“Deixa o futuro falar”, diz Cássio sobre possível candidatura em Campina Grande

Foto com crachá de prefeito, postada em rede social, traz comentários de eleitores sobre suposta candidatura

Ex-senador publica no Instagram foto de crachá de quando tinha 25 anos. Foto: reprodução

Ex-prefeito de Campina Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador. Estas são algumas das credenciais de Cássio Cunha Lima (PSDB), que causou frisson, nesta quinta-feira (23), após publicação nas redes sociais. No perfil que mantém no Instagram, postou foto do crachá usado por ele quando prefeito de Campina Grande, aos 25 anos. Não demorou para que uma enxurrada de comentários de eleitores seguissem a publicação. A maioria deles pedindo a candidatura de Cunha Lima, que, no ano passado, não conseguiu renovar o mandato de senador.

Procurado pelo blog, o político deu uma resposta enigmática sobre uma possível candidatura. “Deixa o futuro falar”, respondeu, ao comentar a “convocação” dos seguidores na rede social. O ex-senador é a principal figura política do PSDB no Estado e, caso tenha interesse, terá as bençãos do partido para a disputa. A sigla é comandada no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio. Ele também é primo do atual prefeito, Romero Rodrigues, que trocou recentemente a sigla tucana pelo PSD. Apesar disso, há quem diga que o gestor abençoaria a candidatura do tucano, caso ele opte por encarar a disputa.

O atual prefeito encara uma situação atípica para a disputa de 2020, quando ele não poderá mais ser candidato. Tem uma gestão bem avaliada e uma fila de pelo menos oito aliados que se apresentam como opção para a disputa. Romero tem dito a quem queira ouvir que não tem pressa para definir quem vai receber o apoio dele nas eleições. Tem conversado com todos. Sobre Cássio, diz que não pode se posicionar sobre uma candidatura que ainda não foi posta oficialmente. Vê, porém, o tucano como um grande quadro e ressaltou a relação fraterna com o ex-senador.

A bolsa de apostas sobre a candidatura de Cássio Cunha Lima anda agitada. Mas replicando a resposta dele ao blog: “deixa o futuro falar”…

Procura-se um médico desesperadamente para a cidade de Passagem

Prefeito Magno Martins publica anúncio nas redes sociais com promessa de salários de R$ 14 mil

Reprodução/Facebook

O prefeito de Passagem, no Sertão, Magno Martins, tem procurado de forma desesperada por um médico para atuar no Programa Saúde da Família (PSF) da cidade. O motivo: o médico que atuava na cidade decidiu pedir demissão por ter encontrado uma oferta melhor de trabalho. O salário oferecido pelo poder público municipal é de R$ 14 mil, com expediente da segunda a quinta-feira. A missão não tem sido fácil, mas o gestor se mantém otimista. “Tenho feito a divulgação e espero conseguir preencher este espaço nos próximos dias, porque as pessoas estão cobrando o retorno do atendimento”, disse.

A missão de conseguir um médico se tornou mais difícil, ele garante, depois da saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos. Ele diz que Passagem foi um dos primeiros municípios a aderir ao programa e talvez o primeiro a abrir mão dele. O problema é que quando os estrangeiros foram embora, os brasileiros passaram a impor dificuldades para ocupar o cargo. “É como se diz no popular, tem muito nego colocando o pé no bucho”, brincou o prefeito, ao descrever a situação. A realidade vivida em Passagem é parecida até com a de cidades grandes da Paraíba. A prefeitura de João Pessoa, não raro, pena na hora de preencher vaga de médicos.

Cabedelo economiza R$ 3 milhões por mês com demissão de ‘fantasmas’, diz prefeito

Prefeito de Cabedelo diz que dinheiro que sobrou deu para calçar várias ruas e construir praças

Vítor Hugo promete solução para a construção de shopping em Cabedelo. Foto: Suetoni Souto Maior

Ainda interino no cargo, o prefeito eleito de Cabedelo, Vítor Hugo (PRB), já faz planos para as eleições de 2020. Empolgado com a vitória na eleição suplementar, ele antecipou, durante entrevista à CBN, nesta sexta-feira (12), que será candidato à reeleição. Para isso, espera contar com a concretização de alguns pontos do planejamento eleitoral. Quer elevar o índice de ruas calçadas dos atuais 50% para 75%, por exemplo. O gestor lembra que, para isso, conta com sobra de caixa. A demissão dos servidores fantasmas rendeu uma economia de R$ 3 milhões por mês. Isso quer dizer que, por ano, são quase R$ 40 milhões para investimentos.

