Vergonha alheia: frases ‘no sense’ ditas por políticos neste ano

“Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, presidente Michel Temer

O ano não acabou ainda, estamos no Natal, mas uma coisa é fato: nossos políticos e seus agregados produziram frases em 2016 que, certamente, eles gostariam que fossem esquecidas. Como fazer bondades é uma tarefa que cabe apenas ao “Bom Velhinho”, vamos aqui lembrar algumas destas citações. Frases do tipo: “Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, do presidente Michel Temer (PMDB). O gestor falou isso após a polêmica gerada por ter apresentado um ministério formado apenas por homens brancos.

Seguindo e exemplo do chefe, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, produziu frases constrangedoras em série, com algumas delas causando problemas para o governo. Ah, sim. Não poderia ser diferente, para o gestor que já assumiu falando em redimensionar o Sistema Único de Saúde. Pior do que ele, só o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deixou o cargo de ministro do Planejamento precocemente após ver reveladas suas intenções: estancar a sangria com a Lava Jato.

Confira:

“Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, presidente Michel Temer, após a polêmica sobre a composição de um ministério formado apenas por homens brancos.

“Homens trabalham mais, por isso não acham tempo para cuidar da saúde”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“É melhor ter um médico cubano que um farmacêutico ou uma benzedeira”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“Temos que chegar ao ponto do equilíbrio entre o que o Estado tem condições de suprir e o que o cidadão tem direito de receber”,  do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“Se ela não tem efetividade, mas as pessoas acreditam que tem, a fé move montanhas”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros

“Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, do senador Romero Jucá, sugerindo um pacto para frear a operação Lava Jato. Ele foi forçado a pedir demissão do cargo de ministro do Planejamento.

“Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel”, de Sérgio Machado, ex-senador, na conversa com Jucá. Ele virou delator da operação Lava Jato.

“Eu tô mandando o Bessias”, da ex-presidente Dilma Rousseff, em diálogo com o ex-presidente Lula.

“O caráter. A sinceridade”, da jornalista Cláudia Cruz, mulher de Cunha, explicando o que a atraiu no ex-deputado.

“Não fale em crise, trabalhe”, do presidente Michel Temer, quando assumiu o governo. O estado de paralisia do país fez com que ele abandonasse a frase.

“Isso é um salafrário dos grandes”, do ex-ministro Ciro Gomes, descrevendo o novo presidente.

“Deixar cargo por isso? Pelo amor de Deus”, do ex-ministro Geddel Vieira Lima, cinco dias antes de cair.

“Se eu fosse escolher um codinome para esse delator, ficaria em dúvida entre Todo Horroroso ou Mentiroso”, do ex-deputado Inaldo Leitão (PB), o “Todo Feio” da lista da Odebrecht.

“Vossa Excelência, por favor, me esqueça!”, do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, durante embate com o ministro Gilmar Mendes.

Casos paraibanos

“É a corrupção de Livânia (Farias) que bancou a eleição de Tanilson (Soares), somada ao roubo que Tibério (Limeira) fez. Ele e Estela saquearam o dinheiro do Estado ao longo dos quatro anos”, do vereador Renato Martins (PSB), em áudio no Whatsapp, após perder as eleições. “Não vazei o áudio. Aproveitaram um momento de emoção diante da dor de uma derrota para me prejudicar por disputas pequenas por espaço. Meu interesse era me defender daquela chacota”, disse.

“Um senador sendo preso por que estaria influenciando nas investigações? Isso é uma coisa muito grave e precisa ser discutida em nível de Brasil porque o Congresso foi violentado… amanhã, com certeza, vai estar sendo preso deputado (estadual) por qualquer delegado de polícia”, do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), ao comentar a prisão do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido).

“Por isso, eu não vou fazer isso… jogar pérolas aos porcos”, da deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), citando um trecho da Bíblia ao confrontar o colega Tião Gomes (PSL) na Assembleia Legislativa.

 

O que as lideranças políticas paraibanas e nacionais precisam pedir ao Papai Noel

O ano de 2016 não foi complicado apenas para a economia. Tirando os felizardos eleitos e reeleitos, sobrou pouca coisa para comemorar na classe política. Que o diga o antes todo poderoso ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começou o ano tendo a força contestada, mas, mesmo assim, comandou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e acabou, digamos assim, vendo o sol nascer quadrado. O prenúncio para 2017 é, também, de muita dificuldade não apenas para a economia. É hora de a classe política se pegar com todos os santos e pedir muito ao Papai Noel para se livrar da Lava Jato ou das consequências que ela pode produzir.

