“Atacou de novo”: Manoel Júnior canta ao lado de Gil, ex-Banda Beijo

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), não esconde de ninguém o gosto pela música e, sempre que tem oportunidade, solta a voz. Neste sábado (19), durante o show de Gil, ex-banda Beijo no bloco Tambiá Folia, o gestor foi abordado por vários foliões que perguntavam se ele não iria cantar. Para todos, a resposta era uma só: “Não, de jeito nenhum”. Mas não foi bem assim. Lá pelas tantas, já perto do fim da apresentação, a cantora se dirigiu ao camarote do vereador e presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB), um dos fundadores da agremiação. Lá chegando, enquanto cantava Morena Tropicana, de Alceu Valença, Gil ganhou a nada surpreendente companhia de Manoel Júnior ao microfone.

Manoel Júnior assumiu a titularidade do cargo de prefeito na última sexta-feira (17) em decorrência da licença tirada pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que passará 15 dias afastado do cargo. Ele chegou ao palco, por volta das 21h, acompanhado do irmão do prefeito e presidente municipal do PSD, Lucélio Cartaxo. O peemedebista ganhou fama de “cantador” depois que foi flagrado cantando Dia Branco, de Geraldo Azevedo, durante o aniversário de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados. Na época, eles eram muito próximos, mas, no ano passado, Júnior votou pela cassação do mandato do ex-colega. Recentemente, durante entrevista em uma rádio, o deputado soltou a voz.

Toda as tribos

O camarote de Marcos Vinícius no Tambiá Folia foi o que pode ser chamado de apartidário. Eleito com o apoio tanto da oposição quanto da situação, ele reuniu tanto os aliados do prefeito Luciano Cartaxo quanto os adversários. Dos oposicionistas, passaram por lá Sandra Marrocos (PSB), Marcos Henriques (PT), Humberto Pontes (PTdoB) e Chico do Sindicato (PTdoB). O promotor do Meio Ambiente e Patrimônio Social, João Geraldo, considerado pelos aliados de Cartaxo como “o líder da oposição no Ministério Público”, transitava com desenvoltura entre os convidados da festa.

Lucélio, o governador

O irmão do prefeito Luciano Cartaxo, Lucélio Cartaxo, vem frequentando todos os polos da folia. A todo instante, neste sábado, ele era abordado por foliões/eleitores dizendo que votaria nele para governador. Gêmeos idênticos, Luciano e Lucélio dividem a cidade para fazer campanha desde que o atual prefeito era apenas vereador da capital. “Fui cumprimentado por muitas pessoas, até policiais militares, todos prometendo voto”, disse, entre risos, o presidente municipal do PSD. Sobre estratégias para a campanha de 2018, ele disse que elas começarão a ser traçadas depois do carnaval.

 

Manoel Júnior tenta “amarrar” aliança PSD/PMDB/PSDB

Manoel Júnior circula entre os blocos durante o Folia de Rua. Foto: Divulgação/Secom-CMJP

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), tem feito um trabalho formiguinha visando as eleições de 2018. Diretamente beneficiado em caso de afastamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a disputa do governo do Estado (já que assumiria a prefeitura), ele corre para fortalecer o bloco PSD/PMDB/PSDB. A meta é blindar o grupo para evitar que o governador Ricardo Coutinho (PSB) reedite, com ainda mais força, a tentativa de cooptar o seu partido para o apoio a alguém de sua base aliada no ano que vem. O peemedebista, por isso, quer emplacar pelo menos uma reunião por mês envolvendo Luciano Cartaxo (PSD), José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Por força do cargo de vice-prefeito, Manoel Júnior já tem estado muito próximo de Cartaxo. Recentemente, procurou José Maranhão e outras lideranças do partido e vê sintonia de Cássio com o projeto de fortalecer o bloco para a disputa do pleito de 2018. O entendimento no seio das oposições é que o governador construiu uma avaliação positiva muito forte neste segundo mandato, apesar da crise, e tentará capitalizar um dos seus aliados para as eleições do ano que vem. O fato de não ter nome de consenso agora não quer dizer que ele não possa ser construído. Por isso, a melhor chance do grupo oposicionista para se manter vivo no pleito é unir forças.

