Confira a carta renúncia do prefeito de Alagoinha enviada à Câmara

Prefeito não deu detalhes sobre doença, mas garantiu que obedece recomendação médica para a renúncia

Jeová José durante a entrega de um veículo do Samu. Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito da cidade de Alagoinha, Jeová José (MDB), encaminhou na tarde desta quinta-feira (9) a carta de renúncia do mandato. Em duas laudas nas quais presta conta do trabalho à frente do Executivo, justifica os motivos para a desistência do cargo. Ele alegou problemas de saúde e a consequente recomendação médica como motivo para repassar a função para a vice-prefeita Maria Rodrigues (PSDB). A carta foi enviada para ser lida às 15h30, momento em que os parlamentares marcaram a posse também da vice na chapa vitoriosa nas eleições de 2016.

Jeová José se manteve no cargo por exatos um ano e 222 dias, fato que ele fez questão de grafar na correspondência. Ele foi eleito em outubro de 2016 com 4.656 (53,28%) dos votos válidos. O seu adversário na disputa, Davi Cassimiro (PSB), apoiado pela então prefeita Alcione Beltrão, obteve 4.082 (46,72%) votos. A renúncia pegou a população da pequena cidade de surpresa.

Nova prefeita

Filha de José Roberto de Almeida e Josefa Rodrigues de Almeida, Maria Rodrigues nasceu no sítio Porções, em Alagoinha, no dia 2 de julho de 1968. Casada, é mãe de três filhos, professora e atualmente cursa Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UFPB). Começou a vida pública sendo Diretora do Centro Social Urbano na gestão do ex-prefeito Clócio Beltrão, entre 2008 e 2012. Foi eleita vereadora em 2004, 2008 e 2012, e em 2017 foi eleita como vice-prefeita de Alagoinha, gestão 2017-2020.

 

Prefeito de Alagoinha renuncia ao mandato e tucana assume o posto

Maria do Zé Roberto tomará posse na tarde desta quinta-feira

Jeová José teria alegado problemas de saúde para a renúncia. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Por Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

O prefeito da cidade de Alagoinha, Jeová José (MDB), renunciou ao cargo na noite dessa quarta-feira (8). A vice-prefeita Maria Rodrigues (PSDB), mais conhecida como Maria de Zé Roberto, deverá tomar posse durante solenidade na Câmara Municipal, marcada para as 15h30.

Maria de Zé Roberto disse que o prefeito anunciou a renúncia após uma reunião com lideranças do seu partido e familiares. Os motivos para a renuncia, segundo a tucana, seriam problemas de saúde não detalhados pelo emedebista. “O prefeito deverá ler uma carta renúncia na sessão de hoje à tarde para explicar a sua saída”, afirmou a nova prefeita.

Jeová José foi eleito em outubro do ano passado com 4.656 (53,28%) dos votos válidos. O seu adversário na disputa, Davi Cassimiro (PSB), apoiado pela então prefeita Alcione Beltrão, obteve 4.082 (46,72%) votos.

Nova prefeita

Filha de José Roberto de Almeida e Josefa Rodrigues de Almeida, Maria Rodrigues nasceu no sítio Porções, em Alagoinha, no dia 2 de julho de 1968. Casada, é mãe de três filhos, professora e atualmente cursa Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UFPB). Começou a vida pública sendo Diretora do Centro Social Urbano na gestão do ex-prefeito Clócio Beltrão, entre 2008 e 2012. Foi eleita vereadora em 2004, 2008 e 2012, e em 2017 foi eleita como vice-prefeita de Alagoinha, gestão 2017-2020.

