Alckmin faz “agrado” a Paraíba e Pernambuco focando PSB e eleições de 2018

Governador Geraldo Alckmin assina termo para ceder bombas para a transposição. Foto: Ciete Silvério

Não é muito difícil fazer prognósticos sobre o futuro das lideranças políticas. Basta, para isso, levar em consideração que todos, independente da cor partidária, buscam no fim do filme apenas a sobrevivência. O gesto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de emprestar os quatro conjuntos de motobombas usadas durante a maior seca da história do Estado do Sudeste para acelerar a chegada da água da transposição em Pernambuco e na Paraíba vai neste sentido. É a sinalização de um um gestor com pretensões presidenciais e que poderá se filiar ao PSB para a disputa.

Sem espaço dentro do PSDB para a eleição presidencial, já que o senador mineiro Aécio Neves dá as cartas no partido, não restará outra alternativa a Alckmin que não seja a troca do tucano pela pomba (símbolos do PSDB e do PSB, respectivamente). O “favor” prestado a pernambucanos e paraibanos tem sentido. Os governadores dos dois estados, Paulo Câmara, de Pernambuco, e Ricardo Coutinho, da Paraíba, são militantes do PSB, partido também do vice-governador de São Paulo, Márcio França. Para juntar ainda mais a fome com a vontade de comer, a sigla está sem liderança nacional desde a morte de Eduardo Campos.

Outra liderança de ponta, a ex-ministra Marina Silva, militou nas fileiras do partido apenas enquanto esperava a Rede ser criada. O partido, que vinha crescendo em força, de olho na Presidência da República, acabou surpreendida pelo vácuo de lideranças. E, neste quesito, Alckmin pode ser a solução. A vinda das bombas que captavam a água no Cantareira vai antecipar a chegada da água à Paraíba em 25 dias, segundo projeções do Ministério da Integração Nacional. A medida, certamente, trará dividendos para o tucano.

Ricardo Coutinho

A solenidade em São Paulo, para a assinatura da concessão das motobombas, contou com a participação da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). A ascensão de Alckmin como possível presidenciável pelo PSB tem causado descontentamento em alguns dos aliados do governador Ricardo Coutinho, afeitos à ideia de que o socialista poderia ser o candidato do partido em 2018. O quadro, no entanto, se reveste de grande grau de improbabilidade pelo fato de o gestor paraibano ser desconhecido nacionalmente. Apesar da popularidade adquirida na Paraíba, ela vai pouco além da ponte de Goiana (PE).

Veja como era o mundo quando Durval se tornou presidente da Câmara pela 1ª vez

Durval Ferreira durante sessão na Câmara. Crédito: Olenildo Nascimento

O presidente da Câmara de Vereadores de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), comunicou nesta quinta-feira (22) a sua saída da disputa pela reeleição, abrindo caminho para que o também governista Marcos Vinícius (PSDB) construa as condições para uma chapa de consenso na Casa. Ferreira deixa o cargo após 10 anos no comando dos destinos do Legislativo pessoense. Neste período, conviveu com as mais variadas cores partidárias à frente do Executivo. Em sequência, os prefeitos “parceiros” foram Ricardo Coutinho (PSB), Luciano Agra (já falecido) e, finalmente, Luciano Cartaxo (PSD).

A permanência de Durval Ferreira no cargo foi tão longeva que, neste período, o mundo, a informática, a política e a cultura e a ciência passaram por grandes transformações. Veja alguns dos fatos que marcaram o planeta no primeiro ano de mandato do pepista à frente da Câmara de João Pessoa:

1. Lula assume o segundo mandato na presidência do país

Enquanto os vereadores de João Pessoa escolhiam Durval Ferreira para presidente da Câmara de João Pessoa pela primeira vez, o presidente reeleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assumia o cargo para um novo mandato.

2. Outra configuração política no mundo

George W. Bush era o presidente dos Estados Unidos, enquanto que Hugo Chavez estava reassumindo o mandato na Venezuela; Cristina Kirchner, na Argentina, e Nicolas Sarkozy, na França.

