Tyrone culpa ex-namorada pelas agressões sofridas por ela

Prefeito de Sousa diz em entrevista no Sertão que “revidou” agressões que teria sofrido: “tenho minha parcela de culpa”

Fábio Tyrone diz que revidou a supostas agressões da ex-namorada. Foto: Divulgação/Prefeitura de Sousa

O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), quebrou o silêncio sobre as agressões contra a ex-namorada. No último sábado (8), o Tribunal de Justiça da Paraíba concedeu medidas protetivas em favor da advogada Myriam Pires Benevides Gadelha. Ela denunciou o gestor pelas agressões, ocorridas na quinta-feira (6) da semana passada. Ele foi proibido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira. Durante entrevista nesta segunda (10), na rádio Sousa FM, o prefeito admitiu que tem culpa, mas garantiu que “apenas” revidou às agressões da namorada.

Em linhas gerais, o prefeito de Sousa alegou que vinha sofrendo agressões de forma reiteradas. “Não deveria ter ocorrido. Tenho a minha parcela de culpa”, admitiu Tyrone. Após a repercussão do caso, o chefe do Executivo traçou teorias sobre uma suposta tentativa da família da advogada de prejudicá-lo politicamente. Disse que as câmaras do elevador do prédio onde Myriam mora poderiam provar que ele foi agredido. Garantiu, também, ter laudos de exame de corpo de delito que provariam a versão dele. Assegurou ainda que tentou deixar o apartamento e foi impedido pela ex-namorada. “Foi aí que começaram as trocas de empurrões”, disse.

Justiça

As medidas protetivas contra Fábiol Tyrone foram arbitradas pelo o desembargador Ricardo Vital de Almeida. Ele atendeu pedido ajuizado pela própria Myriam, que é advogada. Além de não poder se aproximar, o prefeito está impedido de fazer contato por qualquer meio de comunicação (whatsapp, mensagem de texto, e-mail, telefone, bilhetes, redes sociais, dentre outros). A ofendida requereu a medida protetiva de urgência para assegurar seu direito básico de viver sem violência e preservação de sua saúde física e mental e pediu para que fosse estendida aos seus familiares e testemunhas, revelou nota do Tribunal de Justiça.

Advogada relatou agressão do namorado. Foto: Divulgação

A postulante relatou que manteve relacionamento com o requerido por cerca de quatro meses, período em que este teria revelado personalidade ciumenta, possessiva e controladora. Sustentou que, no dia 17 de novembro de 2018, durante viagem de lazer à cidade de São Paulo, o requerido teria, com ciúmes, lhe empurrado e tentado lhe agredir pelo pescoço.

A requerente informou que, no dia 6 de dezembro de 2018, em festa realizada nesta Capital, o requerido teria iniciado briga com a requerente, pois esta supostamente estaria a beber demais e a conversar com muitas pessoas. Disse que no trajeto da festa para casa, com as discussões mais acaloradas, o agressor lhe desferiu um tapa no rosto e, ao chegar na residência da vítima, xingou-a com palavras de ‘baixo calão’ para, em seguida, dar-lhe outro tapa no rosto, empurrando-a no chão e iniciando uma sequência de chutes. Relatou que, ao mandar o requerido ir embora, foi novamente agredida com um soco no olho direito.

Myriam ainda relatou que se dirigiu à delegacia para registrar a ocorrência e realizar exame de corpo de delito, tendo optado por não demandar a medida protetiva naquela oportunidade, já que teve notícia de que o agressor estaria em Sousa. Entretanto, mencionou que sofreu ameaças do irmão do requerido, avisando que a situação iria se complicar, pois o fato teria sido exposto a familiares da vítima, razão pela qual, entendeu por bem se socorrer do Poder Judiciário para salvaguardar sua integridade física.

Outro caso

Por fim, acrescentou que Fábio Tayrone já responde a processo criminal por haver ofendido a integridade física de sua ex-cônjuge, sendo réu no processo nº 58659- 56.2016.8.06.0112/0, em trâmite no Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Juazeiro do Norte – CE.

O desembargador, após analisar as provas acostadas aos autos, contatou que a requerente teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas praticadas pelo seu ex-companheiro. Citou o artigo 7º, incisos I e II, da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), que trata das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Ricardo Vital verificou que a agressão, registrada perante a autoridade policial, resultou em lesão à integridade física da requerente, materializada com chutes no corpo e socos no rosto e que o laudo traumatológico evidenciava a ação contundente do agressor. Chamou a atenção para o fato de que o requerido é réu pela prática da mesma espécie de conduta e acrescentou que a violência psicológica restava comprovada nas cópias de mensagens de texto, onde ficava patente a ação do agressor para causar à vítima danos emocionais.

