Desafio: Ricardo diz que se terceirização não der certo, deixa o governo

Sobre provocação de Cartaxo, Coutinho desafiou adversário a deixar o mandato se estiver mentindo

O governador Ricardo Coutinho fez críticas ao prefeito Luciano Cartaxo durante solenidade. Foto: Francisco França

O governador Ricardo Coutinho (PSB) lançou um desafio para os seus adversários políticos, notadamente, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). O gestor pessoense é virtual candidato das oposições ao governo do Estado e tem feito críticas à terceirização da Educação. Durante solenidade para o anúncio de 150 vagas de concurso, nesta segunda-feira (24), o prefeito voltou a criticar o governador. “Enquanto a prefeitura faz concurso, o estado terceiriza”, disse. Ao ser abordado sobre o assunto, Coutinho prometeu mostrar resultado da terceirização em semanas. E foi além, ressaltou que se não conseguir, topa deixar o governo.

“Farei uma aposta a deputado, farei uma aposta com o prefeito de João Pessoa (Luciano Cartaxo). Faria com qualquer autoridade que tivesse mandato. Se não for isso o que eu estou dizendo, eu perderia o mandato. Agora, se for isso, eles assumam o compromisso de sair do mandato e fazer um bem ao povo para deixar de trabalhar com mentiras e fazer um bem à sociedade”, ironizou Ricardo Coutinho. A provocação foi feita após ele discorrer sobre o rosário de críticas que vem recebendo por causa da proposta de terceirização na Educação. O gestor alega que a medida trará benefícios para os prestadores de serviço, ao contrário do que ocorre hoje, porque eles passarão a ter direitos trabalhistas.

Críticas

As críticas do governador foram direcionadas principalmente a Luciano Cartaxo. O prefeito tem feito declarações contrárias à terceirização. Para ele, o modelo de contratação demonstra a falência da capacidade administrativa da prefeitura. “O prefeito Cartaxo tem uma dificuldade muito grande de compreensão das coisas. Ou pior ainda, se compreende, ele está simplesmente manipulando a verdade. É por que ele não sabe o que é terceirização. Aliás, ele sabe de muito pouca coisa. Basta olhar para a cidade de João Pessoa que você compreende isso. O que estou fazendo é retirando os trabalhadores de situação precarizada e dando a eles exatamente a regularização”, disse.

Ricardo Coutinho explicou que a terceirização não vai alterar a situação dos professores e da direção das escolas. Por outro lado, apresenta dados preocupantes sobre a capacidade técnica dos professores que prestam serviço à educação, atualmente. Segundo ele, se for realizado concurso, entre 90% e 95% dos profissionais não serão aprovados e terão que deixar o serviço público. Ele justifica que a reprovação ocorreria por conta da alta competitividade nas seleções. Para rebater as críticas, o governador falou ainda da reforma de 55 escolas e assegurou que a terceirização fará com que os serviços de reparo nas instituições de saúde sejam mais rápidos.

 

Luciano Cartaxo anuncia concurso para 150 vagas na prefeitura

Vagas serão destinadas à Controladoria Geral do Município, Sedurb e IPM

Luciano Cartaxo assina autorização para a realização dos concursos públicos. Foto. Alessandro Potter

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), elevou a previsão inicial de vagas em concursos para a prefeitura. Um dia depois de anunciar a abertura de 100 vagas, ele deu entrevista coletiva, nesta segunda-feira (24), para confirmar concurso para 150 vagas. A seleção será direcionada para profissionais de nível médio e superior. As vagas serão para reforçar o quadro permanente da Controladoria Geral do Município (CGM), da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e do Instituto de Previdência do Município (IPM). O lançamento dos editais e as etapas de seleção serão realizados até o final deste ano.

