Cabedelo: juíza anula projeto que tornaria Geusa “prefeita” de Cabedelo

Votação tumultuada, ocorrida na semana passada, definiu vereadora como próxima presidente da Câmara Municipal

Uma liminar concedida pela juíza Teresa Cristina de Lyra Pereira Veloso anulou o projeto de resolução que conduziria Geusa Ribeiro (PRP) à presidência da Câmara Municipal de Cabedelo. Ela foi escolhida em sessão tumultuada, no dia 27 do mês passado, mas houve contestação dos adversários sobre a legalidade da medida. Enquanto mandatária do Legislativo, a perrepista assumiria o comando interino da prefeitura em 1° de janeiro de 2019, até que fosse escolhido o novo gestor pelo voto direto. A decisão da magistrada atendeu mandado de segurança impetrado por vereadores fiéis ao atual prefeito interino, Vítor Hugo (PRB). A juíza entendeu que, na votação, faltou transparência na propositura da matéria.

“… Não se visualiza na mídia que acompanhou a inicial a explanação da matéria de forma transparente como exige a coisa pública, tanto mais nesse já sofrido Município de Cabedelo, alvo de seríssimas investigações e com uma gestão já interina”, disse, no despacho, Teresa Cristina. “E mais, vê-se o segundo requerimento de urgencia urgentíssima trouxe a lume Projeto de n. 110, na narrativa “subscrito por todos os Vereadores”, e não o Projeto 010 (1:17:33 horas), ou seja, a rigor não houve votação do Projeto 010, já que não foi anunciado, e nem é subscrito por todos os Vereadores, como anunciado, já que a subscrição dos Vereadores consta do pedido de urgencia urgentíssima de vários Projetos”, acrescentou.

A magistrada estabeleceu prazo de dez dias para Geusa se pronunciar sobre as acusações. Com isso, deverá haver nova eleição para definir os integrantes da mesa diretora no segundo biênio. Dos cinco integrantes do colegiado, escolhidos em março, quatro estão presos. O único livre é o prefeito interino Vítor Hugo, atual presidente da Casa. O mandato atual, que garantiu a ele a posse no cargo de prefeito, tem duração até o dia 31 deste mês. Dos 15 vereadores, ele tem o apoio de nove (Benone Bernardo da Silva, Valdi Silva Moreira, Evilásio Cavalcanti Neto, Divino Francisco Felizardo, José Francisco Pereira, Jonas Pequeno dos SAntos, Maria Carlos Rezende e Reinaldo Barbosa de Lima). Todos subscreveram o mandado de segurança contra a escolha atual.

Com a decisão, a menos que haja mudança na análise do mérito, será necessária nova eleição em 1° de janeiro. Quem for eleito presidente da Câmara assumirá o comando da prefeitura e ficará no cargo até a posse do novo eleito. A eleição suplementar para prefeito da cidade ocorre no dia 17 de março.

Com base no regimento interno da Câmara, no dia primeiro de janeiro, Vítor Hugo, enquanto segundo vice-presidente da Casa na chapa eleita para o segundo biênio, assume o comando do Legislativo e poderá conduzir a eleição dos membros da nova mesa diretora. Se eleito presidente, ele volta a comandar a prefeitura de Cabedelo.

Márcio Murilo é eleito presidente do Tribunal de Justiça

Arnóbio Alves Teodósio foi escolhido para o cargo de vice-presidente da corte no próximo biênio

Márcio Murilo da Cunha Ramos foi o mais votado para o cargo de presidente do TJPB. Foto: Kleide Teixeira

O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos foi eleito presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O magistrado era o favorito para a disputa e recebeu 14 dos 19 votos possíveis. A escolha ocorreu nesta quarta-feira (14), durante sessão administrativa do pleno, iniciada às 9h. Ele vai comandar o Judiciário paraibano no biênio 2019-2020. A votação foi secreta. Ao todo, 10 desembargadores se inscreveram para a disputa do cargo de presidente. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional permite que apenas os três mais bem posicionados no critério de antiguidade sejam eleitos. Tradicionalmente, o mais antigo recebe a maioria dos votos.

