Temer divulga artigo a reforma da previdência no Congresso

O presidente Michel Temer defende a reforma da previdência. Foto: Romério Cunha

Reforma é justiça social

*Michel Temer

A proposta de reforma da Previdência que enviamos para o Congresso Nacional tem dois objetivos centrais. É imperioso adaptar a Previdência à nossa realidade demográfica. A cada ano, o número de idosos aumenta, enquanto diminui o número de jovens. A consequência disso é simples: estamos caminhando para ter mais beneficiários do que contribuintes na Previdência. A reforma faz com que o sistema previdenciário se torne financeiramente sustentável.

O outro ponto é uma questão de justiça social. Não podemos deixar que os mais de 60% dos contribuintes da Previdência, justamente os que ganham menos, continuem financiando privilégios de uma minoria. É preciso acabar com os privilégios.

Estamos fazendo uma reforma que trará mais igualdade para todos. A Previdência será mais justa com os mais pobres e mais rígida com os mais ricos.

Há críticos da reforma, por discordância política ou por desconhecimento da realidade. A afirmação de que não há déficit é completamente falsa. Dizer que aposentados terão direitos suprimidos é igualmente falso. Não tocaremos em direitos adquiridos: quem já se aposentou ou quem já tem direito a aposentar-se não verá nada mudar com a reforma proposta. O que muda é que, com a reforma, nossos aposentados terão assegurados direitos que, sem ela, seriam corroídos pela insolvência do sistema.

Cabe destacar a contribuição que os parlamentares estão dando para a reforma. O relator, o presidente da comissão e os líderes partidários estão ouvindo as bancadas e estamos acolhendo suas sugestões. O que vem do Congresso, da Câmara é para aprimorar e para estar em consonância com as aspirações populares.

O mais importante é que, com a sensibilidade adquirida no contato com suas bases, os parlamentares, em suas adequações, atendem, como é a nossa intenção, precisamente aqueles mais vulneráveis. E também defendem o fim dos privilégios, fazendo com que todos os que recebem valores salariais ou vencimentos, ou subsídios, tenham o mesmo padrão para efeito de aposentadoria. Não haverá mais diferenciação entre as várias categorias. É uma demonstração de seriedade, de compromisso com o povo e com o País.

O que estamos fazendo é em favor do futuro, para garantir a higidez das contas públicas, para garantir que os aposentados atuais continuem a receber suas pensões e, especialmente, para a continuidade dos programas sociais que nós patrocinamos e para que aqueles mais jovens, no futuro, possam também desfrutar de uma adequada pensão previdenciária.

*Presidente da República

Delator que acertou propina para o PMDB em reunião com Temer foi ouvido na Paraíba

Reunião teria fixado doação de US$ 40 milhões ao partido

Depoimento de Marcio Faria

Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht, presta depoimento na Paraíba. Imagem: Reprodução/YouTube

O delator que deu detalhes sobre a suposta doação de US$ 40 milhões (R$ 124 milhões) em propina para o PMDB, em 2010, foi ouvido por procuradores da República na Paraíba. O depoimento, considerado um dos mais bombásticos na operação Lava Jato, foi colhido do ex-diretor da área internacional da empreiteira Norberto Odebrecht, Márcio Faria da Silva.

O delator foi ouvido pelos procuradores Bruno Barros de Assunção e Bruno Galvão Paiva, no dia 14 de dezembro, dentro da operação montada pela Procuradoria Geral da República (PGR) para agilizar a oitiva dos 77 executivos e ex-executivos da empreiteira. No depoimento, ele falou da “compra do PMDB” em reunião com a presença do presidente Michel Temer, em 2010.

No depoimento, o delator falou que a reunião ocorreu no escritório político de Temer, em São Paulo, na rua Antônio Batuira, 470. Lá estava presente o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Coube a Cunha introduzir a reunião, com a presença de Temer, então candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).

Na hora de tratar dos valores, propriamente ditos, Temer deixou a sala, mas não sem antes dizer que, caso houvesse qualquer problema, os rapazes presentes (Eduardo Cunha e o ex-ministro Henrique Alves) resolveriam. Márcio Faria lembrou que a reunião foi descrita em uma das perguntas feitas a Temer, na qualidade de testemunha, por Eduardo Cunha e cortadas pelo juiz Sérgio Moro.