O concurso público irá preencher 121 vagas de nível médio e 29 de nível superior, com salários que vão de R$ 1.200,00 a R$ 5.000,00 e uma jornada de trabalho variável, conforme a função, chegando a até 40 horas semanais. Segundo o secretário municipal de Administração, Roberto Wagner, uma comissão técnica foi criada para elaborar e publicar o edital de cada seleção, que será divida por órgãos. A convocação dos aprovados ocorrerá assim que saírem os resultados do concurso, entre o final do ano e o início do próximo. “O concurso reforça os princípios de eficiência, meritocracia e transparência da gestão. Estamos reduzindo o número de prestadores de serviço e aumentando o quadro efetivo”, apontou.

De acordo com o prefeito, a autorização dos concursos reforça o modelo de gestão por resultados implantado na PMJP. Ele destacou que a João Pessoa foi recentemente reconhecida pelo Conselho Federal de Administração (CFA) como destaque entre as capitais do Nordeste e como melhor da Paraíba. “Durante os últimos quatro anos, já convocamos quase 2 mil servidores por concurso. Realizar uma seleção assim, no momento de crise que o País atravessa, não é fácil. Mas esse trabalho é fruto do planejamento e do esforço de gestão que temos feito no dia a dia”, disse, durante reunião com equipe econômica.

IPM

No Instituto, que passa por um amplo processo de modernização, serão 60 vagas para funções como suporte administrativo e previdenciário, assistente de tecnologia da informação, além de técnico previdenciário, voltado para profissionais das áreas de Contabilidade e Enfermagem. O Instituto também vai convocar servidores para a categoria de Analista Previdenciário, que reunirá funções de nível superior: administrador, advogado, analista de informática, arquivologista, assistente social, atuário, contador, economista, médico-perito e psicólogo.

CGM e Sedurb

Na Controladoria Municipal serão abertas 20 vagas de auditor e de técnico municipal de controle interno. A seleção de nível superior é aberta a profissionais que tiverem concluído a etapa de formação universitária em qualquer área do conhecimento. Já na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, serão 70 vagas para profissionais de nível médio, na função de agente de controle urbano.

Cronograma

De acordo com o cronograma, o edital do concurso da CGM será divulgado em agosto e as provas acontecerão em outubro. Para o concurso da Sedurb e IPM, o edital será lançado em outubro e as provas serão realizadas em dezembro.

 

Em evento com Luciano Cartaxo, Lira defende aliança do PMDB com Ricardo

Prefeito, por outro lado, acredita na manutenção dos peemedebistas na oposição

Raimundo Lira diz que vai priorizar as ações junto aos prefeitos aliados. Foto: Divulgação/Senado

O senador Raimundo Lira, líder do PMDB no Senado, deu sinais de que a sigla peemedebista rumará para a terceira eleição seguida rachado. O parlamentar segue rota distinta do também senador José Maranhão e do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior. Ele quer que o partido marche, em 2018, ao lado do governador Ricardo Coutinho (PSB). As declarações foram dadas durante audiência no Tribunal de Contas do Estado para discutir a Medida Provisória 778/2017, que tramita no Senado. A proposta prevê o parcelamento das dívidas previdenciárias de estados e municípios com da Previdência Social. O evento contou com a participação do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, virtual candidato do PSD ao governo.

O PMDB, vale ressaltar, é disputado por dois blocos. De um lado, o governador Ricardo Coutinho, preferido de Raimundo Lira. Do outro, o das oposições, que tem a preferência do senador e presidente estadual do PMDB, José Maranhão. Apesar da indefinição no bloco governista sobre quem serão os candidatos, Lira demonstra otimismo em relação à composição. O partido não conseguiu construir consenso nas eleições de 2014, quando parte apoiou a reeleição de Ricardo Coutinho e a outra, a eleição de Cássio Cunha Lima. Em 2016, o partido rompeu com Ricardo e se alinhou com a oposição. No pleito de 2018, a tendência é de novo racha.

