Vereadores cobram audiência com Cartaxo para pedir cargos

Angélica Nunes

Quem pensou que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), tinha um “pepino nas mãos” na disputa entre os vereadores Durval Ferreira e Marcos Vinícius pela presidência da Câmara Municipal, é porque não acompanhou o choro das vereadores Raíssa Lacerda (PSD) e Eliza Virgínia (PSDB), além do vereador João Corujinha (PSDC), que cobram mais espaço (leia-se cargos) na administração municipal na reta final da reforma. Fala-se nos bastidores uma redução de 60 para 30 cargos na gestão por aliado.

O líder da base de sustentação do prefeito, Helton Renê, bem que tentou nesta quarta-feira (18) apaziguar os ânimos, convocando a bancada para uma reunião, mas não conseguiu muito sucesso. O secretário de articulação política Zennedy Bezerra também foi convocado para apagar o incêndio.

Os vereadores cobram uma audiência com Cartaxo para expor a insatisfação, mas não há aceno de que ela aconteça ainda esta semana. “A eleição da Mesa passou e agora queremos a reunião prometida com Cartaxo. Está na hora de nos ouvir”, pregou Raíssa Lacerda.

Embora do mesmo partido do prefeito, Raíssa estaria muito insatisfeita com a perda de cargo de aliados de campanha indicados por ela. Um pedido negado de nomeação do seu marido e ex-secretário na gestão de Luciano Agra, além do retorno de Adalberto Fulgêncio para a pasta da Saúde teriam agravado ainda mais o seu descontentamento, o que ela nega. “Meu marido é um advogado promissor, tudo o que disserem quanto a isso é uma inverdade. O que me preocupo é com os prestadores, pais de família, que ficarão desempregados”, justificou.

Mesmo eleito para presidente da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020, Corujinha vai mais além e diz que o seu partido, o PSDC, foi escanteado por Cartaxo após as eleições municipais por não ter emplacado cargos na gestão.

A reclamação  é bem parecida com a da tucana Eliza Virgínia, que argumenta que o PSDB teve um papel importante nessas eleições. Até o dia 20 estamos tentando nos reunir. Esse é um espaço do partido, mas dos vereadores não. Os vereadores não foram contemplados e nem ouvidos. Falta discutir esse espaço”, disse.

O prefeito Luciano cartaxo, embora tenha assegurado que deve se reunir com a bancada antes do início dos trabalhos no legislativo municipal, no próximo dia 1º, ainda não fechou uma data para o encontro.

Cartaxo deve incluir Durval e vereadores não eleitos na reforma

Durval deve ser aproveitado na gestão. Foto: Francisco França

Angélica Nunes

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) deve anunciar, na tarde desta quarta-feira (4), mais uma lista como novos secretários de sua gestão. Dentre os que devem ser nomeados para o seu segundo mandato está o ex-presidente da Câmara Municipal da capital, Durval Ferreira (PP), além de vereadores não eleitos como Benilton Lucena, Bira Pereira e Marmuthe Cavalcanti, todos do seu partido.

Após ser derrotado na eleição da Mesa Diretora da Câmara, Durval Ferreira tinha expectativa de ser convocado para o Instituto de Previdência do Município (IPM). O prefeito, no entanto, acabou dando o cargo ao empresário Diego Tavares, que foi secretário de Acompanhamento Governamental de João Pessoa, em Brasília.

Uma reunião nesta quarta-feira entre Cartaxo e Durval deve selar a ida do vereador para a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Com a saída do titular, assume a primeira suplente da coligação PP-SD, Helena Holanda (PP).

Também não eleito para um novo mandato, Benilton Lucena deve ser confirmado para gestão. Embora professor de carreira, o correligionário do prefeito deve ser nomeado para a Ouvidoria do município. “Estamos aguardando a oficialização”, resumiu.

No arranjo para contemplar outros vereadores não eleitos, Cartaxo também deve convocar outros dois correligionários. As especulações é que o ex-vereador Bira vá para a Secretaria do Orçamento Participativo e Marmuthe Cavalcanti (PSD) para o Procon-JP, função que anteriormente era ocupada por Helton René, que em seu novo mandato foi escalado para liderança da bancada de sustentação do prefeito na Câmara.