“É clarividente, portanto, a crueldade perpetrada contra a requerente, de modo que, nos termos do artigo 22 da Lei nº 11.340/06, necessário se faz adotar medidas que obriguem o agressor e protejam a vítima, sobretudo, levando em consideração a conduta recorrente do requerido, o que demonstra sua personalidade voltada para a prática de violência contra a mulher”, arrematou o desembargador.

 

Prefeito de Tavares, Aílton Suassuna, é preso em desdobramento da Operação República

Gestor é suspeito de ter, junto com o irmão, Michael Suassuna, cobrado propina de empresário

Aílton Suassuna é acusado de ter cobrado propina para a liberação de pagamentos a fornecedores na prefeitura de Tavares. Foto: Reprodução: Facebook

O prefeito de Tavares, Aílton Suassuna (MDB), foi preso na manhã desta sexta-feira (30) em desdobramento da operação República. A prisão preventiva foi efetivada pelo responsável pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor), Allan Murilo Terruel. Suassuna é suspeito de, junto com o irmão, Michael, ter atuado para cobrar proprina de fornecedor da prefeitura. O caso foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Os dois foram alvos de operação ocorrida no dia 15 de novembro, que resultou com a prisão de Michael, secretário de Finanças do Município, e o indiciamento do prefeito. O vice, Luiz Poeta, deve assumir o cargo ainda nesta sexta.

A ação foi autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça. A denúncia de tentativa de extorsão foi formulada pelo dono de uma concessionária do Sertão. Aílton e Michael são acusados de ter cobrado propina como condição para o pagamento pela aquisição de dois veículos pela administração municipal. Em depoimento ao Gaeco, o empresário revelou que venceu uma licitação promovida pelo município de Tavares. O pregão presencial ocorreu no dia 11 de outubro deste ano. O empresário relatou que no dia em que foi divulgado o resultado do certame, um funcionário da empesa dele, representante na audiência, relatou ter sido procurado pelo prefeito.

Durante a conversa, o gestor do município, pessoalmente, teria pedido o pagamento de propina para “facilitar” o pagamento. Os veículos em questão eram dois carros modelo Spin, da Chevrolet, no valor de R$ 78,9 mil, cada um. Ao ser informado de que a empresa não trabalhava com o pagamento de vantagens, o prefeito, segundo o relato do delator, teria pedido o contato do dono da concessionária para contato pessoal.

Provas repassadas ao Ministério Público mostraram que o prefeito teria enviado mensagem pelo aplicativo WhatsApp para o empresário dizendo que gostaria de tratar pessoalmente da desobstrução do pagamento. Os carros foram adquiridos pela concessionária para a entrega, tal qual o previsto pela licitação. As notas fiscais foram emitidas e a entrega ocorreria na sexta-feira (9), mas ela não foi possível naquele dia. Aílton Suassuna, no entanto, em novo contato pelo aplicativo de compartilhamento de mensagem reafirmou a necessidade da conversa. Teria dito, então, que enviaria para o encontro a irmã, Maévia Pouline Suassuna Porto, secretária de Controle Interno da prefeitura.

A pessoa encaminhada para o encontro, no entanto, foi o secretário de Finanças, Michael Suassuna, também irmão do prefeito. Por meio de operação controlada, que incluiu a captação de áudio, o Ministério Público conseguiu flagrar conversa. Após a negociação de R$ 2 mil em propina, revela a investigação, Suassuna teria liberado o pagamento das faturas referentes à compra dos carros. Os extratos do pagamento, apresetados pelo empresário delator, mostram a assinatura eletrônica do secretário e do prefeito. O pagamento da suposta propina ficou acertado para o período da tarde desta quarta-feira (14). Primeiro ficou acertado que o dinheiro seria recolhido por um terceiro, mas Michael entrou em contato com o empresário dizendo que ele mesmo faria a coleta.

