Eleito democraticamente, Bolsonaro promete respeito à Constituição, mas ainda gera desconfiança

Capitão reformado do Exército promete governar para todos, mas eleva o tom contra a oposição

Jair Bolsonaro é eleito o 38° Presidente do Brasil – Redes SociaisO presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deu declarações, após a vitória, neste domingo (28), que sinalizam em dois sentidos. Um deles tranquiliza, o outro preocupa. Ele conquistou a vitória dentro dos parâmetros da normalidade democrática. Foi o mais votado nas eleições deste ano, criando as condições para que um militar chegasse ao poder depois de 33 anos da redemocratização do país. Após a vitória, fez dois discursos – um numa live e outro lido. No primeiro, ele se manteve no palanque e deu sinais de que não seguirá os ditames do estado laico e fez críticas aos adversários, chamados de comunistas. No segundo, foi mais polido e consiliador. Prometeu, entre outras coisas, respeitar a Constituição. Se o fizer, o conteúdo da live será irrelevante.

O Brasil vive uma crise sem precedentes desde o final das eleições de 2014. Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) e o derrotado nas eleições não aceitou a derrota. A sequência disso, em um país extremamente dividido, foi uma crise política que agravou a crise econômica. A consequência é sentida até hoje. Por tudo isso, após a campanha, esperava-se uma sinalização mais firme em relação à busca de união. Lógico que houve promessa de governar para todos em discurso lido, mas ela precisaria ser mais enfática. Na live gravada após o resultado das urnas, houve frases de ataques à esquerda, como se ela fosse ameaça. Houve, portanto, a manutenção da rivalidade erigida durante a campanha, quando deveria haver distensão.

É bom lembrar que o cenário que se avizinha é de complexidade na economia e na política. Não é hora de procurar inimigos…

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil. Confira trajetória e polêmicas

Candidato obteve sucesso eleitoral se colocando como oposição ao PT e ao ex-presidente Lula

Acompanhado de agentes da PF e da mulher, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, vota na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi eleito neste domingo (28) com mais de 55% dos votos. O capitão reformado do Exército venceu o petista Fernando Haddad (PT), em disputa recheada de polêmicas e trocas de acusações. O militar da reserva passou boa parte da campanha em um hospital, por causa de um atentado. O novo governador, por causa disso, recusou participar dos debates em um primeiro momento por causa da recuperação da facada sofrida em Juiz de Fora (MG) e depois por questões extratégicas. Haddad substituiu o ex-presidente Lula na disputa eleitoral após o petista ser enquadrado na Lei Ficha Limpa e, por isso, ser impedido de disputar o cargo.

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. Ele venceu o primeiro turno, e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos.

Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas.

Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos – que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar.

Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.

Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” – um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.

Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.

Mulheres
Com o sucesso de suas propostas e de sua pregação, Bolsonaro virou um fenômeno de massa, mas encontrou resistência, segundo demonstraram as pesquisas de opinião, no eleitorado feminino. Ele afirmou considerar questão de mercado a diferença salarial entre homens e mulheres – posição da qual mais tarde recuou.

O candidato já foi condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por apologia ao estupro. Em 2014, da tribuna da Câmara, ele disse à colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela não merecia ser estuprada. Ele recorreu e o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa dessa decisão do STJ, ele se elege como o primeiro presidente que é réu na Justiça.

Memória
Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado “Beco Sem Saída” para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar.

Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro.

Com a pauta ampliada para segurança e temas “contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

Corrida Presidencial
Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente – cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões.

Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.

Com informações da Agência Brasil

 

 

Haddad pede voto sem ódio e diz que urna é para “depositar esperança”

Petista recebeu apoio de artistas e voltou a criticar o candidato do PSL na corrida eleitoral

Fernando Haddad participou neste sábado (27) de caminhada na capital paulista – Rovena Rosa/Agência Brasil

Em último ato de campanha antes da votação do segundo turno, o candidato do PT, Fernando Haddad, fez uma transmissão ao vivo pela rede Facebook em que respondeu perguntas de internautas, além de receber apoio de artistas, como o ator Wagner Moura, a cantora Daniela Mercury e a apresentadora Astrid Fontenelle.

Ao lado da esposa Ana Estela, Haddad falou sobre propostas do seu programa de governo, como reajustar o salário mínimo acima da inflação. Segundo o candidato, os pobres são os que mais sofrem com o aumento da inflação e o reajuste é necessário para recuperar o poder de consumo. “Jamais [o reajuste do salário mínimo] será abaixo da inflação”, disse, acrescentando que o aumento será feito, caso eleito, “com toda a responsabilidade”.