 

Cartaxo ganha um e pode perder outros sete vereadores na Câmara de João Pessoa

Proximidade das eleições eleva “invasão” sobre a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo e pode pesar na eleição de Lucélio

Luciano Cartaxo enfrenta investidas sobre a bancada governista na Câmara de João Pessoa. Foto: Andréa Santana/CBN

A bolsa de apostas anda agitada na Câmara de João Pessoa. Com a proximidade do período eleitoral, a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo (PV) tem sofrido ataques de todos os lados. No perde e ganha, o gestor perdeu o apoio da vereadora Raíssa Lacerda (PSD) nesta sexta-feira (15). Até aí, nenhuma novidade. Desde a posse, no ano passado, a parlamentar demonstra insatisfação com o tratamento recebido do Executivo. Nesta sexta, ao comunicar que o pai, o ex-vice-governador José Lacerda Neto apoiaria José Maranhão (MDB), a parlamentar recebeu do prefeito o ultimato de que o grupo dela não poderia ficar pendurada em duas candidaturas. Se o pai estaria com o emedebista, não faria sentido ela ficar no apoio a Lucélio Cartaxo, pré-candidato do PV e irmão de Luciano.

Raíssa deixou a base governista no mesmo momento em que o vereador Eduardo Carneiro (PRTB) anunciou o retorno à base cartaxista. Ele, por tabela, vai apoiar Lucélio Cartaxo nas eleições deste ano. Com isso, partido e parlamentar deixam a base aliada do governador Ricardo Coutinho e, consequentemente, o apoio  João Azevedo (PSB). A bolsa de apostas diz, no entanto, que o movimento de mudanças não para por aí. Há a informação de que pelo menos mais sete vereadores deverão deixar a base aliada de Cartaxo. Eles deverão marchar, por isso, com as candidaturas de João Azevedo ou José Maranhão. Caso a articulação se confirme, pelo menos dois membros da mesa diretora devem engrossar a debandada.

No sentido contrário, no entanto, há informações de que o PSC do deputado federal Marcondes Gadelha está muito próximo de fechar acordo com o PV. Com isso, assumiria a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) de João Pessoa. Já a Secretaria de Trabalho poderá ir para as mãos do PRB, do deputado federal Hugo Motta. Até o período das convenções, as articulações tendem a se intensificar.

Em vídeo, Fabiano Gomes detalha ao MPPB compra do mandato de Luceninha

Radialista diz que Roberto Santiago era de fato o prefeito de Cabedelo e que seu único interesse era vetar shopping em Intermares

Fabiano Gomes conta detalhes sobre a operação que resultou na “compra” do mandato de Luceninha. Imagem/Reprodução

O radialista Fabiano Gomes chegou ao Ministério Público no dia 27 de abril deste ano. O objetivo era claro. Dar detalhes sobre a compra do mandato do prefeito eleito de Cabedelo em 2012, Luceninha, ocorrida cinco anos antes. Disse que estava sendo alvo de ameaças veladas de morte por saber demais e ter provas do ocorrido na cidade metropolitana. O nome dele apareceu como peça central do esquema denunciado no bojo da operação Xeque-Mate, desencadeada pela Polícia Federal em parceria com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB). No depoimento voluntário, diante do promotor Octávio Paulo Neto, deu detalhes sobre todo o processo que foi desde a eleição de Luceninha, passando pela compra do mandato até acertos para o recebimento de verba pública destinada à publicidade.

Fabiano Gomes contou que foi procurado por Luceninha para fazer a campanha ele, em 2012. Eleito, no ano seguinte, recebeu a promessa do gestor de que pagaria publicidade para o portal dele. Seria uma compensação pelo esforço na campanha. Antes que o processo licitatório para acertar a publicidade fosse concluído, foi procurado novamente pelo prefeito empossado. Ele teria alegado não ter poder sobre a gestão, que foi gravado por um secretário e não tinha voz ativa. Queria renunciar. Precisava, para isso, que alguém assumisse as dívidas de campanha. Não confiava em Leto Viana, o vice, preso recentemente, para cumprir com o compromisso. Foi então que Fabiano Gomes intermediou a entrada do empresário Roberto Santiago no processo.

