Agora é guerra: Cartaxo dá vassourada em aliados de José Maranhão

Decisão ocorreu após declarações seguidas do senador de que será candidato ao governo do Estado

José Maranhão trabalha para ser candidato ao governo do Estado nas eleições deste ano. Foto: Divulgação/Senado

 

Os aliados do senador José Maranhão (MDB) que não deixaram o cargo por vontade própria foram convidados a sair da prefeitura de João Pessoa. Só nesta “Quarta-feira de Fogo” foram exonerados três auxiliares do governo municipal. Numa canetada só do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), Laplace Guedes, adjunto do Procon; Antônio Souza, assessor da Secretaria de Finanças, e Ronaldo Andrade, que integra a presidência do MDB Jovem. Eles deixam o governo municipal depois que a ex-deputada Olenka Maranhão (MDB), sobrinha do senador, ter pedido para sair.

Olenka, vale ressaltar, não vivia um momento bom na prefeitura. A emedebista enfrentava desconforto pelo fato de o tio fazer movimentação política enquanto ela ocupava o cargo na gestão do pessedista. A ex-deputada, vale ressaltar, já não vinha participando das reuniões de monitoramento puxadas pelo prefeito. Luciano Cartaxo vinha cobrando do senador José Maranhão a manutenção da aliança firmada em 2016. Na época, o MDB indicou o vice na chapa encabeçada pelo gestor pessoense. Do partido, permanecem na prefeitura apenas os indicados pelo vice-prefeito Manoel Júnior.

Chapa da oposição já está praticamente fechada para as eleições deste ano

Entre um gole de cerveja e outro no Tambiá Folia, lideranças disseram que falta apenas uma reunião pós-carnaval para fechar todos os nomes

Luciano Cartaxo (D) e Marcos Vinícius (E) durante a apresentação de Tatau no Tambiá Folia. Foto: Olenildo Nascimento

Não há nada a mais do que o já comentado no blog ou na minha coluna na CBN João Pessoa. Mas as peças continuam se juntando no xadrez eleitoral deste ano. Neste fim de semana, durante a prévia carnavalesca Tambiá Folia, organizada pelo presidente da Câmara, Marcos Vinícius (PSDB), várias pontas soltas foram atadas. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) evitou declarações sobre acertos firmados. Sem esconder o otimismo, garantiu que tudo estará definido após o Carnaval. Apesar disso, não foi raro encontrar quem, entre os tucanos, apresentasse a chapa para a disputa. Por ela, estariam contemplados o gestor pessoense, na cabela de chapa. O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), indicaria a mulher, Michelline Rodrigues, para a vaga de vice.

E não para por aí. Do tucanato vem ainda a indicação de Cássio Cunha Lima para a disputa da reeleição para o Senado. A outra vaga para a disputa da Casa Alta ficaria por conta de Raimundo Lira, hoje no MDB. Lira, vale ressaltar, deve trocar de legenda. Isso se, como se espera, o senador José Maranhão (MDB) decidir manter a candidatura ao governo do Estado. Nas contas das lideranças da oposição ouvidas pelo blog na festa, sobrariam quatro vagas para serem distribuídas entre os partidos aliados. “Não tem espaço para desconfiança”, ressaltou uma fonte ouvida pelo blog. A alegação é a de que, junta, a oposição terá chance de vencer no primeiro turno as eleições. A compreensão é a de que se houver segundo turno, a coisa complica.

A definição ocorre após uma série de desentendimentos entre os partidos de oposição. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, cobrava uma decisão urgente para a definição da candidatura. Ele, nos bastidores, ameaçava não deixar a prefeitura sem uma definição. O entendimento comum, inicialmente, seria de uma definição do nome das oposições até o fim de janeiro. O senador Cássio Cunha Lima, no entanto, defendia o adiamento para abril. Depois de muita pressão, um acordo deve ser firmado após o Carnaval.

Poderio governista

Enquanto os partidos de oposição traçam planos para a disputa, os governistas estão com o pé na estrada. A estratégia é clara:  governador Ricardo Coutinho (PSB) organizou uma agenda intensa de inaugurações e reuniões do Orçamento Democrático para reforçar o nome do secretário João Azevedo. Nesta segunda-feira (5), por exemplo, ele estará presente na posse dos mil professores nomeados pelo governador. A solenidade vai ocorrer no Espaço Cultural, às 10h.