E isso dá para quê? Ele responde que foram mais de 40 ruas calçadas em um ano. Estão sendo construídas praças e equipamentos de saúde também. A operação Xeque-Mate, que acabou resultado na prisão do ex-prefeito Leto Viana (PRP) e de cinco vereadores da Câmara, além do afastamento do vice e de outros cinco vereadores, mostrou o tamanho do problema. As câmaras instaladas pela Polícia Federal em postes mostraram que vários servidores recebiam os salários e levavam para a casa de Leto ou para a sede do PRP. Pelo menos 85 deles foram afastados por determinação da Justiça.

O prefeito detalhou a iniciativa que visa o impedimento da desapropriação em casas próximas às obras da terceira faixa na BR-230. A construção de uma ciclovia será abandonada pelo Dnit. Com isso, as casas e muros da localidade serão poupadas. Um dos viadutos também será retirado do projeto. “É bom para a cidade e mais econômico também para a obra do governo federal”, ele pontua. A ciclovia vai contemplar a orla da cidade.

Shopping

Vítor Hugo também prometeu entendimento com a empresa Marquise para a construção do Shopping Parque Intermares. A obra esteve no centro de uma discussão que envolveu interesses empresariais e ingerência política na cidade. Por conta desta discussão e das consequência dela, muita gente foi presa na cidade. “Tivermos várias reuniões e o projeto vai sair do papel”, disse o prefeito, que espera a construção já para o fim deste ano. A perspectiva é a de que a obra esteja concretizada em dois anos. Ou seja, até 2021, segundo as projeções do prefeito. A efetivação dele no cargo deve ocorrer em 1º de maio.

Pressão de adversários e familiares motivou renúncia de Bonifácio Rocha em Patos

Prefeito em exercício fala em “briga insana pelo poder” para justificar decisão de abandonar a política

Bonifácio Rocha quando foi empossado no cargo de prefeito de Patos. Foto: Divulgação

Quando se fala em renúncia de mandato, na Paraíba, todos ficam logo de orelha em pé. O caso de Luceninha, ex-prefeito de Cabedelo, deixou uma péssima impressão. No caso dele, segundo a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), houve venda de mandato. O episódio mais recente, o de Patos, com a renúncia do prefeito em exercício, Bonifácio Rocha (PPS), parece se enquadrar em justificativa distinta. Ele vinha sofrendo pressão de todos os lados, vindas da oposição, lógico, mas também de dentro de casa. Familiares insistiam para que ele deixasse a política. O medo era que ele enfrentasse problemas futuros com a Justiça por causa de terceiros.

Bonifácio assumiu a prefeitura de Patos com o afastamento do titular da pasta, Dinaldinho Wanderley (PSDB), fato ocorrido em 15 de agosto de 2018. Dinaldinho foi alcançado pelas denúncias no bojo da operação Cidade Luz, do Ministério Público da Paraíba. O substituto, pelo que se diz na cidade, conseguiu imprimir algum nível de ordem administrativa, porém, mais recentemente, foi perdendo as condições de governar. Apesar de empossado no cargo, foi deixando a autonomia escorrer pelas mãos. Deixou nos cargos, de pronto, grande parte dos secretários do antecessor e se acostumou com as bolas nas costas. Além disso, passou a receber pressão de familiares para deixar o cargo.

O prefeito em exercício falou em “briga insana pelo poder” para justificar a saída do cargo. A vontade foi expressada em carta divulgada momentos após entregar a carta-renúncia na Câmara Municipal. Com o afastamento definitivo, o presidente da Câmara, Sales Júnior (PRB), vai assumir  cargo de prefeito nesta sexta-feira (6). Será o terceiro chefe do Executivo patoense no atual mandato. A carta-renúncia foi lida na sessão ordinária da Câmara na noite desta quinta-feira pelo presidente Sales Júnior.

“Chegamos num momento que, por tudo que envolve a briga insana pelo poder, já não vejo as mesmas condições para continuar avançando, mesmo retornando a cidade para os trilhos. A eleição que se aproxima contamina uma oportunidade e passa a ser objetivo principal de muitos”, explicou Bonifácio. Em seguida, disse que que “a partir desse ponto um novo choque e novas ideias trarão mais benefícios para a cidade do que persistir em remar contra uma correnteza mais forte que minhas forças”.

