Conde: após atentado, Naldo Cell renuncia a mandato de presidente na Câmara

Saída do cargo abriu espaço para que processo de cassação fosse extinto

Naldo Cell é o presidente da Câmara Municipal do Conde. Divulgação/CMC

O vereador Naldo Cell (PT) renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal do Conde. A decisão foi oficializada na tarde desta segunda-feira (14), justamente quando ele deveria apresentar defesa na Casa. O parlamentar estava afastado do cargo desde a semana passada. A decisão foi anunciada no mesmo dia em que o petista disse ter sido vítima de um atentado. Pelo menos seis disparos com arma de fogo foram feitos em direção à casa dele. As balas atingiram o portão e o carro. Ninguém ficou ferido. Com a decisão, dois vereadores que haviam votado a favor da investigação mudaram o voto e ele não corre mais risco de ser cassado.

Entre as acusações que pesam contra o parlamentar, está o fato de ele ter contratado uma empresa que pertence à mãe para prestar serviços na Câmara de Vereadores. Há também a acusação de que os balancetes da prestação de contas eram mantidos em segredo, direcionamento de licitações, contratação de servidores fantasmas, nepotismo e superfaturamento. Com a renúncia de Naldo, o vice-residente da Casa, Irmão Cacá (PMDB), também seguiu o entendimento e entregou o cargo. Ele havia assumido a presidência do Legislativo interinamente. Com a saída dos dois, o primeiro-secretário, Juscelino (PPS), assumiu o comando da Casa até que haja nova eleição.

A articulação contou com a participação da prefeita Márcia Lucena (PSB). De acordo com auxiliares, a gestora viu risco de minguar, na Casa, a sua base de apoio. As contas não eram otimistas. A base de oposição trilhava o caminho de elevar a sua representatividade de três para cinco vereadores. Os vereadores que mudaram o voto e decidiram inocentar Naldo Cell foram o próprio Irmão Kaká e Pinta. Um dos auxiliares da prefeita deixou claro que a gestora não vai interferir na eleição da Casa, porém, vai apoiar o nome que surgir da sua base aliada na Casa. Os vereadores de oposição disseram que vão recorrer ao Ministério Público da Paraíba para pedir o afastamento do vereador.

O pedido de afastamento de Naldo Cell foi protocolado pelo vereador Malbatahan Pinto Filgueiras Neto (SD) na semana passada. Na oportunidade, ele foi acatado por oito dos dez votos possíveis. O acusado não pôde votar. O autor da denúncia alegou que precisou recorrer aos dados do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas, para ter acesso aos contratos firmados pela Casa. “Os dados referentes às contas do Legislativo são mantidos a sete chaves”, ressaltou.

Confira a nota da renúncia

Comunico ao povo condense os motivos que me levaram a renunciar ao cargo de Presidente da Câmara Municipal.

Em meio a um afastamento, baseado em denúncias caluniosas, e totalmente contrário o Regimento Interno da Casa, onde foi instalada uma Comissão Processante sem nenhuma base legal para existir, ficou claro que não havia mais sustentação Política para permanecer no cargo.

Neste momento, é importante reforçar o compromisso com o povo posicionando-se na construção de vias mais democráticas e totalmente firmadas na lei. Uma disputa de poder pelo poder não interessa a ninguém e não sustenta nenhuma sociedade comprometida com o bem comum.

Entendo ser melhor retroceder para poder atuar de maneira mais eficaz. Não é preciso ser presidente de uma Câmara para atuar como vereador, na verdade é preciso ser cidadão acima de tudo, e contribuir de fato com o desenvolvimento do município.

Todas as provas de que esta denúncia é caluniosa estão à disposição de qualquer cidadão, e podem ser verificadas a qualquer momento.

Sobre o atentado que minha família e eu sofremos na madrugada deste domingo, não posso afirmar categoricamente se está ou não ligado a este contexto, quem responderá a este questionamento será a polícia, mas fato é que foram seis tiros dirigidos a minha casa inicialmente identificados como de pistola, o que caracteriza a possibilidade de vir de alguma organização criminosa.