O desembargador eleito para o cargo de vice-presidente foi Arnóbio Alves Teodósio, com 11 votos. Ele concorreu com sete outros magistrados que compõem o colegiado. O desembargador Romero Marcelo foi o mais votado para o cargo de corregedor-geral do Tribunal de Justiça. Ele conquistou dez votos na disputa. A Escola Superior da Magistratura (Esma) continuará sob o comando do desembargador Marcos Cavalcanti, ex-presidente da corte. O magistrado recebeu 14 votos e foi candidato único. A Ouvidoria-geral do órgão será coordenada por José Aurélio da Cruz, que teve 13 votos. O ouvidor substituto será o desembargador João Benedito.

Veja quem concorreu aos cargos:

Presidente

Márcio Murilo da Cunha Ramos, Saulo Henriques de Sá e Benevides, Arnóbio Alves Teodósio, João Benedito da Silva, João Alves da Silva, Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, Maria das Graças Morais Guedes, Leandro dos Santos, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e Ricardo Vital de Almeida

Vice-presidente

Saulo Henriques de Sá e Benevides, Arnóbio Alves Teodósio, João Alves da Silva, Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, Maria das Graças Morais Guedes, Leandro dos Santos, José Aurélio da Cruz, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e Ricardo Vital de Almeida

Corregedor-geral

Saulo Henriques de Sá e Benevides, Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, João Alves da Silva, Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, Maria das Graças Morais Guedes, Leandro dos Santos, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e Ricardo Vital de Almeida.

Esma

Marcos Cavalcanti

Ouvidor-geral

 José Aurélio da Cruz, Arnóbio Alves Teodósio e Marcos Cavalcanti

Márcio Murilo é o preferido dos juízes para eleição de presidente do TJPB

Frederico Martinho seria escolhido para vice-presidente em votação dos magistrados estaduais

Márcio Murilo seria eleito para presidente e Frederico Martinho para vice do Tribunal de Justiça. Foto: Montagem/AMPB

Se a escolha dependesse apenas da preferêcia dos juízes, o desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos já poderia comemorar a escolha dele para presidente do Tribunal de Justiça. Em consulta realizada pela Associação dos Magistrados da Paraíba, ele apareceu como o preferido da categoria, com 58,5% dos votos totais. A vice-presidência ficaria com Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, com 25,8% dos votos. A eleição para a mesa diretora do Poder ocorre nesta quarta-feira (14), mas apenas os 19 desembargadores têm direito a voto. Dez deles se inscreveram para a disputa da presidência. A votação foi online, pelo site da entidade, e ocorreu nestes dias 12 e 13 de novembro.

Na simulação, o votante poderia optar por um candidato a presidente e outro a vice-presidente, entre todos os desembargadores inscritos para concorrer aos cargos da mesa diretora do Tribunal. Para presidente, o segundo mais votado foi o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. Para vice-presidente, ocorreu um empate no segundo lugar, entre os desembargadores Arnóbio Alves Teodósio e Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. Ao todo, foram computados 165 votos para presidente e 164 para vice-presidente, num universo de 270 juízes e juízas votantes.

Segundo a presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, a magistrada Maria Aparecida Sarmento Gadelha, o resultado será apresentado ao atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado, des. Joás de Brito, nesta quarta-feira (14 de novembro), antes da eleição para escolha da nova mesa diretora do TJPB.

“Nosso objetivo é democratizar o Poder Judiciário. Para isso, queremos apresentar aos 19 desembargadores do TJPB que os juízes e juízas do 1º Grau de Jurisdição também querem e devem participar do processo de escolha daqueles que são responsáveis pela gestão do Tribunal paraibano. A escolha democrática e direta da mesa diretora do TJPB possibilitará uma administração mais direcionada aos anseios da magistratura e ao aperfeiçoamento do Poder Judiciário”, declarou Aparecida Gadelha.

