TRE extingue zonas eleitorais em Campina Grande e mais nove cidades

Decisão contou com o aval de seis dos sete membros do colegiado

Magistrados aprovam a redução do número de zonas eleitorais em cidades do interior. Foto: Angélica Nunes

Agora é pra valer. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu nesta segunda-feira (14), por maioria de votos, acabar com nove zonas eleitorais. A decisão segue a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O único a votar contra foi o juiz Breno Wanderley, que disse não ter se convencido da economicidade da medida. Para ele, o fechamento vai fazer com que a corte gaste mais com o pagamento de diárias. A determinação da Corte superior foi para que os tribunais reduzissem os custos de funcionamento da Justiça Eleitoral.

Com a decisão, serão extintas a 5ª Zona Eleitoral (sede em Pilar); a 12ª Zona Eleitoral (sede em Serraria); a 15ª Zona Eleitoral (sede em Caiçara); a 21ª Zona Eleitoral (sede em Cabaceiras); a 39ª Eleitoral (sede em Bonito de Santa Fé); a 45ª Zona Eleitoral (sede em Pilões); a 46ª Zona Eleitoral (sede em Alagoinha); a 54ª Zona Eleitoral (sede em Belém) e a 71ª Zona Eleitoral (sede em Campina Grande). A resolução aprovada pelo colegiado ainda será publicada no Diário Oficial Eletrônico.

A extinção das zonas eleitorais fará com que as atribuições delas sejam transferidas para outras. Com isso, a 3ª Zona Eleitoral será transferida de Cruz do Espírito Santo para Santa Rita; a 42ª Zona Eleitoral será transferida de Cajazeiras para Itaporanga; a 51ª Zona Eleitoral será transferida de Malta para Patos; a 52ª Zona Eleitoral será transferida de Coremas para Pombal; e a 74ª Zona Eleitoral será transferida de Prata para Água Branca.

 

Polêmica sobre título da UFPB mostra que Lula fará campanha com “espada sobre a cabeça”

Universidade nega entrega de título de Doutor Honoris Causa durante a “Caravana da Esperança”

SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP, BRASIL, 04-12-2013, 15h30: Sessão solene do Conselho Universitário da Universidade Federal do ABC para entrega do título Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Um velho político pernambucano, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), me disse certa vez que você começa errado tudo o que tem que dar explicações. A frase dele não era direcionada ao ex-presidente Lula (PT), seu adversário histórico. Mas poderia. O petista está no centro de uma polêmica no roteiro da sua passagem pela Paraíba, durante a “Caravana da Esperança”. Na programação haveria o recebimento do título de Doutor Honoris Causa, aprovado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2011. O ex-gestor é citado, na comenda, como grande benfeitor do ensino superior. E a deferência tem razão de ser, pelos investimentos feitos durante o seu governo. A entrega, agora, no entanto, foi negado pela reitoria da UFPB.

O tema gerou muita polêmica e ganhou as redes sociais. Os paraibanos ficaram divididos. Uma parte dizendo que a comenda é merecida e outra parte criticando, por alegar ser Lula, hoje, um político condenado. Ele foi considerado culpado pelo juiz Sérgio Moro no processo que investiga ocultação de patrimônio na polêmica reforma do tríplex do Guarujá. Foi aplicada contra o ex-gestor uma pena de 9 anos e meio de prisão, a ser cumprida caso a decisão seja ratificada pela segunda instância. O fato demonstra o quanto o petista fará a campanha pretendida, voltada para a disputa do pleito de 2018, com uma espada erguida sobre a cabeça. O petista tem apoio popular, mas ele é muito condicionado à sua inocência.

Em entrevista à imprensa, a reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, disse que explicou a impossibilidade da entrega do prêmio agora. Segundo ela, a organização requer tempo, pois todo o colegiado teria que estar presente, com beca. O Instituto Lula então decidiu centrar fogo na entrega do Título de Cidadania aprovado pela Câmara de João Pessoa. Em contraponto, desde esta terça-feira (8), os defensores do ex-presidente exibem nas redes sociais que Lula receberá o Título de Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). O da UFPB, vale ressaltar, não pode ser negado, por não ter sido revogado pela instituição. Pode ser marcado para outra oportunidade.

