Lula e Temer usam vídeos para travar briga pela paternidade da transposição

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual, Michel Temer (PMDB), estão travando uma intensa guerra pela paternidade das obras de transposição, apesar de o peemedebista ter dito, na Paraíba, que não brigaria por isso e que a obra é do povo, construída com o dinheiro público. E tem razão, pelo menos no discurso oficial. Na prática, a briga tem sido travada, sim, seja em artigos distribuídos com os jornais, seja em vídeos e postagens nas redes sociais. Seguem dois exemplos clássicos:

1. Lula postou nas redes sociais vídeo em que um artista paraibano canta música sobre a chegada das águas, agradece ao petista, enquanto aparecem imagens de pessoas comemorando a chegada das águas.

2. No vídeo institucional, o locutor diz que em dez meses o governo de Michel Temer (o nome não é explicito), as obras foram aceleradas e há a promessa de que o Eixo Norte seja entregue até o fim do ano.

 

Um dia antes de Lula vir à Paraíba, Temer diz em artigo que transposição estava parada

Monteiro (PB) – Presidente Michel Temer durante cerimônia de chegada das Águas do Rio São Francisco à Paraíba (Beto Barata/PR)

Um dia antes das chegadas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, à Paraíba para a já batizada ‘inauguração popular das obras da transposição“, o presidente Michel Temer (PMDB) divulgou artigo no qual fala em prioridade para o Nordeste e diz que encontrou obras paradas. O peemedebista sucedeu a ex-presidente Dilma após o impeachment registrado no ano passado. O gestor garante ainda que entregará até o fim do ano o Eixo Norte da transposição, beneficiando Pernambuco, Ceará e Paraíba. Além disso, promete concluir outras obras hídricas importantes, como a adutora Vertente Litorânea, na Paraíba.

Veja a íntegra do artigo:

Água para o Nordeste

*Michel Temer

As águas do rio São Francisco avançam céleres pelo projeto de integração que vai beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco,  Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Acabam de inundar o açude Poções, em Monteiro, na Paraíba, estrutura final dos 217 quilômetros de extensão do Eixo Leste do projeto.

O Nordeste é prioridade. Por isso, nosso governo retomou obras paradas e elevou, em 2016, para 96% o percentual de execução das obras físicas do projeto. Os repasses para o Eixo Leste aumentaram 23%, com desembolso de cerca de 379 milhões de reais.

O Eixo Norte da integração do São Francisco, que está com 94,52% de execução, será inaugurado ainda neste ano. Já repassamos 224 milhões de reais às obras, atingindo mais de 602 milhões.

Outras obras estão sendo tocadas com o mesmo comprometimento. A atenção especial ao projeto São Francisco foi estendida ao Cinturão das Águas do Ceará, à Adutora do Agreste Pernambucano, à Vertente Litorânea Paraibana e ao Canal do Sertão Alagoano.

A integração do São Francisco é uma obra redentora para toda a região. Assim como as reformas estruturantes vão revitalizar a economia brasileira, a água vai revitalizar o Nordeste. Vamos entregar a transposição ao final de 2018, quando também teremos um país melhor a quem venha assumir o governo.

Nosso trabalho pelo Nordeste não se restringe ao projeto de transposição do São Francisco. Lançamos, no ano passado, o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. É investimento de cerca de sete bilhões de reais, até 2026, para recuperar o que foi degradado e evitar que o uso do solo e das águas prejudique o volume e a qualidade da água do São Francisco.

Estamos, também, expandindo os níveis de saneamento e de abastecimento de água nas comunidades da região. O Ministério das Cidades tem 327 obras em andamento, totalizando investimentos da ordem de cerca de 12 bilhões de reais.

A força do povo nordestino é como a força das aguas do São Francisco, nada pode contê-la. É como a força do Brasil! Nada pode impedir nosso país de ser grande.

*Presidente da República

 

Temer recebe Título de Cidadania e Medalha de Honra ao Mérito em CG

Os vereadores de Campina Grande aproveitaram a visita do presidente Michel Temer (PMDB), nesta sexta-feira (10), para entregar a ele duas comendas aprovadas nesta semana. Trata-se do título de Cidadania Campinense e a Medalha de Honra ao Mérito Municipal. As comendas foram entregues durante a solenidade ocorrida no Complexo Aluízio Campos, para marcar a assinatura da ordem de serviço para as obras de construção da terceira faixa da BR-230, entre Cabedelo e o bairro de Oitizeiro, em João Pessoa.

