Política em ritmo de forró nos municípios paraibanos

Deputados e prefeitos trocam gabinetes pelos camarotes e pistas de dança

Manoel Júnior posa para fotos ao lado do prefeito Romero Rodrigues no São João de Campina Grande. Foto: Divulgação

Esqueça os gabinetes, inaugurações e plenários. A política e os políticos têm dado as caras mesmo neste período é nos camarotes e pistas de dança ao som de muito forró. A cidade de Campina Grande tem sido o point dos encontros. O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) diz já ter recebido, na cidade, mais de 30 prefeitos. Ele trabalha para construir as condições para a disputa das eleições do ano que vem. O foco é o governo do Estado e ele disputa a indicação, no grupo das oposições, com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Os desconfortos entre os dois têm sido constantes, vale ressaltar. Aliados do prefeito da capital dizem que ele não foi convidado para a festa, em Campina Grande. Romero nega.

Nesta quinta-feira (22), Romero recebeu o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), no Parque do Povo. Do peemedebista, ouviu elogios pela opção por uma Parceria Público Privada (PPP) para promover a festa, rompendo com uma tradição de 30 anos. É bom não confundir a gentileza com apoio. Júnior, vale ressaltar, trabalha dobrado para unir a base de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Na conta dele, caso Cartaxo seja indicado para a disputa do governo, ele assume a titularidade da prefeitura. O peemedebista trabalha, também, para que o partido dele desista do lançamento de candidatura própria.

Ainda por Campina Grande, as lideranças políticas da cidade têm aproveitado para ciciceronear nomes nacionais. Os deputados federais Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Wellington Roberto (PR) e Rômulo Gouveia (PSD) têm trabalhado neste sentido. As opções para as visitas são muitas. Vão de Parque do Povo, Spazzio, Vila Forró, Galante, Sítio São João e Casa de Compadre. O senador Raimundo Lira (PMDB) levou pelo menos dez prefeitos para a Rainha da Borborema para curtir os festejos. Outros polos políticos/juninos são Patos, Solânea e Cajazeiras.

 

Prefeito de Bayeux diz que desistiu da construção de presídio federal após “ouvir o povo”

Unidade carcerária teria capacidade para 208 presos

Prefeito de Bayeux decreta emergência após 15 dias; Foto: Secom/Bayeux

Agora é definitivo. O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), anunciou que não vai autorizar a construção do presídio federal de segurança máxima na cidade. Ele disse ter tomado a decisão após ouvir a população da cidade. “Escutamos quem mais entende do nosso município, o povo”, ressaltou o gestor, em postagem no seu perfil em uma rede social. Desde que o tema passou a ser discutido, o prefeito é alvo de acusações e pressão nas redes sociais. Ele chegou a fazer uma visita ao Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A comitiva, que contou com a participação de vereadores da cidade, fez a inspeção para conhecer os prós e contras da instalação de uma unidade carcerária na cidade.

O prefeito chegou a colocar uma enquete no site da prefeitura para ouvir a população. A consulta ficou no ar por algumas semanas, mas também foi alvo de críticas e acusações de manipulação. Pela pesquisa, pelo menos 75% da população era a favor da construção do presídio. “Fizemos várias consultas com comerciantes e populares para saber o que a população de Bayeux achava. Como a contra-partida não foi a contento, decidimos de forma oficial dizer não ao presídio federal”, ressaltou.

Reprodução/Facebook

A construção do presídio federal ocorreria no limite entre os municípios de Bayeux e Santa Rita. A área é próxima à antiga Manzuá, na saída de Bayeux em direção a Natal, no Rio Grande do Norte. O Ministério da Justiça previa a construção de uma unidade com capacidade para 208 presos, entre condenados e provisórios, em quatro pavilhões. Para a escolha do espaço, foram preenchidos 11 requisitos necessários para a construção de um Presídio de Segurança Máxima. Entre eles, estão a distância de até 50 km da unidade para um aeroporto de nível regional, logística e fácil acesso a órgãos públicos como órgãos de segurança e hospitais.