Ao assumir o cargo, Bonifácio encontrou um ‘rombo” financeiro na Prefeitura e baixou um pacote de medidas de cortes de gastos, a exemplo da demissão de comissionados e prestadores, além de reduzir despesas com energia, água, telefone e combustível. Apesar das medidas, não conseguiu equilibrar as finanças do Município.

Novo prefeito

Sales Júnior lamentou a decisão de Bonifácio Rocha, mas disse que está pronto para assumir o comando da Prefeitura de Patos. “Estou preparado para tudo, sou movido a desafios”, afirmou Sales, que pediu a união de todos para tornar Patos uma grande cidade.

Dinaldinho

Desde que foi afastado, Dinaldinho Wanderley tenta voltar ao comando da Prefeitura de Patos. Ele vai impetrou recursos junto ao Tribunal de Justiça da Paraíba, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, mas não obteve sucesso.

Vítor Hugo tem votação histórica na eleição suplementar de Cabedelo

Prefeito interino conseguiu 73% dos votos no pleito e será efetivado no cargo vago com a renúncia de Leto Viana

Vítor Hugo chega ao cargo de prefeito após 11 meses de interinidade na função. Foto: Divulgação

O prefeito interino de Cabedelo, Vítor Hugo (PRB), mudou de status neste domingo (17). Passou à condição de prefeito eleito e logo será empossado no cargo. A diplomação deve ocorrer até o dia 29 de maio, de acordo com o calendário eleitoral. O gestor saiu vitorioso das urnas com 73% dos votos, um verdadeiro massacre em relação aos adversários. Foram 23 mil votos. Eneide Regis (PSD) foi a segunda colocada, com 6.199 votos. Ela foi seguida de Marcos Patrício (PSOL), com 1.461 votos, e Eudes Souza (PTB), com 818 votos. Cerca de 25% do eleitorado, o equivalente a 11.851 eleitores, não compareceram às urnas. A eleição suplementar, na cidade, é reflexo da renúncia do ex-prefeito Leto Viana (PRP), que se encontra preso no 5º Batalhão da Polícia Militar, em João Pessoa.

Vítor está no poder desde o dia 4 de abril de 2018, na condição de interino. Ele primeiro assumiu a presidência da Câmara de Cabedelo em decorrência do afastamento do poder de toda a cúpula da prefeitura e do Legislativo. O presidente era Lúcio José e a vice era Jacqueline França, ambos do PRP. Os dois foram e permanecem presos. Em eleição ocorrida na Câmara, Vítor Hugo foi eleito para comandar o Legislativo e, nesta condição, assumiu interinamente a prefeitura. No pleito deste domingo, ele concorreu ao cargo à frente da coligação A Força do Trabalho (PRB, MDB, DEM e PSB). A composição tem Aguinaldo Silva (PSB) na condição de vice. Com o resultado, ele ficará no cargo até o fim do atual mandato e poderá concorrer à reeleição.

“Antes de tudo, quero agradecer a Deus pela oportunidade de continuar prefeito, desta vez eleito pelo povo. Agradecer, de coração, a todos que saíram de suas casas neste domingo para votarem no 10, confiando em nós e na vontade que demonstramos em mudar Cabedelo através do trabalho. Vamos continuar nossa gestão, com responsabilidade, compromisso e a vontade de ver Cabedelo desenvolvida e com oportunidade para todos”, disse Vítor.

Quase um ano de indefinição

No dia 3 de abril de 2018, a operação Xeque-Mate, da Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra do Crime Organizado (GAECO), cumpriu 11 mandados de prisão preventiva em Cabedelo. Entre os presos estavam o então prefeito Leto Viana e outros 5 vereadores. O então vice-prefeito, Flávio de Oliveira, foi afastado do cargo.

A operação tinha como objetivo desarticular um esquema de corrupção na administração pública do município. Após as ações desempenhadas pela PF, o então vereador Vitor Hugo (PRB) assumiu o cargo de prefeito interino no município e outros 10 suplentes foram empossados vereadores.