Lula recebeu comenda do mesmo gênero em algumas das principais universidades do mundo. Ganhou realmente muito conceito internacional e com méritos para isso. O problema é que com a sua saída do governo, mais recentemente, surgiram denúncias que o atingiam frontalmente. Ele se tornou réu em pelo menos seis ações e corre risco de ficar impedido de disputar as eleições de 2018 ou até ser preso. É o pior dos mundos para uma figura política que conheceu o topo. A caravana idealizada pelo Partido dos Trabalhadores é para que ele recupere o apoio popular. O detalhe em tudo isso é que de nada adiantará todo este movimento se Lula não conseguir reverter a condenação mais à frente.

Transposição: Justiça multa governo e manda Estado e Dnocs cuidarem de barragens

Atendendo ação movida pelo MPF, juiz manda órgãos elaborarem plano de segurança de barragens

Canal da transposição, em Monteiro. Foto: Artur Lira/G1

O governo do Estado, a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) terão que garantir a segurança nas barragens que integram o curso da transposição. A decisão foi proferida nesta terça-feira (8) pelo juiz federal Rodrigo Maia da Fonte. Sem enviar representante, apesar de notificado, o Estado ainda foi multado em R$ 20 mil. No alvo das preocupações da Procuradoria da República estão as barragens de Poções, administrada pelo Dnocs, e Camalaú, cuja responsabilidade está a cargo do governo da Paraíba. Representantes de cada um dos órgãos foram convocados para audiência de conciliação pela Justiça.

Pelo que ficou arbitrado na reunião, caberá ao Dnocs a elaboração de um plano de segurança de barragens para Poções até dezembro de 2018. Se antes deste prazo, a barragem entrar em operação, a entrega do plano deverá ser antecipada. Durante todo este período, o órgão fica obrigado a elaborar trimestralmente relatórios de inspeção no manancial. Além disso, terá que “adotar as medidas técnicas adequadas para execução da tomada de água complementar, os rasgos dos açudes de Poções e Camalaú, em até seis meses. Se por algum motivo o prazo não for cumprido, o Ministério Público Federal deve se comunicado com a apresentação das justificativas”, diz a decisão.

Ao Dnocs, o juiz determinou ainda que seja feito o alerta ao Ministério da Integração Nacional sobre a necessidade de incluir a elaboração do Plano de Segurança na Lei Orçamentária Anual (LOA) do governo federal. Determinação semelhante foi apresentada em relação ao Estado, que não esteve representado na audiência. Foi exigida a elaboração do plano de segurança de barragem em relação a Camalaú até dezembro de 2018. Neste período, o órgão será obrigado a fornecer relatórios de inspeções trimestrais no manancial. Caso entenda não ser necessária a proposta do MPF, deverá apresentar justificativa das razões ao órgão.

Para a Aesa, segundo a decisão do juiz, caberá analisar os planos de segurança de barragem apresentados pelo Estado e pelo Dnocs. Por fim, o magistrado decidiu que caso no período de defesa o Estado decida atender o acordo, a multa aplicada será revogada. O Ministério Público Federal vem cobrando ações para a garantia da segurança nos mananciais desde os primeiros meses deste ano. Um inquérito civil público foi aberto justamente para cobrar medidas de segurança dos órgãos responsáveis pela transposição. Desde a liberação das águas, pelo menos três incidentes relacionados a rompimentos foram registrados no curso da transposição.

Vereadores afastam o presidente da Câmara do Conde

Naldo Cell é acusado de superfaturamento e contratação de servidores fantasmas

Naldo Cell é afastado do cargo de presidente da Câmara Municipal do Conde. Divulgação/CMC

Os vereadores do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, afastaram o presidente da Casa, Naldo Cell (PT), na tarde desta segunda-feira (7). Ele é acusado pelos colegas de direcionamento de licitações, contratação de servidores fantasmas, nepotismo e superfaturamento. O pedido de afastamento foi protocolado pelo vereador Malbatahan Pinto Filgueiras Neto (SD) e acatado por oito dos dez votos possíveis. O acusado não pode votar. Entre as acusações que pesam contra o parlamentar, está o fato de ele ter contratado uma empresa que pertence à mãe para prestar serviços na Câmara de Vereadores. Há também a acusação de que os balancetes da prestação de contas eram mantidos em segredo.