O secretário de Finanças foi preso em flagrante, após o recebimento do dinheiro pago pelo empresário, em Patos. A partir daí teve início a procura pelo prefeito, que se apresentou à polícia horas depois. Entre as acusações que pesam contra os dois estão crimes de responsabilidade de prefeito municipal, peculato, concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

 

Operação República: secretário é preso e prefeito de Tavares é indiciado por suposta cobrança de propina

Aílton Suassuna e o irmão, Michael, teriam cobrado de concessionária para liberar pagamento por compra de dois veículos

Aílton Suassuna é acusado de ter cobrado propina para a liberação de pagamentos a fornecedores na prefeitura de Tavares. Foto: Reprodução: Facebook

O prefeito de Tavares, Aílton Suassuna (MDB), e o irmão dele, o secretário de Finanças do Município, Michael Suassuna, foram os alvos da Operação República, nesta quarta-feira (14). O secretário foi preso e o prefeito foi indiciado. Eles são acusados de ter cobrado propina como condição para o pagamento pela aquisição de dois veículos pela administração municipal. A ação foi autorizada pelo desembargador Arnóbio Alves Teodósio, relator do caso no Tribunal de Justiça. A denúncia foi formulada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), com base em investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O órgão, após denúncia formulada pelo dono da concessionária, montou uma operação controlada para flagrar a tentativa de extorsão. A ação, batizada de Operação República, contou com participação também da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor).

Em depoimento ao Gaeco, o dono de uma rede de concessionárias do Sertão revelou que venceu uma licitação promovida pelo município de Tavares. O pregão presencial ocorreu no dia 11 de outubro deste ano. O empresário relatou que no dia em que foi divulgado o resultado do certame, um funcionário da empesa dele, representante na audiência, relatou ter sido procurado pelo prefeito. Durante a conversa, o gestor do município, pessoalmente, teria pedido o pagamento de propina para “facilitar” o pagamento. Os veículos em questão eram dois carros modelo Spin, da Chevrolet, no valor de R$ 78,9 mil, cada um. Ao ser informado de que a empresa não trabalhava com o pagamento de vantagens, o prefeito, segundo o relato do delator, teria pedido o contato do dono da concessionária para contato pessoal.

Provas repassadas ao Ministério Público mostraram que o prefeito teria enviado mensagem pelo aplicativo WhatsApp para o empresário dizendo que gostaria de tratar pessoalmente da desobstrução do pagamento. Os carros foram adquiridos pela concessionária para a entrega, tal qual o previsto pela licitação. As notas fiscais foram emitidas e a entrega ocorreria na sexta-feira (9), mas ela não foi possível naquele dia. Aílton Suassuna, no entanto, em novo contato pelo aplicativo de compartilhamento de mensagem reafirmou a necessidade da conversa. Teria dito, então, que enviaria para o encontro a irmã, Maévia Pouline Suassuna Porto, secretária de Controle Interno da prefeitura.

A pessoa encaminhada para o encontro, no entanto, foi o secretário de Finanças, Michael Suassuna, também irmão do prefeito. Por meio de operação controlada, que incluiu a captação de áudio, o Ministério Público conseguiu flagrar conversa. Após a negociação de R$ 2 mil em propina, revela a investigação, Suassuna teria liberado o pagamento das faturas referentes à compra dos carros. Os extratos do pagamento, apresetados pelo empresário delator, mostram a assinatura eletrônica do secretário e do prefeito. O pagamento da suposta propina ficou acertado para o período da tarde desta quarta-feira (14). Primeiro ficou acertado que o dinheiro seria recolhido por um terceiro, mas Michael entrou em contato com o empresário dizendo que ele mesmo faria a coleta.

O secretário de Finanças foi preso em flagrante, após o recebimento do dinheiro pago pelo empresário, em Patos. A partir daí teve início a procura pelo prefeito, que se apresentou à polícia horas depois. Entre as acusações que pesam contra os dois estão crimes de responsabilidade de prefeito municipal, peculato, concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

Confira a resposta do prefeito Aílton Suassuna

NOTA À IMPRENSA

Sobre suposto ilícito envolvendo o servidor público do município de Tavares, Michael Allysson Suassuna Porto, é importante esclarecer, em face do contraditório, o que se segue:

Primeiro, o fato narrado se refere a um pregão, sem qualquer questionamento, onde se sagrou vencedora à concessionário Rio Vale Automotores Ltda. O pregão é a modalidade de licitação mais adequada, correta e econômica para a administração pública.

Segundo, o objeto da licitação, na modalidade pregão, já foi recebido e, em contrapartida, devidamente pago pela administração pública do município de Tavares.