 

 

Cartaxo põe interinos na vaga de secretários após exonerações

Quatro secretários pediram para sair após ultimato do prefeito sobre virtuais candidatos no pleito deste ano

Luciano Cartaxo orientou secretários dispostos a disputar cargos eletivos a deixarem o cargo. Foto: Andréa Santana/CBN

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, definiu, no fim da manhã desta quinta-feira (1°), que apenas secretários interinos irão ocupar as secretarias cujos gestores optaram pela desincompatibilização para disputar as eleições deste ano. Adjuntos e diretores irão ocupar a titularidade das pastas a partir deste mês.

Na Secretaria de Segurança Urbana, o secretário adjunto Assis Freire vai responder pela pasta que era ocupada por Geraldo Amorim. No lugar de Olenka Maranhão, na Secretaria do Trabalho e Renda, quem assume interinamente é Paulo Roberto Fernandes Vieira, diretor de Operações. Já o secretário adjunto da Juventude e Esportes, Rodrigo Fagundes de Figueiredo Trigueiro, responde pelo posto antes ocupado pelo deputado Jutahy Meneses.

O único espaço ainda não preenchido é o de secretário de Mobilidade Urbana. O cargo era ocupado por Carlos Batinga, que pretende disputar vaga na Assembleia Legislativa. As nomeações interinas têm o objetivo de preservar o funcionamento pleno dos projetos, programas e ações que estão em execução nas secretarias. A intenção é garantir o cumprimento das metas pactuadas, assegurando o ritmo de entregas e de novos resultados apresentados à população.

 

 

Ao responder Maranhão, Cartaxo diz que não existe “camisa de força no governo”

Prefeito demonstra desconforto com pré-candidatura do senador e diz que o eleitor precisa ser ouvido

Luciano Cartaxo acompanha obras em Mangabeira ao lado do vice, Manoel Júnior. Foto: Alessandro Potter SECOM-JP

As lideranças dos partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) precisam discutir a relação. As declarações do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), nesta segunda-feira (8), evidencial isso. O gestor cobra uma definição, ainda neste mês, de quem será o candidato do bloco ao governo do Estado. A cobrança segue no sentido contrário à ideia dos dirigentes dos outros partidos. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), pré-candidato à reeleição, aponta abril como prazo limite. Já o também senador José Maranhão (MDB) é partidário da tese do “cada um por si e Deus por todos”.

O resultado disso tem sido um jogo com viés psicológico tremendo. “É preciso que a oposição coloque as cartas na mesa. Isso é fundamental. É preciso que os partidos possam ter a maturidade de dizer o que pensam, o que estão projetando para o futuro da Paraíba, fazer projeções de cenário, começar a discussão em relação à composição da chapa”, destacou Cartaxo. “Nós chegamos ao mês de janeiro. Na minha avaliação, na minha leitura, eu dizia isso desde o ano passado e continuo com este mesmo pensamento de que agora em janeiro é o melhor momento para fazer essa apreciação”, acrescentou.

Cobrança

O prefeito não reagiu bem às declarações feitas pelo senador José Maranhão. O senador decretou o fim da aliança das oposições e foi além ao dizer que foi traído duas vezes por Cartaxo. O parlamentar, inclusive, colocou os cargos do MDB à disposição do prefeito. “Ninguém está no governo por obrigação. Eu não nomeei ninguém à força. As pessoas acreditam no governo, participam do governo. Ninguém está obrigado a ficar numa camisa de força”, disse o prefeito, que tem como vice o emedebista Manoel Júnior.

Manoel Júnior diz que busca o diálogo no MDB, mas não sabe falar javanês

Vice-prefeito se preocupa com movimentação de José Maranhão e vai cobrar adesão a Cartaxo

Manoel Júnior na mesa com Raimundo Lira, Michel Temer, José Maranhão e Moreira Franco. Foto: Francisco França

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (MDB), vive uma saia justa sem tamanho entre os seus aliados. Ele defende que o partido feche questão em relação ao apoio ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Caso o gestor decida se desincompatibilizar do cargo em abril deste ano para disputar o governo, ele assume a titularidade da prefeitura. O problema é que o senador José Maranhão, que preside o partido no Estado, também quer disputar o governo. O projeto do emedebista põe em risco a candidatura de Cartaxo e, consequentemente, a posse de Manoel Júnior no cargo. Por isso, Júnior convocou reunião do diretório municipal para quarta-feira (10).

