Rejeitado na região, MDB inclui capítulo sobre o Nordeste no documento “Encontro com o Futuro”

Região é a que mais rejeita o presidente Michel Temer e onde ele sofreu mais abandono de aliados históricos que temem a impopularidade do colega

Michel Temer tem a maior rejeição do eleitorado brasileiro justamente no Nordeste. Foto: divulgação/Assessoria de Aguinaldo Ribeiro

Os emedebistas não desistiram do Nordeste, apesar de o eleitorado da região não fazer questão alguma de proximidade com o presidente Michel Temer. O partido lança nesta terça-feira o texto “Encontro com o Futuro”. A ideia, assim como a “Ponte para o Futuro” feita para buscar o apoio do Congresso e do empresariado para o impeachment de Dilma Rousseff (PT), é tentar atrair o eleitor. O partido parte em retirada da candidatura do presidente à reeleição, mas tentará emplacar o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Ambos patinam nas intenções de voto, ostentando traços na opinião popular. A região Nordeste é justamente onde os emedebistas possuem as piores avaliações, com mais de 80% de rejeição.

O texto lembra os 60 milhões de nordestinos da região, o equivalente a um terço da população nacional. Para tentar mudar o retrospecto negativo, promete investimentos para transformar a economia da região, que é o maior reduto do ex-presidente Lula (PT). Veja as propostas: transformar em polo de geração de energia sustentável; criar infraestrutura turística de primeiro mundo e transpor águas do Rio Tocantins para estimular a agricultura irrigada. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, 34% dos eleitores, o maior contingente do país, votam nulo ou branco caso o ex-presidente Lula não esteja entre os candidatos nas eleições deste ano. O cenário preocupa os emedebistas.

Alguns já bateram em retirada da lista de aliados. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, do Ceará, evita aparições públicas ao lado do presidente. O senador Renan Calheiros, de Alagoas, já escancarou o distanciamento.

“É fácil bater no Michel Temer”, diz presidente em pronunciamento/desabafo

Presidente mais impopular desde a redemocratização lamenta críticas ao governo dele e garante que houve avanços na Presidência

O presidente Michel Temer (MDB) fez pronunciamento em tom de desabafo nesta sexta-feira (20). A mensagem fala sobre o 21 de abril, data em que se comemora o aniversário de morte de Tiradentes. O gestor aproveitou a oportunidade para dizer que “é fácil falar mal de Michel Temer…” e alega ser difícil conseguir o que ele conseguiu. A reação tem a ver com as constantes críticas ao governo e à baixíssima avaliação pessoal do emedebista. A pesquisa do Datafolha mostra o presidente com 1% das intenções de voto para as eleições deste ano.

Veja a íntegra da mensagem:

“Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda’. Amanhã comemoramos o Dia de Tiradentes e no dia seguinte, o descobrimento do Brasil. Dirijo-me a você, cidadã e cidadão brasileiros, com os versos do ‘Romanceiro da Inconfidência’, de Cecília Meireles, para falar sobre essa palavra tão importante: liberdade.

Muito mais do que a independência sonhada pelos inconfidentes, hoje celebramos a liberdade da democracia, do direito de ir e vir, de pensar e expressar-se. Celebramos a liberdade da imprensa brasileira. A liberdade de agir segundo a própria vontade desde que isso não prejudique o outro.

Somos livres e vivemos em um Estado democrático de direito, onde deve haver o respeito mútuo, o respeito às leis e, principalmente, o respeito à Constituição Federal. Desrespeitá-la é criar insegurança e instabilidade entre pessoas e instituições.

Nas viagens internacionais, tenho verificado que o Brasil é sempre muito prestigiado e muito bem visto pelas nações estrangeiras. Essa visão externa positiva e otimista não coincide com o Brasil que alguns propagam internamente. É fácil bater no Michel Temer, é fácil bater no governo, é fácil só criticar. Quero ver fazer, quero ver conquistar. Quero ver construir e realizar o que nós conseguimos, avançar em tão pouco tempo.

