Manoel Júnior divulga nota após ser alvo de busca e apreensão na Lava Jato

Vice-prefeito disse não conhecer o delator Lúcio Funaro e que jamais recebeu doação ilegal da JBS

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), quebrou o silêncio. Após um dia turbulento, nesta sexta-feira (9), iniciado com uma operação de busca e apreensão no apartamento dele, o ex-deputado emedebista se pronunciou sobre as acusações. Ele foi um dos 63 alvos de busca e apreensão em cinco estados (Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso). A suspeita é de que enquanto deputado federal, tivesse agido para beneficiar a JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista. O segundo, vale ressaltar, chegou a ser preso no bojo da operação Capitu, desdobramento da Lava Jato. Manoel Júnior, por outro lado, nesga as acusações.

Veja a nota:

Reprodução

Em referência às notícias veiculadas sobre o mandado de busca e apreensão cumprido em imóvel de minha propriedade na manhã desta sexta-feira (09), as quais, de forma leviana e irresponsável, colocaram sob suspeição o exercício da minha atividade parlamentar enquanto deputado federal, venho a público, por meio da presente, me posicionar:

1 – Segundo soube pela imprensa, a ação foi derivada de depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro.

2 – Não conheço, não tenho, nem nunca tive qualquer tipo de relação com esta pessoa.

3 – Jamais recebi doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS para minhas campanhas.

4 – Meus advogados estão diligenciando em Brasília para buscar informações sobre o processo, que desconheço.

5 – Após ter acesso aos autos, ciente das circunstâncias que levaram a esta abusiva ação, farei nova manifestação.

6 – Nas funções públicas que exerci e na minha vida privada jamais pratiquei qualquer ato à margem da lei. O sentimento é de absoluta indignação. De outro lado, confiando na Justiça, coloco-me inteiramente à disposição de todas as Autoridades para quaisquer esclarecimentos em busca da verdade, que demonstrará, indubitavelmente, que nenhum ilícito foi cometido por mim seja no exercício ou não das minhas funções.

7 – Afirmo, com serenidade e segurança, que minhas atividades parlamentares nunca ultrapassaram os limites legais. Mantenho a tranquilidade de quem nada deve. As investigações demonstrarão que eventuais acusações contra minha pessoa, as quais desconheço, repito, serão devidamente esclarecidas provando que nenhuma irregularidade pratiquei.

Manoel Junior

 

Manoel Júnior rompe com Cartaxo e anuncia apoio a Zé Maranhão

Vice-prefeito tem alegado a pessoas próximas quebra de compromisso do prefeito Luciano Cartaxo

Luciano Cartaxo acompanha obras em Mangabeira ao lado do vice, Manoel Júnior. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), anuncia nesta quarta-feira (5) o rompimento com o prefeito Luciano Cartaxo (PV). Ele vai apoiar candidato do MDB ao governo, José Maranhão, na disputa deste ano. O comunicado vai acontecer durante entrevista coletiva, às 10h, na Associação Paraibana de Imprensa (API), em João Pessoa. Júnior tem alegado a pessoas próximas quebra de compromisso do gestor pessoense com o projeto dele, de disputa de vaga na Câmara dos Deputados. Ele decidiu disputar o cargo após ver frustrado o desejo de assumir a prefeitura de João Pessoa, já que Cartaxo desistiu da disputa do governo.

O movimento de Manoel Júnior em direção a José Maranhão não é recente. Durante a pré-campanha, quando o PSC demonstrava indecisão sobre com quem ficar, ele colocou o nome à disposição para a disputa de uma vaga no Senado na chapa do emedebista. O partido, no entanto, fechou a coligação com o PV de Lucélio Cartaxo, que disputa a eleição para o governo. O descontentamento do vice-prefeito começou dentro do próprio partido. Com as portas fechadas para a disputa do Senado, foi colocado internamente em segundo plano na disputa da vaga na Câmara dos Deputados. A prioridade do partido é a eleição de Leonardo Gadelha.