“Tenho tentado o diálogo (dentro do partido). Só não entendo javanês”, disse Manoel Júnior, com referência indireta ao conto de Lima Barreto, escrito no início do século passado, “O homem que falava javanês”. A sentença é comumente utilizada na política para se referir à falta de entendimento entre os integrantes de um grupo. O vice-prefeito, assim como Cartaxo, cobra uma definição rápida do partido sobre o apoio para as eleições deste ano. O tema tem sido o combustível para um intenso debate entre as lideranças partidárias, travado na imprensa.

O senador José Maranhão entende que tem condições de vencer as eleições ou, pelo menos, apresentar uma candidatura competitiva. Ele traz no bojo da experiência partidária o fato de ter governado o Estado em três oportunidades. Os seus adversários, dentro do partido, lembram da baixa efetividade dele nas disputas. O parlamentar assumiu o governo, em 1995, após a morte do titular do cargo, Antonio Mariz. Ele foi reeleito em 1998 contra o então deputado federal Gilvan Freire. Depois disso, foi derrotado em 2006 e 2010 na disputa para o governo. Assumiu em 2009 com a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB). Em 2012, ficou em quarto lugar na disputa pela prefeitura da capital.

“Não adianta ter recall na largada e perder força na chegada”, disse em reserva um emedebista ouvido pelo blog. E a discussão está apenas começando.

 

 

Na CBN, Maranhão diz que “não existe aliança das oposições” na Paraíba

Virtual candidato ao governo, senador diz que “casamento com Cartaxo” acabou na eleição passada

Senador diz que será candidato ao governo nas eleições deste ano e não abre mão da disputa. Foto: Suetoni Souto Maior

O senador José Maranhão (MDB) jogou por terra, nesta quarta-feira (3), a tese de aliança das oposições na Paraíba. Segundo o parlamentar, virtual candidato ao governo, o agrupamento que existiu foi para o pleito de 2016. “Este casamento já foi feito. Agora estamos na fase do divórcio”, ressaltou o emedebista, durante entrevista à jornalista Michelle Sousa, na CBN João Pessoa. O casamento referido pelo parlamentar foi a aliança que resultou na reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O gestor foi reconduzido ao cargo no pleito passado tendo o emedebista Manoel Júnior na condição de vice.

O parlamentar, inclusive, demonstrou desconforto com as cobranças que diz estar recebendo. “Poderemos até apoiar, mas não aceito essa obrigação”, disse José Maranhão, sem especificar de onde tem vindo a pressão. “A aliança foi para Luciano Cartaxo se reeleger prefeito. Não temos compromisso para elegê-lo governador, presidente e nem papa”, ironizou. Ele também cobra reciprocidade, dizendo que chegou a hora, na verdade, da retribuição. “(Luciano Cartaxo) Não pode apoiar o PMDB também não?”, destacou o parlamentar.

Momentos antes, ao ser questionado se teria o apoio de Manoel Júnior, caso seja candidato ao governo, Maranhão foi evasivo. Júnior assumirá a prefeitura de João Pessoa caso Cartaxo decida disputar o governo. Neste cenário, o prefeito teria que se desincompatibilizar do cargo até o dia 7 de abril, seis meses antes das eleições. Neste caso, o parlamentar disse que não seria estratégico responder à pergunta, para não colocar o correligionário em saia justa. Em outro momento, vale ressaltar, ele lembrou que em 2014 Manoel Júnior apoiou a candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e não a do seu partido.

Cartaxo terá que devolver R$ 628,65 mil ao Fundeb, recomenda TCE-PB

Por Angélica Nunes

 

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), terá que devolver R$ R$ 628,65 mil ao Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) devido à utilização do recurso para finalidades diversas das que são previstas. A determinação do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) foi publicada no Diário Oficial do órgão desta terça-feira (26) e se refere ao exercício 2012, quando a capital era administrada pelo ex-prefeito Luciano Agra, já falecido.

A devolução do recurso deverá ser feita no prazo de 60 dias, a contar da data da publicação do acórdão, mas o TCE abriu a possibilidade de parcelamento do débito, caso seja solicitado e sejam cumpridos os requisitos para isto.