Cartaxo tem se apresentado como opção para a disputa no ano que vem. Este seria um cenário bom para o PMDB também, já que Maranhão não apresenta disposição de disputar as eleições e Veneziano Vital do Rêgo saiu com a avaliação muito abalada com a derrota na disputa pela prefeitura de Campina Grande. Cássio sempre aparece como nome forte, já consolidado, mas muitos à sua volta acreditam que ele focará a reeleição para o Senado, devido à abrangência nacional que conquistou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, resta Cartaxo com um nome que precisa ser estadualizado. A estratégia para isso, segundo o presidente do PSD de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, será traçada após o Carnaval.

O grupo entende que precisa atuar acelerar as articulações, já que Ricardo Coutinho não costuma dormir em serviço. Do PMDB, ele já tem sintonia com o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano e Hugo Motta e o estadual Nabor Wanderley. O grupo tenta uma reunião com o Diretório Estadual para forçar uma mudança de rumos na política de alianças. Acha até que poderá contar com Ricardo Marcelo e Raniery Paulino, que, apesar de fazer oposição ao governador na Assembleia Legislativa, não circula bem entre os tucanos. As investigas governistas sobre eles visando isolar Manoel Júnior e Maranhão são fortes.

Quando o assunto é a disputa do governo em 2018, ninguém tem dormido em serviço.

 

Cartaxo tira licença e Manoel Júnior assume a prefeitura por 15 dias

Manoel Júnior (D) vai assumir o comando da prefeitura durante a licença de 15 dias tirada por Cartaxo. Foto: Divulgação/PSD

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), vai tirar licença de 15 dias a partir desta sexta-feira (17). A decisão foi comunicada aos vereadores da base aliada durante jantar com o grupo na casa do vereador João Corujinha (PSDC). Durante o período em que estiver fora da cidade, o Executivo municipal será comandado pelo vice, Manoel Júnior (PMDB). Desde que foi empossado pela primeira vez no cargo, em 2013, essa é a segunda vez que Cartaxo se afasta do comando da prefeitura para um período de descanso. A última vez foi em 2015, quando Nonato Bandeira (PPS), então vice-prefeito, assumiu o cargo interinamente.

De acordo com assessores próximos ao prefeito, o jantar na casa de Corujinha funcionou como uma espécie de confraternização com a base. Dos 17 vereadores que dão sustentação à gestão de Luciano Cartaxo na Câmara Municipal, apenas Dinho (PMN) e João Almeida (SD) não estiveram presentes. Ambos, no entanto, justificaram as ausências com a informação de que já tinham viagens agendadas anteriormente. Apesar dos descontentamentos recentes da maioria dos aliados, motivados principalmente por causa da redução das indicações admitidas na gestão municipal, a informação dita oficialmente pelos vereadores da base é que esse tema já foi superado.

Durante o período de licença, o prefeito estará fora da cidade. O destino do gestor não foi revelado por sua assessoria. Apesar de ser conhecido como amante do carnaval, ele deve utilizar o período para o descanso com a família. O vice-prefeito Manoel Júnior, portanto, vai permanecer no comando da prefeitura até o dia 3 de março. A posse no mandato ocorre justamente quando o peemedebista trava uma batalha dentro do seu partido para convencer os colegas a permanecerem no campo das oposições. Várias lideranças do partido têm ampliado o debate para levar a sigla de volta para a base aliada do governador Ricardo Coutinho (PSB).

 

 

Manoel Júnior inicia movimento para “sufocar” dissidência no PMDB

Manoel Júnior (D) posa para fotos ao lado de Ricardo Marcelo. Foto: Divulgação

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), deu início a um movimento forte de busca de apoios para tentar sufocar as lideranças dissidentes dentro do partido. O peemedebista quer evitar o crescimento do movimento interno que visa levar a sigla para a base de apoio ao governador Ricardo Coutinho (PSB) e, com isso, para a composição que visa a sucessão do socialista. O gestor trabalha para garantir que o seu partido apoie uma eventual disputa ao governo pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), em 2018, abrindo espaço para que ele assuma a titularidade no cargo.