Haddad voltou a criticar a proposta do adversário Jair Bolsonaro de flexibilizar o porte de arma no país. Para o candidato do PT, “armar a população não vai resolver o problema” e defendeu que a Polícia Federal assuma responsabilidades nacionais, com remanejamento e aumento do efetivo, para que as polícias estaduais possam cuidar da segurança ostensiva nas ruas.

Ao final da transmissão, com duração de quatro horas, Haddad agradeceu o apoio de eleitores e da família e pediu que o eleitor vote com um livro na mão neste domingo (28). “Deixa o ódio pra lá. Urna é lugar de depositar esperança”, disse.

Da Agência Brasil

 

Datafolha: Bolsonaro recua para 56% e Haddad vai a 44% dos votos válidos

Considerando os votos totais, Jair Bolsonaro, do PSL, tem 48%, e Haddad, 38%.

Foto: Divulgação/TSE

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (25), mostrou uma diferença menor entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). De acordo com a consulta, apenas 12 pontos percentuais separam os dois. Considerando os votos válidos, o capitão reformado do Exército tem 56%, enquanto que o petista aparece com 44%. O levantamento foi realizado nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Ao todo, 9.173 eleitores foram ouvidos. No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41%.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 48%
Fernando Haddad (PT): 38%
Em branco/nulo/nenhum: 8%
Não sabe: 6%

Rejeição

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro

Votaria com certeza – 46%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 44%
Não sabe – 2%

Fernando Haddad

Votaria com certeza – 37%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 52%
Não sabe – 2%

Número dos candidatos

O Datafolha também perguntou “Qual número você vai digitar na urna eletrônica para confirmar/ anular seu voto para presidente?”. As respostas foram:

Jair Bolsonaro

Menções corretas – 94%
Não sabe o número do candidato – 5%
Menções incorretas – 1%

Fernando Haddad

Menções corretas – 93%
Não sabe o número do candidato – 6%
Menções incorretas – 1%

Decisão do voto

A pesquisa também apontou qual o grau de decisão em relação ao voto:

Jair Bolsonaro

Está totalmente decidido a votar em… – 94%
Seu voto ainda pode mudar – 6%

Fernando Haddad

Está totalmente decidido a votar em… – 91%
Seu voto ainda pode mudar – 9%

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 9.173 eleitores em 341 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 24 e 25 de outubro
Registro no TSE: BR-05743/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Com informações do G1

Eleição da nova Mesa Diretora do TJPB será no dia 14 de novembro

Edital de abertura de inscrição para os cargos será publicado nesta quinta-feira (25)

Seleção vai escolher novo presidente, vice e corregedor do Tribunal de Justiça da Paraíba. Foto: Divulgação/TJPB

O Diário de Justiça eletrônico, edição desta quinta-feira (25), trará Edital referente à abertura das inscrições para os cargos integrantes da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os desembargadores interessados em concorrer terão um prazo de 10 dias corridos, a partir da publicação do Edital, e a escolha se dará no dia 14 de novembro, a partir das 9h, em Sessão Administrativa.

Para concorrer aos cargos de Presidente, Vice-Presidente e Corregedor-Geral de Justiça da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça, os desembargadores deverão encaminhar seus requerimentos de inscrição diretamente ao Gabinete da Presidência, em versão impressa ou através de malote digital.

De acordo com o artigo 23 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça, a eleição para preenchimento dos cargos da Mesa Diretora deve acontecer na primeira sessão ordinária do mês de novembro anterior ao término dos mandatos. A votação é secreta e participam os membros efetivos do Tribunal.

A sequência é definida no § 1º do mesmo artigo: “Iniciada a eleição às 9 horas, proceder-se-á a três escrutínios, sendo o primeiro para escolha do Presidente, o segundo do Vice-Presidente e o terceiro do Corregedor-Geral da Justiça.”

Após a eleição da Mesa Diretora, será realizado, em escrutínio secreto, a eleição do Presidente da Escola Superior da Magistratura, cuja posse se dará, concomitantemente, à posse da Mesa Diretora ou, a critério do eleito, em data posterior.