No mais me coloco a disposição da população para prestar maiores esclarecimentos e deixo aqui meus agradecimentos a todos os que me enviaram mensagens de apoio e que lutaram nestes últimos dias ao meu lado vendo de perto a verdade dos acontecimentos.

Naldocell vereador (PT) no município de Conde-PB.

Vereadores afastam o presidente da Câmara do Conde

Naldo Cell é acusado de superfaturamento e contratação de servidores fantasmas

Naldo Cell é afastado do cargo de presidente da Câmara Municipal do Conde. Divulgação/CMC

Os vereadores do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, afastaram o presidente da Casa, Naldo Cell (PT), na tarde desta segunda-feira (7). Ele é acusado pelos colegas de direcionamento de licitações, contratação de servidores fantasmas, nepotismo e superfaturamento. O pedido de afastamento foi protocolado pelo vereador Malbatahan Pinto Filgueiras Neto (SD) e acatado por oito dos dez votos possíveis. O acusado não pode votar. Entre as acusações que pesam contra o parlamentar, está o fato de ele ter contratado uma empresa que pertence à mãe para prestar serviços na Câmara de Vereadores. Há também a acusação de que os balancetes da prestação de contas eram mantidos em segredo.

Com o afastamento, o comando da Casa foi assumido pelo vice-presidente, Irmão Cacá (PMDB). Uma comissão processante foi formada para conduzir as investigações, que deverão ocorrer ao longo dos próximos 20 dias. Os membros escolhidos para a comissão foram Fernando Antônio Neves de Araújo (PTdoB), no cargo de presidente; Luzimar Nunes de Oliveira (PSDC), para vogal, e Adriano Ferreira dos Santos (PRTB), na condição de membro. Desde que assumiu o comando da Casa, as acusações contra Naldo Cell vêm se acumulado. Ele é acusado, por exemplo, de superfaturamento.

O autor da denúncia, Malvatahan alegou que precisou recorrer aos dados do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas, para ter acesso aos contratos firmados pela Casa. “Os dados referentes às contas do Legislativo são mantidos a sete chaves”, ressaltou. Os parlamentares deixaram claro, no entanto, que a comissão processante não tem a missão de cassar o mandato do presidente, mas de afastá-lo do comando da Mesa Diretora. Naldo Cell terá cinco dias a partir da instalação da comissão para apresentar defesa. Ao cabo dos 20 dias de duração dos trabalhos, o grupo deverá apresentar parecer pela procedência ou improcedência da denúncia.

Assembleia erra feio ao dar nome de Gervásio Maia ao Paraíba Palace

Resgate histórico dá lugar ao personalismo e hereditarismo comum à política nordestina

Paraíba Palace foi construído na década de 1930 e agora será chamado de Centro Administrativo do Legislativo Gervásio Bonavides Mariz Maia. Foto: Divulgação/ALPB

Existem vários exemplos na história que mostram como uma decisão positiva pode ser acompanhada de outra negativa. Um caso claro pode ser visto nesta quarta-feira (2) na Assembleia Legislativa. Ninguém contesta que o atual presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), acertou ao firmar contrato para transformar o histórico Paraíba Palace no Centro Administrativo do Legislativo. Criou as condições com isso para que um bem histórico da cidade, construído da década de 1930, fosse preservado. Perfeito, parabéns para ele pela iniciativa. Agora, convenhamos, assentir com a proposta de dar o nome de Gervásio Bonavides Mariz Maia ao prédio é um pouco demais.

O homenageado é porventura o pai do atual presidente, Gervásio Maia. Não existe personalismo e postura arcaica maior. E não adianta recorrer à desculpa de que a proposta é do deputado estadual Tião Gomes (Livres). Por mais que a memória do ex-presidente da Assembleia Legislativa mereça reverência, como o dito por aliados e adversários do ex-parlamentar, não cabe fazê-la em um prédio histórico de tamanha relevância. Não cabe, sobretudo, em um equipamento público cuja trajetória se confunde com a história política paraibana. Não cabe, principalmente, quando ele é anexado à estrutura legislativa pelo filho do homenageado.