 

Dia de posse: quatro partidos têm 65% dos prefeitos da Paraíba

Por Jornusmar Barbosa, do www.jornaldaparaiba.com.br

Luciano Cartaxo reassume a prefeitura de João Pessoa para mais quatro anos de mandato. Foto: Divulgação/Secom-PB

Nos 223 municípios da Paraíba, novos prefeitos e gestores reeleitos assumem os cargos neste domingo (1º) com a missão de administrar em um cenário de crise econômica com muita demandas sociais e escassez de recursos. No plano político, vão enfrentar a pressão dos líderes por apoio com vistas às eleições majoritárias e proporcionais de 2018. PSB, PSDB, PMDB e PSD vão empossar 147% dos total de prefeitos.

O PSB, do governador Ricardo Coutinho, elegeu 53 prefeitos em 2 de outubro, mas já conseguiu a adesão de mais seis, totalizando 59. Das cidades com os maiores colégios eleitorais, destacam­se os prefeitos Fábio Tyrone (Sousa), Márcia Lucena (Conde), Roberto Feliciano (Sapé) e Nobinho Almeida (Esperança).

Por sua vez, o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima, saiu também das urnas fortalecido, elegendo 36 prefeitos, embora dois tenham se transferido para o PSB. Na linha de frente das oposições, os tucanos tem prefeitos em redutos eleitorais significatos, a exemplo de Romero Rodrigues (Campina Grande), Emerson Panta (Santa Rita), Dinaldinho Wanderley (Patos), Zenóbio Toscano (Guarabira) e Ana Lorena (Monteiro).

Comandado pelo senador José Maranhão, que rompeu com o Governo, o PMDB elegeu 31 prefeitos, mas perdeu três para o PSB. Dentre os peemedebistas eleitos, estão Dr. Verissinho (Pombal), Zezé Alexandre (Santa Luzia), Jurandi Pileque (Taperoá) e Magna Dantas (Fagundes).

Por seu turno, o PSD, presidido pelo deputado federal Rômulo Gouveia, passa a comandar 26 prefeituras, dentre elas, João Pessoa, comandada por Luciano Cartaxo. Os demais partidos que mais elegeram prefeitos são o PTB (17), DEM (17), PR (13), PDT (9) e PP (6). O PTdoB, PSC e PSL venceram em três municípios, cada, e o PRB em dois. O PRB elegeu dois prefeitos, mas Milton Rodrigues decidiu se filiar ao PSB, após ganhar o pleito.

 

