‘Deveria haver cláusula de barreira para político ineficiente”, diz Ricardo

Governador reagiu a questionamentos sobre segurança hídrica e acusações ação para marcar visita de Lula

Ricardo Coutinho é acusado por setores da oposição de querer agradar Lula, marcando a normalização do abastecimento para o dia 26. Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho (PSB) não gostou dos protestos feitos pela oposição contra o fim do racionamento em Campina Grande. Durante solenidade de entrega de reformas em escolas, nesta quarta-feira (9), ele disse que “deveria haver cláusula de barreira para político ineficiente’. A crítica ocorreu após aliados do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) criticarem a normalização do abastecimento. A alegação deles é que há risco de retorno ao racionamento por causa da baixa acumulação de água no Açude Epitácio Pessoa. Alegam também que a data escolhida para a normalização do atendimento seria para contemplar o ex-presidente Lula (PT), que estará na Paraíba nos dias 26 e 27 deste mês.

A suspensão do racionamento está marcada para o dia 26. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8), em Campina Grande, pelo secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo. “Estamos com volume de 7,9% e com certeza estaremos com 8,2% no dia 26 deste mês ou talvez até acima desse volume”, disse Azevedo. O argumento foi reafirmado por Coutinho. Ele alegou que tem entrado mais água no Açude Epitácio Pessoa do que saído e isso é o que vai dar a garantia hídrica. As disposições em contrário ele atribuiu ao despreparo da oposição. “A oposição não entende de nada, não sabe onde a coruja pia”, ironizou o governador.

Oposição

O presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento, vereador licenciado Nelson Gomes, repudiou com veemência a decisão por parte do governo do estado em acabar com o racionamento d’água em Campina Grande. “Isso é um absurdo! Um pré-candidato ao governo do estado a mando do governador vir fazer média em nossa cidade. Sou totalmente contra o fim do racionamento. Poderia até haver uma redução, mas o fim?! Jamais!”, disparou Nelson. Ele acrescentou que vários pontos devem ser analisados, dentre eles, a vazão de entrada da água da transposição que é bem menor que a saída, além de não haver nenhum tipo de fiscalização no que se refere às inúmeras construções irregulares de barragens ao longo do rio Paraíba.

Outro crítico à decisão foi o vereador João Dantas (PSD), líder da bancada governista na Câmara Municipal de Campina Grande. Ele alega que a decisão foi precipitada porque, segundo ele, o Açude de Boqueirão sofreu uma recarga de apenas 4%. O parlamentar alertou ainda para o perigo da liberação da irrigação com a água da transposição. “Estas águas são destinadas ao consumo humano e animal”. “Técnicos do Ministério estimam que as ligações não autorizadas já tenham desviado cerca de 20 milhões de metros cúbicos das águas do São Francisco nos últimos 2,5 meses”. Justificam.

 

Com inimigos de sobra na Assembleia, Cartaxo busca apoio da oposição na Casa

Grupo adversário do governador Ricardo Coutinho participou de reunião com o gestor pessoense

Deputados estaduais participam de reunião com Luciano Cartaxo. Foto: Divulgação

Desde que se lançou na direção de uma disputa pelo governo do Estado, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), virou alvo dos aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista quer lançar um candidato à sucessão tirado das suas fileiras e, por isso, tem centrado fogo no pessedista. Do lado das oposições, o movimento segue no sentido contrário. Nesta segunda-feira (1º), o gestor pessoense recebeu no seu gabinete os deputados Bruno Cunha Lima(PSDB), líder da oposição na Assembleia, acompanhado por mais dois deputados do PSDB – Camila Toscano e Elisa Virgínia- e também do deputado Juthay Meneses (PRB).

O encontro, segundo as fontes oficiais, proporcionou a troca de informações e impressões sobre temas de importância para a Paraíba e a Capital, gestões municipais e debates na Assembleia. No decorrer do encontro, os deputados quiseram se inteirar melhor de projetos que o prefeito vem implantado na Saúde, como o programa Gerente Saúde, e os programas de habitação e de creches, além do programa de geração de emprego e renda, que já liberou cerca de R$ 40 milhões na atual gestão de João Pessoa. O prefeito Luciano Cartaxo também foi informado pelo líder Bruno Cunha Lima dos temas e projetos que a bancada da oposição pretende conduzir na Assembleia neste segundo semestre.