O projeto foi votado em regime de urgência urgentíssima, vejam só, jogando no lixo a real necessidade do dispositivo. Na justificativa da homenagem, Tião Gomes justificou o grande homem que foi Gervásio Maia. Narrou também que durante embates com Gervásio Filho dizia que ele não era 20% do que foi o pai em vida. Uma postura mudada agora, na hora da homenagem. A escolha do nome foi apoiada também por Jeová Campos (PSB), o mesmo que tentou dar o nome de Ariano Suassuna ao Palácio da Redenção. É difícil entender a sanha avassaladora dos políticos para dar nome de políticos a prédios e logradouros públicos. Na época dos militares, eles homenageavam os generais. O culto ao poder, vale ressaltar, nunca mudou.

Agora, sinceramente, tal homenagem, sem contestar a importância do político, joga no lixo o senso inicialmente despretensioso de resgate do Centro Histórico. A justiça com a nossa história será feita pelo povo, como sempre. Apesar do novo nome, com homenagem ao pai do atual presidente da Assembleia Legislativa, o Paraíba Palace será sempre o Paraíba Palace.

Colaborou Angélica Nunes, do www.jornaldaparaiba.com.br

Baía da Traição: após polêmica, presidente da Câmara diz que vai rever férias de seis meses

Projeto, no entanto, só será apreciado lá para o mês de setembro, quando acabar o recesso

Luiz Sabino justifica pouco trabalho em vídeo divulgado nas redes sociais. Image/Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores da Baía da Traição, Luiz Sabino (PRB), finalmente apareceu. Depois de ser procurado pela TV Cabo Branco para falar sobre o fabuloso recesso de seis meses na Casa e ter dito não ter espaço na agenda, ele gravou um vídeo para se justificar. O posicionamento dele foi direcionado aos eleitores. O Legislativo da cidade localizada no Litoral Norte da Paraíba não realiza mais do que 24 sessões por ano.

Os parlamentares, na cidade, apesar do pouco trabalho, ganham consideráveis R$ 3,5 mil por mês. O ocupado presidente da Câmara, por outro lado, recebe o dobro, R$ 7 mil. Mesmo assim, as sessões ocorrem apenas em fevereiro, março e abril, são interrompidas por um longo recesso de 90 dias, para continuarem nos meses de setembro, outubro e novembro e nada mais. Quando trabalham, os vereadores frequentam uma sessão por semana.

Apesar disso, para Sabino, os parlamentares mirins da cidade trabalham muito, muito… Até existe uma tentativa de mudar esse quadro. Ela vem da vereadora Luíza Dantas (DEM). A parlamentar apresentou uma proposta para aumentar os dias de trabalho no primeiro semestre, mas a proposta foi engavetada. Não houve tempo para avaliá-la, por certo.

Composição dos vereadores da Câmara de Baía da Traição. Imagem: Reprodução/Cabo Branco

Sabino rebate a vereadora, que deu entrevista à TV Cabo Branco em matéria reproduzida para todo o país, ao ser exibida no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O presidente da Casa diz que quem não trabalha é a vereadora que, segundo ele, nem mora na cidade. “Ela é quem está curtindo o período para viajar”, diz. Pelo jeito, melhor seria que todos os vereadores morassem fora, já que apenas ela cobra a redução do recesso.

Se forem contabilizadas as 24 sessões por ano, divididos pelos R$ 45 mil recebidos (contando o 13º), cada uma delas custaria ao erário não menos do que R$ 1,8 mil. O primeiro secretário da Casa, José Roberto Silva (PRB), explicou que a lei que regula o recesso na Casa existe desde 1990. Isso para justificar que a decisão não é nova. Vale ressaltar, no entanto, que a mamata não deveria ter durado tanto. Não deveria nem ter existido.

Convenhamos, para tão pouco trabalho, os nove vereadores da cidade poderiam muito bem não receber salário algum.

