Confira, em vídeo, votação dos paraibanos na sessão sobre processo contra Temer

Ao todo, seis deputados foram contra a admissibilidade do processo, contra cinco a favor. Um faltou

Os deputados federais paraibanos votaram, em sua maioria, contra a procedência do processo criminal contra o presidente Michel Temer (PMDB). Ao todo, foram seis votos a favor do relatório do deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), contra cinco contrários. O deputado federal Wilson Santiago (PTB) não compareceu, o que, pela regra, leva a vantagem também para Temer. Em nota, ele declarou problemas na conexão de um voo dos Estados Unidos para o Brasil. A votação final, contabilizando todos os parlamentares presentes, foi de 263 votos pelo sim, 227 votos pelo não, além de 2 abstenções. Pelo menos 19 parlamentares faltaram à sessão.

Confira o vídeo:

 

Errata: “Prefeitos descumprem legislação e loteiam cargos nas prefeituras”

Tribunal de Contas revela que 177 prefeituras comprometeram mais de 54% das despesas com pessoal

Tribunal de Contas do Estado analisa balancetes das prefeitura paraibanas. Foto: Divulgação/TCE-PB

Grande parte das prefeituras paraibanas começou o ano sob novo comando, porém, não com novas práticas. Um levantamento feito com base em dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelou que pelo menos 177 dos 223 municípios têm o gasto com pessoal como a principal despesa do poder público. Muitas delas, vale ressaltar, descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Trocando em miúdos, gastam mais que 54% do que arrecadam com o pagamento de pessoal. O extremo, em termos de gastos com pessoal, é Piancó, no Sertão. De todas as despesas do município, 81,23% é destinado ao pagamento de pessoal, sobrando pouco para as outras obrigações do município.

O levantamento tem como base o Índice de Despesas Municipais, disponibilizado no site do Tribunal de Contas do Estado. A ferramenta relaciona quanto foi gasto pelos prefeitos com cada item de despesa. Por ela, é possível saber efetivamente com o que a administração municipal tem feito maior desembolso. A ferramenta, no entanto, não traça paralelo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, como o publicado inicialmente pelo blog. Isso porque a LRF faz a relação entre as despesas com pessoal e a receita corrente líquida do município.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, André Carlo Torres, explicou que foi iniciado um trabalho de acompanhamento em todas as cidades. “Os municípios que estão extrapolando os gastos com pessoal estão sendo notificados pelo tribunal para regularizarem a situação. O prazo para que a situação seja corrigida é dentro do exercício financeiro”, ressaltou o conselheiro. Caso a irregularidade seja mantida, o gestor poderá ter as contas reprovadas pelo órgão de controle e ficar inelegível, caso a condenação seja mantida pela Câmara Municipal. Os municípios irregulares foram notificados a partir do fechamento do primeiro quadrimestre.

Até maio, os prefeitos paraibanos já tinham pago R$ 1,8 bilhão em salários para o funcionalismo público. Para a composição do levantamento, o blog levou em consideração quatro itens do Índice de Despesas Municipais. Foram relacionados gastos com contribuição por tempo determinado, vencimentos e vantagens fixas, obrigações patronais e outras despesas variáveis.

Errata

A lista abaixo mostra especificamente o percentual, dentro do total de gastos das prefeituras, que foi destinado especificamente para o pagamento de despesas com pessoal. Não quer dizer, necessariamente, que os gestores estão descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso por que a ferramenta se refere ao montante de gastos e não à relação entre gasto e receita. Aos nossos leitores, pedimos desculpas.