É Cartaxo em busca de uma bancada para chamar de sua…

João Pessoa: oposição madruga na Câmara para dominar discursos e cobrar CPI

Grupo se prepara para atacar a gestão do prefeito Luciano Cartaxo

Bruno Farias era aliado de Cartaxo e rompeu no fim da legislatura passada. Foto: Francisco França

Os discursos na primeira sessão na Câmara de João Pessoa após a Operação Irerês, da Polícia Federal, terá as cores da oposição. Os vereadores do grupo de oposição ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD) madrugaram, literalmente. Eles garantiram os dois primeiros discursos para esta terça-feira (6). Tibério Limeira (PSB) chegou à Casa às 4h30 e Bruno Farias (PPS) às 4h50. O primeiro governista a assinar a ordem de chegada para os discursos foi João dos Santos, às 5h30. Depois dele, chegaram Helena Holanda (PP) e Chico do Sindicato (Avante), ambos após as 6h.

A operação Irerês, da Polícia Federal, promoveu busca e apreensão em endereços dos donos da empresa Compecc. Ela foi a responsável pela realização das obras de revitalização do Parque da Lagoa. Os pontos contestados dizem respeito à retirada de 200 toneladas de resíduos no desassoreamento e um suposto superfaturamento na construção do túnel. O dano ao erário apontado é de R$ 6,4 milhões. O tema será abordado pela oposição, que tenta a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa.

Até o momento, o grupo dispõe de oito assinaturas para protocolar o pedido de investigação. São necessárias nove. “O vereador Lucas de Brito (PSL), antes de ir para a base governista, disse que assinaria se surgissem fatos novos. Esperamos que ele assine em nome da coerência do seu discurso”, ressaltou o líder da oposição, Bruno Farias.

Veneziano se opõe às pautas de Temer e pode deixar o PMDB

Veneziano tem se distanciado das diretrizes do PMDB. Foto: Reprodução

Reforma da Previdência e regulamentação das terceirizações. Estes são dois dos temas que foram colocados como prioritários pelo presidente Michel Temer (PMDB) e, curiosamente, são rechaçados pelo deputado federal peemedebista Veneziano Vital do Rêgo. Em relação ao primeiro, ele já manifestou sua disposição de se posicionar frontalmente à medida, por entendê-la como nociva ao trabalhador. E não para por aí. Nesta quarta-feira (22), apesar da recomendação do partido, o parlamentar votou contra e até gravou vídeo para criticar a as terceirizações.

“Votamos contra esta proposta, por que, afinal de contas, não poderíamos estender a terceirização para atividades meio e atividades fim. Este é o meu compromisso com o trabalhador brasileiro”, disse Veneziano, que, na Paraíba, vem ampliando o processo de afastamento do partido com uma progressiva aproximação do PSB do governador Ricardo Coutinho. Apesar de a sigla ter rompido a aliança com o gestor, o peemedebista segue no sentido contrário e até indicou a mulher, Ana Cláudia Vital do Rêgo, para o cargo de Executiva da Casa Civil.

O parlamentar, na Paraíba, integra o grupo que também tem o deputado federal Hugo Motta e o senador Raimundo Lira. Todos trabalham para tirar o partido das mãos do senador José Maranhão e, com isso, levá-la para uma aliança com o governador Ricardo Coutinho, em 2018. O cenário, no entanto, é visto como remoto pela maioria das lideranças da sigla, pelo fato de o socialista ocupar a trincheira oposta ao presidente Temer. Sem perspectiva dentro do PMDB, Veneziano claramente inicia o processo de ruptura.

Assembleia aprova ‘Medalha Epitácio Pessoa’ para Lula e Dilma com votos da oposição

Comendas para Dilma e Lula foram aprovadas facilmente na Assembleia. Foto: Dilgalção/ALPB

Os deputados estaduais aprovaram nesta quarta-feira (15) dois projetos que preveem a concessão da Medalha Epitácio Pessoa aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. A votação foi repleta de críticas da oposição, que, apesar disso, também contribuiu com votos para a aprovação das propostas. A maioria deles, no entanto, se absteve no caso de Lula e até votou contra em relação a Dilma. As comendas, as mais importantes do Legislativo, serão entregues no próximo domingo, durante evento em Monteiro.