O empresário, diz o radialista, não queria outra coisa com a gestão a não ser impedir a implantação, na cidade, de um shopping concorrente. Para isso, bancaria o pagamento pela renúncia com dinheiro encaminhado a Luceninha por Fabiano Gomes. Foram R$ 500 mil em uma mala. O passo seguinte foi o parcelamento do restante da dívida, paga em parte pelo empresário e outra parte com o rateamento de cargos na prefeitura. Tudo está no processo, inclusive os vídeos gravados na colaboração de Fabiano Gomes. Neste período, segundo o radialista, todas as decisões administrativas na cidade passavam pela mão de Roberto Santiago. Até fornecedores que não recebiam da prefeitura procuravam o empresário e ele mandava Leto pagar.

Confira os vídeos:

Fabiano fala de ameaças e conta como tudo começou:

 

Roberto Santiago leva em sua Lamborghini Leto Viana para tomar posse na prefeitura:

 

 

Xeque-Mate: mesmo preso, Leto teria articulado a posse de Vítor Hugo na prefeitura

Ponte para a posse do aliado de Leto Viana  na prefeitura teria sido feita pelo secretário de Comunicação Fabrício Magno

Vitor Hugo, prefeito interino de Cabedelo, aparece em foto amarrando o tênis de Leto Viana. Foto: Reprodução/Facebook

A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça pelo Ministério Público da Paraíba contra agentes públicos e empresários de Cabedelo mostra que houve articulação do prefeito afastado Leto Viana (PRP) para conduzir um aliado para o lugar dele no cargo. A pessoa escalada para a função foi justamente um aliado de primeira hora: o vereador Vitor Hugo (PRB). A articulação para isso, pasmem, ocorria ao mesmo tempo em que a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dava cumprimento às prisões no bojo da operação Xeque-Mate, desencadeada no dia 3 de abril. A articulação visou também a eleição da vereadora Geusa para o cargo de vice-presidente da Câmara. Com isso, ela assumiu o comando do Legislativo.

De acordo com a denúncia, o agora ex- secretário de Comunicação da prefeitura, Fabrício Magno Marques de Melo Silva, fez a articulação com Vítor Hugo. O objetivo era conduzir um aliado de Leto para a presidência da Câmara de Vereadores e, por gravidade, para o cargo de prefeito interino. Isso por que, dado o afastamento do titular do Executivo e do seu vice, o cargo é assumido pelo presidente do Legislativo. Vítor, então, articulou a eleição dele para o cargo com o auxílio de Fabrício e a bênção de Leto, diz a denúncia formulada pelo Ministério Público. O atual prefeito em exercício ocupou o cargo vago com a prisão do presidente da Câmara, Lúcio José (PRP), também no curso da investigação.

Reprodução/Denúncia formulada pelo Ministério Público da Paraíba

As provas incluídas nos autos da denúncia mostram que, gradativamente, orientados por Leto Viana, Fabrício Magno e Vítor Hugo articularam com os vereadores aliados a escolha dele para a presidência da Câmara com o fim de chegar ao cargo de prefeito. O caso, inclusive, foi delatado pelo vereador afastado Júnior Datelle (PRP). Ele foi preso junto com outras 1o pessoas no curso da operação Xeque-Mate e fez delação premiada. O parlamentar era um dos aliados de Leto e beneficiado com dinheiro público desviado através da contratação de servidores fantasmas.

“A reunião foi informada à Policia Federal pelo colaborador “JÚNIOR DATELLE” acerca do referido planejamento, dentro do 5″ BPM, onde se encontra preso LETO VIANA, sendo o encontro organizado no restaurante Picuí de Intermares e coordenado por VITOR HUGO e pelo emissário de então prefeito, o Secretário de comunicação do município de Cabedelo/PB, FABRÍCIO MAGNO”, diz a denúncia protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba.

O encontro no restaurante ocorreu no mesmo dia, quando os suplentes foram recebidos e acertaram o voto em Vítor Hugo. A Polícia Federal e o Ministério Público teve acesso às ligações telefônicas feitas por Fabrício e Víctor Hugo tendo como destino vereadores e suplentes que assumiriam o cargo. A concretização da escola de Vítor Hugo, como o planejado, ocorreu no dia seguinte. Ele assumiu o cargo e, de pronto, negou qualquer envolvimento com os crimes relacionado aos seus aliados. Ainda não há denúncia formulada diretamente contra ele.

