PMDB determina a suspensão de Veneziano do partido por 60 dias

Paraibano foi um dos membros da sigla que votaram favoravelmente à investigação do presidente Temer

Veneziano Vital do Rêgo foi um dos seis deputados peemedebistas que votaram a favor da investigação. Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco

O PMDB anunciou nesta quinta-feira (10) a suspensão das funções partidárias dos parlamentares peemedebistas que votaram na Câmara dos Deputados pela admissibilidade do processo contra o presidente Michel Temer (PMDB). A lista inclui o paraibano Veneziano Vital do Rêgo. O ofício com a determinação foi enviado pelo dirigente nacional da sigla, senador Romero Jucá, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suposto crime de corrupção passiva. Caso o Legislativo tivesse autorizado, ele poderia ser processado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O PMDB fechou questão para barrar a denúncia. Por esta lógica, ficou determinado que haveria punição contra os deputados rebeldes. Ao todo, seis parlamentares desobedeceram a determinação. Foram eles Celso Pansera (RJ),  titular em 11 comissões e suplente em quatro; Jarbas Vasconcelos (PE), titular em duas comissões; Laura Carneiro (RJ), titular em 11 comissões e suplente em cinco; Sergio Zveiter (RJ), titular em quatro comissões e suplente em uma; Veneziano Vital do Rêgo (PB), titular em quatro comissões e suplente em seis, além de Vitor Valim (CE), titular em 18 comissões e suplente em seis.

Com a decisão, eles ficam impedidos de participar das comissões, por causa do caráter partidário da indicação. De acordo com a assessoria do partido, a suspensão é o primeiro passo do processo disciplinar ao qual os deputados serão submetidos. Nos próximos dias, o Conselho de Ética do PMDB analisará o caso dos seis parlamentares e poderá puni-los com penas que vão de advertência até a expulsão do partido. Eles também ficam afastados das funções nas executivas do partido nos respectivos estados. Ou seja, Veneziano Vital do Rêgo não poderá votar em deliberações do PMDB na Paraíba.

Veja a íntegra da nota do PMDB:

O PMDB, em cumprimento à decisão unânime da Comissão Executiva do partido, suspendeu por 60 dias, de suas funções partidárias, os deputados que votaram a favor da denúncia do presidente da República, Michel Temer. Esta decisão foi tomada por descumprimento dos parlamentares ao fechamento de questão sobre o assunto em reunião realizada no dia 12 de julho, em Brasília. O ato de suspensão ja foi comunicado a todos os filiados e ao Conselho de Ética do partido.

 

Em evento com Luciano Cartaxo, Lira defende aliança do PMDB com Ricardo

Prefeito, por outro lado, acredita na manutenção dos peemedebistas na oposição

Raimundo Lira diz que vai priorizar as ações junto aos prefeitos aliados. Foto: Divulgação/Senado

O senador Raimundo Lira, líder do PMDB no Senado, deu sinais de que a sigla peemedebista rumará para a terceira eleição seguida rachado. O parlamentar segue rota distinta do também senador José Maranhão e do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior. Ele quer que o partido marche, em 2018, ao lado do governador Ricardo Coutinho (PSB). As declarações foram dadas durante audiência no Tribunal de Contas do Estado para discutir a Medida Provisória 778/2017, que tramita no Senado. A proposta prevê o parcelamento das dívidas previdenciárias de estados e municípios com da Previdência Social. O evento contou com a participação do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, virtual candidato do PSD ao governo.

O PMDB, vale ressaltar, é disputado por dois blocos. De um lado, o governador Ricardo Coutinho, preferido de Raimundo Lira. Do outro, o das oposições, que tem a preferência do senador e presidente estadual do PMDB, José Maranhão. Apesar da indefinição no bloco governista sobre quem serão os candidatos, Lira demonstra otimismo em relação à composição. O partido não conseguiu construir consenso nas eleições de 2014, quando parte apoiou a reeleição de Ricardo Coutinho e a outra, a eleição de Cássio Cunha Lima. Em 2016, o partido rompeu com Ricardo e se alinhou com a oposição. No pleito de 2018, a tendência é de novo racha.

Cartaxo

Procurado pela imprensa, no mesmo evento, o prefeito Luciano Cartaxo demonstrou otimismo em relação à manutenção da aliança dos partidos de oposição. Ele garantiu que tem havido diálogo entre as principais lideranças do bloco, inclusive José Maranhão. “Acho que até abril do ano que vem essa composição estará definida. A partir daí, começarão as discussões em torno de nomes para as chapas majoritária e proporcional”, disse o prefeito. Pela parte das oposições, além dele, são lembrados os nomes do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e do senador Cássio Cunha Lima, ambos do PSDB, além de José Maranhão, do PMDB.