Eleito democraticamente, Bolsonaro promete respeito à Constituição, mas ainda gera desconfiança

Capitão reformado do Exército promete governar para todos, mas eleva o tom contra a oposição

Jair Bolsonaro é eleito o 38° Presidente do Brasil – Redes SociaisO presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deu declarações, após a vitória, neste domingo (28), que sinalizam em dois sentidos. Um deles tranquiliza, o outro preocupa. Ele conquistou a vitória dentro dos parâmetros da normalidade democrática. Foi o mais votado nas eleições deste ano, criando as condições para que um militar chegasse ao poder depois de 33 anos da redemocratização do país. Após a vitória, fez dois discursos – um numa live e outro lido. No primeiro, ele se manteve no palanque e deu sinais de que não seguirá os ditames do estado laico e fez críticas aos adversários, chamados de comunistas. No segundo, foi mais polido e consiliador. Prometeu, entre outras coisas, respeitar a Constituição. Se o fizer, o conteúdo da live será irrelevante.

O Brasil vive uma crise sem precedentes desde o final das eleições de 2014. Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) e o derrotado nas eleições não aceitou a derrota. A sequência disso, em um país extremamente dividido, foi uma crise política que agravou a crise econômica. A consequência é sentida até hoje. Por tudo isso, após a campanha, esperava-se uma sinalização mais firme em relação à busca de união. Lógico que houve promessa de governar para todos em discurso lido, mas ela precisaria ser mais enfática. Na live gravada após o resultado das urnas, houve frases de ataques à esquerda, como se ela fosse ameaça. Houve, portanto, a manutenção da rivalidade erigida durante a campanha, quando deveria haver distensão.

É bom lembrar que o cenário que se avizinha é de complexidade na economia e na política. Não é hora de procurar inimigos…

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil. Confira trajetória e polêmicas

Candidato obteve sucesso eleitoral se colocando como oposição ao PT e ao ex-presidente Lula

Acompanhado de agentes da PF e da mulher, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, vota na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi eleito neste domingo (28) com mais de 55% dos votos. O capitão reformado do Exército venceu o petista Fernando Haddad (PT), em disputa recheada de polêmicas e trocas de acusações. O militar da reserva passou boa parte da campanha em um hospital, por causa de um atentado. O novo governador, por causa disso, recusou participar dos debates em um primeiro momento por causa da recuperação da facada sofrida em Juiz de Fora (MG) e depois por questões extratégicas. Haddad substituiu o ex-presidente Lula na disputa eleitoral após o petista ser enquadrado na Lei Ficha Limpa e, por isso, ser impedido de disputar o cargo.

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República. Ele venceu o primeiro turno, e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos.

Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas.

Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos – que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar.

Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.

Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” – um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.

Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.

Mulheres
Com o sucesso de suas propostas e de sua pregação, Bolsonaro virou um fenômeno de massa, mas encontrou resistência, segundo demonstraram as pesquisas de opinião, no eleitorado feminino. Ele afirmou considerar questão de mercado a diferença salarial entre homens e mulheres – posição da qual mais tarde recuou.

O candidato já foi condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por apologia ao estupro. Em 2014, da tribuna da Câmara, ele disse à colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela não merecia ser estuprada. Ele recorreu e o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa dessa decisão do STJ, ele se elege como o primeiro presidente que é réu na Justiça.

Memória
Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado “Beco Sem Saída” para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar.

Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro.

Com a pauta ampliada para segurança e temas “contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

Corrida Presidencial
Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente – cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões.

Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.

Com informações da Agência Brasil

 

 

Haddad pede voto sem ódio e diz que urna é para “depositar esperança”

Petista recebeu apoio de artistas e voltou a criticar o candidato do PSL na corrida eleitoral

Fernando Haddad participou neste sábado (27) de caminhada na capital paulista – Rovena Rosa/Agência Brasil

Em último ato de campanha antes da votação do segundo turno, o candidato do PT, Fernando Haddad, fez uma transmissão ao vivo pela rede Facebook em que respondeu perguntas de internautas, além de receber apoio de artistas, como o ator Wagner Moura, a cantora Daniela Mercury e a apresentadora Astrid Fontenelle.

Ao lado da esposa Ana Estela, Haddad falou sobre propostas do seu programa de governo, como reajustar o salário mínimo acima da inflação. Segundo o candidato, os pobres são os que mais sofrem com o aumento da inflação e o reajuste é necessário para recuperar o poder de consumo. “Jamais [o reajuste do salário mínimo] será abaixo da inflação”, disse, acrescentando que o aumento será feito, caso eleito, “com toda a responsabilidade”.