Área onde o presídio deverá ser construído. Imagem: Reprodução/GoogleMaps

Era levado em conta também, para a construção do presídio, a infraestrutura da cidade. Ela é necessária para colaborar com a chegada à unidade e a fácil lotação para os 250 novos agentes federais. O aporte inicial para a construção da obra é de R$ 45 milhões, segundo o Ministério da Justiça. A estimativa dada pelo agente federal de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério de Justiça (MJ), Felipe Abath, é que a unidade deixe um aporte de R$ 7 milhões para a cidade que a recebe, em contratos de prestações de serviço, por ano.

 

Janot protocola ação no Supremo contra lei paraibana que disciplina vaquejadas

Procurador alega que a prática é incompatível com os preceitos constitucionais

Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou projeto transformando a vaquejada em prática esportiva. Projeto foi apresentado por Doda de Tião. Foto: Angélica Nunes

O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, ajuizou três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) para questionar leis dos estados da Paraíba, Bahia e Amapá que reconhecem a vaquejada como atividade esportiva. Segundo Janot, a prática, apesar de sua antiguidade e importância em certas regiões do país, é incompatível com os preceitos constitucionais que impõem ao Poder Público preservar a fauna, assegurar ambiente equilibrado e evitar desnecessário tratamento cruel de animais.

Distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso, a ADI 5710 questiona a Lei 13.454/2015, da Bahia, que tem por objetivo unificar as regras da vaquejada e da cavalgada, estabelecendo normas para a realização de eventos e a garantia do bem-estar animal, além de definir diretrizes de controle ambiental, higiênico, sanitário e de segurança para a prática como esporte. Já as ADIs 5711 e 5713, distribuídas ao ministro Marco Aurélio, questionam a Lei 1.906/2015, do Amapá, e a Lei 10.428/2015, da Paraíba. O projeto paraibano, de autoria de Doda de Tião (PTB), foi publicado na edição de 21 de janeiro de 2015, do Diário Oficial do Estado. Desde então, a Assembleia Legislativa aprovou também uma lei transformando a vaquejada em patrimônio imaterial. O projeto é de autoria do deputado Tovar Correia Lima (PSDB).

Em todos os casos, o procurador-geral sustenta que as leis estaduais ofendem o artigo 225, parágrafo 1º, VII, da Constituição Federal, que impõe ao Poder Público o dever de coibir práticas que submetam animais a tratamento violento e cruel. “Não fosse talvez por sua disseminação e tradição e por certa indefinição jurídica, vaquejadas poderiam enquadrar-se na incriminação de abuso e maus-tratos contra animais, constante do tipo do artigo 32, caput, da Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998)”, afirmou.

Janot lembra que, segundo a jurisprudência do STF, manifestações culturais e esportivas devem ser garantidas e estimuladas, desde que orientadas pelo direito fundamental ao ambiente ecologicamente equilibrado. “Não é possível, a pretexto de realizar eventos culturais e esportivos, submeter espécies animais a práticas violentas e cruéis”, ressaltou. Nesse sentido, citou a ADI 1856, na qual se declarou a inconstitucionalidade de lei fluminense que autorizava realização brigas ou rinhas de galo, e, recentemente, a ADI 4983, quando, por maioria, o Plenário declarou a inconstitucionalidade de lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Apontou ainda a ADI 5703, contra lei semelhante do Estado de Roraima, pendente de julgamento.

Nas três ações, o procurador-geral pede a concessão de liminar para suspender a eficácia das normas impugnadas. No mérito, requer a declaração de inconstitucionalidade.

Plenário
O ministro Marco Aurélio, relator das ADIs 5711 e 5713, requisitou informações dos governadores e das Assembleias Legislativas dos estados envolvidos, e liberou o processo para inclusão na pauta do Plenário, para apreciação do pedido de liminar.

Com informações do STF

 

 

Reformulação de Lei Orgânica põe peritos criminais e policiais civis em pé de guerra

Peritos do IPC denunciam sucateamento do órgão para fragilizar a categoria

Herbert Boson expõe insatisfação dos peritos criminais com mudanças propostas para a Lei Orgânica da Polícia Civil. Foto: Suetoni Souto Maior

Uma proposta de revisão da Lei Orgânica da Polícia Civil colocou em pé de guerra policiais civis e peritos criminais paraibanos. Os peritos acusam a comissão formada para estudar as mudanças de trabalhar para acabar como o Instituto de Polícia Científica (IPC). Pela proposta, ele seria incorporado pela Polícia Civil, o que a categoria tem visto como erro. Eles alegam que o atrelamento fará com que o trabalho dos peritos seja submetido à condução dos delegados.

