Marco Aurélio determina soltura de condenados em 2ª instância

Decisão pode beneficiar diversos presos, como o ex-presidente Lula

O ex-presidente Lula deve ser beneficiado com a decisão do ministro. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta quarta-feira (19) uma liminar (decisão provisória) determinando a soltura dos presos que tiveram a condenação confirmada pela segunda instância da Justiça.

A decisão foi proferida em uma das três ações declaratórias de constitucionalidade (ADC’s) relatadas por Marco Aurélio sobre o assunto. Na decisão, o ministro resolveu “determinar a suspensão de execução de pena cuja decisão a encerrá-la ainda não haja transitado em julgado, bem assim a libertação daqueles que tenham sido presos”. Marco Aurélio ressalvou, porém, que aqueles que se enquadrem nos critérios de prisão preventiva previstos no Código de Processo Penal devem permanecer presos.

A liminar pode beneficiar diversos presos pelo país, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal do Paraná. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, no caso do triplex, Lula teve sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, com sede em Porto Alegre.

Da Agência Brasil

TRE-PB determina multa de R$ 50 mil para partido que distribuir material com Lula presidente

Decisão de magistrado diz que candidatos flagrados terão que pagar multa mínima de R$ 15 mil na Paraíba

Denúncia contra a distribuição de material de propaganda ilegal foi protocolada no TRE. Foto: Rizemberg Felipe

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba concedeu Tutela Inibitória de Urgência para proibir a distribuição de material que apresente o ex-presidente Lula (PT) como candidato à Presidência da República. A decisão foi arbitrada pelo juiz auxiliar da Propaganda Eleitoral, Kéops de Vasconcelos, atendendo pedido do Ministério Público Eleitoral. O magistrado fixou “pena de multa cominatória, que arbitro em R$ 50 mil para as coligações e partidos, e em R$ 15 mil para os candidatos, podendo tais valores ser majorados em caso de reincidência da prática ilícita e do volume do material que venha a ser, porventura, confeccionado/distribuído”. A ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral foi movida após apreensão de material de campanha em poder de de militantes da coligação A Força do Trabalho.

Reprodução

A denúncia foi protocolada tendo como base a apreensão de 16 bandeiras do candidato ao cargo de senador, Luiz Couto (PT), nas quais haveria também propaganda de Lula como candidato à Presidência da República. A apreensão ocorreu no dia 5 de setembro, que foi convertida em uma Notícia de Fato. “Foram juntadas aos autos do referido procedimento imagens de material impresso de responsabilidade dos candidatos, Antônio Ribeiro (Frei Anastácio), Luiz Albuquerque Couto, João Bosco Carneiro Júnior e Yasnaia Pollyanna Werton Dutra, no qual Lula ainda é apresentado como sendo o candidato à Presidência da República pelo PT”, ressalta trecho da denúncia juntada aos autos.

Na sua decisão, o magistrado ressalta que apesar de na peça processual não haver a comprovação de que a confecção desse material e sua distribuição ocorreram após a cassação do registro de candidatura de Lula, há sério indício de que isso tenha ocorrido. “Por outro lado, o Auto de Apreensão das 16 bandeiras do candidato ao Senado Luiz Couto, que eram conduzidas por militantes, nas quais havia a propaganda do candidato Lula à Presidência da República, é prova inconteste de que tal propaganda foi posterior ao indeferimento da candidatura”, diz o magistrado na decisão. E acrescenta: “Também se mostra patente o perigo de dano, uma vez que, em uma campanha eleitoral de prazo reduzido, a vinculação de candidatos aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual à candidatura de Lula à Presidência da República mostra-se nefasta, por inevitavelmente induzir o eleitorado a erro, falseando a sua escolha livre e consciente, com potencialidade de influenciar no pleito eleitoral”.