Confira o ranking dos maiores gastadores:

1. Piancó 81,23%
2. Capim 78,01%
3. Igaracy 77,61%
4. Araruna 77,60%
5. Pilar 77,42%
6. Nova Floresta 77,39%
7. Riachão do Bacamarte 77,04%
8. Itabaiana 76,75%
9. Gurinhém 76,70%
10. Cacimba de Dentro 76,61%
11. Areia 76,45%
12. Puxinanã 74,19%
13. Alagoa Grande 73,60%
14. Rio Tinto 73,41%
15. Pombal 73,09%
16. Olho D’Água 71,59%
17. Cuité de Mamanguape 72,18%
18. Cabedelo 72,16%
19. Aroeiras 71,67%
20. Solânea 71,47%
21. Pocinhos 71,12%
22. Mãe D’Água 71,59%
23. Umbuzeiro 70,81%
24. Araçagi 70,56%
25. Jacaraú 70,49%
26. Gado Bravo 70,27%
27. Mamanguape 70,12%
28. Casserengue 70,09%
29. Caaporã 69,93%
30. Serra Redonda 69,90%
31. Itatuba 69,35%
32. Fagundes 69,31%
33. Santana de Mangueira 69,26%
34. Borborema 69,22%
35. Natuba 69,16%
36. Alcantil 68,93%
37. Mataraca 68,11%
38. Itaporanga 68,10%
39. Catolé do Rocha 68,10%
40. Carrapateira 67,99%
41. São José de Espinharas 67,92%
42. Pedro Régis 67,90%
43. Sossêgo 67,79%
44. Areial 67,78%
45. Itapororoca 67,64%
46. Curral de Cima 67,52%
47. Mulungu 67,40%
48. Triunfo 67,36%
49. Dona Inês 67,22%
50. Vista Serrana 66,93%
51. Pilões 66,72%
52. Algodão de Jandaíra 66,55%
53. Barra de Santa Rosa 66,49%
54. Massaranduba 66,29%
55. Soledade 66,15%
56. Bayeux 66,07%
57. Barra de Santana 66,07%
58. Caraúbas 65,96%
59. Juarez Távora 65,67%
60. São João do Rio do Peixe 65,55%
61. Ingá 65,26%
62. Pirpirituba 65,25%
63. Olivedos 65,25%
64. Belém 65,23%
65. Baía da Traição 65,20%
66. Damião 65,07%
67. Conde 64,93%
68. Várzea 64,87%
69. Santa Rita 64,85%
70. Marcação 64,81%
71. Cajazeirinhas 64,65%
72. Salgado de São Félix 64,65%
73. São Sebastião de Lagoa de Roça 64,63%
74. Juazeirinho 64,43%
75. Serraria 64,36%
76. Livramento 64,19%
77. Junco do Seridó 64,19%
78. Baraúna 64,18%
79. Riachão do Poço 64,18%
80. São Mamede 64,04%
81. Quixabá 63,93%
82. Cajazeiras 63,83%
83. Santa Teresinha 63,78%
84. Patos 63,47%
85. Amparo 63,38%
86. Arara 63,35%
87. Marizópolis 63,34%
88. Juru 63,31%
89. Lagoa Seca 63,26
90. Emas 63,26%
91. São José de Caiana 63,25%
92. Pedra Lavrada 63,07%
93. Serra da Raiz 63,07
94. Bom Sucesso 63,04%
95. Nova Palmeira 63,02%
96. São João do Cariri 62,95
97. Lagoa 62,86%
98. Monteiro 62,73%
99. Duas Estadas 62,68
100. Juripiranga 62,65%
101. Imaculada 62,48%
102. São José dos Ramos 62,21%
103. Caiçara 62,15%
104. Picuí 61,98%
105. Joca Claudino 61,92%
106. Lagoa de Dentro 61,85%
107. Santa Luzia 62,15%
108. Remígio 61,57%
109. Água Branca 61,53%
110. Alagoa Nova 61,49%
111. Sertãozinho 61,45% R$
112. São Domingos do Cariri 61,93%
113. Matinhas 61,42%
114. Cuité 61,37%
115. Boqueirão 61,36%
116. Esperança 61,31%
117. Boa Vista 61,50%
118. Cacimbas 61,17%
119. Monte Horebe 61,13%
120. Queimadas 60,94%
121. Bonito de Santa Fé 60,93%
122. São José de Piranhas 60,84%
123. São Bentinho 60,82%
124. Teixeira 60,67%
125. Tavares 60,35%
126. Camalaú 59,89%
127. Ibiara 59,86%
128. Cachoeira dos Índios 59,63%
129. Guarabira 59,58%
130. Aparecida 59,53%
131. Manaíra 59,43%
132. Mato Gerosso 59,43%
133. São José do Brejo do Cruz 59,40%
134. Cubati 59,33%
135. Montadas 59,24%
136. São Vicente do Seridó 59,21%
137. Poço de José de Moura 59,02%
138. Diamante 58,94%
139. Sapé 58,88%
140. Riacho de Santo Antônio 58,69%
141. Caturité 58,67%
142. Tacima 58,67%
143. Santa Cecília 58,55%
144. Mari 58,55%
145. Conceição 58,50%
146. Santana dos Garrotes 58,49%
147. Sousa 57,98%
148. Santa Inês 57,66%
149. Catingueira 57,66%
150. Belém do Brejo do Cruz 57,46%
151. Brejo do Cruz 57,21%
152. Lucena 57,15%
153. Jericó 57,10%
154. Cabaceiras 57,08%
155. Boa Ventura 57,21%
156. Malta 56,67%
157. Cacimba de Areia 56,43%
158. Bananeiras 56,34%
159. Salgadinho 56,26%
160. Riachão 55,79%
161. São José do Sabugi 55,78%
162. Congo 55,75%
163. Mogeiro 55,53%
164. Passagem 55,50%
165. Nova Olinda 55,45%
166. Pilõezinhos 55,31%
167. Serra Grande 57,48%
168. Paulista 55,26%
169. Coxixola 54,95%
170. Barra de São Miguel 54,78%
171. Vieirópolis 54,73%
172. Riacho dos Cavalos 54,42%
173. João Pessoa 54,93%
174. Alagoinha 54,26%
175. Uiraúna 54,20%
176. Condado 54,14%
177. Tenório 54,02%