Segue, aqui, para eles, uma sugestão de lista de pedidos ao gosto de cada um:

Ricardo Coutinho (PSB)

Além de força para encarar a crise econômica, precisa se preocupar com os processos na Justiça Eleitoral. Tem havido pressão do Ministério Público Eleitoral e dos adversários, notadamente o senador Cássio Cunha Lima, para que o TRE para acelere os julgamentos de Aijes e Aimes contra o gestor paraibano. Algumas das ações, como a Aije do Empreender, oferecem risco.

Luciano Cartaxo (PSD)

Precisa que Manoel Júnior não desista da condição de vice. Se isso acontecer, ele terá dificuldades para, em 2018, justificar para a população o desejo de disputar o governo da Paraíba. Afinal, sem vice, a capital passaria a ter novas eleições. Uma insegurança que o cidadão não gostaria de enfrentar. Além disso, precisa que o Papai Noel dê uma forcinha para que as investigações sobre suposto sobrepreço na Lagoa não dê em nada.

Manoel Júnior (PMDB)

Deve pedir ao Papai Noel que a denúncia formulada contra ele pela Procuradoria Geral da República (PGR), sobre suposto envolvimento em esquema montado por Eduardo Cunha para bancar emendas e requerimentos, não dê em nada. O vice-prefeito diplomado e deputado federal também precisa ficar atento a uma possível delação de Cunha, sendo ela verdadeira ou não.

Cássio Cunha Lima (PSDB)

Sonha com a cassação de Ricardo Coutinho. Poderia ser eleito em uma eventual eleição indireta para um mandato tampão. O senador precisa pedir ao Papai Noel, também, para não ser alcançado em nenhuma delação premiada, notadamente a da Odebrecht. Parte do seu partido já foi implicado, a exemplo do também senador Aécio Neves (PSDB-MG)

Adriano Galdino (PSD)

Precisa de força para não ser devolvido ao ostracismo político após deixar a Assembleia Legislativa. Perdeu força, sobretudo, depois de ser derrotado nas eleições para prefeito de Campina Grande, ocupando o quarto lugar nas votações. Deve pedir ao Papai Noel para assumir um cargo de destaque no governo do Estado.

Marcos Vinícius (PSDB)

Deve pedir inspiração para administrar a histórica divisão entre as bancadas governista e de oposição na Câmara de João Pessoa, poder que passa a comandar a partir do ano que vem. Aliado do prefeito Luciano Cartaxo, montou uma chapa eclética que sepultou a reeleição de Durval Ferreira (PP).

Durval Ferreira (PP)

Tem pedido de forma muito insistente ao Papai Noel para assumir o IPM, da prefeitura de João Pessoa. Seria uma espécie de saída honrosa.

Romero Rodrigues (PSDB)

Deve pedir muita chuva para a bacia do Rio Paraíba, que abastece o Açude Epitácio Pessoa. A Transposição, como grande promessa, depende muito do governo federal. É melhor esperar a ajuda do Bom Velhinho.

 

Nacionais

Michel Temer (PMDB)

Precisa fazer muitas orações a Deus e a Alá para não ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Se perder o poder, nada impede que pare nas mãos do juiz Sérgio Moro, por causa das citações de propina que vêm se avolumando nas delações premiadas.

Aécio Neves (PSDB-MG)

Alvo de várias delações premiadas, precisa que o Papai Noel livre ele de novas denúncias. O seu potencial eleitoral tem conhecido o solo e pode encontrar o fundo do poço caso as coisas se compliquem.

Lula (PT-SP)

Precisa que as investigações contra ele na Lava Jato e Zelotes não evoluam. As provas apresentadas até agora são contestáveis, mas novas delações premiadas na Lava Jato podem vir a mudar isso. Atual líder nas pesquisas presidenciais, corre o risco de também conhecer o seu inferno astral e até ser preso.

Confira como paraibanos ajudaram a desfigurar as “medidas contra a corrupção”

Plenario_votacao_Foto_Gustavo Lima_Camara dos Deputados2São 12 deputados federais paraibanos e praticamente todos eles contribuíram com a desfiguração das “medidas contra a corrupção” durante votação na Câmara dos Deputados, na madrugada desta quarta-feira (30). A proposta, gestada através de uma discussão puxada pelo Ministério Público, foi aprovada no plenário e, em seguida, desfigurada completamente através dos destaques aprovados, em sua maioria, com a participação dos deputados paraibanos, em grande parte, preocupados em salvar a própria pele.