As duas comendas foram entregues pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). A propositura é de autoria do vereador da Márcio Melo Rodrigues (PSDC), como primeiro projeto na Casa de Félix Araújo. Na justificativa, o parlamentar disse que o “título que será entregue a Temer é pelos serviços que o presidente prestou ao Nordeste e particularmente a Paraíba, com os esforços para conclusão da transposição do São Francisco, beneficiando Campina Grande e milhões de pessoas”.

O ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, também foi agraciado.

 

No Twitter, Temer erra nome de Campina Grande e gera reação

O presidente Michel Temer (PMDB) cometeu uma pequena gafe, nesta sexta-feira (10), ao usar as redes sociais para dizer que já estava na Paraíba para cumprir uma agenda de inaugurações. Ao desembarcar em Campina Grande, ele publicou uma foto no Twitter em que apertava a mão de trabalhadores no Complexo Aluízio Campos, dizendo que já estava em “Campina Grand, na Paraíba“. Foi o suficiente para que os internautas apontassem o erro do gestor. Outros até aproveitaram para ironizar o deslize do peemedebista, que inaugura nesta sexta-feira (10) a chegada das águas da transposição à Paraíba. “@MichelTemer Estou em Carlos Barbosa, no Rio Grand do Sul”, disse o internauta BIG JU (@ojulhao).

Poucos minutos após a postagem, a assessoria do presidente Michel temer apagou a postagem.

Temer usa o Twitter para elogiar mulheres após discurso polêmico

O presidente Michel Temer (PMDB) usou as redes sociais nesta quinta-feira (9) para tentar remediar discurso polêmico feito durante solenidade para marcar o Dia Internacional da Mulher. No evento, realizado para anunciar medidas para humanizar o parto normal e reduzir intervenções consideradas desnecessárias, o gestor relacionou a capacidade feminina de aferir distorções na economia a, segundo ele, suas atividades domésticas.

 

“Tenho absoluta convicção, até por formação familiar, por estar ao lado da Marcela (Temer), o quanto a mulher faz pela casa. O que faz pelo lar, o que faz pelos filhos e, portanto, se a sociedade de alguma maneira vai bem, quado os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas e, evidentemente, isso quem faz não é o homem, quem faz é a mulher”, disse o gestor.

Temer continuou: “Na economia, também, a mulher tem uma grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes de preços nos supermercados do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico maior ou menor”. As declarações acabaram gerando muita polêmica e memes nas redes sociais.

Nesta quinta-feira, ele mudou o tomem duas postagens:

“Que as mulheres tenham direitos iguais em casa e no trabalho. Não vamos tolerar preconceito e violência contra a mulher”.

“Estamos na Semana da Mulher. Meu governo fará de tudo para que mulheres ocupem cada vez mais espaço na sociedade”.

Sem impedimentos jurídicos, águas da transposição chegam à Paraíba

Túnel da transposição, em Monteiro, já recebendo água. Imagem: Reprodução/YouTube

As águas da transposição já estão chegando à Paraíba e desde a madrugada desta quinta-feira (9) chegam à cidade de Monteiro, onde vai encher o reservatório Poções e, ao mesmo tempo, através de um rasgo, lançar parte das águas também no rio Paraíba, fazendo o caminho rumo ao Açude Epitácio Pessoa. A notícia surge um dia antes da solenidade de inauguração da estrutura, com a presença do presidente Michel Temer (PMDB), e logo depois de um acordo envolvendo os ministérios Públicos Federal e Estadual e os órgãos responsáveis pela obra.

 

Nesta quarta, durante reunião no período da tarde, o Ministério Público Federal na Paraíba firmou uma agenda de compromissos voluntários com vários órgãos envolvidos na transposição do rio São Francisco no estado, com o objetivo central de garantir a segurança das obras e a qualidade da água. O acordo foi firmado na sede da Justiça Federal em Monteiro (MO). Depois do rompimento da barragem Barreiro, em Pernambuco, o MPF expediu recomendação que cobrava segurança na obra e ameaçava acionar a Justiça para suspender a obra.