O magistrado diz ainda que divulgação, por meio de material impresso ou virtual, de dados falsos a respeito de candidatos viola flagrantemente o equilíbrio da disputa, por criar estado mental no eleitor. “Neste caso, ao ser divulgado em material impresso de propaganda o nome do ex-presidente Lula como sendo candidato à Presidência da República, após a decisão judicial que indeferiu tal candidatura, afronta não apenas a legislação eleitoral como a própria autoridade da Justiça Eleitoral. Tal propaganda é irregular por induzir os eleitores, especialmente os mais carecedores de conhecimento e discernimento, a acreditar que Lula ainda é o candidato,
induzindo-se o eleitor a erro, ao votar em um candidato pensando estar votando em outro, potencialmente influindo no resultado do pleito”, diz.

 

 

 

PT indica Haddad no lugar de Lula na disputa presidencial

Manuela d’Ávila, do PCdoB, será vice na chapa encabeçada pelo candidato petista

Fernando Haddad participou de inauguração de comitê em Campina Grande ao lado de Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Foto: Josusmar Barbosa

A Executiva Nacional do PT confirmou, no começo da tarde desta terça-feira (11) em Curitiba, o nome de Fernando Haddad, ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, em substituição ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência este ano. Lula está detido na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense, desde abril, após condenação em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá (SP). O ex-presidente teve o registro de candidatura indeferido no início do mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A substituição foi definida por unanimidade em reunião da cúpula do partido. O deputado José Guimarães (PT-CE), que participou do encontro, afirmou que a ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB) será confirmada como vice na chapa de Haddad. Manuela desistiu de se candidatar à Presidência após decisão do seu partido de apoiar o PT.

O TSE determinou que o PT deveria anunciar até hoje a substituição do nome de Lula na chapa presidencial, sob risco de o partido não poder lançar candidatura ao Palácio do Planalto.

Propaganda
A Justiça Eleitoral definiu também que o PT retire do ar as inserções e programas eleitorais em que o ex-presidente aparece como candidato. Se a medida for descumprida, há o risco de a coligação ter a propaganda suspensa pelos integrantes da Corte.

A expectativa é que ainda hoje seja lida uma carta redigida por Lula para “o povo brasileiro”. Nela, o ex-presidente deve afirmar que apoia a indicação de Haddad à Presidência da República e que ele o representa.

De acordo com José Guimarães, Lula pede que a população apoie o PT e Haddad à frente da chapa.

Da Agência Brasil

Em coletiva, PT revela carta de Lula aos paraibanos e apoio a João Azevêdo

Ex-presidente teve o projeto de eleição frustrado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral

Jackson Macedo leu a carta de apoio de Lula a João, Luiz e Veneziano. Foto: Reprodução/Facebook

Os petistas paraibanos leram, durante entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (6), carta do ex-presidente Lula aos paraibanos. O petista teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tenta, por meio de recurso, voltar à disputa. No documento, em linhas gerais, o ex-gestor fala de obras e serviços destinadas à Paraíba durante os governos petistas. Aproveita também para pedir votos para o candidato governista João Azevêdo (PSB), que disputará o governo. Há pedido também de apoio para Luiz Couto (PT) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB), que disputam vaga para o Senado. A fórmula de divulgação da carta é mesma usada em outros estados brasileiros. Lula deverá ser substituído na disputa pelo atual candidato a vice na chapa, Fernando Haddad (PT).

Confira o texto na íntegra

 

Nelson Junior vota em Boulos mas defende Lula livre para a disputa

O candidato ao Senado pelo PSOL foi sabatinado na CBN

Nelson Júnior adota discurso de combater as reformas propostas por Michel Temer. Foto: Júlia Karolyne

Por Angélica Nunes, do jornaldaparaiba.com.br

Um dos dois candidato ao Senado pelo PSOL, o professor Nelson Junior disse que, apesar de votar em Guilherme Boulos para presidência da República, defendeu que o ex-presidente Lula (PT) seja declarado elegível para a disputa ao Palácio do Planalto, mesmo preso. Para o candidato, que foi entrevistado pela CBN nesta quarta-feira (5), o petista é preso político e a decisão precisa ser revista. O candidato também defendeu uma nova reforma política e falou de algumas propostas, caso seja eleito.