Da Assessoria do TJPB

 

Ibope para presidente: Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

Nos votos totais, Jair Bolsonaro, do PSL, tem 50%, e Haddad, 37%

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

A segunda pesquisa Ibope no segundo turno mostrou oscilação negativa do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL). Ele aparece com 57% dos votos válidos na sondagem divulgada nesta terça-feira (23). Na outra ponta, o petista Fernando Haddad oscila positivamente dentro da margem de erro, chegando a 43% dos votos válidos. O levantamento foi realizado entre domingo (21) e terça-feira (23) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41% dos votos válidos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 50%
Fernando Haddad (PT): 37%
Em branco/nulo: 10%
Não sabe: 3%

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

Com certeza votaria nele para presidente – 37%
Poderia votar nele para presidente – 11%
Não votaria nele de jeito nenhum – 40%
Não o conhece o suficiente para opinar – 11%
Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fernando Haddad

Com certeza votaria nele para presidente – 31%
Poderia votar nele para presidente – 12%
Não votaria nele de jeito nenhum – 41%
Não o conhece o suficiente para opinar – 14%
Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Votação espontânea

O Ibope também apresentou a intenção de voto espontânea, quando o entrevistado aponta em quem pretende votar sem a apresentação dos nomes dos candidatos.

Jair Bolsonaro – 42%
Fernando Haddad – 33%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 47% e Haddad, 33%.

Expectativa de vitória

O instituto também apontou a “expectativa de vitória”, independentemente da intenção de voto. Os resultados foram:

Jair Bolsonaro – 69%
Fernando Haddad – 21%
Não sabem ou preferem não opinar – 9%

No levantamento anterior, a expectativa de vitória de Bolsonaro era de 66% e a de Haddad, 21%.

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 3010 eleitores em 208 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 21 a 23 de outubro
Registro no TSE: BR‐07272/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

 

 

 

Votos válidos: Bolsonaro tem 40% e Haddad, 25%, revela Datafolha

Ciro Gomes aparece em terceiro com 15% e Geraldo Alckmin com 8% das intenções de voto na corrida eleitoral

O Instituto Datafolha divulgou, neste sábado (6), a nova rodada de pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. A consulta mostrou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na liderança, com 40% dos votos válidos. O segundo colocado na consulta é Fernando Haddad (PT), que aparece com 25% das intenções de voto, seguido de Ciro Gomes, com 15%. A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 19.552 eleitores entre quinta-feira (5) e sábado (2).

Votos válidos

Jair Bolsonaro (PSL): 40%
Fernando Haddad (PT): 25%
Ciro Gomes (PDT): 15%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (REDE): 3%
João Amoêdo (NOVO): 3%
Alvaro Dias (PODE): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (PATRI): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais
Nos votos totais, quando são considerados os brancos/nulos e os indecisos, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 36%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 13%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Marina Silva (REDE): 3%
João Amoêdo (NOVO): 3%
Alvaro Dias (PODE): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (PATRI): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Em branco/nulo/nenhum: 6%
Não sabe: 4%

Acima, nos votos totais, são considerados os votos brancos e nulos e o percentual dos eleitores que se declaram indecisos.

Rejeição
O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro (PSL): 44%
Fernando Haddad (PT): 41%
Marina Silva (REDE): 31%
Geraldo Alckmin (PSDB): 24%
Ciro Gomes (PDT): 21%
Henrique Meirelles (MDB): 15%
Guilherme Boulos (PSOL): 15%
Cabo Daciolo (PATRI): 15%
Alvaro Dias (PODE): 15%
Eymael (DC): 14%
Vera (PSTU): 13%
João Amoêdo (NOVO): 12%
João Goulart Filho (PPL): 12%
Não sabe: 3%
Votaria em qualquer um/ não rejeita nenhum: 1%
Rejeita todos/ não votaria em nenhum: 2%

Simulações de segundo turno
Bolsonaro 45% x 43% Haddad (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)

Ciro 47% x 43% Bolsonaro (branco/nulo: 8%; não sabe: 2%)

Bolsonaro 43% x 41% Alckmin (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)

Alckmin 41% x 38% Haddad (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%)

Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 19.552 eleitores em 382 municípios.
Quando a pesquisa foi feita: 5 e 6 de outubro
Registro no TSE: BR-01584/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

 

 

Tem faltado racionalidade na escolha dos candidatos a presidente nestas eleições

Ódio, ideologia e preconceito dão o tom da escolha dos representantes para Presidência da República

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

Os brasileiros têm bailado na margem do precipício nas eleições deste ano. A alegoria foi cunhada pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT), no debate da TV Globo com os candidatos a presidente da República. No alvo da fala estavam os votantes divididos entre as opções Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), líderes das pesquisas na corrida eleitoral. A frase de forte impacto, mas de pouca resolutividade prática, partiu do segundo pelotão na corrida eleitoral. Nele, falando sem eco de ressonância eleitoral, aparecem também Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Os outros são meros coadjuvantes. De forma surpreendente, nesta eleição, a racionalidade tem falado pouco. No final das contas, o pleito pode ser traduzido entre o “lulopetismo” e o “anti-lulopetismo”.