Durante as mais de três horas de reunião, foram discutidos cinco eixos centrais: segurança de barragem, qualidade da água, caminho da água, gestão da água e saúde e segurança do trabalho. Todos os pontos discutidos e os compromissos firmados estão disponíveis na ata da reunião. A procuradora do MPF em Monteiro, Janaína Andrade, disse que o objetivo de construir uma solução, levando-se em consideração a precaução em matéria ambiental, foi atingido.

“O ato de o MPF participar desta solução conciliatória não significa renúncia ao direito potestativo de discussão judicial do seu objeto. Cuida-se de um empenho de, naquilo que for passível de acordo, obter por meio consensual a solução dos conflitos”, alertou a procuradora da República. Na reunião, o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Antônio da Pádua, ressaltou que, apesar da água estar chegando à Paraíba, as obras complementares da transposição no estado ainda não foram concluídas.

Pádua destacou ainda que foi priorizado o caminho da água com mais celeridade, em virtude da urgência, mas que o ministério continuará atento aos ajustes e adequações. O representante da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, garantiu que a gestão das águas do São Francisco, após a inauguração da obra, será de inteira responsabilidade da agência.

Participaram da reunião, representantes do MPF/PB; Ministério Público da Paraíba (MPPB); Ministério Público do Trabalho (MPT); Ministério da Integração Nacional; Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa); Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs); Advocacia-Geral da União (AGU); Prefeitura de Monteiro; Funasa, Cagepa e empresas envolvidas.

Etapa paraibana da transposição do São Francisco será inaugurada no sábado

Barragem Barreiro, em Pernambuco, rompeu na semana passada. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Apesar do rompimento parcial no reservatório Barreiro, ocorrido na última sexta-feira (3) no município de Sertânia (PE), a passagem de água para o restante do trajeto do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco será feita e a água seguirá para a Paraíba. O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, visitou hoje (6) a barragem danificada e disse que está confirmada para o sábado (11) a cerimônia que marca a chegada da água na Paraíba, no município de Monteiro, com a presença do presidente Michel Temer.

A inauguração estava prevista para quinta-feira (9), mas foi adiada depois do vazamento do reservatório de Sertânia. Parte da estrutura se rompeu e alagou comunidades pelo caminho. Sessenta famílias foram retiradas de casa emergencialmente e plantações e animais de produção foram perdidos no alagamento. O reservatório fica entre as estações de bombeamento 5 e 6 (EBV-5 e EBV-6) do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco e começou a funcionar há uma semana, em 27 de fevereiro.

Michel Temer virá à Paraíba acompanhado por Helder Barbalho. Foto: Beto Barata/PR

O ministro Helder Barbalho informou ainda que as causas do rompimento estão em investigação, para saber se houve falha no projeto ou na execução da obra. Para conter o vazamento foram usadas pedras de grande porte, montando uma espécie de dique no local. Essa é uma das últimas etapas do Eixo Leste da Transposição. Ele parte da barragem de Itaparica, em Pernambuco, e percorre mais de 200km até a cidade de Monteiro, na Paraíba. Sertânia é o último município pernambucano a receber a água do São Francisco por meio da obra.

Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco instaurou procedimento administrativo para averiguar as circunstâncias do rompimento. O procurador da República Marcel Mesquita, lotado em Garanhuns, é responsável pelo caso. A partir da análise das informações recebidas ele decidirá se instaura um inquérito civil, próximo passo para que o MPF apresente ou não uma denúncia à Justiça.

Já o MPF na Paraíba recomendou à Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional que, antes de iniciar a operação do sistema de bombeamento no estado, realize uma fiscalização e a elaboração de laudo pericial que demonstre que o vazamento no reservatório Barreiro não compromete a estrutura.

A recomendação pede que o Ministério da Integração assegure ainda que a vazão da água que passa pelo canal da transposição “não afetará as intervenções de recuperação e de adequação das barragens estratégicas de Poções-PB e Camalaú-PB, ainda não implementadas”. Isso porque as obras do Eixo Leste que ficam em solo paraibano – a próxima parada depois de Barreiro é Poções – vem sendo fiscalizadas pelo órgão e são alvo de questionamentos pelo MPF.