Com o afastamento, o comando da Casa foi assumido pelo vice-presidente, Irmão Cacá (PMDB). Uma comissão processante foi formada para conduzir as investigações, que deverão ocorrer ao longo dos próximos 20 dias. Os membros escolhidos para a comissão foram Fernando Antônio Neves de Araújo (PTdoB), no cargo de presidente; Luzimar Nunes de Oliveira (PSDC), para vogal, e Adriano Ferreira dos Santos (PRTB), na condição de membro. Desde que assumiu o comando da Casa, as acusações contra Naldo Cell vêm se acumulado. Ele é acusado, por exemplo, de superfaturamento.

O autor da denúncia, Malvatahan alegou que precisou recorrer aos dados do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas, para ter acesso aos contratos firmados pela Casa. “Os dados referentes às contas do Legislativo são mantidos a sete chaves”, ressaltou. Os parlamentares deixaram claro, no entanto, que a comissão processante não tem a missão de cassar o mandato do presidente, mas de afastá-lo do comando da Mesa Diretora. Naldo Cell terá cinco dias a partir da instalação da comissão para apresentar defesa. Ao cabo dos 20 dias de duração dos trabalhos, o grupo deverá apresentar parecer pela procedência ou improcedência da denúncia.

Ex-presidente Lula vai abonar ficha de novos filiados do PT na Paraíba

Petista estará na Paraíba entre os dias 26 e 27 deste mês durante a “Caravana da Esperança”

Lula (D) conversa com Ricardo Coutinho e com a ex-presidente Dilma Rousseff na última vinda dele à Paraíba, em março. Foto: Divulgação

O ex-presidente Lula vai estar na Paraíba nos dias 26 e 27 deste mês. O estado foi incluído no roteiro definido pelo Partido dos Trabalhadores como “Caravana da Esperança”. A edição atual terá os mesmos moldes da caravana encabeçada pelo ex-gestor depois da derrota nas urnas nas eleições de 1994. Na Paraíba, o petista vai receber o Título de Doutor Honoris Causa, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), às 19h, no dia 26. Depois disso, haverá um ato para a adesão de novos filiados. As fichas serão abonadas pelo próprio ex-presidente. Haverá também uma apresentação cultural.

No dia seguinte, 27, o ex-presidente seguirá, às 8h, para Campina Grande. Na Rainha da Borborema, haverá um ato público, às 10h. Depois do almoço, ele segue para o Estado do Rio Grande do Norte. A programação segue em Currais Novos, a partir das 17h. A caravana terá início no dia 17 deste mês, a partir de Feira de Santana. De lá, o ex-presidente seguirá pelos estados nordestinos, passando por Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e daí por diante. O périplo do ex-presidente será encerrado no dia 4 do mês que vem, com evento em São Luís, no Maranhão.

Veja a Programação Completa:

ROTEIRO de LULA

Quinta-feira, 17 de agosto de 2017 (Dia 01)

15h00 – Embarque para Feira de Santana (Previsão de 2 horas de voo)

17h00 – Desembarque em Feira de Santana

19h00 – Ato de Defesa das Políticas Públicas para o Semiárido e Agricultura familiar

Pernoite em Feira de Santana

Sexta-feira, 18 de agosto de 2017 (Dia 02)

Deslocamento para Cruz das Almas (80km, 1h20 de estrada)

*10h00 – Recebe Título de Doutor Honoris Causa (UFRB)*

12h30 – Almoço (Com Reitor e prefeito)

15h00 – Festival de Juventude

Deslocamento para São Francisco do Conde (115km, 1h15 de estrada)

19h00 – Unilab (Colação de Grau) – Ex-presidente Lula Patrono dos alunos

Deslocamento para Salvador (55km, 1h00 de estrada)

Pernoite em Salvador

Sábado, 19 de agosto de 2017 (Dia 03)

08h00 – Imprensa

10h00 – Ato de Lançamento da 3° Fase do Memorial da Democracia

13h00 – Almoço com Governador

Reuniões políticas (Jaques e Rui)

Pernoite em Salvador

Domingo, 20 de agosto de 2017 (Dia 04)

