Placar provável entre os deputados paraibanos é de 7 x 5 a favor de Temer

O peemedebista Veneziano Vital do Rêgo foi o primeiro a anunciar que votará contra o gestor

Por expressiva maioria dos votos, parlamentares votaram pelo não prosseguimento da denúncia. Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Se for mantida a escrita, a maioria dos deputados federais paraibanos vai votar para tirar o presidente Michel Temer (PMDB) da forca. Pelo menos seis dos 12 parlamentares já deixaram clara a intenção de votar a favor do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). São eles André Amaral (PMDB), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD) e Rômulo Gouveia (PSD). Wilson Filho (PTB) promete proferir o seu voto depois de estudar bastante a denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Por ela, Michel Temer e os ministros Eliseu Padinha (Casa Civil) e Moreira Franco (Governo) são acusados de obstrução de justiça e participação em organização criminosa.

Do lado oposto, contra o relatório e, consequentemente, a favor da tramitação da denúncia estão Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR). Todos votaram a favor da primeira denúncia, quando a PGR acusou Temer de corrupção passiva. São necessários 342 votos contra o relatório para que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja autorizado a abrir processo contra Michel Temer, Padilha e Moreira Franco. Este número também é a marca necessária para autorizar o início da votação. Com pelo menos 172 votos favoráveis ao relatório, o presidente se livra da tramitação da denúncia. O governo trabalha com a possibilidade de conquistar de 260 a 270. Na primeira votação, conquistou 263.

 

Denúncia

No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.

Congresso terá semana com foco em denúncia contra Temer e retorno de Aécio

Principais responsáveis pelo impeachment de Dilma Rousseff voltam ao olho do furacão

Denúncia contra Michel Temer passa primeiro pela CCJ antes de ir ao plenário. Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Nesta semana, as atenções de deputados e senadores estarão voltadas principalmente à análise pela Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além da decisão sobre o futuro de Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A partir de terça-feira (17), quando retornam a Brasília depois do feriado prolongado do dia 12 de outubro, os deputados se concentrarão na análise, discussão e votação na Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara da denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente Temer e ministros. O parecer sobre a peça foi apresentado na última terça-feira (10) pelo relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou a rejeição do prosseguimento da denúncia, afirmando que ela se baseia em “delações espúrias, sem credibilidade não havendo justa causa para o prosseguimento da ação penal”.

Como foi concedido pedido de vista coletivo, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para terça-feira (17), a partir das 10h, o início das dicsussões da denúncia e do parecer do relator. Pacheco informou que seguirá os mesmos procedimentos adotados na apreciação da primeira denúncia contra o presidente: cada membro da CCJ terá 15 minutos de fala – 66 titulares e 66 suplentes. Serão concedidos ainda 10 minutos para não membros da comissão, contra e a favor do prosseguimento da denúncia, com até 20 em cada grupo. Cada advogado dos denunciados terá 20 minutos para o pronunciamento final.

A votação do parecer na CCJ poderá ocorrer na quarta ou na quinta-feira, a depender do ritmo das discussões. Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, o parecer será encaminhado para discussão e votação em plenário da Câmara, prevista para terça (24) ou quarta-feira (25). Para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente e os ministros, serão necessário 342 votos favoráveis de deputados ao prosseguimento da denúncia.

Senado

Enquanto a Câmara se dedica à analise da denúncia, os senadores devem deliberar já na terça-feira (17) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou do mandato o senador Aécio Neves. Na última semana, os ministros da Corte decidiram que caberá à Casa Legislativa confirmar ou não as medidas cautelares determinadas pelo STF a parlamentares, como o afastamento do mandato, o recolhimento noturno, dentre outras. Na sessão de terça-feira, os senadores devem decidir sobre o retorno de Aécio ao mandato, revogando ou não a medida cautelar adotada contra ele. A grande polêmica, ainda sem definição, é se essa votação será feita de forma aberta ou secreta.