Ainda em novembro do mesmo ano, Cabedelo voltou a viver nova indefinição em torno da política municipal. Em uma votação que aconteceu no dia 27 daquele mês, os vereadores elegeram Geusa Ribeiro (PRP) como presidente da câmara. Consequentemente, ela deveria assumir a prefeitura do município já em 1º de janeiro de 2019.

Os vereadores aliados de Vitor Hugo entraram na Justiça contra a votação. No dia 3 de dezembro de 2018, uma decisão da juíza Teresa Cristina de Lyra Pereira suspendeu o projeto de resolução que alterou a mesa diretora e no mesmo dia, em uma outra liminar, garantiu a presidência da Câmara Municipal e a prefeitura da cidade em de janeiro de 2019, ao então prefeito interino.

Com informações do Jornal da Paraíba

Justiça condena prefeito que fraudou construção de banheiros

Operação Transparência, desencadeada há dez anos, apontou irregularidades em licitações em Casserengue

Prefeito Genival Bento teria conduzido licitação fraudulenta no município. Foto: Divulgação

Em ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, a 12ª Vara da Justiça Federal em Guarabira (PB) condenou o prefeito de Casserengue (PB), Genival Bento da Silva e mais cinco pessoas por improbidade administrativa, em razão de fraude licitatória e desvio de recursos públicos envolvendo pagamento de comissão e propinas, praticados por organização criminosa desarticulada durante a Operação Transparência, em 2009. Ele voltou ao cargo em 2016, quando foi eleito novamente para o cargo.

As improbidades ocorreram na execução do Convênio nº 165/08, firmado entre o município de Casserengue e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para realizar melhorias sanitárias domiciliares, cabendo à União a transferência de R$ 400 mil ao município, que, por sua vez, entraria com R$ 12.610,00 como contrapartida. A verba seria utilizada para construir 139 privadas higiênicas distribuídas nas localidades Fazenda Pedra d’Água, Sítio Casserengue, Sítio Cinco Lagoas e Sítio Serra Branca, no município.

Para a execução das obras, a prefeitura de Casserengue realizou licitação na modalidade Tomada de Preços. No entanto, as investigações constataram que havia conluio entre as empresas licitantes e os agentes públicos do município, pois, apesar de a licitação ter sido vencida pela empresa Equilibrium Construções e Serviços Ltda, os serviços foram executados por Demóstenes Júnior, que atuava representando outra licitante, a Construtora Dinápoli Ltda. Conversas telefônicas interceptadas revelaram que Demóstenes gastou R$ 15 mil para comprar a desistência de, aproximadamente, 30 concorrentes.

“Comissão” e propinas

Na sequência, mediante o pagamento de “comissão” incidente sobre o valor da obra em favor da licitante vencedora, Demóstenes e o o prefeito Genival Silva executaram a obra. Dessa forma, a construção das privadas foi executada diretamente pelo município, barateando custos e permitindo o desvio de dinheiro público. Além disso, do montante repassado pela Funasa, uma parte se destinou ao pagamento de propinas para funcionários da própria Funasa na Paraíba. Também foram efetuados pagamentos em favor do gestor público, ocorridos logo após o depósito para a empresa contratada, a Equilibrium.

Obra mal feita

Segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), partes das obras dos banheiros possuíam área inferior à especificada no projeto. Além disso, apesar do pouco tempo de construção, as calçadas de proteção já apresentavam desgaste e buracos. Outro trecho do relatório denota a má qualidade dos serviços do sistema hidrossanitário: “a solução adotada para o chuveiro não atende às necessidades, devido ao baixo núcleo da caixa d’água. Em relação ao esgoto, em alguns casos, as dimensões do sumidouro não foram suficientes para suportar a vazão de descarga, provocando o entupimento da tubulação e o despejo de esgoto a céu aberto”, constatou a CGU.

Ressarcimento integral

Além do prefeito Genival Bento da Silva, foram condenados Demóstenes Dias de Medeiros Júnior, Ercijane de Fátima Barreto Chagas, Cristiano José das Chagas, Elisabeth da Costa Chaves e Manoel Claudino da Silva. Todos foram condenados, solidariamente, ao ressarcimento integral do dano e terão que devolver ao erário R$ 29.523.00, atualizados monetariamente até a data do pagamento, acrescidos de juros de mora, a contar do ato ímprobo que causou o dano aos cofres públicos. A condenação ainda inclui suspensão dos direitos políticos por 10 anos, proibição de contratar com o poder público por 5 anos (10 anos, no caso do prefeito) e multa.