Ao analisar a prestação de contas do ano 2012, o TCE detectou também incompatibilidade não justificada entre os demonstrativos, inclusive contábeis, quanto à divergência entre o valor do saldo final (2011) e saldo inicial (2012), no valor de R$ 6,74 milhões, além de registros contábeis incorretos sobre fatos relevantes, implicando na inconsistência dos demonstrativos contábeis, no montante de R$ 26,15 milhões, relativo a Precatórios, Ativo Permanente da Câmara Municipal e em relação ao saldo de Realizável no Balanço Financeiro e R$ 84,80 milhões pertinente ao registro dos Restos a Pagar, entre o que consta no RREO e no SAGRES.

Na lista de irregularidades também constam a omissão de valores da dívida fundada, no que tange a precatórios previdenciárias ao INSS, Energisa e Cagepa, no montante de R$ 130,41 milhões; realização de despesas consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público, ilegais e/ou ilegítimas, quanto ao pagamento de parcelamento de dívida previdenciária assumida pela Câmara Municipal, no montante de R$ 118 mil; dentre outros.

Cartaxo anuncia incentivos fiscais para o Polo Turístico do Cabo Branco

Área é tratada como prioridade pelo governador Ricardo Coutinho, adversário do prefeito

Luciano Cartaxo assinou documentos que disciplinam a redução dos impostos para empresas que se instalem no Polo Turístico Cabo Branco. Foto: Herbert Araújo/CBN João Pessoa

A prefeitura de João Pessoa vai dar incentivos fiscais para empresas interessadas em se instalar no Polo Turístico Cabo Branco. O complexo ganhou novos atrativos, recentemente, com a criação do Distrito Industrial do Turismo da Capital paraibana. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) anunciou a redução do Imposto Sobre Serviços municipais (ISS) de 5% para 2% para novos empreendimentos na região. A medida traça uma curiosa linha de “aproximação” administrativa da prefeitura com o Estado. Lógico que isso será visto como provocação no bunker socialista. Afinal, Cartaxo é adversário e esteve no centro da polêmica em relação à instalação do Home Center Ferreira Costa, nesta semana.

O incentivo fiscal adotado em relação ao turismo segue o exemplo do que foi feito com empresas ligadas ao setor de tecnologia e à instalação de call centers. “Como nunca havia sido feito, a Prefeitura está honrando a sua parte, concedendo incentivos fiscais para o Polo Turístico. João Pessoa é hoje uma cidade vocacionada para a atração de novos negócios, reconhecida como a segunda melhor cidade para se investir no Nordeste”, ressaltou Cartaxo, durante solenidade ocorrida na manhã desta sexta-feira (15), no Centro Administrativo Municipal de João Pessoa.

De acordo com fontes da prefeitura, ouvidas pelo blog, já há empresas interessadas em se instalar no local. O Polo Turístico do Cabo Branco é um sonho acalentado pelos pessoenses desde o governo de Tarcísio Burity, na década de 1980. De lá para cá, o espaço, dominado por grupos que não investiram como o prometido, foi relegado às traças. O governador Ricardo Coutinho (PSB) publicou editais de convocação e fez a retomada de áreas ocupadas ilegalmente. A perspectiva é que o destravamento propicie maiores investimentos na área.

O projeto prevê a instalação de hotéis e diversos serviços voltados para o segmento turístico na região. A área localizada no Litoral Sul da capital já abriga um importante empreendimento, o Centro de Convenções. O polo, atualmente, é administrado pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep). A medida foi possível com base no decreto n° 37.192 de 2016, assinado pelo governador Ricardo Coutinho. A medida, naquele momento, vistou dar maior celeridade à efetivação do projeto. Falta agora um diálogo entre o prefeito e o governador sobre outras formas de cooperação.

 

No embate com Ricardo, Cartaxo anuncia fim do imbróglio com a Ferreira Costa

Prefeito rechaça acusação de que estaria criando obstáculo à instalação de home center

Luciano Cartaxo participou de reunião com empresários da Ferreira Costa. Foto: Andréa Santana\CBN João Pessoa

O imbróglio em relação à construção do Home Center Ferreira Costa parece estar perto de uma solução. Este, pelo menos, foi o tom dado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (14). O gestor se reuniu com os representantes da empresa no mesmo dia em que o governador Ricardo Coutinho (PSB) promoveu reunião para “resolver a questão”. A construção do empreendimento, avaliado em R$ 120 milhões, foi embargada por decisão do município. A alegação foi a de que a empresa não tinha apresentado toda a documentação necessária para a obra.