 

Cássio, Maranhão e Lira votam a favor da Reforma Trabalhista

Projeto foi aprovado com 50 votos a favor e 26 contrários. Houve uma abstenção

José Maranhão, Raimundo Lira e Cássio Cunha Lima votaram a favor das mudanças propostas pelo presidente Michel Temer. Foto: Divulgação

Os três senadores paraibanos votaram a favor da Reforma Trabalhista. Os peemedebistas José Maranhão e Raimundo Lira, além do tucano Cássio Cunha Lima, engrossaram o grupo de 50 parlamentares que aprovaram o texto tal qual o aprovado na Câmara dos Deputados. Outros 26 votaram contra e houve uma abstenção. A votação ocorreu após uma sessão tumultuada, com direito a manobra para impedir o início da sessão. A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo, dentre as mudanças, que o acordado entre patrões e empregados prevaleça sobre o legislado nas negociações trabalhistas. Veja como votaram todos os parlamentares.

Alvo de divergências, a Reforma Trabalhista estava com a votação marcada para iniciar no fim da manhã desta terça-feira (11), mas parlamentares de oposição ocuparam a Mesa e impediram o presidente do Senado, Eunício Oliveira, de prosseguir com os trabalhos. A votação só foi retomada cerca de 7 horas depois da obstrução, protagonizada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO). Junto com outros 14 parlamentares, o senador José Medeiros (PSD-MT) apresentou um pedido de denúncia contra as oposicionistas ao Conselho de Ética no Senado alegando “prática de ato incompatível com a ética e o decoro parlamentar”.

Parlamentares votam projeto do governo em meio a protestos da oposição no Senado. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Antes de tentar, pela última vez, retomar a presidência da sessão, Eunício Oliveira criticou o ato das senadoras e disse que “nem a Ditadura Militar ousou ocupar a Mesa do Congresso”. Já os parlamentares da base reclamam da possibilidade de o Senado apenas referendar o texto aprovado pelos deputados, o que faria com que perdesse a função de Casa Revisora.

Texto

A proposta de reforma trabalhista prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, acaba com a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores. Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano, além de novas regras para o trabalho remoto, também conhecido como home office. Para o patrão que não registrar o empregado, a multa foi elevada e pode chegar a R$ 3 mil. Atualmente, a multa é de um salário-mínimo regional.