Veja como eles votaram e guarde estes nomes:

Sujeita promotores e juízes a punição por crime de responsabilidade

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 313 votos a 132 e 5 abstenções, emenda do deputado Weverton Rocha (PDT-MA) ao projeto de lei com medidas contra a corrupção (PL 4850/16), prevendo casos de responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade. Entre os motivos listados está a atuação com motivação político-partidária. No momento, está em debate destaque do PSB que pretende retirar do texto a possibilidade de os órgãos públicos realizarem o teste de integridade com servidores públicos.

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Retirada do teste de integridade das medidas anticorrupção

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 326 a 14, destaque do PSB e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) a possibilidade de os órgãos públicos realizarem o teste de integridade com servidores públicos. Está em debate, no momento, outro destaque do PSB que pretende retirar do texto todas as regras sobre o Programa Nacional de Proteção e Incentivo a Relatos de Informações de Interesse Público.
Com o programa, qualquer cidadão que relatar atos ilícitos perante a administração contará com proteção contra atentados a sua integridade física, além de retribuição vinculada ao valor recuperado.

integridade

Retirada do confisco de bens provenientes de corrupção

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 317 votos a 97, destaque do PR e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) todas as regras sobre a extinção de domínio de bens e propriedades do réu quando sejam provenientes de atividade ilícita ou usados para tal. Está em debate, no momento, destaque do PT que pretende retirar do texto o condicionamento da progressão do regime de cumprimento de pena ao ressarcimento de danos causados por crime contra a administração pública. Igual restrição é aplicada para o livramento condicional e a concessão de indulto.

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Excluída regra que vincula progressão penal ao ressarcimento de danos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 210 votos a 152, destaque do PT e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) o condicionamento da progressão do regime de cumprimento de pena ao ressarcimento de danos causados por crime contra a administração pública. Igual restrição seria aplicada para o livramento condicional e a concessão de indulto. Está em debate, no momento, destaque do PT que pretende retirar do texto mudanças nas regras de prescrição dos crimes, como a sua contagem a partir do oferecimento da denúncia e não do seu recebimento.

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Mudanças na prescrição de crimes são retiradas do pacote anticorrupção

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 301 votos a 107, destaque do PT e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) mudanças nas regras de prescrição dos crimes, como a sua contagem a partir do oferecimento da denúncia e não do seu recebimento. Está em debate, no momento, destaque do bloco PP-PTB-PSC que retira do texto a tipificação do crime de enriquecimento ilícito e a decretação de perda estendida de bens de origem ilícita, a favor da União, se assim considerados por consequência da condenação transitada em julgado por vários crimes.

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Retira da tipificação do crime de enriquecimento ilícito

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 222 votos a 173, destaque do bloco PP-PTB-PSC e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) a tipificação do crime de enriquecimento ilícito e a decretação de perda, em favor da União, de bens de origem ilícita assim considerados por consequência da condenação por vários crimes. Está em debate, no momento, destaque do Psol que pretende excluir do texto todo o trecho sobre o acordo penal, que poderá ser formalizado após o recebimento da denúncia e até a promulgação da sentença, implicando a confissão do crime e a reparação do dano.

enriquecimento

Acordo penal é retirado do projeto de combate à corrupção

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 220 votos a 151, destaque do Psol e retirou do projeto de lei de medidas contra a corrupção (PL 4850/16) todo o trecho sobre o acordo penal, que poderia ser formalizado após o recebimento da denúncia e até a promulgação da sentença, implicando a confissão do crime e a reparação do dano.
De autoria do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o texto das medidas anticorrupção prevê a tipificação do crime eleitoral de caixa dois, a criminalização do eleitor pela venda do voto, a transformação de corrupção que envolve valores superiores a 10 mil salários mínimos em crime hediondo e o escalonamento de penas de acordo com os valores desviados.