“Vossa Excelência em conhecimento se houve alguma reunião sua com fornecedores da área internacional da Petrobrás com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010, no seu escritório político na Avenida Antôio Batuira, n° 470, em São Paulo/SP, justamente com o Sr. João Augusto Henriques?”, dizia a 34ª  das 41 perguntas encaminhadas por Eduardo Cunha a Michel Temer. Esta foi uma das cortadas pelo juiz Sérgio Moro.

No depoimento colhido na Procuradoria da República na Paraíba, o delator afirma que o encontro foi marcado para “abençoar” um acordo que envolvia o pagamento de propina para garantir o andamento de um contrato da Odebrecht com a diretoria Internacional da Petrobras – que, segundo ele, era comandada à época pelo PMDB.

De acordo com Faria, a propina, que ele diz ter sido exigida por um interlocutor do PMDB não identificado, foi de 5% sobre o valor do contrato, o que equivalia “em volta de US$ 40 milhões.” Faria também relatou na delação que o e-mail em que recebeu com os detalhes da reunião para a formalizar o acordo dizia que o encontro serviria para a “compra do PMDB”.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Temer:

Nota à imprensa

O presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria. A narrativa divulgada hoje não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta. Nunca aconteceu encontro em que estivesse presente o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, com tais participantes.

O que realmente ocorreu foi que, em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião.

O presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Como antecipamos, Ricardo não privatiza a Cagepa e politiza discurso sobre água

Ricardo Coutinho faz discurso contra a privatização diante dos servidores da Cagepa. Foto: Suetoni Souto Maior

O governador Ricardo Coutinho (PSB) concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (4) que tinha como cortina de fumaça a bandeira da não privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e como sentido real a elevação do entrincheiramento em relação ao presidente Michel Temer (PMDB) e a eleitoralização de debate em relação ao acesso à água. O roteiro era previsível e foi adiantado pelo blog muito antes da entrevista, com argumentos que foram da revitalização da empresa à expansão do abastecimento de água.

“Assim, por tudo, o governo do Estado anuncia sua intenção de NÃO PRIVATIZAR a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba; mas, sim, de consolidá-la como Empresa Pública. A Paraíba que disse Nego à República Velha vem, mais uma vez, proclamar um Nego à alienação do maior patrimônio que o povo da Paraíba dispõe, a Cagepa”, ressaltou o governador no discurso, fazendo referência à orientação do governo federal para que os estados em dificuldade financeira privatizem as companhias de águas.

Briga com Temer

Se no contexto nacional, Coutinho retoma o mesmo distanciamento do presidente Temer visto em Monteiro, durante as inaugurações das obras da transposição (uma oficial, feita pelo presidente, e outra extra-oficial, protagonizada pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT), sobrou também para os adversários no Estado. Sem citar nomes, o governador criticou as tentativas de municipalização dos serviços de abastecimento de água em Campina Grande, governada por Romero Rodrigues (PSDB), e João Pessoa, comandada por Luciano Cartaxo (PSD).

Coutinho fez críticas aos dois gestores, alegando que nenhum dos dois “enterrou” nenhum metro de tubulações para a coleta e tratamento de esgotos. Discursando para servidores da Cagepa, o governador atribuiu aos adversários políticos a tentativa de privatizar os serviços prestados pela companhia. A alegação, para isso, foi a de que as duas cidades não possuem estrutura para prestar o serviço, já que as tubulações pertencem à Cagepa. O problema no discurso, reforçam assessores, é que Cartaxo nunca falou em municipalizar o abastecimento de água.

Críticas

Houve críticas de Ricardo Coutinho também aos ex-governadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB), que, na visão dele, tiveram importância menor na área de recursos hídricos. O governador ainda falou em investimentos em um ramal para levar água da transposição para o Curimataú, deixando claro ser esta a região mais carente no Estado em termos de recursos hídricos. Outro ponto foi a informação de que, pela primeira vez, houve superávit nas contas da empresa, que, em 2016, ele reforça, ficou na casa dos R$ 20 milhões.

Para a não privatização, o governador disse ainda que foram negociados acordos com os servidores. Em um deles, a categoria se comprometeu com a retirada de duas ações judiciais contra a Cagepa. Uma delas diz respeito ao pagamento de auxílio alimentação e outra versou sobre sobre a previdência dos servidores.