Operação Transparência

Deflagrada em 10 de novembro de 2009, a Operação Transparência, identificou a atuação de uma organização criminosa na Paraíba voltada a fraudar licitações e desviar recursos públicos mediante a constituição de pessoas jurídicas “de fachada”. As investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal contaram com a participação da Receita Federal, da Controladoria-Geral da União e auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado da Paraíba. As empresas “de fachada” foram identificadas em 121 municípios e 16 órgãos públicos estaduais e federais.

Tyrone culpa ex-namorada pelas agressões sofridas por ela

Prefeito de Sousa diz em entrevista no Sertão que “revidou” agressões que teria sofrido: “tenho minha parcela de culpa”

Fábio Tyrone diz que revidou a supostas agressões da ex-namorada. Foto: Divulgação/Prefeitura de Sousa

O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), quebrou o silêncio sobre as agressões contra a ex-namorada. No último sábado (8), o Tribunal de Justiça da Paraíba concedeu medidas protetivas em favor da advogada Myriam Pires Benevides Gadelha. Ela denunciou o gestor pelas agressões, ocorridas na quinta-feira (6) da semana passada. Ele foi proibido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira. Durante entrevista nesta segunda (10), na rádio Sousa FM, o prefeito admitiu que tem culpa, mas garantiu que “apenas” revidou às agressões da namorada.

Em linhas gerais, o prefeito de Sousa alegou que vinha sofrendo agressões de forma reiteradas. “Não deveria ter ocorrido. Tenho a minha parcela de culpa”, admitiu Tyrone. Após a repercussão do caso, o chefe do Executivo traçou teorias sobre uma suposta tentativa da família da advogada de prejudicá-lo politicamente. Disse que as câmaras do elevador do prédio onde Myriam mora poderiam provar que ele foi agredido. Garantiu, também, ter laudos de exame de corpo de delito que provariam a versão dele. Assegurou ainda que tentou deixar o apartamento e foi impedido pela ex-namorada. “Foi aí que começaram as trocas de empurrões”, disse.

Justiça

As medidas protetivas contra Fábiol Tyrone foram arbitradas pelo o desembargador Ricardo Vital de Almeida. Ele atendeu pedido ajuizado pela própria Myriam, que é advogada. Além de não poder se aproximar, o prefeito está impedido de fazer contato por qualquer meio de comunicação (whatsapp, mensagem de texto, e-mail, telefone, bilhetes, redes sociais, dentre outros). A ofendida requereu a medida protetiva de urgência para assegurar seu direito básico de viver sem violência e preservação de sua saúde física e mental e pediu para que fosse estendida aos seus familiares e testemunhas, revelou nota do Tribunal de Justiça.

Advogada relatou agressão do namorado. Foto: Divulgação

A postulante relatou que manteve relacionamento com o requerido por cerca de quatro meses, período em que este teria revelado personalidade ciumenta, possessiva e controladora. Sustentou que, no dia 17 de novembro de 2018, durante viagem de lazer à cidade de São Paulo, o requerido teria, com ciúmes, lhe empurrado e tentado lhe agredir pelo pescoço.

A requerente informou que, no dia 6 de dezembro de 2018, em festa realizada nesta Capital, o requerido teria iniciado briga com a requerente, pois esta supostamente estaria a beber demais e a conversar com muitas pessoas. Disse que no trajeto da festa para casa, com as discussões mais acaloradas, o agressor lhe desferiu um tapa no rosto e, ao chegar na residência da vítima, xingou-a com palavras de ‘baixo calão’ para, em seguida, dar-lhe outro tapa no rosto, empurrando-a no chão e iniciando uma sequência de chutes. Relatou que, ao mandar o requerido ir embora, foi novamente agredida com um soco no olho direito.

Myriam ainda relatou que se dirigiu à delegacia para registrar a ocorrência e realizar exame de corpo de delito, tendo optado por não demandar a medida protetiva naquela oportunidade, já que teve notícia de que o agressor estaria em Sousa. Entretanto, mencionou que sofreu ameaças do irmão do requerido, avisando que a situação iria se complicar, pois o fato teria sido exposto a familiares da vítima, razão pela qual, entendeu por bem se socorrer do Poder Judiciário para salvaguardar sua integridade física.