10h00 – Deslocamento para Estância (255km, 3h30)

13h00 – Almoço na estada (Metade do Caminho – Antes de Conde – BA)

16h00 – Chegada em Estância

Ato de recepção no Sergipe

19h00 – Deslocamento para Aracaju (70km, 1h10)

Jantar com Márcio Macedo e convidados

Pernoite em Aracaju

Segunda-feira, 21 de agosto de 2017 (Dia 05)

09h00 – Deslocamento para Lagarto (81km, 1h20)

*10h00 – 12h00 – Título de Doutor Honoris Causa (Universidade Federal do Sergipe)*

13h00 – Deslocamento para Itabaiana (42km, 50min)

14h00 – Almoço com Presidente da Assembleia Legislativa do Sergipe e convidados

17h00 – Deslocamento para Nossa Senhora da Glória (62km, 1h)

19h00 – Ato

21h00 – Deslocamento para Aracaju

Pernoite em Aracaju

Terça-feira, 22 de agosto de 2017 (Dia 06)

Imprensa (Rádio / TV Record)

10h00 – Visita ao Conjunto Habitacional José Eduardo Dutra

Atividade com mulheres catadoras de aratu/mangaba

13h00 – Almoço no ônibus

Deslocamento para Penedo (122km, 2h20 de estrada)

16h00 – Atividade na recepção no Porto de Penedo – Travessia do Rio São Francisco – Chegada de Barco

Deslocamento para Arapiraca (72km, 1h20)

Pernoite em Arapiraca

Quarta-feira, 23 de agosto de 2017 (Dia 07)

Imprensa

*10h00 – Recebe título de Doutor Honoris Causa da UNEAL*

12h30 – Almoço

16h00 – Ato

Deslocamento para Maceió (132km, 2h10)

Jantar com governador Renan Filho

Pernoite em Maceió

Quinta-feira, 24 de agosto de 2017 (Dia 08)

Imprensa

12h30 – Almoço

14h00 – Deslocamento para Recife (260km, 4h00)

19h00 – Ato de filiação de dirigentes sindicais cutistas ao PT (com presença de prefeitos, parlamentares e dirigentes do PT) – Sindicato dos Bancários

Pernoite em Recife

Sexta-feira, 25 de agosto de 2017 (Dia 09)

Imprensa

10h00 – Visita ao museu Luiz Gonzaga / Visita a Brasília Teimosa

13h00 – Almoço

17h00 – Ato na Parque Dona Lindú

Jantar

Pernoite em Recife

Sábado, 26 de agosto de 2017 (Dia 10)

Deslocamento para Porto de Suape (53km, 1h10)

11h00 – Ato dos trabalhares em Defesa da Indústria Petroquímica e Naval – Abreu e Lima – denúncia dos desmontes

13h00 – Almoço no ônibus

Deslocamento para João Pessoa (170km, 2h50)

19h00 – Recebimento do Título de Doutor Honoris Causa da UFPB

Seguido de ato político de filiação ao PT com apresentação cultural

Pernoite em João Pessoa

Domingo, 27 de agosto de 2017 (Dia 11)

08h00 – Deslocamento para Campina Grande (133km, 1h40)

10h00 – Ato

12h00 – Almoço no ônibus

Deslocamento para Currais Novos (206km, 3h15)

17h00 – Ato

Pernoite em Currais Novos

Segunda-feira, 28 de agosto de 2017 (Dia 12)

Imprensa

10h00 – Deslocamento para Mossoró (201km, 2h50)

13h00 – Almoço

18h00 – Ato

Pernoite em Mossoró

Terça-feira, 29 de agosto de 2017 (Dia 13)

Imprensa

09h00 – Deslocamento para Quixadá (242km, 4h)

13h00 – Almoço

16h00 – Atividade com médicos e juventude

Pernoite em Quixadá

Quarta-feira, 30 de agosto de 2017 (Dia 14)

Imprensa

08h00 – Deslocamento para Juazeiro (326km, 5h)

13h00 – Almoço

16h00 – Ato no CRAJUBA

Pernoite em Juazeiro do Norte

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017 (Dia 15)