3. Cássio Cunha Lima foi cassado pela primeira vez

O então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que assumiu o mandato no mesmo dia em que Durval Ferreira foi eleito, foi cassado pela primeira vez no mês de agosto, em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral.

4. Após escândalo com Renan Calheiros, a jornalista Mônica Veloso posou para a Playboy

Estourava em Brasília o escândalo envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). a jornalista Mônica Veloso revelou que tinha uma filha com o parlamentar e que ele usava dinheiro de propina para pagar a pensão. Mônica posou para a Playboy em 2007.

5. O Orkut era a rede social do momento

O finado Orkut era a coqueluche de um período em que praticamente não se ouvia falar em Facebook. Naquele ano, o Second Live começou a embicar na proposta de rede social.

6. Lançamento do iPhone

O iPhone começou a ser vendido nos Estados Unidos, causando uma verdadeira revolução no mundo da telefonia. A revista “Time” o elegeu depois como “invenção do ano”.

6. Separação de Sandy e Júnior

A já ex-dupla teen anunciou a separação depois de 17 anos de carreira. Eles fizeram cerca de 40 shows pelo Brasil para se despedir dos fãs.

7. A Globo exibia a novela Paraíso Tropical

A novela “Paraíso Tropical”, de Gilberto Brago e Ricardo Linhares, começou a passar na Globo. Ela tinha no elenco Camila Pitanga no papel da prostituta Bebel e de Wagner Moura como o vilão Olavo.

8. Tropa de Elite ganhava as telas, depois de “vazar” para os camelôs

O filme Tropa de Elite, primeiro longa de ficção do diretor José Padilha, estréia, com sucesso, no Rio e São Paulo.

 

9. O papa Bento 16

O papa Bento 16 veio ao Brasil para canonizar o frei franciscano Antônio de Sant’Anna Galvão, o frei Galvão. Ele celebrou missa no Campo de Marte (zona norte de São Paulo) para 1,2 milhão de fiéis.

 

10. São Paulo é campeão Brasileiro

O São Paulo conquistou o quinto título brasileiro, o que causou a polêmica da Taça das Bolinhas.

Joás de Brito é eleito presidente do TJ em disputa tumultuada

Joás de Brito (C), ao lado de João Benedito e José Aurélio da Cruz. Foto: Angélica Nunes

O desembargador Joás de Brito Pereira Filho foi eleito nesta quinta-feira (22) presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba em uma disputa que ganhou notoriedade pelo racha interno. Ele conquistou dez votos e houve a abstenção do desembargador Romero Marcelo. Apenas 11 dos 19 magistrados que compõem a corte estavam presentes. O vice eleito foi João Benedito da Silva e José Aurélio da Cruz ficou com o carto de corregedor. A disputa ocorreu depois de a corte derrubar a liminar concedida pela desembargadora Maria das Graças Moraes Guedes, que havia atendido mandado de segurança impetrado pelo desembargador Fred Coutinho. O magistrado pedia o adiamento da eleição.

A disputa pela presidência do Tribunal de Justiça foi pródiga em pendengas judiciais, com direito a liminares para todos os gostos. A primeira foi concedida na semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Teori Zavascki, em atendimento a uma reclamação formulada pelo desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. Ele pediu o cancelamento da eleição ocorrida no dia 16 de novembro e que escolheu João Alves para o comando da corte para o próximo biênio.

Zavascki acatou os argumentos de Márcio Murilo, de que deveria ser respeitado o artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que estabelece a antiguidade como o critério a ser seguido para a definição dos candidatos a presidente do Tribunal de Justiça. Com base nisso, o atual presidente, Marcos Cavalcanti, convocou na última segunda-feira (19) as eleições para presidente da corte, a ser realizada nesta quinta-feira (22). Só que na quarta, tanto Fred Coutinho quanto outro integrante da chapa, Saulo Benevides, judicializaram a questão.

Fred Coutinho entrou com o mandado de segurança julgado nesta quinta pela desembargadora Maria das Graças, que estava de plantão. A corte entendeu que ela não poderia ter concedido a liminar por causa uma exceção de impedimento movida pelo desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. O magistrado entendia que ela não poderia julgar o caso pelo fato de ser parte interessada. Ramos constava na lista de candidatos, mas abriu mão da disputa para apoiar Joás de Brito.