Outro caso

Por fim, acrescentou que Fábio Tayrone já responde a processo criminal por haver ofendido a integridade física de sua ex-cônjuge, sendo réu no processo nº 58659- 56.2016.8.06.0112/0, em trâmite no Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Juazeiro do Norte – CE.

O desembargador, após analisar as provas acostadas aos autos, contatou que a requerente teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas praticadas pelo seu ex-companheiro. Citou o artigo 7º, incisos I e II, da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), que trata das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Ricardo Vital verificou que a agressão, registrada perante a autoridade policial, resultou em lesão à integridade física da requerente, materializada com chutes no corpo e socos no rosto e que o laudo traumatológico evidenciava a ação contundente do agressor. Chamou a atenção para o fato de que o requerido é réu pela prática da mesma espécie de conduta e acrescentou que a violência psicológica restava comprovada nas cópias de mensagens de texto, onde ficava patente a ação do agressor para causar à vítima danos emocionais.

“É clarividente, portanto, a crueldade perpetrada contra a requerente, de modo que, nos termos do artigo 22 da Lei nº 11.340/06, necessário se faz adotar medidas que obriguem o agressor e protejam a vítima, sobretudo, levando em consideração a conduta recorrente do requerido, o que demonstra sua personalidade voltada para a prática de violência contra a mulher”, arrematou o desembargador.

 

Prefeito de Tavares, Aílton Suassuna, é preso em desdobramento da Operação República

Gestor é suspeito de ter, junto com o irmão, Michael Suassuna, cobrado propina de empresário

Aílton Suassuna é acusado de ter cobrado propina para a liberação de pagamentos a fornecedores na prefeitura de Tavares. Foto: Reprodução: Facebook

O prefeito de Tavares, Aílton Suassuna (MDB), foi preso na manhã desta sexta-feira (30) em desdobramento da operação República. A prisão preventiva foi efetivada pelo responsável pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor), Allan Murilo Terruel. Suassuna é suspeito de, junto com o irmão, Michael, ter atuado para cobrar proprina de fornecedor da prefeitura. O caso foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Os dois foram alvos de operação ocorrida no dia 15 de novembro, que resultou com a prisão de Michael, secretário de Finanças do Município, e o indiciamento do prefeito. O vice, Luiz Poeta, deve assumir o cargo ainda nesta sexta.

A ação foi autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça. A denúncia de tentativa de extorsão foi formulada pelo dono de uma concessionária do Sertão. Aílton e Michael são acusados de ter cobrado propina como condição para o pagamento pela aquisição de dois veículos pela administração municipal. Em depoimento ao Gaeco, o empresário revelou que venceu uma licitação promovida pelo município de Tavares. O pregão presencial ocorreu no dia 11 de outubro deste ano. O empresário relatou que no dia em que foi divulgado o resultado do certame, um funcionário da empesa dele, representante na audiência, relatou ter sido procurado pelo prefeito.

Durante a conversa, o gestor do município, pessoalmente, teria pedido o pagamento de propina para “facilitar” o pagamento. Os veículos em questão eram dois carros modelo Spin, da Chevrolet, no valor de R$ 78,9 mil, cada um. Ao ser informado de que a empresa não trabalhava com o pagamento de vantagens, o prefeito, segundo o relato do delator, teria pedido o contato do dono da concessionária para contato pessoal.

Provas repassadas ao Ministério Público mostraram que o prefeito teria enviado mensagem pelo aplicativo WhatsApp para o empresário dizendo que gostaria de tratar pessoalmente da desobstrução do pagamento. Os carros foram adquiridos pela concessionária para a entrega, tal qual o previsto pela licitação. As notas fiscais foram emitidas e a entrega ocorreria na sexta-feira (9), mas ela não foi possível naquele dia. Aílton Suassuna, no entanto, em novo contato pelo aplicativo de compartilhamento de mensagem reafirmou a necessidade da conversa. Teria dito, então, que enviaria para o encontro a irmã, Maévia Pouline Suassuna Porto, secretária de Controle Interno da prefeitura.