Da Agência Brasil

Relator vota pela rejeição da denúncia contra Temer e acusa MPF de acolher “delações espúrias”

Bonifácio de Andrada diz que as denúncias são baseadas em delações sem credibilidade. Dois paraibanos votam na CCJ

O presidente da CCJ da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco, e o relator Bonifácio Andrada (PSDB-MG) durante apresentação do parecer sobre denúncia Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) recomendou na tarde desta terça-feira (11), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a rejeição do prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) pelo crime de organização criminosa. Michel Temer também foi denunciado por obstrução de Justiça, acusação que também foi rejeitada pelo relator. Dois paraibanos figuram como membros efetivos da Comissão. Luiz Couto (PT) deve votar contra o relator, enquanto Benjamim Maranhão (SD) deve ser a favor.

Para Andrada, as informações são baseadas em “delações espúrias, sem credibilidade não havendo justa causa para o prosseguimento da ação penal”. Segundo o relator, o afastamento do presidente por 180 dias, medida que seria aplicada caso a denúncia seja aceita pela Câmara e pelo STF, “representaria uma crise de altas proporções para o povo brasileiro e para o desenvolvimento das instituições, tudo isso devido a uma denúncia claramente duvidosa, disse.

O relatório de Andrada traz duras críticas a atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que, segundo ele, favoreceram “ações espetacularizadas” pelos meios de comunicação. “Espera-se que essa concepção policialesca, que em boa parte existe no MP, se traduza em posicionamento social pedagógico e que a instituição possa intervir pelo povo”, disse Andrada. Para o relator, há um “desequilíbrio entre Poderes”. “Mancomunado com o Judiciário, [o Ministério Público] trouxe desequilíbrio na relação entre Poderes”, diz Bonifácio.

Organização Criminosa

O relator destacou que a legislação atual não explicita de forma clara o crime de organização criminosa e defendeu que há atuação política do MP para criminalizar a classe política. Segundo Andrada, o conceito de organização criminosa não pode ser banalizado e nem usado indiscriminadamente. “Tipo penal extremamente aberto, elástico e acaba por criminalizar uma série de condutas lícitas”, ressaltou.

Andrada defendeu que o Ministério Público deve se manter como um fiscal da lei e de sua execução e que não deve “extrapolar suas atribuições”. “Essa denúncia apresenta uma ampla acusação à vida pública brasileira”, afirmou. Em seu parecer, Andrada disse que há um ataque generalizado aos homens públicos do país. “É inadmissível considerar que o partido político constitua uma associação para fins criminais. Não é como uma organização criminosa.”

O relator destacou que a denúncia apresentou “atos estranhos ao exercício do mandato” de Michel Temer, o que legalmente não poderia ser alvo de questionamento do Ministério Público. “Somente os fatos após maio de 2016 é que serão objetos de análise penal”, disse. Para ele, a atividade questionada pela denúncia é inerente ao cargo de presidente da República. “Trata-se de competência do atual presidente e de qualquer outro. Isso faz parte do sistema presidencialista”, apontou. Andrada questionou ainda o fato de o MPF citar nomeações políticas na peça acusatória. “O MP desejaria que o presidente da República assumisse o governo sem ministros”, completou.

Ministros

Para o deputado, como não há provas contra o presidente como chefe na organização criminosa, as acusações contra os ministros perdem o sentido. “O que se vê são atividades político-partidárias sendo tratadas como criminosas”, reiterou. Andrada citou ainda que parte principal da denúncia proposta pelo Ministério Público incluía o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff. “Constitui uma denúncia complexa, exigindo estudos maiores, pois quase atinge toda uma fase da nossa história política.”

Tramitação

O relatório de Andrada será apreciado pelos membros da comissão e, se aprovado na CCJ, será encaminhado para plenário. Entretanto, independentemente do parecer apresentado na comissão, o plenário deverá decidir se autoriza ou não a abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente.

Ainda hoje, após a leitura do parecer, terão direito a se manifestar os três advogados dos denunciados pelo mesmo tempo de exposição do relator. Em seguida, os deputados devem pedir vista, ganhando mais tempo para análise do processo e dos argumentos apresentados pela defesa.