Para Nelson Junior, há no Brasil várias políticos com provas cabais que deveriam estar presas, mas sem em liberdade, como o senador Aércio Neves (PSDB) e o presidente Michel Temer (MDB). “Pessoas que contribuíram para o golpe continuam soltas. Aércio, aquele amigo de Cássio Cunha Lima, que disse em rede nacional que mataria o primo se ele abrisse a boca, continua solto; Temer, que disse ‘continua com esse negócio aí’ e continua solto e presidente. Fui oposição pelo PSOL e tenho tranquilidade para dizer isso, mas neste caso há muitos que mereciam estar presos e estão soltos”, reiterou.

Reforma política

Nelson Junior também falou das disparidades entre as campanhas e defendeu uma reforma política que divida igualmente um fundo partidários e os espaços dos candidatos no guia eleitoral. O professor revelou que ele e o outro candidato ao Senado pelo PSOL, Nivaldo Mangueira, têm direito a apenas R$ 7 mil para campanha e que a verba acabou sendo gasta apenas com a organização de produção do guia eleitoral.

Para o candidato, apenas uma reforma política para que os candidatos tenham um sistema de igualdade. “A gente não pode ter um candidato com sete segundos e outros com dois minutos, essa diferença que cria a desigualdade na representação. A nossa chapa do Senado tem apenas 35 inserções (no primeiro turno) e há outras que têm mais de cem”, questionou.

Educação

O professor Nelson Junior também foi provocado sobre o fato de se o seu histórico de militância aguerrida poderia comprometer o seu resultado nas urnas. Para o candidato, o eleitorado dele é muito convicto de seus posicionamentos políticos. Uma das bandeiras do professor é pela educação superior de qualidade.

“Quem vota em mim vota sabendo que sou combatente. Desde o início do governo do estado lutamos contra a redução do orçamento da universidade. Há três anos que a UEPB está com o orçamento congelado. Como se mantém uma universidade assim? Como senador e como militante continuarei lutando pela educação. A minha luta pela UEPB não é pessoal, nem de quem quer se eleger, estamos numa luta em defesa da educação”, declarou.

Entrevistas

A sabatina teve início nesta segunda-feira (3), com entrevista ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que disputa a reeleição. Na terça-feira (4), foi a vez do ex-governador Roberto Paulino, que é candidato único ao Senado pelo MDB.

A rodada de entrevistas segue nesta quarta-feira (5), com Nelson Junior, candidato ao Senado pelo PSOL. As entrevistas ocorrem em rede, a partir das 10h, e são transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Há também a participação dos ouvintes.

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos. Pela ordem, o primeiro a participar será o candidato ao governo da Paraíba pelo PSOL, Tárcio Teixeira.

A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes.

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB)
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB)
Dia 5 – Nelson Júnior (Psol)
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (Psol)
Dia 10 – Luiz Couto (PT)
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB)
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP)

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (Psol)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)

 

 

Por 6 votos a 1, TSE rejeita candidatura de Lula nas eleições

Relator ainda manda suspender propaganda eleitoral com ex-presidente, mas o tempo continua reservado ao PT

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza sessão extra onde pode julgar o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República nas eleições de outubro.

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na madrugada de hoje (1º) rejeitar o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República nas eleições de outubro. A decisão foi tomada a partir de 16 impugnações à candidatura apresentadas ao tribunal.

Com a decisão, Lula não poderá mais aparecer no programa eleitoral para presidente, veiculado no rádio e na televisão a partir deste sábado (1º), até que o PT faça a substituição por outro candidato. Conforme o entendimento, o ex-presidente também deverá ter o nome e foto retirados da urna eletrônica. O partido terá 10 dias para indicar o substituto. A decisão tem validade imediata porque será publicada ao término da sessão.

Antes da decisão final, o partido lançou nas redes sociais o que seria a primeira propaganda programada para este sábado.