Ricardo Coutinho dirá em coletiva que não vai privatizar a Cagepa

Não mais: Ricardo Coutinho dividiu a mesa com Michel Temer na campanha, mas agora traça o caminho do distanciamento. Crédito: Rizemberg Felipe

O governador Ricardo Coutinho (PSB) marcou para esta terça-feira (4), às 10h, uma entrevista coletiva para anunciar o futuro da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O assunto é emblemático no momento em que se especula a privatização da estatal, uma das últimas do Estado. O tema, inclusive, tem preocupado os servidores da companhia, por causa do tom enigmático das declarações mais recentes do mandatário de plantão. O tom adotado pelo gestor socialista, segundo aliados mais próximos, não passa de estratégia e a aposta mais comum é a de que ele vai usar a entrevista coletiva para descartar de uma vez por todas a possibilidade de privatização.

Os sinais neste sentido são inequívocos para quem, como Ricardo Coutinho, não sai de casa sem uma boa consulta a Sun Tzu (A arte da guerra). O governador não daria uma entrevista coletiva cheia de pompas, com convites emitidos pelo cerimonial, se não fosse para faturar politicamente. Antes mesmo de anunciar a entrevista, o governador experimentou dois momentos: um primeiro com negativa veemente ao blog sobre qualquer possibilidade de privatização e outro, em seguida, com um tom mais enigmático. Este último um dia depois de o líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), ter feito discurso questionando até quando o governador suportaria a pressão do presidente Michel Temer (PMDB) pela privatização.

Michel Temer

O presidente Temer, inclusive, parecia ser o bode expiatório perfeito para a desculpa. Há uma orientação do governo federal para que os estados em dificuldade financeira vendam as empresas públicas, caso contrário não receberão apoio financeiro. O Rio de Janeiro já fez isso. Esse ponto, vale ressaltar, foi pontuado sucessivamente por parlamentares aliados e pela ala da imprensa, digamos, mais escancaradamente simpática ao governador. Tudo com o intuito de valorizar a decisão desta terça-feira, que será pela não privatização. E o governador vai usar o momento para elogiar o trabalho feito pelo seu governo na reestruturação da companhia.

Vai dizer que a empresa consegue se manter com as próprias pernas, que fechou o ano passado com a maior arrecadação da sua história, que conseguiu renegociar uma dívida histórica com juros extorsivos e que se fez tudo isso com a maioria dos seus mananciais em colapso, imagine agora com as águas da transposição? Além disso, vai falar do Canal Acauã-Araçagi, da adutora que vai garantir o abastecimento do Curimataú, etc. Além disso, tenta descolar dos senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) que tiveram privatizações nos seus históricos de governo e elas foram usadas por Ricardo nos ataques durante a campanha política.

Ou seja, será uma entrevista coletiva para dizer que o governo vai enfrentar Michel Temer, nos mesmos moldes do que ocorreu durante a Inauguração Popular da Transposição, com a presença do ex-presidente Lula (PT) em Monteiro. O roteiro é conhecido.

Manifestantes parodiam música do Abba com críticas à Reforma da Previência para protesto

Movimentos sociais e até desembargadores da área trabalhista prometem muito barulho nesta sexta-feira (31) para marcar os protestos contra a Reforma da Previdência, as Terceirizações e a defesa da Justiça do Trabalho. Apesar de motivações diferentes, eles têm alvos comuns: o governo federal e o Congresso Nacional. No caso do ato destinado à Reforma da Previdência e à Terceirização, os manifestantes fizeram até uma paródia de uma das músicas da banda sueca Abba, que trata das perdas com os projetos que estão sendo aprovados pelo Congresso Nacional.

A concentração em João Pessoa terá em frente ao Sinttel (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba), a partir das 15h, e o evento terá a participação de servidores públicos e privados, além de trabalhadores rurais. A mobilização tem ocorrido através das redes sociais. Em todo o país, o grupo promete manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB), avalista das proposituras enviadas ao Congresso Nacional. Apesar de aprovada na Câmara, uma nova versão do projeto da terceirização tramita no Senado.

O Ato Público em Defesa da Justiça do Trabalho vai acontecer às 9h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região. O presidente do TRT13, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, fará a abertura do ato, que será conduzido pelo juiz Paulo Henrique Tavares, vice-diretor da Escola Judicial. O evento tem apoio de várias entidades e associações, como a Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região (Amatra13) e da Associação dos Servidores do TRT (Astra13).

O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção da sociedade para os relevantes serviços prestados pela Justiça do Trabalho, instituição que pacifica greves e equilibra a relação entre capital e trabalho, garantindo direitos sociais em sintonia com a necessária preservação da atividade econômica. O ato também pretende alertar para a constante ameaça de fragilização da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais.