Cartaxo

Procurado pela imprensa, no mesmo evento, o prefeito Luciano Cartaxo demonstrou otimismo em relação à manutenção da aliança dos partidos de oposição. Ele garantiu que tem havido diálogo entre as principais lideranças do bloco, inclusive José Maranhão. “Acho que até abril do ano que vem essa composição estará definida. A partir daí, começarão as discussões em torno de nomes para as chapas majoritária e proporcional”, disse o prefeito. Pela parte das oposições, além dele, são lembrados os nomes do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e do senador Cássio Cunha Lima, ambos do PSDB, além de José Maranhão, do PMDB.

TCE alerta Luciano Cartaxo sobre elevado número de servidores temporários

Prefeitura terá até o fim do exercício financeiro para corrigir informações

Luciano Cartaxo terá que corrigir informações até o final do ano. Foto: Ângelo Medeiros

Por enquanto, é apenas uma advertência. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu alerta nesta quarta-feira (21) para o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Ele terá até o fim do atual exercício financeiro para corrigir as inconsistências apontadas pelo órgão de controle. Entre os problemas apontados está o elevado número de servidores temporários. De acordo com o processo, publicado nesta quarta no Diário Oficial Eletrônico do TCE, são 10.740 profissionais nesta condição. O montante corresponde a 120% da soma dos servidores efetivos (8.028) e comissionados (888), tendo como referência o mês de abril. O relator das contas é o conselheiro Nominando Diniz. Além dos servidores, houve alerta também em relação ao investimento em educação abaixo do determinado pela lei, de 25% da Receita Corrente Líquida.

Aliados de Cartaxo dizem que movimentação de Romero fortalece grupo de Ricardo Coutinho

Nas contas do bunker “cartaxista”, pólo político não tem mais Campina Grande como centro

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

As declarações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) de que a gestão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), o credencia para disputar o governo gerou desconforto na base aliada. As críticas vêm justamente de pessoas próximas ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Os dois disputam a indicação dos partidos de oposição para concorrer à sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB). Está em jogo o aval de PSD, PSDB e PMDB. O movimento deles, no entanto, tem apontado para a iminência de um racha. Questionado frontalmente, Cartaxo nega desconforto. Diz que não é candidato e que o tema será discutido no momento próprio. Seus aliados, no entanto, expõem visão diferente.

“Esse papo de que as lideranças de Campina Grande estão fechadas com a candidatura de Romero Rodrigues, que a cidade precisa ter um nome para a disputa é ultrapassado. Só beneficia o grupo de Ricardo Coutinho. Cássio errou em 2014, achando que ganharia fácil. Ele admite isso hoje. E erra de novo ao achar que o outro lado não terá ninguém para a disputa”, disse, em reserva, um dos aliados mais próximos do prefeito Luciano Cartaxo. O pessedista, assim como Romero Rodrigues, tem usado os dias de folga para se reunir com prefeitos. Desde o início do ano, foi a pelo menos 20 cidades e se reuniu com nada menos que 40 prefeitos paraibanos. A maioria deles integrante de partidos da base aliada. Muitos, inclusive, também tiraram fotos ao lado de Romero.

O grupo de Luciano Cartaxo traça a estratégia de ampliar as visitas a cidades do interior. Eles fazem a seguinte conta: o prefeito de João Pessoa tem grande aceitação na Região Metropolitana, por causa da reeleição na capital, e ainda possui raízes no Sertão. Apesar de radicado na capital, onde construiu a sua carreira política, Cartaxo é natural de Sousa. O gestor, inclusive, costuma lembrar que o último prefeito sertanejo da Paraíba foi Antônio Mariz, falecido em 1995, pouco depois de tomar posse. O bunker pessedista ressalta também que desde a eleição de Ricardo para o governo, a população de João Pessoa se afeiçoou com candidaturas da capital. Eles pretendem investir nesse filão.