Imprensa

Visita a Capela do Socorro

10h00 – Deslocamento para Ouricuri (137km, 2h10)

12h30 – Almoço

16h00 – Ato

Deslocamento para Marcolândia (96km, 1h40)

Pernoite em Marcolândia

Sexta-feira, 01 de setembro de 2017 (Dia 16)

Imprensa

10h00 – Atividade Energia Eólica

12h00 – Almoço no ônibus

Deslocamento para Picos (100km, 1h40)

16h00 – Ato

Pernoite em Picos

Sábado, 02 de setembro de 2017 (Dia 17)

Imprensa

10h00 – Visita a produção de agricultura

13h00 – Almoço no ônibus

Deslocamento para Teresina (326km, 5h)

Jantar com empresários e lideranças políticas

Pernoite em Teresina

Domingo, 03 de setembro de 2017 (Dia 18)

Imprensa

10h00 – Ato

13h00 – Almoço

Deslocamento para São Luís (De avião, 1h de voo)

Jantar com governador Flávio Dino

Pernoite em São Luís

Segunda-feira, 04 de setembro de 2017 (Dia 19)

Imprensa

Deslocamento para Itapecuru Mirim (117km, 1h40)

11h00 – Visita ao assentamento Cristina Alves

13h00 – Almoço no

Deslocamento para São Luís (117km, 1h40)

17h00 – Ato

Pernoite em São Luís

Terça-feira, 05 de setembro de 2017 (Dia 20)

10h00 – Embarque para São Paulo

Lula receberá nesta passagem pelo Nordeste 4 títulos de Doutor Honoris Causa.

 

A força que vem da política e dos políticos de João Pessoa

Em poucos momentos na história a capital despontou com tanta força na política estadual

Uma breve olhada na origem dos governadores da Paraíba é o suficiente para perceber o quanto a capital historicamente contribuiu pouco para a política estadual. Os principais nomes costumavam ser formados em cidades do interior, principalmente Campina Grande. O adensamento populacional da Região Metropolitana, nos últimos tempos, porém, vem influenciando substancialmente a desta lógica. Da capital saiu Ricardo Coutinho (PSB), em 2010, para conquistar as chaves do Palácio da Redenção. Para ser mais exato, ele trocou o Paço Municipal pelo do Governo. Para 2018, o atual prefeito, Luciano Cartaxo (PSD), tentará o mesmo caminho. Deverá ter como adversário outro pessoense, o secretário estadual João Azevedo (PSB).

Antes que os leitores mais apressados corram a lembrar o fato de Cartaxo ser natural de Sousa, no Sertão, não custa lembrar que a carreira política dele foi construída exclusivamente na capital. Foi vereador, deputado estadual, vice-governador e prefeito tendo João Pessoa como base. Para a disputa, em 2018, tanto o prefeito quanto o super-secretário de Ricardo Coutinho precisarão percorrer o Estado em busca de votos. É a lição de qualquer um que deseje ser eleito. Mas não custa lembrar que se partirem em busca disso levando no bolso uma boa avaliação na Região Metropolitana, já partem com o reconhecimento de 30% da população do Estado. Este é um reflexo de um adensamento recente, que fez a capital quase que dobrar de tamanho em 20 anos. Fenômeno verificado também nas outras cidades metropolitanas.

Antes de Ricardo chegar ao poder, João Pessoa passava ao largo das grandes disputas pelo governo. Servia como gleba agregada em uma disputa de Araruna, do senador José Maranhão (PMDB), com Campina Grande, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e de Ronaldo Cunha Lima, antes dele. As discussões, nesta época, passavam questão é que agora ela precisa dividir essa influência com a capital – uma situação que não existia desde que Tarcísio de Miranda Burity chegou ao governo pelo voto popular, na década de 1980.

No Legislativo estadual, a capital contribui com seis nomes atualmente. Disputam influência na Casa Edmilson Soares (PEN), Eliza Virgínia (PSDB), Estela Bezerra (PSB), Hervázio Bezerra (PSB), João Gonçalves (PDT) e Trócolli Júnior (Pros). Na Câmara dos Deputados, contribui com Luiz Couto (PT). É uma influência que segue em crescimento constante. Trocando em miúdos, vai ser difícil imaginar a disputa de 2018 sem colocar João Pessoa no centro das discussões.