Lira se reúne com Temer e cresce pressão para ele liderar o PMDB no Senado

Paraibano disse nesta semana que não quer assumir o compromisso

Raimundo Lira diz que vai priorizar as ações junto aos prefeitos aliados. Foto: Divulgação/Senado

O senador paraibano Raimundo Lira (PMDB) tem dito inteiradas vezes que não tem interesse na liderança do PMDB. A pressão de colegas de parlamento para que ele assuma o posto, no entanto, não tem sido pequena. O parlamentar se reuniu nesta sexta-feira (30) com o presidente Michel Temer (PMDB), mas não divulgou o conteúdo da conversa. Os governistas querem contornar os “contratempos” criados para o gestor por Renan Calheiros, que entregou o cargo nesta semana. Lira chegou a disputar com Renan a indicação para o posto de líder no início do ano, mas foi atropelado pelo “rolo compressor” alagoano.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), tinha o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) como nome ideal. Mas investigado na Lava Jato e com o primo Henrique Alves preso, o parlamentar norte-riograndense declinou do convite. Ele foi o primeiro a defender o nome de Lira para o posto. O senador paraibano foi o presidente da Comissão Processante que ratificou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, ele teve atuação destacada e foi bastante elogiado. O governo procura alguém com perfil mais afeito às reformas propostas pelo governo Temer, notadamente a Trabalhista e a da Previdência. Há o temor que a perda de capilaridade política do presidente impeça a aprovação das duas.

Matéria publicada pelo G1, neste sábado, mostra que os senadores peemedebistas defendem a escolha de Lira. O maior entusiasta é Garibaldi Alves. Eles enxergam vantagem, também, no fato de Lira ter bom relacionamento com Jucá. Em conversa com o blog, após as primeiras especulações, o senador paraibano disse que não tinha interesse na indicação. Ele ressaltou a necessidade de visitar os municípios paraibanos e dialogar com os prefeitos. O parlamentar precisa se fortalecer eleitoralmente para a disputa das eleições no ano que vem, quando poderá ter como adversários pela vaga Cássio Cunha Lima (PSDB), buscando a reeleição, e o governador Ricardo Coutinho (PSB). Uma parada duríssima.

Outra leitura feita por aliados do senador paraibano é que assumir a linha de frente do governo Temer não é uma boa ideia. E  há motivo para essa preocupação em relação a Lira: 2018 está logo ali.

Após saída de Renan, Raimundo Lira diz não à liderança do PMDB do Senado

Senador foi lembrado para a função, mas disse que tem outras prioridades

Raimundo Lira diz que vai priorizar as ações junto aos prefeitos paraibanos. Foto: Divulgação/Senado

O senador paraibano Raimundo Lira (PMDB) disse não, neta quarta-feira (28), à indicação para líder do PMDB no Senado. O nome dele foi lembrado pelos colegas de parlamento após Renan Calheiros (PMDB-AL) pedir para sair do cargo. Os dois protagonizaram um embate interno, no partido, no início do ano pela vaga. Calheiros saiu na vantagem, mas, desde o início, vinha apresentando postura contrária aos interesses do governo. De saída da função, ele disse que não tinha vocação para “marionetes”. O parlamentar alagoano se colocou contra as reformas propostas pelo governo, notadamente a Trabalhista e a Previdenciária.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), vinha articulando o nome de Garibaldi Alves (RN) para o posto. Garibaldi, porém, nega interesse na vaga e defende que Raimundo Lira substitua Renan. Nada mais natural, afinal, o paraibano tinha demonstrado interesse anteriormente. Outros peemedebistas seguiram o mesmo entendimento e tentaram convencer Lira. O parlamentar, porém, deixa claro que não tem interesse de assumir a missão. Em contato com o blog, revelou que tem outros planos. Não pretende ceder. “Estou em um processo de visita aos prefeitos que me apoiam. Se assumisse a liderança, não teria como dar continuidade a esse trabalho”, ressaltou.