Também na quarta-feira, foi julgado o pedido de providências contra a realização da nova eleição, formulado pelo desembargador Saulo Henrique de Sá e Benevides. O caso foi apreciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão de manter a data da nova eleição ocorreu após o conselheiro Bruno Ronchetti de Castro decidir não reconhecer Pedido de Providências, com pedido de liminar, formulado pelo desembargador Saulo Henrique de Sá e Benevides. Ele contestava ato do presidente da Corte de Justiça, desembargador Marcos Cavalcanti, que convocou os desembargadores da Corte para participarem de sessão extraordinária destinada à escolha dos novos membros da mesa diretora do TJPB, biênio 2017/2018, a ser realizada no dia 22 de dezembro de 2016.

Histórico

A reclamação acatada por Teori Zavascki contesta a regra adotada nas duas últimas eleições para o comando da casa, baseada no voto direto e não mais pelo critério de antiguidade. Com a decisão, a atual mesa terá a sua vigência prolongada e convocará novas eleições. As regras valem até o julgamento do mérito da ação, que poderá manter ou não a suspensão do pleito.

Na disputa ocorrida no dia 16, foram eleitos para o comando da corte os desembargadores João Alves (presidente), Leandro dos Santos (vice-presidente) e José Aurélio da Cruz (Corregedor). Na reclamação, Márcio Murilo alega o TJPB tem apenas três cargos de direção (Presidente, Vice­Presidente e CorregedorGeral), por isso, na linha de jurisprudência sufragada pelo Supremo, somente os três desembargadores mais antigos e
desimpedidos é que poderiam concorrer a esses cargos.

Votos pró-Joás de Brito

João Benedito da Silva
Carlos Martins Beltrão Filho
José Aurélio da Cruz
Marcos Cavalcanti de Albuquerque
Luiz Silvio Ramalho Júnior
Abraham Lincoln da Cunha Ramos
Márcio Murilo da Cunha Ramos
Joás de Brito Pereira Filho
Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira
Arnóbio Alves Teodósio

Abstenção
Romero Marcelo da Fonseca Oliveira

Com informações de Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

 

Marcos Vinícius reúne apoiadores e sacramenta: “está fechado”

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Registro da última reunião entre Marcos Vinícius e seus apoiadores. Foto: Divulgação

O vereador tucano Marcos Vinícius tem se mostrado muito confiante na conversa com colegas e jornalistas quando o assunto é eleição na Câmara Municipal de João Pessoa. Apesar do histórico de traições na Casa, ele ressalta que não é o caso. “Dialogamos com muita transparência com os vereadores do bloco que formamos. Todos estão conscientes da necessidade de mudança”, ressaltou, assegurando que o seu objetivo é buscar a unidade. Ele vai reunir os 16 apoiadores nesta quarta-feira (30), em novo café da manhã. Vinícius tem como adversário o atual presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), que está no cargo há 10 nos.

Os aliados do tucano têm trabalhado para ampliar o número de apoiadores. A meta é chegar a 18, incluindo membros do governo e da oposição. Governista, Marcos Vinícius tem trabalhado o discurso de unidade, de que a Câmara Municipal é um poder independente. Apoiadores dele vão além, alegando que o parlamentar conseguiu o mais difícil: distensionar uma relação difícil entre os aliados do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), majoritários na Casa, e do governador Ricardo Coutinho (PSB). O prefeito, inclusive, com 16 dos 27 vereadores na base, procurou ouvir os aliados, mas não demonstra disposição de interferir no pleito.

Temos um mês até o pleito e um histórico de traições que os apoiadores de Marcos Vinícius asseguram que ficaram no passado.

Cartaxo ganha ‘bonde na sala’ para eleição na Câmara de João Pessoa

Marcos Vinícius

Marcos Vinícius garante que os votos a favor dele estão amarrados

O vereador Marcos Vinícius (PSDB) é favorito na corrida pela presidência da Câmara de João Pessoa, correto? A resposta sim até poderia ser a mais correta, levando em conta a apresentação de 15 apoios conquistados por ele. Mas isso se não se tratasse da eleição para a presidência da Casa, considerada, historicamente, uma “caixinha de surpresas”. Fato mesmo só o risco de racha na base aliada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) que pode perder aliados descontentes ou mesmo acordar com um adversário no comando da casa próximo ano.