Confira a nota repassada pelo prefeito em exercício na manhã desta quarta-feira (9):

NOTA

O Prefeito em exercício de Cabedelo, Vítor Hugo, reitera que a reunião envolvendo suplentes e vereadores ocorrida em um restaurante após a deflagração da Operação Xeque Mate não fora organizada ou comandada por Leto Viana.

A iniciativa partiu do próprio Vítor Hugo, que, preocupado com os rumos da cidade, sabia que precisava da união dos parlamentares cabedelenses.

Assim como esclarecido para as autoridades competentes previamente, a participação de Fabrício Magno se limitou ao auxílio nos contatos dos suplentes.

É importante lembrar que o próprio Ministério Público afirma categoricamente que não há indícios de qualquer influência ou participação do prefeito afastado na atual gestão municipal.

A exoneração de 487 servidores indicados por Leto Viana, incluindo a do próprio Fabrício Magno e a grande maioria dos secretários municipais, foi o primeiro ato de Vítor Hugo à frente da Prefeitura, reforçando a sua independência e autonomia que o presente momento exige, assim como o seu compromisso com a probidade na gestão da administração municipal.

“Fim do foro”: STJ manda para o Tribunal de Justiça ação contra Ricardo Coutinho

Governador paraibano é o primeiro do país a ter uma ação remetida para a instância inferior após “fim do foro”

Ricardo Coutinho vai responder no Tribunal de Justiça por acusação formulada quando ainda era prefeito. Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho (PSB) será o primeiro a ter uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) remetida para a instância inferior. A decisão foi tomada pelo ministro Luís Felipe Salomão com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir o foro por prerrogativa de função de deputados federais e senadores. O magistrado entendeu que, pelo princípio da simetria, a restrição vale também para governadores, que têm foro privilegiado no tribunal. Essa é a primeira vez que a corte adota o procedimento relacionado à decisão do Supremo.

Os ministros da Suprema Corte decidiram na semana passada que só terão direito a foro privilegiado os deputados e senadores cuja irregularidade imputada tenha ocorrido no decorrer do mandato e em função dele. No caso em específico, o governador é investigado por “suposta prática de 12 crimes de responsabilidade de prefeitos decorrente da nomeação e admissão de servidores contra expressa disposição da lei, ocorridos entre janeiro e fevereiro de 2010″. A denúncia é decorrente, ainda, da época em que o atual governador da Paraíba ocupava o cargo de prefeito da capital.

Avaliação

Salomão avaliou que o caso do governador deve ir ao Tribunal de Justiça da Paraíba porque se trata de um processo sobre suposto crime cometido antes do cargo atual, quando Coutinho era prefeito de João Pessoa. Os delitos apontados, em tese, não têm ligação com o exercício do atual mandato nem foram praticados em razão da função pública atualmente exercida por Coutinho. Na prática, com a decisão, o Superior Tribunal de Justiça começa a aplicar o entendimento novo do Supremo sobre o foro privilegiado também para casos de governadores.

O secretário de Comunicação do Estado, Luís Torres, viu a decisão com naturalidade. “O governador Ricardo Coutinho sempre defendeu restrições para o foro privilegiado e encara com completa tranquilidade o envio de tal processo para primeira instância por estar seguro de sua defesa, que acredita ser acatada em quaisquer das instâncias que tramitar”, explicou.

Fim do foro no STF
Na sexta-feira (4), um dia após o Supremo ter decidido pela restrição do foro privilegiado de deputados e senadores, o ministro do tribunal Dias Toffoli remeteu às instâncias inferiores da Justiça seis casos de parlamentes que estavam sob relatoria dela.