A missão para quem assumir a função não será das melhores. Com a popularidade do presidente Michel Temer (PMDB) no solo, não será fácil encontrar um substituto para a vaga. O gestor tende a referendar para a função um nome menos belicoso que Renan Calheiros. O peemedebista assumiu, enquanto líder do partido, posição contrária às reformas propostas por Temer. “Deixo a liderança do PMDB. Devolvo, agradecido aos meus pares, o honroso cargo, que procurei exercer com a dignidade merecida, sempre orientado pelos objetivos mais permanentes no país.” Ele diz não ter votação para servir de “marionete”.

“Ingressamos num ambiente de intrigas, provocações, ameaças e retaliações, impostas por um governo, suprimindo o debate de ideias e perseguindo parlamentares”, ressaltou Renan Calheiros. “Precisamos, claro, de um plano econômico de emergência. Ontem [terça, 27], o ministro do Planejamento [Dyogo de Oliveira] chamou a atenção para a crise fiscal que o país atravessa. Eu defendo reformas, mas não as reformas destinadas a abolir direitos trabalhistas conquistados a duras penas.”

 

Escanteado no PMDB, Veneziano poderá assumir o Podemos na Paraíba

Peemedebista tem votado contra projetos de interesse do governo

Veneziano tem se distanciado das diretrizes do PMDB. Foto: Reprodução

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) está de malas prontas para deixar o PMDB. O destino, segundo fontes de Brasília, seria o Podemos (antigo PTN). As conversas entre o parlamentar e a presidente nacional da sigla, Renata Abreu, estão avançadas. Se forem concretizadas, o peemedebista assumiria o comando da agremiação na Paraíba, hoje nas mãos do deputado estadual Janduhy Carneiro. Na bagagem, Veneziano levaria também lideranças peemedebistas que, assim como ele, vivem uma espécie de “inferno astral” no PMDB. LEIA MAIS

Delator que acertou propina para o PMDB em reunião com Temer foi ouvido na Paraíba

Reunião teria fixado doação de US$ 40 milhões ao partido

Depoimento de Marcio Faria

Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht, presta depoimento na Paraíba. Imagem: Reprodução/YouTube

O delator que deu detalhes sobre a suposta doação de US$ 40 milhões (R$ 124 milhões) em propina para o PMDB, em 2010, foi ouvido por procuradores da República na Paraíba. O depoimento, considerado um dos mais bombásticos na operação Lava Jato, foi colhido do ex-diretor da área internacional da empreiteira Norberto Odebrecht, Márcio Faria da Silva.

O delator foi ouvido pelos procuradores Bruno Barros de Assunção e Bruno Galvão Paiva, no dia 14 de dezembro, dentro da operação montada pela Procuradoria Geral da República (PGR) para agilizar a oitiva dos 77 executivos e ex-executivos da empreiteira. No depoimento, ele falou da “compra do PMDB” em reunião com a presença do presidente Michel Temer, em 2010.

No depoimento, o delator falou que a reunião ocorreu no escritório político de Temer, em São Paulo, na rua Antônio Batuira, 470. Lá estava presente o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Coube a Cunha introduzir a reunião, com a presença de Temer, então candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).

Na hora de tratar dos valores, propriamente ditos, Temer deixou a sala, mas não sem antes dizer que, caso houvesse qualquer problema, os rapazes presentes (Eduardo Cunha e o ex-ministro Henrique Alves) resolveriam. Márcio Faria lembrou que a reunião foi descrita em uma das perguntas feitas a Temer, na qualidade de testemunha, por Eduardo Cunha e cortadas pelo juiz Sérgio Moro.

“Vossa Excelência em conhecimento se houve alguma reunião sua com fornecedores da área internacional da Petrobrás com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010, no seu escritório político na Avenida Antôio Batuira, n° 470, em São Paulo/SP, justamente com o Sr. João Augusto Henriques?”, dizia a 34ª  das 41 perguntas encaminhadas por Eduardo Cunha a Michel Temer. Esta foi uma das cortadas pelo juiz Sérgio Moro.

No depoimento colhido na Procuradoria da República na Paraíba, o delator afirma que o encontro foi marcado para “abençoar” um acordo que envolvia o pagamento de propina para garantir o andamento de um contrato da Odebrecht com a diretoria Internacional da Petrobras – que, segundo ele, era comandada à época pelo PMDB.

De acordo com Faria, a propina, que ele diz ter sido exigida por um interlocutor do PMDB não identificado, foi de 5% sobre o valor do contrato, o que equivalia “em volta de US$ 40 milhões.” Faria também relatou na delação que o e-mail em que recebeu com os detalhes da reunião para a formalizar o acordo dizia que o encontro serviria para a “compra do PMDB”.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Temer:

Nota à imprensa

O presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria. A narrativa divulgada hoje não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta. Nunca aconteceu encontro em que estivesse presente o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, com tais participantes.