A torcida organizada pelo fracasso tenta bater bumbo, tenta perder o jogo todos os dias. A verdade é que o Brasil virou esse jogo. Alcançamos, nesses dois anos, vitórias expressivas, recordes após recordes, mas muitos teimam em não perceber a mudança, em não admitir o nosso sucesso: o sucesso do Brasil.

Falo da menor inflação e dos menores juros de todos os tempos que protegem o dinheiro do trabalhador, seu poder de compra, com mais crédito e mais tranquilidade. Falo da volta do crescimento econômico e do projeto do maior salário mínimo da história. Falo do alimento mais barato na sua mesa, não só porque colhemos as duas maiores safras do Brasil, mas porque soubemos criar políticas de valorização do homem do campo.

Falo do que foi feito na saúde, na educação, com as 500 mil vagas em tempo integral e a reforma do ensino médio. Falo do meio ambiente com a criação de unidades de conservação do tamanho de um estado como o Mato Grosso. Isso ninguém divulga.

Falo da criação do Ministério da Segurança Pública com a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro. Iniciativas inéditas que governo algum teve a coragem de tomar no enfrentamento e combate à violência urbana e ao crime organizado.

Falo da retomada das obras nas estradas, da melhoria nos aeroportos e da transposição do rio São Francisco para abastecer de água o Nordeste, onde também iniciamos a revitalização para garantir a vida do rio. Os postos de trabalho estão ressurgindo. São quase 2 milhões nesses últimos tempos. Posso lembrar a devolução do PIS-PASEP ou da liberação do Fundo de Garantia que colocou cerca de 50 bilhões de reais no bolso do trabalhador. Retomamos a confiança e a credibilidade internacional, de que é prova evidente do índice da bolsa de valores que não para de subir.

Precisamos de uma injeção de otimismo no país. Precisamos, verdadeiramente, de bons sentimentos. O Brasil voltou para ganhar. E precisamos ter orgulho disso.

Precisamos acabar de vez com uma disputa irracional que busca jogar uns contra outros. Esse é um ano de eleições, é um ano de escolhas, e elas deverão transcorrer na maior tranquilidade e é isso que quero garantir-lhes a partir das minhas competências como Presidente da República Federativa do Brasil.

E para isso é preciso paz, justiça, segurança, responsabilidade. É preciso coragem, é preciso saber fazer. E estamos na direção certa. Que nesse 21 de abril, lembremos que Tiradentes foi acusado e condenado por lutar e defender um Brasil livre, forte e independente. Ao final, a história lhe deu a vitória maior. Seu exemplo de luta é exemplo para todos nós que trabalhamos para trazer mais conquistas ao Brasil.

É hora de nos unirmos para não perdermos o que foi conquistado. Boa noite, obrigado e um Brasil livre, justo e melhor para todos!”

Depois de UNB e Unicamp, UEPB cria disciplina sobre “o golpe de 2016”

Na última contagem, depois de manifestação do Ministério da Educação, cinco novos cursos foram criados em todo o Brasil

Michel Temer assumiu o poder após o impeachment que retirou Dilma Rousseff do comando da Presidência. Foto: Lula Marques/Agência PT

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) vai oferecer o curso de extensão “O golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil”. A decisão ocorre após manifestação do Ministério da Educação (MEC) contra disciplina similar criada pela Universidade Nacional de Brasília (UNB). Com a instituição paraibana, passam a somar seis o número de cursos do gênero no Brasil. A disciplina será ministrada no Departamento de Filosofia, através do Grupo de pesquisa sobre Ensino de Filosofia e Filosofia Marxista. Serão oferecidas 40 vagas para estudantes e professores da UEPB que pretendem aprofundar a temática. Das 75 horas/aula previstas, 65 horas serão reservadas para a parte teórica (presencial), enquanto 10 horas serão destinadas à parte prática, que consiste na produção textual.