Com Agência Brasil

Reforma trabalhista é aprovada com voto majoritário da bancada paraibana

Apenas Luiz Couto e Veneziano foram contra a medida

Brasília – Deputados de partidos de oposição ao governo tentam adiar a votação em plenário do projeto de lei (6787/16), que trata da reforma trabalhista (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Oito dos dez deputados federais paraibanos que compareceram ao plenário da Câmara dos Deputados votaram a favor da reforma trabalhista, proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB). Apenas os deputados Luiz Couto (PT) e Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) votaram contra a matéria. Dois parlamentares não compareceram à votação da matéria altera mais de 100 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Não compareceram à votação os deputados federais Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR).  LEIA MAIS

Secretário rebate “excluídos” do São João de Campina Grande: “não há lugar cativo”

Romero Rodrigues faz críticas ao governador Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/PMCG

A repercussão negativa da programação do Maior São João do Mundo entre artistas nordestinos e políticos fez com que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), e seus auxiliares entrassem para a defensiva. O gestor rebateu nesta sexta-feira (21) as críticas do governador Ricardo Coutinho (PSB), para quem a festa fere a cultura por se preocupar apenas com o “ajuntamento de gente”. Já o coordenador de Comunicação da Prefeitura (órgão com status de Secretaria), Marcos Alfredo, usou as redes sociais para fazer contraponto à queixa dos artistas. “Ninguém pode ter lugar cativo na programação do São João”, disse. Ele alega que o novo layout contempla a vontade da população.  LEIA MAIS

Sem ensinar a pescar, prefeituras apostam na doação de peixes

Leto Viana participa da distribuição de peixes em Cabedelo. Foto: Divulgação/PMC

Todo ano é a mesma coisa. Os prefeitos de várias cidades paraibanas criam programas para a distribuição de peixes na Semana Santa, na certa, por ser mais fácil doar do que ensinar a pescar. Alguns, vale ressaltar, estão inovando, com distribuição de ovos ou mesmo de “kits jejum”. O exemplo mais tradicional do assistencialismo é o da prefeitura de Cabedelo, onde o prefeito Leto Viana (PRP) manda ver na distribuição. Nesta semana, na última terça-feira (11), ele participou da entrega de 15 toneladas de pescado tipo Corvina, com um investimento de R$ 147 mil, beneficiando mais de 7 mil famílias. Ao todo, foram disponibilizados 23 pontos de distribuição.

Em Bayeux, a distribuição é um pouco mais tímida. O prefeito Berg Lima (Podemos) marcou para esta quinta-feira (13) a distribuição de 5 toneladas de peixe para a população carente da cidade, conhecida pela atuação na atividade pesqueira e na coleta de crustáceos. Ao contrário de Leto, este é o primeiro ano de mandato do gestor da “Cidade Francesa”.

Contemplada recentemente com as águas da transposição, a cidade de Monteiro presenciou nesta quarta-feira (12) a distribuição de 3 toneladas de peixes, segundo a prefeitura, e ainda ovos de páscoa para a população. Tudo foi acompanhado de perto pela prefeita da cidade, Anna Lorena (DEM). Os ovos, vale ressaltar, serão distribuídos apenas no sábado (15).

A prefeitura de Parari surpreendeu pela criatividade, com a criação, acreditem, do “kit jejum”. O prefeito da cidade, José Josemar, abriu a programação de distribuições na quarta-feira e ela se estende por esta quinta-feira, com a entrega de 2 toneladas de peixe, além de um quilo de arroz, um quilo de fubá e um leite de coco.

O prefeito de Cuité, Charles Camaraense (PSL), procurou ser mais cuidadoso na “graça” feita com os eleitores. Ele vai distribuir nesta quinta-feira 5 toneladas de peixes com os moradores da cidade que comprovem baixa renda, porém, deixa claro que não haverá custo para a prefeitura. Ele alega que o produto está sendo doado por amigos. Os beneficiados terão que apresentar o cartão do Bolsa Família acompanhado de documento com foto para receber os peixes.