Leoni critica Temer e desabafa: “a gente não consegue tirar ele de lá”

O cantor e compositor Leoni esteve em João Pessoa no fim de semana, quando realizou um show primoroso no Teatro Pedra do Reino. Mas antes de tudo isso, ele conversou com a repórter Gabriela Muniz, do Jornal da Paraíba. Com histórico de militância de esquerda, o artista, que vestia uma blusa com os dizeres “Cuba Rebelde“, falou de política ao ser questionado sobre a música “As coisas não caem do céu“, cuja temática casou com os protestos de rua ocorridos no Brasil, em junho de 2013. As manifestações, segundo ele, mostraram que as pessoas têm poder apenas relativo.

Na entrevista, Leoni critica a pouca capacidade de resolução das manifestações para temas, por exemplo, como a retirada do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. “A gente tem atualmente um presidente não eleito, fazendo tudo ao contrário do que o povo espera e a gente não consegue tirar ele de lá. E o pessoal deixou até de ir para rua, não é? Para reclamar. Então, percebeu que tem algum poder, que não é um poder tão grande assim, que a gente tem que imaginar outras formas de relacionamento com o poder”, ressaltou o artista.

Além das críticas a Michel Temer, o cantor também lamentou a atuação dos políticos brasileiros. “A política representativa não nos representa, a democracia representativa, as pessoas estão lá e não dão a menor satisfação para quem os elegeu. Então, acho que é um momento complicado. Mas é isso, as coisas não caem do céu. Se é difícil, não fazer nada torna impossível um relacionamento”, ressaltou Leoni. Apesar de militante, durante o show, o cantor evitou referências político-partidárias, mesmo quando, da platéia, ouviu gritos tímidos de “Fora Temer”.

 

Em artigo, Michel Temer diz que “o emprego voltou”

A Presidência da República divulgou divulgou nesta semana um artigo escrito pelo presidente Michel Temer (PMDB). Nele, o gestor apresenta um quadro otimista sobre os primeiros sinais de recuperação da economia. O ponto a ser comemorado, de acordo com o peemedebista, é a retomada do crescimento do emprego, depois de 22 meses de desempenho negativo. Confira a íntegra do artigo:

O emprego voltou

*Michel Temer

A melhor notícia que um governante pode transmitir, sejam quais forem as circunstâncias que envolvem o momento de sua administração, é a geração de novos empregos. Tive a felicidade de fazê-lo, ao anunciar que, depois de 22 meses de números negativos, revertemos a tendência de queda. Foram criados mais de 35 mil empregos com carteira assinada em fevereiro.

É claro que temos ainda muitos milhões de brasileiros a trazer de novo para o mercado formal. O importante é que o emprego está voltando. Agimos de forma corajosa para que a iniciativa privada, que gera os empregos, possa prosperar. Sem o empresariado fortalecido não temos oportunidade de novas vagas na indústria, no comércio, na agricultura, nos serviços.

Tivemos a ousadia de editar uma lei que limita os gastos públicos. E foi uma ação bem sucedida, porque há um diálogo muito sólido com o Congresso Nacional, que aprovou nossa proposta em tempo recorde. Colocar ordem nas contas públicas é criar condições para a retomada do crescimento e, consequentemente, geração de empregos, nosso objetivo central.

A queda da inflação e a baixa dos juros básicos da economia vieram logo a seguir. Segundo o Banco Central, até o final do ano, a inflação estará abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. Todos sabemos que esses fatores são imprescindíveis para o crescimento da economia, o que significa mais renda e mais empregos.

Com a liberação dos saldos das contas inativas do FGTS, vamos injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia brasileira. Todo esse dinheiro vai diretamente para as mãos de mais de 30 milhões de trabalhadores. Dívidas serão pagas, reabrindo acessos ao crédito. Compras adiadas vão aquecer, especialmente, o comércio lojista. No final, seja qual for a aplicação desse dinheiro, toda a sociedade será beneficiada.

Para este ano, nós destinamos, apesar da crise que enfrentamos e estamos vencendo, R$ 75 bilhões para a construção de cerca de 600 mil casas no Minha Casa Minha Vida, que vai incentivar a construção civil. E isso significa mais empregos para quem precisa.