Júnior, dentro deste contexto, se reuniu na semana passada com o senador José Maranhão, presidente estadual do partido, e com o suplente de senador Roosevelt Vita. O cardápio, durante o almoço, foi a política de alianças para a disputa eleitoral de 2018. O movimento foi complementado na última segunda-feira (13), quando ele se encontrou com o deputado estadual Ricardo Marcelo. O parlamentar é um antigo adversário do governador Ricardo Coutinho, mas vem recebendo assédio de aliados para que ele reforce a dissidência interna no partido.

O movimento de Manoel Júnior ocorre paralelo à cobrança do deputado federal Venziano Vital do Rêgo por uma nova reunião da executiva do partido, para iniciar a discussão sobre as alianças. Veneziano engrossa o coro dos peemedebistas alinhados com o governador. Ele recebeu de Maranhão a promessa de que o encontro ocorrerá após o Carnaval, mas sem data fixa. São a favor de uma discussão mais ampla em relação a 2018 os deputados estaduais Nabor Wanderley e Raniery Paulino, além do deputado federal Hugo Motta e do senador Raimundo Lira.

 

Os parlamentares dissidentes, vale ressaltar, tentaram uma composição alinhada com o governador, em 2016, mas foram vendidos no embate interno. Entre as exigências para o apoio em Campina Grande e Patos, por exemplo, Ricardo Coutinho cobrava a saída de Manoel Júnior da disputa em João Pessoa. Não houve acordo.

Manoel Júnior renuncia na Câmara, toma posse na vice e vai indicar secretário de Saúde

Manoel Júnior (D), durante a campanha ao lado do prefeito reeleito Luciano Cartaxo. Foto: Divulgação/PSD

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) confirmou, em entrevista à CBN João Pessoa, nesta sexta-feira (30), que já oficializou na Câmara dos Deputados a renúncia ao mandato de deputado federal e vai tomar posse no cargo de vice-prefeito no próximo domingo (1º). O agora ex-parlamentar foi eleito ao lado do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), no pleito deste ano. O peemedebista pensava em se licenciar do cargo e ficar como deputado federal até 2018, mas acabou desistindo por temer demandas judiciais por conta das dúvidas sobre a constitucionalidade da manobra.

No acordo com o prefeito Luciano Cartaxo, ficou acertado que ele vai indicar o secretário da Saúde do município. O nome mais cotado para a pasta é o do médico José Carlos Evangelista, ex-diretor do Hospital de Trauma e da Maternidade Cândida Vargas. O vice-prefeito eleito é médico de formação e diz querer dar uma contribuição significativa para a saúde da capital. O cargo atualmente é exercido por Adalberto Fulgêncio, que deverá ser relocado para outra pasta na reforma administrativa que está sendo desenhada pelo atual prefeito.

Manoel Júnior foi eleito na capital depois de muitas discussões que o levaram a abrir mão da disputa na cabeça de chapa para entrar na composição de apoio a Cartaxo. A operação rendeu ao pessedista os apoios de PMDB e do PSDB do senador Cássio Cunha Lima. O grupo formou a frente das oposições e deve lançar candidato em 2018. Um dos nomes que trabalham com esta possibilidade é o prefeito reeleito Luciano Cartaxo. Caso ele seja candidato, terá que renunciar em abril de 2018, abrindo espaço para que Manoel Júnior seja efetivado no cargo.

Prego batido: Manoel Júnior comunica à Câmara que será empossado

O deputado federal e vice-prefeito eleito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), comunicou à Câmara dos Deputados que vai tomar posse no próximo domingo (1º). O parlamentar encaminhou toda a documentação necessária e, com isso, acabou com toda a polêmica em relação à sua posse ou não no cargo. A decisão foi tomada após uma série de reuniões com o prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD). A última ocorreu na noite desta quarta-feira (29), antes do jantar de confraternização promovido pelo PMDB.