Saiba o que os delatores da Odebrecht disseram de Cássio, Vital e Lindbergh

A autorização concedida pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Procuradoria Geral da República (PGR) abra inquéritos contra 108 políticos caiu como uma bomba nesta terça-feira (12). Ao todo, três paraibanos aparecem na lista, todos supostamente beneficiados pela Construtora Norberto Odebrecht em troca de “serviços prestados” ou promessas de atuação em nome da empresa. A lista traz os nomes dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e Lindbergh Farias (PT, eleito pelo Rio), além do Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho,

Veja valores, codinomes, delatores e comprometimento atribuído a cada um deles 

Cássio Cunha Lima (PSDB)

Foto: Divulgação/Agência Senado

Delatores: Alexandre José Lopes Barradas  e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis

O que dizem: Consoante o Ministério Público, os colaboradores narram que, em meados de 2014, o parlamentar solicitou e recebeu, por meio de um intermediário de nome “Luís”, o valor de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais). A soma foi repassada ao Senador da República Cássio Rodrigues Cunha Lima, então candidato ao governo do Estado da Paraíba, com a expectativa de receber futura contrapartida e de realizar obra de saneamento naquele Estado. A operação, implementada pelo Setor de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht, não foi contabilizada e está indicada no sistema “Drousys”.

Codinome: “Prosador”

Apuração: sustenta o Procurador-Geral da República a existência de indícios quanto à prática, em tese, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral, postulando, ao final, o levantamento do sigilo dos autos. 2

Confira a íntegra

 

Ministro Vital do Rêgo Filho

Delatores: Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e José de Carvalho Filho

O que dizem: Os delatores descreve a realização de pagamentos destinados a políticos ligados ao PMDB, solicitados por José Sérgio de Oliveira Machado, ex-presidente da Transpetro. Narra que foram feitas reuniões com o presidente na sede da estatal, “oportunidade na qual discorria sobre os projetos do PMDB e seu projeto político dentro do partido e pleiteava as supostas ‘contribuições’ na forma de pagamentos a políticos do partido, em sua maioria via contabilidade paralela”. Fernando Reis, por sua vez, relata ter instruído verbalmente Eduardo Barbosa, funcionário de sua confiança, para que solicitasse pagamento à equipe de Hilberto Silva, responsável pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, a fim de que fossem atendidos os pedidos feitos por Sérgio Machado. Entre o ano de 2012 e outubro de 2014 teriam sido registrados pagamentos no valor aproximado de R$ 10 milhões O colaborador Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis também assinala não ser usual a identificação do beneficiário dos pedidos de Sérgio Machado, mas que, em alguns casos, o Presidente da Transpetro declinava o nome do beneficiário. Assim, teria havido pedido específico de repasse de vantagem a pretexto de campanha de Vital do Rêgo, feito por meio de contabilidade paralela e não oficial. Ao lado disso, o colaborador José de Carvalho Filho, na qualidade de Diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht, confirma ter feito pagamento a Vital do Rêgo a pedido de Fernando Reis. Relata-se pedido de repasse da soma R$ 350 mil, que teria sido atendido a um assessor do então do Senador José Sérgio de Oliveira Machado, por sua vez, também confirma que a empresa Lumina Resíduos Industriais, integrante do Grupo Odebrecht, foi uma das empresas que realizou pagamento por meio do Setor de Operações Estruturadas.

Codinomes: “Ceboleiro”, “Cabeça Chata” e “Xiita” (não há especificação sobre qual é de Vital)

Apuração: o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, acredita que tais fatos podem amoldar-se ao tipo descrito no art. 317 combinado com o art. 327, § § 1º e 2º e art. 333 do Código Penal, além do art. 1º da Lei 9.613/1998,

 

Lindbergh Farias (PT), senador paraibano eleito pelo Rio de Janeiro

Lindbergh Farias exerce o cargo de senador pelo Rio de Janeiro. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Delatores: Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro Andrade Azevedo

O que dizem: Segundo o Ministério Público, relatam os colaboradores o pagamento de vantagens indevidas não contabilizadas no âmbito da campanha eleitoral dos anos de 2008 e 2010, nos valores respectivos de R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, que tinham como motivação o potencial de projeção do parlamentar. Os repasses foram implementados por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Em contrapartida às doações, o parlamentar, então Prefeito do Município de Nova Iguaçu/RJ, teria beneficiado a empresa Odebrecht em contratos administrativos relacionados ao programa “Pró-Moradia”.