A atividade, aprovada em Reunião Departamental, será coordenada pelo professor Valmir Pereira. As inscrições podem ser feitas na Coordenação do Curso de Filosofia, no Centro de Educação (CEDUC), Câmpus de Campina Grande. As aulas começam no dia 19 de março e se estendem até 20 de junho, sendo ministradas na Central de Integração Acadêmica, as segundas e quartas-feiras, das 14h às 16h30. Professor explica que “o curso pretende trazer para o espaço acadêmico o debate sobre os acontecimentos de 2016 que culminaram no impeachment da presidenta Dilma Rousseff por meio de um golpe, bem como os antecedentes ao fato em tela. A ideia é proporcionar acesso a produção teórica de diversos autores, para além do que a grande mídia tem veiculado como apenas um processo legal e necessário”.

Tendo como colaboradores os professores da UEPB, Antonio Guedes Rangel Junior (reitor da Instituição), Gilbergues Santos, Luciano do Nascimento e Hipólito Lucena, o curso contribuirá para o desenvolvimento de habilidades e competências referentes à pesquisa, leitura e escrita, tendo como base outras fontes que difundem as notícias cotidianamente, mas que ao mesmo tempo se diferenciam da grande mídia. De acordo com notícia divulgada pela instituição, o curso será fundamentado nos textos de diferentes autores e no debate acadêmico. A iniciativa, segundo os organizadores, visa abordar os temas com as melhores metodologias para compreensão da realidade brasileira, aprofundando as questões que hoje atentam contra a democracia e os riscos atinentes a um possível Estado autoritário.

“Pretendemos entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática, de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, bem como analisar o governo presidido por Michel Temer”, justificou o coordenador. A proposta, conforme Valmir, “é investigar o que a agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil e estudar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”.

As disciplinas já foram criadas por UNB, Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Estadual da Paraíba.

No Centro de Humanidades

“O Golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil” também será tema do curso a ser ministrado no Centro de Humanidade (CH), Câmpus III da UEPB, em Guarabira. No Câmpus III, as aulas começam no próximo dia 4 de abril. Afirmação da autonomia universitária, debate político e reflexões sobre perspectivas futuras, impulsionaram a realizarão do curso.

Para a atividade em Guarabira estão sendo disponibilizadas 80 vagas. O curso terá suas aulas ministradas sempre às quartas-feiras, das 7h30 às 10h30, no Auditório do CH. Os interessados podem efetuar a inscrição no Centro Acadêmico de Direito ou por meio do preenchimento de formulário online.

De acordo com o professor Agassiz Almeida, a proposta apresenta finalidades concordantes e oportunas para discutir a vigente conjuntura política brasileira, sendo a primeira delas defender a autonomia universitária, que, seguindo a argumentação do docente, foi recentemente exposta pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, ao atacar o professor Luís Felipe Miguel, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB), pelo fato de ofertar uma disciplina que tem o mesmo nome do projeto de extensão em foco.

Em Patos

A atividade extensionista também será realizada no Centro de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas (CCEA), Câmpus VII da Instituição, na cidade de Patos. Em Patos, o curso será uma iniciativa da coordenação do rupo Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), com apoio da Direção do Centro. Será ministrado em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do ABC (UFABC), com aulas ministradas por professores doscCâmpus de Guarabira, Campina Grande e Patos.

 

Cássio diz que reforma da Previdência não passa no Congresso e acusa Temer de fazer “toma lá dá cá”

Senador diz que a discussão do tema foi transformado em um grande balcão de negócios no Congresso Nacional

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) deu o tom do que deve ser a tônica da maioria da bancada paraibana em relação à Reforma da Previdência. De acordo com o tucano, a matéria não deve sequer passar na Câmara dos Deputados. Ele prevê poucas chances de ela chegar ao Senado ainda neste ano e acusa o presidente Michel Temer (MDB) de erros na condução. “O governo trata (a Reforma) como um balcão de negócios, como se os parlamentares estivessem à venda, auferindo vantagens, recebendo recursos, recebendo dinheiro até para votar a matéria”, ressaltou. O parlamentar alega que a posição dele é similar à de outros colegas. Cunha Lima Alega que quem votar a favor da matéria estará, por isso, manchando a própria biografia.