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Políticos paraibanos lamentam tragédia com jogadores do Chapecoense

No dia em que o luto cobriu o país, em decorrência da queda do avião que resultou na morte de praticamente todo o time do Chapecoense (SC), além de dirigentes e jornalistas, vários políticos paraibanos usaram as redes sociais para externar a tristeza com o ocorrido. O acidente aconteceu durante a madrugada desta terça-feira (29), quando a aeronave da LaMia fazia o percurso entre Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) a Medellín, na Colômbia, onde enfrentaria o Atlético Nacional nesta quarta. Mais de 70 pessoas morreram e há apenas seis sobreviventes.

Entre os políticos paraibanos que prestaram homenagem estão o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e os deputados federais Efraim Filho (DEM), Manoel Júnior (PMDB), Hugo Motta (PMDB), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e André Amaral (PMDB). Este último volta à condição de suplente nesta semana, com a volta de Veneziano ao cargo. O ex-cabeludo foi também o que imprimiu o ritmo mais emotivo na mensagem sobre a tragédia, finalizando com a frase “Hoje somos apenas um time. Todos somos Chapecó!”

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Deputados paraibanos se manifestam contra anistia do Caixa 2

Plenario_votacao_Foto_Gustavo Lima_Camara dos Deputados2A votação das dez medidas contra a corrupção está prevista para terça-feira da semana que vem, dia 29, porém, já é grande a movimentação na “bolsa de apostas” sobre quais dos parlamentares paraibanos vão votar a favor da nada republicana “anistia” do Caixa 2, cometidos antes da tipificação do crime. Pelo menos cinco deputados já se manifestaram publicamente contra o arrumadinho. A maioria se coloca oficialmente a favor das medidas de combate aos desvios de recursos, porém, poucos se apressam a se manifestar contra a anistia.

Já se manifestaram contra a anistia os deputados Pedro Cunha Lima (PSDB), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD) e Luiz Couto (PT). Todos fizeram duras críticas à anistia do Caixa 2. Dos parlamentares ouvidos pelo blog, o único que se colocou a favor da anistia foi o deputado Manoel Júnior (PMDB), eleito vice-prefeito de João Pessoa. Para ele, você não pode criminalizar o que não existe na prática. Ele alega que a legislação nova é para tipificar o crime. “Se isso ocorre é porque não existe o crime ainda”, ressaltou.

Vale ressaltar que apesar das manifestações dos parlamentares, não será possível saber se eles cumprirão a promessa no dia da votação, já que ela será simbólica e, por isso, não é obrigado, para eles, declarar em quem votaram.

Confira o placar parcial

Pedro Cunha Lima (PSDB)          contra a anistia

Efraim Filho (DEM)                      contra a anistia

Benjamin Maranhão (SD)           contra a anistia

Luiz Couto (PT)                             contra a anistia

Rômulo Gouveia (PSD)               contra a anistia

André Amaral (PMDB)               contra a anistia

Manoel Júnior (PMDB)              a favor

Wilson Filho (PTB)                      não localizado

Aguinaldo Ribeiro (PP)              não localizado

Wellington Roberto (PR)          não localizado

Hugo Motta (PMDB)                 não localizado

Paraibanos colaboram com livro contrário ao impeachment

livro-a-luta-continuaO padre Djacy Brasileiro, que ganhou fama nacional por causa da cruz de lata e das cobranças pela transposição, é um dos autores de um livro em fase de conclusão que versa sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a ascensão ao poder do atual presidente Michel Temer (PMDB). A obra tem como título “A luta continua” e conta com uma coletânea de artigos escritos por 84 autores. Da Paraíba são cinco deles. Além de Brasileiro, compõem o grupo Elizabeth Cristina, Fabiana Agra, José Marciano e Sandra Ney. “Nesse livro, falamos sobre o golpe 2016 contra Dilma, o Estado Democrático de Direito e as políticas públicas de inclusão socioeconômicas”, enfatizou o padre. O livro será lançado inicialmente em Salvador, no dia 25 de novembro, e depois em Curitiba, em 2 de dezembro.

 

Prefeitos fazem peregrinação a Brasília para pedir emendas aos deputados

LucianoCartaxoOs prefeitos paraibanos vão fazer uma peregrinação, na próxima semana, a Brasília para cobrar dos deputados federais a inclusão de emendas ao Orçamento Geral da União (OGU). A logística da “sacolinha” obedece regras que vão da afinidade partidária ao partilhamento de projetos eleitorais comuns no último pleito. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), anunciou que vai na próxima semana para Brasília em busca de emendas parlamentares. Tem comemorado a grande base aliada construída nas eleições desde ano. O gestor foi reeleito com apoio, entre outros, do PMDB e do PSDB – ambos detentores das maiores bancadas.