“Com isso, sem independência para investigar, há riscos de pressão de delegados para que as perícias apenas confirmem as provas testemunhais. Não raro, a perícia aponta novos rumos para a investigação”, ressalta o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado da Paraíba, Herbert Boson. A Paraíba é um dos 18 estados brasileiros onde há separação entre IPC e Polícia Civil. “Isso atende recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Plano Nacional de Segurança Pública. Qualquer mudança será um retrocesso”, acrescentou.

As discussões começaram depois da formação de uma comissão para estudar a reformulação da Lei Orgânica da Polícia Civil. Ela é composta por quatro delegados, um agente de investigação e um perito. Os debates vêm desde o ano passado, mas sem consenso. Os membros do IPC dizem que há um movimento para enfraquecer o Instituto de Polícia Científica. Eles criticam a falta de material para a condução das perícias científicas e cobram orçamento próprio. Um exemplo disso é o laboratório de DNA, que tem uma demanda reprimida de 129 casos.

Cláudio Lima pede que haja consenso e garante que não vai levar um “balaio de gatos” para o governador. Foto: Herbert Clemente

Boson alega que há 29 corpos que não foram liberados, até agora, por falta de material para analisá-los. Alguns estão no IPC há quatro meses. “São 29 corpos que não foram liberados para as famílias, 65 crimes sexuais carecendo de esclarecimento, 35 crimes de homicídios pendendo da análise de vestígios biológicos, 45 amostras de sêmen coletados em locais suspeitos de crime sexual para identificar o agressor e 27 casos de famílias que doaram seu DNA para saber se seus entes queridos são os cadáveres não identificados no IML”, disse.

Resposta

O secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, viu exageros na reação dos servidores do IPC. Ele alega que a comissão formada para estudar a modernização na Lei Orgânica tem gente bem formada, inclusive, com a participação de peritos. “O que vale não é o IPC ser separado da Polícia Civil ou não. O que importa é a eficiência. Há separação no Rio Grande do Norte e o funcionamento de lá é caótico”, ressaltou o secretário. Ele acrescenta que as mudanças não são propostas da Polícia Civil, mas do Estado.

“Espera-se que haja consenso na proposta. Não vou levar um balaio de gatos para o governador (Ricardo Coutinho)”, disse o secretário, que participa de evento fora do Estado.

Ricardo Barbosa se divide entre as votações e as panelas na Assembleia Legislativa

No último dia de sessão antes do recesso, deputado prepara almoço para funcionários

Face 1 – Ricardo Barbosa, o cozinheiro, serve funcionários na garagem da Assembleia. Foto: Angélica Nunes

O deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) criou nova versão para o ditado “um olho no peixe, outro no gato” nesta quarta-feira (21). Enquanto prestava atenção nas votações no plenário da Assembleia, para não ser surpreendido, ele dirigia um fogão na garagem do Legislativo. O parlamentar cozinhou bode, fava, feijão verde e outras iguarias da culinária regional. O motivo: “se confraternizar fazendo algo que eu gosto muito, eu adoro cozinhar”, dizia o parlamentar aos curiosos. A sessão desta quarta é marcada por um esforço concentrado para antecipar o recesso legislativo. A meta é votar todas as matérias pendentes e, em sessão extraordinária, apreciar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Apenas após a votação da matéria, eles poderão entrar de recesso. O período de descanso dos parlamentares (eles não gostam que chamem de férias) é de 30 dias.