Defensor da reforma da Previdência, Temer tem aposentadoria cortada

Presidente deixou de fazer o recadastramento que comprova que o pensionista está vivo

Michel Temer teve a pensão paga pelo INSS suspensa por não ter comprovado que está vivo. Foto: Divulgação/PR

O presidente Michel Temer (MDB) teve o pagamento da aposentadoria cortado pela Previdência Social por falta de recadastramento. O gestor, maior defensor da reforma previdenciária, não procurou o Banco do Brasil para comprovar que está vivo. O cadastro anual e troca de senhas é obrigatório há vários anos, para evitar fraudes. Temer se aposentou aos 55 anos, em 1999, como Procurador do Estado de São Paulo ganhando o teto do funcionalismo. Para voltar a receber o benefício, o presidente precisa procurar, presencialmente, uma agência do Banco do Brasil.

Por meio de nota, a Presidência da República informou à Globo News que o presidente não fez o recadastramento por falta de tempo. Ele prometeu regularizar a situação. Temer tem 77 anos e, segundo o contra-cheque de outubro de 2017, tem vencimentos de R$ 45 mil. Por conta do teto do funcionalismo, no entanto, o montante pago cai para R$ 22 mil. Além da pensão, o presidente também recebe salários de presidente da República. Estes também com descontos por causa do teto do funcionalismo.

Entenda o que é a prova de vida:

A prova de vida e a renovação de senha bancária dos beneficiários do INSS são obrigatórias e devem ser realizadas anualmente. Quem não fizer este procedimento poderá ter o benefício suspenso até regularizar a prova de vida.

Como fazer?
O beneficiário deve ir até sua agência bancária, levando um documento de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira de habilitação, entre outros).

Para tornar o processo de recebimento mais seguro, alguns bancos que possuem sistemas de biometria estão usando essa tecnologia para realizar a comprovação de vida nos próprios terminais de autoatendimento.

Quem não puder ir até as agências bancárias por motivos de doença ou dificuldade de locomoção pode realizar a prova de vida por meio de um procurador, que deve ser previamente cadastrado no INSS.

 

Raimundo Lira diz que o Brasil está melhor com Temer que com Dilma

Durante entrevista à CBN João Pessoa, senador reconhece impopularidade do emedebista, mas cita melhorias na economia

Raimundo Lira diz que a economia do Brasil tem melhorado desde que Michel Temer assumiu o cargo. Foto: Divulgação/Senado

Apesar de figurar como o presidente mais impopular desde a redemocratização, a substituição de Dilma Rousseff (PT) por Michel Temer (MDB) foi um bom negócio para o Brasil. Esta foi a visão exposta pelo senador emedebista Raimundo Lira, durante entrevista à CBN João Pessoa, nesta terça-feira (2). O parlamentar presidiu a comissão processante que resultou no impeachment da petista. Ele também votou contra a ex-presidente e, consequentemente, pela substituição dela por Temer. A recuperação da economia, embora ainda tímida, é a base da argumentação do parlamentar.

O emedebista usou como comparativo para a avaliação o aumento das vendas no comércio no fim do ano. Ele lembrou também que quando Dilma Rousseff presidia o país, a economia entrou em declínio. Foram dois anos de queda no Produto Interno Bruto (PIB) e a perspectiva de que se estanque o fosso no balanço de 2016. “As previsões indicam crescimento de 3% da economia para este ano, que é o mesmo montante que deve crescer os Estados Unidos”, ressaltou o senador, que lidera o MDB do Senado. O parlamentar, inclusive, evita falar sobre o risco de não ser eleito por causa da aliança com o “radioativo” Michel Temer.

Ele diz que teria a campanha pela reeleição dificultada, na verdade, se não trabalhasse para trazer dinheiro à Paraíba. “Seria difícil se não trouxesse benefícios para a Paraíba. Os recursos para a duplicação da BR-230. Seria negativo se não conseguisse apoio financeiro para praticamente todos os municípios paraibanos, Recursos para a adutora Acauã/Araçagi. Seria negativo se não conseguisse a liberação de quase R$ 150 milhões em empréstimos para a Paraíba, que precisam do aval do governo federal”, disse o parlamentar.