Se o parecer apresentado por Andrada não for aprovado pelos membros, o presidente da CCJ deve designar imediatamente um novo relator que apresente um voto diferente do relator anterior. Este novo relatório também será submetido à votação dos membros da comissão e, se vencer, encaminhado ao plenário.

Durante a manhã, na primeira parte da reunião da CCJ destinada à análise da segunda denúncia, o presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), negou todas as questões de ordem apresentadas pelos parlamentares.

Com informações da Agência Brasil

 

Se for mantida a escrita, sete deputados paraibanos vão votar para ‘salvar’ Temer

O peemedebista Veneziano Vital do Rêgo foi o primeiro a anunciar que votará contra o gestor

Por expressiva maioria dos votos, parlamentares votaram pelo não prosseguimento da denúncia. Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

A leitura da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer cumpre mera formalidade. A maioria dos deputados federais do país deve manter a mesma orientação da primeira denúncia. O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) foi o primeiro paraibano a externar isso. Ele já disse que vai votar a favor do seguimento da investigação. O parlamentar, vale ressaltar, se junta aos outros quatro únicos deputados paraibanos que devem votar contra o presidente. Os outros são Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR).

Dos governistas, Veneziano e Wellington foram punidos por terem votado contra o presidente. Ambos perderam indicações federais. O peemedebista ainda recebeu uma punição partidária. Os votos favoráveis previstos são os de André Amaral (PMDB), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD), Rômulo Gouveia (PSD) e Wilson Filho (PTB). Este último foi a única abstenção da bancada paraibana durante a votação da primeira denúncia. Ele alegou problemas de voo para justificar a ausência na sessão ocorrida no dia 2 de agosto deste ano.

A primeira denúncia tratava das acusações de corrupção passiva. Na atual, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusação de crimes de obstrução de justiça e organização criminosa. A denúncia começou a ser lida na tarde desta terça-feira (26), no plenário da Câmara dos Deputados. A leitura é feita pela segunda secretária da Mesa Diretora, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), em sessão extraordinária.

A solicitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os deputados analisem se autorizam o prosseguimento da acusação na Justiça chegou à Câmara na última quinta-feira (21). O processo, entretanto, só pôde ser lido hoje, porque tanto na sexta-feira (23) quanto nesta segunda-feira (25) o quórum mínimo de 51 deputados para abrir uma sessão não foi alcançado.

Pouco antes do início da sessão, a deputada Mariana lembrou que a primeira denúncia por corrupção passiva, que tinha 60 páginas, levou duas horas e 45 minutos para ser lida. O segundo processo tem 260 páginas e a expectativa da deputada é que a leitura se estenda por mais de seis horas. Como uma sessão extraordinária tem duração máxima de 4 horas, deverá ser aberta uma segunda sessão para dar continuidade à leitura e à votação da reforma política que está na pauta de hoje do plenário.

Denúncia

No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.

A partir da leitura da denúncia, o presidente da República e os demais acusados serão notificados pelo primeiro secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), para apresentar suas defesas no prazo de até dez sessões do plenário. O processo será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual cabe votar um parecer com relação ao prosseguimento da denúncia. A comissão analisa ainda se o processo será desmembrado por tipo de crime ou por autoridades a serem investigadas.

Depois de passar pela CCJ, a denúncia deverá ser analisada em plenário, onde deve receber pelo menos 342 votos, o que corresponde a dois terços dos 513 deputados, quorum exigido pela Constituição para que denúncias contra um presidente da República sejam investigadas pelo Supremo. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que a votação da denúncia se encerre até o fim de outubro.