Codinomes: “Feio” e “Lindinho”

Apuração: Sustentando o Procurador-Geral da República que as condutas descritas amoldam-se, em tese, às figuras típicas contidas no art. 317 c/c 327, §§ 1º e 2° e art. 333 do Código Penal, além do art. 1° da Lei 9.613/98

 

 

Petistas lamentam morte de Marisa e culpam Sérgio Moro

Marisa Letícia ao lado do e-presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert

A confirmação da morte cerebral da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, causou grande comoção entre os petistas paraibanos. Ouvidos pelo blog, as reações variaram de relatos emotivos a ataques à operação Lava Jato e, principalmente, ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações na primeira instância. A confirmação da morte ocorreu na manhã desta quinta-feira (2), em decorrência de um aneurisma diagnosticado há uma década e agravado nos últimos dias. A família iniciou os preparativos para a doação de órgãos.

“Essa morte pode ser facilmente atribuída a um algoz, que transformou a vida da dona Marisa em um verdadeiro inferno, sabendo que ela não tinha culpabilidade, procurando matar politicamente Lula, terminou matando fisicamente a sua esposa. Se alguém atribuir alguma coisa, procure no (juiz Sérgio) Moro. Ele que transformou a vida dela num inferno. Aí veio o aneurisma, a pressão alta, o estresse, tudo aquilo que é necessário para quem tem problema daquela natureza (ter o quadro agravado). Então, ele vai morrer, o senhor Moro, com esse drama na consciência”, disse o deputado estadual Anísio Maia.

Já a vice-presidente do partido, Giucélia Figueiredo, foi mais emotiva nas suas colocações. Ela lembrou a importância de Marisa Letícia para a história do Partido dos Trabalhadores. “Foi ela quem confeccionou a primeira bandeira do PT. É uma perda inestimável para o ex-presidente Lula e para todos nós do partido”, ressaltou, lembrando que a história da petista se confunde com a da sigla. “Vou parar de falar porque já estou começando a chorar”, disse Giucélia ao encerrar a entrevista.

O presidente estadual do PT, Charliton Machado, falou da tristeza com a qual foi tomado ao receber a notícia. “Dona Marisa Letícia foi essencial para a história de Lula e do Partido dos Trabalhadores”, ressaltou. O dirigente lembrou ainda o caso da mãe dele, falecida há 20 anos, também por acometimento de um aneurisma. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), alvo de um impeachment no ano passado, divulgou nota nas redes sociais, na qual se solidariza com o ex-presidente Lula. “Estamos juntos, presidente Lula, agora e sempre”.

História

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66 anos, teve morte cerebral confirmada na manhã desta quinta. Ela está na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 24 de janeiro. Segundo boletim médico, foi realizado um doppler transcraniano que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. Diante do resultado e com autorização da família, foram iniciados os procedimentos preparativos para a doação de órgãos.

Pelo Facebook, a família da ex-primeira-dama agradeceu as manifestações de afeto recebidas no últimos dias. “A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação de órgãos”, diz a mensagem na rede social.

Marisa Letícia Lula da Silva nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950, sob o nome de Marisa Letícia Casa. Começou a trabalhar aos nove anos, como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de onze irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa viu-se viúva após Marcos Cláudio ser assassinado durante um assalto.

Em 1973 conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos. Sete meses após se conhecerem, casaram. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado de Lula durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a presidência da República, em 2003.

 

Vergonha alheia: frases ‘no sense’ ditas por políticos neste ano

“Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, presidente Michel Temer

O ano não acabou ainda, estamos no Natal, mas uma coisa é fato: nossos políticos e seus agregados produziram frases em 2016 que, certamente, eles gostariam que fossem esquecidas. Como fazer bondades é uma tarefa que cabe apenas ao “Bom Velhinho”, vamos aqui lembrar algumas destas citações. Frases do tipo: “Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, do presidente Michel Temer (PMDB). O gestor falou isso após a polêmica gerada por ter apresentado um ministério formado apenas por homens brancos.