Ministro de Temer fala em criar ‘nova raça de servidores públicos’ para o combate ao crime

Torquanto Jardim diz que investimento em tecnologia é mais eficiente que novos efetivos para vigiar fronteiras

Torquato Jardim (C) fala sobre a necessidade de se criar uma nova “raça de servidores públicos”. Foto: Josusmar Barbosa

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, defendeu na Paraíba, na noite desta quinta-feira (24), que o Brasil invista mais tecnologia que em concurso público para o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. Ele proferiu palestra durante a 15ª Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em Campina Grande. O evento também contou com a participação do novo secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro. Ambos dariam entrevista coletiva, mas acabaram desistindo e restringiram suas falas à palestra. Para o ministro, é preciso acabar com a dicotomia serviço público/serviço privado.

Ao falar sobre as fronteiras extensas do Brasil, margeadas por dois países que lideram a produção mundial de cocaína e maconha, ele destacou a necessidade da uma “nova raça de servidores públicos”. “Não há capacidade humana suficiente para tratar disso. Então, quando pesamos no moderno estado para se opor a toda essa lista de trabalho que se posta diante de nós, vamos superar a ideia de que se precisa de mais concursos públicos, de mais servidores públicos. Não. É tecnologia, uma nova raça de servidores públicos, uma nova menção de servidores públicos, na qual a dicotomia serviço público/serviço privado desapareceu”, destacou.

O ministro falou também dos novos temas relacionados à tecnologia. Sem fazer referências precisas no tempo e no espaço, ele lembrou que recentemente um grupo de hackers bloqueou os acessos às contas em instituições financeiras na Europa. A cobrança pelo sequestro feita aos bancos internacionais foi o pagamento de bitecoins. Ele lembrou então que o filho tinha usado as economias recentemente para comprar a moeda virtual. Então, houve uma operação da Polícia Federal e ele foi na lista procurar se encontrava o herdeiro. Não viu. Então, mandou o filho vender tudo. “Ou se desfazia ou ficava sem a mesada”, disse, em tom de bom humor.

Torquato Jardim criticou ainda o fato de o direito brasileiro ser do século XIX, bem como as instituições de repressão ao crime. Por conta disso, ele reforça que é preciso o setor privado participar do combate ao crime. Ele disse que este é um tema constantemente discutido, mas que precisa ser superado.

 

 

 

Confira quanto cada município paraibano vai receber dos R$ 2 bilhões de Temer

João Pessoa terá R$ 6,8 milhões e Campina Grande vai dispor de R$ 1,9 milhões

Michel Temer anunciou os recursos após almoço com prefeitos. Foto: divulgação/Assessoria de Aguinaldo Ribeiro

Os prefeitos paraibanos começaram a refazer as contas com relação ao que receberão de dinheiro extra do governo federal em dezembro. Eles esperavam que o presidente Michel Temer (PMDB) transferisse R$ 4 bilhões para todo o país. Não deu. O peemedebista anunciou apenas R$ 2 bilhões de reforço para o caixa e condicionou o restante à aprovação da Reforma da Previdência. Ou seja, pressão dos prefeitos sobre as bancadas federais. No caso da Paraíba, os R$ 198 milhões esperados viraram R$ 62,8 milhões. Ou seja, caixa apertado para o pagamento do 13° salário.

A Prefeitura de João Pessoa é a que vai receber o maior montante. Vai abocanhar R$ 6,8 milhões. Um valor que o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) viu como insuficiente. Ele alega não ter dificuldade para pagar a folha e ainda descartou pressão sobre a bancada paraibana para viabilizar a Reforma da Previdência. Os parlamentares da base vão votar segundo as suas consciência, ele reforça. A segunda cidade com maior volume de recursos alocados é Campina Grande, que receberá R$ 1,9 milhões. Já Santa Rita, na Região Metropolitana, vai ficar com R$ 1 milhão.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) espera agora a publicação de medida provisória informando aos gestores a data em que o valor será depositado nas contas das Prefeituras. De acordo com Temer, o valor será creditado ainda no mês de dezembro. A CNM destaca, no entanto, que o valor será distribuído sobre a forma de Participação dos Municípios, porém, o valor será bruto, sem incidência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

 

Veneziano entra novamente na ‘linha’ de punição de Michel Temer

Deputado Federal paraibano foi afastado das funções partidárias e deve ter aliado demitido por ter votado contra Temer