Romero Rodrigues (PSDB), prefeito de Campina Grande, revelou que vai a Brasília para uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para discutir a situação da transposição, mas também para tentar carimbar recursos para a cidade. Ele disse que vai conversar, entre outras lideranças, com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Tanto Cartaxo quanto Romero terão os três senadores paraibanos dentro do mesmo projeto eleitoral. Por isso, terão maior perspectiva de atrair emendas. O deputado federal Wilson Santiago (PTB) explicou que vai emendas genéricas e, no ano que vem, indicará as prefeituras que receberão os recursos. Já Rômulo Gouveia (PSDB) disse que colocaria o seu gabinete à disposição dos gestores paraibanos.

Ricardo quer “tomar” 17 prefeitos eleitos por partidos adversários

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Foto: Angélica Nunes

O governador Ricardo Coutinho (PSB) tem levado muito a sério o projeto de se fortalecer visando as eleições de 2018, quando não será candidato, mas terá o desafio de tentar eleger o substituto. O PSB elegeu 53 prefeitos nas eleições deste ano, menos da metade do que era sonhado pela sigla. Apesar disso, o partido deu início a uma articulação para engordar com a aquisição de gestores eleitos por agremiações adversárias. A meta do governador é chegar a janeiro de 2017 com 70 prefeitos filiados à sigla socialista.

O primeiro a se filiar ao PSB do governador foi o prefeito eleito de Itaporanga, Divaldo Dantas, que deixou o PMDB. A ida dele para o partido fez com que as chamadas distribuídas coma  imprensa para o evento desta segunda-feira (10) incluísse o gestor entre os eleitos pelo PSB. Nesta tarde são esperadas as filiações dos prefeitos eleitos de Santana de Mangueira, Zé Inácio (PSDB), e Mato Grosso, Doca (PMDB). São esperadas ainda as filiações dos gestores eleitos para Manaíra, Nel (PMN), e Passagem, Magno de Bá (PMDB).

O governador Ricardo Coutinho não poderá disputar a reeleição, em 2018. Por isso, terá que formar um nome para a disputa, com menos risco de insucesso como os registrados em João Pessoa, onde apostou na candidatura de Cida Ramos, e Campina Grande, onde a aposta foi Adriano Galdino, ambos do PSB. O agravante é que se decidir disputar o Senado na mesma época, estará fora do governo do Estado, portanto, com menos força para fortalecer o apadrinhado. Se Coutinho se desincompatibilizar, quem assume o cargo é Lígia Feliciano (PDT).

Colaborou Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

Quer a cassação de Cunha? Pressione seu deputado; confira e-mails e telefones

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai encarar, nesta segunda-feira (12), o julgamento do seu processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. Ao todo, 511 parlamentares têm direito a se manifestar. Ficam de fora o próprio Cunha, como réu, e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-aliado do ex-poderoso presidente da Câmara. São necessários 257 votos para que Eduardo Cunha perca o mandato e os processos contra ele, por denúncias de corrupção, passem a tramitar na primeira instância e caia nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a operação Lava Jato. Ao todo, 12 deputados federais paraibanos poderão votar no processo.

Confira os e-mails e os telefones dos deputados:

 

Aguinaldo Ribeiro2

Aguinaldo Ribeiro (PP)
Telefone: (61) 3215-5735 – Fax: 3215-2735
E-mail: dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br

André Amaral

André Amaral (PMDB)
Telefone: (61) 3215-5833 – Fax: 3215-2833
E-mail: dep.andreamaral@camara.leg.br

Benjamin Maranhão2

Benjamin Maranhão (SD)
Telefone: (61) 3215-5458 – Fax: 3215-2458
E-mail: dep.benjaminmaranhao@camara.leg.br

Damião Feliciano2

Danião Feliciano (PDT)
Telefone: (61) 3215-5938 – Fax: 3215-2938
E-mail: dep.damiaofeliciano@camara.leg.br

Efraim filho2

Efraim Filho (DEM)
Telefone: (61) 3215-5744 – Fax: 3215-2744
E-mail: dep.efraimfilho@camara.leg.br

Hugo Motta2

Hugo Motta (PMDB)
Telefone: (61) 3215-5237 – Fax: 3215-2237
E-mail: dep.hugomotta@camara.leg.br