A procuradora da República Janaína Andrade, responsável pelo acompanhamento das obras, contesta a possibilidade de inauguração do trecho da Paraíba sem que as adequações tenham sido concluídas. “Falta tudo. A obra de Poções começou há cerca de 15 dias. Sequer existe tubulação para o fluxo complementar de água”, afirma. Ela também informa que já foi comunicada oficialmente de que não há plano de emergência para os dois açudes paraibanos.

Sobre o caso específico de Barreiro, Janaína questiona as obras de contenção feitas depois do vazamentro. “Nas análises feitas junto com o perito do Ministério Público Federal, ela não é uma obra de engenharia para uma contenção de um vazamento daquela proporção. Ali foram colocadas rochas e areias que são permeáveis do jeito que estão, que facilita a passagem da água e inclusive podem aumentar o dano em caso de vazamento”, diz.

A recomendação pede ainda “transparência” no fornecimento de informações e laudos técnicos,. Ficou estabelecido o prazo de cinco dias para que o governo federal se manifeste sobre o pedido. O Ministério da Integração Nacional divulgou nota afirmando que disponibilizará as informações solicitadas, como descrição técnica da barragem, e também relatório com a avaliação das possíveis causas do rompimento. O texto também traz uma lista de medidas tomadas de forma emergencial para estabilizar a barragem.

“O uso de materiais rochosos de grande volume (pedras com mais de uma tonelada), que funcionaram como bloqueador, ajudando a vedar o ponto de vazamento e estabilizar a barragem; orientação da população que reside próxima à área do vazamento; interação com a Defesa Civil e Prefeituras das regiões afetadas; acionamento da Companhia de Energia para desligamento de linhas de transmissão, no sentido de evitar acidentes, dentre outras”, diz a nota.

Da Agência Brasil

Temer muda agenda para o dia 9 e terá palanque ‘minado’ na Paraíba

Ex-aliados: Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima deverão estar ao lado de Temer durante visita à Paraíba. Foto: Rizemberg Felipe

Dormindo com o inimigo” foi um filme estrelado pela atriz norte-americana Julia Roberts, em 1991. O enredo falava de uma mulher que descobriu no marido o seu maior inimigo e fugiu para escapar das agressões. O exemplo não caberia em justa posição, mas a ideia serve para simbolizar o que será o palanque do presidente Michel Temer (PMDB) que vem à Paraíba no dia 9 para “inaugurar” a chegada das águas da transposição. Lá estarão os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB), além de, imaginem, o governador Ricardo Coutinho (PSB).

É bem verdade que Ricardo e Cássio, hoje desafetos, já estiveram juntos em eventos passados, dizem até que com certa cortesia mútua. Junto com José Maranhão, atualmente seu aliado, o tucano experimentou momentos de amor e ódio com o socialista. Ricardo se uniu a Cássio, em 2010, para vencer Maranhão e, quatro anos depois, deu o troco no peessedebista. Em 2014, no segundo turno, Maranhão foi essencial na vitória do socialista contra o tucano nas eleições.

A relação dos desafetos do governador inclui ainda o presidente Temer. O socialista encampou o movimento, na Paraíba, contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Levou muito tempo ainda atacando o peemedebista, a quem chamava de golpista. O gelo entre os dois foi quebrado pelo senador Raimundo Lira, uma das lideranças do PMDB que sonham com um alinhamento futuro com o governador. Lira espera conquistar para o partido uma vaga na chapa majoritária liderada pelos socialistas.

Entre os paraibanos, Cássio tem ido a todas as visitas às obras da transposição e iniciou na semana passada praticamente um diário da chegada da água, com a divulgação de imagens nas redes sociais. Tem lembrado, sempre, o empréstimo feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do conjunto motobomba usado para mandar a água de Sertânia, em Pernambuco, para a Paraíba. Já Ricardo tem bancado propagandas do governo para mostrar que o Estado teve participação importante na transposição, com a execução das obras complementares.

Inimigos ou não, os quatro devem dividir o palanque em Monteiro, no dia 9. A previsão é que a água chega à Paraíba já no dia 5 de março.