Reprodução

Os ministros ainda suspenderam a sessão durante a madrugada para definir se a sentença deveria incluir a retirada completa da propaganda do PT na TV e no rádio. Os ministros optaram, no entanto, somente pela proibição da participação de Lula como candidato, o que permite que o candidato a vice Fernando Haddad continue a fazer propaganda.

O placar da votação foi formado com base no voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso. Para o ministro, Lula está inelegível com base na Lei de Ficha Limpa, aprovada em 2010, que veta a candidatura de quem foi condenado por órgão colegiado.

Barroso também entendeu que a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que Lula participe do pleito não tem força para vincular o Judiciário do país.

O entendimento foi seguido pelos ministros Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e a presidente, Rosa Weber. A ministra divergiu em parte do relator ao entender que Lula poderia participar da campanha em função do cabimento de recursos, mas ficou vencida.

Edson Fachin foi o único a votar a favor do argumentos apresentados pela defesa de Lula. Em seu voto, Fachin disse que Lula está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado na segunda instância da Justiça brasileira, mas, mesmo estando preso, pode concorrer nas eleições devido à recomendação do órgão da ONU.

PGR
Durante o julgamento, a procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, opinou contra a concessão do registro de Lula. Segundo a procuradora, Lula foi condenado pela segunda instância da Justiça Federal e não pode disputar o pleito.

Defesa
A defesa de Lula pretende recorrer ao Supremo para tentar garantir a presença do ex-presidente nas eleições.

Durante o julgamento, a defesa do ex-presidente afirmou que a Justiça brasileira deveria cumprir recomendação do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas e liberar o registro de candidatura do ex-presidente nas eleições.

A defesa de Lula também pediu que o TSE não julgasse o pedido de registro. De acordo com o advogado Luiz Fernando Pereira, o processo não estava pronto para julgamento, porque não houve todas as manifestações finais dos que contestaram o registro. Segundo Pereira, “o julgamento é nulo” sem o rito processual que deve ser seguido.

Da Agência Brasil

Wellington cria comitês pró-Zé/Lula, mas Maranhão não vai se envolver

Senador foi dos primeiros a apoiar Lula, em 2002, mas se afastou dos petistas após apoiar o impeachment de Dilma

Não mais: Lula e José Maranhão foram aliados na disputa de várias eleições e se afastaram após o impeachment

O deputado federal Wellington Roberto (PR) anunciou nesta quarta-feira (30) a criação de comitês pró-Zé Maranhão (MDB) e Lula (PT). Vai criar em João Pessoa e em municípios onde os prefeitos tenham proximidade com o ex-presidente. O staff da campanha do senador José Maranhão, líder na pesquisa Ibope para o governo do Estado com 31%, diz, no entanto, que ele não vai se envolver. E tem razão para isso. O emedebista é muito próximo do presidente Michel Temer (MDB) e apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Isso fez com que ele passasse a ser hostilizado pelos petistas. No plenário do Senado, durante a votação, Maranhão pediu desculpas aos paraibanos por ter feito campanha e votado na ex-presidente.

O coordenador da campanha, Roosevelt Vita, em contato com o blog, tomou o cuidado de dizer que a iniciativa é de Wellington Roberto. Ele, como deputado, votou contra o impeachment e fez discurso contrário na Câmara. O não envolvimento na criação dos comitês claramente não quer dizer que o senador não quer ter a imagem associada a Lula. A pesquisa Ibope mostra o presidenciável com 57% na preferência dos paraibanos, apesar de virtualmente impedido de disputar. Lula foi condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá, em São Paulo. O nome provável para sucedê-lo na disputa deve ser o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Ele, atualmente, figura como vice na chapa.