Lista dos prefeitos
1. Água Branca – Tom (PMDB)
2. Aguiar – Lourival (PTB)
3. Alagoa Grande – Sobrinho (PSB)
4. Alagoa Nova – Aquino (PSDB)
5. Alagoinha – Jeová José (PMDB)
6. Alcantil – Milton Rodrigues (Trocou o PRB pelo PSB)
7. Algodão de Jandaíra – Maricleide Izidro da Silva (PSD)
8. Alhandra – Renato Mendes (DEM)
9. Amparo – Inácio Nóbrega (DEM)
10. Aparecida – Júlio César (PSD)
11. Araçagi – Murílio Nunes (PSB)
12. Arara – Nen (PSL)
13. Araruna – Vital Costa (PP)
14. Areia – João Francisco (PSDB)
15. Areia de Baraúnas – Guia de Zé de Pedro Felho (DEM)
16. Areial – Adelson (PSDB)
17. Aroeiras – Mylton Marques (PSDB)
18. Assunção – Vogel (PTB)
19. Baía da Traição – Serginho Lima (PTB)
20. Bananeiras – Douglas Lucena (PSB)
21. Baraúna – Manasses Dantas (PSB)
22. Barra de Santa Rosa – Neto (DEM)
23. Barra de Santana – Cacilda (PSD)
24. Barra de São Miguel – João Batista (PSB)
25. Bayeux – Berg Lima (PTN)
26. Belém – Renata (PMDB)
27. Belém do Brejo do Cruz – Evandro Maia (PTdoB)
28. Bernardino Batista – Gervázio Gomes (PSB)
29. Boa Ventura – Leonice Lopes (PSD)
30. Boa Vista – André Gomes (PDT)
31. Bom Jesus – Roberto Bayma (PSD)
32. Bom Sucesso – Pedro Caetano (PTB)
33. Bonito de Santa Fé – Chico Pereira (PSB)
34. Boqueirão – João Paulo II (PSD)
35. Borborema – Gilene (PTB)
36. Brejo do Cruz – Barão (PR)
37. Brejo dos Santos – Dr. Lauri (PSDB)
38. Caaporã – Kiko (PDT)
39. Cabaceiras – Tiago Castro (PSB)
40. Cabedelo – Leto Viana (PRP)
41. Cachoeira dos Índios – Allan (PSB)
42. Cacimba de Areia – Rogério Campos (PMDB)
43. Cacimba de Dentro – Nelinho (PSB)
44. Cacimbas – Léo (PSB)
45. Caiçara – Hugo Alves (PSB)
46. Cajazeiras – José Aldemir (PP)
47. Cajazeirinhas – Assis Rodrigues (PSB)
48. Caldas Brandão – Nelma Rolim (PMDB)
49. Camalaú – Sandro Moco (PSDB)
50. Campina Grande – Romero Rodrigues (PSDB)
51. Capim – Tiago Lisboa (PSDB)
52. Caraúbas – Silvano Dudu (PSB)
53. Carrapateira – Marineide de Dedé (PR)
54. Casserengue – Dinda (PSDB)
55. Catingueira – Dr. Edir (PMDB)
56. Catolé do Rocha – Leomar Benício Maia (PTB)
57. Caturité – Zé João (PSD)
58. Conceição – Nilson Lacerda (PSDB)
59. Condado – Caio Paixão (PR)
60. Conde – Márcia Lucena (PSB)
61. Congo – Júnior Quirno (PDT)
62. Coremas – Chaguinha de Edilson (PDT)
63. Coxixola – Givaldo (DEM)
64. Cruz do Espírito Santo – Pedrito (PSD)
65. Cubati – Dudu (PSD)
66. Cuité – Charles Camaraense (PSL)
67. Cuité de Mamanguape – Jair da Farmácia (PSC)
68. Cuitegi – Guilherminho Madruga (PSB)
69. Curral de Cima – Totó Ribeiro (PSDB)
70. Curral Velho – Filhinho (PSDB)
71. Damião – Lucildo (PSB)
72. Desterro – Didi (PR)
73. Diamante – Carmelita de Odoniel (PSDB)
74. Dona Inês – João Idalino (PSD)
75. Duas Estradas – Joyce (PR)
76. Emas – Segundo Madruga (PMDB)
77. Esperança – Nobinho (PSB)
78. Fagundes – Magna Dantas (PMDB)
79. Frei Martinho – Aido (PSB)
80. Gado Bravo – Dr Paulo (PSDB)
81. Guarabira – Zenóbio Toscano (PSDB)
82. Gurinhém – Cláudio Madruga (PMDB)
83. Gurjão – Ronaldo (PSC)
84. Ibiara – Nivaldo Barros (PSB)
85. Igaracy – Lídio Carneiro (PTB)
86. Imaculada – Dada Lustosa (PSD)
87. Ingá – Manoel da Lenha (PSD)
88. Itabaiana – Dr. Lúcio (PSB)
89. Itaporanga – Divaldo Dantas (Trocou o PMDB pelo PSB)
90. Itapororoca – Elissandra (DEM)
91. Itatuba – Aron (PSB)
92. Jacaraú – Elias Costa (PMDB)
93. Jericó – Cláudio (PP)
94. João Pessoa – Luciano Cartaxo (PSD)
95. Joca Claudino – Dra. Jordhanna (PTB)
96. Juarez Távora – Ana de Nal (PSB)
97. Juazeirinho – Bevilacqua (PTdoB)
98. Junco do Seridó – Kleber (PSB)
99. Juripiranga – Dr. Paulo (PSB)
100. Juru – Luiz Galvão (PSB)
101. Lagoa – Toinho Alípio (PSB)
102. Lagoa de Dentro – Fabiano Pedro (PSD)
103. Lagoa Seca – Fábio Carvalho (PSDB)
104. Lastro – Dr. Athaíde (PSDB)
105. Livramento – Carmelita Ventura (PR)
106. Logradouro – Célia (PSB)
107. Lucena – Marcelo Monteiro (PSB)
108. Mãe D’Água – Cirino (PMDB)
109. Malta – Nael Rosa (PMDB)
110. Mamanguape – Eunice Pessoa (PSB)
111. Manaíra – Nel (PMN)
112. Marcação – Lili (PMDB)
113. Mari – Antônio Gomes (PSD)
114. Marizópolis – Zé de Pedrinho (PSDB)
115. Massaranduba – Paulo Oliveira (PSDB)
116. Mataraca – Egberto (PTB)
