal (TRF4), com sede em Porto Alegre, teve como saldo “Uma sentença, 190 milhões de condenados…”

O governador foi aliado do ex-presidente durante todo o mandato do petista e mantém, até hoje, a fidelidade a Lula.

Radicalização, pedras e balas de borracha em ato pró-Lula em João Pessoa. Veja imagens

Manifestação inicialmente pacífica descamba para violência após ação de vândalos infiltrados no movimento

A manifestação promovida pela militância simpática ao ex-presidente Lula (PT), em João Pessoa, terminou em pancadaria nesta quarta-feira (24). O grupo saiu da Praça João Pessoa, no Centro, em direção ao prédio da Justiça Federal, no Pedro Gondim. Ao chegarem ao local, alguns deles tentaram forçar a entrada, empurrando o portão frontal. A Polícia Militar usou spray de pimenta para dispersar a multidão, que reagiu atirando pedras. A PM, então, reagiu com tiros com balas de borracha. Houve feridos dos dois lados. As imagens divulgadas após o incidente mostram um cenário de guerra.

A radicalização do movimento, puxada por vândalos infiltrados, foi no sentido contrário do pregado, logo cedo, pelos dirigentes do Partido dos Trabalhadores. O presidente da sigla, Jackson Macedo, garantiu que o caráter do ato seria pacífico. O clima de tensão seguiu numa crescente. Ao passarem em caminhada em frente ao prédio do Ministério Público Federal, os manifestantes vaiaram procuradores e servidores. Eles alegam caráter político na condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro, na primeira instância.

Ferido com um tiro de borracha, o deputado estadual Frei Anastácio (PT) acusou os militares de terem incitado a violência.

 

Sindicalistas “enforcam” deputados no aeroporto em protesto contra a reforma

Grupos espalharam fotos e faixas no Castro Pinto para abordar deputados no embarque para Brasília

Sindicalistas espalham fotos com enforcamento dos deputados governistas. Foto: Divulgação

Um grupo de sindicalistas e representantes de associações marca presença no Aeroporto Castro Pinto desde esta segunda-feira (12). Munidos de faixas, cartazes e fotos de parlamentares, eles protestaram contra a Reforma da Previdência. O texto proposto pelo presidente Michel Temer (PMDB), apesar de desidratado em relação à proposta inicial, é contestado pela categoria. Entre os pontos propostos está a idade mínima para a aposentadoria e um mínimo de 40 anos de trabalho comprovado para poder requerer o benefício pago pela Previdência Social.

O deputado federal Wellington Roberto chegou a posar ao lado dos manifestantes. Foto: Divulgação

Os manifestantes, no entanto, cometem erros sobre os escolhidos para ser “enforcados”. Incluem no grupo até os deputados federais que anunciaram voto contrário à proposta. Lá estão os deputados Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e Wellington Roberto (PR). Ambos já se pronunciaram contra a reforma. Este último, vale ressaltar, alegou isso para os manifestantes e acabou posando para fotos antes do embarque. Além deles, a relação dos “enforcados” inclui André Amaral (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD), Aguinaldo Ribeiro (PP), Benjamin Maranhão (SD), Pedro Cunha Lima (PSDB), Efraim Filho (DEM), Wilson Filho (PTB) e Hugo Motta (PMDB).

Fotos foram colocadas também na área de acesso ao setor de embarques para Brasília. Foto: Divulgação

A projeção do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que o tema comece a ser discutido nesta semana. O presidente Michel Temer trabalha para conseguir os 308 votos necessários para bancar a proposta ainda neste ano. O projeto poderá ser colocado em votação na próxima semana. A grande dificuldade tem sido conseguir os votos necessários para garantir a aprovação da matéria.