A situação fomentou um embate puxado pelo governador. Ricardo convidou os empresários, o Ministério Público, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o prefeito para uma reunião. No encontro, sem a presença de Cartaxo, o governador questionou os motivos do embargo. O prefeito, por outro lado, disse não ter ido ao encontro por que o problema alegado pelo governador não existe. Para apimentar ainda mais a situação, acusou o socialista de tentar dar ordens da prefeitura. “Ele não entendeu ainda que a candidata apresentada por ele em 2016 foi derrotada”, ressaltou.

Confira a nota divulgada pela prefeitura:

Em reunião com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, representantes do Grupo Ferreira Costa se comprometeram, na tarde desta quinta-feira (14), em reapresentar o projeto construtivo para instalação de uma unidade na capital paraibana. Durante o encontro, a empresa garantiu que irá fornecer toda a documentação solicitada pela administração municipal, atendendo à legislação do município e do Comando da Aeronáutica (COMAER).

O diretor do grupo, Guilherme Ferreira Costa, reforçou o interesse da Prefeitura de João Pessoa em atrair o empreendimento, gerando 500 novos empregos. O Grupo garantiu que vai apresentar os documentos necessários para o projeto construtivo, em um dos terrenos, e também de compactação do solo em uma área anexa, que ainda depende da autorização do Comando da Aeronáutica para edificação, em função da proximidade do Aeroclube.

O prefeito Luciano Cartaxo disse que a Prefeitura de João Pessoa vem mantendo contato permanente com a empresa, sempre pautado pela criação de oportunidades e pelo cumprimento da legislação. “A nossa capital foi recentemente apontada como uma das melhores cidades para se investir no Nordeste, dispondo de um ambiente favorável para a atração de novos negócios. O nosso compromisso é com a geração de empregos, mas sempre seguindo o que prevê a lei”, pontuou, depois de lembrar que o município tem concedido novos incentivos fiscais e que vem batendo recorde com o maior programa de apoio ao empreendedorismo da história da cidade.

Reapresentação – A Prefeitura aguarda a reapresentação do projeto para o início efetivo das obras do novo empreendimento. “Diante da reapresentação, com a apresentação de todo detalhamento técnico, a Prefeitura fará a análise final, como acontece com qualquer empresa interessada em se instalar na cidade”, informou a secretária de planejamento Daniella Bandeira.

 

Ricardo Coutinho chama Cartaxo para discutir interesses do estado

Governador quer tratar sobre cassação de licença de empresa que se instalaria em João Pessoa

Ricardo Coutinho espera marcar o encontro para quinta-feira. Foto: José Marques/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho (PSB) decidiu entrar numa polêmica que até pouco vinha envolvendo apenas auxiliares graduados da gestão. Ele vai convidar o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), para uma reunião. O encontro deve ocorrer no Palácio da Redenção, na quinta-feira (14), às 10h. O socialista quer tratar sobre a cassação da licença expedida pela prefeitura de João Pessoa que autorizava a instalação da empresa Ferreira Costa Home Center. O empreendimento seria construído no bairro do Bessa, mas houve embargo da prefeitura.

O tema tem embalado os ataques de auxiliares do governador ao prefeito da capital. Eles alegam que a saída da empresa do Estado vai provocar a perda dos 500 postos de trabalho que seriam criados. Aponta a perda, também, de investimentos da ordem de R$ 120 milhões na capital. A Ferreira Costa tem 131 anos de existência e está entre as 14 empresas mais antigas de Pernambuco em funcionamento, pertencente à mesma família. O grupo também ocupa o 5º lugar no ranking nacional das lojas de material de construção e está há mais de 12 anos entre os 50 maiores contribuintes de ICMS do estado vizinho.

O governador informou que vai convidar também o Ministério Público da Paraíba, a Câmara de Dirigentes Lojistas e os representantes do Grupo Ferreira Costa. A Prefeitura de João Pessoa alegou que a obra foi embargada por causa da falta de licenças por parte da empresa. Coutinho diz que não sabe o que é o entrave, mas garantiu que ele não foi criado pelo governo. “Quero saber por que a licença que existia foi cassada”, questionou.

Procurada pelo blog, a assessoria do prefeito Luciano Cartaxo prometeu encaminhar resposta em breve.