As especulações sobre a possibilidade de o deputado não tomar posse ganharam força por conta de sinais emitidos pelo parlamentar, que, há cerca de um mês, deu início a consultas para saber se poderia se licenciar do cargo em João Pessoa e permanecer por mais um ano no cargo de deputado federal. A aposta era na tese já admitida por tribunais estaduais, mas ainda não enfrentada por cortes superiores de que a licença do cargo na prefeitura anularia o dispositivo legal que proíbe a ocupação da titularidade em dois mandatos ao mesmo tempo.

Ação da Rede

Márlon Reis é advogado do partido Rede Sustentabilidade. Foto: Divulgação

A decisão se tornou pública, também, no mesmo dia em que a Comissão Provisória do partido Rede Sustentabilidade, em João Pessoa, protocolou, na Justiça Eleitoral, pedido de notificação judicial dirigido ao prefeito eleito Luciano Cartaxo. Com a decisão, a sigla comunica ao prefeito que entrará com ação pedindo a impugnação do mandato eletivo do gestor por suposta fraude eleitoral, caso Manoel Júnior não tome posse. A alegação é a de que teria havido fraude eleitoral, já que a composição resultou na soma de tempo para a campanha do prefeito reeleito.

A ação foi protocolada pelo advogado da Rede, Marlon Reis, o ex-juiz que figura como um dos idealizadores da Lei Ficha-Limpa.

Confira o documento protocolado

 

Manoel Júnior tomará posse em janeiro, mas não topará ser vice-prefeito de João Pessoa

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) cumpriu a promessa. Nesta quinta-feira (15), ele compareceu à solenidade de diplomação dos eleitos e, ao lado do prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD), foi diplomado no cargo de vice-prefeito. Não há dúvidas, também, que vai ele tomar posse no dia 1° de janeiro. Mas o vínculo do parlamentar com a prefeitura de João Pessoa vai parar por aí. Podem anotar. Manoel Júnior não vai permanecer no posto como quer o prefeito pessedista. Ele não vai titubear na hora de escolher a Câmara dos Deputados como morada, em detrimento da suplência na capital paraibana. “A população sabe que é melhor um deputado em Brasília, carreando recursos para João Pessoa”, diz.

Muitos ingredientes levaram o parlamentar a essa decisão. Boa parte deles não revelados, mas que podem ser inferidos ao se discorrer sobre o passado recente da política nacional. A projeção e digamos, a utilidade de um deputado federal, é maior que a de um vice-prefeito, salvo em caso de doença ou morte do titular do cargo. A remuneração também muda, já que o vice ganha R$ 16,5 mil, enquanto que o deputado federal R$ 33 mil e mais um monte de regalias e verbas para o reforço da atividade parlamentar. Mas talvez o maior empecilho seja mesmo a operação Lava Jato, na qual o parlamentar foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Manoel Júnior já deu provas de que não atualmente, mas já foi muito ligado ao deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação de Cunha e de outros deputados, inclusive Júnior, por suposta venda de emendas parlamentares e requerimentos. O parlamentar paraibano nega qualquer envolvimento com os supostos crimes e votou pela cassação de Cunha na Câmara, porém, nunca se sabe o que poderá vir de uma eventual delação do peemedebista fluminense. Deixar a Câmara dos Deputados, neste momento, representaria para o parlamentar abrir mão do foro privilegiado. E ninguém quer cair nas mãos de Sérgio Moro.

Manoel Júnior encomendou um parecer do advogado paraibano Roosevelt Vita e acredita que poderá se licenciar do cargo de vice, em João Pessoa, e permanecer em Brasília. Há teses jurídicas que apontam para esta possibilidade. Nas Câmaras Municipais, em várias cidades do país, foram aprovadas leis que permitiram aos vereadores se licenciar para ocupar cargos de deputado estadual ou federal e não perder o mandato. Vita lembra que o caso nunca foi enfrentado por cortes superiores, mas está confiante da legalidade da prática. O Tribunal de Justiça da Paraíba, por exemplo, referendou as leis de Cabedelo e João Pessoa.