A confiança no Brasil está sendo recuperada. O caminho da responsabilidade começa a dar resultado. Vamos fazer as reformas da Previdência e trabalhista que o Brasil tanto precisa para seguir na retomada do crescimento econômico sustentável e do desenvolvimento social.

*Presidente da República

Aprovada a terceirização: entenda os prós e os contras do projeto

Em meio a protestos da oposição, lei das Terceirizações foi aprovada. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O projeto que flexibiliza a contratação de funcionários terceirizados, aprovado nesta quarta-feira (23), na Câmara dos Deputados, seguiu para a sanção presidencial recheado de dúvidas, elogios e críticas. Empresários comemoram a iniciativa e sindicatos repudiam a matéria, tratando-a como supressão de direitos e descarte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O blog decidiu pontuar as opiniões de diversos setores a respeito dos prós e contras da proposta aprovada com o placar de 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções.

O projeto aprovado, inclusive, fez com que o Senado decidisse se mexer, a ponto de o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciar que uma segunda proposta, que dorme nas gavetas do Senado, será desengavetada. Trata-se de um texto já aprovado na Câmara, na época presidida pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e que foi frontalmente criticado pelo ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) em 2015. Na época, ele disse que o projeto era uma “pedalada nos direitos do trabalhador”.

Na prática, a nova legislação libera a terceirização da atividade-fim e não mais apenas a atividade-meio. Com isso, uma escola, por exemplo, poderá terceirizar a atividade de professor. Antes, podiam ser contratados de outras empresas apenas serviços relacionados com segurança, copa e limpeza. A empresa contratante deverá garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados. O tempo de duração do trabalho temporário passa de até três meses para até 180 dias, consecutivos ou não.

Entenda o que defensores e opositores pensam do projeto que seguiu para sanção do presidente:

A favor

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O que dizem os defensores

1. O Brasil tem 1 milhão de prestadoras de serviço que empregam 15 milhões de pessoas, mas faltava uma lei que regulamentasse tudo isso. Havia ausência de direitos para os trabalhadores e segurança jurídica para as empresas;

2. Por estarem ligados a empresas especializadas, melhoram a produtividade, aumentam a competitividade e oferecem produtos e serviços com melhor qualidade;

3. Assegura os direitos trabalhistas em todos os benefícios e abrange ao registro em carteira, jornada fixada, férias, 13º salário, proteções previdenciárias e FGTS;

4. A nova legislação vai por fim à crescente judicialização de questões trabalhistas envolvendo terceirizados;

5. Haverá maior competitividade da economia e geração de empregos formais com o estímulo à contratação de empresas especializadas;

6. Formaliza uma relação sempre vista como “duvidosa”. Os terceirizados terão os mesmos direitos assegurados no local de trabalho aos funcionários da empresa como alimentação no refeitório, treinamento quando necessário, serviço de transporte e atendimento médico nas dependências da empresa;

7. Os defensores dizem que não haverá aumento do número de terceirizados, porque não é vantagem para uma empresa terceirizar 100% dos seus funcionários, já que paga seus impostos ao governo e ao contratar os serviços também acaba bancando os impostos da terceirizada;

8. Os defensores acreditam que a defesa da diminuição dos salários é uma “falácia”, já que os trabalhadores ganharão conforme o grau de especialização e a função.

Contra

O que dizem os opositores

1. Vai causar o enfraquecimento dos sindicatos, o que também afetaria negativamente os salários. A legislação não garante a filiação dos terceirizados no sindicato da atividade da empresa, o que pode ser prejudicial. Um metalúrgico poderá estar filiado ao sindicato das terceirizadas, mais fraco;

2. As empresas terceirizadas costumam ter uma saúde financeira precária, trabalham no limite, e muitas vezes se veem obrigadas a suprimir direitos. Há queixas frequentes de falta de equipamentos de proteção e não concessão de férias;

3. Não há garantias de que haverá mais emprego e, na prática, os opositores dizem que haverá mais demissões uma vez que as empresas estarão livres para terceirizar qualquer uma de suas funções com a premissa de que poderão economizar recursos.