Haddad voltou a criticar a proposta do adversário Jair Bolsonaro de flexibilizar o porte de arma no país. Para o candidato do PT, “armar a população não vai resolver o problema” e defendeu que a Polícia Federal assuma responsabilidades nacionais, com remanejamento e aumento do efetivo, para que as polícias estaduais possam cuidar da segurança ostensiva nas ruas.

Ao final da transmissão, com duração de quatro horas, Haddad agradeceu o apoio de eleitores e da família e pediu que o eleitor vote com um livro na mão neste domingo (28). “Deixa o ódio pra lá. Urna é lugar de depositar esperança”, disse.

Da Agência Brasil

 

Datafolha: Bolsonaro recua para 56% e Haddad vai a 44% dos votos válidos

Considerando os votos totais, Jair Bolsonaro, do PSL, tem 48%, e Haddad, 38%.

Foto: Divulgação/TSE

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (25), mostrou uma diferença menor entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). De acordo com a consulta, apenas 12 pontos percentuais separam os dois. Considerando os votos válidos, o capitão reformado do Exército tem 56%, enquanto que o petista aparece com 44%. O levantamento foi realizado nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Ao todo, 9.173 eleitores foram ouvidos. No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41%.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 48%
Fernando Haddad (PT): 38%
Em branco/nulo/nenhum: 8%
Não sabe: 6%

Rejeição

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro

Votaria com certeza – 46%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 44%
Não sabe – 2%

Fernando Haddad

Votaria com certeza – 37%
Talvez votasse – 9%
Não votaria de jeito nenhum – 52%
Não sabe – 2%

Número dos candidatos

O Datafolha também perguntou “Qual número você vai digitar na urna eletrônica para confirmar/ anular seu voto para presidente?”. As respostas foram:

Jair Bolsonaro

Menções corretas – 94%
Não sabe o número do candidato – 5%
Menções incorretas – 1%

Fernando Haddad

Menções corretas – 93%
Não sabe o número do candidato – 6%
Menções incorretas – 1%

Decisão do voto

A pesquisa também apontou qual o grau de decisão em relação ao voto:

Jair Bolsonaro

Está totalmente decidido a votar em… – 94%
Seu voto ainda pode mudar – 6%

Fernando Haddad

Está totalmente decidido a votar em… – 91%
Seu voto ainda pode mudar – 9%

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 9.173 eleitores em 341 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 24 e 25 de outubro
Registro no TSE: BR-05743/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Com informações do G1

Eleição da nova Mesa Diretora do TJPB será no dia 14 de novembro

Edital de abertura de inscrição para os cargos será publicado nesta quinta-feira (25)

Seleção vai escolher novo presidente, vice e corregedor do Tribunal de Justiça da Paraíba. Foto: Divulgação/TJPB

O Diário de Justiça eletrônico, edição desta quinta-feira (25), trará Edital referente à abertura das inscrições para os cargos integrantes da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os desembargadores interessados em concorrer terão um prazo de 10 dias corridos, a partir da publicação do Edital, e a escolha se dará no dia 14 de novembro, a partir das 9h, em Sessão Administrativa.

Para concorrer aos cargos de Presidente, Vice-Presidente e Corregedor-Geral de Justiça da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça, os desembargadores deverão encaminhar seus requerimentos de inscrição diretamente ao Gabinete da Presidência, em versão impressa ou através de malote digital.

De acordo com o artigo 23 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça, a eleição para preenchimento dos cargos da Mesa Diretora deve acontecer na primeira sessão ordinária do mês de novembro anterior ao término dos mandatos. A votação é secreta e participam os membros efetivos do Tribunal.

A sequência é definida no § 1º do mesmo artigo: “Iniciada a eleição às 9 horas, proceder-se-á a três escrutínios, sendo o primeiro para escolha do Presidente, o segundo do Vice-Presidente e o terceiro do Corregedor-Geral da Justiça.”

Após a eleição da Mesa Diretora, será realizado, em escrutínio secreto, a eleição do Presidente da Escola Superior da Magistratura, cuja posse se dará, concomitantemente, à posse da Mesa Diretora ou, a critério do eleito, em data posterior.