Face 2 – Ricardo Barbosa, o parlamentar, corre para o plenário para votar as matérias. Foto: Angélica Nunes

Luzenira Linhares assume presidência do PT de João Pessoa nesta quarta

Presidente foi eleita com 55,04% dos votos no PED

Lezenira Linhares é a segunda mulher a assumir o comando do partido. Foto: Dani Rabelo

O Partido dos Trabalhadores (PT) empossa nesta quarta-feira (21) a nova presidente da sigla, em João Pessoa. Luzenira Linhares foi eleita com 55,04% dos votos (491) através do Processo de Eleições Diretas (PED). Ela será a segunda mulher a presidir o partido na capital. A primeira foi Aparecida Diniz. A nova dirigente irá assumir a função junto com os novos membros da Direção Municipal, que foram escolhidos através do que determina a Resolução do partido, respeitando as quotas de mulheres, negros e jovens.

Com uma forte atuação dentro do Partido dos Trabalhadores, movimentos de mulheres e sindicais, Luzenira Linhares destacou que “é um orgulho muito grande, mas também um enorme desafio dirigir o PT”: “Mesmo diante de tudo o que está posto, sabemos que é possível, com o compromisso e o comprometimento dos companheiros e companheiras que ao longo da história construíram o nosso partido, e demonstram diariamente sua capacidade de superação nos momentos difíceis”.

“Muito já foi feito pelo PT, mas podemos fazer ainda mais, e destaco o fortalecimento da democracia interna e a preparação do partido para os enfrentamentos que estão sendo apresentados. É nossa prioridade, numa conjuntura totalmente adversa a classe trabalhadora, colocar em amplo funcionamento as nossas secretarias e setoriais, fortalecer as alianças com os movimentos sociais e sindicais, pois somente com a união poderemos enfrentar o desejo de retrocesso da Direita brasileira”, acrescentou.

 

 

PRF apreende veículos escolares transportando turistas para festas juninas

Transporte irregular de turistas para festas juninas é alvo de fiscalização

Veículos de transporte escolar foram apreendidos por transportarem turistas para as festas juninas. Foto: Divulgação/PRF

Uma fiscalização realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou o uso de veículos escolares para transportar turistas durante as festas juninas. A ação contou com a participação homens do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTrans) de Campina Grande. A fiscalização se fixou nos acessos a Campina Grande e Galante, na Paraíba. Na ação, além da documentação dos veículos e condições de segurança, foram realizados também testes de alcoolemia nos motoristas que levavam passageiros para o “Maior São João do Mundo”.

Motoristas fizeram testes de alcoolemia durante a operação. Foto: Divulgação/PRF

Os números surpreendem. Dos 63 ônibus fiscalizados entre os dias 17 e 18 deste mês, dez foram autuados pelo transporte ilegal de passageiros. Além deles, dois micro-ônibus destinados à condução de estudantes foram apreendidos por desvio de finalidade. Eles também eram usados para o transporte de turistas. Para essa modalidade, o condutor precisa comprovar formação específica. Já o veículo deve ser identificado com adesivos expedidos pelo Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), quando o transporte é interestadual, ou pela secretaria de turismo do Estado, quando as viagens acontecem entre municípios da unidade da federação.

Outro ponto que gera preocupação é que oito motoristas responsáveis pela condução de turistas tinham ingerido bebida alcoólica. Ao todo, foram realizados 30o testes de alcoolemia nos dois dias da operação. Pelo menos três Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram apreendidas. A origem dos veículos de transporte escolar, bem como se eles pertencem a prefeituras, não foi revelado pela Polícia Rodoviária Federal.

Balanço da operação:

Ônibus fiscalizados – 63

Ônibus autuados – 10

Micro-ônibus (escolares) autuados – 02

Testes de alcoolemia – 300

Condutores autuados por embriaguez – 08

Veículos retidos – 11

CNH recolhidas (carteiras de motorista) – 03

 

Salário: confira quanto ganham todos os prefeitos e vereadores da Paraíba

Prefeito da pequenina Alhandra lidera ranking dos maiores salários

Renato Mendes foi eleito em 2016 e volta ao comando da cidade de Alhandra com o maior salário do Estado. Foto: Divulgação

A cidade de Alhandra, na Região Metropolitana de João Pessoa, é apenas a 35ª mais populosa do Estado. Possui 19.412 habitantes, segundo a última contagem do IBGE. Isso, no entanto, não impede a cidade de ter o prefeito com o maior salário entre os gestores paraibanos. Isso mesmo, Renato Mendes (DEM) lidera com folga a lista dos mais bem remunerados entre os 223 gestores do Estado, com salário de R$ 26 mil mensais. Depois dele, os melhores salários são os do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e de Mamanguape, Maria Eunice (PSB), ambos com R$ 22 mil. A cidade comandada por Eunice, vale destacar, tem apenas 44 mil habitantes.