Terceiro, não compactuo com qualquer tipo de ilícito ou irregularidade administrativa e, ao tomar conhecimento do suposto fato ilícito envolvendo o secretário, determinei imediatamente a exoneração do servidor Michael Alysson Suassuna Porto.

Quarto, apresentei-me espontaneamente perante a autoridade policial, respondi a todos os questionamentos e, após os esclarecimentos, fui liberado logo em seguida.

Tavares, 15 de novembro de 2018

Ministério Público pede interdição do prefeito de São João do Cariri

Promotor alega que Cosme Gonçalves condições psicológicas de ocupar o cargo

Cosme Gonçalves teria apresentado contradição ao ser questionado sobre o número de filhos. Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) propôs uma ação de interdição que visa declarar a incapacidade civil do prefeito de São João do Cariri, Cosme Gonçalves de Farias. A ação foi impetrada pelo titular da Promotoria Cumulativa de São João do Cariri, José Bezerra Diniz. Ele explicou que o tipo de processo não é comum no âmbito do MP, mas que a medida tornou-se necessária para preservar o bem público e o interesse coletivo. A ação é decorrente da Notícia de Fato Nº 054.2018.000068, cadastrada no último dia 5 de julho, após representação de uma pessoa da comunidade (nome em sigilo) informando que o gestor dava sinais de esquecimento.

O prefeito foi ouvido no dia 12 de julho. Na época, o gestor demonstrou certa dificuldade em responder a perguntas simples sobre o seu cotidiano e sobre a família. Durante a audiência, o gestor se atrapalhou, por exemplo, em relação ao número de filhos (disse que tinha três homens) e, após retificar a resposta (dizendo ter um filho e uma filha), reconheceu que sua memória andava oscilante, mas que não estava doente, apenas abalado com a morte da mãe, há mais de dois meses.

Depois de ouvir o gestor e outras pessoas, entre elas vereadores da cidade, e juntar documentos sobre o caso, o promotor deu um prazo para que o prefeito se submetesse a um acompanhamento médico e que o profissional da área médica remetesse ao Ministério Público uma declaração sobre a saúde do prefeito. De acordo com José Bezerra, os exames encaminhados não foram conclusivos e não lhe convenceram da perfeita sanidade mental do gestor.

Para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a saúde do prefeito e pensando no bem público, o promotor recomendou, no dia 13 de setembro, que o prefeito se afastasse do cargo para tratamento médico, e que a família, mais especificamente a esposa, solicitasse sua interdição. Como as medidas não foram tomadas, o representante do Ministério Público entrou com uma ação de interdição, cujo extrato foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MP no último dia 1º. Cabe agora à Justiça, determinar uma perícia médica e, com base nela, determinar o afastamento definitivo do gestor.

A ação de interdição foi registrada no Tribunal de Justiça sob o nº 0800243-34.2018.815.034.1e deve correr em segredo de Justiça, sendo que o promotor usou o Diário Oficial do MP para tornar conhecido da comunidade geral a apuração do fato que é do conhecimento da cidade, já tendo inclusive saído reportagens na imprensa.

Defesa

Procurado pelo blog, o advogado do prefeito, Maviael Fernandes, negou que Cosme Gonçalves esteja acometido de qualquer doença que possa gerar incapacidade civil. Ele disse que a família do gestor vai esperar ser citada pela Justiça para poder se pronunciar sobre o assunto. Apesar disso, alegou que o prefeito não responde a nenhum processo e que, enquanto gestor municipal, não teve nenhuma conta reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado. “O prefeito tem trabalhado normalmente”, ressaltou.

Vítor Hugo grava vídeo e diz que é candidato a prefeito de Cabedelo

Prefeito em exercício assumiu o cargo depois da prisão de Leto Viana no bojo da operação Xeque-Mate

Vítor Hugo pretende disputar a prefeitura na eleição suplementar. Foto: Reprodução

O prefeito em exercício de Cabedelo, Vítor Hugo (PRB), não perdeu tempo. Minutos após o anúncio da renúncia do prefeito afastado Leto Viana (PRP) do cargo, ele publicou vídeo nas redes sociais anunciando que vai disputar as eleições suplementares. Viana está afastado do cargo desde o dia 3 de abril. Ele é acusado de ter comandado na cidade uma organização criminosa responsável por diversos crimes. A atuação do grupo teria começado com a suposta compra do mandato do ex-prefeito do município, Luceninha, em 2013. Leto era vice e assumiu o cargo desde então e foi reeleito em 2016.

