Raniery defende Ricardo e Cássio na chapa com Lira para governo

Paulino aceita se unir a rivais políticos em prol da unidade. Foto: Rizemberg Felipe

Angélica Nunes

Opositor histórico do governador Ricardo Coutinho (PSB) e do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o deputado Raniery Paulino (PMDB) defende o nome do senador Raimundo Lira para o governador em 2018 com o apoio das duas lideranças. Paulino disse que esteve com o senador, acompanhado do ex-governador Roberto Paulino (PMDB), nesta segunda-feira (16), para a apresentar a sua tese para as próximas eleições.

Apesar de evitar se posicionar na disputa pelo comando do PMDB, atualmente presidido pelo senador José Maranhão, Raniery disse que o nome de Lira é unanimidade e que não fica admirado se estiverem todos no mesmo palanque nas próximas eleições.
Paulino disse que não pretende entrar no ‘cabo de guerra’ travado entre Lira e Maranhão. “Meu partido é o PMDB e a tese que vou apresentar na próxima sexta-feira (20) é de candidatura própria do PMDB para o governo em 2018 com o nome de Raimundo Lira. Se Maranhão quiser disputar novamente é um ponto que vamos também levar ao debate. O que não podemos aceitar é que o partido perca seu protagonismo”, afirmou.

A apreensão de Raniery Paulino é que o PMDB se limite a apoiar, nas próximas eleições para o governo do estado, a candidatura do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ou do deputado Gervázio Maia (PSB), que tudo indica deve ser a escolha do governador Ricardo Coutinho para seu sucessor.

Na chapa idealizada pelo peemedebista, com Lira na cabeça como candidato ao governo, estariam Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima como candidatos ao senado. Luciano Cartaxo, que assegurou a aliança com os tucanos e com uma ala do PMDB, ao emplacar Manoel Junior como seu vice-prefeito, para não “sobrar na curva”, segundo ele, poderia indicar o vice de Lira para o governo.

Com articulação de Manoel Jr, Aracilba assume direção da Norte Energia

Aracilba tomou posse nesta segunda-feira (16). Foto: divulgação.

Angélica Nunes

A ex-secretária Aracilba Rocha assume nesta segunda-feira (16) o cargo de Diretoria de Administração/Financeira do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás (CEPEL), empresa do grupo formado por empresas responsáveis pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. “As negociações foram articuladas pelo vice-prefeito Manoel Junior (PMDB) a quem agradeço”, revelou Aracilba Rocha.

A engenheira paraibana foi indicada pela bancada paraibana do PMDB desde agosto do ano passado, mas o nome teria sido barrado em Brasília devido a sua relação com o ex-senador Ney Suassuna, que é apontado pela Lava Jato como segundo operador do PP no esquema na Petrobrás.

Então secretária de Finanças de Campina Grande, Aracilba Rocha também conta com a simpatia dos tucanos do Estado, a exemplo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que trabalhou pela nomeação.

Com larga experiência nos executivos nas administrações federal, estadual e municipal, Aracilba já exerceu os cargos de diretora da Eletrobras, entre 2005 a 2008, e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). No governo do Estado, comandou a Companha de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), na gestão do então governador José Maranhão (PMDB), entre 1998 a 2002, e a secretaria de Finanças, no governo de Ricardo Coutinho (PSB), entre 2011 a 2014.

Pensando na prefeitura: Manoel Júnior é contra candidatura do PMDB ao governo em 2018

Jhonathan Oliveira

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), disse nesta sexta-feira (6) que não é a favor de uma candidatura própria peemedebista ao governo do Estado em 2018. Ele defende que o cenário ideal para o partido é a manutenção da aliança formada no pleito do ano passado, que resultou na eleição dele e de Luciano Cartaxo (PSD), com a presença do PMDB na chapa majoritária.

O nome do arco de partidos (encabeçado por PSD, PMDB e PSDB) mais cotado para a disputa é o do próprio Cartaxo. E a fala de Manoel sinaliza que ele deve trabalhar para o fortalecimento da possível candidatura do prefeito. Pois caso ela seja de fato confirmada, o peemedebista será um dos maiores beneficiários, herdando um mandato de dois anos à frente do Executivo municipal.