O gestor pessoense, literalmente, dormiu no ponto enquanto os vereadores corriam em busca das composições possíveis para o pleito. Marcos Vinícius amealhou praticamente todos os vereadores de oposição. Pelo menos nove dos onze já manifestaram apoio. Durval Ferreira, por outro lado, se move melhor entre os reeleitos e os governistas mais fiéis ao prefeito. E isso pode pesar na hora de Cartaxo tomar uma decisão. Refeito do susto inicial, ao constatar a maioria oposicionista dos apoiadores de Vinícius, o prefeito vai procurar a unidade.

Durval Ferreira

Durval Ferreira acredita que muitos dos apoiadores de Vinícius são seus eleitores

A busca da coesão da bancada será essencial para que a base aliada do prefeito não tome um revés de última hora. Está mais do que na cara que Marcos Vinícius não vai abrir mão da disputa, principalmente agora que conseguiu uma virtual maioria. Já Durval diz ter algumas cartas na manga. Segundo ele, pelo menos quatro dos vereadores que posaram para fotos com o adversário são seus eleitores. Como traição na Câmara de João Pessoa é uma serventia da Casa, não dá para duvidar de que isso venha a acontecer.

O grande problema para a disputa é se o prefeito decidir intervir. Isso poderá fragmentar a base aliada, abrindo caminho para que a oposição, mesmo minoritária, lance um candidato e possa faturar o comando da Casa. Uma posição inimaginável para quem vai precisar de todo o apoio possível para construir sua candidatura ao governo, em 2018. A favor de Durval, na briga, pesa o jogo de cintura para subtrair apoiadores de Marcos Vinícius. Esse é um xadrez que ele entende e não se prende a práticas cartesianas para vencer.

Já Marcos Vinícius tem a seu favor a fama de fiel aos aliados, coisa que Durval Ferreira, ao longo de trajetória política nunca demonstrou. Optar por Durval seria para Cartaxo o mesmo que lançar Marcos Vinícius e outros aliados na Casa para a oposição e, de quebra, estancar a tese de renovação na Casa. Já apoiar o tucano representa abraçar uma composição de mesa mais eclética que o desejado pelo pessedista. Qualquer uma das escolhas não se dará sem produzir consequências negativas para o gestor. As cartas estão lançadas…

Temer confirma reunião com Ricardo para o dia 16

Arthur Cunha Lima participa de reunião com Michel Temer. Crédito: Divulgação/TCE

Michel Temer abre espaço na agenda para receber o governador paraibano. Crédito: Divulgação/TCE

A polêmica sobre a negativa da reunião com o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), chegou ao fim. O presidente da República, Michel Temer (PMDB), confirmou para o dia 16, ao meio-dia, o encontro com o gestor paraibano. O pedido de agenda foi protocolado no dia 24 de outubro, tendo como mote uma longa pauta de reivindicações. O problema é que na semana passada ganhou repercussão nacional a informação de que o peemedebista recusou o pedido de compromisso, alegando falta de tempo.

A notícia foi trazida pelo blog do jornalista Gerson Camarotti, da Globo News, e confirmada pelo governador paraibano. Em meio a muita polêmica, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) se prontificou a ajudar, reforçando o pedido de audiência. Nesta terça-feira (8), houve novo desentendimento entre o senador e o gestor paraibano. Com informação privilegiada, o tucano tornou público o agendamento do encontro antes de o socialista ter a informação confirmada. Apesar de não parecer justa, houve críticas à postura do senador.

A decisão de Ricardo de pedir a audiência com Temer veio após o rebaixamento da nota do governo do estado no ranking montado pelo Tesouro Nacional. Com a saída de B- para C+, a Paraíba ficou impedida de contrair empréstimos internacionais. Este, além do pedido de liberação de recursos para obras, deverá integrar o leque de temas abordados durante o encontro.