Antes de FHC, Cássio cantou a pedra das eleições gerais em reunião com tucanos da Paraíba

Apesar de manter apoio ao governo, tucanos começam a cobrar saída de Temer

Cássio projeta disputa eleitoral para 2018. Foto: Divulgação/Agência Senado

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) não participou da reunião feita pelos tucanos que consagrou a permanência da sigla no governo Temer. Estava com labirintite, acamado, segundo ele mesmo mesmo confessou. Em público, tem defendido ardorosamente cautela do seu partido em relação ao presidente Michel Temer (PMDB). Não por concordância com o governo, mas por medo da perda da governabilidade. O tucano ainda não se pronunciou sobre a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que defende eleições gerais. “Seria um ato de grandeza de Michel Temer”, diz o ex-presidente. Esse tema, no entanto, já foi tratado nos bastidores pelo senador tucano, em reunião com aliados na Paraíba.

Ainda no fim do mês de maio, em meio às discussões sobre a instalação na Assembleia de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os Codificados, do governo do Estado, o tema eleições gerais foi tratado por Cássio. A opinião foi apresentada num encontro em que estavam os deputados estaduais Tovar Correia Lima, Bruno Cunha Lima e Camila Toscano. A reunião, inicialmente pensada para discutir questões locais, virou espaço para as conjecturas nacionais. Enquanto vice-presidente do Senado, Cássio falou da instabilidade política do país. Relatou também o grau de imprevisibilidade no contexto nacional.

No encontro, diferente de Fernando Henrique, que fez apelo público a Michel Temer pela renúncia, Cássio tratou o tema apenas como uma posição possível do gestor. Os tucanos andam divididos sobre a permanência no apoio ao presidente. A maioria permanece com o governo. Usa o argumento de que o país precisa de estabilidade. Os cabeças “pretas”, os deputados com idades que giram em torno de 40 anos, defendem o desembarque. Os cabeças “brancas”, os mais velhos, querem, em geral, a manutenção do apoio. Cássio ainda não antecipou posição, apesar de falar em preocupação com a votação das reformas Trabalhista e Previdenciária, bandeiras de Temer.

Reformas

Longe das reformas, dois outros argumentos mantém o PSDB na base governista. O primeiro diz respeito a um possível apoio dos peemedebistas a candidatos tucanos nas eleições de 2018. A tese é defendida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo prefeito da capital paulista, João Dória. O outro argumento diz respeito à sobrevivência do senador afastado Aécio Neves (MG). Ele vai precisar do apoio do PMDB para se livrar da cassação. O tucano foi flagrado nos áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, cobrando propina de R$ 2 milhões. As denúncias do empresário ligaram umbilicalmente os dois partidos na tentativa de salvar os principais líderes. Há risco, no entanto, de um abraço de afogados.

Fernando Henrique, neste contexto, surge com uma proposta que o aproxima do ex-presidente Lula (PT). Os dois são rivais desde a redemocratização, mas mantém níveis de diálogo. A união de forças é vista por setores da política como forma de salvar a política propriamente dita. Difícil, mesmo, será convencer os outros tucanos desta tese. Além disso, mesmo que haja esse ato de grandeza de Michel Temer, que corre risco de ser preso, dificilmente os parlamentares que votarão a Proposta de Emenda à Constituição para as eleições gerais antecipadas concordarão com o encurtamento dos seus mandatos. É grandeza demais a ser cobrada dos políticos.

“Não renunciarei”, diz Michel Temer em pronunciamento

Presidente é acusado de autorizar compra do silêncio de Cunha

Brasília – O presidente Michel Temer rejeita conselhos para renunciar ao mandato. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (18) que não irá renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado, para que seja esclarecida. “Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento. “Não renunciarei. Repito não renunciarei”, disse.

Segundo o presidente, a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) será território onde surgirão todas as explicações. “No Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos”, disse Temer. Na noite desta quarta-feira (17), o jornal O Globo divulgou reportagem sobre encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, em que Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

Nesta quinta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, e abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer.