A lista com os salários de todos os prefeitos e vereadores da Paraíba foi repassada ao blog pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio da Lei de Acesso à Informação. A relação mostra que pelo menos dez gestores paraibanos ganham mais de R$ 19 mil. A lista dos dez mais inclui ainda: Derivaldo Romão dos Santos (R$ 19,8 mil), de Pedras de Fogo; Romero Rodrigues (R$ 20,042 mil), de Campina Grande; Berg Lima (R$ 20 mil), de Bayeux; José Aldemir (R$ 20 mil), de Cajazeiras; Elias Costa (R$ 20 mil), de Jacaraú; Dr. Verissinho (R$ 20 mil), de Pombal, e José Fernandes (R$ 19 mil), de Rio Tinto.

Os menores salários entre os prefeitos paraibanos são os de Ailton Gomes, de Nova Palmeira, com R$ 7,47 mil, e Maria Assunção, de São José de Princesa, com R$ 7 mil. Chama a atenção também os salários dos vereadores, mas com uma variação muito grande. O maior salário entre os eles é o do presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB). Ele recebe 19,5 mil mensais. O segundo é José Garcia, de São Bento. Ele recebe mensalmente R$ 15 mil.

Resposta

Em resposta ao blog, o prefeito de Alhandra, Renato Mendes, negou que receba salários de R$ 26,6 mil. A remuneração do gestor, conforme a assessoria, é um pouco menor. Fica na casa dos R$ 20 mil. Ele alega que justamente em abril, mês de referência usado pelo TCE, foi creditado de forma indevida o terço de férias do gestor. O montante corresponde justamente a R$ 6.666,66. Ele alega que, ao ser constatado o erro, o dinheiro foi devolvido e pode ser consultado no contra-cheque de maio.

Confira a lista com os salários de todos os prefeitos e vereadores da Paraíba:

Bayeux: Berg Lima decide sobre construção de presídio nesta semana

População faz campanha nas redes sociais contra instalação da unidade prisional

Prefeito Berg Lima diz que está analisando os prós e os contras da instalação do presídio federal. Foto: Secom/Bayeux

O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), dará uma resposta definitiva, nesta semana, sobre a construção de um presídio federal na cidade. Em contato com o blog, ele disse que está sendo feita a “avaliação de um tema complexo” e que a resposta será dada por estes dias. O anúncio ocorre ao mesmo tempo em que uma campanha contra a construção ganha espaço nas redes sociais. O principal argumento é o de que, a exemplo de outras cidades, Bayeux deverá abrigar “toda a cadeia do crime” que acompanha os presos. O fato é narrado como consequência imediata, assim como ocorreu em todas as cidades onde presídios de segurança máxima foram instalados.

Área onde o presídio deverá ser construído. Imagem: Reprodução/GoogleMaps

O prefeito chegou a colocar uma enquete no ar, mas ela foi retirada do site da prefeitura na semana passada. Os resultados não foram divulgados, mas vereadores da cidade acusam o gestor de manipulação dos dados. Berg Lima não se pronunciou sobre as acusações, nem antecipou considerações sobre as críticas dos adversários. O jornalista Léo Micena aponta as muitas controvérsias cercam o assunto. Ele tem feito campanha contra a iniciativa. O prefeito chegou a viajar com vereadores aliados para conhecer o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Foram realizadas também audiências públicas na cidade, para ouvir a população a respeito da instalação do equipamento.

A construção do presídio federal, caso seja aprovada, ocorrerá no limite entre os municípios de Bayeux e Santa Rita. A área é próxima à antiga Manzuá, na saída de Bayeux em direção a Natal, no Rio Grande do Norte. O Ministério da Justiça prevê a construção de uma unidade com capacidade para 208 presos, entre condenados e provisórios, em quatro pavilhões. Para a escolha do espaço, foram preenchidos 11 requisitos necessários para a construção de um Presídio de Segurança Máxima. Entre eles, estão a distância de até 50 km da unidade para um aeroporto de nível regional, logística e fácil acesso a órgãos públicos como órgãos de segurança e hospitais.