Ao todo, 31 parlamentares se fizeram presentes na hora da votação. Faltaram à sessão os deputados João Henrique (DEM), Daniella Ribeiro (PP), Galego Sousa (PP), Jutay Meneses (PRB) e Ricardo Marcelo (PMDB). O projeto que pedia a comenda para Lula, apresentado por Frei Anastácio (PT), contou com 26 votos a favor e cinco abstenções. Ninguém votou contra. Se abstiveram Tovar Correia Lima (PSDB), Guilherme Almeida (PSC), Renato Gadelha (PSC), Janduhy Carneiro (Podemos) e Camila Toscano (PSDB). Os votos favoráveis, entre os oposicionistas, foram de Arnaldo Monteiro (PSC), Raniery Paulino (PMDB) e Bruno Cunha Lima (PSDB).

Placar

O placar foi um pouco mais apertado em relação a Dilma, com 24 votos a favor, cinco abstenções e dois votos contrários. As negativas foram justamente de Arnaldo e Bruno. O ponto tenso em relação à votação foi do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), que pretendia votar contra os dois projetos, mas mudou de ideia por recomendação do governador Ricardo Coutinho. Durante a discussão da matéria, ele relatou o descontentamento e contrariedade em relação à votação.

A ideia dos parlamentares é aproveitar a vinda dos ex-presidentes a Monteiro, no domingo, para fazer a entrega das duas medalhas e também do título de Cidadão Paraibano aprovado em 2003. A proposta, na época, foi apresentada pelo hoje prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB). Lula e Dilma chega a Monteiro por volta das 11h, no dia 19, dia de São José, e vão se banhar nas águas do Velho Chico. Um ato político está sendo programado para ocorrer às 12h30.

Privatização da Cagepa: tom enigmático de Ricardo preocupa oposição

Ricardo Coutinho pede tempo para se pronunciar sobre a privatização da Cagepa. Foto: Divulgação/Secom

O tom enigmático do governador Ricardo Coutinho (PSB) ao falar sobre a possibilidade de privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nesta sexta-feira (24), deixou os deputados do bloco de oposição de orelha em pé. O gestor, durante solenidade para o anúncio de novas linhas de ônibus para Bayeux, abandonou a postura adversa ao tema e disse que só iria falar sobre o tema daqui a alguns dias, depois de conversar com algumas pessoas e setores. O líder da oposição na Assembleia Legislativa, Tovar Correia Lima (PSDB), está convocando os outros 11 integrantes do grupo para uma reunião na próxima quinta-feira (2) para avaliar o tema.

Uma das preocupações é saber como andam as contas da Companhia, afinal, a Assembleia Legislativa autorizou o governo do Estado a contrair empréstimo de R$ 179 milhões recentemente, justamente para pagar dívidas da empresa e sanear as contas. A visão de Tovar não é propriamente contrária à privatização, desde que haja viabilidade e necessidade para isso. Ele alega, inclusive, que a privatização poderá melhorar a prestação dos serviços. A visão dele é parecida, mas só em parte, com a de outro oposicionista, o deputado Janduhy Carneiro (Podemos). O parlamentar também quer saber como foi aplicado o dinheiro do empréstimo, mas defende que só haja privatização caso a empresa seja deficitária. “Não acredito que isto esteja acontecendo”, disse.

 

Mudança

No início da semana, o governador foi muito convicto ao responder pergunta do blog sobre a perspectiva de privatização. “A Cagepa não será privatizada”, assegurou. A garantia foi dada também pelo secretário de Recursos Hídricos, João Azevedo. O tom, no entanto, foi amenizado nesta sexta-feira. “Eu vou fala sobre isso daqui a alguns dias. Vou falar com bastante propriedade. Só peço a vocês que me deem um pouco de tempo. Vou me pronunciar sobre o conjunto de medidas e sobre a questão da Companhia de Água e Esgoto. Eu só peço alguns dias, porque estou colhendo uma série de dados. Estou dialogando com alguns setores para que possa tornar (isso) público ao povo da Paraíba”, disse.