A pessoa encaminhada para o encontro, no entanto, foi o secretário de Finanças, Michael Suassuna, também irmão do prefeito. Por meio de operação controlada, que incluiu a captação de áudio, o Ministério Público conseguiu flagrar conversa. Após a negociação de R$ 2 mil em propina, revela a investigação, Suassuna teria liberado o pagamento das faturas referentes à compra dos carros. Os extratos do pagamento, apresetados pelo empresário delator, mostram a assinatura eletrônica do secretário e do prefeito. O pagamento da suposta propina ficou acertado para o período da tarde desta quarta-feira (14). Primeiro ficou acertado que o dinheiro seria recolhido por um terceiro, mas Michael entrou em contato com o empresário dizendo que ele mesmo faria a coleta.

O secretário de Finanças foi preso em flagrante, após o recebimento do dinheiro pago pelo empresário, em Patos. A partir daí teve início a procura pelo prefeito, que se apresentou à polícia horas depois. Entre as acusações que pesam contra os dois estão crimes de responsabilidade de prefeito municipal, peculato, concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

 

Operação República: secretário é preso e prefeito de Tavares é indiciado por suposta cobrança de propina

Aílton Suassuna e o irmão, Michael, teriam cobrado de concessionária para liberar pagamento por compra de dois veículos

Aílton Suassuna é acusado de ter cobrado propina para a liberação de pagamentos a fornecedores na prefeitura de Tavares. Foto: Reprodução: Facebook

O prefeito de Tavares, Aílton Suassuna (MDB), e o irmão dele, o secretário de Finanças do Município, Michael Suassuna, foram os alvos da Operação República, nesta quarta-feira (14). O secretário foi preso e o prefeito foi indiciado. Eles são acusados de ter cobrado propina como condição para o pagamento pela aquisição de dois veículos pela administração municipal. A ação foi autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça. A denúncia foi formulada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), com base em investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O órgão, após denúncia formulada pelo dono da concessionária, montou uma operação controlada para flagrar a tentativa de extorsão. A ação, batizada de Operação República, contou com participação também da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor).

Em depoimento ao Gaeco, o dono de uma rede de concessionárias do Sertão revelou que venceu uma licitação promovida pelo município de Tavares. O pregão presencial ocorreu no dia 11 de outubro deste ano. O empresário relatou que no dia em que foi divulgado o resultado do certame, um funcionário da empesa dele, representante na audiência, relatou ter sido procurado pelo prefeito. Durante a conversa, o gestor do município, pessoalmente, teria pedido o pagamento de propina para “facilitar” o pagamento. Os veículos em questão eram dois carros modelo Spin, da Chevrolet, no valor de R$ 78,9 mil, cada um. Ao ser informado de que a empresa não trabalhava com o pagamento de vantagens, o prefeito, segundo o relato do delator, teria pedido o contato do dono da concessionária para contato pessoal.

Provas repassadas ao Ministério Público mostraram que o prefeito teria enviado mensagem pelo aplicativo WhatsApp para o empresário dizendo que gostaria de tratar pessoalmente da desobstrução do pagamento. Os carros foram adquiridos pela concessionária para a entrega, tal qual o previsto pela licitação. As notas fiscais foram emitidas e a entrega ocorreria na sexta-feira (9), mas ela não foi possível naquele dia. Aílton Suassuna, no entanto, em novo contato pelo aplicativo de compartilhamento de mensagem reafirmou a necessidade da conversa. Teria dito, então, que enviaria para o encontro a irmã, Maévia Pouline Suassuna Porto, secretária de Controle Interno da prefeitura.

A pessoa encaminhada para o encontro, no entanto, foi o secretário de Finanças, Michael Suassuna, também irmão do prefeito. Por meio de operação controlada, que incluiu a captação de áudio, o Ministério Público conseguiu flagrar conversa. Após a negociação de R$ 2 mil em propina, revela a investigação, Suassuna teria liberado o pagamento das faturas referentes à compra dos carros. Os extratos do pagamento, apresetados pelo empresário delator, mostram a assinatura eletrônica do secretário e do prefeito. O pagamento da suposta propina ficou acertado para o período da tarde desta quarta-feira (14). Primeiro ficou acertado que o dinheiro seria recolhido por um terceiro, mas Michael entrou em contato com o empresário dizendo que ele mesmo faria a coleta.