Manoel Júnior também se colocou contra qualquer possibilidade do PMDB fechar um acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para o pleito do próximo. Vale lembrar que nomes importantes do partido, como o senador Raimundo Lira, os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo e o deputado estadual Nabor Wanderley, apoiam o socialista.

“Essas pessoas precisam cair a ficha, precisam fazer uma análise do momento, da situação política do Estado e aquilo que o PMDB enfrentou de humilhação por parte do governador e da sua estrutura”, afirmou o vice-prefeito, citando como exemplo as articulações de Ricardo para desidratar a candidatura de Veneziano nas eleições de Campina Grande em 2016.

Cartaxo quer manter base aliada para disputa em 2018

Foto: Rafael Passos-Secom/JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não tem como dizer que terá, em 2018, os mesmos aliados que dividiram o palanque com ele na disputa pela reeleição, neste ano. O gestor não nega para ninguém o desejo de manter na sua base PSDB e PMDB, respectivamente dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão. O movimento das peças no xadrez não é fácil, pois vai depender de quão forte estará o candidato que será indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e a expectativa de poder de Cássio e Maranhão. Se algum deles tiver chance, vai para a disputa.

Cartaxo tem feito o dever de casa na missão de se fortalecer para a disputa daqui a dois anos. Neste fim de semana, ele foi a Sousa, onde se encontrou com o ex-prefeito João Estrela, aliado de Coutinho, e com o atual prefeito André Gadelha (PMDB), aliado de Cássio. Em seguida, se reuniu com o prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O empenho do prefeito, segundo seus aliados, vai ser buscar a interiorização do seu nome a partir de agora, sem se descuidar da gestão.

O prefeito de João Pessoa conseguiu a reeleição neste ano ainda no primeiro turno, derrotando a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). Para a composição, contou com as articulações de Cássio e Maranhão, que indicaram o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) para o cargo de vice. Caso renuncie ao mandato para disputar o governo, Cartaxo deverá ter como adversário o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), representando o governador.

Raimundo Lira prevê PMDB com Ricardo em 2018

Maranhão-cassio-lira

Raimundo Lira, com José Maranhão e Cássio Cunha Lima no Senado

O senador Raimundo Lira (PMDB) era o único peemedebista de alta plumagem no encontro do governador Ricardo Coutinho (PSB) com os prefeitos eleitos, nesta segunda-feira (5), no Centro de Convenções, em João Pessoa. Apesar disso, demonstra muita certeza de que o seu partido estará na base do gestor socialista em 2018, rompendo a aliança deste ano que levou a agremiação, majoritariamente, para as composições com o PSD, do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e PSDB, do senador Cássio Cunha Lima.

Depois de reiterados elogios à capacidade administrativa de Coutinho, Lira assegurou que não vai deixar o PMDB e que tem boa relação com o presidente do partido, o senador José Maranhão. Ele entende que a missão de alinhar peemedebistas e socialistas não é fácil e corre a dizer que a decisão sobre o rumo que o partido terá que tomar não pode ser precipitado. “Precisamos de tempo. A união do PMDB se dará na eleição para governador daqui a dois anos…”, ressaltou o parlamentar, assegurando não estar sozinho em suas convicções. Ele cita os deputados federais Hugo Motta e Veneziano Vital.

O PMDB saiu das eleições deste ano com muitas arestas internas e com o grupo ligado ao governador Ricardo Coutinho. O senador José Maranhão não esconde de ninguém a chateação com a insistência do socialista para que não fosse lançado candidato do partido em João Pessoa. Além disso, o governador investiu contra o partido após o pleito, puxando prefeitos eleitos do PMDB para as fileiras do PSB.