A discussão jurídica vai avançar, com o deputado em Brasília, mesmo correndo riscos. Em todo o caso, mesmo que seja denunciado por um eventual crime eleitoral, terá seu caso julgado no Tribunal Superior Eleitoral e poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Isso leva tempo. Mas se tiver que escolher, ficará em Brasília. Prejuízo mais imediato ficará por conta do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Caso Manoel Júnior fique impossibilitado de assumir a prefeitura em 2018, ele terá dificuldades de convencer a população sobre as vantagens de disputar o governo do Estado. É simples. Com a saída dele da prefeitura, terá que haver novas eleições, justamente em 2018. Uma insegurança que a população não contava.

Manoel Júnior garante que estará na diplomação dos eleitos

O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) procurou nesta quarta-feira (14) dissipar as especulações de que pretende não assumir o mandato de vice-prefeito de João Pessoa. O parlamentar promete estar ao lado do prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD) durante a solenidade desta quinta, convocada pelo juiz da Josivaldo Félix de Oliveira, presidente da Junta Apuradora 64ª Zona Eleitoral. A cerimônia acontece a partir das 16h, no Centro de Convenções da Fundação Cidade Viva, no bairro do Bessa. Além deles, também serão diplomados os 27 vereadores eleitos e os suplentes de cada coligação e partido.

As especulações dão conta de que o vice cogitaria não assumir o cargo conquistado nas urnas neste ano. O que ele nega. De acordo com o TRE-PB, a diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse no cargo. Na ocasião, ocorre a entrega dos diplomas que são assinados pelo juiz Josivaldo Félix de Oliveira. O diploma conferido pela Justiça Eleitoral é um documento obrigatório para que os eleitos possam ser empossados nos respectivos cargos no dia 1º de janeiro de 2017.

Reeleito com 222.689 votos (59,67% dos votos válidos), Luciano Cartaxo recebe a diplomação para o segundo mandato renovando as expectativas de realizar mais uma gestão inovadora, apostando na melhoria da qualidade de vida das pessoas e nos avanços em áreas como Educação, Saúde e Habitação, entre outras.

Vereadores diplomados – Os vereadores que vão ser diplomados são: Léo Bezerra (PSB); Durval Ferreira (PP); Tanilson Soares (PSB); Eliza Virgínia (PSDB); Chico do Sindicato (PT do B); Dr. Luís Flávio (PSDB); João Almeida (SD); Tibério Limeira (PSB); Lucas de Brito (PSL); Marcos Vinícius (PSDB); Bispo José Luiz (PRB); Bosquinho (PSC); Pedro Alberto Coutinho (PHS); Damásio Franca Neto (PP); Raíssa Lacerda (PSD); Milanez Neto (PTB); Eduardo Carneiro (PRTB); João dos Santos (PR); Helton Renê (PC do B); Bruno Farias (PPS); João Corujinha (PSDC); Sandra Marrocos (PSB); Dinho (PMN); Thiago Lucena (PMN); Mangueira (PMDB); Marcos Henriques (PT); e Humberto Pontes (PT do B).

 

Manoel Júnior nega renúncia a mandato de vice-prefeito

reuniao_do_pmdb-_manoel_junior_pag.Pagina_3_cad.Caderno_1_Rizemberg_Felipe_378830O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) negou no início da tarde desta quinta-feira (1º) qualquer possibilidade de renunciar ao mandato de vice-prefeito de João Pessoa. O boato teve início em programas de rádio e foi rapidamente replicado por blogs paraibanos. “Uma completa mentira”, garantiu o parlamentar, que prometeu comparecer à solenidade de diplomação ao lado do prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD), no dia 15 deste mês, e que tomará posse no mandato em janeiro.