Moradores de Bayeux fazem protesto contra parecer pró-Berg Lima

Manifestantes fecharam a Avenida Liberdade, a principal da cidade com faixas e cartazes

Moradores querem que a Câmara Municipal vote a cassação de Berg Lima. Foto: Divulgação

O início da noite desta quinta-feira (29) foi marcado por protestos na cidade de Bayeux. Munidos de faixas e cartazes, moradores ocuparam a Avenida Liberdade, a principal da cidade localizada na Região Metropolitana de João Pessoa. A ato ocorre um dia após o parecer do subprocurador-geral da República, Eitel Santiago. Ele sugeriu, em consulta feita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a prisão preventiva do prefeito afastado Berg Lima (sem partido) seja convertida no cumprimento de medidas cautelares. Entre elas, estão desde o recolhimento residencial noturno à proibição de que, no exercício da função, o gestor atue como ordenador de despesa.

Berg Lima foi preso em flagrante no dia 5 de julho, em operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em parceria com a Polícia Civil. Desde então, ele está preso no 5° Batalhão da Polícia Militar. O gestor foi gravado em vídeo em conversa vadia com um empresário da cidade, forçado, segundo o Ministério Público, a pagar propina para receber por serviços atrasados contratados pela prefeitura de Bayeux. Desde o afastamento de Berg Lima, o município é comandado pelo vice, o tucano Luiz Antônio. Parte do secretariado da cidade foi trocado.

No protesto desta quinta-feira, os moradores também cobram da Câmara Municipal agilidade no processo de cassação do gestor.

Deputado petista disponibiliza lixeira com rosto de Bolsonaro em Parada LGBT

Presidenciável é crítico das pautas relacionadas à homossexualidade em debate no Congresso

Lixeira com o rosto de Jair Bolsonaro foi instalada durante o protesto. Foto: Divulgação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi alvo de um protesto durante a Parada do Orgulho LGBT, em João Pessoa, neste domingo (25). O deputado estadual Anísio Maia (PT) disponibilizou na avenida uma lixeira cuja parte frontal tinha o rosto do parlamentar carioca. Bolsonaro é virtual candidato a presidente da República e, na Câmara dos Deputados, adota postura crítica aos temas relacionados aos homossexuais. Desde o último mandato, tem protagonizado embates com o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ). O deputado carioca tem sido um dos principais alvos dos ataques de Maia na Assembleia Legislativa.

A 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa teve como tema ‘Resistência e close, nenhum direito a menos. A Parada foi organizada pelo Movimento Espírito Lilás (MEL), Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria (GMMQ), Movimento de Bissexuais (MOVBI) e Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba (Astrapa). A expectativa dos organizadores é de que cerca de 10 mil pessoas participem. A concentração aconteceu em frente ao Sesc Cabo Branco e foi finalizado em frente ao Busto de Tamandaré. O grupo fez críticas, durante o ato, à decisão judicial que permitiu a terapia de reversão homossexual.

Frente Brasil Popular fará ato pedindo o “fora Temer” em frente ao Liceu

Os representantes da Frente Brasil Popular agendaram para as 15h desta quinta-feira (18), em frente ao Lyceu Paraibano, um ato público pedindo o a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O grupo, ligado ao PT e aos movimentos sociais, cobra também a realização de eleições diretas em caso de vacância na Presidência da República. O peemedebista foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, acertando o pagamento de propina para manter o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), calado. O ex-parlamentar vinha fazendo ameaças veladas em relação ao presidente, dando sinais de que poderia fazer delação premiada.

Na convocação feita nas redes sociais, a Frente Brasil Popular diz que luta há mais de um ano “contra o golpe na democracia brasileira que retirou uma presidente eleita e esmaga direitos históricos dos trabalhadores. Da rua não sairemos, é preciso defender nossa democracia, nosso país e nossos direitos”. Caso o presidente renuncie, seja cassado ou alvo de impeachment, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá o comando do país e terá que convocar eleições indiretas dentro de 30 dias. Maia também é acusado de ter recebido dinheiro de caixa 2 pago pela empreiteira Odebrecht e foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Vai ter protesto também em Campina Grande.