Da Assessoria do TJPB

 

Ibope para presidente: Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

Nos votos totais, Jair Bolsonaro, do PSL, tem 50%, e Haddad, 37%

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

A segunda pesquisa Ibope no segundo turno mostrou oscilação negativa do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL). Ele aparece com 57% dos votos válidos na sondagem divulgada nesta terça-feira (23). Na outra ponta, o petista Fernando Haddad oscila positivamente dentro da margem de erro, chegando a 43% dos votos válidos. O levantamento foi realizado entre domingo (21) e terça-feira (23) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41% dos votos válidos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 50%
Fernando Haddad (PT): 37%
Em branco/nulo: 10%
Não sabe: 3%

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

Com certeza votaria nele para presidente – 37%
Poderia votar nele para presidente – 11%
Não votaria nele de jeito nenhum – 40%
Não o conhece o suficiente para opinar – 11%
Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fernando Haddad

Com certeza votaria nele para presidente – 31%
Poderia votar nele para presidente – 12%
Não votaria nele de jeito nenhum – 41%
Não o conhece o suficiente para opinar – 14%
Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Votação espontânea

O Ibope também apresentou a intenção de voto espontânea, quando o entrevistado aponta em quem pretende votar sem a apresentação dos nomes dos candidatos.

Jair Bolsonaro – 42%
Fernando Haddad – 33%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 47% e Haddad, 33%.

Expectativa de vitória

O instituto também apontou a “expectativa de vitória”, independentemente da intenção de voto. Os resultados foram:

Jair Bolsonaro – 69%
Fernando Haddad – 21%
Não sabem ou preferem não opinar – 9%

No levantamento anterior, a expectativa de vitória de Bolsonaro era de 66% e a de Haddad, 21%.

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 3010 eleitores em 208 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 21 a 23 de outubro
Registro no TSE: BR‐07272/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

 

 

 

Votos válidos: Bolsonaro tem 40% e Haddad, 25%, revela Datafolha

Ciro Gomes aparece em terceiro com 15% e Geraldo Alckmin com 8% das intenções de voto na corrida eleitoral

O Instituto Datafolha divulgou, neste sábado (6), a nova rodada de pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. A consulta mostrou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na liderança, com 40% dos votos válidos. O segundo colocado na consulta é Fernando Haddad (PT), que aparece com 25% das intenções de voto, seguido de Ciro Gomes, com 15%. A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 19.552 eleitores entre quinta-feira (5) e sábado (2).

Votos válidos

Jair Bolsonaro (PSL): 40%
Fernando Haddad (PT): 25%
Ciro Gomes (PDT): 15%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (REDE): 3%
João Amoêdo (NOVO): 3%
Alvaro Dias (PODE): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (PATRI): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais
Nos votos totais, quando são considerados os brancos/nulos e os indecisos, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 36%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 13%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Marina Silva (REDE): 3%
João Amoêdo (NOVO): 3%
Alvaro Dias (PODE): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (PATRI): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Em branco/nulo/nenhum: 6%
Não sabe: 4%

Acima, nos votos totais, são considerados os votos brancos e nulos e o percentual dos eleitores que se declaram indecisos.

Rejeição
O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro (PSL): 44%
Fernando Haddad (PT): 41%
Marina Silva (REDE): 31%
Geraldo Alckmin (PSDB): 24%
Ciro Gomes (PDT): 21%
Henrique Meirelles (MDB): 15%
Guilherme Boulos (PSOL): 15%
Cabo Daciolo (PATRI): 15%
Alvaro Dias (PODE): 15%
Eymael (DC): 14%
Vera (PSTU): 13%
João Amoêdo (NOVO): 12%
João Goulart Filho (PPL): 12%
Não sabe: 3%
Votaria em qualquer um/ não rejeita nenhum: 1%
Rejeita todos/ não votaria em nenhum: 2%

Simulações de segundo turno
Bolsonaro 45% x 43% Haddad (branco/nulo: 10%; não sabe: 2%)

Ciro 47% x 43% Bolsonaro (branco/nulo: 8%; não sabe: 2%)

Bolsonaro 43% x 41% Alckmin (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)

Alckmin 41% x 38% Haddad (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%)

Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 19.552 eleitores em 382 municípios.
Quando a pesquisa foi feita: 5 e 6 de outubro
Registro no TSE: BR-01584/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.