O vice teve uma reunião nesta terça-feira (4) com o prefeito Luciano Cartaxo. A pessoas próximas narrou a insatisfação com a suposta falta de apoio que estaria amargando. Por conta disso, decidiu romper e apoiar o candidato do MDB. A relação de Manoel Júnior com José Maranhão, vale ressaltar, é feita de altos e baixos. Os dois eram muito próximos na sigla emedebista, mas se distanciaram em 2014. De lá para cá, se alinharam em 2016 e se afastaram em seguida, neste ano, quando Maranhão insistiu na candidatura ao governo. Mesmo assim, tentou a reaproximação para disputar o Senado. Agora, ele entra na base de apoio.

 

Aliados de Manoel Júnior criticam postura dos Gadelha

Vice-prefeito de João Pessoa não conseguiu indicação para o Senado e vai disputar o cargo de deputado federal

Manoel Júnior teve frustrados os planos de assumir a prefeitura ou disputar o Senado. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), virou case insucesso e do que não fazer na política. Era deputado federal, renunciou ao cargo para assumir a vaga de vice-prefeito de João Pessoa e agora tenta voltar à Câmara dos Deputados. E o que há de errado neste círculo? A dificuldade do quadro eleitoral atual. Tudo deu errado para Manoel nos últimos anos. A disputa da prefeitura da capital, na condição de vice, trazia uma expectativa de poder. Afinal, ele poderia assumir a titularidade caso o prefeito Luciano Cartaxo (PV) deixasse a prefeitura para disputar o governo do Estado. Mas não aconteceu.

Sem espaço, Manoel nutriu a esperança de ser candidato ao Senado na eleição atual. Esperava faturar o segundo voto na chapa de Lucélio Cartaxo (PV), com Cássio Cunha Lima (PSDB) na disputa da outra vaga do Senado. A vinda de Daniella Ribeiro (PP) para a coligação fechou esta porta também. Restava o PSC fechar com o apoio a José Maranhão (MDB). Assim, sobraria espaço na chapa para ele disputar a vaga no Senado. O problema é que as contas feitas pelo deputado federal Marcondes Gadelha (PSC) visava a eleição proporcional (Câmara e Assembleia). Tinha a pré-candidatura do filho, Leonardo Gadelha, para concretizar.

Nesta conta pela sobrevivência no partido, Manoel Júnior sobrou na curva. Vai disputar um cargo para deputado federal. Aliados próximos a ele têm reclamado, mas o leite já escorreu pelo chão…

Cartaxo elogia Manoel Júnior, mas joga para base aliada escolha para o Senado

Prefeito diz que partidos aliados vão discutir o preenchimento do último espaço disponível na majoritária

Luciano Cartaxo (D) revela que Manoel Júnior precisará de apoio dos partidos da base para ser candidato ao Senado. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), não descarta a escolha de Manoel Júnior (PSC) para ocupar uma das vagas na chapa majoritária encabeçada pelo irmão, Lucélio. O gestor foi questionado sobre o assunto durante café da manhã que marcou, nesta terça-feira (26), a preparação para a entrega dos prédios do Villa Sanhauá, no Centro. O gestor garantiu que a relação com o vice-prefeito é muito boa e que tem havido interação entre eles na gestão. A escolha do colega de gestão para a disputa de vaga no Senado, na chapa de Lucélio, ele ressalta, dependerá dos outros aliados.

O prefeito, que preside o PV no Estado, deixou claro que tem havido conversas entre os partidos da base aliada. Resta apenas uma vaga no agrupamento político. Além de Lucélio, estão definidos a vice (Micheline Rodrigues) e um dos candidatos ao Senado (Cássio Cunha Lima). Resta a outra vaga para o Senado e as suplências para a Casa Alta (são quatro). Manoel Júnior chegou a namorar a participação na chapa que deverá ser encabeçada pelo senador José Maranhão (MDB). A decisão de Raimundo Lira (PSD) de não disputar a reeleição deixou o jogo aberto.