 

Wellington Roberto é o primeiro governista punido por votar contra Temer

Diário Oficial da União desta sexta traz a demissão do diretor do Dnit indicado por ele

Wellington Roberto (E) briga por Cunha no Conselho de Ética

O deputado federal paraibano Wellington Roberto (PR) entrou na ‘lista negra’ do Palácio do Planalto. Ele é o primeiro entre os governistas punidos por terem votado em prol da admissibilidade do processo contra Michel Temer (PMDB). O presidente foi acusado de corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como a oposição não conseguiu os 242 votos necessários para autorizar a investigação, o gestor só poderá responder pelo processo a partir de 2019. O parlamentar paraibano foi além. No mesmo momento em que declarou voto a favor da investigação, também se disse contra a reforma da Previdência pretendida por Temer.

O alvo da punição será a exoneração de Gustavo Adolfo Andrade de Sá da diretoria de Administração e Finanças do Dnit. De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o nome dele já foi encaminhado para publicação no Diário Oficial da União. O pedido de punição partiu do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). A publicação ainda diz que o Planalto espera que as outras siglas da base façam pente-fino em suas bancadas, identifiquem os traidores e peçam a cabeça de seus indicados no governo. Entre os partidos mais infiéis, o PSDB foi o líder de votos contra o presidente, com 47% dos filiados votando pela investigação.

O voto de Roberto acabou causando surpresa pela postura do parlamentar. Em discussões anteriores, referentes ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e na cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele se colocou contra. Quando integrava a tropa de choque de Cunha, vale ressaltar, chegou a brigar em plenário na defesa do colega. Lembrava sempre que os acusadores daquele momento seriam os investigados do futuro.

 

Gervásio nega promulgação, mas plenário manterá homenagem ao pai do deputado

Contra a história: Centro Administrativo do Legislativo se chamará Gervásio Bonavides Mariz Maia

Gervásio Maia faz discurso contrário à promulgação da homenagem ao pai dele. Foto: Roberto Guedes/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Filho (PSB), não negou o contentamento com a homenagem dos colegas ao pai dele. Por unanimidade, os deputados decidiram nesta quarta-feira (2) dar o nome de Gervásio Bonavides Mariz Maia ao Centro Administrativo do Legislativo. O prédio alugado que vai receber a homenagem é o histórico Paraíba Palace, que agora perde o nome para uma homenagem personalista. O filho, a quem caberia promulgar, disse que não poderia fazê-lo. O pai, conhecido pelas prática republicanas, não aceitaria tal homenagem, reforça o filho. Quando ocupou a presidência do Legislativo, garante Maia Filho, o Maia pai não queria o nome nas placas de obras na Casa.

Uma visão, convenhamos, sem espaço na mente politicamente encurtada dos parlamentares que defende a homenagem. Por mais que se façam elogios ao Gervásio Maia pai e tenho certeza de que eles são merecidos, nada justifica a mudança do nome do Paraíba Palace. O prédio se confunde com a história recente do Estado, desde a morte do ex-presidente João Pessoa. Construído na década de 1930, fica no ponto da efervescência política da cidade. A área frontal ao Paraíba Palace foi palco das maiores manifestações democráticas ou não tanto assim do século passado para cá. Muito mais que a Praça João Pessoa, que margeia os três poderes.

O histórico de Gervásio pai, ressaltado pelo filho, é incompatível com a sanha homenageadora dos políticos paraibanos. As lideranças, vale ressaltar, são especialistas em homenagear o poder. É assim agora, era assim na época dos pais deles. Daí surgiram homenagens que mudaram o nome da cidade várias vezes, ruas que homenagearam militares (alguns responsáveis por torturas) e interventores. Um culto que não tem a ver com a vida cotidiana das pessoas, da cidade. O presidente da Assembleia Legislativa cobrou recentemente que o prefeito Luciano Cartaxo (PSB) adotasse prédios do Centro Histórico. Me preocupa a impressão de que haveria risco de homenagens a parentes do prefeito também. Estaria na lógica da política.