Em declarações à imprensa, Wellington diz até que colocou Maranhão em contato com Haddad quando o petista veio à Paraíba recentemente. Os emedebistas não falam sobre isso. Questionado pelo blog se a associação seria bem-vinda, o presidente estadual do PT, Jackson Macedo, silenciou. O candidato ao governo, na Paraíba, apoiado pelos petistas é João Azevêdo (PSB), referendado também pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). A postura de querer o apoio, mas sem se expor de José Maranhão é claramente para não ser chamado de oportunista. Na história da Paraíba, os comitês suprapartidários foram largamente usados. O hoje senador e candidato à reeleição, Cássio Cunha Lima (PSDB), mesmo adversário, teve comitês pró-Cássio/Lula em eleições para o governo. É do jogo da política.

 

 

Pesquisa Ibope para Presidente: Lula tem 57%; Bolsonaro 13%, Ciro 5% e Marina 5%

O tucano Geraldo Alckmin aparece com 3% na estimulada, seguido de Álvaro Dias, Boulos e Meirelles com 1%

O IBOPE Inteligência testou nesta pesquisa dois possíveis cenários para a eleição presidencial, no primeiro deles em que Lula é apresentado como candidato pelo PT, o ex-presidente aparece em primeiro lugar com 57% das intenções de voto. Em outro patamar aparece Jair Bolsonaro, do PSL, com 13%. Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) têm 5% das menções cada, Geraldo Alckmin (PSDB) tem 3%. Alvaro Dias (PODE), Guilherme Boulos (PSOL) e Henrique Meirelles (MDB) registram 1% das respostas, cada um. Nesta pergunta, em que um disco com o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado, Cabo Daciolo (PATRI), Eymael (DC), João Amôedo (NOVO), Vera (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) não atingem 1% das menções, cada. Neste momento, 11% declaram intenção de votar em branco ou anular o voto e 3% não sabem ou preferem não opinar.

Bolsonaro lidera o cenário sem Lula

Quando Fernando Haddad é apresentado como candidato petista, Bolsonaro é citado por 17% do eleitorado da Paraíba, tecnicamente empatado com Marina Silva (14%) e, no limite da margem de erro, com Ciro Gomes (11%). Neste contexto, Geraldo Alckmin tem 6% das intenções de voto e Haddad 4%. Os demais candidatos atingem até 2% cada. A proporção de quem têm intenção de votar em branco ou nulo alcança 31% neste cenário e os que não sabem ou preferem não responder são 9%.

O levantamento foi realizado, entre dos dias 21 e 23 de agosto, pelo IBOPE Inteligência a pedido da TV Cabo Branco. Ao todo, 812 votantes foram entrevistados pelo instituto. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A consulta foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-08079/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-02889/2018.

 

 

Ibope: Lula lidera pesquisa e é seguido por Jair Bolsonaro

Pesquisa também apresenta cenário sem Lula, com o candidato do PSL na liderança e seguido de Marina e Ciro

O ex-presidente Lula (PT) lidera a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (20). O petista tem 37% das intenções de voto, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 18%. Neste cenário, o time de baixo é composto por Marina Silva (Rede), com 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; Geraldo Alckmin (PSDB), 5%, e Alvaro Dias (Podemos), 3%. Empatados com 1% das intenções de voto aparecem Eymael (DC), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo). Não conseguiram pontuar os candidatos Cabo Daciolo (Patriota), Vera (PSTU) e João Goulart Filho (PPL).

Cenário com Lula

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37%
Jair Bolsonaro (PSL): 18%
Marina Silva (Rede): 6%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Eymael (DC): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0
Vera (PSTU): 0
João Goulart Filho (PPL): 0
Branco/nulos: 16%
Não sabe/não respondeu: 6%

O cenário descrito na pesquisa é de difícil consolidação, em decorrência do virtual impedimento à candidatura do ex-presidente. Lula foi condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá e, por isso, está inelegível de acordo com a Lei Ficha Limpa. A postulação foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 15 de agosto, porém, o registro já foi impugnado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Caberá agora ao relator do caso, o ministro Luiz Roberto Barroso ouvir as partes e levar o caso para o plenário do TSE. Caso ele seja efetivamente impedido de disputar as eleições, o Partido dos Trabalhadores deve substituí-lo pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Cenário sem Lula