Saia Justa: Ivandro nega ter declarado apoio a Manoel Júnior

Manoel Júnior se prepara para disputar vaga no Senado nas eleições deste ano e comemorava apoio de ex-parlamentar

Manoel Júnior e Ivandro Cunha Lima posam para foto após almoço. Imagem: Reprodução/Facebook

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), encarou uma saia justa sem tamanho nesta quarta-feira (6). Depois de participar de encontro com o ex-senador Ivandro Cunha Lima, aliados do social cristão passaram a divulgar a conquista de mais um apoio. O problema é que a possibilidade foi desmentida pelo próprio Ivandro. O problema foi provocado, certamente, pela confusão entre o que é apoio e o que é um encontro amistoso.

“É importante registrar que costumo, como sempre fiz, receber meus amigos em casa, não candidatos. Claro que, às vezes, há conversas sobre o cenário político, mas não são condicionantes a declarações de apoio, se fosse assim, teria que ter mais de um título de eleitor. Os amigos serão sempre bem-vindos e isso independe de siglas partidárias”, comentou.

Ivandro disse que está sempre atento ao quadro da política na Paraíba e no Brasil e comentou que a sociedade espera uma nova postura de seus representantes, distante da má política vivida nos últimos tempos. “As pessoas querem soluções práticas para os problemas do cotidiano, querem leis que representem avanços, que garantam direitos e querem governantes honestos, capazes de realizar, mas que respeitem o erário e ouçam as vozes das ruas”, opinou.

 

 

PR e PSC estão cada vez mais perto de fechar com candidatura de José Maranhão

Partidos deixam órbita de PV e PSB e devem reforçar a até então abandonada postulação do senador paraibano

Sem espaço na chapa abençoada por Luciano Cartaxo, Manoel Júnior (C) faz caminho de volta para a base eleitoral de José Maranhão. Foto: Divulgação/Secom-JP

A sobrevivência política que minou a postulação do senador José Maranhão (MDB) ao governo do Estado, no primeiro momento, agora tende a ajudá-lo. Abandonado por todos os deputados federais da sigla, o parlamentar começa a afinar a aliança com outras agremiações para a disputa. O PR deixou a órbita do PSB e faz caminho rumo ao agrupamento maranhista. Já o PSC, sem espaço na chapa pensada pelos irmãos Cartaxo, traça rota de alinhamento com o MDB. O dado curioso, neste caso, é a volta do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, para perto de Maranhão. Os dois se distanciaram em meio a trocas de acusação quando o senador se negou a apoiar o prefeito Luciano Cartaxo (PV) para o governo.

O PR traçou rota de afastamento do agrupamento comandado pelo governador Ricardo Coutinho há alguns meses. O filho do deputado federal Wellington Roberto, Bruno Roberto, deixou a Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer no início do ano sem dar muitas explicações. Agora, o parlamentar deu declarações à imprensa alegando não ver perspectiva de crescimento eleitoral de João Azevedo, pré-candidato governista ao governo pelo PSB. Por conta disso, ele alega, o caminho dos republicanos deve ser mesmo o apoio a José Maranhão. Na aproximação, o deputado não anunciou ainda suas pretensões em relação à majoritária. O PSC, no entanto, já deixou isso bem claro: quer uma das vagas para o Senado para entregá-la a Manoel Júnior.

Júnior, inclusive, deixou claro que sua saída da órbita de Lucélio Cartaxo, candidato do PV, se deve à falta de espaço. “As vagas para o Senado já estão com Cássio Cunha Lima e Raimundo Lira. O PSC deixou claro que quer lançar uma candidatura ao Senado”, disse, ressaltando que o presidente estadual do partido, Marcondes Gadelha, tem feito as conversas com Maranhão.

 

Manoel Junior nega candidatura à Câmara e coloca nome para governo da Paraíba

Vice-prefeito tem um ‘pequeno obstáculo’ para disputar o Palácio da Redenção: o senador José Maranhão.