Seguindo e exemplo do chefe, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, produziu frases constrangedoras em série, com algumas delas causando problemas para o governo. Ah, sim. Não poderia ser diferente, para o gestor que já assumiu falando em redimensionar o Sistema Único de Saúde. Pior do que ele, só o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deixou o cargo de ministro do Planejamento precocemente após ver reveladas suas intenções: estancar a sangria com a Lava Jato.

Confira:

“Para a Cultura eu quero trazer uma representante do mundo feminino”, presidente Michel Temer, após a polêmica sobre a composição de um ministério formado apenas por homens brancos.

“Homens trabalham mais, por isso não acham tempo para cuidar da saúde”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“É melhor ter um médico cubano que um farmacêutico ou uma benzedeira”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“Temos que chegar ao ponto do equilíbrio entre o que o Estado tem condições de suprir e o que o cidadão tem direito de receber”,  do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

“Se ela não tem efetividade, mas as pessoas acreditam que tem, a fé move montanhas”, do ministro da Saúde, Ricardo Barros

“Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, do senador Romero Jucá, sugerindo um pacto para frear a operação Lava Jato. Ele foi forçado a pedir demissão do cargo de ministro do Planejamento.

“Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel”, de Sérgio Machado, ex-senador, na conversa com Jucá. Ele virou delator da operação Lava Jato.

“Eu tô mandando o Bessias”, da ex-presidente Dilma Rousseff, em diálogo com o ex-presidente Lula.

“O caráter. A sinceridade”, da jornalista Cláudia Cruz, mulher de Cunha, explicando o que a atraiu no ex-deputado.

“Não fale em crise, trabalhe”, do presidente Michel Temer, quando assumiu o governo. O estado de paralisia do país fez com que ele abandonasse a frase.

“Isso é um salafrário dos grandes”, do ex-ministro Ciro Gomes, descrevendo o novo presidente.

“Deixar cargo por isso? Pelo amor de Deus”, do ex-ministro Geddel Vieira Lima, cinco dias antes de cair.

“Se eu fosse escolher um codinome para esse delator, ficaria em dúvida entre Todo Horroroso ou Mentiroso”, do ex-deputado Inaldo Leitão (PB), o “Todo Feio” da lista da Odebrecht.

“Vossa Excelência, por favor, me esqueça!”, do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, durante embate com o ministro Gilmar Mendes.

Casos paraibanos

“É a corrupção de Livânia (Farias) que bancou a eleição de Tanilson (Soares), somada ao roubo que Tibério (Limeira) fez. Ele e Estela saquearam o dinheiro do Estado ao longo dos quatro anos”, do vereador Renato Martins (PSB), em áudio no Whatsapp, após perder as eleições. “Não vazei o áudio. Aproveitaram um momento de emoção diante da dor de uma derrota para me prejudicar por disputas pequenas por espaço. Meu interesse era me defender daquela chacota”, disse.

“Um senador sendo preso por que estaria influenciando nas investigações? Isso é uma coisa muito grave e precisa ser discutida em nível de Brasil porque o Congresso foi violentado… amanhã, com certeza, vai estar sendo preso deputado (estadual) por qualquer delegado de polícia”, do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), ao comentar a prisão do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido).

“Por isso, eu não vou fazer isso… jogar pérolas aos porcos”, da deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), citando um trecho da Bíblia ao confrontar o colega Tião Gomes (PSL) na Assembleia Legislativa.

 

O que as lideranças políticas paraibanas e nacionais precisam pedir ao Papai Noel

O ano de 2016 não foi complicado apenas para a economia. Tirando os felizardos eleitos e reeleitos, sobrou pouca coisa para comemorar na classe política. Que o diga o antes todo poderoso ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começou o ano tendo a força contestada, mas, mesmo assim, comandou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e acabou, digamos assim, vendo o sol nascer quadrado. O prenúncio para 2017 é, também, de muita dificuldade não apenas para a economia. É hora de a classe política se pegar com todos os santos e pedir muito ao Papai Noel para se livrar da Lava Jato ou das consequências que ela pode produzir.