117. Matinhas – Fátima Silva (PSD)
118. Mato Grosso – Doca (Trocou o PMDB pelo PSB)
119. Maturéia – Zé Pereira (PDT)
120. Mogeiro – Alberto Ferreira (PR)
121. Montadas – Jonas (PSD)
122. Monte Horebe – Marcos Eron (PMDB)
123. Monteiro – Lorena de Dr. Chico (PSDB)
124. Mulungu – Melquíades Nascimento (PTB)
125. Natuba – Janete Santos (PMDB)
126. Nazarezinho – Silvan Mendes (PR)
127. Nova Floresta – Jarson do Pastro (PSB)
128. Nova Olinda – Diogo (PSDB)
129. Nova Palmeira – Ailton (PTB)
130. Olho D’Água – Genoilton (PMDB)
131. Olivedos – Deusinho (PSD)
132. Ouro Velho – Natália de Dr. Júnior (PSD)
133. Parari – Josa (PSB)
134. Passagem – Magno de Bá (Trocou o PMDB pelo PSB)
135. Patos – Dinaldinho Wanderley (PSDB)
136. Paulista – Valmar (PR)
137. Pedra Branca – Allan Bastos (PR)
138. Pedra Lavrada – Jarbas Melo (PSD)
139. Pedras de Fogo – Dedé Romão (PSB)
140. Pedro Régis – Baia (PSDB)
141. Piancó – Daniel Galdino (PSD)
142. Picuí – Olivânio (PT)
143. Pilar – Benício Neto (PSB)
144. Pilões – Erimar Flor (PSB)
145. Pilõezinhos – Mônica de Sandro (Trocou o PSDB pelo PSB)
146. Pirpirituba – Didiu (PSDB)
147. Pitimbu – Leonardo (PSD)
148. Pocinhos – Cláudio Chaves (PTB)
149. Poço Dantas – Dedé de Zé Cláudio (PTB)
150. Poço de José de Moura – Aurileide (DEM)
151. Pombal – Dr. Verissinho (PMDB)
152. Prata – Júnior de Nôta (PMDB)
153. Princesa Isabel – Ricardo Pereira (PSB)
154. Puxinanã – Felipe Coutinho (PRB)
155. Queimadas – Carlinhos de Tião (PSB)
156. Quixaba – Cláudia (PMDB)
157. Remígio – Chió (PSB)
158. Riachão – Fábio Moura (PTB)
159. Riachão do Bacamarte – Gordo Amaral (PSDB)
160. Riachão do Poço – Cilinha (DEM)
161. Riacho de Santo Antônio – Ofila (PTB)
162. Riacho dos Cavalos – Hugo (PP)
163. Rio Tinto – Fernando Naia (PSB)
164. Salgadinho – Marcos Alves (PSDB)
165. Salgado de São Félix – Adjanilson (DEM)
166. Santa Cecília – Beto de Chico (DEM)
167. Santa Cruz – Paulo César (PSB)
168. Santa Helena – Emanuel (PSD)
169. Santa Inês – Dr. João (PDT)
170. Santa Luzia – Zezé (PMDB)
171. Santa Rita – Dr. Emerson Panta (PSDB)
172. Santa Terezinha – Terezinha de Zé Afonso (PSDB)
173. Santana de Mangueira – Zé Inácio (Trocou o PSDB pelo PSB)
174. Santana dos Garrotes – Dedé (PSB)
175. Santo André – Silvano Marinho (PDT)
176. São Bentinho – Giovana (PSB)
177. São Bento – Dr. Jarques (DEM)
178. São Domingos de Pombal – Odaisa (PR)
179. São Domingos do Cariri – Inara (PSDB)
180. São Francisco – João Bosco Filho (PSDB)
181. São João do Cariri – Cosme (DEM)
182. São João do Rio do Peixe (PP)
183. São João do Tigre – Célio (PSB)
184. São José da Lagoa Tapada – Coloral (PSD)
185. São José de Caiana – Zé Leite (PR)
186. São José de Espinharas – Neto Gomes (PSB)
187. São José de Piranhas – Chico Mendes (PSB)
188. São José de Princesa – Maria Assunção (PMDB)
189. São José do Bonfim – Rosalba Mota (PMDB)
190. São José do Brejo do Cruz – Ana Maria (PR)
191. São José do Sabugi – Segundo (DEM)
192. São José dos Cordeiros – Jefferson (PSB)
193. São José dos Ramos – Eduardo Caxias (PMDB)
194. São Mamede – Dr. Jefferson Morais (DEM)
195. São Miguel de Taipu – Clodoaldo (PMDB)
196. São Sebastião de Lagoa de Roça – Severo (PSDB)
197. São Sebastião do Umbuzeiro – Adriano Wolff (DEM)
198. São Vicente do Seridó – Graciete (PSB)
199. Sapé – Roberto Feliciano (PSB)
200. Serra Branca – Souzinha (PDT)
201. Serra da Raiz – Adailma (PTB)
202. Serra Grande – Jairo (PSDB)
203. Serra Redonda – Danilo (PSD)
204. Serraria – Batista Pinheiro (PTdoB)
205. Sertãozinho – Antônio de Eloi (PSL)
206. Sobrado – George Coelho (PSB)
207. Solânea – Kaiser Rocha (DEM)
208. Soledade – Geraldo Moura (PP)
209. Sossêgo – Neide (PSB)
210. Sousa – Fábio Tyrone (PSB)
211. Sumé – Eden Duarte (PSB)
212. Tacima – Erivan Bezerra (PMDB)
213. Taperoá – Jurandi Pileque (PMDB)
214. Tavares – Dr. Ailton (PMDB)
215. Teixeira – Nego de Guri (PMDB)
216. Tenório – Evilázio (PSB)
217. Triunfo – Zé Mangueira (PTB)
218. Uiraúna – Dr. Bosco (PSDB)
219. Umbuzeiro – Nivaldo (PSB)
220. Várzea – Toninho (DEM)
221. Vieirópolis – Célio da Usina (PSC)
222. Vista Serrana – Sérgio de Levi (PMDB)
223. Zabelê – Dalyson (PSDB)