“A cidade vai precisar definir o seu futuro. Em tão pouco tempo, em apenas seis meses, nós conseguimos fazer o desenvolvimento da cidade de Cabedelo. Para isso, vamos passar pela aprovação de vocês, caso queiram, que a cidade continue nesta evolução. Principalmente com o apoio de dois deputados estaduais, dois deputados federais, dois senadores, e principalmente com o apoio do governador João Azevêdo. Enfim, chegou a hora de Cabedelo decidir se quer continuar na linha do desenvolvimento ou vai arriscar a opção por alguém que nunca pisou em Cabedelo com com as oligarquias que nunca fizeram nada por Cabedelo”, disse.

Xeque-Mate: STJ mantém Fabiano preso e Gaeco apresenta terceira denúncia

Em nova etapa, Ministério Público denuncia suposto financiamento da campanha de vereadores e cartas-renúncia

Leto Viana tentou por meio de vários recursos conseguir a liberdade, mas todos foram negadas pela Justiça. Foto: Divulgação/TJPB

O Ministério Público da Paraíba protocolou no Tribunal de Justiça a terceira denúncia no bojo da operação Xeque-Mate. A nova ação foi tornada pública no mesmo dia em que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liberdade ao radialista Fabiano Gomes, preso desde a semana passada. A nova peça foi remetida ao desembargador João Benedito da Silva. No estágio atual, são denunciados sete agentes públicos por envolvimento em suposto financiamento da campanha de vereadores. Entre os elementos de prova estão cartas-renúncia apreendidas pela Polícia Federal. O esquema seria operado pelo prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana (PRP). Ele está preso desde o dia 3 de abril na carceragem do 5° Batalhão da Polícia Militar.

Além de Leto Viana, são alvos da nova denúncia Tércio de Figueiredo Donelas Filho, Fabiana Maria Monteiro Regis, Antônio Moacir Dantas Cavalcanti Júnior, Belmiro Mamede da Silva Neto, Lúcio José do Nascimento Araújo, Josué Pessoa de Góes e Gilvan de Oliveira Lima do Rego Monteiro. As provas recolhidas durante a operação, segundo a denúncia, mostram que teria havido a cooptação da maioria dos vereadores “para comportarem a organização criminosa, por meio de transações das mais variadas ordens, inclusive financeiras, consistentes na cessão de favores ou recursos financeiros, em troca de mandados legislativos, por meio de emissão de cartas-renúncia, coadjuvadas por notas promissórias”.

Diante disso, revela a denúncia, Leto Viana tinha total e absoluto controle da Câmara de Vereadores do Município de Cabedelo. A primeira denúncia apresentada pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dizia respeito à prática de crimes de constituição, financiamento e integração de organização criminosa, previstos na Lei n° 12.850/13. Nela, foram denunciadas 26 pessoas, inclusive o prefeito. A segunda denúncia acusava sete pessoas de corrupção ativa e passiva.

Fabiano Gomes

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminar de habeas corpus solicitada pelos advogados do radialista Fabiano Gomes. O pedido de soltura foi feito na última sexta-feira (31) e negado nesta segunda-feira (3). Fabiano foi preso no bojo da operação ‘Xeque Mate’, que investiga uma organização criminosa e que afastou e prendeu o prefeito de Cabedelo, Leto Viana (sem partido). Ele descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça e se encontra no Presídio PB1, em João Pessoa.

Operação Cidade Luz: Prefeito de Patos e servidores são afastados pela Justiça

Eles foram denunciados pelo Ministério Público pela prática, em tese, de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público

Carlos Eduardo Leite atendeu pedido de afastamento dos cargos feito pelo Ministério Público. Foto: Divulgação/TJPB

O prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley (PSDB), foi afastado do cargo por decisão da Justiça. O juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa, convocado para substituir o desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, afastou das funções ainda os secretários municipais Jardelson Pereira Medeiros (Desenvolvimento Econômico e Habitação) e Alysson dos Santos Gomes (Comissão de Licitação). Eles foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba por suposto envolvimento em uma organização criminosa especializada na fraude de licitações e desvio de dinheiro público. A decisão ocorreu na tarde desta terça-feira (14). O órgão ministerial pediu ainda a suspensão das funções públicas dos suspeitos, pedido acatado pelo magistrado.