4. A responsabilidade pelos encargos sociais ficarão a cargo das terceirizadas e não partilhadas com a contratante, o que pode representar insegurança jurídica em caso de falência da contratada, já que elas costumam não ter patrimônio;

5. Todas empresas de todas as áreas podem adotar a mudança se acharem conveniente. Na prática, qualquer empresa poderá terceirar até 100% dos seus funcionários;

6. Os sindicalistas alegam que haverá precarização dos salários, já que os terceirizados ganham, em média, 25% a menos que os servidores contratados diretamente pelas empresas;

7. Tal como foi aprovado, as empresas do setor privado simplesmente deixarão de contratar pela carteira de trabalho, optando por Microempreendedores Individuais (MEI);

8. É muito pouco provável que a ampla liberdade de terceirização aumente o nível de emprego, independentemente das condições, sem que haja um aumento na demanda agregada da economia que justifique ampliar os quadros de pessoal para aumentar a produção.

 

 

Lula e Temer usam vídeos para travar briga pela paternidade da transposição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual, Michel Temer (PMDB), estão travando uma intensa guerra pela paternidade das obras de transposição, apesar de o peemedebista ter dito, na Paraíba, que não brigaria por isso e que a obra é do povo, construída com o dinheiro público. E tem razão, pelo menos no discurso oficial. Na prática, a briga tem sido travada, sim, seja em artigos distribuídos com os jornais, seja em vídeos e postagens nas redes sociais. Seguem dois exemplos clássicos:

1. Lula postou nas redes sociais vídeo em que um artista paraibano canta música sobre a chegada das águas, agradece ao petista, enquanto aparecem imagens de pessoas comemorando a chegada das águas.

2. No vídeo institucional, o locutor diz que em dez meses o governo de Michel Temer (o nome não é explicito), as obras foram aceleradas e há a promessa de que o Eixo Norte seja entregue até o fim do ano.

 

Um dia antes de Lula vir à Paraíba, Temer diz em artigo que transposição estava parada

Monteiro (PB) – Presidente Michel Temer durante cerimônia de chegada das Águas do Rio São Francisco à Paraíba (Beto Barata/PR)

Um dia antes das chegadas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, à Paraíba para a já batizada ‘inauguração popular das obras da transposição“, o presidente Michel Temer (PMDB) divulgou artigo no qual fala em prioridade para o Nordeste e diz que encontrou obras paradas. O peemedebista sucedeu a ex-presidente Dilma após o impeachment registrado no ano passado. O gestor garante ainda que entregará até o fim do ano o Eixo Norte da transposição, beneficiando Pernambuco, Ceará e Paraíba. Além disso, promete concluir outras obras hídricas importantes, como a adutora Vertente Litorânea, na Paraíba.

Veja a íntegra do artigo:

Água para o Nordeste

*Michel Temer

As águas do rio São Francisco avançam céleres pelo projeto de integração que vai beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco,  Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Acabam de inundar o açude Poções, em Monteiro, na Paraíba, estrutura final dos 217 quilômetros de extensão do Eixo Leste do projeto.

O Nordeste é prioridade. Por isso, nosso governo retomou obras paradas e elevou, em 2016, para 96% o percentual de execução das obras físicas do projeto. Os repasses para o Eixo Leste aumentaram 23%, com desembolso de cerca de 379 milhões de reais.

O Eixo Norte da integração do São Francisco, que está com 94,52% de execução, será inaugurado ainda neste ano. Já repassamos 224 milhões de reais às obras, atingindo mais de 602 milhões.

Outras obras estão sendo tocadas com o mesmo comprometimento. A atenção especial ao projeto São Francisco foi estendida ao Cinturão das Águas do Ceará, à Adutora do Agreste Pernambucano, à Vertente Litorânea Paraibana e ao Canal do Sertão Alagoano.

A integração do São Francisco é uma obra redentora para toda a região. Assim como as reformas estruturantes vão revitalizar a economia brasileira, a água vai revitalizar o Nordeste. Vamos entregar a transposição ao final de 2018, quando também teremos um país melhor a quem venha assumir o governo.

Nosso trabalho pelo Nordeste não se restringe ao projeto de transposição do São Francisco. Lançamos, no ano passado, o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. É investimento de cerca de sete bilhões de reais, até 2026, para recuperar o que foi degradado e evitar que o uso do solo e das águas prejudique o volume e a qualidade da água do São Francisco.

Estamos, também, expandindo os níveis de saneamento e de abastecimento de água nas comunidades da região. O Ministério das Cidades tem 327 obras em andamento, totalizando investimentos da ordem de cerca de 12 bilhões de reais.

A força do povo nordestino é como a força das aguas do São Francisco, nada pode contê-la. É como a força do Brasil! Nada pode impedir nosso país de ser grande.

*Presidente da República