Cartaxo: “nem esquerda, nem de centro, nem de direita”

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), definiu a sua própria postura ideológica durante entrevista à rádio CBN João Pessoa. Durante a campanha pela reeleição, neste ano, ele foi acusado de deixar o Partido dos Trabalhadores, com orientação de esquerda, para abraçar a direita no PSD. O raciocínio do gestor é diferente. Ele não se considera mais de esquerda, centro ou direita. Se define como um prefeito focado no desenvolvimento econômico e social da cidade. E só.

As posturas relacionadas às ideologias de direita, esquerda ou centro, vale ressaltar, têm perdido espaço nas composições partidárias. O PTN mudou de nome para Podemos. Não tem nada a ver com o partido de esquerda espanhol. Se inspirou no “Yes, we can”, slogan usado pelo presidente Barack Obama na disputa norte-americana. A direção do partido, vale ressaltar, também se define como sigla que não orbita entre as bandeiras ideológicas.

Os partidos, vale ressaltar, viraram federações de interesses e orientações pessoais.

Cartaxo dá última cartada para tentar a unidade na eleição da Câmara

Marcos Vinícius trabalha com a crença de que a sua eleição é prego batido e ponta virada. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSB), vai reunir a base aliada nesta sexta-feira (16), às 17h, para discutir a formação de uma chapa de consenso para a eleição da Câmara de Vereadores. O tema é indigesto e de difícil solução, tudo por que o atual presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), e o vereador Marcos Vinícius (PSDB) querem a mesmíssima coisa: o comando da Casa no primeiro biênio do próximo ano. A tarefa supera a barreira do possível por questões físicas, afinal, dois corpos não conseguem ocupar o mesmo lugar no espaço. Um teria que sair para dar lugar ao outro e não parece haver disposição para tal. Muito pelo contrário. Os dois grupos vivem cantando vitória, com um apostando na fidelidade do seu grupo e o outro na traição da palavra empenhada.