A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Tião Gomes (Livres) e foi aprovada por unanimidade. Na sessão desta quinta-feira (3), já presidida por Gervásio Filho, frente à recusa dele de promulgar o projeto, vários deputados defenderam que o plenário é soberano. E isso é verdade. O plenário fará a promulgação. A perda histórica, com isso, será certa. Cabe torcer para que o nome não conste em nada mais que uma placa pequena, na entrada. Seria lastimável a retirada do letreiro do Paraíba Palace. Caberá à população fazer justiça e manter o nome original. E o fará. Que o diga a avenida Ministro José Américo de Almeida, que a população não cansa de chamar de Beira Rio.

Janduhy chama Veneziano de ‘golpista’ após ser mantido no comando do Podemos

Deputado estadual acusa peemedebista de tentar tomar o comando do partido

Janduhy Carneiro faz críticas ao deputado federal Veneziano Vital do Rêgo. Foto: Roberto Guedes/ALPB

O deputado estadual Janduhy Carneiro soltou o verbo contra o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). No centro da intriga, está o comando do Podemos, na Paraíba. A sigla, comandada por Carneiro, foi dada pela direção nacional do partido a um aliado do peemedebista, o vereador de Campina Grande, Galego do Leite. O parlamentar precisou recorrer à Justiça para ter de volta o comando da comissão provisória. A decisão foi proferida nesta terça-feira (1º) pelo desembargador José Ricardo Porto, do Tribunal de Justiça. A articulação atribuída a Veneziano foi feita diretamente com a presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu (SP).

O tema foi abordado pelo blog logo no início das negociações, ainda em abril. Dias depois, já em maio, o Janduhy Carneiro ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para acusado o governador Ricardo Coutinho (PSB) de envolvimento na articulação. Na oportunidade, ele alegou que o movimento de Veneziano Vital do Rêgo era guiado pelo governador. “Podem tomar o partido, mas eu não irei me curvar aderindo ao governo do Estado”, esbravejou o parlamentar, que, na época, ainda não havia perdido o comando do partido. Ele se dizia assediado para mudar o seu posicionamento na Assembleia Legislativa.

Nesta quarta-feira (2), já com o comando do partido restituído, ele redobrou as acusações contra Veneziano. Diz que foi alvo de um golpe vindo justamente das pessoas que abrigou dentro do partido para atender ao parlamentar peemedebista. “A população paraibana não concorda com ingratidões, deslealdades e, principalmente, com golpes”, disse, em referência ao grupo do ex-prefeito de Campina Grande. Ao falar da classe política, ele ressaltou o descrédito que atribuiu à postura das lideranças nacionais. Puxando o gancho para a Paraíba, citou a situação dele como exemplo de quem deu espaço e depois pagou o preço por isso.

Com inimigos de sobra na Assembleia, Cartaxo busca apoio da oposição na Casa

Grupo adversário do governador Ricardo Coutinho participou de reunião com o gestor pessoense

Deputados estaduais participam de reunião com Luciano Cartaxo. Foto: Divulgação

Desde que se lançou na direção de uma disputa pelo governo do Estado, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), virou alvo dos aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista quer lançar um candidato à sucessão tirado das suas fileiras e, por isso, tem centrado fogo no pessedista. Do lado das oposições, o movimento segue no sentido contrário. Nesta segunda-feira (1º), o gestor pessoense recebeu no seu gabinete os deputados Bruno Cunha Lima(PSDB), líder da oposição na Assembleia, acompanhado por mais dois deputados do PSDB – Camila Toscano e Elisa Virgínia- e também do deputado Juthay Meneses (PRB).

O encontro, segundo as fontes oficiais, proporcionou a troca de informações e impressões sobre temas de importância para a Paraíba e a Capital, gestões municipais e debates na Assembleia. No decorrer do encontro, os deputados quiseram se inteirar melhor de projetos que o prefeito vem implantado na Saúde, como o programa Gerente Saúde, e os programas de habitação e de creches, além do programa de geração de emprego e renda, que já liberou cerca de R$ 40 milhões na atual gestão de João Pessoa. O prefeito Luciano Cartaxo também foi informado pelo líder Bruno Cunha Lima dos temas e projetos que a bancada da oposição pretende conduzir na Assembleia neste segundo semestre.

É Cartaxo em busca de uma bancada para chamar de sua…