Por Jhonathan Oliveira 

No centro de especulações desde que perdeu a chance de assumir a prefeitura de João Pessoa, o vice-prefeito Manoel Junior (MDB) se pronunciou oficialmente pela primeira vez sobre o cenário criado após o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) decidir ficar no cargo. Manoel garante que não vai renunciar para tentar voltar à Câmara Federal. Ele tem sonhos mais ‘ousados’, e colocou seu nome como opção para o governo do Estado.

“Não disputarei o cargo de deputado federal, nem de estadual”, afirmou Manoel Júnior, em uma nota divulgada no final da noite de terça-feira (13).

Manoel Júnior disse que vai esperar uma definição de Luciano Cartaxo (Foto: Alessandro Potter/ SECOM-JP)

O vice-prefeito disse que está dialogando com os aliados e vai aguardar uma definição do prefeito Luciano Cartaxo sobre a disputa de outubro. Manoel Junior enfatizou que já tem apoio dentro do bloco de oposição para entrar na briga pelo Palácio da Redenção.

“Estamos dialogando, mas já recebi várias manifestações de apoio de partidos da oposição em torno do lançamento do meu nome para disputar o governo Estado, missão esta que aceito com muito entusiasmo”, declarou

Se quiser mesmo ser candidato ao governo pelo MDB, Manoel Junior só precisa resolver um pequeno detalhe, chamado José Maranhão. Líder maior do partido na Paraíba, o senador é talvez o mais candidato entre os pré-candidatos colocados até o momento, está convicto de que entrará na disputa, independentemente do que pensam os partidos aliados e os próprios companheiros de sigla. Que armas Manoel teria para demover Maranhão da ideia?

É bom lembrar que o que já aconteceu, e por duas vezes, foi a situação contrária. Em 2012, Manoel Junior era candidatíssimo à Prefeitura de João Pessoa e foi tirado da disputa por Maranhão, que assumiu a candidatura e acabou terminando em 4º naquele pleito. Quatro anos depois, mais uma vez Manoel tentou brigar pelo comando da capital, só que teve que se contentar com o lugar de vice, após Maranhão costurar uma aliança com Cartaxo.

O único caminho possível para Manoel Junior neste sonho de chegar ao governo seria acompanhar a debandada dos deputados do MDB e se abrigar em uma nova sigla. Ele tem até o dia 7 de abril para isso.

Raíssa canta e conta as horas para a posse de Manoel Júnior na prefeitura

Vice assumirá a prefeitura da capital caso o prefeito Luciano Cartaxo decida disputar o governo

A vereadora Raíssa Lacerta (PSD) não esconde o desejo de ver o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB), assumir a prefeitura. Nesta quinta-feira (15), ela postou nas redes sociais um vídeo no qual o primo e artista, Bruno Batistta, canta Menina Eva. A música veio com dedicatória para grande beneficiado com uma eventual candidatura ao governo do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O conteúdo foi retirado da página, mas não antes de viralizar entre políticos e eleitores. A festa foi para marcar a despedida de Batistta, que participou das festas pré-carnavalescas no Estado.

Raíssa Lacerda integra a base aliada do prefeito Luciano Cartaxo. Em certos momentos demonstrou desconforto com relação à indicação de cargos no poder público municipal. Isso, no entanto, não gerou rompimento entre os dois. Atualmente, ela integra o grupo que torce para o colega de partido disputar as eleições deste ano. A vereadora, inclusive, nutre o desejo de disputar o cargo de deputada estadual. Durante o Folia de Rua, ela desfilou no trio elétrico comandado pelo primo. O mesmo que aparece no vídeo sobre a contagem regressiva para a posse de Manoel Júnior.

O emedebista também é conhecido pelo veio musical. Não raro, em festas reservadas, Manoel Júnior faz uso do microfone e solta a voz. Segue no mesmo sentido de outras lideranças paraibanas, a exemplo dos deputados estaduais Ricardo Barbosa (PSB) e Tovar Correia Lima (PSDB).