Cabaceiras: prefeito inaugura calçamento com postes no meio da rua

Obra inaugurada pelo prefeito Tiago Castro contou com emenda de R$ 70 mil do deputado Aguinaldo Ribeiro

O prefeito de Cabaceiras, no Cariri, Tiago Castro (PSB), causou perplexidade nesta semana com vídeo postado nas redes sociais. Ele comemorava a inauguração do calçamento de uma rua na cidade. Ressaltou a qualidade do trabalho, com calçadas e meio-fios bem postados. Ressaltou ainda que foram gastos R$ 70 mil na obra, que contou com emenda parlamentar do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressitas). O que ele não falou, mas que ficou claro nas imagens, foi a manutenção dos postos no meio da rua. O tema gerou muita polêmica na cidade.

“Finalizamos o calçamento da rua, através de uma emenda do nosso deputado Aguinaldo Ribeiro. É uma obra fantástica, ficou muito bonita a rua, como vocês podem ver as calçadas padronizadas. É uma obra que a gente fica orgulhoso de poder fazer. Acredito que a população ficou extremamente feliz e agradecida por essa obra importante para nosso município”, ressaltou, no vídeo, o prefeito da cidade. O gestor comemorou também o fato de o empreendimento ter melhorado a mobilidade nas vias da cidade localizada no Cariri paraibano.

Após a repercussão das imagens, o prefeito Tiago Castro divulgou uma nota para tentar explicar o problema dos postes. Segundo ele, a prefeitura solicitou à Energisa a retirada dos equipamentos desde fevereiro de 2017, mas a concessionária cobrou para efetivar essa ação. Por conta disso, a administração municipal entrou na Justiça para buscar uma solução.

“Enquanto aguardava a decisão ser proferida, a gestão teve que realizar a obra mesmo sem a retirada dos postes sob pena de perder os recursos do convênio celebrado com a Caixa Econômica Federal”, afirma Tiago Castro.

Por sua vez, a Energisa disse que quando foi procurada pela prefeitura, elaborou o projeto para atender o pedido e o contrato seria assinado no último mês de fevereiro. Mas a administração de Cabaceiras cancelou a solicitação, alegando que o projeto seria alterado. A concessionária disse ainda que o custo de deslocamento de redes elétricas deve ser arcado pelo requerente, conforme prevê a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Confira a nota do prefeito de Cabaceiras na íntegra

Diante da repercussão dos postes de energia elétrica, na Rua Severino Francisco de Assis, no Conjunto Santa Terezinha, em Cabaceiras, a Prefeitura esclarece que desde de fevereiro de 2017  havia solicitado a retirada dos equipamentos à Energisa.

Diante da cobrança que julga indevida para a retirada dos equipamentos da rua, a Prefeitura resolveu ingressar com uma ação judicial para solucionar o impasse.

Enquanto aguardava a decisão ser proferida, a gestão teve que realizar a obra mesmo sem a retirada dos postes sob pena de perder os recursos do convênio celebrado com a Caixa Econômica Federal.

Cabe ressaltar que essa mesma situação se repete na pavimentação do Conjunto Novo Horizonte, que está com os trabalhos paralisados, por conta dos postes que também estão invadindo a rua.

Confiante em uma decisão favorável por parte da Justiça, a prefeitura reitera o compromisso com o desenvolvimento da cidade e conta com a compreensão da população por conta da falta de sensibilidade da Energisa.

Tiago Castro
Prefeito constitucional de Cabaceiras

 

Protesto: moradores de São Bento tapam buracos na rua em frente à Secretaria de Obras

Faixas foram exibidas na rua com cobranças para que o prefeito Jarques Lúcio resolva o problema na cidade

Moradores acusam o prefeito Jarques Lúcio de não cumprir com as promessas de campanha. Foto: Divulgação

Os moradores da cidade de São Bento, no Sertão, promoveram um protesto diferente, neste domingo (22). Cansados de cobrar a revitalização do asfalto nas ruas, eles decidiram tapar os buracos por conta própria. O local do protesto foi, curiosamente, a frente da Secretaria de Infraestrutura e Obras. A parte frontal ao prédio municipal também apresenta estrutura deteriorada. Foram estendidas faixas na rua com cobranças direcionadas ao prefeito Jarques Lúcio (DEM), eleito em 2016. No protesto, os moradores acusam o gestor de estar fugindo das suas obrigações.