Ricardo nega audiência com Temer e reforça críticas a Cássio

Não mais: Ricardo Coutinho divide a mesa com Michel Temer. Crédito: Rizemberg Felipe

Não mais: Ricardo Coutinho divide a mesa com Michel Temer. Crédito: Rizemberg Felipe

Sabe aquele dito popular de que “portador não merece pancada?”. Ele não foi reconhecido pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) ao saber da informação do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) de que estaria confirmada, para esta quarta-feira (9), a audiência do socialista com o presidente Michel Temer (PMDB). A informação do tucano tem como fonte o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Coutinho, por outro lado, nega o acerto e diz que não foi procurado ainda.

O governador se encontra em Brasília, onde cumpre extensa agenda entre ministérios e órgãos da Justiça. Tem reuniões confirmadas com os ministros Helder Barbalho, da Integração Nacional, e Fazenda, Henrique Meireles. A agenda do socialista incluiu ainda uma ida ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde se encontraria com a ministra Carmen Lúcia e, se conseguir espaço, com o ministro Celso de Mello, este último relator da Ação Ordinária Cível (ACO).

“A informação certamente não chegará de quem trabalha para sabotar a Paraíba”, disse o governador, ao comentar o assunto. A polêmica em relação à reunião se estende desde que o governador recebeu uma ligação do cerimonial do Planalto informando que o pedido de encontro, protocolado em 24 de outubro, não ocorreria por falta de espaço na agenda. Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da Presidência da República explicou que ainda não há confirmação sobre o encontro, porém, eles confirmam que a agenda desta quarta-feira ainda não foi fechada e será disponibilizada no final da tarde.

Raimundo Lira nega candidatura a presidente do Senado

Maranhão-cassio-liraMantendo a discrição de sempre, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) tem corrido longe das especulações sobre sua eventual disputa para a presidência da Casa, no próximo ano, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL). O tema foi abordado pela coluna do jornalista Cláudio Humberto, de Brasília, porém, o paraibano desconversa quando questionado sobre o assunto. “Não sou candidato. Tudo isso é especulação”, garante.

O parlamentar alega que tem candidato a presidente do poder e este nome é Eunício Oliveira (PMDB-CE). Segundo Lira, a postulação do cearense vem sendo construída há muito tempo. O que pesa a favor do senador paraibano é o fato de o parlamentar não ter processos contra ele, um pavor para a maioria dos peemedebistas. Lira é um dos três poucos senadores do partido que não enfrentam ações na Justiça com potencial de torná-lo réu, segundo levantamento divulgado pelo colunista de Brasília.

Não responder a processos tem sido um ingrediente importante para quem tem pretensões eleitorais na Casa, já que o Supremo Tribunal Federal formou maioria para a proibição de que réus em processos na corte entrem na linha de sucessão da Presidência da República. Como o julgamento ainda não foi concluído, resta acompanhar como as articulações serão feitas nos bastidores do Senado. Lira também negou quando surgiram as especulações de que assumir a comissão do impeachment…

Dois desembargadores desistem de disputar a presidência do TJPB

Fachada_Tribunal_de_Justiça_da_Paraíba_pag.Pagina_3_cad.Caderno_1_Felipe_Gesteira_144376A disputa pela presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) terá dois desembargadores a menos do que a última relação divulgada. A lista final foi publicada na edição deste sábado do Diário da Justiça. Os desistentes foram os desembargadores Leandro dos Santos e José Aurélio da Cruz, este último uma grande surpresa para os membros da corte. Cruz antecipou a sua saída do comando do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para se lançar na disputa. Ele não revelou o motivo da desistência e o assunto não foi abordado publicamente pelos outros desembargadores.

A eleição será no próximo dia 16, durante sessão administrativa do Tribunal Pleno. Ao todo, 19 magistrados poderão votar. De acordo com o processo nº 375.038-8, referente à eleição para preenchimento dos cargos da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça, para o biênio 2017/2018, e após pedidos de inscrição de nomes e, também, de desistências de candidaturas, a lista de candidatos ao cargo de presidente, por ordem de inscrição, é a seguinte: Saulo Henrique de Sá e Benevides, Márcio Murilo da Cunha Ramos, Joás de Brito Pereira Filho, Arnóbio Alves Teodósio, Carlos Martins Beltrão Filho, João Benedito da Silva e João Alves da Silva.