 

Aguinaldo Ribeiro assume liderança falando em defender a Paraíba

Brasília – Aguinaldo Ribeiro é ex-ministro das Cidades do governo Dilma. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

O deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) voltou à ribalta da política nacional após um longo período dedicado às articulações de bastidores. Ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) e vital para a queda dela, por causa das articulações no centrão, o parlamentar foi confirmado no cargo de líder do governo Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados. Fugindo da pecha de camaleão, o deputado diz pautar o “seu ofício na Câmara do Deputados pela ética e defesa do povo paraibano“. Ele assegura também “trabalhar de forma contrária a muitos, que muito falam e pouco fazem”.

“Tenho um estilo de mais discrição. Tem gente que fala muito mais do que faz, às vezes diz sem nem fazer, prefiro trabalhar e ter a consciência tranquila do compromisso cumprido com os paraibanos”, ressaltou Ribeiro, que vai substituir André Moura (PSC-SE). Este último era visto com maus olhos pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O ex-ministro das Cidades também ressaltou o trabalho diário realizado por ele, buscando desenvolvimento e melhorias em diversas áreas para a Paraíba, seja no Congresso, seja no diálogo com o presidente, com ministros, prefeitos e companheiros de bancada.

“Temos defendido os recursos do Orçamento Geral da União para os municípios e o Estado, a exemplo dos recursos para a pavimentação de centenas de ruas em João Pessoa e do canal de Bodocongó, em Campina Grande. Os recursos para entidades como o Hospital Napoleão Laureano na Capital e a Fap em Campina, e tantas ações, como na questão da crise hídrica, estivemos diretamente com o presidente Michel Temer explicando a situação calamitosa do Estado e pedindo que além da urgência da conclusão da transposição, se tomassem medidas emergenciais para garantir água para Campina Grande e demais municípios também na mesma situação” finalizou.

Traição

Aguinaldo Ribeiro foi uma das lideranças de sustentação do governo da ex-presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional que viraram a casaca de última hora para apoiar o impeachment da ex-gestora. Durante passagem pela Paraíba, no início do mês, o ex-advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, fez referência aos parlamentares que se reuniram com a presidente momentos antes da votação, com a promessa de apoio, e, em contrapartida, articularam o impeachment. Apesar da clara referência, ele evitou citar o nome de Ribeiro. Alegou que não precisaria nominar.

Petistas chupam o dedo enquanto peemedebistas e tucanos faturam com transposição

Virtual candidato do PSDB a presidente da República, em 2018, Geraldo Alckmin grava vídeo nas obras da transposição. Imagem: Reprodução/YouTube

Nenhuma imagem, entrevista ou referência. O legado petista da transposição ou o que eles esperavam dele foi apagado nas águas do Velho Chico que agora rumam em direção à Paraíba. Pouca coisa faz lembrar o esforço e a briga comprada pelo ex-presidente Lula (PT), na década passada para tirar o projeto do papel. Um trabalho que peemedebistas e tucanos, com raras exceções, evitam fazer referência. Todo mundo está mais preocupado em tirar uma lasquinha da popularidade que virá com a entrega das águas. O presidente Michel Temer (PMDB) vem no dia 6 de março a Monteiro para inaugurar a chegada da água. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve nesta quarta-feira (22) sobrevoando os canais.

Esta quarta-feira, vale ressaltar, foi muito emblemática em relação ao noticiário político decorrente da transposição. Alckmin, trabalhando com os olhos de 2018, sobrevoou grandes trechos da transposição. No reservatório Copiti, em Sertânia (PE), viu o funcionamento dos conjuntos motobombas que foram emprestados pelo governo de São Paulo para viabilizar a capitação da água. De lá, ela será enviada para Monteiro, seguindo por gravidade. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), antes um dos barrados nas visitas oficiais às obras, agora está em todas. Acompanha, divulga vídeos nas redes sociais e dá detalhes sobre a chega das águas ao Açude Epitácio Pessoa.

Por falar em tirar uma lasquinha na transposição, o governador Ricardo Coutinho (PSB) também fez rodar propaganda que mostra as ações complementares do governo do Estado, com vistas também às obras da transposição. Tem restado aos petistas as lamentações por não estarem colhendo os frutos plantados uma década atrás. Culpa, também, da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A petista não concluiu a obra no período planejado e foi apeada do poder antes que pudesse ver entregue a promessa feita por Lula. Ou seja, como a obra pertence ao poder público e não aos agentes políticos, méritos para quem estiver no poder no momento da entrega.