Confira o vídeo:

Ministério Público denuncia secretários por matança de cães em Igaracy

Laudo do IPC mostrou que animais de rua foram mortos de “forma violenta” e com “lesões traumáticas”

A morte dos animais de rua com requintes de crueldade causou comoção na cidade sertaneja. Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou denúncia nesta semana contra os servidores públicos acusados de matar de forma violenta 31 animais de rua na cidade de Igaracy, no Sertão. A representação protocolada no 2ª Vara Mista da Comarca de Piancó, nesta terça-feira (17), pede a condenação dos secretários de Saúde do Município, José Carlos Maia, e Infraestrutura, Francisco Edilson Lacerda. O primeiro, inclusive, foi exonerado pelo prefeito Lídio Carneiro (PTB) após a matança dos cães ganhar repercussão nacional. A denúncia foi protocolada pelo promotor José Leonardo Clementino Pinto.

Os suspeitos foram denunciados com base nas leis que tratam de maus tratos (Art. 32 da lei 9.605/1998), crime continuado (Art. 71 do Código Penal), poluição ambiental (Art. 54 da Lei 9.605/1998) e induzir a erro o juiz ou perito (Art. 347 do Código Penal). Na peça, o promotor faz uma descrição detalhada da irregularidade que teria sido cometida pelos servidores públicos. A morte cruel dos 31 cães ocorreu no dia 6 de março. A providência, segundo os acusados, foi tomada depois de cobranças feitas por vereadores do município, incomodados com os animais de rua.

No primeiro momento, o secretário José Carlos Maia informou que os animais foram mortos por que estavam doentes e que foram usadas injeções letais. O laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC), divulgado recentemente, no entanto, apontou que as mortes ocorreram de forma violenta, por meio de lesões traumáticas. “O laudo mostra a abundância das manchas de sangue que havia no local, comprovando a existência de traumas nesses animais, indo de encontro ao que se espera do cumprimento dos protocolos regulamentares de eutanásia em animal”, explicou a perita Michelle Nóbrega, responsável pela perícia.

Na denúncia contra os servidores o promotor pede ao magistrado responsável pela comarca que sejam tiradas cópias do inquérito policial e encaminhadas ao procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico da Nóbrega, para que sejam apuradas possíveis irregularidades na área penal pelo prefeito Lídio Carneiro. A mudança da esfera, no caso do prefeito, se deve ao fato de ele possuir foro privilegiado, por ser prefeito da cidade. Pelo menos dez pessoas foram arroladas como testemunhas na denúncia protocolada pelo Ministério Público.

 

Investigação mostra prefeito interino de Cabedelo entre os suspeitos de receber propina

Gravação ambiental mostra a servidora da Câmara Leila Viana entregando envelopes que os investigadores acreditam conter dinheiro de corrupção

As imagens captadas pelas câmaras instaladas pela Polícia Federal na sala da servidora mostra suposta entrega de dinheiro a Vitor Hugo. Foto: Reprodução/processo

A operação Xeque-Mate provocou um verdadeiro “terremoto” na prefeitura e na Câmara Municipal de Cabedelo. Ao todo, foram afastados 85 servidores públicos, contando entre eles o prefeito Leto Viana; o vice-prefeito Flávio Oliveira, o presidente da Câmara Municipal, Lúcio José, e a vice-presidente da Casa, Jacqueline França, esta última mulher de Leto. Dos quatro, todos do PRP, apenas Oliveira não foi preso. Da Câmara, cinco vereadores foram presos e cinco afastados. Dez suplentes foram convocados para escolher a nova Mesa Diretora e, consequentemente, o novo presidente da Casa, que assumiu interinamente a prefeitura. O novo gestor é Vitor Hugo (PRB), um dos seis que não foram afastados e nem presos. O problema é que ele também é citado na investigação da PF em conjunto com o Ministério Público da Paraíba.