Durval Ferreira acredita em reviravolta e tenta subtrair apoio de Marcos Vinícius. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

Diante da bola dividida, Cartaxo tem revelado aos aliados pouca disposição de tomar partido em relação a um ou ao outro. É inegável que houve cochilo do gestor na condução do processo, na medida que ele deixou essa tarefa para um segundo momento. Resultado: quando se deu conta, se deparou com os dois blocos com chapas montadas. Marcos Vinícius, com certa vantagem, apresentou uma maioria significativa. Tem 16 vereadores jurando lealdade a ele. Todos posam para foto e assinaram documentos em forma de carta de compromisso. Durval, não. Diz ter 14 apoiadores, mas não revela quais são. Seu grupo se apressa em cantar vitória, contando com a traição de vereadores comprometidos com Marcos Vinícius. Existem 27 votos possíveis na Casa.

Poderíamos dizer que nem tanto ao sol nem tanto ao mar, para analisar o otimismo de lado a lado. Marcos Vinícius tem uma maioria folgada, sim, mas há quem diga que existem vereadores com placa de venda. A acusação soa leviana, mas é respaldada no histórico de traições da Câmara de Vereadores. Um histórico que o tucano acredita ter acabado com a renovação de quase 50% das cadeiras na Casa. Os apoiadores de Durval demonstram um otimismo incomum, lastreado pelo histórico de vitórias do pepista. Afinal, dez nos à frente da Câmara não é para qualquer um, mas a estratégia de falar na existência de uma terceira também via soa como discurso derrotista.

Cartaxo tem dito a aliados que vai buscar um entendimento até a próxima segunda-feira (19), na tentativa de construir uma chapa de consenso. Demonstra também falta de apetite para pagar o preço de apoiar um dos candidatos a presidente, já que isso implicaria em distribuir cargos ou outras práticas pouco republicanas que ele diz condenar. É fato que Marcos Vinícius construiu uma maioria e a apresenta a quem quiser, assim como é fato também que o cenário não será mudado sem traição. A briga é boa e vamos ter ver o saldo dela no dia 1° de janeiro. Até lá, melhor não botar a mão do fogo por ninguém.

Cartaxo manda mensagem à Câmara congelando salários dele e do vice

Fonte: Divulgação/Secom-JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), reeleito neste ano, enviou na manhã desta quinta-feira (15) mensagem direcionada ao presidente da Câmara de Vereadores, Durval Ferreira (PP), oficializando a decisão de congelar os salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e secretários adjuntos da administração municipal. Cabe ao Legislativo as fixação dos subsídios para os próximos quatro anos. O mandatário da Casa, em declarações anteriores, também manifestou a intenção de manter nos mesmos patamares de hoje os salários dos vereadores.

Com a medida, o salário do prefeito será mantido nos mesmos patamares aprovados em 2012, ou seja, R$ 22 mil. O vice tem vencimentos de R$ 16,5 mil, enquanto que os secretários ganham R$ 15 mil e os adjuntos R$ 11 mil. Os vereadores de João Pessoa poderiam reajustar os salários para R$ 18,9 mil, porém, se for mantida a proposta do presidente da Câmara, permanecerá na cada dos R$ 15 mil. O anúncio do prefeito foi feito ocorre um dia depois de os vereadores de Campina Grande reajustarem os próprios salários e os do prefeito.

No caso de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) prometeu congelar os próprios salários e os do vice, Enivaldo Ribeiro (PP). Ouvido recentemente pelo blog, o prefeito de João Pessoa explicou que a medida é fruto do arrocho nas contas causados pela crise econômica nacional. Ele explicou que vinha pensando no congelamento há vários meses e essa decisão teria que ser tomada agora, já que a Câmara Municipal tem até o fim do ano para aprovar os subsídios para o período que vai de janeiro de 2017 até dezembro de 2020.