Veneziano tem se distanciado das diretrizes do PMDB. Foto: Reprodução

O presidente Michel Temer (PMDB) ainda se recupera da cirurgia feita no fim de semana, mesmo assim, não pretende poupar os aliados ‘infiéis’. A ‘lista negra’ não é curta e traz o deputado federal peemedebista Veneziano Vital do Rêgo entre os alvos. Informações de bastidores dão conta de que o diretor de inteligência competitiva e promoção turística da Embratur, Gilson Lira, deverá ser exonerado. O fato foi revelado pela jornalista Andreza Matais, do Estadão. A rebordosa seria uma resposta ao voto contrário a Temer na votação, na Câmara dos Deputados, na votação que autorizaria o Supremo Tribunal Federal (STF) a abrir processo contra o presidente. Caso seja confirmada, esta será a segunda punição contra o deputado federal.

Veneziano foi punido pelo partido dele na votação da primeira denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente. Na primeira denúncia, por corrupção passiva, ele também votou, em 2 de agosto, para que Temer fosse investigado. Ele teve as funções partidárias suspensas por 60 dias, contados a partir de 10 de agosto. O ofício com a determinação foi enviado pelo dirigente nacional da sigla, senador Romero Jucá, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a assessoria do partido, a suspensão é o primeiro passo do processo disciplinar ao qual os deputados “infiéis” serão submetidos. O partido ficou, inclusive, de submeter o Veneziano à Comissão de Ética do PMDB. Uma piada, lógico.

Wellington

Além de Veneziano, outro “governista” já foi punido por Michel Temer. No caso dele, o alvo da punição foi Gustavo Adolfo Andrade de Sá. Ele integrava a da diretoria de Administração e Finanças do Dnit. O pedido de punição partiu do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR).

 

 

 

Sete deputados paraibanos ajudam Michel Temer a se livrar de processo no Supremo

Presidente ganha sobrevida e só poderá ser processado em 2019, após deixar o poder

Muitos protestos de parlamentares de oposição marcaram a votação. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A maioria dos deputados federais paraibanos votou contra o seguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) nesta quarta-feira (25). Dos 12 parlamentares paraibanos, sete se posicionaram a favor do relatório do deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que apontava inconstitucionalidade na denúncia. O presidente foi acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Além dele, integram a denúncia os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O placar, entre os paraibanos, repetiu a votação da denúncia anterior contra Temer, sobre corrupção passiva. A única exceção foi a do deputado Wilson Filho (PTB), que não compareceu à primeira votação.

Além de Wilson Filho, votaram para livrar o presidente da investigação os deputados André Amaral (PMDB), Hugo Motta (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Benjamin Maranhão (SD) e Rômulo Gouveia (PSD). Votaram contra exatamente os mesmos parlamentares que também queriam a investigação na denúncia anterior. Foram eles: Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Luiz Couto (PT), Pedro Cunha Lima (PSDB), Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR). Assim como ocorreu em relação aos defensores de Temer dos outros Estados, os paraibanos também foram econômicos nos argumentos de defesa. Praticamente todos se resumiram a dizer sim ao relator. Wilson Filho foi dos poucos a arriscar uma defesa da manutenção do presidente, “em nome da estabilidade”.

O deputado federal Wellington Roberto ressaltou o que chamou de perseguição do governo. O presidente Temer determinou a demissão de Gustavo Adolfo Andrade de Sá da diretoria de Administração e Finanças do Dnit. Ele era indicação de Wellington, que também votou contra Temer na primeira denúncia. Luiz Couto também criticou a manutenção de Michel Temer. O placar final da votação foi de 251 votos a favor do presidente, 233 contra, duas abstenções e 25 ausências. Eram necessários 342 votos para que fosse autorizada a investigação contra o presidente. Ele ficaria livre da denúncia, no entanto, com 171 votos favoráveis ao relatório e conseguiu bem mais do que isso. A votação conquistada nesta quarta foi pouco menor que a ocorrida na primeira denúncia, em agosto, quando Temer recebeu 263 votos.

Denúncia

No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.