Reprodução extraída a representação apresentada pelo Ministério Público no Tribunal de Justiça

Vítor Hugo foi mostrado em reportagem do Fantástico, da Rede Globo, no quadro Cadê o dinheiro que estava aqui. O blog conseguiu os vídeos nos quais o repasse dos recursos era feito. O suposto esquema criminoso, segundo informações da Polícia Federal, resultou em um prejuízo estimado de R$ 35 milhões aos cofres públicos desde 2013. Parte do esquema funcionava com o pagamento, pelo erário, a funcionários fantasmas. Eles recebiam até R$ 10 mil por mês sem precisar dar um prego numa barra de sabão. Todo o esforço era sacar todos os meses de 80% a 90% do valor e entregar na casa do prefeito Leto Viana ou na sede do PRP, segundo as investigações. O dinheiro, de acordo com a acusação, abastecia vereadores e servidores públicos além, lógico, do próprio prefeito.

Neste vídeo, Lúcio José recebe dinheiro em mãos:

A Polícia Federal desencadeou a operação Xeque-Mate em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado. No curso das investigações, foram instaladas câmaras de captação ambiental em pontos estratégicos da cidade. Elas mostraram as movimentações suspeitas na casa do prefeito, na sede do PRP e, lógico, na Câmara de Vereadores. A servidora suspeita como a responsável por entregar os envelopes é a prima do prefeito Leto Viana, Leila Viana do Amaral. O MPPB e a PF disponibilizam o endereço eletrônico http://xequemate.mppb.mp.br para denúncias relativas à investigação.

Neste vídeo, a conversa é com outro vereador:

A representação protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba apresenta a servidora da Câmara Leila Viana como “figura como peça central do esquema de desvio dos salários dos servidores do Poder Legislativo, cabendo-lhe, além da distribuição dos envelopes contendo os cheques dos assessores fantasmas de cada vereador e respectivas folhas de ponto para preenchimento a posteriori, a distribuição de dinheiro oriundo de tal prática espúria aos parlamentares e, também, o saque do dinheiro dos servidores junto à agência da CEF em Cabedelo/PB”.

Confira a íntegra do processo

Resposta de Vitor Hugo

O prefeito em exercício de Cabedelo, Vitor Hugo, negou envolvimento com as acusações. Em vídeo divulgado logo após a reportagem do Fantástico, ele alega que não está sendo investigado, não foi responsabilizado e que vai procurar retratação. Diz ainda que os envelopes entregues por Leila contém o cheque usado para o pagamento dos salários dos vereadores.

Confira na íntegra a nota do prefeito:

NOTA:

Minha vida, pública ou não, sempre foi pautada pela honestidade e transparência. Nunca precisei esconder fatos ou utilizar de meios ilegais para conquistar objetivos e chegar onde cheguei.

A maior prova disso é justamente a “Operação Xeque Mate”, que investigou a fundo as irregularidades cometidas em Cabedelo, colheu provas e prendeu ou afastou todos os envolvidos.

Por isso mesmo fui pego de surpresa na noite deste domingo, com a utilização da minha imagem e do meu nome pelo programa da Rede Globo “Fantástico” entre os vereadores envolvidos no esquema. A entrega de envelopes é um fato comum e corriqueiro na relação entre o legislativo e o executivo.

Nesse dia em específico recebi apenas o meu salário normal de cada mês, feito em cheque. Fato provado, repito, pela própria Operação, que não me incluiu entre os envolvidos no esquema.

Outro fato que me causou estranheza foi a quebra de um dos preceitos básicos do jornalismo: ouvir os dois lados e conceder espaço para a defesa dos citados. Em NENHUM momento fui procurado pela Rede Globo.

Continuo à disposição da Justiça, da Polícia e principalmente do povo de Cabedelo para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

Victor Hugo – Prefeito de Cabedelo