 

 

Imagens mostram momento em que manifestantes picham a sede do PMDB

O PMDB da Paraíba liberou nesta segunda-feira (5) as imagens do circuito interno de TV que mostram o momento em que os manifestantes chegam à frente da sede do partido, na avenida Duarte da Silveira, em João Pessoa, e inicial a pichação do prédio. O ato aconteceu no início da noite deste domingo (4). As imagens serão repassadas para a polícia.

O vídeo mostra as pessoas chegando, portando faixas. Em uma delas, lê-se “Temer jamais”. Um grupo interdita a rua enquanto outro usa spray para pichar as paredes. Foram arremessadas pedras também contra a estrutura, quebrando vidros da fachada. Também foram jogados ovos nas paredes e colocados papéis higiênicos na nas portas.

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Os manifestantes protestam contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi substituída no comando do país pelo agora presidente da República Michel Temer (PMDB). Os peemedebistas paraibanos votaram integralmente pela aprovação do impedimento da gestora, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado.

O tesoureiro do PMDB da Paraíba, Antônio Souza, chegou a acusar o PT de ter orquestrado o ato em frente ao partido. A presidente da sigla petista, na Paraíba, Giucélia Figueiredo, rebateu as acusações, alegando que o ato é fruto da revolta popular com o que ela chama de “golpe”. Nas imagens, a maioria dos manifestantes está de cara limpa e pode facilmente ser identificada.

PT rebate tesoureiro do PMDB sobre vandalismo

Giucelia FigueiredoA presidente estadual do PT, na Paraíba, Giucélia Figueiredo, não gostou nada das acusações feitas pelo tesoureiro do PMDB, Antônio Souza, contra a sigla petista. O peemedebista acusou o Partido dos Trabalhadores pelo novo ataque à sede da sigla, a terceira só neste ano. A ação ocorreu neste domingo (4). Houve pichação da fachada do prédio e foram arremessadas pedras contra as estruturas de vidro no acesso principal. Figueiredo, ao tomar conhecimento das acusações, disse que o partido não ira admitir esse tipo acusação por parte do PMDB.

“Em primeiro lugar exigimos respeito, principalmente de um partido que articulou o Golpe. Não iremos admitir essa política de criminalização aos partidos de esquerda, dos movimentos sociais e das manifestações livres que o PMDB, e outros partidos facistas e de direita, tenta implantar. Não fazemos apologia a qualquer ato de violência ou de vandalismo, mas entendemos que as manifestações são legítimas. O que aconteceu foi uma reação de indignação da população, afinal, vocês achavam que diante de um Golpe o povo brasileiro, o povo de João Pessoa, iria ficar calado?”, rebateu Giucélia Figueiredo.

A petista destacou ainda que, na visão dela, “as pessoas estão revoltadas diante de tanta injustiça e da perspectiva de tantos retrocessos”. “Os dias vão passando e a população está percebendo que esse golpe foi instalado apenas para beneficiar aqueles que pouco estão se importando com o povo. Está em curso a retirada de direitos sociais garantidos na nossa Constituição, o uso da força contra manifestações legítimas, no entanto, assim como em 64, não vamos nos calar. Somos milhões nas ruas, e não iremos nos calar”, acrescentou.

Sede o PMDB é pichada pela terceira vez; já pode pedir música no Fantástico

Depredação PMDB2A sede do PMDB, em João Pessoa, foi alvo do terceiro “ataque” de vândalos desde que teve início o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O último caso aconteceu por volta das 18h deste domingo (4), quando, além das inscrições nas paredes, fazendo referência à “casa dos golpistas”, foram quebrados os vidros da entrada principal. O caso foi denunciado pelo tesoureiro do partido, Antônio Souza. Ele prometeu, ainda, entregar as imagens do circuito interno de TV para a polícia. “Urgente, hoje, por vota das 18h, os vândalos do PT picharam novamente a sede do PMDB Estadual, e, ainda, quebraram os vidros da entrada central”, divulgou o tesoureiro em postagens nas redes sociais.