Segue, aqui, para eles, uma sugestão de lista de pedidos ao gosto de cada um:

Ricardo Coutinho (PSB)

Além de força para encarar a crise econômica, precisa se preocupar com os processos na Justiça Eleitoral. Tem havido pressão do Ministério Público Eleitoral e dos adversários, notadamente o senador Cássio Cunha Lima, para que o TRE para acelere os julgamentos de Aijes e Aimes contra o gestor paraibano. Algumas das ações, como a Aije do Empreender, oferecem risco.

Luciano Cartaxo (PSD)

Precisa que Manoel Júnior não desista da condição de vice. Se isso acontecer, ele terá dificuldades para, em 2018, justificar para a população o desejo de disputar o governo da Paraíba. Afinal, sem vice, a capital passaria a ter novas eleições. Uma insegurança que o cidadão não gostaria de enfrentar. Além disso, precisa que o Papai Noel dê uma forcinha para que as investigações sobre suposto sobrepreço na Lagoa não dê em nada.

Manoel Júnior (PMDB)

Deve pedir ao Papai Noel que a denúncia formulada contra ele pela Procuradoria Geral da República (PGR), sobre suposto envolvimento em esquema montado por Eduardo Cunha para bancar emendas e requerimentos, não dê em nada. O vice-prefeito diplomado e deputado federal também precisa ficar atento a uma possível delação de Cunha, sendo ela verdadeira ou não.

Cássio Cunha Lima (PSDB)

Sonha com a cassação de Ricardo Coutinho. Poderia ser eleito em uma eventual eleição indireta para um mandato tampão. O senador precisa pedir ao Papai Noel, também, para não ser alcançado em nenhuma delação premiada, notadamente a da Odebrecht. Parte do seu partido já foi implicado, a exemplo do também senador Aécio Neves (PSDB-MG)

Adriano Galdino (PSD)

Precisa de força para não ser devolvido ao ostracismo político após deixar a Assembleia Legislativa. Perdeu força, sobretudo, depois de ser derrotado nas eleições para prefeito de Campina Grande, ocupando o quarto lugar nas votações. Deve pedir ao Papai Noel para assumir um cargo de destaque no governo do Estado.

Marcos Vinícius (PSDB)

Deve pedir inspiração para administrar a histórica divisão entre as bancadas governista e de oposição na Câmara de João Pessoa, poder que passa a comandar a partir do ano que vem. Aliado do prefeito Luciano Cartaxo, montou uma chapa eclética que sepultou a reeleição de Durval Ferreira (PP).

Durval Ferreira (PP)

Tem pedido de forma muito insistente ao Papai Noel para assumir o IPM, da prefeitura de João Pessoa. Seria uma espécie de saída honrosa.

Romero Rodrigues (PSDB)

Deve pedir muita chuva para a bacia do Rio Paraíba, que abastece o Açude Epitácio Pessoa. A Transposição, como grande promessa, depende muito do governo federal. É melhor esperar a ajuda do Bom Velhinho.

 

Nacionais

Michel Temer (PMDB)

Precisa fazer muitas orações a Deus e a Alá para não ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Se perder o poder, nada impede que pare nas mãos do juiz Sérgio Moro, por causa das citações de propina que vêm se avolumando nas delações premiadas.

Aécio Neves (PSDB-MG)

Alvo de várias delações premiadas, precisa que o Papai Noel livre ele de novas denúncias. O seu potencial eleitoral tem conhecido o solo e pode encontrar o fundo do poço caso as coisas se compliquem.

Lula (PT-SP)

Precisa que as investigações contra ele na Lava Jato e Zelotes não evoluam. As provas apresentadas até agora são contestáveis, mas novas delações premiadas na Lava Jato podem vir a mudar isso. Atual líder nas pesquisas presidenciais, corre o risco de também conhecer o seu inferno astral e até ser preso.