O pedido foi feito por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, representada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com base no Procedimento Investigatório nº 010/2017, que originou a Notícia Crime nº 0001059-05.2018.815.0000. Tendo em vista a natureza dos delitos supostamente praticados pelos denunciados afastados dos cargos, o juiz determinou, também, as seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais para os quais forem convocados; proibição de acesso ou frequência à sede da Prefeitura de Patos, secretarias e à Comissão Permanente de Licitação; e proibição de se ausentarem do Estado sem autorização do juiz-relator. O descumprimento das medidas impostas podem ensejar a decretação da prisão preventiva.

Quanto aos denunciados Jardelson Medeiros e Alysson Gomes, foi determinado que o afastamento deve ser de toda e qualquer função pública relacionada ao manuseio de licitações e fiscalização de obras e serviços. Conforme a investigação do MP, o encarte processual traz uma série de pagamentos feitos aos denunciados (13, no total) e menciona participação ativa no falseamento de licitações, já planejada no período eleitoral. Também aponta utilização do dinheiro público para a promoção da defesa do grupo familiar de Dinaldo quanto a atos ilícitos praticados por sua família em outra geração.

Tribunal de Justiça tem apreciado vários casos de denúncias contra prefeitos. Foto: Rizemberg Felipe

Segundo a cota ministerial e os documentos apreendidos na Medida Cautelar nº 0000983-78.2018.815.0000, entre os 17 postos existentes em Patos, o Posto Mastergás teria sido a única litigante no Pregão Presencial nº 30/2018 para fornecimento de combustível ao Município. O Edital foi lançado em 18 de julho de 2018 e, embora o julgamento do edital só tenha ocorrido em 31/07, no dia 23/07, o prefeito teria sido informado pelo secretário de Administração que o abastecimento dos veículos já estava resolvido, devendo todos irem ao Posto Mastergás.

Ainda conforme o relator, Mandados de Busca e Apreensão e o de Prisão, extraídos da Medida Cautelar, foram cumpridos no dia 2 de agosto, ou seja, 10 dias antes, os envolvidos ainda estariam agindo em continuidade delitiva. Por este motivo, foi determinado o afastamento dos cargos.

“A adequação, por sua vez, encontra-se evidenciada no bem da coletividade, que precisa ver estancadas as práticas reiteradas delituosas. Ademais, soma-se à hipótese o fundado receio de que, mantendo-se no exercício de suas funções, os requeridos em questão possam destruir provas às quais tenham acesso em razão do exercício da função”, argumentou.

Outros noticiados

Foram noticiados, ainda, Múcio Sátiro Filho, Gustavo Guedes Wanderley, Felipe Moreira Cartaxo de Sá, Maurício Ricardo de Moraes Guerra, Alberto Cardoso Correia Rego Filho, Júlio César Simões Martins, Anna Karla Maia Gondim, Ladjane de Vasconcelos Gonçalves Santos, Jorge Cavalcanti de Mendonça e Silva, e Fábio Henrique Silveira Nogueira.

 

Confira a carta renúncia do prefeito de Alagoinha enviada à Câmara

Prefeito não deu detalhes sobre doença, mas garantiu que obedece recomendação médica para a renúncia

Jeová José durante a entrega de um veículo do Samu. Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito da cidade de Alagoinha, Jeová José (MDB), encaminhou na tarde desta quinta-feira (9) a carta de renúncia do mandato. Em duas laudas nas quais presta conta do trabalho à frente do Executivo, justifica os motivos para a desistência do cargo. Ele alegou problemas de saúde e a consequente recomendação médica como motivo para repassar a função para a vice-prefeita Maria Rodrigues (PSDB). A carta foi enviada para ser lida às 15h30, momento em que os parlamentares marcaram a posse também da vice na chapa vitoriosa nas eleições de 2016.

Jeová José se manteve no cargo por exatos um ano e 222 dias, fato que ele fez questão de grafar na correspondência. Ele foi eleito em outubro de 2016 com 4.656 (53,28%) dos votos válidos. O seu adversário na disputa, Davi Cassimiro (PSB), apoiado pela então prefeita Alcione Beltrão, obteve 4.082 (46,72%) votos. A renúncia pegou a população da pequena cidade de surpresa.