O parlamentar, no entanto, tenta uma manobra para poder permanecer na Câmara dos Deputados, desde que, para isso, não precise renunciar ao cargo conquistado nas urnas no pleito deste ano. Manoel Júnior encarregou o escritório do advogado Roosevelt Vitta de uma consulta sobre a possibilidade de ele ser diplomado e se licenciar do mandato na capital para poder seguir em Brasília até que a presença dele seja necessária na capital. Vitta acredita que algumas brechas na legislação podem beneficiar o peemedebista.

Manoel Júnior poderá ser efetivado como titular da prefeitura da capital desde que Luciano Cartaxo construa as condições para disputar o governo do Estado em 2018. Neste caso, o pessedista teria que renunciar ao cargo no início de abril, o que abriria espaço para que o peemedebista ficasse no cargo até o fim do mandato, em 2020.

Ministério Público ajuíza Aije contra Cartaxo por “conduta vedada”

Crédito: Divulgação/PSD

Crédito: Divulgação/PSD

O prefeito de João Pessoa e candidato à reeleição, Luciano Cartaxo (PSD), virou alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A medida é extensiva ao candidato a vice da coligação “Força da União por João Pessoa”, Manoel Júnior (PMDB). De acordo com o promotor João Geraldo Carneiro Barbosa, da 77ª Zona Eleitoral, Cartaxo aproveitou-se de sua influência política e de sua autoridade como prefeito da capital paraibana para praticar condutas que violaram o princípio da isonomia no processo eleitoral em prol de sua candidatura e da candidatura de seu vice.

Dentre as condutas elencadas como ilegais pelo promotor estão o aumento de despesas com servidores contratados temporariamente. “Em dezembro de 2014, 56,94% do quadro de pessoal da Prefeitura de João Pessoa era formado por servidores contratados a título de ‘contratação temporária por excepcional interesse público’. As despesas efetivadas com os contratados por tempo determinado só cresceram, entre 2013 e 2014”, destacou a ação. A Promotoria constatou que o índice de contratados sem concurso em detrimento do total de servidores também só aumentou entre janeiro e março de 2015, passando dos 50% e que os gastos efetivados com esse pessoal, entre 2012 e 2014, passou de R$ 208,5 milhões para R$ 279,5 milhões.

Em dezembro de 2012, eram 10.894 os servidores temporários contratados pela prefeitura, tendo aumentado para 11.430, em dezembro de 2014, e para 11.785, em junho de 2016. Segundo a Promotoria, Cartaxo desrespeitou a orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) e a decisão proferida por ação civil pública e continuou a aumentar as contratações por prestação de serviços a título de excepcional interesse público. “O excesso de contratação por excepcional interesse público, a ausência de atendimento dos requisitos legais para tais contratações e a preterição de candidatos aprovados em concursos é prática que vem sendo repetida pela administração municipal de João Pessoa, configurando, de forma clara, o desvio ou abuso do poder de autoridade e o abuso do poder econômico, praticados pelo prefeito em exercício”, informou o promotor João Geraldo Barbosa.

Dentre os contratados temporários, estão dois bibliotecários e 87 auxiliares de biblioteca, além de 50 coreógrafos de banda e 91 instrutores de banda. Para a Promotoria Eleitoral, é “evidente a captação ilícita de sufrágio e o abuso do poder político e econômico” e as contratações temporárias feitas “ao arrepio da lei” tiveram como objetivo beneficiar diretamente Cartaxo e seu vice no pleito de 2016.

A ação

A ação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (com 112 páginas) requer a inelegibilidade de Cartaxo e Manoel Júnior para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes à eleição deste ano e a cassação de seus registros de candidatura ou, em caso de julgamento após o pleito e em caso de eleição deles, do diploma e do mandato. Requer ainda o envio de cópias à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público para que sejam adotadas as providências cabíveis; que seja determinado à prefeitura a juntada aos autos da cópia de todos os contratos de prestação de serviços e de toda a comprovação documental de eventuais processos seletivos realizados pela prefeitura e que seja solicitado, com urgência, informações sobre o pagamento de mais vantagens aos servidores cedidos com ônus a diversas prefeituras e órgãos estaduais.

Com informações da assessoria do Ministério Público Eleitoral