É levado em conta também, para a construção do presídio, a infraestrutura da cidade, necessária para colaborar com a chegada à unidade e a fácil lotação para os 250 novos agentes federais. O aporte inicial para a construção da obra é de R$ 45 milhões, segundo o Ministério da Justiça. A estimativa dada pelo agente federal de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério de Justiça (MJ), Felipe Abath, é que a unidade deixe um aporte de R$ 7 milhões para a cidade que a recebe, em contratos de prestações de serviço, por ano.

 

Antes de FHC, Cássio cantou a pedra das eleições gerais em reunião com tucanos da Paraíba

Apesar de manter apoio ao governo, tucanos começam a cobrar saída de Temer

Cássio projeta disputa eleitoral para 2018. Foto: Divulgação/Agência Senado

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) não participou da reunião feita pelos tucanos que consagrou a permanência da sigla no governo Temer. Estava com labirintite, acamado, segundo ele mesmo mesmo confessou. Em público, tem defendido ardorosamente cautela do seu partido em relação ao presidente Michel Temer (PMDB). Não por concordância com o governo, mas por medo da perda da governabilidade. O tucano ainda não se pronunciou sobre a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que defende eleições gerais. “Seria um ato de grandeza de Michel Temer”, diz o ex-presidente. Esse tema, no entanto, já foi tratado nos bastidores pelo senador tucano, em reunião com aliados na Paraíba.

Ainda no fim do mês de maio, em meio às discussões sobre a instalação na Assembleia de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os Codificados, do governo do Estado, o tema eleições gerais foi tratado por Cássio. A opinião foi apresentada num encontro em que estavam os deputados estaduais Tovar Correia Lima, Bruno Cunha Lima e Camila Toscano. A reunião, inicialmente pensada para discutir questões locais, virou espaço para as conjecturas nacionais. Enquanto vice-presidente do Senado, Cássio falou da instabilidade política do país. Relatou também o grau de imprevisibilidade no contexto nacional.

No encontro, diferente de Fernando Henrique, que fez apelo público a Michel Temer pela renúncia, Cássio tratou o tema apenas como uma posição possível do gestor. Os tucanos andam divididos sobre a permanência no apoio ao presidente. A maioria permanece com o governo. Usa o argumento de que o país precisa de estabilidade. Os cabeças “pretas”, os deputados com idades que giram em torno de 40 anos, defendem o desembarque. Os cabeças “brancas”, os mais velhos, querem, em geral, a manutenção do apoio. Cássio ainda não antecipou posição, apesar de falar em preocupação com a votação das reformas Trabalhista e Previdenciária, bandeiras de Temer.

Reformas

Longe das reformas, dois outros argumentos mantém o PSDB na base governista. O primeiro diz respeito a um possível apoio dos peemedebistas a candidatos tucanos nas eleições de 2018. A tese é defendida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo prefeito da capital paulista, João Dória. O outro argumento diz respeito à sobrevivência do senador afastado Aécio Neves (MG). Ele vai precisar do apoio do PMDB para se livrar da cassação. O tucano foi flagrado nos áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, cobrando propina de R$ 2 milhões. As denúncias do empresário ligaram umbilicalmente os dois partidos na tentativa de salvar os principais líderes. Há risco, no entanto, de um abraço de afogados.

Fernando Henrique, neste contexto, surge com uma proposta que o aproxima do ex-presidente Lula (PT). Os dois são rivais desde a redemocratização, mas mantém níveis de diálogo. A união de forças é vista por setores da política como forma de salvar a política propriamente dita. Difícil, mesmo, será convencer os outros tucanos desta tese. Além disso, mesmo que haja esse ato de grandeza de Michel Temer, que corre risco de ser preso, dificilmente os parlamentares que votarão a Proposta de Emenda à Constituição para as eleições gerais antecipadas concordarão com o encurtamento dos seus mandatos. É grandeza demais a ser cobrada dos políticos.