Há sinais apontam para a rota de colisão entre os grupos de Cartaxo e Cássio, apesar das negativas. Um deles foi a agenda colada do presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, com o prefeito Romero Rodrigues. Eles foram juntos a duas cidades recentemente. O fato causou desconforto entre os pessedistas da capital. Cartaxo, vale ressaltar, não foi convidado por Romero para o São João de Campina Grande, o que aprofundou o fosso. Rômulo, por outro lado, demonstra irritação com as queixas. Ele lembra a história de proximidade que tem com Romero, desde o início da vida política. Diz ainda que a prioridade do seu partido é o apoio à candidatura de Cartaxo. “Que partido não quer um candidato ao governo?”, diz.

Gouveia diz que tem trabalhado para fortalecer o nome de Cartaxo. O parlamentar critica a posição de aliados do prefeito que têm, na visão dele, atrapalhado mais que ajudado. “Fazendo isso, eles mais dividem que unem”, ressaltou. Alheio às queixas dos pessedistas, Romero Rodrigues tem partido em busca de apoios. Na agenda de visitas a prefeitos, posou para fotos na semana passada ao lado do prefeito de Piancó, Daniel Galdino, do mesmo partido de Cartaxo. Ele esteve na festa de Santo Antônio, festejo para o qual o prefeito da capital foi chamado e não pode comparecer. De fato, olhando os últimos acontecimentos, fica claro que o grupo coeso das eleições de 2016 precisa discutir a relação ou vai se esfacelar.

 

Em meio a rusgas entre Cartaxo e Romero, aliados pedem paciência

Daniella Ribeiro e Rômulo Gouveia veem dedo governista na discórdia

Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo brigam para se cacifar para a disputa de 2018. Foto: Divulgação

Os partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) têm demonstrado preocupação com o futuro eleitoral do grupo. A pseudo vantagem eleitoral, por, na avaliação deles, ter os melhores nomes para a disputa, corre o risco de ruir. O ponto de preocupação diz respeito ao recente tensionamento entre os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande. Ambos trabalham para a disputa das eleições em 2018. Ambos, também, buscam apoio na mesma trincheira para a disputa. “Se não houver um mínimo de entendimento, para que não haja separação, o futuro deixa de ser promissor”, diz a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP).

A mesma preocupação foi manifestada, nesta quarta-feira (14), pelo deputado federal Rômulo Gouveia (PSD). O parlamentar, também dirigente estadual da sigla pessedista, aponta os governistas como responsáveis pelas rusgas. Apesar disso, é inegável que as agendas casadas de Rômulo com Romero têm gerado polêmica entre os aliados de Cartaxo. O temor desenhado é o de que o prefeito chegue a 2018 e não tenha legenda para a disputa. Isso fez com que crescesse o movimento para que o prefeito mude de partido. Uma grande bobagem, segundo Rômulo. Na visão dele, a discórdia é construída nos bunkers dos aliados do governador Ricardo Coutinho.

“Eu já falei com Luciano Cartaxo e com Lucélio Cartaxo (presidente do PSD de João Pessoa). Eles sabem da disposição do partido de apoiar uma candidatura própria do PSD”, ressaltou Gouveia. Ele alega que a proximidade com Romero Rodrigues sempre existiu. Os dois foram contemporâneos na Câmara de Vereadores. Ambos também foram deputados estaduais e deputados federais. Sobre 2018, o parlamentar reconhece que é lícito tanto Cartaxo percorrer o estado em busca de votos, quanto Romero fazer esse papel também. “O que não pode é haver intriga”, ressalta o mandatário da sigla pessedista.

Os prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo têm percorrido o Estado em busca de apoios. O campo fértil para as visitas têm sido cidades comandadas por siglas da oposição, a exemplo de PSD, PSDB, PP e PMDB. Para Daniella Ribeiro, o caminho é os dois construírem pontes e distensionarem o discurso. “A briga só beneficia o nome a ser indicado pelo governador”, ressalta.