O tom usado pelo governador segue a mesma linha do adotado pelo deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), líder do governo na Assembleia. O parlamentar fez discurso nesta semana atribuindo a perspectiva de privatização a uma exigência do presidente Michel Temer (PMDB). A referência é ao projeto encaminhado ao Congresso Nacional e que cobrará dos estados que precisarem de socorro financeiro a privatização de estatais, notadamente das ligadas ao abastecimento de água. A do Rio de Janeiro, a Cedae, foi a primeira a ter a venda autorizada pela Assembleia Legislativa do respectivo estado. A posição de Bezerra foi vista como uma mudança de rumo na avaliação do governo.

Hervázio Bezerra atribui a perspectiva de privatização à pressão do governo federal, seguindo o mesmo mote adotado pelo hoje senador José Maranhão (PMDB) na época em que ele comandou o governo do estado. Entre 1999 e 2001 foram desestatizadas as companhias de telefonia (Telpa) e de energia (Saelpa).

Para bom entendedor…

Levantamento mostra como Ricardo encareceu a vida dos paraibanos

Os deputados estaduais que integram a oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) têm distribuído com a imprensa um levantamento com o qual dizem que o gestor está “esfolando” o bolso do cidadão paraibano, com o aumento abusivo de impostos e taxas. O processo de elevação de tarifas na Paraíba foi intensificado em 2015, quando estourou a crise econômica nacional. De lá para cá, não faltaram novidades o tratamento tributário do governo em relação a empresas e à população. Quadro distinto do governo federal.

Os aumentos de tributos foram apresentados pelo governador como canal para elevar a arrecadação própria e, com isso, amenizar a paralisação de obras públicas por causa da redução dos repasses federais. O arrocho do governo deu certo, pelo menos em parte. A arrecadação foi elevada, mas não o suficiente para comportar o peso da máquina pública. O Estado descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com o gasto de quase 65% do que arrecada com o pagamento de pessoal, quando o limite máximo permitido é 60%. Se enxugasse os gastos, talvez fossem necessários menos recursos.

O líder da oposição na Assembleia, Tomar Correia Lima (PSDB), tem compartilhado um levantamento que mostra o peso da elevação das alíquotas. Aliada do governador, a deputada Estela Bezerra (PSB) minimiza as acusações. Durante entrevista a uma rádio da capital nesta semana, ela disse que a elevação dos impostos atingem principalmente o setor produtivo, o que não é uma verdade absoluta. Pesam na conta do cidadão, no início do ano, os reajustes no IPVA, ITCD e ICMS, além do aumento na conta de água.

Confira a relação dos reajustes e dê sua opinião:

Novo líder da oposição na ALPB vai ser escolhido após posse de Gervásio

Renato disse que nome do líder vai ser escolhido em consenso (Foto: Roberto Guedes/ALPB)

Jhonathan Oliveira

O novo líder da bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa vai ser escolhido em uma reunião na próxima quarta-feira (1º). O encontro está marcado para depois da posse do nova Mesa Diretora da Casa, que vai ser presidida pelo deputado Gervásio Maia (PSB). A expectativa é que o posto fique com um parlamentar do PSDB.

A confirmação do encontro dos oposicionistas foi feita pelo ex-líder do bloco, deputado Renato Gadelha (PSC), nesta quinta-feira (26). “Como aconteceu no ano passado, vamos chegar a um consenso na escolha do nome que comandará a bancada de oposição em 2017, dando prosseguimento ao que foi acordado em 2016”, disse. Gadelha evitou especular nomes, afirmando que “qualquer um dos membros da bancada representará o grupo com qualidade”.

No entanto, o próprio Renato Gadelha já havia revelado ao blog que a tendência seria o PSDB assumir o cargo de liderança. Nesse cenário, surgem como favoritos os deputados Bruno Cunha Lima e Tovar Correia Lima. “Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou Bruno, no começo da semana.

O encontro também servirá para a escolha dos nomes da oposição que vão compor as comissões da ALPB no biênio 2017/2018. “Com a posse da nova mesa, temos alterações também nas comissões. Respeitaremos a proporcionalidade das bancadas e faremos as indicações, também de forma consensual”, afirmou Renato Gadelha. A reunião entre os parlamentares acontecerá em um restaurante na praia do Cabo Branco.