O que realmente ocorreu foi que, em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião.

O presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Lista de Fachin: veja no gráfico como PMDB, PT e PSDB lideram denúncias

Quatro paraibanos aparecem entre os denunciados

Veja a participação dos partidos na relação dos denunciados

Os três maiores partidos do Brasil em número de parlamentares são também os que mais darão trabalho à Procuradoria Geral da República (PGR). PMDB, partido que atualmente comanda a Presidência da República, seguida de PT e PSDB, as duas antecessoras no poder central, respondem por quase 60% das lideranças a serem investigadas.

Da Paraíba, integram as lista o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e o senador paraibano, mas eleito pelo Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT). O ex-deputado federal Inaldo Leitão também aparece entre os que serão investigados, mas, sem foro privilegiado, o caso dele será apreciado na primeira instância.

Os nomes foram revelados em delação premiada pelos executivos e ex-executivos da empreiteira Norberto Odebrecht e incluem políticos, arrecadadores de campanha e ministros. Ao todo, foram autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), 83 inquéritos.

Confira a lista e o gráfico

PMDB

1. Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
2. Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
3. Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
4. Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
5. Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
6. Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
7. Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
8. Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
9. Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
10. Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
11. Senador da República Valdir Raupp (PMDB-RO)
12. Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
13. Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
14. Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
15. Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
16. Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
17. Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
18. Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho (ex-senador do PMDB-PB)
19. Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
20. Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
21. Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
22. Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
23. João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
24. Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
25. Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

PT
1. Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
2. Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
3. Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
4. Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
5. Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
6. Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
7. Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
8. Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
9. Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
10. Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
11. Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
12. Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
13. Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
14. Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
15. Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
16. Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
17. Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
18. Guido Mantega (ex-ministro)
19. Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
20. José Dirceu
21. Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

PSDB
1. Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
2. Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
3. Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
4. Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
5. Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
6. Senador da República José Serra (PSDB-SP)
7. Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
8. Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
9. Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
10. Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
11. Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
12. Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
13. Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
14. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
15. Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
16. Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
17. Humberto Kasper
18. Marco Arildo Prates da Cunha

PP
1. Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
2. Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
3. Senador da República Ivo Cassol (PP-RO)
4. Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
5. Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
6. Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
7. Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
8. Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
9. Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

DEM
1. Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
2. Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
3. Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
4. Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
5. Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
6. Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
7. Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
8. César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

PSD
1. Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
2. Senador Omar Aziz (PSD-AM)
3. Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
4. Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
5. Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
6. Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

PR
1. Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
2. Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
3. Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
4. Valdemar da Costa Neto (PR)

PCdoB
1. Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
2. Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
3. Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
4. Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

PSB
1. Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
2. Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
3. Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

PRB
1. Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
2. Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
3. Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

PTB
1. Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
2. Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

PPS
1. Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
2. Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

PTC
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PMN
José Feliciano

 

Veneziano se opõe às pautas de Temer e pode deixar o PMDB

Veneziano tem se distanciado das diretrizes do PMDB. Foto: Reprodução

Reforma da Previdência e regulamentação das terceirizações. Estes são dois dos temas que foram colocados como prioritários pelo presidente Michel Temer (PMDB) e, curiosamente, são rechaçados pelo deputado federal peemedebista Veneziano Vital do Rêgo. Em relação ao primeiro, ele já manifestou sua disposição de se posicionar frontalmente à medida, por entendê-la como nociva ao trabalhador. E não para por aí. Nesta quarta-feira (22), apesar da recomendação do partido, o parlamentar votou contra e até gravou vídeo para criticar a as terceirizações.

“Votamos contra esta proposta, por que, afinal de contas, não poderíamos estender a terceirização para atividades meio e atividades fim. Este é o meu compromisso com o trabalhador brasileiro”, disse Veneziano, que, na Paraíba, vem ampliando o processo de afastamento do partido com uma progressiva aproximação do PSB do governador Ricardo Coutinho. Apesar de a sigla ter rompido a aliança com o gestor, o peemedebista segue no sentido contrário e até indicou a mulher, Ana Cláudia Vital do Rêgo, para o cargo de Executiva da Casa Civil.

O parlamentar, na Paraíba, integra o grupo que também tem o deputado federal Hugo Motta e o senador Raimundo Lira. Todos trabalham para tirar o partido das mãos do senador José Maranhão e, com isso, levá-la para uma aliança com o governador Ricardo Coutinho, em 2018. O cenário, no entanto, é visto como remoto pela maioria das lideranças da sigla, pelo fato de o socialista ocupar a trincheira oposta ao presidente Temer. Sem perspectiva dentro do PMDB, Veneziano claramente inicia o processo de ruptura.