Luiz Couto2

Luiz Couto (PT)
Telefone: (61) 3215-5442 – Fax: 3215-2442
E-mail: dep.luizcouto@camara.leg.br

Manoel Júnior2

Manoel Júnior (PMDB)
Telefone: (61) 3215-5601 – Fax: 3215-2601
E-mail: dep.manoeljunior@camara.leg.br

Pedro Cunha Lima2

Pedro Cunha Lima (PSDB)
Telefone: (61) 3215-5611 – Fax: 3215-2611
E-mail: dep.pedrocunhalima@camara.leg.br

Rômulo Gouveia2

Rômulo Gouveia (PSD)
Telefone: (61) 3215-5411 – Fax: 3215-2411
E-mail: dep.romulogouveia@camara.leg.br

Wellington Roberto2

Wellington Roberto (PR)
Telefone: (61) 3215-5514 – Fax: 3215-2514
E-mail: dep.wellingtonroberto@camara.leg.br

Wilson Filho2

Wilson Filho (PTB)
Telefone: (61) 3215-5534 – Fax: 3215-2534
E-mail: dep.wilsonfilho@camara.leg.br

 

Veja como os paraibanos votam para presidente da Câmara dos Deputados

A indefinição e a ausência de grandes favoritos entre os candidatos a presidente da Câmara dos Deputados, em eleição prevista para ter início às 16h, reflete entre os paraibanos. O blog entrou em contato com todos os deputados da bancada paraibana para perguntar as preferências sobre os 14 nomes inscritos e mantidos para a disputa. Resultado: muita indefinição até a tarde desta quarta-feira (13). Momentos antes do início do processo tinha gente dizendo que ia esperar a decisão do partido.

Plenario_votacao_Foto_Gustavo Lima_Camara dos Deputados2

Marcelo Castro (PMDB-PI) é o favorito de Hugo Motta, Manoel Júnior e Veneziano Vital do Rêgo, todos do PMDB. Outro que poderá votar nele é Damião Feliciano (PDT). “Estou esperando a decisão da liderança”, disse, apesar admitir que a maioria dos pedetistas pretendem votar em Castro, que, como ele, votou contra a admissibilidade do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Castro, apesar de peemedebista, é mal visto pelo Planalto.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem o voto de Efraim Filho, do mesmo partido. Apesar da simpatia de alguns petistas, entre eles não está o deputado federal Luiz Couto. Ele pensa em votar na paraibana Luíza Erundina (Psol-SP), mas não descarta o voto de confiança em Maria do Rosário (PT-RS). Pedro Cunha Lima (PSDB) segue a orientação nacional do partido e vota em Maia, que também tem a simpatia de Damião Feliciano. O pedetista está dividido entre Maia e Castro.

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) pretende votar em Rogério Rosso (PSD-DF). Outro que simpatiza com o deputado do Distrito Federal é Wilson Filho (PTB). O problema é que a ex-presidente do seu partido, Cristiane Brasil (RJ), não retirou, como se esperava, a sua candidatura. A assessoria de imprensa de Aguinaldo Ribeiro (PP) disse que ele estava indeciso, mas, como membro do “centrão”, deverá ficar com Rosso.

Os deputados federais Wellington Roberto (PR) e Benjamin Maranhão (SD) não responderam às ligações, nem declararam voto abertamente até o momento. É bom lembrar que o voto é secreto, por isso, declarar voto e sufragá-lo tem uma diferença muito grande.

Confira a lista dos candidatos a presidente da Câmara

– Beto Mansur (PRB-SP) – desistiu
– Carlos Gaguim (PTN-TO)
– Carlos Manato (SD-ES)
– Cristiane Brasil (PTB-RJ)
– Esperidião Amin (PP-SC)
– Evair Melo (PV-ES)
– Fábio Ramalho (PMDB-MG)
– Fausto Pinato (PP-SP) – desistiu
– Fernando Giacobo (PR-PR)
– Gilberto Nascimento (PSC-SP)
– Luiza Erundina (PSOL-SP)
– Marcelo Castro (PMDB-PI)
– Maria do Rosário (PT-RS)  – desistiu
– Miro Teixeira (Rede-RJ)
– Orlando Silva (PCdoB-SP)
– Rodrigo Maia (DEM-RJ)
– Rogério Rosso (PSD-DF)