O líder absoluto nas pesquisas, Jair Bolsonaro, foi o maior beneficiado pela onda anti-Lula e PT. Ele aproveitou o manequim preparado pelos tucanos ao logo de anos, mas que não coube mais nos sucessores de Fernando Henrique. O contraponto à corrupção petista não poderia ser a corrupção tucana. Ao mesmo tempo que Alckmin vociferava contra a roubalheira, via colegas de partido ser presos. Isso fez com que o postulante do PSL vestisse o traje preparado pelos tucanos e fosse para as urnas. E qual é a proposta dele para o Brasil: “mudar tudo isso aí”. A proposta é ridícula do ponto de vista da racionalidade, mas é o produto das redes sociais. Um quadro dadaísta, pintado por uma criança mimada e inconsequente. O postulante critica as ideologias, em referência à esquerda, mas esquece de citar as de direita.

Eu procurei saber dos eleitores de Jair Bolsonaro o que eles esperavam do candidato. Do que eu ouvi, nada parece com o que o Brasil mais precisa neste momento. Nada de busca pelo desenvolvimento econômico, tolerância e uma unidade capaz de unir o país. A justificativa está muito mais relacionada aos costumes, ao conservadorismo. A proposta do candidato do PSL é esdrúxula em relação à segurança pública: flexibilizar o porte de arma. Armar as pessoas vai gerar, no primeiro momento, uma carnificina sem tamanho. Temos casos, na Paraíba, de bandidos invadindo quartéis e matando policiais para roubar armas. Imagine o que ocorrerá com o cidadão destreinado. A outra preocupação diz respeito à intolerância com a homossexualidade. Tudo reflexo de um Brasil ainda com viés colonial.

Já os petistas não conseguiram digerir os erros de governos anteriores. Uma mea-culpa, de vez em quando, faz bem à saúde.  Ao contrário de Bolsonaro, dá para saber o que esperar do PT. Eles estiveram no poder por 13 anos. Teve avanços incontestáveis neste período? Lógico que houve. Mas teve questão que foi ignorada. O combate à corrupção, prometido por Lula, em todas as eleições, ficou restrito ao que era descoberto pelos órgãos de controle e ao Ministério Público. Uma malha fina passou e encobrir as irregularidades e o castelo ruiu quando houve inconsistência na base. Os mesmos empresários que financiaram as campanhas e a roubalheira nos governos passados foram aceitos nas gestões petistas. O partido sabia o que estava errado e manteve.

Do ponto de vista da gestão, a sigla pode dizer que houve crescimento econômico durante os seus governos. Há apenas o lapso temporal dos governos de Dilma Rousseff, que fizeram água nos últimos anos. De forma justa, obedecendo à teoria do pêndulo, o partido localizado à esquerda, também viu ruir na sociedade o apreço aos seus ditames. De forma que vem sucumbindo frente à onda conservadora que toma conta do país. A política voltada para as minorias, necessária para o Brasil e defendida pelo partido, virou vítima dos outros erros da sigla. Nenhum dos nomes do partido, os que ocupam os altos potos, veio a público para se desculpar pelos enganos, mesmo que eles sejam menores que os acertos.

Ciro Gomes mergulhou de encontro aos eleitores de esquerda e de centro, mas chegou atrasado. O fla-flu eleitoral fez o país se dividir entre os eleitores lulistas e os adversários. Isso fez com que o discurso eloquente e cheio de respostas para as agruras brasileiras do pedetista naufragasse. Da mesma forma, Geraldo Alckmin fala para o vácuo. Tudo o que ele disse no latifúndio da propaganda eleitoral disponível apenas beneficiou ou prejudicou outros candidatos. O venha a ele, desejado, não aconteceu. Vai ter que dar expediente no postinho de saúde em Pindamonhangaba. Álvaro Dias (Podemos) não deixará boa lembrança. Pareceu muito mais o Rolando Lero da Escolinha do Professor Raimundo. Marina Silva (Rede) foi a decepção de sempre na campanha. Começa bem e o barco faz água no final.