Para o cargo de vice-presidente estão na disputa os desembargadores Leandro dos Santos, Saulo Henrique de Sá e Benevides, Joás de Brito Pereira Filho, Arnóbio Alves Teodósio, Carlos Martins Beltrão Filho e João Benedito da Silva. Já para o cargo de corregedor-geral de Justiça os inscritos são os desembargadores Saulo Henrique de Sá e Benevides, Joás de Brito Pereira Filho, Carlos Martins Beltrão Filho, João Benedito da Silva e José Aurélio da Cruz.

O edital para inscrição aos cargos para a Mesa Diretora do Tribunal foi publicado no Diário da Justiça eletrônico, edição do dia 17 de outubro de 2016. Os interessados em se candidatar para concorrer aos cargos da mesa diretora – presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça – tiveram um prazo de dez dias, a contar da publicação do Edital, para a inscrição.

Eleição – Não poderá concorrer a qualquer um dos cargos o desembargador que já houver sido presidente; houver exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos, consecutivos ou alternados ou for membro do Tribunal Regional Eleitoral. Por isso, não podem ser candidatos Luiz Sílvio Ramalho, Abraham Lincoln da Cunha Ramos, Fátima Bezerra, Marcos Cavalcanti, ex-presidentes, além de Maria das Graças Morais Guedes, presidente do TRE, e Romero Marcelo, vice-presidente do TRE. A desembargadora Maria das Neves do Egito está licenciada do cargo, mas poderá votar.

 

Ministro do PSB diz que intermediará encontro de Ricardo com Temer

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Fernando Bezerra Filho (C), durante reunião na Energisa

O ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, prometeu intermediar uma reunião entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o presidente Michel Temer (PMDB). A informação foi dada por ele durante agenda cumprida, em João Pessoa, na manhã desta quinta-feira (3). O auxiliar do governo federal integra os quadros do PSB, partido do governador, e se mostrou contrariado com a recusa do presidente em receber o gestor paraibano para uma agenda de trabalho. Bezerra assegurou que vai colocar o tema em pauta durante uma reunião que terá com Temer, às 16h30, em Brasília. “Antes ou depois da reunião vamos colocar esse tema em pauta”, destacou.

O governador Ricardo Coutinho protocolou no dia 24 de outubro um pedido de audiência com Temer. O paraibano foi um dos principais adversários do movimento pró-impeachment, que retirou do poder a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aliada de Coutinho. O estremecimento voltou à pauta no episódio da subtração de R$ 18 milhões destinados ao viaduto do Geisel. O dinheiro foi liberado antes da saída da petista, porém, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, alegou que as medições da obra não justificariam a liberação integral do montante.

Em resposta ao pedido de audiência do governador, para tratar de questões administrativas, a exemplo do contingenciamento de verbas, o cerimonial do Palácio do Planalto, por telefone, entrou em contato com o Ricardo para dizer que o presidente estava com “dificuldade de agenda para recebê-lo”. O assunto gerou muita polêmica, por conta da recusa de um encontro meramente institucional. O descontentamento dos socialistas paraibanos com Temer é grande. Uma das queixas foi o rebaixamento da nota atribuída pelo Tesouro Nacional aos estados, que serve de balizador dos empréstimos internacionais. A nota caiu de B- para C+, o que impede a Paraíba de contrair empréstimos.

Bezerra Filho falou que, em detrimento de todo esse debate, vai por o assunto na mesa e, de acordo com ele, não haverá impedimento para que o presidente receba institucionalmente o governador. O PSB do ministro e de Ricardo anda dividido entre os que apoiam o governo Temer e defendem uma composição muito provavelmente com o PSDB para a disputa de 2018, o caso de Fernando Bezerra, e os que buscam isenção em relação o atual governo e defendem candidatura própria, grupo em que se insere o governador. Ricardo, vale ressaltar, é ainda mais radical, já que faz oposição a Temer.