O secretário de Finanças foi preso em flagrante, após o recebimento do dinheiro pago pelo empresário, em Patos. A partir daí teve início a procura pelo prefeito, que se apresentou à polícia horas depois. Entre as acusações que pesam contra os dois estão crimes de responsabilidade de prefeito municipal, peculato, concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

Confira a resposta do prefeito Aílton Suassuna

NOTA À IMPRENSA

Sobre suposto ilícito envolvendo o servidor público do município de Tavares, Michael Allysson Suassuna Porto, é importante esclarecer, em face do contraditório, o que se segue:

Primeiro, o fato narrado se refere a um pregão, sem qualquer questionamento, onde se sagrou vencedora à concessionário Rio Vale Automotores Ltda. O pregão é a modalidade de licitação mais adequada, correta e econômica para a administração pública.

Segundo, o objeto da licitação, na modalidade pregão, já foi recebido e, em contrapartida, devidamente pago pela administração pública do município de Tavares.

Terceiro, não compactuo com qualquer tipo de ilícito ou irregularidade administrativa e, ao tomar conhecimento do suposto fato ilícito envolvendo o secretário, determinei imediatamente a exoneração do servidor Michael Alysson Suassuna Porto.

Quarto, apresentei-me espontaneamente perante a autoridade policial, respondi a todos os questionamentos e, após os esclarecimentos, fui liberado logo em seguida.

Tavares, 15 de novembro de 2018

Ministério Público pede interdição do prefeito de São João do Cariri

Promotor alega que Cosme Gonçalves condições psicológicas de ocupar o cargo

Cosme Gonçalves teria apresentado contradição ao ser questionado sobre o número de filhos. Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) propôs uma ação de interdição que visa declarar a incapacidade civil do prefeito de São João do Cariri, Cosme Gonçalves de Farias. A ação foi impetrada pelo titular da Promotoria Cumulativa de São João do Cariri, José Bezerra Diniz. Ele explicou que o tipo de processo não é comum no âmbito do MP, mas que a medida tornou-se necessária para preservar o bem público e o interesse coletivo. A ação é decorrente da Notícia de Fato Nº 054.2018.000068, cadastrada no último dia 5 de julho, após representação de uma pessoa da comunidade (nome em sigilo) informando que o gestor dava sinais de esquecimento.

O prefeito foi ouvido no dia 12 de julho. Na época, o gestor demonstrou certa dificuldade em responder a perguntas simples sobre o seu cotidiano e sobre a família. Durante a audiência, o gestor se atrapalhou, por exemplo, em relação ao número de filhos (disse que tinha três homens) e, após retificar a resposta (dizendo ter um filho e uma filha), reconheceu que sua memória andava oscilante, mas que não estava doente, apenas abalado com a morte da mãe, há mais de dois meses.

Depois de ouvir o gestor e outras pessoas, entre elas vereadores da cidade, e juntar documentos sobre o caso, o promotor deu um prazo para que o prefeito se submetesse a um acompanhamento médico e que o profissional da área médica remetesse ao Ministério Público uma declaração sobre a saúde do prefeito. De acordo com José Bezerra, os exames encaminhados não foram conclusivos e não lhe convenceram da perfeita sanidade mental do gestor.

Para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a saúde do prefeito e pensando no bem público, o promotor recomendou, no dia 13 de setembro, que o prefeito se afastasse do cargo para tratamento médico, e que a família, mais especificamente a esposa, solicitasse sua interdição. Como as medidas não foram tomadas, o representante do Ministério Público entrou com uma ação de interdição, cujo extrato foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MP no último dia 1º. Cabe agora à Justiça, determinar uma perícia médica e, com base nela, determinar o afastamento definitivo do gestor.

A ação de interdição foi registrada no Tribunal de Justiça sob o nº 0800243-34.2018.815.034.1e deve correr em segredo de Justiça, sendo que o promotor usou o Diário Oficial do MP para tornar conhecido da comunidade geral a apuração do fato que é do conhecimento da cidade, já tendo inclusive saído reportagens na imprensa.

Defesa

Procurado pelo blog, o advogado do prefeito, Maviael Fernandes, negou que Cosme Gonçalves esteja acometido de qualquer doença que possa gerar incapacidade civil. Ele disse que a família do gestor vai esperar ser citada pela Justiça para poder se pronunciar sobre o assunto. Apesar disso, alegou que o prefeito não responde a nenhum processo e que, enquanto gestor municipal, não teve nenhuma conta reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado. “O prefeito tem trabalhado normalmente”, ressaltou.