Ao responder Maranhão, Cartaxo diz que não existe “camisa de força no governo”

Prefeito demonstra desconforto com pré-candidatura do senador e diz que o eleitor precisa ser ouvido

Luciano Cartaxo acompanha obras em Mangabeira ao lado do vice, Manoel Júnior. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

As lideranças dos partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) precisam discutir a relação. As declarações do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), nesta segunda-feira (8), evidencial isso. O gestor cobra uma definição, ainda neste mês, de quem será o candidato do bloco ao governo do Estado. A cobrança segue no sentido contrário à ideia dos dirigentes dos outros partidos. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), pré-candidato à reeleição, aponta abril como prazo limite. Já o também senador José Maranhão (MDB) é partidário da tese do “cada um por si e Deus por todos”.

O resultado disso tem sido um jogo com viés psicológico tremendo. “É preciso que a oposição coloque as cartas na mesa. Isso é fundamental. É preciso que os partidos possam ter a maturidade de dizer o que pensam, o que estão projetando para o futuro da Paraíba, fazer projeções de cenário, começar a discussão em relação à composição da chapa”, destacou Cartaxo. “Nós chegamos ao mês de janeiro. Na minha avaliação, na minha leitura, eu dizia isso desde o ano passado e continuo com este mesmo pensamento de que agora em janeiro é o melhor momento para fazer essa apreciação”, acrescentou.

Cobrança

O prefeito não reagiu bem às declarações feitas pelo senador José Maranhão. O senador decretou o fim da aliança das oposições e foi além ao dizer que foi traído duas vezes por Cartaxo. O parlamentar, inclusive, colocou os cargos do MDB à disposição do prefeito. “Ninguém está no governo por obrigação. Eu não nomeei ninguém à força. As pessoas acreditam no governo, participam do governo. Ninguém está obrigado a ficar numa camisa de força”, disse o prefeito, que tem como vice o emedebista Manoel Júnior.

Manoel Júnior diz que busca o diálogo no MDB, mas não sabe falar javanês

Vice-prefeito se preocupa com movimentação de José Maranhão e vai cobrar adesão a Cartaxo

Manoel Júnior na mesa com Raimundo Lira, Michel Temer, José Maranhão e Moreira Franco. Foto: Francisco França

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB), vive uma saia justa sem tamanho entre os seus aliados. Ele defende que o partido feche questão em relação ao apoio ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Caso o gestor decida se desincompatibilizar do cargo em abril deste ano para disputar o governo, ele assume a titularidade da prefeitura. O problema é que o senador José Maranhão, que preside o partido no Estado, também quer disputar o governo. O projeto do emedebista põe em risco a candidatura de Cartaxo e, consequentemente, a posse de Manoel Júnior no cargo. Por isso, Júnior convocou reunião do diretório municipal para quarta-feira (10).

“Tenho tentado o diálogo (dentro do partido). Só não entendo javanês”, disse Manoel Júnior, com referência indireta ao conto de Lima Barreto, escrito no início do século passado, “O homem que falava javanês”. A sentença é comumente utilizada na política para se referir à falta de entendimento entre os integrantes de um grupo. O vice-prefeito, assim como Cartaxo, cobra uma definição rápida do partido sobre o apoio para as eleições deste ano. O tema tem sido o combustível para um intenso debate entre as lideranças partidárias, travado na imprensa.

O senador José Maranhão entende que tem condições de vencer as eleições ou, pelo menos, apresentar uma candidatura competitiva. Ele traz no bojo da experiência partidária o fato de ter governado o Estado em três oportunidades. Os seus adversários, dentro do partido, lembram da baixa efetividade dele nas disputas. O parlamentar assumiu o governo, em 1995, após a morte do titular do cargo, Antonio Mariz. Ele foi reeleito em 1998 contra o então deputado federal Gilvan Freire. Depois disso, foi derrotado em 2006 e 2010 na disputa para o governo. Assumiu em 2009 com a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB). Em 2012, ficou em quarto lugar na disputa pela prefeitura da capital.

“Não adianta ter recall na largada e perder força na chegada”, disse em reserva um emedebista ouvido pelo blog. E a discussão está apenas começando.