Jair Bolsonaro (PSL): 20%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 9%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Fernando Haddad (PT): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Eymael (DC): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Branco/nulos: 29%
Não sabe/não respondeu: 9%
Sobre a pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. É o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral. A margem de erro da consulta é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 2002 eleitores em 142 municípios entre os dias 17 a 19 de agosto. A consulta foi registrada no TSE sob o nº BR‐01665/2018. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. 0% significa que o candidato não atingiu 1%; traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

 

Lula lidera pesquisa CNT/MDA, seguido de Jair Bolsonaro

Ex-presidente tem a preferência de 37,3% dos eleitores. Destes, 17,35% disseram que votariam em Haddad

Pesquisa eleitoral mostrou crescimento de Lula e Bolsonaro em relação à última consulta. Foto: Divulgação

O ex-presidente Lula (PT) lidera a pesquisa as intenções de voto na disputa pela Presidência da República, segundo a pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (20). O petista aparece com 37,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada. A consulta mostra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) em segundo lugar, com 18,3% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Marina Silva (da Rede, com 5,6%), o candidato do PSDB Geraldo Alckmin (4,9%) e Ciro Gomes, com 4,1%. Alvaro Dias (Podemos) tem 2,7% e os outros candidatos não chegaram a pontuar 1%.

O instituto ouviu os eleitores observando, também, um cenário sem o ex-presidente Lula. Tudo por que a condenação do petista em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP) tende a torná-lo inelegível. Dessa parcela, 17,35% disseram que votariam em Fernando Haddad (PT), candidato à vice-presidência na chapa petista, caso Lula não possa disputar a eleição. Com o petista fora da disputa, a tendência é a substituição dele por Fernando Haddad. O ex-prefeito de São Paulo herdaria 17,35% dos votos o ex-gestor. Haddad deve ter Manuela D’Ávila como vice. Sem Lula, a sondagem aponta como beneficiários dos votos dele Marina Silva, com 11,9%; Ciro Gomes, com 9,6%. Sobrariam ainda votos para Jair Bolsonaro (6,2%) e Alckmin (3,7%).

Declararam voto branco ou nulo 14,3% dos entrevistados e 8,8% se disseram indecisos. Em maio, o petista foi citado por 32,4% dos pesquisados e o capitão reformado do Exército, por 16,7 %. Marina Silva tinha 7,6% das intenções de voto e Alckmin, 4%. Ciro Gomes registrou 5,4% naquele mês. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 18 de agosto de 2018 e ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09086/2018.

Segundo turno
Num eventual segundo turno, Lula derrotaria todos os candidatos e teria de 49% a 50% dos votos. Contra Ciro, venceria por 49,4% a 18,5%. Contra Alckmin, por 49,5% contra 20,4%. Se o oponente fosse Bolsonaro, Lula teria 50,1% ante 26,4% do candidato do PSL. Também estaria à frente de Marina, com 49,8% dos votos e ela, com 18,8%.

Bolsonaro aparece à frente dos adversários, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Se ele fosse ao segundo turno contra Ciro Gomes, o placar seria de 29,4 pontos para o deputado federal e de 28,2 para o ex-governador do Ceará. Contra Alckmin, Bolsonaro tem 29,4% da intenções de voto e o tucano, 26,4%.

O cenário mais apertado é no enfrentamento do capitão reformado com Marina Silva: 29,3% para Bolsonaro e 29,1% para a candidata da rede. Os demais cenários de segundo turno: Ciro (26,1%) versus Marina (25,2%), Marina (26,7%) versus Alckmin (23,9%) e Ciro (25,3%) versus Alckmin (22%).

Rejeição
A CNT/MDA também avaliou o potencial de rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Bolsonaro aparece à frente: 53,7% responderam que não votariam “de jeito nenhum” no capitão reformado do Exército.

Citaram Marina nessa mesma pergunta 52,7% dos entrevistados e Alckmin, 52,5%. Ciro é rejeitado por 44,1% dos eleitores pesquisados e Lula, por 41,9%.

Com informações da Folha de São Paulo