Da Agência Brasil

Galdino diz que Ricardo será o novo Epitácio Pessoa da Paraíba

Deputado acredita que Lula não será candidato

Ricardo Coutinho é lembrado pelos aliados para disputar a Presidência. Foto: Francisco França

Os socialistas começam a levar muito a sério uma eventual disputa da Presidência da República pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Pelo menos os socialistas paraibanos. O deputado estadual Adriano Galdino (PSB) já tem até uma marca a ser alcançada pelo gestor: “ele será o novo Epitácio Pessoa da Paraíba”. Epitácio foi o único paraibano a chegar à Presidência da República e comandou o país entre 1919 e 1922. O advogado paraibano também foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Era tio do ex-governador da Paraíba, João Pessoa, assassinado em 1930, no episódio que serviu de estopim para a revolução de 1930.

Galdino, para justificar a tese, fez algumas contas com pouca base científica. Na visão dele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o nome natural das esquerdas para disputar a Presidência, em 2018. Ele alega, no entanto, que o petista tem sofrido forte resistência do setor produtivo do país e, por isso, pode perder as condições de disputar. Dentro deste aspecto, segundo ele, não tem nenhum nome do PT que tenha abrangência nacional. Apesar de Ricardo também não preencher este requisito, Galdino diz que isso abrirá espaço para o gestor paraibano. “Ele terá o apoio do (ex) presidente Lula para ser o novo Epitácio Pessoa do Estado da Paraíba”, disse Galdino.

Galdino também disse que o PSB tem a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados, com 34 deputados, quando, na verdade, ocupa a sexta posição. Fica atrás de PMDB, PT, PSDB, PP e PSD. Bem, pode até faltar voto, mas não otimismo na cartilha socialista…

Com informações de Ângelo Medeiros

 

Justiça vai decidir quem será o novo presidente do PT na Paraíba

Jackson Macedo e Anísio Maia se dizem novo presidente do PT

Jackson Macedo comemorou a eleição para a presidência. Foto: Dani Rabelo

Não tem nada tão ruim que não possa piorar um pouquinho mais. Esse ditado, muito dito por nossos pais, se aplica em justa posição ao PT, especificamente na Paraíba. A sigla, que tenta se reerguer após os escândalos nacionais, conseguiu a façanha de eleger dois presidentes neste fim de semana. De um lado, numa eleição oficial, Jackson Macedo foi aclamado como novo mandatário da agremiação. Do outro, reforçado pelo bloco dissidente, o deputado estadual Anísio Maia também foi escolhido para o cargo de presidente. LEIA MAIS

Em artigo, Michel Temer diz que “o emprego voltou”

A Presidência da República divulgou divulgou nesta semana um artigo escrito pelo presidente Michel Temer (PMDB). Nele, o gestor apresenta um quadro otimista sobre os primeiros sinais de recuperação da economia. O ponto a ser comemorado, de acordo com o peemedebista, é a retomada do crescimento do emprego, depois de 22 meses de desempenho negativo. Confira a íntegra do artigo:

O emprego voltou

*Michel Temer

A melhor notícia que um governante pode transmitir, sejam quais forem as circunstâncias que envolvem o momento de sua administração, é a geração de novos empregos. Tive a felicidade de fazê-lo, ao anunciar que, depois de 22 meses de números negativos, revertemos a tendência de queda. Foram criados mais de 35 mil empregos com carteira assinada em fevereiro.

É claro que temos ainda muitos milhões de brasileiros a trazer de novo para o mercado formal. O importante é que o emprego está voltando. Agimos de forma corajosa para que a iniciativa privada, que gera os empregos, possa prosperar. Sem o empresariado fortalecido não temos oportunidade de novas vagas na indústria, no comércio, na agricultura, nos serviços.

Tivemos a ousadia de editar uma lei que limita os gastos públicos. E foi uma ação bem sucedida, porque há um diálogo muito sólido com o Congresso Nacional, que aprovou nossa proposta em tempo recorde. Colocar ordem nas contas públicas é criar condições para a retomada do crescimento e, consequentemente, geração de empregos, nosso objetivo central.