Henrique Meirelles (MDB) herdou a impopularidade de Michel Temer (MDB), o mesmo fantasma que assombrou Alckmin. A falta de eloquência verbal impediu as pessoas de sentirem a necessidade de chamar o Meirelles, então, “vaya con dios”. Da mesma forma, João Amoêdo e seu Partido Novo conseguiram falar apenas para os banqueiros e rentistas. Ele virou escada para bolsonaristas. Guilherme Boulos (Psol) lembrou muito o Lula de 1989. O Brasil não está preparado para ele. Ou o contrário. José Maria Eymael (DC) foi o de sempre, zero à esquerda. Já Vera Lúcia (PSTU) foi a utopia de sempre, fundada na proposta de uma rebelião. Com medo de ter esquecido alguém, termino este artigo por aqui pedindo orações para o Brasil. Nós vamos precisar.

 

Ibope na Paraíba: Haddad tem 36%; Bolsonaro, 33%, e Ciro, 12%

Petista registrou crescimento em relação à última consulta e está empatado tecnicamente com o candidato do PSL

A terceira rodada de pesquisas do Ibope Inteligência, na Paraíba, mostrou o candidato do PT, Fernando Haddad, na liderança, com 36% das intenções de voto. Ele está tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro (PSL), com 33%. Ciro Gomes (PDT), que tinha 16% na última consulta, agora aparece com 12%. A pesquisa, contratada pela TV Cabo Branco, foi realizada entre os dias 3 e 5 deste mês e foram ouvidos 812 votantes. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE – VOTOS TOTAIS (%)
Pergunta: Se a eleição para Presidente da República fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (Estimulada – %)

Para facilitar a comparação com os resultados oficiais divulgados pelos Tribunais Regionais Eleitorais, o Ibope também fez simulação considerando apenas os votos válidos. O cálculo para se encontrar o percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA (JOB Nº 0877-3/2018)
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 03 e 05 de outubro de 2018.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 812 votantes.
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: o nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.
Solicitante: pesquisa contratada por TELEVISÃO CABO BRANCO LTDA / TV CABO BRANCO.
Registro Eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-04351/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00096/2018.

 

Pesquisa Ibope: Haddad cresce 2 pontos e vai a 23%, mas Bolsonaro ainda lidera com 32%

Contabilizando apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 38%, Haddad, 28%, Ciro, 12%, Alckmin, 8%, e Marina, 4%

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (3) mostrou oscilação positiva do candidato petista Fernando Haddad. Com isso, ele passou de 21% para 23%, mas permanece atrás de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. O capitão da reserva do Exército oscilou 1 ponto percentual e chegou a 32%, reduzindo a possibilidade de vitória no primeiro turno. Ciro Gomes oscilou negativamente e saiu de 11% para 10% e Alckmin (PSDB) caiu de 8% para 7%. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores na segunda-feira (1) e na terça-feira (2). A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Fernando Haddad (PT): 23%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%

Acima, nos votos totais, são considerados os votos brancos e nulos e o percentual dos eleitores que se declaram indecisos.

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na segunda-feira (1º):

Bolsonaro passou de 31% para 32%;

Haddad foi de 21% para 23%;

Ciro foi de 11% com 10%;

Alckmin foi de 8% para 7%;

Marina se manteve com 4%;

Os indecisos foram de 5% para 6% e os brancos ou nulos, de 12% para 11%.

Votos válidos
Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Os números são:

Jair Bolsonaro (PSL): 38%
Fernando Haddad (PT): 28%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%

Rejeição
O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 42%
Haddad: 37%
Marina: 23%
Alckmin: 17%
Ciro: 16%
Meirelles: 10%
Cabo Daciolo: 9%
Eymael: 8%
Boulos: 8%
Vera: 8%
Alvaro Dias: 8%
Amoêdo: 7%
João Goulart Filho: 6%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/não respondeu: 7%

Simulações de segundo turno
Haddad 43% x 41% Bolsonaro (branco/nulo: 12%; não sabe: 3%)

Ciro 46% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 13%; não sabe: 3%)

Alckmin 41% x 40% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 3%)

Bolsonaro 43% x 39% Marina (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)

Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 3.010 eleitores
Quando a pesquisa foi feita: 1º e 2 de outubro
Registro no TSE: BR-08245/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”