 

Em João Pessoa, ex-ministro diz que se Lula for eleito o ‘mercado desaba’

Mailson da Nóbrega, por outro lado, chama o governo Temer de mais reformista da história recente

Mailson da Nóbrega fará palestra na Paraíba nesta sexta-feira. Foto: Divulgação/PSDB

O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, paraibano de Cruz do Espírito Santo, faz previsões catastróficas caso o ex-presidente Lula (PT) seja candidato e, eventualmente, eleito no próximo ano. A consequência disso, segundo ele, seria a catastrófica. “O mercado vai desabar, porque vai ser a percepção de que tudo o que foi feito de errado vai voltar a ser feito”, sentenciou o economista. Nóbrega foi ministro no governo de José Sarney (PMDB), entre 1988 e 1990. Foi o responsável também pelo Plano Verão e, sob o seu comando, a economia brasileira viveu o seu pior momento na história, com uma inflação que chegou a 1.972,9% ao ano, no pior período da hiperinflação.

Nóbrega não nega sua admiração pelo governo do presidente Michel Temer, do PMDB como José Sarney. Faz, inclusive, considerações a respeito da avaliação pessoal do gestor. Ao ser questionado pela jornalista Nelma Figueiredo, durante entrevista à CBN João Pessoa, sobre se é mais fácil o peemedebista recuperar a economia do que a popularidade, ele foi enfático. “Claro que é (mais fácil a economia). Você está vivendo um paradoxo hoje. Temer é o presidente mais impopular da República desde a proclamação da República ou desde o período em que se começou a fazer esse tipo de pesquisa. No entanto, é o presidente mais reformador do período recente”, ressaltou.

E continua: “O que difencia o presidente Temer de outros mal avaliados é a sua capacidade de articulação. Capacidade de conversar, de negociar politicamente com o Congresso. Ele é o primeiro presidente da República com vasta experiência parlamentar. Nós tivemos outros: (José) Sarney, (Fernando) Collor, Fernando Henrique, mas somente ele (Temer) foi presidente da Câmara, que é uma Casa especial. Ele foi presidente três vezes. Então, ele conhece o jogo, conhece o jingle, não é? As mumunhas, as manhas, as formas de agir, as formas de negociar, o uso das ferramentas de poder. Ele tem isso como nenhum presidente da história do Brasil e é isso o que tem feito a diferença”, acrescentou.

Mailson da Nóbrega demonstra grande empolgação com os números mais recentes divulgados pela equipe econômica. Ele acredita que o pior já passou e que o Brasil vai voltar a crescer. Admite, no entanto, que de forma ainda tímida. “Neste ano vamos crescer medíocres 0,7%. Essa é a minha estimativa e de grande parte do a do mercado, mas no próximo ano vamos crescer 2,8%, 3% e tem os mais otimistas que acreditam em 3,5%. Mas está longe do que o Brasil pode crescer, que seria de 4% ou 5%”, ressaltou. Ele assegura que o Brasil está se afastando da “tragédia do que foi o desempenho da economia em 2015 e 2016”, períodos da transição de Dilma Rousseff (PT) para Michel Temer.

O ex-ministro demonstra otimismo grande sobre o crescimento do emprego, com dados, inclusive, de difícil consolidação. Ele prevê que o país terá 10 milhões de desempregados ao final do próximo ano. O número atual é de 14 milhões. Cita para justificar isso o gradual crescimento das contratações. O saldo de empregos criados nos primeiros oito meses deste ano é de 163.417. Se considerarmos os últimos 12 meses, no entanto, teremos um saldo de 544.658 vagas fechadas. Ou seja, seria necessário um novo milagre brasileiro para se conseguir a marca prevista por Nóbrega. Para 2018, o ex-ministro acredita que a população vai optar por um presidente que priorize as reformas.

Ministro Barroso, do STF, abre inquérito para investigar Temer e Loures

Presidente e ex-deputado são acusados de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro

Michel Temer vai ser investigado por supostos crimes cometidos no exercício do cargo. Foto: Divulgação/PR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu nesta terça-feira (12) abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, pelos supostos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O pedido de abertura de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas dos envolvidos pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

O pedido de abertura do inquérito chegou ao Supremo em junho e foi remetido ao ministro Edson Fachin. Ao receber o processo, o ministro entendeu que o caso deveria ser redistribuído a outro integrante da Corte por não ter conexão com o inquérito que envolve Temer a partir das delações da JBS. Nesta semana, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou uma nova distribuição e Barroso foi escolhido o novo relator.