Peemedebista manda recado a Cartaxo: “não há indexação entre 2016 e 2018”

O deputado estadual Raniery Paulino (PMDB) tem aproveitado o racha interno no seu partido para defender que a sigla tenha candidatura própria para a disputa do governo do Estado, em 2018. O partido está dividido entre os defensores da manutenção da aliança com o PSD do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima ou mesmo o retorno ao esquema eleitoral do governador Ricardo Coutinho (PSD). Paulino defende o caminho em faixa própria.

A discussões sobre o projeto próprio surgiu depois que o senador Raimundo Lira, defensor da composição com o PSB, deu entrevistas alegando que o senador José Maranhão confidenciou a ele o desejo de ser candidato. Apesar de assegurar não ter conhecimento do desejo do parlamentar, Paulino lembrou outros nomes viáveis, na visão dele, para a disputa, a exemplo do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo e do senado Raimundo Lira. Sobre a aliança com Cartaxo, ele garante que não há indexação de uma eleição para a outra.

“(A aliança) em João Pessoa foi feita para o município de João Pessoa. Essa mesma aliança não foi reproduzida em Campina Grande ou em Guarabira. Então, não existe indexação do partido a nenhum outro projeto, porque quando aconteceu a aliança na disputa estadual, o governador cobrava a reprodução desta aliança para os municípios”, ressaltou Raniery Paulino, que é filho do ex-governador Roberto Paulino. Ele ressalta ainda que a aliança foi interessante e teve o seu momento, mas sua opinião é de que o partido precisa lançar candidatura própria.

PMDB faz ‘terrorismo’ para bancar reforma da previdência

O PMDB nacional gerou muita polêmica no fim de semana por causa de uma postagem nas redes sociais na qual condiciona a manutenção dos programas sociais do governo federal à aprovação da reforma da previdência. A proposta não tem consenso nem dentro do próprio partido, a ponto de o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ter arrancado a ira do governo do presidente Michel Temer (PMDB) ao criticar, na última sexta-feira (3), o texto enviado pelo governo ao Congresso. Para Renan, ele é exagerado. A reação ocorreu um dia após a postagem peemedebista nas redes sociais, que registrou mais de 13 mil comentários, praticamente todos negativos e com muitos emojis de vômitos.

“Se a reforma da previdência não sair, tchau Bolsa Família, adeus Fies, sem novas estradas, acabam os programas sociais”, diz o texto da postagem, com fundo sombrio, que foi compartilhado, também, por mais de 8 mil internautas. Alguns, inclusive, postaram vídeos com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) garantindo que a Previdência não é deficitária. O presidente nacional do PMDB é Romero Jucá (RO), o mesmo que precisou pedir demissão do governo após as delações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O ex-dirigente divulgou áudio no qual se ouvia o peemedebista traçando planos para derrubar o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, com Temer no poder, fazer um acordo nacional para derrubar o governo. Jucá foi escolhido pelo presidente, agora, para a liderança do PMDB no Senado.

Jucá

O papel de Jucá no Senado será, principalmente, quebrar a resistência dos peemedebistas e fazer o caminho para que o projeto de reforma da previdência encontre menor resistência. Há muitas críticas dos parlamentares em relação a vários pontos, como a obrigatoriedade de as pessoas trabalharem 49 anos para terem direito à aposentadoria integral, a idade mínima de 65 anos e a questão da aposentadoria rural. Há polêmica também em relação aos fiadores da reforma. O presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos, com vencimentos integrais. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, aos 52 anos, e Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo, aos 51. Este último também caiu após se envolver em escândalo de tráfico de influência e é citado, assim como Temer e Padilha, nas delações da Odebrecht.

Depois da polêmica em relação à postagem, o PMDB postou outra, neste sábado, como uma forma de amenizar as coisas, com cores mais vivas de fundo e falando nos investimentos feitos pelo governo nos programas sociais, assim como o resgate de obras paralisadas. A repercussão, no entanto, tende a ser menor que a anterior, que viralizou nas redes sociais. As polêmicas vão se acumular a partir desta semana. Ninguém duvida da necessidade de reformas, para adequar a Previdência à nova realidade do crescimento populacional. Agora, a profundidade das mudanças vai ser alvo ainda de muita polêmica.