Tucano deve liderar bancada de oposição a Ricardo Coutinho na ALPB

Deputado Bruno Cunha Lima é o mais cotado para liderança da oposição. Foto: Nyll Pereira/alpb

Angélica Nunes

A praticamente uma semana da retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) está levantando quem ainda faz parte do grupo para fechar quem será o líder no próximo biênio. A expectativa é de que o encontro ocorra até a próxima sexta-feira (27) e o ex-líder oposicionista, Renato Gadelha (PSC), disse que a tendência é que a indicação venha do PSDB, devido ao tamanho da bancada.

O PSC que era o partido com maior integrantes – além de Renato Gadelha tem ainda Arnaldo Monteiro e Guilherme Almeida – assumiu a liderança no biênio 2015/2016. “Como o PSDB tem a mesma força, com três deputados (Bruno Cunha Lima, Camila Toscano e Tovar Correia Lima), eles devem indicar o novo presidente, mas tudo será feito com muito diálogo, já que temos bons nomes em nossa bancada”, afirmou Gadelha, que disse não fazer objeção em se manter no posto.

O deputado Bruno Cunha Lima, apontado como um dos favoritos para assumir o posto, afirmou nesta segunda-feira (23) que seu nome está à disposição, mas disse que as articulações no momento é avaliar o tamanho que a bancada terá a partir do dia 1º de fevereiro. “Temos que avaliar quem somos e então nos reunir para decidir a liderança. Claro que meu nome está à disposição, mas temos bons nomes dentro e fora do PSDB”, afirmou o tucano.

Além da chegada dos deputados Jullys Roberto (PMDB) e Antônio Mineral (PSDB) – com as saídas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho (PSDB), eleitos, respectivamente, para as prefeituras de Cajazeiras e Patos, ambas no Sertão da Paraíba – também haverá ‘dança das cadeiras’ provocadas pela reforma administrativa realizada pelo governador. Embora de partidos oposicionistas, os dois novos titulares já revelaram que ficam na bancada da situação e configuram duas baixas na oposição.

Em tese, formam a oposição da Assembleia Legislativa:

Arnaldo Monteiro (PSC)
Bruno Cunha Lima (PSDB)
Camila Toscano (PSDB)
Daniella Ribeiro (PP)
Guilherme Almeida (PSC)
Janduhy Carneiro (PTN)
Jutay Meneses (PRB)
Raniery Paulino (PMDB)
Renato Gadelha (PSC)
Ricardo Marcelo (PEN)
Tovar (PSDB)

Deputados querem que MP investigue denúncias de Renato Martins

Renato Martins fez denúncias graves contra aliados. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Renato Martins fez denúncias graves contra aliados. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Os deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa vão protocolar no Ministério Público da Paraíba, na tarde desta quinta-feira (13), uma representação com pedido para que o órgão investigue as denúncias feitas pelo vereador de João Pessoa, Renato Martins (PSB), contra lideranças do partido. O parlamentares vão se encontrar com o procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, para protocolar o pedido de apuração das denúncias. Martins disse em áudio que vereadores do seu partido foram eleitos, na capital, com dinheiro de corrupção.

A representação é assinada pelos deputados Tovar Correia Lima (PSDB), João Henrique (DEM), Bruno Cunha Lima (PSDB), Camila Toscano (PSDB), Janduhy Carneiro (PTN) e Renato Gadelha (PSC). Os parlamentares apontaram a gravidade das denúncias como combustível para o pedido de investigação. Renato Martins, no áudio, acusou a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e a secretária de Administração, Livânia Farias, de terem usado dinheiro de corrupção para financiar as campanhas de Léo Bezerra, Tibério Limeira e Tanilson Soares, todos do PSB.

“É a corrupção de Livânia (Farias) que bancou a eleição de Tanilson (Soares), somada ao roubo que Tibério (Limeira) fez. Ele e Estela saquearam o dinheiro do Estado ao longo dos quatro anos. De vários órgãos, inclusive com Krol (Jânio, da Codata), com muita tecnologia, inclusive ai dentro de um laboratório para a Educação e vendendo aparelhos de nota fiscal para órgãos comerciais, estabelecimentos comerciais foram obrigados a trocar um aparelho de R$ 500 por outro de R$ 3 mil, comprado de uma empresa ligada a Krol”, disse Martins, no áudio.

O PSB de João Pessoa, o vereador Tibério Limeira, a deputada Estela Bezerra e o governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciaram que vão mover ação na Justiça para que o vereador prove as acusações.