Para Janot, a edição do decreto “contemplou, ao menos em parte, as demandas” de Rocha Loures em favor da Rodrimar. Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa.

Da Agência Brasil

Efraim Filho diz que DEM vai dar troco na ‘gula’ do PMDB sobre aliados

Desconforto ficou evidente após peemedebistas anunciarem filiação de Fernando Bezerra e Fernando Filho

Efraim Filho questiona tratamento dispensado pelo PMDB ao Democratas. Foto: Alex Ferreira

O clima não anda bom entre os peemedebistas e um dos principais aliados da sigla no Congresso, o DEM. Líder do partido na Câmara dos Deputados, o paraibano Efraim Filho desabafou em relação ao tratamento dispensado pelos peemedebistas. “Vai ter troco”, ele afirma. O motivo do descontentamento foi o anúncio feito pelo senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB. O partido deve filiar o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho e o herdeiro político dele, o ministro das Minas e Energia Fernando Filho. Os dois eram cortejados pelo DEM, com o objetivo de se reforçar para as eleições do ano que vem.

Esta é a segunda vez que uma liderança do PMDB passa à frente na hora de filiar parlamentares descontentes do PSB. O primeiro episódio foi protagonizado pelo próprio presidente Michel Temer. Ele mesmo foi à casa da líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), para oferecer o PMDB como legenda para receber os cerca de 15 insatisfeitos do partido. Na época, o DEM, que vinha cortejando a parlamentar, demonstrou irritação com o comportamento do presidente. O novo episódio, agora, foi protagonizado por Jucá, que, no Congresso, defende os interesses do partido em consonância com Temer.

“Esse gesto gera um ruído desnecessário, foi recebido com desconforto pela bancada e fragiliza nossa relação daqui por diante. Não é a retribuição que se espera de um aliado”, ressaltou Efraim Filho. A movimentação do PMDB segue no sentido de evitar o fortalecimento do Democratas. Informações de bastidores indicam o temor dos peemedebistas de verem o DEM fortalecido. Trata-se do partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), justamente a quem compete a condução de eventuais processos de impeachment contra o presidente Michel Temer. O clima é de desconfiança entre as siglas.

 

Governo federal vai leiloar aeroportos de João Pessoa e Campina Grande

Terminais paraibanos estão entre os 13 que serão repassados à iniciativa privada

Aeroporto Castro Pinto entra no radar de privatizações do presidente Michel Temer. Foto: Felipe Gesteira

O governo federal vai repassar os aeroportos Castro Pinto, localizado em Bayeux, na Grande João Pessoa, e João Suassuna, em Campina Grande, para a iniciativa privada. A decisão foi anunciada após reunião nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro contou com a participação dos ministros Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Maurício Quintellada, da Aviação Civil. Foi analisada a possibilidade da formação de três blocos, envolvendo 13 aeroportos. O lote é menor que o pensado por Quintella uma semana antes, quando ele revelou a intenção de levar a leilão 19 terminais.

Com a medida, que ainda está em estudo, o governo estima arrecadar mais de R$ 6 bilhões. A medida visa melhorar o caixa do governo para 2018. Entre os aeroportos, está o de Congonhas, em São Paulo. O anúncio oficial será feito após a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que deve ocorrer no próximo dia 23. Nordeste, os terminais de Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro (CE), Campina Grande (PB), Maceió (AL) e Recife (PE) serão incluídos. No Centro-Oeste, serão leiloados os aeroportos de Sinop, Alta Floresta, Cuiabá e Barra do Garça. Já no Sudeste, além de Congonhas, serão repassados à iniciativa privada os aeroportos de Vitória e Macaé (RJ).