O prefeito evita fazer prognósticos sobre um eventual congelamento dos salários dos servidores públicos municipais. Neste ano, segundo ele em decorrência da crise, todas as categorias não regidas por pisos nacionais ficaram sem reajuste. É o caso de quem ganha salário mínimo e dos professores. “Nos preocupamos primeiro com os salários que são fixados pelos vereadores para o Executivo, porque tem prazo apertado. Ano que vem, depois de observar as receitas e as despesas, essas questões serão analisadas”, ressaltou.

 

Cartaxo quer manter base aliada para disputa em 2018

Foto: Rafael Passos-Secom/JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não tem como dizer que terá, em 2018, os mesmos aliados que dividiram o palanque com ele na disputa pela reeleição, neste ano. O gestor não nega para ninguém o desejo de manter na sua base PSDB e PMDB, respectivamente dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão. O movimento das peças no xadrez não é fácil, pois vai depender de quão forte estará o candidato que será indicado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e a expectativa de poder de Cássio e Maranhão. Se algum deles tiver chance, vai para a disputa.

Cartaxo tem feito o dever de casa na missão de se fortalecer para a disputa daqui a dois anos. Neste fim de semana, ele foi a Sousa, onde se encontrou com o ex-prefeito João Estrela, aliado de Coutinho, e com o atual prefeito André Gadelha (PMDB), aliado de Cássio. Em seguida, se reuniu com o prefeito eleito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O empenho do prefeito, segundo seus aliados, vai ser buscar a interiorização do seu nome a partir de agora, sem se descuidar da gestão.

O prefeito de João Pessoa conseguiu a reeleição neste ano ainda no primeiro turno, derrotando a candidata do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos (PSB). Para a composição, contou com as articulações de Cássio e Maranhão, que indicaram o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) para o cargo de vice. Caso renuncie ao mandato para disputar o governo, Cartaxo deverá ter como adversário o futuro presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), representando o governador.

Aliados de Durval já torcem por nome alternativo caso não haja acordo com Marcos Vinícius

luciano-cartaxo-e-durval-ferreira

Cartaxo e Durval Ferreira durante evento. Foto: Francisco França

Os aliados do presidente da Câmara de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), têm torcido para que o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) lance um nome alternativo caso não haja acordo entre o atual mandatário, candidato à reeleição, e o favorito para a disputa, o vereador Marcos Vinícius (PSDB). Alguns destes parlamentares apontam o aval do pessedista, apesar de Cartaxo não demonstrar disposição para comprar esta briga. Nos bastidores, fala-se até na busca por uma saída honrosa para Ferreira.

A lógica dos aliados de Durval é que com a bancada majoritariamente governista na Casa, o prefeito não teria grandes dificuldades para fazer o novo presidente do Legislativo, apesar do histórico em contrário. Os nomes cotados para a missão seriam os de Luiz Flávio (PSDB), Pedro Coutinho (PHS), João Almeida (SD), Dinho (PMN) e Bosquinho (PSC). O argumento deles é que estes nomes não enfrentariam resistência de Raíssa Lacerda (PSD), Eliza Virgínia (PSDB), João Corujinha (PSDC) e do próprio Marcos Vinícius (PSDB).

A lógica é a de que os 16 vereadores da base aliada do prefeito seriam suficientes para vencer as eleições. Atualmente, tanto Marcos Vinícius quanto Durval Ferreira têm que buscar na oposição o complemento para vencer o pleito. Ao todo, são 27 vereadores e quem conseguir a confiança de 14 sai vitorioso. O tucano tem o compromisso de 16 parlamentares, enquanto que o pepista diz ter 14 e três outros se dizem indecisos – uma conta que não fecha, já que soma 33 votos.

O prefeito Luciano Cartaxo disse que tentará um acordo entre os aliados até o dia 15 deste mês, quando acontece a diplomação. Tende a referendar a maioria conquistada por Marcos Vinícius, mas quer sugerir mudanças na chapa montada pelo tucano para o primeiro biênio. A eleição para a escolha do novo presidente acontece no dia 1°, logo após a

Governistas vão buscar uma saída honrosa para Durval na Câmara

luciano-cartaxo-e-durval-ferreira

Luciano Cartaxo conversa com Durval Ferreira durante agenda da prefeitura. Foto: Francisco França

As conversas do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) com veadores da sua base de apoio na Câmara de João Pessoa nos últimos dias mostraram dois pontos curiosos. O primeiro é o de que a resistência à reeleição atual presidente da Câmara, Durval Ferreira (PP), é maior do que se imaginava. A outra, consequência da primeira, é que será preciso costurar uma saída honrosa para o atual mandatário, que concorre ao cargo com o vereador Marcos Vinícius (PSDB). O tucano, contanto o próprio voto, tem o apoio de 16 dos 27 vereadores da Casa – mais do que o suficiente para ser eleito.