Cássio diz que Romero se credencia para disputar o governo

Senador lembrou do caminho trilhado por ele e pelo pai para chegar ao Palácio da Redenção

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), corre o risco de acordar, nas eleições de 2018, sem o desejado apoio do PSDB. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) fez uma análise no fim de semana na qual apontou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (do mesmo partido), como opção para a disputa. Cunha Lima lembrou que foi a gestão dele, à frente da prefeitura, que pavimentou sua candidatura ao governo do Estado. “Foi assim também com o meu pai”, ressaltou, em referência ao ex-governador Ronaldo Cunha Lima, este último já falecido.

As declarações de Cássio chegam na hora em que o prefeito de Campina Grande tenta se colocar como opção para a disputa. Dos partidos situados nas oposições, o PSDB surge com duas opções (Romero e Cássio). Já o PSD surge com Luciano Cartaxo como nome de consenso, apesar de muitos aliados do pessedista estarem desconfiados com o partido. Eles alegam que Rômulo Gouveia, presidente da sigla, mantém grande proximidade com o grupo de Cássio Cunha Lima. Outro nome lembrado para a disputa é o do senador José Maranhão (PMDB).

A defesa feita por Cássio, no entanto, é que o grupo esteja unido para a disputa das eleições de 2018. Essa união, no entanto, não será facilmente concretizada.

Em meio a polêmica sobre a Lagoa, Cartaxo viaja para a Espanha a convite do BID

Fórum Ibero-americano de Prefeitos vai acontecer na cidade de Santander

Luciano Cartaxo vai discutir, na Espanha, o programa João Pessoa Sustentável. Foto: Ângelo Medeiros

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), viaja nesta sexta-feira (9) para a Espanha. Ele participa na cidade de Santander do II Fórum Ibero-americano de Prefeitos, a convite do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A viagem ocorre em meio à polêmica decorrente da operação Irerês, da Polícia Federal. O órgão apura suposto dano de R$ 6,4 milhões ao erário na execução das obras de reforma da Lagoa. O gestor nega irregularidade, ressalta a transparência na obra e, como contraponto, busca a geração um agenda positiva. O fórum reúne prefeitos, ex-prefeitos e especialistas em sustentabilidade urbana de diversos países latino-americanos e da Espanha.

Luciano Cartaxo foi convidado para participar do fórum em função de João Pessoa ser uma das cinco capitais do Brasil que está implantando o Programa Cidades Sustentáveis do BID. O evento é promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a prefeitura local e as universidades de Cantábria (UC) e Internacional Menéndez Pelayo. Estarão presentes, também, o presidente do BID, o colombiano Luiz Alberto Moreno, e ministro espanhol de Obras Públicas e Transportes, Iñigo de la Serna. A pauta tem como pano de fundo a troca de experiências entre os participantes do programa Programa Cidades Sustentáveis do BID.

Programação

As principais discussões do evento, segundo Cartaxo, estão em sintonia com os eixos do Programa João Pessoa Sustentável. A iniciativa, na capital, é fruto do planejamento junto com os técnicos do BID, de um conjunto de 60 grandes obras e ações voltadas a preparar o desenvolvimento do município para os próximos 30 anos, quando terá mais de 1 milhão de habitantes.

Estão no foco do fórum temas essenciais ao crescimento de João Pessoa, a exemplo dos estudos de caso sobre a recuperação e o saneamento dos chamados corpos d’água, como ocorre com a construção do anel sanitário que interrompeu definitivamente o fluxo de esgotos historicamente despejados na lagoa do Parque Solon de Lucena, no Centro da cidade. As discussões em torno do assunto, durante o fórum, serão feitas a partir das experiências registradas no saneamento da própria baía de Santander, da Baía de Campeche, no México, do Rio Choluteca, em Honduras, do pântano da cidade de Cartagena, na Bolívia, da Baía de Gijon, na Espanha, e da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.

Cartaxo embarca para Santander em companhia do secretário municipal da Receita, Adenilson Ferreira, que é o coordenador do Programa João Pessoa Sustentável, e do diretor do Centro de Línguas Estrangeiras da PMJP (Celest), Jonathan Vieira.