Nova prefeita

Filha de José Roberto de Almeida e Josefa Rodrigues de Almeida, Maria Rodrigues nasceu no sítio Porções, em Alagoinha, no dia 2 de julho de 1968. Casada, é mãe de três filhos, professora e atualmente cursa Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UFPB). Começou a vida pública sendo Diretora do Centro Social Urbano na gestão do ex-prefeito Clócio Beltrão, entre 2008 e 2012. Foi eleita vereadora em 2004, 2008 e 2012, e em 2017 foi eleita como vice-prefeita de Alagoinha, gestão 2017-2020.

 

Prefeito de Alagoinha renuncia ao mandato e tucana assume o posto

Maria do Zé Roberto tomará posse na tarde desta quinta-feira

Jeová José teria alegado problemas de saúde para a renúncia. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Por Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

O prefeito da cidade de Alagoinha, Jeová José (MDB), renunciou ao cargo na noite dessa quarta-feira (8). A vice-prefeita Maria Rodrigues (PSDB), mais conhecida como Maria de Zé Roberto, deverá tomar posse durante solenidade na Câmara Municipal, marcada para as 15h30.

Maria de Zé Roberto disse que o prefeito anunciou a renúncia após uma reunião com lideranças do seu partido e familiares. Os motivos para a renuncia, segundo a tucana, seriam problemas de saúde não detalhados pelo emedebista. “O prefeito deverá ler uma carta renúncia na sessão de hoje à tarde para explicar a sua saída”, afirmou a nova prefeita.

Jeová José foi eleito em outubro do ano passado com 4.656 (53,28%) dos votos válidos. O seu adversário na disputa, Davi Cassimiro (PSB), apoiado pela então prefeita Alcione Beltrão, obteve 4.082 (46,72%) votos.

Nova prefeita

Filha de José Roberto de Almeida e Josefa Rodrigues de Almeida, Maria Rodrigues nasceu no sítio Porções, em Alagoinha, no dia 2 de julho de 1968. Casada, é mãe de três filhos, professora e atualmente cursa Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UFPB). Começou a vida pública sendo Diretora do Centro Social Urbano na gestão do ex-prefeito Clócio Beltrão, entre 2008 e 2012. Foi eleita vereadora em 2004, 2008 e 2012, e em 2017 foi eleita como vice-prefeita de Alagoinha, gestão 2017-2020.

 

Cartaxo ganha um e pode perder outros sete vereadores na Câmara de João Pessoa

Proximidade das eleições eleva “invasão” sobre a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo e pode pesar na eleição de Lucélio

Luciano Cartaxo enfrenta investidas sobre a bancada governista na Câmara de João Pessoa. Foto: Andréa Santana/CBN

A bolsa de apostas anda agitada na Câmara de João Pessoa. Com a proximidade do período eleitoral, a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo (PV) tem sofrido ataques de todos os lados. No perde e ganha, o gestor perdeu o apoio da vereadora Raíssa Lacerda (PSD) nesta sexta-feira (15). Até aí, nenhuma novidade. Desde a posse, no ano passado, a parlamentar demonstra insatisfação com o tratamento recebido do Executivo. Nesta sexta, ao comunicar que o pai, o ex-vice-governador José Lacerda Neto apoiaria José Maranhão (MDB), a parlamentar recebeu do prefeito o ultimato de que o grupo dela não poderia ficar pendurada em duas candidaturas. Se o pai estaria com o emedebista, não faria sentido ela ficar no apoio a Lucélio Cartaxo, pré-candidato do PV e irmão de Luciano.

Raíssa deixou a base governista no mesmo momento em que o vereador Eduardo Carneiro (PRTB) anunciou o retorno à base cartaxista. Ele, por tabela, vai apoiar Lucélio Cartaxo nas eleições deste ano. Com isso, partido e parlamentar deixam a base aliada do governador Ricardo Coutinho e, consequentemente, o apoio  João Azevedo (PSB). A bolsa de apostas diz, no entanto, que o movimento de mudanças não para por aí. Há a informação de que pelo menos mais sete vereadores deverão deixar a base aliada de Cartaxo. Eles deverão marchar, por isso, com as candidaturas de João Azevedo ou José Maranhão. Caso a articulação se confirme, pelo menos dois membros da mesa diretora devem engrossar a debandada.

No sentido contrário, no entanto, há informações de que o PSC do deputado federal Marcondes Gadelha está muito próximo de fechar acordo com o PV. Com isso, assumiria a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) de João Pessoa. Já a Secretaria de Trabalho poderá ir para as mãos do PRB, do deputado federal Hugo Motta. Até o período das convenções, as articulações tendem a se intensificar.