A queda da inflação e a baixa dos juros básicos da economia vieram logo a seguir. Segundo o Banco Central, até o final do ano, a inflação estará abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. Todos sabemos que esses fatores são imprescindíveis para o crescimento da economia, o que significa mais renda e mais empregos.

Com a liberação dos saldos das contas inativas do FGTS, vamos injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia brasileira. Todo esse dinheiro vai diretamente para as mãos de mais de 30 milhões de trabalhadores. Dívidas serão pagas, reabrindo acessos ao crédito. Compras adiadas vão aquecer, especialmente, o comércio lojista. No final, seja qual for a aplicação desse dinheiro, toda a sociedade será beneficiada.

Para este ano, nós destinamos, apesar da crise que enfrentamos e estamos vencendo, R$ 75 bilhões para a construção de cerca de 600 mil casas no Minha Casa Minha Vida, que vai incentivar a construção civil. E isso significa mais empregos para quem precisa.

A confiança no Brasil está sendo recuperada. O caminho da responsabilidade começa a dar resultado. Vamos fazer as reformas da Previdência e trabalhista que o Brasil tanto precisa para seguir na retomada do crescimento econômico sustentável e do desenvolvimento social.

*Presidente da República

Presidente do PT diz que Ministério Público tem obsessão por Lula

Lula com Dilma durante solenidade em Monteiro. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O presidente do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, Charliton Machado, reagiu nesta quinta-feira (23) à abertura da investigação do Ministério Público Federal para apurar suposto crime eleitoral praticado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Monteiro, no último domingo (19). Na oportunidade, o ex-gestor participou da “Inauguração Popular da Transposição”. Para o dirigente partidário, a medida mostra apenas que a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) tem obsessão pelo ex-presidente.

“Eu vejo uma profunda obsessão política do Ministério Público e de setores da Justiça com o presidente Lula. Daqui a pouco, vão proibi-lo de andar pelo Brasil, porque se o presidente andar, vão ocorrer atos e declarações de voto. Isso é impossível de não acontecer. Um evento que você tem 100 mil pessoas e recebe uma pessoa como o presidente Lula, será impossível não ter manifestação de Lula 2018“, ressaltou Machado, que relativizou os discursos dos petistas com referências à disputa eleitoral.

“O próprio Lula chegou a dizer que não sabe nem se estará vivo em 2018”, acrescentou Charliton Machado, que prevê uma grande movimentação e mais manifestações de apoio ao ex-presidente durante o ato programado para acontecer no dia 31 deste mês, na Avenida Paulista, em São Paulo, que também contará com a presença de Lula. Para dar início à apuração, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) na Paraíba instaurou de ofício procedimento e coletou áudios e imagens do evento realizado em Monteiro.

Cassação de registro

O material foi reunido e encaminhado à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), em Brasília, em virtude da atribuição para a análise ser da PGE. Em caso de condenação, poderá ser aplicada multa e, dependendo do caso, quando iniciado o processo eleitoral, em 2018, poderá haver representação por abuso de poder econômico com cassação de registro, mesmo por fatos cometidos em 2017. “A PRE na Paraíba está vigilante a todos os casos”, alertou o procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga.

Durante o evento, o ex-presidente Lula fez referência à disputa eleitoral de 2018, dizendo que “queira Deus” que ele não seja candidato, porque se for, será para vencer as eleições. As referências a 2018 foram feitas também por outros políticos presentes, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff e do governador Ricardo Coutinho (PSB). Todos cobraram a paternidade das obras da transposição, atribuída a Lula.

Em relação à investigação, Charliton Machado apontou dois pesos e duas medidas na avaliação da Procuradoria Regional Eleitoral, em 2016. “Vimos ao longo da campanhacrimes que saltaram aos olhos e o Ministério Público Federal perdeu a oportunidade de apurar”, criticou. “O MPF tem que arranjar algo mais substantivo para se preocupar”, acrescentou o dirigente petista.