 

Entrada da Lagoa no radar da PF dá a Cartaxo um problema para chamar de seu

Apesar de não ser alvo da investigação, tema vai municiar a oposição

Luciano Cartaxo caminha no Parque da Lagoa após a entrega da obra. Foto: Divulgação/Secom-JP

O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ganhou um problema para chamar de seu com a operação Irerês, da Polícia Federal. Me explico melhor, para que a postagem não soe de forma inquisitória: mesmo não sendo alvo da investigação, o gestor pagará um preço político por eventuais irregularidades apontadas. A PF fala em dano ao erário de R$ 6,4 milhões nas obras de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena. As melhorias do equipamento foram o carro-chefe do gestor nas eleições de 2016 e são lembras como marca do pessedista na capital. A operação desencadeada nesta sexta-feira (2), no entanto, tem como alvo apenas a empresa responsável pela obra, a Compecc.

Os alvos da operação são, principalmente, supostas irregularidades no recolhimento de resíduos e na construção de um túnel. Os problemas foram apontados inicialmente pela Controladoria Geral da União (CGU), em relatório divulgado em 2015. As obras do Novo Parque da Lagoa foram iniciadas em 10 de abril de 2014 e inauguradas em 12 de junho de 2016, ano da eleição. A PF fala em irregularidades nos procedimentos licitatórios e na execução das obras.

A Operação Irerês cumpriu dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal em João Pessoa, na sede de empresa contratada para executar a obra investigada e na residência do responsável por sua administração. A Justiça Federal também tornou indisponíveis bens da empresa investigada e proibiu que a Prefeitura Municipal de João Pessoa realize novos pagamentos referentes ao contrato de repasse firmado entre o Ministério das Cidades e a administração da capital, por meio da Caixa Econômica Federal.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Irerês tem o objetivo de coletar provas e as investigações continuam, inclusive correndo sob segredo de Justiça. Em função desse último detalhe, a corporação não vai divulgar mais detalhes sobre a ação. Procurados pelo blog, tanto o secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, quanto o procurador-geral do Município, Adelmar Régis, disseram que só vão se pronunciar caso a prefeitura venha a ser citada.

O tema Lagoa foi muito utilizado na campanha política de 2016 pelo prefeito Luciano Cartaxo, ressaltando as conquistas para o urbanismo de João Pessoa. A obra custou R$ 37 milhões e foi muito atacada pela oposição, que criticou a gestão por conta das supostas de irregularidades na obra, municiados com o relatório da CGU, divulgado em dezembro de 2015. Na época, o órgão de controle apontou prejuízo de R$ 5,9 milhões com a retirada de resíduos da Lagoa. Segundo a empresa, teriam sido retiradas 200 mil toneladas de resíduos. O outro ponto contestado diz respeito à licitação para a construção do túnel. O sobrepreço apontado é de R$ 3,6 milhões.

Os balancetes divulgados pela CGU fundamentaram investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. O caso corre em segredo de Justiça na 16ª Vara da Justiça Federal. Em duas oportunidades, a oposição tentou emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de João Pessoa, mas sem sucesso. Na primeira, não conseguiram as assinaturas suficientes. Na segunda, o presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), decidiu arquivar a investigação. Por enquanto, o prefeito não é parte nas investigações, o que não tira a carga negativa para um gestor que almeja disputar o governo do Estado. O impacto disso, no entanto, vai depender do curso das investigações.

Confira nota oficial divulgada pela Compecc

NOTA ESCLARECIMENTO

Sobre operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (02/6), os dirigentes da empresa esclarecem que foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão, buscando coleta de dados sobre a referida obra.
Os empresários informam que há mais de um ano foram ouvidos pelo Ministério Público Federal, juntando farta documentação que comprova a lisura na execução da obra, bem como responderam por ofício todos os questionamentos que foram feitos pela Polícia Federal.
A empresa afirma que a perícia que fundamentou o pedido de busca e apreensão se conflita totalmente com relatórios de órgãos federais, a exemplo do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, fiscalizadores do convênio firmado com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, que por sua vez também relatórios junto aos citados órgãos.
Por fim, a empresa deixa claro que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos.