O leilão do Congonhas ocorrerá de forma separada dos demais. Ainda não está definido o modelo do leilão, mas o governo não descarta a possibilidade de a primeira rodada ocorrer ainda este ano.

 

 

Pedro Cunha Lima diz que reforma da Previdência tem que começar por juízes e presidente

Tucano entende que proposta penaliza trabalhadores rurais e diz que como ela está, não será aprovada

Pedro Cunha Lima se diz contra a reforma da Previdência nos moldes atuais. Foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) soltou o verbo nesta sexta-feira (4) contra o presidente Michel Temer (PMDB). Apesar de apoiado pelo partido dele, o tucano disse não ver futuro na manutenção do peemedebista no poder. Pedro foi um dos cinco membros da bancada paraibana que votaram pela admissibilidade do processo contra o presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). “É um governo que só tem a piorar. Tem quem pense que é o melhor para a transição até 2018, mas eu discordo. Um governo como este só tem a piorar e para mim já está insustentável e vai ficar cada vez mais insustentável”, disse.

O mesmo entendimento do parlamentar vale para as reformas propostas pelo governo federal. Apesar do apoio tucano à reforma da Previdência, por exemplo, ele acredita que, do jeito que está, ela não será aprovada. E não pela falta de importância. “Não posso fingir que é normal um déficit de R$ 100 milhões por ano”, ressalta. A discordância, no entanto, diz respeito às propostas em específico. Para o parlamentar, não merece respeito uma proposta que mexe apenas com os menos favorecidos. O posicionamento é comum ao de outros parlamentares contra as mudanças para a aposentadoria dos trabalhadores rurais e os detentores de benefício de prestação continuada.

“Numa reforma da Previdência ou em qualquer outra reforma, tem que começar pela camada de cima. A gente não pode começar pelo trabalhador rural. A gente não pode começar por quem recebe o BPC, que é o benefício de prestação continuada. A gente não pode começar por pessoas com deficiência. A gente tem que começar pelos juízes do nosso país, pelos procuradores, pelos deputados, pelos senadores, pelo presidente da República. Então, a gente tem uma situação no país que exige reformas e não só Previdenciária. Isso aí está muito óbvio. Então, tudo o que não está funcionando tem que mudar. Então, eu sou a favor das reformas, mas essa reforma da Previdência, do jeito que está apresentada, não tem o meu voto”, disse.

Wellington Roberto é o primeiro governista punido por votar contra Temer

Diário Oficial da União desta sexta traz a demissão do diretor do Dnit indicado por ele

Wellington Roberto (E) briga por Cunha no Conselho de Ética

O deputado federal paraibano Wellington Roberto (PR) entrou na ‘lista negra’ do Palácio do Planalto. Ele é o primeiro entre os governistas punidos por terem votado em prol da admissibilidade do processo contra Michel Temer (PMDB). O presidente foi acusado de corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como a oposição não conseguiu os 242 votos necessários para autorizar a investigação, o gestor só poderá responder pelo processo a partir de 2019. O parlamentar paraibano foi além. No mesmo momento em que declarou voto a favor da investigação, também se disse contra a reforma da Previdência pretendida por Temer.

O alvo da punição será a exoneração de Gustavo Adolfo Andrade de Sá da diretoria de Administração e Finanças do Dnit. De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o nome dele já foi encaminhado para publicação no Diário Oficial da União. O pedido de punição partiu do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). A publicação ainda diz que o Planalto espera que as outras siglas da base façam pente-fino em suas bancadas, identifiquem os traidores e peçam a cabeça de seus indicados no governo. Entre os partidos mais infiéis, o PSDB foi o líder de votos contra o presidente, com 47% dos filiados votando pela investigação.

O voto de Roberto acabou causando surpresa pela postura do parlamentar. Em discussões anteriores, referentes ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e na cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele se colocou contra. Quando integrava a tropa de choque de Cunha, vale ressaltar, chegou a brigar em plenário na defesa do colega. Lembrava sempre que os acusadores daquele momento seriam os investigados do futuro.