Os peemedebistas da Paraíba apoiaram integralmente o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na Câmara dos Deputados, Manoel Júnior, Veneziano Vital do Rêgo e Hugo Motta votaram pelo impedimento. O mesmo ocorreu no Senado, quando José Maranhão e Raimundo Lira deram o aval ao afastamento da petista, o que culminou com a posse do presidente Michel Temer, também peemedebista. O caso irritou os petistas paraibanos, ex-apoiadores dos governos do PMDB no Estado. Antônio Souza, talvez por isso, seja direto na acusação aos militantes do partido. É bom um pouco de cautela, já que cabe a quem acusa o ônus da prova. Com três ataques ao prédio, a piada nas redes sociais é que o PMDB já pode pedir música no Fantástico.

Se Cartaxo olhar o Ibope, não vai querer Temer em João Pessoa

Michel Temer

Michel Temer

A coligação Força da União por João Pessoa, encabeçada pelo prefeito e candidato à reeleição Luciano Cartaxo (PSD), vai pensar duas vezes antes de convidar o presidente interino Michel Temer (PMDB-SP) para reforçar sua campanha na capital. O senador José Maranhão (PMDB), do mesmo partido do candidato a vice na chapa do pessedista, Manoel Júnior, disse que após ser confirmado no cargo, com o provável impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Temer virá à Paraíba. O problema é que a pesquisa Ibope Inteligência mostra uma impopularidade tremenda do gestor.

O Ibope quis saber como a população de João Pessoa avalia a gestão do presidente interino. E sabe quanto deu a avaliação positiva do peemedebista? O percentual de ótimo e bom somou apenas 12%. Por outro lado, os que acham o governo ruim ou péssimo representaram 40%. Já 37% dos eleitores consultados consideram o governo regular. Não souberam ou não quiseram opinar 11% dos entrevistados. Temer assumiu interinamente o governo em maio, quando a Câmara dos Deputados autorizou o Senado a abrir o processo de Impeachment da presidente.

Desde que chegou ao poder, na condição de interino, Temer acumulou escândalos no governo e ainda não conseguiu dar às respostas prometidas na área econômica, o calcanhar de Aquiles da presidente afastada Dilma Rousseff. O processo de impedimento da presidente entra a partir desta quinta-feira (25) na sua fase decisiva. A pesquisa do Ibope foi realizada entre os dias 20 e 23 deste mês e entrevistou 602 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa contratada por TELEVISÃO CABO BRANCO LTDA e registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-06426/2016.

Ricardo vai definir futuro de Olenka e indicados do PMDB

O governador Ricardo Coutinho (PSB) deve começar nesta terça-feira (2) o processo de retirada dos indicados do PMDB da administração estadual. O senador José Maranhão, presidente estadual da sigla peemedebista, anunciou no último sábado (30) o rompimento da aliança com os socialistas, firmada para o segundo turno das eleições de 2014. A agremiação, na capital, vai apoiar o projeto de reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que terá o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) na condição de vice. A decisão irritou o governador, que esperava contar com o partido para o apoio a Cida Ramos (PSB), na capital.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), explicou que não houve tempo ainda para que o gestor socialista se posicionasse sobre o tema. Estima-se que haja 30 cargos indicados por Maranhão no Governo, porém, a maior operação diz respeito a Olenka Maranhão (PMDB), sobrinha do senador. Ela é suplente do partido e chegou ao cargo com a licença solicitada por Trocolli Júnior (Pros) para assumir o cargo de secretário de Articulação Política. A expectativa é que o governador mande Trocolli de volta para ao Legislativo e, com isso, desaloje Olenka.

A deputada demonstrou serenidade ao falar do assunto, nesta terça. Segundo Olenka, ela é peemedebista, é partidária e vai aguardar a decisão do governador. Por enquanto, ela garante, seguirá o partido. Ou seja, vai para para a oposição, uma condição incompatível com a sua condição de suplente. Questionado sobre a possibilidade de abrigar a deputada na prefeitura de João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo desconversou, por causa do período eleitoral. Apesar disso, disse reconhecer que o PMDB tem ótimos quadros e que poderão dar uma contribuição importante à gestão.