Confira nota da Prefeitura de João Pessoa

Nota de esclarecimento

A Procuradoria e a Controladoria Geral da Prefeitura de João Pessoa, a respeito da Operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira (02/06), esclarece que:

– A Prefeitura não é alvo da Operação realizada hoje, mas vem contribuindo, desde o início das investigações, com o repasse de todos os documentos e informações necessárias.

– A gestão acompanhou, espontaneamente, com o intuito de colaborar com as autoridades, de todas as perícias realizadas pelos órgãos de controle, a exemplo da Polícia Federal (PF) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

– Em relação à referida investigação, a gestão apura todos os fatos com transparência e rigor, apoiando o trabalho feito pela PF.

– A gestão municipal está confiante no esclarecimento dos fatos e reforça o seu compromisso com a lisura dos processos adotados, ressaltando que o Novo Parque da Lagoa já foi entregue e vem sendo plenamente utilizado pela população.

Rômulo nega que Cartaxo precise de plano “b” e garante legenda para ele em 2018

Prefeito trabalha para construir uma candidatura ao governo do Estado

Luciano Cartaxo foi referendado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Francisco França

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) reagiu às especulações de que o prefeito Luciano Cartaxo, do mesmo partido, esteja articulando um plano “b” para as eleições do próximo ano. Aliados do gestor, em reserva, revelam que o PMN será o caminho dele, caso se perceba risco em uma candidatura ao governo do Estado pela sigla pessedista em 2018. O primeiro passo para esta medida foi a filiação do secretário de Gestão Governamental e Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa, Zennedy Bezerra, à nova sigla. As conversas são para que ele, listado entre os aliados de primeira hora do prefeito, assuma o comando estadual do partido.

As especulações de bastidores, no Paço Municipal, são de que a proximidade de Rômulo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) faria com que ele não pestanejasse em escolher o tucano em detrimento do prefeito em caso de uma candidatura ao governo. “A candidatura de Luciano Cartaxo ao governo do Estado é uma prioridade do PSD nacional, não apenas da Paraíba”, assegurou Rômulo Gouveia. Ele assegura só dependerá do prefeito decidir se será candidato. “Qual partido não quer ter um governador? Lógico que uma candidatura de Cartaxo ampliaria a possibilidade de elegermos uma bancada para a Assembleia Legislativa e reforçaria também nossas candidaturas estaduais”, enfatizou.

PMN

A ida de Zennedy Bezerra para o PMN, segundo aliados, faz com que o prefeito tenha um partido para chamar de seu. O convite para a vinda do auxiliar direto do prefeito foi feito por Lídia Moura e Bala Barbosa, as duas principais lideranças da sigla no Estado. Segundo Barbosa, o PMN da Paraíba vem trabalhando para promover uma renovação em seus quadros de filiados, com o objetivo de fortalecer sua atuação no Estado. “Zennedy é uma liderança comprometida com mudanças profundas que estão ocorrendo na política de João Pessoa e da Paraíba. Acompanhamos de perto o trabalho que ele vem realizado na gestão do prefeito Luciano Cartaxo. Os dois construíram uma trajetória juntos, desde a Câmara Municipal”, disse Bala.

“Agora, estamos trabalhando para convencer Zennedy a assumir o comando do nosso partido na Paraíba. Esse é um passo extremamente importante para consolidarmos o crescimento do PMN na Região Metropolitana e no Interior, preparando-o para chegar ao processo eleitoral de 2018 com uma base mais robusta. Estamos aprofundando o diálogo interno sobre isso e queremos concluir os entendimentos com o secretário nos próximos dias”, ressaltou Bala Barbosa, salientando que Lídia Moura defende uma renovação na direção.