Cartaxo deu declarações neste semana no sentido de que deverá fechar a fatura antes do dia 15 deste mês. Entende que não dá para esticar a corda por causa das festas de fim de ano. No bunker pessedista, a informação é que serão sugeridas mudanças pontuais na composição da mesa diretora proposta por Marcos Vinícius. A escolha de João Corujinha (PSDC) como nome para o segundo biênio, em eleição casada, dizem aliados, também não agradou, apesar de ele integrar a base do prefeito Luciano Cartaxo. Os apoiadores de Marcos Vinícius resistem à mudança.

Durval Ferreira, apesar das movimentações dos adversários, tenta se manter na disputa. Ele tem se apegado à disputa para coroar sua passagem pela Câmara de Vereadores, casa comandada por ele há dez anos. Seu objetivo é se candidatar a deputado federal em 2018. Isso também é usado pelos partidários de Marcos Vinícius sob o argumento de que o Legislativo não pode servir de trampolim para projetos políticos pessoais. As articulações continuam. A preço de hoje, Marcos Vinícius tem 16 votos, contra oito de Durval e três vereadores estão indecisos. Durval discorda da conta e diz que alguns dos apoiadores de Vinícius são seus aliados.

Para não cravar um resultado, vale lembrar que todos continuam jogando. E quando se fala de Câmara de João Pessoa, o jogo só termina quando acaba.

Cartaxo e Romero não irão a encontro com Ricardo Coutinho

Luciano-Cartaxo_foto-Angelica-NunesOs prefeitos das duas principais cidades da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, não vão para o encontro convocado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) com os gestores municipais eleitos neste ano. Agenda extensa em Brasília, no caso do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), e licença de fim de ano, no caso de Romero Rodrigues (PSDB), surgem como justificativas para as ausências. Auxiliares ligados aos gestores, vale ressaltar, alegam ainda que o encontro vai servir unicamente para tirar fotos, sem pauta objetiva do governador.

romero-rodrigues_agelica-nunesO encontro do governador com os prefeitos e vice-prefeitos, segundo os organizadores, vai acontecer no Centro de Convenções, com a realização de mesas-redondas para tratar da atual conjuntura econômica, assim como as ações do executivo estadual em áreas como saúde e geração de renda. A expectativa da organização é que participem do evento cerca de 700 pessoas, além de representantes de instituições, a exemplo da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup).

O chefe de Gabinete do governador, Fábio Maia, destacou que o Encontro de Prefeitos da Paraíba servirá, ainda, para que os gestores municipais e a gestão estadual compartilhem experiência administrativa. “Muitos prefeitos irão administrar a cidade pela primeira vez. É preciso que haja diálogo com relação às ações que vêm dando certo tanto no Estado quanto nos municípios”, disse. Entre os temas a serem abordados estão programas desenvolvidos do governo como Empreender, Pacto pelo Desenvolvimento Social e o Orçamento Democrático Estadual.

Longe

No mesmo dia do evento na Paraíba, Luciano Cartaxo vai, acompanhado do deputado federal Rômulo Gouveia (PSD), se reunir com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, para tratar da liberação de R$ 10 milhões para investimentos na Guarda Municipal e programas de monitoramento; com o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, para tratar da liberação de R$ 4 milhões para o investimento em centros de treinamento, além do Ministério da Educação, para tratar da liberação de recursos do FNDE para a capital.

Já Romero Rodrigues tirou uma licença de 14 dias, período que será dedicado ao descanso. O vice, Ronaldo Cunha Lima Filho (PSDB), tem evitado agendas muito longas por causa de problemas de saúde. A assessoria da prefeitura ainda não confirmou se ele terá condições de participar do evento.